Breaking News
Home / Biologia / Ato Sexual Masculino

Ato Sexual Masculino

PUBLICIDADE

O ato sexual masculino permite a entrada e o armazenado do esperma no trato genital feminino.

A excitação e ejaculação

Excitação:

Masculino excitação resulta na ereção de seu órgão genital e é coordenado pelo Sistema Nervoso Periférico.

Ejaculação:

Ejaculação é coordenada pelo Sistema Nervoso Periférico.
Uma variedade de compostos são adicionados ao fluido ejaculado, conhecido como sémen , que aumentam a fertilização.

Contribuição da próstata

A próstata injeta uma quantidade substancial de líquido leitoso pouco antes da emissão do sêmen. Na verdade, o fluido da próstata é responsável por 90% do volume de sémen.

A propriedade mais importante do líquido prostático é o seu pH básico, o que neutraliza o pH ácido do órgão genital feminino , elevando-o para o pH óptimo para a motilidade do esperma.

Ereção e Lubrificação

A ereção do falo é fundamental para a sua introdução na genitália da mulher.

A estimulação da glande desencadeia impulsos sensitivos que vão para a porção sacral da medula espinhal e, se o indivíduo se encontra com disposição psíquica adequada, os impulsos reflexos retornam, através das fibras nervosas parassimpáticas aos órgãos genitais. Esses impulsos dilatam as artérias do tecido erétil do falo e, provavelmente, também contraem as veias, inflando o falo. Também desencadeiam a secreção de muco pelas glândulas bulbo-uretrais, localizadas na porção terminal da uretra, lubrificando o órgão genital.

PUBLICIDADE

Ejaculação

Quando o grau de estimulação sexual atinge um nível crítico, os centros neurais localizados na extremidade da medula espinhal enviam impulsos através dos nervos simpáticos aos órgãos genitais masculinos para iniciarem a peristalse rítmica nos ductos genitais. A peristalse começa no epidídimo e passa através do ducto deferente, das glândulas seminais, da próstata e do órgão genital masculino, promovendo a ejaculação.

OBS: os espermatozóides são inativos em meio ácido. Tornam-se ativos em meio alcalino, fornecido pelo líquido da próstata.

ÓRGÃO GENITAL MASCULINO: O TAMANHO É IMPORTANTE?

Geralmente, o falo atinge seu tamanho definitivo aos 16/17 anos de idade e 80% dos falos eretos situam-se entre 11 e l6 cm, sendo 14 cm a medida mais comum.

O pequeno tamanho do órgão genital em repouso não é relevante; é no estado ereto que ele exerce sua f??unção.

O prazer feminino independe do tamanho do órgão genital, mas sim de um conjunto de fatores que cerca o ato sexual: clima, desejo, grau de excitação e “habilidade” do parceiro. A maioria dos órgãos genitais feminino tem uma profundidade entre 09 a 12 cm.

PUBLICIDADE

Portanto, a grande maioria dos órgãos genitais masculinos adequa-se a quase todas os órgãos genitais feminino. A insatisfação quanto ao tamanho do falo é uma queixa comum no consultório do urologista. Na maior parte dos casos a insatisfação não deriva de uma queixa do parceiro, mas sim do desejo do paciente de possuir um falo maior, seja por desconhecimento das medidas normais, seja por comparações errôneas com outros órgãos genitais, principalmente com os vistos em revistas ou filmes eróticos, ou através de “vantagens” contadas por amigos. Porém o que observamos na prática é bem diferente.

Cerca de 90% dos casos enquadram-se nas seguintes condições:

1 – genitália de tamanho normal, adequado para sua função.
2 –
genitália de tamanho normal, adequado para sua função, “escondido” parcialmente pelo aumento da gordura pré-pubiana comum nos obesos. 3 – genitália de tamanho normal, adequado para sua função, em um homem alto com falo proporcionalmente pequeno.
4 –
genitália de tamanho normal, adequado para sua função, mas parcialmente encoberto por uma implantação anormal da bolsa escrotal. Como cada caso é único, em dúvida solicite a avaliação de um urologista.

Mas atenção: Bombas de vácuo e aparelhos “esticadores”; não possuem a simpatia da comunidade urológica e os “milagres” a eles atribuídos não têm comprovação científica. Não há estudos sobre as consequências do seu uso, portanto, é melhor não arriscar.

INFERTILIDADE

Causa mais frequente: infecção nos ductos genitais masculinos.

Testículos congenitamente deficientes, incapazes de produzir espermatozóides normais (mais raro).

Quantidade de espermatozóides muito baixa na ejaculação, mesmo que sejam normais (75 milhões ou menos).

INFERTILIDADE TEMPORÁRIA

Aquecimento excessivo dos testículos, inviabilizando os espermatozóides (já foi usado como método contraceptivo antigamente por árabes, que ficavam sentados na areia quente do deserto para aquecer os testículos).

Determinadas substâncias, como o gossipol, presente na pasta de semente de algodão, que desativa a enzima responsável pelo amadurecimento dos espermatozóides (usado na nova pílula masculina e descoberto na China há 20 anos, quando pesquisadores da Organização Mundial de Saúde começaram a estudar uma população que apresentava baixos índices de fertilidade e cujos hábitos incluíam ingestão de grande quantidade de pasta da semente de algodão).

Alguns processos alérgicos.

Cigarros, bebidas alcoólica, maconha à diminuem a quantidade de espermatozóides.

VASECTOMIA X CASTRAÇÃO

A vasectomia é o modo de esterilização mais eficiente que se conhece. Ela &eac??ute; feita em consultório médico após a aplicação de uma anestesia local.

Realiza-se uma incisão em cada saco escrotal para a localização dos canais deferentes. Em seguida eles são cortados e realizados todos os procedimentos pós-cirúrgicos. Depois de 1 a 2 meses o homem pode se considerar estéril.

A castração significa a retirada cirúrgica dos testículos. Em certa época era usada como método de esterilização. Hoje esta operação é efetuada em homens com câncer de próstata ou testículos.

Seu efeitos no homem são: redução do desejo sexual, mudança do timbre de voz, barba mais rala e aumento de peso.

Termos correlacionados são: emasculação (um sinônimo para castração) e penectomia, que é o termo que correlaciona-se as cirurgias efetuadas no falo.

MECANISMO DE EREÇÃO E IMPOTÊNCIA

A disfunção erétil, antes conhecida por impotência, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção adequada para a prática da relação sexual. Não deve ser confundida com a falta ou diminuição no “apetite sexual”, nem como dificuldade em ejacular ou em atingir o orgasmo. Milhões de homens passam por esse problema. As estatísticas mostram uma incidência de 5% nos homens aos 40 anos e até 25% aos 65 anos.

O homem apresenta, normalmente, de 3 a 5 ereções por noite, sem se dar conta, o que é importante para oxigenar o órgão genital e quase todos os homens sexualmente ativos já experimentaram um episódio de impotência pelo menos uma ve??z na vida.

O órgão genital só se enche de sangue se o organismo produzir uma substância chamada óxido nítrico, que dispara uma cascata de reações químicas que relaxam os vasos sanguíneos e as células dos corpos cavernosos. Relaxados, os vasos e os músculos dos corpos cavernosos ficam abertos para a entrada de sangue. A impotência ocorre quando não há esse relaxamento (o que os medicamentos como o Viagra tentam corrigir).

Quando o falo está relaxado e não há nenhum tipo de excitação sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sanguíneos do corpo esponjoso é a mesma que sai.

Mecanismo que impede a Ereção

Quando o cérebro recebe um estímulo sexual, as células do corpo cavernoso do falo liberam óxido nítrico. Este óxido ativa a enzima guanilato ciclase, resultando no aumento do nível de uma molécula chamada GMP cíclico (guanosina monofosfato cíclica ou GMP cíclica), produzindo relaxamento da musculatura lisa nos corpos cavernosos e aumentando o influxo de sangue. Mas a enzima PDE 5 (fosfodiesterase 5) pode estragar tudo, inativando a GMP cíclica. Quando isso ocorre, a mesma quantidade de sangue que entra, sai do órgão genital e ele não fica ereto o suficiente para a penetração do órgão genital feminino.

VIAGRA: com o Viagra, entra em ação o princípio ativo sildenafil, que bloqueia o mecanismo da fosfodiesterase. Com isso, a GMP cíclica volta a entrar em ação. Desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o sangue sair do falo. Assim, a droga prolonga a ereção, resolvendo o drama da impotência. Mas o estímulo sexual, que inicia todo o processo, é fundamental para a ereção.

VASOMAX: entra em ação o princípio ativo fentolamina, que induz uma enzima chamada AMP a transformar-se em outra, a AMP cíclica, que aumenta e relaxa as células musculares dos corpos cavernosos e artérias, que se enchem de sangue.

APOMORFINA: estimula a produção do hormônio ocitocina, que provoca relaxamento dos vasos e dos corpos cavernosos, aumentando a irrigação sanguínea.

PRÓTESES PENIANAS: as próteses penianas são também consideradas opções terapêuticas válidas para o tratamento da disfunção erétil (DE), mas usualmente só são utilizadas em pacientes portadores de disfunção erétil de origem orgânica, e como opção final.

Podem ser de 3 tipos: rígidas, semi-rígidas ou infláveis.

1. Próteses rígidas: Estão praticamente descartadas na prática diária.
2. Próteses semi-rígidas:
Consistem basicamente de um par de cilindros.siliconizados com um cabo de fios de prata, aço ou outra liga metálica, o que confere boa rigidez e ao mesmo tempo maleabilidade. Estes cilindros são colocados um em cada corpo cavernoso do falo. Uma das vantagens deste tipo de prótese é a maior facilidade do implante, além de um custo menor quando comparado às próteses infláveis.
3. Próteses infláveis:
Podem ser constituídas por uma, duas ou três peças. Nas próteses de um volume, o reservatório e a bomba estão contidas no próprio cilindro; nas de 2 volumes, a bomba está separada do cilindro que contém o reservatório; nas de 3 volumes encontramos um par de cilindros, um reservatório líquido e uma bomba que é utilizada para levar o líquido do reservatório até os cilindros, todos de maneira independente.

O êxito de um implante de prótese peniana está diretamente ligado aos seguintes aspectos: auto-estima do paciente, satisfação pessoal do paciente e da parceira, técnica operatória correta e os cuidados no pré e pós-operatório. É muito importante que não se crie falsas expectativas no paciente ou sua parceira, discuta-se o tipo de prótese a ser im??plantado, a possibilidade de perda de sensibilidade na glande peniana e algumas vezes uma diminuição do volume ou do tamanho do falo.

Entre as complicações podemos encontrar infecção local (2 a 10% dos casos), falhas mecânicas da prótese (4% dos casos) ou lesões dos corpos cavernosos com saída da prótese. Quando bem indicada, as complicações do implante de prótese peniana diminuem bastante e os índices de satisfação dos pacientes são altos, variando de 66 a 92%.

Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce é inconfundível. Em essência, é a condição na qual o homem torna-se incapaz de exercer um controle adequado sobre o seu reflexo ejaculatório, resultando que, uma vez excitado, atinge o orgasmo rapidamente, antes, durante ou logo após a penetração, sem que deseje.

São inúmeras as hipóteses levantadas para as causas da ejaculação precoce. Sabemos que a ejaculação precoce é a dificuldade que o homem possui em perceber as sensações que antecedem o orgasmo, mas o que o leva a não aprender essa sensação é uma incógnita.

Apesar de muitos estudiosos acreditarem na hipótese da ansiedade, o uso de medicamentos isolados para este fim não têm apresentado resultados satisfatórios. É muito mais importante descobrirmos a origem da ansiedade e tratá-la do que encobri-la com drogas, tendo em vista que ela interfere no mecanismo da percepção.

A hipótese de um com??portamento condicionado por masturbação e coitos rápidos também não é totalmente descartada, tendo em vista que o comportamento sexual é aprendido.

CAUSAS ORGÂNICAS: se a história sexual do paciente indica que ele sempre teve dificuldade para exercer o controle ejaculatório, e é fisicamente sadio, é muito pouco provável a existência de uma causa orgânica para a queixa.

Por outro lado, é indicado um exame urológico e neurológico quando um paciente com histórico de bom controle ejaculatório tornar-se um ejaculador prematuro. Neste caso, a incontinência ejaculatória pode ser indicativa de outras complicações, o que é extremamente raro.

CAUSAS PSICANALÍTICAS: segundo a teoria psicanalítica, os ejaculadores precoces seriam os homens que escondem sentimentos sadistas inconscientes em relação às mulheres. De acordo com essa teoria, o propósito do ejaculador precoce seria perturbar a felicidade da mulher, privando-a de prazer. O tratamento baseado nesta hipótese procuraria revelar e resolver conflitos edipianos inconscientes do paciente, na expectativa de que, obtido este resultado, o pensamento sadista com relação à mulher cessaria e automaticamente o funcionamento sexual se tornaria perfeito.

Apesar das inúmeras contribuições da Psicanálise, o que observamos é que o tratamento da ejaculação precoce através desta técnica apresenta pouco sucesso. Atualmente, nenhum estudo sistemático sobre a funcionalidade da técnica foi publicado. Nos tratamentos que obtiveram êxito, os sintomas do paciente só foram melhorados de??pois de anos,e, mesmo assim, não se pode afirmar categoricamente que tenha sido em função da técnica utilizada.

TRATAMENTO: o tratamento consiste em fazer com que o homem adquira a habilidade em perceber e controlar as sensações que antecedem o orgasmo. Inúmeras técnicas são utilizadas, deixando sempre claro que a situação sexual foi concebida para ser extremamente prazerosa. Manobras que visam tirar o prazer não são terapêuticas.

Ereção e Lubrificação

Localizadas ao redor da abertura do órgão genital feminino, existem massas de tecido erétil, iguais ao órgão genital masculino. A excitação da mulher (psíquica e física) causa impulsos parassimpáticos que passam da medula espinhal caudal a esse tecido, fazendo-o ingurgitar-se, o que origina uma abertura estreita, porém flexível do canal vaginal.

Os impulsos parassimpáticos também fazem com que as glândulas de Bartholin, localizadas em ambos os lados do órgão genital feminino, secretem grande quantidade de muco (principal responsável pela lubrificação que facilita os movimentos do órgão genital masculino no órgão genital feminino).

ATO SEXUAL FEMININO

Orgasmo

Quando o grau de estimulação sexual (maior na área do clitóride) atinge intensidade suficiente, o útero e as tubas uterinas iniciam contrações peristálticas rítmicas, em direção à cavidade abdominal (orgasmo). Acredita-se que as contrações peristálticas impulsionem o sêmen para as tubas uterinas

Fonte: www.syncytiabeta.org/www.geocities.com/www.afh.bio.br

Ato Sexual Masculino

DISFUNÇÕES SEXUAIS MASCULINA

Da mesma forma que fatores relacionados à integridade biológica e psicológica contribuem para o desenvolvimento dos transtornos sexuais masculinos, fatores sociais também se encontram presentes na etiologia de tais transtornos. O fator social refere-se às causas relacionadas à relação do casal, tais como, falta de atração sexual pelo (a) parceiro (a), diferenças no que diz respeito ao grau ótimo de intimidade e outros problemas conjugais.

Segundo o modelo biopsicossocial, a etiologia dos transtornos sexuais envolve os fatores biológicos, psicológicos e sociais. Dessa maneira, a intervenção a partir da perspectiva de apenas um dos fatores citados, geralmente, fracassa, pois desconsidera a importância e o peso dos outros agentes causais. No entanto, deve-se ter em mente que, em algumas ocasiões, um único agente causal pode ser forte o bastante para desencadear o transtorno sexual.

A seguir, serão elencados os transtornos sexuais masculinos, bem como a definição e a prevalência de cada um deles.

Transtorno do desejo sexual hipoativo: ocorre quando o indivíduo possui baixos níveis de fantasias e atividades sexuais. Estudos que procuram determinar a prevalência desse transtorno na população geral, apontam que cerca de 16% dos homens apresentam baixo desejo sexual (Frank, Anderson e Rubinstein, 1978 apud Carey, 2005).

Transtorno de aversão ao sexo: pode ser compreendido como uma forma extremada de baixo desejo sexual, sendo que os indivíduos que sofrem desse transtorno temem e evitam todo – ou quase todo – contato sexual.

Transtorno erétil masculino, popularmente conhecido como impotência, diz respeito à incapacidade – periódica ou persistente – do homem conseguir ou manter a ereção até a finalização da atividade sexual. Este transtorno apresenta grande importância clínica, pois 36 a 53% dos homens recorrem a clínicas especializadas por conta do transtorno erétil masculino (Spector e Carey, 1990 apud Carey, 2005).

Transtorno orgásmico masculino diz respeito à demora – persistente ou periódica – ou à ausência de orgasmo durante a estimulação sexual, considerada adequada quanto ao objetivo, intensidade e duração. Este transtorno é observado raramente na prática clínica, sendo o transtorno sexual masculino menos frequente, ocorrendo entre 4 e 10% dos homem que vão em busca de atendimento especializado (Spector e Carey, 1990 apud Carey, 2005). Cabe ressaltar, que estas estimativas podem ser exageradas, na medida em que a ‘demora’ do orgasmo ou o tempo considerado normal antes que haja a ejaculação ainda não estão bem definidos.

Ejaculação precoce refere-se à ejaculação com uma estimulação sexual mínima, a qual pode ser antes, no momento, logo após a penetração ou “antes do desejado” pelo indivíduo. Este transtorno é frequente, sendo que 36 a 38% dos homens da população geral podem apresentar ejaculação precoce (Spector e Carey, 1990 apud Carey, 2005). Além disso, estudos constataram que esse transtorno aparece em 20% dos homens que procuram atendimento clínico especializado (Hawton, 1992; Renshaw, 1988 apud Carey, 2005).

Dispareunia é uma dor genital persistente ou recorrente associada à relação sexual e que não é causada exclusivamente pela falta de lubrificação. A prevalência desse transtorno nos homens é ainda desconhecida.

Foram identificadas várias características dos indivíduos relacionadas à predisposição ou manutenção de transtornos sexuais. O desconhecimento sobre a anatomia ou a fisiologia sexuais contribui para o desenvolvimento de dificuldades sexuais. Nesse sentido, alguns comportamentos prévios à penetração – comumente conhecidos como “preliminares” – ganham importância para lubrificação e excitação adequadas, evitando dores durante a relação sexual.

Um fator cultural importante que contribui para dificuldades sexuais, diz respeito a crenças compartilhadas pelas pessoas com relação ao desempenho sexual, o que na prática se mostra impossível para a maioria de nós. Dessa maneira, enquanto cultura, sustentamos um modelo de sexualidade pouco saudável e inadequado, baseado no desempenho. Isso é importante, já que alguns indivíduos podem criar para si padrões de desempenho muito altos para a “atuação” sexual, o que contribui para o desenvolvimento de ansiedade durante a mesma e afeta respostas sexuais normais (Masters e Johnson, 1970 apud Carey, 2005).

Outro fator importante diz respeito ao déficit em habilidades do sujeito, ou seja, algumas pessoas podem apresentar repertório sexual limitado, no sentido de não possuírem conhecimentos de como proporcionar prazer a si mesmos e/ou ao parceiro (a).

A capacidade de participar totalmente da atividade sexual diminui quando o sujeito apresenta outros problemas psicológicos que interferem na relação sexual, como por exemplo, depressão e ansiedade. Além disso, os fatores relativos ao relacionamento do casal são importantes para a satisfação e para o funcionamento sexuais.

Tendo o modelo biopsicossocial como orientação, a intervenção dos transtornos sexuais masculinos necessita de uma estratégia multimodal.

DISFUNÇÃO ERÉTIL MASCULINA

A Disfunção erétil ou impotência sexual é a incapacidade de iniciar ou manter uma ereção em, pelo menos, 50% das tentativas durante a relação sexual. Essa disfunção incapacita o homem de obter ou manter ereções suficientemente rígidas para a penetração vaginal, impedindo a satisfação sexual.

Causas

A impotência sexual está relacionada a diversos fatores – físicos, psicológicos e sociais – e tratá-la envolve obrigatoriamente a descoberta de sua causa.

São causas de impotência sexual:

Distúrbios psicológicos;
Doenças hormonais (diabetes, diminuição dos níveis de testosterona, disfunções endócrinas);
Doenças neurológicas (lesões na medula espinhal, mal de Alzheimer e Parkinson);
Doenças vasculares, que causam o entupimento de artérias e veias, prejudicando a chegada do sangue ao órgão genital masculino (hipertensão arterial, aterosclerose);
Consumo excessivo de medicamentos e
Alcoolismo e tabagismo

Sintomas

Dentre os sinais e sintomas da impotência sexual, destacam-se:

Redução do tamanho e da rigidez peniana;
Incapacidade de obter e manter a ereção;
Redução dos pelos corporais;
Atrofia ou ausência dos testículos;
Deformação do órgão genital masculino;
Doença vascular periférica e
Neuropatia (distúrbio das funções do sistema nervoso)

É importante ressaltar que apenas o envelhecimento não constitui uma causa de impotência sexual.

Seis cuidados que todo homem deve ter a fim de evitar a disfunção erétil

De acordo com os dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), através de um estudo realizado em 22 cidades brasileiras, 44% dos homens do país possuem disfunção erétil. Além disso, foi descoberto que 56% dos homens que sofrem deste problema afirmaram ser hipertensos, 19% diabéticos, 13% têm colesterol alto e, ainda, 12% deles são cardíacos.

Segundo o especialista em disfunção erétil, Carlos Araújo, não há uma causa única, muito menos um tratamento padrão para o problema. “A solução eficiente é analisar a fundo e com calma o problema do paciente, pois a doença atinge pessoas das mais variadas idades e condições”, diz o cirurgião vascular. No entanto, existem causas cientificamente comprovadas da disfunção erétil, sendo importante conhecê-las a fim de evitar o problema.

Sono

Um estudo da Unifesp aponta que pacientes que sofrem de impotência sexual despertam mais durante a noite e apresentam o sono fragmentado, sem conseguir atingir o estado de sono profundo. Além disso, a falta de sono aumenta as chances de problemas cardiovasculares, diabetes e favorece o ganho de peso, fatores que contribuem para a impotência sexual.

Drogas

Um estudo da Universidade Real de Londres confirmou que o cigarro aumenta o risco de impotência sexual. Homens que fumam aumentam em 40% o risco de sofrer de disfunção erétil, sendo que quanto maior o número de cigarros, maiores as chances de ter problemas na performance sexual. Mesmo os homens que fumam menos de 20 cigarros por dia aumentam em 24% as chances de sofrer de impotência sexual. Isso acontece pois o cigarro possui substâncias que entopem a microcirculação, atingindo também o órgão genital masculino e a ereção.

Um estudo da Unifesp descobriu que entre os usuários de álcool, cocaína, crack e ecstasy, 47% têm ejaculação precoce, redução da libido e impotência sexual. Este problema também se encontra relacionado às alterações vasculares, causadas pelo uso prolongado dessas substâncias. Além disso, remédios como antidepressivos e para a calvície podem influenciar a ereção.

Diabetes

As artérias do órgão genital masculino são muito sensíveis às alterações vasculares causadas pelo diabetes. Aproximadamente metade dos pacientes diabéticos apresentam problemas de ereção, sendo que tais pacientes não podem ser tratados com os medicamentos comumente utilizados, como o Viagra, pois estes não surtem efeito nestes casos. No entanto, existem outras formas de tratamento, basta encontrar um profissional especializado o quanto antes.

Obesidade

Uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública de Harvard mostrou que a obesidade e o sedentarismo aumentam as chances de disfunção erétil. Os obesos sofrem mais com a impotência sexual devido ao sistema circulatório debilitado, o que acaba por refletir na ereção. Ademais, a hipertensão e o colesterol alto têm relação com este problema. Ou seja, a circunferência abdominal não é causa direta da disfunção erétil, mas sim as alterações metabólicas decorrentes da obesidade.

DISFUNÇÃO ERÉTIL PSICOLÓGICA

Numa altura ou outra da vida, a maioria dos homens têm disfunção erétil, mas quando o problema se torna persistente e ocorre em quase 50% das vezes, ou quando se transforma em uma grande preocupação para o homem ou para a(o) sua(seu) parceira(o), deve-se procurar ajuda médica e tratamento adequado.

Muitas vezes trata-se de uma disfunção erétil psicológica e requer um tratamento diferente da disfunção erétil física.

As razões psicológicas são responsáveis por cerca de 10 a 20% dos casos de disfunção erétil. Na maioria das vezes é uma reação secundária a um fator psicológico principal.

Os principais fatores psicológicos relacionados à disfunção erétil são:

Stress: Stress relacionado ao trabalho, stress por motivos econômicos, ou até devido a discussões e problemas conjugais.

Ansiedade: desde o momento em que a disfunção erétil acontece pela primeira vez, o homem passa a ficar muito preocupado com a possibilidade de isto acontecer novamente. Esse pensamento dá origem à “ansiedade de desempenho”, tal como o medo de não satisfazer a(o) parceira(o), o que causa disfunção erétil.

Sentimento de culpa: o homem pode sentir-se culpado por não satisfazer a(o) sua(seu) parceira(o).

Depressão: a causa mais comum da disfunção erétil é a depressão que afeta o homem tanto a nível físico como a nível psicológico. A depressão pode ser a causa da disfunção erétil mesmo quando o sujeito sente-se confortável em situações sexuais. A medicação e os fármacos associados ao tratamento da depressão também podem causar a impotência sexual masculina.

Baixa auto-estima: a baixa auto-estima pode ou não ser devido a um episódio anterior de impotência sexual que faz o homem sentir-se inadequado ou devido a outro trauma não sexual.

Indiferença: a indiferença pode ser resultado da redução dos níveis de testosterona que acontece com o avanço da idade, de uma diminuição do interesse sexual, de problemas conjugais entre o casal e de diversos medicamentos.

Muitos homens que sofrem de disfunção erétil ou impotência sexual apresentam o problema há vários anos, o qual pode agravar-se ao longo do tempo, já que os fatores psicológicos podem começar a surgir ou a acentuar-se. Nestes casos há uma forte tendência do sujeito a evitar o contato sexual e a alimentar sentimentos de raiva, impotência ou desilusão com relação à(ao) companheira(o) que não o consegue estimular.

Quando se chega à conclusão de que o sujeito sofre de disfunção erétil psicológica, é recomendada uma consulta com um sexólogo, a qual deve ser feita o mais rápido possível para que o tratamento possa iniciar-se.

AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA

Antes de qualquer intervenção é fundamental a realização de uma avaliação psicológica cuidadosa. Este processo tem como primeiro objetivo determinar o diagnóstico da queixa apresentada, ou seja, é preciso denominar e descrever o problema trazido pelo cliente. Nesta etapa, determina-se de que disfunção sexual sofre o sujeito, com que frequência esta ocorre, sob que condições ocorre etc. O segundo objetivo do processo de avaliação é formular as causas da queixa apresentada. Considerando-se a complexidade das disfunções sexuais e os diversos fatores que contribuem para as mesmas, essa formulação deve compreender os níveis biológico, psicológico e social – como apresentado anteriormente. No processo de avaliação também se fornece algum feedback ao cliente e se estabelece um plano terapêutico e um parâmetro a partir do qual avaliar a eficácia do tratamento.

Quando o cliente apresenta uma (um) parceira (o) é recomendado que esta (este) participe tanto da avaliação quanto do tratamento psicológico. A participação da (o) parceira (o) é muito importante pois aumenta a informação sobre o funcionamento sexual e melhora as capacidades comunicacionais, o desejo e a confiança sexuais do casal, além de aumentar a motivação do cliente para continuar o tratamento (Montorsi & Althof, 2004; Dean et al., 2006; Banner et al., 2007 apud Costa, 2010).

As informações coletadas no processo de avaliação são obtidas a partir de três fontes: a entrevista clínica, os questionários de auto-relato e os procedimentos psicofisiológicos.

Entrevista Clínica

A entrevista clínica é fundamental no processo de avaliação psicossocial. A partir dela é possível ao terapeuta o estabelecimento de uma relação empática com o cliente, a obtenção de uma descrição geral de seu problema erétil, o levantamento de informações a respeito de sua história psicossocial e a obtenção de dados relevantes sobre outros aspectos importantes de sua vida, como por exemplo, eventos estressores atuais.

Na entrevista clínica, deve-se levantar informações a respeito dos relacionamentos do cliente e acontecimentos significativos de sua vida ocorridos após os 20 anos de idade; obter informações sobre a história de seu casamento/relacionamento e experiências sexuais; informar-se quanto à situação sexual atual do cliente, mudanças recentes em seu funcionamento e/ou satisfação sexual, flexibilidade nas atitudes e comportamentos sexuais, casos extraconjugais, pontos fortes e pontos fracos da(o) parceira(o), preferências e desagrados quanto ao comportamento sexual da(o) parceira(o); e obter informações a respeito da história clínica do sujeito.

Para uma avaliação e tratamento psicológico da disfunção erétil, é fundamental que uma avaliação médica abrangente seja realizada, exames médicos específicos sejam efetuados e possíveis causas orgânicas detectadas. É importante que o psicólogo faça os devidos encaminhamentos.

Questionários de Auto-Relato

Os questionários de auto-relato são instrumentos de avaliação psicológica padronizados que permitem avaliar um conjunto de variáveis associadas às dificuldades sexuais. Também são importantes na avaliação da evolução de tais dificuldades ao longo do processo terapêutico – mediante administrações repetidas.

Apresentam algumas vantagens, como por exemplo, a obtenção de informações a baixo custo, auxiliando o cliente a refletir sobre o problema e a organizar suas ideias de maneira ponderada, o que muitas vezes não é possível nos limites de tempo de uma entrevista clínica. Além disso, os questionários de auto-relato permitem que o cliente revele informações que têm dificuldade em verbalizar.

Alguns questionários de auto-relato importantes no processo de avaliação da disfunção erétil, são: o Índice de Satisfação Sexual(Index of Sexual Satisfaction, ISS), o Inventário Derogatis de Funcionamento Sexual (Derogatis Sexual Functioning Inventory, DSFI), aEscala de Ajustamento Diádico (Dyadic Adjustment Scale, DAS), o Levantamento de Opiniões Sexuais (Sexual Opinion Survey, SOS) e a Escala de Auto-Eficácia Sexual – Funcionamento Erétil (Sexual Self-Efficacy Scale – Erectile Functioning, SSES-E).

Avaliação Psicofisiológica

As medidas psicofisiológicas permitem compreender os fatores fisiológicos relacionados à disfunção erétil.

Um dos exames realizados para detectar a impotência sexual é a avaliação física global – teste de intumescência peniana noturna – realizada com o auxílio de equipamentos específicos. Como todo homem tende a ter ereção enquanto dorme, o aparelho mede a sua qualidade e quantidade durante determinada fase do sono. O equipamento possui dois anéis conectados a eletrodos, colocados em volta do órgão genital masculino, que analisam a qualidade das ereções noturnas e traçam um gráfico completo. Se as ereções espontâneas forem satisfatórias, significa que o sangue chega ao órgão genital masculino e é corretamente represado. O distúrbio, portanto, tem fundo psicológico.

Outro recurso usado para o diagnóstico é o ecodoppler do órgão genital masculino, utilizado para medir o fluxo arterial e identificar eventuais obstruções arteriais penianas.

Um método menos popular são as injeções intracavernosas (dentro do corpo cavernoso do órgão genital masculino) que aumentam o fluxo sanguíneo das artérias, diminuem o calibre das veias e relaxam a musculatura local, produzindo a ereção. O exame é feito no consultório médico e o remédio faz efeito em 10 a 20 minutos. Os indivíduos com problemas psicológicos respondem positivamente a este exame.

O PAPEL DO TERAPEUTA DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO NAS SITUAÇÕES DE DISFUNÇÃO SEXUAL MASCULINA

Formação do Repertório Comportamental Sexual

A formação do repertório sexual é também estabelecida por regras e contingências. Na perspectiva da Análise do Comportamento, nosso repertório sexual é estabelecido por influências genéticas, ambientais e culturais.

A região pélvica nos seres humanos evolui com muitas terminações nervosas, em particular a glande no homem e o clitóride na mulher. Estimulações ambientais nesta região – mesmo em organismos com pouca idade – provoca uma reação respondente, ou seja, a eliciação de uma resposta excitatória de tumescência.

Durante a infância e a adolescência aprendemos – mediante regras e o estabelecimento de contingências – que a estimulação do órgão genital masculino elicia uma resposta de prazer. Através dos jogos sexuais infantis, das regras que são transmitidas pelos indivíduos mais velhos e das contingências estabelecidas nas primeiras relações sexuais do sujeito, forma-se seu repertório sexual e definem-se os operantes relacionados ao comportamento sexual – classes de respostas definidas em termos de estímulos que produzem consequências. O operante é o comportamento mais provável na presença de um estímulo discriminativo devido a uma história de reforço na sua presença. Construímos um operante ao tornarmos um reforço contingente a uma resposta. A maneira como as primeiras relações sexuais ocorreram, o reforçamento (orgasmo e ejaculação), dentre outros, definirão classes de operantes.

Sentimentos são Estados Corporais

Quando o cliente relata ser muito ansioso e que suas mãos ficam frias e suando quando vai manter relação sexual sua namorada e ejacula muito rápido, a ansiedade, a mão fria e o suor são estados corporais do cliente (sentimentos) eliciados durante a relação sexual. O terapeuta sexual compreende que estes estados corporais são causados por eventos passados (antecedentes) que podem ter condicionado uma resposta de fuga/esquiva através da ejaculação precoce.

Portanto, não é a ansiedade que provoca a ejaculação precoce, mas algo acontecido no passado, referente à história sexual do cliente, que condicionou uma ejaculação precoce. Dessa maneira, é preciso saber sobre estes eventos antecedentes a fim de explicar a ejaculação precoce. Sendo assim, “a terapia comportamental se interessa mais pelo evento antecedente do que pelo sentimento” (Skinner, 2005).

Os comportamentos sexuais disfuncionais de etiologia não orgânica são causados por contingências de reforçamento negativas e não por sentimentos ou estados mentais. É possível tornar a vida sexual do cliente funcional ao corrigir as contingências e eliminar a disfunção sexual. Ou seja, provocando arranjos de contingências apropriados no ambiente sexual do cliente e, em muitos casos, em outros ambientes.

As explicações ficcionais para o comportamento, tais como: recalque; frustração; desmotivação; insegurança; dentre outras, não interessam ao analista do comportamento, pois não explicam o comportamento do cliente. Interessa sim, buscar a funcionalidade do comportamento sexual do cliente.

São, portanto, as contingências ambientais que estão todo tempo controlando nosso comportamento. Elas determinam como iremos nos comportar. Para mudar o comportamento de uma pessoa temos que arranjar novas contingências para que se obtenha o comportamento desejado. “Uma pessoa é modificada pelas contingências de reforço em que age” (Skinner, 1993). Na Terapia Comportamental fazemos arranjos de contingências no ambiente do cliente para extinguir o comportamento problema e promover o comportamento desejado.

Auriciene Araújo Lidório

Júlia Cunha Tataren

REFERÊNCIAS

CAREY, M. P. Tratamento cognitivo – comportamental das disfunções sexuais. In:
CABALLO, V. E. Manual para tratamento cognitivo – comportamental dos transtornos psicológicos. São Paulo: Livraria Santos, 2005.
CATANIA, A. C. Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição. Porto Alegre: Artmed, 1999.
COSTA, J. F. L. V. Abordagem Psicoterapêutica no Tratamento da Disfunção Erétil. 2010. 27f. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina). Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, Porto, 2010.
PEDROSA, J. B. Pedrosa. Disponível em: http://www.syntony.com.br/ Acessado em 27 de outubro de 2012.
SKINNER, B. F. Sobre o behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1993.
_____________. Questões recentes na análise comportamental. 5ª ed. Campinas: Papirus, 2005.

Fonte: www.uel.br

Ato Sexual Masculino

Nos anos 60, Masters e Johnson, um casal de pesquisadores e terapeutas americanos, com base nas evidências de Freud, realizaram um estudo que foi denominado de Ciclo da Resposta Sexual onde dividiam o ato sexual em quatro fases: excitação, platô, orgasmo e resolução.

Porém na década de 70, a psiquiatra Helen Singer Kaplan, após estudos e observando que antes da excitação existia o desejo e que a fase de platô não era justificável, reformulou esse ciclo passando a ser formado por três fases: o desejo, a excitação e o orgasmo.

O desejo está relacionado à atração, o querer o outro e a vontade do contato físico. A excitação envolve as sensações de prazer sentidas e a elaboração do corpo para a relação sexual.

O orgasmo é o pico dessa atividade, onde descargas de energias proporcionam uma sensação de prazer intenso. O ato sexual apresenta uma quarta fase que não faz parte do ciclo, mas que está presente no sexo masculino, a resolução, onde após todo processo o corpo sofre um período de relaxamento e bem-estar.

Conhecendo os órgãos sexuais

Para entender melhor o funcionamento da fisiologia sexual é necessário conhecer os órgãos que são fundamentais para tal ato. O aparelho sexual é mais que um órgão genital, é o conjunto de órgão que são ativados por meio de um estímulo de prazer.

No sexo masculino o órgão genital masculino é o principal responsável pelo prazer sexual e com ele, como secundários, mas também fundamentais estão os testículos, os mamilos, o orifício retal, o reto, a bexiga e a uretra.

No sexo feminino os principais órgãos responsáveis pelo prazer do ciclo sexual são o órgão genital feminino e o clitóride. Porém outras partes do organismo são também fundamentais para o desejo sexual, como os seios, o orifício retal e até mesmo órgãos interno como o útero, a bexiga e a uretra.

As fases e os reflexos do ato sexual

Os impulsos e os estímulos são importantes em cada uma das fases do ciclo sexual. Cada uma apresenta uma ação que desencadeia uma série de outras reações.

DESEJO (LIBIDO)

O desejo sexual assemelha-se a um apetite, onde a pessoa procura buscar ou a torna receptiva ao sexo. Interferências orgânicas ou emocionais podem alterar a percepção do desejo, sendo vivenciado de formas e intensidades diferentes no homem e na mulher.

O desejo é um impulso que o sistema neurológico específico produz por meio de sua estimulação. A libido ativa uma cadeia de processos complexos do sistema nervoso de forma consciente e inconsciente, resultando numa série de sustâncias químicas que envolvem o corpo. Causando percepções particulares e suficientes que fazem a pessoa buscar a relação sexual ou pelo menos demostrar-se receptiva.

O centro nervoso cerebral divide-se em dois setores, que estão ligados a dois sistemas de neurotransmissores importantes: um que ativa o desejo e outro, que inibe. Os neurotransmissores são mensageiros químicos que tem como função enviar informação entre células nervosas. Então quando a pessoa tem uma lembrança erótica ou sensual ativada por qualquer tipo de estímulo sensorial, esses mensageiros são acionados.

No cérebro a região sexual localiza-se no hipotálamo onde estão localizados os neurotransmissores que ativam e que inibem o desejo, chamados de centros póstero-laterais e centros ventro-mediais respectivamente, agindo de forma antagonista. Esses centros estão relacionados aos centros do prazer e da dor. Por esse motivo quando o centro do desejo é acionado, ocorre a ativação do centro do prazer, proporcionando a pessoa uma sensação prazerosa. Já quando o centro da dor é ativado, pode haver uma inibição do desejo pelo centro relacionado.

As endorfinas são compostos químicos produzidos pelas células cerebrais que proporciona um efeito de euforia, bem estar e alívio. Essa substancia é liberada no Sistema Nervoso Central (SNC) e vai ao mesmo tempo estimular o centro do prazer e inibir o centro da dor. Já quando se estimula o centro da dor, a produção de endorfina é bloqueada. Na fase do desejo, também estão envolvidos alguns hormônios, estrógeno e testosterona na mulher e no homem apenas a testosterona que vão agir nos centros sexuais do hipotálamo. Na mulher na carência de testosterona o estímulo sexual pode ser dado pelo Hormônio Luteinizante (LH), secretado pela hipófise anterior.

EXCITAÇÃO

Nessa fase o corpo se modifica para a relação sexual é como o corpo responde ao desejo. Na mulher o órgão genital feminino que era um espaço virtual e seco, torna-se alongada, alargada e lubrificada devido à maior irrigação sanguínea no local e por liberação de muco pelas células do epitélio do órgão genital feminino e pelas glândulas vestibulares. Outras transformações importantes ocorrem como o aumento do volume uterino e sua elevação na pelve, a contração de fibras musculares, de forma crescente e involuntária (miotonia). Os seios apresentam um leve aumento e os mamilos enrijecem. Há um aumento da frequência cardíaca e respiratória. Os órgãos localizados próximas a região genital, como o orifício retal, reto, bexiga e uretra, sofrem contrações musculares.

Órgãos que fazem parte do aparelho genital feminino passam por transformações significativas: no clitóride, nos grandes e pequenos lábios no útero e no órgão genital feminino há um aumento e acumulo da circulação de sangue, tanto de forma superficial como profunda provocando uma congestão vascular; os músculos desses órgãos também irão sofre miotonia. Há um avermelhamento e aumento de tamanho dos grandes e pequenos lábios e do clitóride. Para deixar a abertura do órgão genital feminino livre os grandes lábios se comprimem havendo uma retração dos mesmos.

No homem a fase da excitação é delimitada pela a ereção do órgão genital masculino. Como no sexo feminino as mudanças mais importantes no masculino são a congestão vascular e a miotonia. Também apresenta alteração nos mamilos com aumento de sensibilidade e leve enrijecimento, a pele sofre pequeno rubor, podendo aparecer manchas avermelhadas. A pressão sanguínea, a frequência cardíaca e a respiratória aumentam durante a fase de excitação. Há contração de órgãos próximos à região genital masculina.

ORGASMO

O orgasmo, também denominado de êxtase, gozo ou ápice, acontece quando os estímulos sexuais alcançam a sua atividade máxima, quando toda tensão sexual é liberada. Ocorre o que se denomina de plataforma orgásmica, que é a congestão vascular profunda do clitóride, pequenos e grandes lábios do terço inferior do órgão genital feminino. Nessa região acontece uma série de contrações rítmicas e involuntárias.

No homem é acompanhado da ejaculação onde passa por uma contração muscular com expulsão de esperma. A ejaculação se dá em duas partes, a primeira quando o líquido seminal é liberado pela próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório para a uretra; a segunda parte se dá quando a passagem desse líquido da uretra até a expulsão pelo orifício uretral localizado na cabeça do órgão genital masculino. A mulher logo após o orgasmo pode ser novamente estimulada e iniciar outro ciclo excitatório, essa capacidade de ter múltiplos orgasmos não é vista no homem que em seguida a essa fase passa por um período de relaxamento denominado resolução.

Referências

ABDO, Carmita. A fisiologia do Ato sexual. Portal Farmácia. Acesso em: 14 nov. 2009.
___. Ciclo de resposta sexual: menos de meio século de evolução de um conceito. Diagnóstico e tratamento. Ed. 4. Vol. 10. Out./Nov./dez. 2005.
ARATANGY, Lígia Rosenberg. Sexualidade a difícil arte do encontro. Ed. Atica. 1998.
BALLONE, G.J. Desejo Sexual. PsiqWeb. 2004. Acesso em: 15 nov. 2009.
COSTA, Valéria Catelli Infantozzi. Fisiologia do adulto e idoso. Nutrição clínica: da gestação ao envelhecimento. Ribeirão Preto, 2008.
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Fisiologia feminina antes da gravidez e hormônios femininos. Tratado de fisiologia médica. Ed. Elsevier. Rio de Janeiro, 2006. Cap. 81, p. 1023-1024.
___. Funções reprodutivas e hormonais masculinas. Tratado de fisiologia médica. Ed. Elsevier. Rio de Janeiro, 2006. Cap. 80, p. 1001-1003.
PARISOTTO, Luciana. Sexo, anatomia e fisiologia sexual: como a coisa funciona. ABC da saúde. 2006. Acesso em: 15 nov.2009.
REIS, Margareth de Mello F. dos; Orgasmos feminino. Instituto H. Ellis. 2002. Acesso em: 20 nov. 2009.
SELKURT, Ewald E. Fisiologia da reprodução. Fisiologia. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1986. Cap. 35.
SILVERTHORN, Dee Unglaub et al. Reprodução e desenvolvimento. Fisiologia humana. Ed. Manole. Barueri, SP. 2003. Cap. 24, p. 753-755.
SOUCASAUX, Nelson. A resposta sexual feminina. Nelson Ginecologia. Acesso em: 15 nov. 2009.

Fonte: pt-br.infomedica.wikia.com

Check Also

Herpetologia

Herpetologia

PUBLICIDADE A herpetologia  é o ramo da zoologia preocupado com o estudo dos anfíbios e …

Gnotobiologia

PUBLICIDADE Gnotobiologia é uma condição em que todas as formas de vida presente dentro de um …

Neurociência

PUBLICIDADE Neurociência  é o estudo científico do sistema nervoso.  É um ramo multidisciplinar de biologia, …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.