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Tenentismo

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O tenentismo era uma filosofia política dos oficiais do exército júnior que contribuíram significativamente para a Revolução Brasileira de 1930.

As primeiras décadas do século XX registaram uma marcada mudança econômica e social no Brasil. Com a fabricação em ascensão, o governo central – dominado pelos oligarcas do café e a antiga ordem do café com leite e do coronelismo – veio sob ameaça das aspirações políticas de novos grupos urbanos: profissionais, governantes e trabalhadores de colarinho branco, comerciantes, banqueiros e industriais. Paralelamente, a crescente prosperidade incentivou um aumento rápido da população de novos imigrantes da classe trabalhadora do sul e do leste da Europa, que contribuíram para o crescimento do sindicalismo, do anarquismo e do socialismo. No período pós- Primeira Guerra Mundial, uma nova classe de oficial subalterno do exército foram treinados para os padrões europeus e se acreditavam superiores aos seus oficiais superiores. Além disso, vários oficiais seniores se identificaram com o governo e a estrutura política, uma fonte de críticas dos tenentes.

Enquanto isso, a divergência de interesses entre os oligarcas do café e os setores urbanos dinâmicos estavam se intensificando. De acordo com o historiador latino-americano Benjamin Keen, a tarefa de transformar a sociedade “caiu para os grupos burgueses urbanos em rápido crescimento, e especialmente para a classe média, que começou a expressar ainda mais forte o descontentamento com o governo das oligarquias rurais corruptas”.

Em contraste, apesar de uma onda de greves gerais nos anos pós-guerra, o movimento trabalhista permaneceu pequeno e fraco, sem laços com o campesinato, que constituiu a maioria esmagadora da população brasileira. Como resultado, surgirão movimentos de reforma social bastante dispares e desarticulados na década de 1920.

Resumo

O movimento Tenentista pode ser inserido no conjunto de manifestações políticas da década de 1920. A particularidade da luta dos tenentes foi o fato deles terem conseguido chamar a atenção de todo o país, particularmente, a partir do levante de 1924. A meta do movimento era causar transformações amplas no modelo de Estado vigente durante a Primeira República. Mais do que uma disputa de caráter provincial, o ideário Tenentista pretendia combater os “vícios e desvios” criados pelos denominados políticos profissionais.

Introdução

Durante as décadas da chamada Primeiro República(1889-1930) uma das principais fontes de descontentamento de parte da população brasileira, sobretudo, nos maiores centros urbanos, era o viciado quadro político-eleitoral que, de um modo geral, tinha duas importantes características; o regionalismo e a corrupção eleitoral. O regionalismo se manifestava através da existência de partidos políticos apenas de âmbito estadual, o que propiciou o surgimento da dinâmica que ficou conhecida como “Política dos Governadores”. Cada estado contava com seu próprio sistema eleitoral com regras e normas eleitorais controladas e fiscalizadas pelos representantes do poder executivo.

O âmbito local do sistema eleitoral garantia que dificilmente quem estivesse no poder saísse derrotado de um disputa nas urnas. Com isso, os laços estreitos entre os governantes da situação propiciavam que o cargo de presidente da República fosse escolhido pelas elites políticas dos estados mais poderosos: Minas Gerais e São Paulo (FAUSTO, 1997). As duas oligarquias, num código de alternância, monopolizavam as eleições presidenciais, configurando a chamada “política do café com leite”.

Nos estados essa situação era garantida nas bases pelos chefes políticos municipais, através de um esquema de fraudes eleitorais, sistema que ficou conhecido pelo termo “coronelismo”. Essa ampla rede de compromissos pode ser configurada “como resultado da superposição de formas desenvolvidas do regime representativo a uma estrutura econômica e social inadequada” (LEAL, 1986).

A predominante estrutura agrária existente, pilar da economia do país na época, baseada na desorganização dos serviços públicos locais básicos criava e alimentava o ambiente eleitoral onde os “coronéis” através do mandonismo, do filhotismo, do falseamento do voto exerciam sua liderança. A partir do início da década de 1920, se multiplicaram os movimentos de contestação da situação vigente. Essas manifestações refletiam o grau de descontentamento de setores da população brasileira com os rumos da República. As suas expressões mais conhecidas foram: o movimento Tenentista, a Reação Republicana, a Semana de Arte Moderna, a “Revolução de 1924”, a Coluna Prestes e a fundação do Partido Comunista do Brasil.

Fonte: en.wikipedia.org/www.periodicos.uem.br

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