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História da TV Manchete

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O Fundador

A primeira transmissão da Rede Manchete completou o ciclo de um dos mais importantes comunicadores que o Brasil conheceu: Adolpho Bloch.

Para ele não era importante ter, mas sim fazer, construir. E assim ele inaugurava a sua emissora de televisão para consolidar o trabalho que começou em 1952 com a Revista Manchete.

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Adolpho Bloch: “A vida só é digna de ser vivida quando se faz algo pela vida em vida”

Assim dizia Adolpho Bloch. A frase encontrava-se estampada em uma placa que ficava encima de sua mesa. E parece ter feito juz à ela. Mas esse talentoso empresário e conhecido jornalista tem uma história de muita luta e pouco luxo.

Sua biografia

Adolpho Bloch nasceu no dia 8 de outubro de 1808, na Rússia, de origem judaica. Com a revolução soviética de 1917, sua família começa a ter problemas no país. Chega a passar fome e, junto com outros 17 parentes, deixa Kiev em 1921. Fica nove meses em Nápolis, Itália e só chega ao Rio em 1922.

A família só trazia consigo um pequeno pilão, usado para expremer especiarias, motivo do títlulo de sua biografia “O Pilão”.

Os blochs resolvem investir a pequena economia no mesmo ramo com o qual trabalhavam na Rússia: o gráfico.

Em 1923 compram uma pequena impressora manual e começam rodando folhas numeradas para o jogo do bicho. Esta era a primeira tipografia de Adolpho Bloch.

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Os pais de Bloch à esquerda e, à direita, sua família. Adolpho aparece de pernas cruzadas, mais abaixo

Mas Bloch sonhava mais alto. Amigo de artistas e políticos, freqüentador da área boêmia do Rio, como a gafieira Kanaga do Japão, que no final dos anos 80 inspirou a novela da própria Rede Manchete, Bloch queria mesmo era criar uma revista semanal de importância nacional.

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Adolpho e Anna Bentes Bloch, com quem era casado em segundas núpcias

REVISTA MANCHETE: O COMEÇO DE UM IMPÉRIO

Foi com Manchete, em 1952, que Bloch, não só realizou um sonho, como começou a construir um império na área da comunicação. Começava assim o que viria a ser 45 anos depois o maior parque gráfico da América Latina. Hoje mais de dez revistas que saem do moderno parque gráfico da Bloch Editores, localizado no bairro da Penha, Zona Norte do Rio. Lá a editora fabrica inclusive o papel de suas revistas. Papel esse, inigualável em qualidade.

Até década de 70, a redação da revista localizava-se no prédio da Rua Frei Caneca, no centro do Rio. Depois foi transferida para o novo prédio, arquitetado por Oscar Niemeyer e localizado na Zona Sul Carioca.

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Prédio-sede da Bloch Editores

Quando Manchete chegou às bancas, foi sucesso imediato. Logo passou a ser a revista semanal mais vendida do país, tirando a posição até então ocupada pela também semanal “O cruzeiro”, lançada em 1942 e pertencente ao Grupo Diários associados, de Assis Chatteaubriant.

Depois de Manchete, mais revistas foram lançadas, todas alcançando alto grau de aceitação pelo público.

Seriam elas: Amiga, Pais & Filhos, Ele &Ela, Geográfica Universal, Fatos & Fotos, Manchete Esportiva, Manchete Saúde, Enciclopédia Bloch, Sétimo Céu, Mulher de Hoje, Desfile, Super Moldes e Conecta.

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A revista Manchete durante suas fases, sempre dando destaque aos importantes acontecimentos de nosso país. Edições de 1985, 1996 e 2000

Além da Manchete, outro orgulho de Bloch era a amizade com Juscelino Kubitchek.

Aristela, filha do ex-presidente, falou sobre Bloch:“ele foi para ao meu pai o amigo de todas as horas, das boas e das ruins”. A amizade entre os dois era tamnha que, quando da morte de Juscelino, Bloch insistiu para que seu corpo fosse velado no saguão do prédio-sede da Bloch, no Flamengo.

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Bloch com Juscelino

Mas a comunicação eletrônica era o que enchia de Adolpho. No final da década de 70, entravam no ar as Rádios Manchetes AM e FM, que contavam com emissoras por todo o Brasil. Para que o império se consolidasse, faltava ainda a emissora de TV. No início da década de 80, surge uma grande oportunidade desse sonho se concretizar.

A Rede Manchete de Televisão entrou no ar em junho de 1983 e Adolpho Bloch prometeu ao público Brasileiro uma televisão de alto nível. Durante a época da Rede Manchete, o empresário sempre concentrou os poderes nas suas mãos. Adolpho investiu alto para lançar a emissora, mas não teve retorno. A TV lhe proporcionou momentos de alegria, mas também muitos aborreciomentos. Ele dizia que a dívida, que a emissora trazia desde a estréia, o “fazia sofrer mais que mulher da vida”.

Uma característica fundamental das empresas Bloch era fazer a completa cobertura do nosso Carnaval, tanto que, em 1991, o empresário era homenageado pela Escola de Samba Unidos do Cabuçu. Na ocasião, fez questão que todo os seus funcionários desfilassem na Avenida, inclusive sua mulher e ele próprio, já com seus 83 anos, mas que ainda tinha pique para acenar o seu chapéu andando de um lado para o outro, encima de um carro alegórico.

Devido às dívidas, Bloch vende a Rede Manchete em 1992, mas a retoma no ano seguinte, porque não recebera a quantia combinada.

TOCAIA GRANDE: A ÚLTIMA CARTADA

Desde novembro de 1994, Adolpho Bloch dedicava-se excluisivamente ao projeto que, na sua visão, salvaria a emissora: a novela Tocaia Grande, adaptada da obra de Jorge Amado. A novela estreou em outubro de 1995,mas não repetiu o sucesso de produções anteriores. Ainda no mês de outubro, o empresário contratou o experiente diretor Walter Avancinni, para dirigiar a novela e tentar alavancar a audiência.

O empresário acompanhado dos funcionários que trabalhavam na produçào da novela “Tocaia Grande”, em 1995. E acima, com Jorge Amado, autor do livro que deu origem a Novela. Aproximadamente 2 meses antes da morte de Adolpho.

No início de novembro, Adolpho Bloch foi internado no hospital da Beneficiência Portuguesa, em São Paulo, para tratar dois problemas: embolia pulmonar e disfunção da prótese da válvula mitral do coração.

Na madrugada do dia 18 ara o dia 19, seu quadro agravou-se, e ele precisou ser operado, mas não resistiu.

Adolpho bloch faleceu no dia 19 de novembro de 1995 aos 87 anos.

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Anúncio comunicando a morte do empresário e o horário do funeral, publicado em vários jornais do Rio.

Seu corpo foi velado durante todo dia no saguão da sede da Bloch Editores, na Zona Sul do Rio. Vários empresários e importantes personalidades de nosso país tiveram presentes para prestar as últimas homenagens a Adolpho. Entre elas, podemos citar o presidente Fernando Henrique Cardoso, vários políticos, amigos pessoais e principalmente artistas de todas as emissoras do Brasil.

O FIM DAS EMPRESAS BLOCH

No ano de 1999, após a venda da Rede Manchete, a Bloch Editores já acumulava significativa dívida, devido ao atraso dos pagamentos de seus funcionários.

Com cerca de 16,7 milhões de reais em débito, a empresa entrou em concordata no mês de setembro desse ano, com o compromisso de quitar o montante em dois anos. Contudo, a empresa não conseguiu se reerguer. A Revista Manchete já estava vazia e não era tão lida. Aliado a isso, a RedeTV! não quitara a segunda parcela da compra da TV Manchete. Várias revistas deixaram de circular, retratando a dificuldade do momento. Tentativas foram tomadas como a diminuição dos preços da carro-chefe Manchete e da fofoqueira Amiga. Porém, a tentativa de popularizar as publicações chegou tarde e a empresa , já sufocada, com uma dívida de 40 milhões de reais, pediu auto-falência no dia 1º de agosto de 2000. A justiça lacrou os bens da empresa com um patrimônio avaliado em 300 milhões de reais.

MANIAS QUE VIRARAM FOLCLORE

Um homem cheio de manias, detalhista e extremamente apegado às suas empresas. Adolpho Bloch foi uma figura emblemática para os funcionários do Grupo Bloch e as histórias a seu respeito já viraram folclore. Nos anos 70 ele tinha uma cadela, chamada Manchetinha, que era sua consultora na hora de fazer negócios.

Ela costumava acompanhá-lo nas reuniões de trabalho.

Certa vez, Adolpho se preparava para assinar um contrato, quando a cadela encostou o focinho em sua mão. imediatamente, largou a caneta e disse que não assinaria coisa alguma. Os empresários presentes à reunião não entenderam nada.

Mas ele foi taxativo: “Se a Manchetinha me disse para não assinar, não assino e pronto”.

Outra história curiosa diz respeito ao uso excessivo de crachás nas dependências da Manchete. Há alguns anos, ele percebeu que um rapaz andava pelos corredores do prédio sem exibir qualquer identificação. O empresário foi até ele e disse que estava demitido. “Sem crachá, ninguém fica aqui dentro”, justificou. O rapaz tentou argumentar. “Mas seu Adolpho, eu não sou funcionário”. A resposta foi desconcertante. “Pois então passe no departamento pessoal, lá eles te contratam e eu te demito”.

Talvez o caso que melhor descreva o temperamento do empresário ocoreu nos elevadores da Manchete. Um empregado subia até o quarto andar comendo um sanduíche. Adolpho entrou no elevador e repreendeu o empregado dizendo que comer ali era proibido. “Mas o sanduíche é meu”, argumentou o funcionário. Adolpho nem piscou: “E o elevador é meu”.

DEPOIMENTOS

Ao mesmo tempo que zelava por tudo o que possuía, Adolpho foi, para seus funcionários, mais que um patrão. Além do paternalismo com seus subordinados, foi também um amigo inserparável e um empresário muito influente. além de tudo era um homem extremamente apaixonado pela arte.

Abaixo, vários depoimentos de importantes figuras de nosso país:

“Quando Juscelino foi cassado, Bloch foi incomparável. Ele nunca teve medo, freqüentava nossas casas todos os dias, nós não tomávamos o café da manhã antes que o Bloch chegasse. Foi um amigo, leal, honesto, teve todas as qualidades como amigo. Isto que eu estou falando está partindo do meu coração. Eu tive que tomar oxigênio quando Chagas me falou que ele tinha falecido, porque o bloch deixou uma marca profunda em mim.” (Dna. Sara Kubitscheck, viúva de Juscelino)

“Ele era como se fosse um pai pra mim. Me lembro muito bem quando eu o via e ia em sua direção, ele colocava os bolsos pra fora e dizia que estava sem dinheiro, pensando que eu fosse pedir alguma coisa pro cenário. Ele me colocava no colo e dizia que eu era uma vencedora. (Xuxa, apresentadora)

“Não tenho nem o que dizer a respeito dele. Ele foi o pai da minha carreira. Foi quem sempre me incentivou. Quando eu saí da Manchete, assim que eu assinei o contrato, eu voltei pra casa, e ele me ligou dizendo que a emissora era novamente dele, mas eu já tinha assinado o contrato. Eu e ele choramos muito.” (Angélica, apresentadora)

“O desaparecimento dele deixa uma sensação de vazio, porque de repente você se pergunta “como é que vão tocar essa coisa?”. Mas tenho certeza que todos terão competência e liderança para darem um passo à frente.” (Milton Gonçalves, ator)

“Adolpho Bloch foi um dos brasileiros mais notáveis, apesar de não ter nascido aqui. Ele tinha uma dedicação e um sentimento de nacionalidade brasileira. Era um otimista. Ele se encantava com as realizações no campo das artes, já que, no campo dos negócios não procurava com avidez o lucro.” (Marcelo Alencar, ex-governador do Rio)

“Adolpho Bloch exalava otimismo, acreditava no país. Este otimismo ele revelou de forma muito clara na TV, nas revistas e na rádio. Só espero que o otimismo dele fique de exemplo para todos nós”. (Marco Marciel, vice-presidente da República)

“Ele conseguiu ser harmonicamente, nos últimos 50 anos uma das grandes figuras do país.” (Josué Montello, presidente da Academia Brasileira de Letras.)

A ESTRÉIA

Finalmente o tão esperado dia chega. Em 5 de junho de 1983, um domingo, entrava no ar a Rede Manchete de Televisão. Com cinco emissoras espalhadas em importantes cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Fortaleza, e também uma forte afiliada, a TV Pampa de Porto Alegre, a programaçao da nova rede era aberta por Adolpho Bloch com um pronunciamento onde o empresário mostrava aos telespectadores o resultado dos dois anos de investimento.

Adolpho Bloch fechou o discurso com a seguinte frase: “Deixo com vocês, meus amigos, a Rede Manchete de Televisão. Ela está no ar”.

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A campanha de lançamento da Rede Manchete de Televisão impressionava e causava enorme expectativa.

No dia 5 de junho, a partir do Rio de Janeiro, a Rede Manchete de Televisão passa a integrar o Brasil através de uma Cadeia Nacional de Emissoras. O compromisso com uma programação de qualidade marca uma nova etapa na TV.

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Adolpho Bloch durante o discurso que inaugurou a Rede Manchete.

A partir desse momento uma imagem impressionante invadia os lares do Brasil: o logotipo da Manchete sobrevoava várias cidades do nosso país como uma nave espacial. Além da imagem futurista, a música caracteristicamente jovem encanatava os ouvidos dos telespectadores.

O logotipo, depois de sobrevoar as cidades onde a rede possuía emissoras, pousava sobre o prédio da sede carioca: um espanto!

A vinheta de abertura da Rede Manchete era uma das coisas mais avançadas que se tinha visto até então. A tecnologia da emissora mostrava-se ameaçadora.

Até aquele momento, nunca se tinha feito algo com semelhante grau de sofisticação na televisão brasileira.

E tudo isso só era possível porque a emissora possuía um departamento gráfico denominado Manchete Computers Graphics que era simplesmente um dos mais modernos do mundo.

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A abertura da Manchete

Depois da abertura foi exibido um show intitulado “Mundo Mágico”, que ameaçou a liderança, ficando, em muitos momentos, com uma audiência superior à do “Fantástico”. O Show foi exibido das 20hs às 22hs e tinha como propósito mostrar o que seria a nova rede.

Adolpho Bloch prometia uma emissora calcada em um forte dueto: qualidade e tecnologia.

Para dar o tom jovem à “TV do Ano 2000”, a emissora estreiou repleta de vinhetas com músicas derivadas da canção “Videogame”, composta pelo conjunto pop “Roupa Nova” em 1983. Num trabalho minucioso, a equipe da Manchete criou várias canções a partir da original. De todas as vinhetas, que incluía a vinheta de abertura da programação até as vinhetas interprogramas, a que trouxe uma música mais fiel à original “videogame” foi a abertura do “Jornal da Manchete”. Paulinho, o vocalista do “Roupa Nova” disse que o grupo espresta ainda a voz para as vinhetas de quase todas as rádios do Rio de Janeiro, entre elas Globo, Tupi, JB, Transamérica FM e também às extintas Manchete AM e FM.

O Show não parou por aí. Às 22hs, entrava no ar a superprodução inédita “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, de Steven Spilberg. A partir de então, a recém-nascida Manchete liderou a audiência, ficando com cerca de 29 pontos percentuais, bem longe da segunda colocada.

No ponto de vista das outras emissoras o que surgia era uma emissora jovem, forte, com profissionais de ponta e tecnologicamente incomparável. A Manchete estava preparada para entrar na guerra. A estréia insinuava que a Rede de Adolpho Bloch vinha para brigar pela liderança tanto da audiência, quanto do faturamento.

Estava no ar a “TELEVISÃO DE PRIMEIRA CLASSE” ou “A TV DO ANO 2000”, como anunciavam seus slogans.

O INÍCIO DE UMA GRANDE JORNADA DE SUCESSOS

Primeiramente, a filosofia da Manchete seria oferecer ao público uma opção de qualidade em nossa televisão, sempre dando ênfase ao jornalismo e se mostrando moderna, avançada, forte e jovem. A rede estreou com uma programação que contava basicamente com o tripé formado por jornalismo, filmes e musicais.

O Jornal da Manchete em muito lembrava a recém-inaugurada CNN dos EUA. A programação traria premiadas séries americanas como “Os Caçadores de Aventura”, além de filmes de renome como “Guerra nas Estrelas” e “Terremoto” e ainda consagradas produções do cinema mundial.

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Anúncio em uma revista, demonstrando o perfil adotado pela emissora nos dois primeiros anos

No ano da inauguração, merece destaque o programa “Bar Academia”. O programa entrou no ar no dia 15 de agosto de 1983, apresentado por Walmor Chagas e dirigido por Maurício Shermman.

A idéia era valorizar a Música Popular Brasileira, criando um ambiente agradável para que os artistas pudessem mostrar seu talento em um clima de muita conversa. O cenário era uma mesa de bar com imagens de artistas de nossa MPB ao fundo. O programa tinha ainda como entrevistadores o jornalista Sérgio Cabral e o Poeta Geraldo Carneiro.

Um dos momentos de destaque aconteceu quando Tom Jobim e Chico Buarque se encontraram e cantaram juntos no programa.

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Programa Bar academia apresentado por Walmor Chagas

Em 1984, a Rede Manchete transmitiu com esclusividae o Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A já consagrada completa cobertura das revistas do Grupo Bloch acabou se repetindo de forma positiva na TV, que contava, naquela época, com modernos equipamentos que em muito auxiliaram na transmissão. A emissora liderou a audiência, ficando acima dos 30 pontos percentuais.

Surgia também neste ano, o Jornal da Manchete Edição da Tarde, de segunda à sexta às 12:30.

Em junho a Manchete estreava suas transmissões esportivas com a cobertura das Olimpíadas de Los Angeles. As transmissões tiveram a participação de Paulo Stein, apresentador da “Manchete Esportiva”, que foi praticamente um dos fundadores da emissora.

Ainda em 1984, surgiu a idéia de se produzir uma minissérie. A paixão pela retratação histórica de seus diretores, levou a emissora e seus até então inexperientes funcionários em dramaturgia, a produzir , naquele ano, a série A Marquesa de Santos. Protagonizada por Maitê Proença, a atração estreou em agosto do mesmo ano e atingiu um audiência média de 7 pontos percentuais, colocando a emissora em terceiro lugar no horário.

Nesse embalo, a rede produziu ainda mais duas minisséries: Santa Marta Fabril e Tudo em Cima.

No ano de 1985, mais precisamente no mês de janeiro, entrava no ar o programa Clube da Criança, apresentado pela modelo Xuxa Meneghel, namorada do ex-jogador de Futebol Pelé. O programa tinha a direção de Maurício Shermman. Era o primeiro programa com um auditório composto unicamente por crianças na televisão.

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Xuxa fez sucesso à frente do Clube da Criança.

SEGUNDO COMEÇO

Não obtendo a audiência e o faturamento almejados na época da estréia e buscando uma maior diversidade de público, Adolpho Bloch aprova a produção de novelas e seriados. A emissora abriu seus cofres e já, no início de 1985 entrava no ar a novela Antônio Maria, juntamento com o seriado Tamanho Família. Para se ter uma idéia, Antônio Maria, embora tivesse sido co-produzido com a TV Portuguesa, custou mais de 5 bilhões de cruzeiros. Esse seria o segundo começo da Rede.

O TERCEIRO COMEÇO

As novas estréias não adiantaram. A audiência não passou dos cinco pontos percentuais, o que fez com que a rede desativasse o setor de dramaturgia e procurasse porpularizar sua grade. O então diretor-geral de programação Rubens Furtado resolveu investiu maciçamente em programas populares. A Manchete entraria no seu terceiro começo, ainda em 1985.

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Rubens Furtado assinou a direçao-geral da Manchete nos primeiros anos

A programação mesclada entre popular e qualificado que marcaria essa terceira fase, veio incrementada com grandes nomes.

As mudanças começariam à tarde, com a volta do costureiro Clodovil com o programa “De Mulher para Mulher” às 14 horas.Logo após, às 17:30, a rede apresentaria filmes inéditos. Em seguida, na faixa das 19:30, entraria no ar um show de variedades comandado por Pepita Rodrigues e Carlos Eduardo Dolabella.

Ainda em ritmo de novidades a emissora estrearia ainda um humorístico comandado por Miéle.

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Pepita Rodrigues e Dolabella

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Miéle

No campo do jornalismo, merecem destaque as diversas séries que a emissora produziu.

Em parceria com a produtora Independente Intervídeo, pertencente ao jornalista Fernando Barbosa Lima, foram ao ar, naquele ano, três grandes produções: Xingu, mostrando a vida dos indígenas da região do alto Xingú; Terra Mágica, que mostrava características e costumes de determinada região do país; e a série Japão, retratando o avanço que a Terra do Sol Nascente sofreu depois da Segunda Guerra Mundial. Maiores informações e imagens, no link “sucessos”.

Em contraste aos populares, estreava o programa “Um Toque de Classe”, comandado pelo pianista Artur Moreira Lima e pelo saxofonista Paulo Moura. A idéia do programa era tornar popular o melhor da música clássica e erudita.

A emissora entrou pelo ano de 1986 com uma dívida que beirava os 23 milhões de dólares. Adolpho Bloch dizia que “a televisão não estava dando lucro, mas estava ficando boa”, e que “por causa dos juros da dívida, sofria mais que mulher da vida”.

Em abril do mesmo ano, a emissora reabria seus cofres e colocava no ar a suprodução Dona Beija, protagonizada por Maitê Proença, atingindo uma média de 15 pontos de audiência e se firmando como sendo o primeiro sucesso da recente dramaturgia da Manchete.

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As gravações de Dona Beija

Em julho, a Manchete transmitiria um dos maiores espetáculos do nosso planeta: A Copa do Mundo do México. Para isso, não poupou esforços. Boletins diários anteriores ao período da copa e uma programação especial foi levada ao ar durante o evento, a maioria delas com o comando de Paulo Stein.

Em setembro de 86, funcionários entraram em greve por falta de salários.

No final de 1986, mais precisamente em dezembro, José Wilker assumia a direção de dramaturgia e lançava, em Março de 87 a novela-reportagem “Corpo Santo”.

Em 1987, as transmissões do Carnaval vinham recheadas de novidades. A emissora do Rússel colocava 1000 funcionários no sambódromo para a cobertura dos desfiles da Escolas de Samba. A concorrência entre as Redes Manchete e Globo tomava caráter de briga. Um confronto de logotipos marcava a entrada do sambódromo durante as transmissões dos desfiles do Grupo Especial do Rio. Dentre as novidades, a rede trazia a câmera-robô, além de um helicóptero que sobrevoava o sambódromo do Rio de Janeiro. Rubens Furtado dizia que o Carnaval era a chance que a Manchete tinha de mostrar que ela era Grande, que era melhor que a Globo.

Em abril de 1987, Xuxa já não estava mais na Manchete, mas o programa “A Nave da Fantasia” ganhava o reforço de uma menina que mais tarde se tornaria outro fenômeno no público infantil. Angélica veio à emissora inicialmente participar de um programa, mas rapidamente conquistou seu próprio espaço no “Clube da Criança”. Nessa época, com treze anos de idade, ainda cursava a sétima série do 1º Grau.

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Angélica assumia o Clube

Em junho de 87 a situação voltaria a piorar. A linha de shows (humor e musicais) era desativada e com isso cem funcionários foram demitidos. Em agosto do mesmo ano Adolpho Bloch confirmava sua intenção de vender a emissora, tendo em vista que a legislação em vigor na época só permitia que alguma concessão fosse repassada depois de cinco anos de funcionamento da emissora, e no caso da Manchete isso significava que em 1988 ela já poderia ser vendida. Na realidade, nada se concretizou.

A emissora entrou pelo ano de 1988 com uma dívida que tangenciava os US$ 34 milhões. Mesmo com essa crítica situação, Adolpho Bloch reinvestiu em novos projetos e, já em agosto, a linha de Shows era reativada. Foram ao todo 19 programas que estrearam, entre eles o humorístico “Cadeira do Barbeiro” com Lucinha Lins e Cacá Rosset, e a telenovela policialesca Olho por Olho. Ainda nesse mesmo ano, em julho, a Manchete transmitia as Olimpíadas de Seul.

A reabertura da linha de shows melhorou as condições da emissora. Tanto que, no dia 26 de abril de 89, estreava um outro humorístico apresentado por Agildo Ribeiro. O “Cabaré do Barata ” foi uma verdadeira inovação em programas humorísticos, pois contava com a participação de bonecos que viviam os principais personagens de nossa política numa época conturbada de nosso país.

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O Cabaré do Barata se firmou como um humorístioco de grande sucesso, mostrando a realidade da política brasileira através da caricaturização de nossos políticos em bonecos.

Em Agosto do mesmo ano estreava a novela “Kananga do Japão”, ambientada na confusa década de 30 e que recolocaria a Manchete no páreo das superproduções. A novela foi idealizada por Adolpho Bloch, com sinopse de Carlos Heitor Cony, texto de Wilson Aguiar Filho e direção de Tizuka Yamazaki. A Rede Manchete ficava com o segundo lugar no horário de exibição de “Kananga” e em terceiro no Geral.

No mês seguinte à estreia da novela, em setembro, entrava no ar o polêmico “Documento Especial, Televisão Verdade”, que revolucionou os documentários da televisão, abordando suas matérias de forma sensacionalista e polêmica. O programa ia ao ar semanalmente, apresentado por Roberto Maia, com direção de Nelson Roinnef.

Nesta época, o público infato-juvenil era atraído por uma nova “febre” que a emssora trazia para a TV: a exibição de seriados japoneses tendo como foco a luta contra inimigos monstruosos.

Entre eles destacaram-se Jaspion, Changeman, Flashman, Back RX, Jiraya, Jiban e muitos outros.

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O “Jaspion” logo virou mania e trouxe em seguida uma gama de outros seriados do gênero.

Em meio a todos esses sucessos, a música africana ganhava destaque com a série African Pop, exibida em cinco programas na faixa das 22:20. Co-produzido com a produtora independente Meta-vídeo, propriedade de Roberto Feith, custou cerca de 420 mil dólares.

Ainda neste ano, Angélica estreava à frente de uma nova atração. Dirigido ao publico jovem, o “Milk Shake” agitava as tardes de sábado com muitos jogos e musicais, registrando bons índices de audiência.

Em janeiro de 1990, em meio a uma crise econômica constante, Adolpho Bloch investe em uma nova sede, em São Paulo, com um custo total de 25 milhões de dólares.

Em Março do mesmo ano e a um custo de US$ 8 milhões, é lançada Pantanal. A novela, que privilegiava natureza e banhos de rio, deu um bote no Ibope. Bateu a Globo, passando dos 30 pontos, e o faturamento da emissora subiu para US$ 120 milhões no mesmo ano. Em termos de público, a Manchete representou um Grande susto na liderança e elevou a emissora ao que seria o seu melhor momento em todos os tempos. Pantanal foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim. Em julho do mesmo ano, o Banco do Brasil embarga os bens da emissora, para garantir o pagamento de US$ 60 milhões em dívidas.

Ainda no mês de julho, a Manchete colocava novamente seu time em campo, na cobertura da Copa da Itália.

No campo do jornalismo, o casal 20 Leila Cordeiro e Eliakin Araújo, assinava contrato com a emissora para juntos, apresentarem o Jornal da Manchete.

Em dezembro de 90, entra no ar a novela itinerante “A História de Ana Raio e Zé Trovão” com Ingra Liberato e Almir Sater. A novela terminou em outubro de 91, percorreu 14 mil quilômetros, custou US$ 8 milhões, mas não repetiu o sucesso de Pantanal. Chegou aos 16 pontos no Ibope, o que significava que a Manchete estava em 2º lugar no horário . Neste mesmo ano, a emissora valorizou o Cinema Nacional, apresentando grandes filmes produzidos no Brasil. O ano também foi marcado por várias minisséries, entre elas “O Canto das Sereias”, estrelada por Ingra Liberato.

Em agosto de 91, foi noticiada a suposta venda da emissora para o empresário Paulo Octávio (deputado federal do PRN), amigo do presidente Fernando Collor, mas nada se concretizou.

A VENDA DE 1992

No ano de 1992 uma nova crise começaria. Depois de exibir algumas minisséries, entrava no ar, em outubro de 91, a superprodução Amazônia. Dirigida pela mesma equipe de “Pantanal”, encabeçada por “Jaime Morjardim”, e trazendo o mesmo elenco desse grande sucesso da Manchete, trazia como principal objetivo repetir o sucesso de Pantanal. Porém, antes de sua estréia, a novela foi abandonada pelo diretor Jaime Monjardim, contratado pela Rede Globo de Televisão. A trama não agradou ao público, e após várias mudanças, todas sem sucesso, teve seu final antecipado e poucos notaram quando a história chegou ao fim. A emissora não conseguiu o retorno dos investimentos, aumentando assim suas dívidas.

Buscando uma saída para os problemas da Manchete, Adolpho Bloch confirma a decisão de vender a Rede. Em junho de 92 o empresário, Amílton Lucas de Oliveira, presidente do Grupo IBF responsável pela impressão de loterias instantâneas, compra a Manchete e, em um mês, demite por volta de 668 funcionários.

A nova empresa anunciou poucas novidades, entre elas a volta do costureiro Clodovil, que estava fora desde 1987. Nesta época,o estilista estreiou um talk-show noturno, que fez muito sucesso na época. Ainda neste período, com a saída de Leila Cordeiro e Eliakin Araújo, Márcia Peltier assume o comando do “Jornal da Manchete”, auxiliada por Carlos Chagas e Florestan Fernandes. Registra-se nessa época, a saída de Angélica da emissora, que assinou contrato com o SBT no mesmo dia que Adolpho retomou a empresa na justiça, sem saber do ocorrido.

Em março de 93, funcionários colocam slides no ar denunciando a falta de salários que se arrastava desde dezembro. Aliado a isso, a IBF não pagou sua parcela nas dívidas, desrespeitando assim o contrato assinado com o Grupo Bloch. Isso tudo possibilitou que Adolpho Bloch retomasse a emissora com uma liminar na justiça em abril de 93.

Ao reassumir a emissora, o Grupo Bloch encontrou a situação ainda pior. Quando da passagem da emisora para as mãos do Grupo IBF, vários profissionais saíram da casa, como por exemplo, Otávio Mesquita e Angélica, e programas como o Documento Especial. A dificuldade em formar uma grade de programação era ainda maior. No mês de julho, grevistas tiraram a Manchete do ar. Fernando Barbosa Lima assume, neste mesmo ano, a diretoria-geral da emissora.

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Barbosa assume a direção da Rede e só sairia em 1998.

No final do mesmo ano, veio a primeira tacada. Escrita por Regina Braga, começou a produção da novela O Marajá baseada na vida do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Mas uma liminar na justiça proibiu sua exibição, explodindo toda a situação em um grande escândalo, onde até o sumiço de fitas com capítulos gravados foi registrado.

O jeito foi aproveitar os atores para uma nova tentativa: a novela Guerra sem Fim, que não obteve sucesso de público.

Em 1994 a emissora resolve inovar e lança a novela 74,5 Uma onda no ar, produzida pela TV Plus e protagonizada por Letícia Sabatella e Ângelo Antônio.

Ainda em 1994, um desenho animado tirava a atenção das crianças de todo o Brasil: o Japonês “Cavaleiros do Zodíaco” virava mania nacional, registrando média de 16 pontos de audiência em cada uma de suas duas seções diárias, o que serviu como forte ferramenta a favor da repopularização da Manchete.

Em setembro de 94, estreiava o “Câmera Manchete”, criado por Fernando Barbosa Lima e apresentado por Ronaldo Rosas. O documentário tinha três grandes reportagens e ia ao ar às quartas-feiras, sendo resprisado aos sábados.

O ano de 94 também se destacou por produções dramatúrgicas. A série Incrível, Fantástico, Extraordinário é um exemplo disso. Em cada episódio, era tratado um tema diferente, tendo o suspense como “pano de fundo”.

O restante da programação da Manchete em 94 se resumiu a programas de televendas e campeonatos estrangeiros. A produtora Telemil invadia a tela da emissora com atrações que tinham como finalidade vender produtos milagrosos. Entre eles destacaram-se o Momento Mulher, que ia ao ar às 11hs, e Papo Sério, este último apresenatdo por Lolita Rodrigues de segunda à sexta às 16hs. Nos fins de semana, a grade se resumia à programação esportiva. A Tv Sport alugava os horários da emissora exibindo campeonatos estrangeiros, seções de luta livre e a Fórmula 3, além do lendário Canal 100.

À tarde, Anna Bentes Bloch literalmente “colocava a mão na massa”. A então esposa de Adolpho Bloch comandava “Os Médicos”, um programa de entrevistas com especialistas em saúde e profissionais da medicina, esclarecendo dúvidas dos telespectadores que participassem por fax e telefone.

Às 19hs, ainda em 94, estreiava a novela argentina “Além do Horizonte”.

Os resultados foram surpreendentes: a novela resgistrou uma audiência de 5 pontos nos primeiros meses.

Nessa mesma época, de segunda à sexta após o Jornal da Manchete, a emissora exibia o Cine Manchete, com uma seção por dia: Primeira Classe, Terça Especial, Cine Suspense, Campeões do Mundo e Sexta Máxima traziam filmes para todos os gostos e premiadas produções do cinema mundial.

Podemos analisar o ano de 94 como um período estagnado. Por falta de verbas, a emissora deixou de exibir grandes eventos como a Copa do Mundo e, por incrível que pareça, o Desfile das Escolas de Samba do Rio. Além disso, seus horários estavam quase todos “alugados” a produções independentes e os programas produzidos pela emissora não geravam considerável rendimento financeiro. Podemos dizer que esse foi o período onde tentou-se “arrumar a casa”. A falta de verbas e confiança do mercado de anunciantes só voltariam a partir do ano seguinte.

A partir daí, as atenções do dono da emissora voltavam-se para um único projeto: a adaptação para a TV de “Tocaia Grande”, livro escrito por Jorge Amado.

Para a direção da rede, essa seria a salvação da emissora.

REERGUIMENTO A PARTIR DE 1995

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Em 1995, a emissora completava doze anos, com a popularidade aumentando devido aos desenhos japoneses e uma programação recheada de produções independentes e campeonatos de futebol europeus. A direção se dedicava exclusivamente à adaptação para a TV de Tocaia Grande, livro de Jorge Amado. Os investimentos altíssimos davam clima de superprodução.

No mês de fevereiro, a emissora voltava a transmitir o Desfile das Escolas de Samba do Rio.

Em setembro, Carlos Amorim assumiu a direção de programas jornalísticos e, exatamente no dia 18, estreava o polêmico “24 Horas”. Idealizado por Fernando Barbosa Lima e apresentado por Solange Bastos, era um programa altamente sensacionalista que explorava imagens fortes, mostrando a realidade nua e crua. A crítica o viu como uma reedição do Documento Especial, levado ao ar também na Manchete, em 1990. O programa atraiu significativa audiência e ajudava a formar uma grade de programação mais popular.

Os anúncios já estavam no ar para a estréia do semanal “Seu Boneco nas Paradas”. O programa iria ao ar aos sábados e significaria a volta da emissora à produção de programas de auditório, com números musicais e shows de calouros. Contaria ainda com a participação de personalidades em seu júri como Chiquinho Scarpa, Rogéria, Magda Cotrofi e João Roberto Kelly.

A tentatva de se fazer um novo Chacrinha não deu certo e o programa foi extinto. Lug de paula, que interpretava o personagem “Seu Boneco”, apresentava ainda o “Clube do Sr. Boneco” de segunda à sexta com apenas dez minutos de duração.

Em outubro do mesmo ano, finalmente entrava no ar a tão anunciada Tocaia Grande. Mas as cenas das lutas de terras regadas à sangue na zona cacaueira baiana só impressionaram mesmo aos cofres da Manchete. A audiência baixa provocou a troca de diretores na trama. Dois meses após a estréia, Walter Avancinni assumiu a novela acumulando a função de diretor de dramaturgia da rede. Objetivando maior agilidade, lançou novos personagens, mais lutas e ainda mais erotismo. A audiência triplicou, pulando de quatro para 12 pontos de pico.

No início de novembro, Márcia Peltier inovou e trouxe para a Televisão Brasileira o primeiro jornalístico baseado em pesquisas. O “Márcia Peltier Pesquisa” estreou no dia 08 de outubro e atraiu uma audiência de cerca de 10 pontos, o que acelerou a subida da emissora. A programação da Manchete se fixava, e a emissora fidelizava sua audiência.

1996: O NOVO APOGEU

No início de 96 a rede crescia e programas como o Câmera Manchete ganhavam destaque e audiência.

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Uma nova vinheta marcaria o início da programação desse novo ano com o slogan: “Rede Manchete, você em Primeiro Lugar”.

Depois de transmitir o carnaval, a Manchete se preparava para lançar uma programação popular e ao mesmo tempo com muitos documentários. As novidades começaram já no dia 09, com a estréia do “Programa Raul Gil” aos sábados das 14 às 18h30. O clássico programa seria o grande trunfo da emissora para largar de vez o perfil da “TV de 1ª Classe”.

A audiência subiu, tornando a emissora carioca líder de audiência por várias vezes nas tardes de sábado.

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Raul Gil trazia o seu lendário programa para dominar as tardes de sábado da Manchete.

As novidades continuavam com a estréia em abril do esportivo “Toque de Bola”, um debate apresentado pelo veterano Paulo Stein aos domingos, das 21:30hs às 22:30hs.

No mesmo embalo, após o “Toque”, estreva “O Grande Júri”, com José Carlos Cataldi, que acabou não tendo sucesso.

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No mesmo pacote das novidades, voltavam do fundo do baú as séries “National Kid” e “Ultraman”, além da estréia dos japoneses “Sailor Moon”, “Shurato” e “Samurais Warrers”.

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Os consagrados National Kid e Ultraman, entravam na grade junto com os inéditos Shurato e Samurai Warrers

Ainda em abril, seguindo a linha dos jornalísticos, entrava no ar o “Na Rota do Crime”, apresentado por Marcos Hummel, que seria exibido todas às sextas na faixa das 22h30. O propósito do programa era acompanhar os policiais em diversas operações pelas favelas da cidade de São Paulo. Sendo assim, chegou muitas vezes a liderar a audiência no horário com médias de até 16 pontos. Com mais essa novidade, a faixa das 22h30 estava dedicada a programas jornalísticos de segunda à sexta.

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Em junho a emissora comemorava treze anos com uma grande festa.

Foram dois shows com artistas famosos: um para os funcionários com Daniela Mercury, e outro para o público, em plena tarde de domingo no Aterro do Flamengo, em frente ao prédio-sede da emissora. O show durou das 16h00 às 20h00 e contou com as participações dos grupos “Só pra contrariar”, “Double You”, “Roupa Nova” e “Os Morenos”.

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Em meio às novidades dos “13 anos”, dois programas estreariam no dia seguinte: Gente Importante apresentado por Anna Bentes Bloch, com entrevistas nas tardes de segunda à sexta, e “Manchete Verdade”, um telejornal no estilo de uma revista eletrônica, com ancoragem de Marcos Hummel e as participações diárias de Dora Bria (esportes), Carlos Chagas (política), Tamara Leftel (economia) e Ique (charges). A emissora se firmava como o canal da notícia e da informação.

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Nas noites de sábado estreou o programa “Uma História de Sucesso”, que mostrava a trajetória de cantores e grupos musicais do Brasil e do mundo.

No mês de julho, a Manchete se preparava para apresentar os jogos olímpicos de Atlanta, intitulados “Olimpíadas de Ouro”. A transmissão do evento contou com a apresentação do “Jornal da Manchete” por Márcia Peltier direto da cidade-sede do evento, nos EUA.

Em julho, a Manchete estreava uma nova vinheta que mostrava ao fundo telas de quadros de pintores renomados.

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Em setembro do mesmo ano, sob o comando de Walter Avancinni estreava Xica da Silva, novela baseada na vida da escrava viveu no século XVIII e escandalizou a sociedade de sua época. A novela foi um sucesso atingindo uma média de 17 pontos com picos de 22. A Manchete estava em segundo lugar absoluta em vários horários e poderia ser considerada a terceira colocada no ranking em audiência e crescimento. Juntamente com a novela era lançada uma nova vinheta, que ficaria no ar até a sua derrocada, em 1999.

TÉRMINO DE “XICA DA SILVA”: INÍCIO DO FIM

A emissora entrou no ano de 1997 sustentada pelo sucesso de Xica da Silva. Para se ter uma idéia, na época da novela, o “Jornal da Manchete” registrava médias entre oito e nove pontos. Além de sustentáculo para a programação, a arrecadação com a trama possibilitava novos investimentos. Sendo assim, as novidades vieram rápido.

Entre as novas atrações, estreva Mistério, apresentado por Walter Avancinni, que passaria a revezar com o Câmera Manchete as noites de quarta. O propósito era mostrar fenômenos paranormais ressucitando a velha fórmula do “Acredite se Quiser”, também apresentado pela rede no final da década de 80.

O semanal “Na Rota do Crime” ganhava agora uma edição diária com meia hora de duração apresentada por Florestan Fernandes. Marcos Hummel passou a dividir a apresentação do “Jornal da Manchete” com Márcia Peltier. Essa úlitma alteração, no entanto, durou pouco tempo. Embora a audiência do jornal tivesse aumentado, a emissora tirou Marcos Hummel da apresentação do jornal.

Após um bom desempenho como especial de final de ano, o musical “Mexe Brasil”, tornou-se programa fixo semanal. Inspirado no especial “Samba Brasil”, estreou nas noites de sábado, indo ao ar logo após o Jornal da Manchete.

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Em 19 de agosto, com o fim de “Xica da Silva”, entarava no ar “Mandacaru”, baseada na história do cangaço. A novela não repetiu o sucesso da anterior, ficando presa à média de 8 pontos de audiência. Ainda em agosto, no dia 23, Sula Miranda estreou o musical “Sula Miranda Show”, nas noites de sábado. O “Mexe Brasil”, por sua vez, foi transferido para a quinta-feira, substituindo o independente “Business”, que passou para as noites de domingo.

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Nas tardes de domingo, em parceria com a “TV Ômega”, de Amílcare Dalewwo, uma nova proposta surgia. A emissora trazia de volta o veterano Jota Silvestre, juntamente com Marcelo Augusto, Thunderbird e as criaças Luís Fernando e Isabella no comando do Domingo Millionário. Com muitos jogos e brinacadeiras, o programa oferecia o prêmio máximo de 1 milhão de reais, além do sorteio de vários carros entre os participantes que telefonassem a partir do sistema “0900”.

Jota Silvestre trouxe de volta seu velho sucesso, o quadro “O céu é o Limite”. Mais tarde, Sérgio Reis entrava no “Domingo” apresentado o campestre “Sérgio Reis do Tamanho do Brasil”.

Ainda em 97 a emissora lançou a menina Debby, de apenas cinco anos de idade, como apresentadora da nova versão do “Clube da Criança”, exibido às 18hs., com apenas meia hora de duração.

Para as tardes, a emissora lançou o feminino “Mulher de Hoje”, comandado por Beth Russo, que mesclava, entre outros assuntos, dicas de beleza, culinária, artesanato e entrevistas.

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No final de 1997, a Manchete realizou uma grande campanha para arrecadar fundos em benefício ao natal de pessoas carentes. A campanha denomidada “Natal Feliz”, teve o apoio da “Fundação Renascer em Cristo”

A CRISE DE 1998

No ano de 1998 a situação da emissora pioraria. A novela Mandacaru dava baixos lucros, e os programas jornalísticos estavam desgastados. Aliada a isso, a situação econômica do país não andava bem, e as taxas de juros estavam em alta, inclusive das dívidas da emissora.

A Manchete anunciava novidades já no mês de março. A primeira delas consistiu em uma grande reformulação dos noticiários da Rede. O “Jornal da Manchete” foi totalmente renovado e teria três edições ao longo do dia. A proposta era que o jornalismo voltasse a ser como na época da estréia da emissora. Assim, no dia 27 de março, o telejornal entrava em cena com cenário totalmente futurista, trazendo de volta a redação do jornal, atrás de um vidro que mostrava um enorme mapa-múndi.

Claudete Troiano assumiu o comando do vespertino “Mulher de Hoje”, deixado por Beth Russo em dezembro de 97.

Salomão Shwartmman substituía o “Momento Econômico” pelo “Frente a Frente”.

No início de março, estreava o programa de Magdalena Bonfigliolli. Intitulado “Magdalena Manchete Verdade”, o programa mostrou bons resultados.

Sua fórmula já era conhecida: nele, os convidados davam depoimento de seus problemas para a apresentadora, e a equipe do programa tentava resolvê-los.

Caracterizou-se por ser um programa extremamente popular.

Aos domingos também houve uma grande novidade. Em parceria com a produtora independente TV Ômega, de propriedade de Amílcare Dalewwo, a Manchete substituia o mal-sucedido “Domingo Milionário” pelo “Domingo Total”, comandado por Otávio Mesquita, Virgínia Novick e Sérgio Malandro. O programa teve ótimos índices de audiência, principalmente quando entrava no ar o quadro comandado por Otávio Mesquita, onde o apresentador acordava vários famosos.

Sérgio Malandro também se destacou com à frente da “Festa do Malandro”.

Grade de Programação da Rede Manchete em maio de 1998

Mesmo com essas bem-sucedidas estréias, os juros das dívidas cresciam, o que sufocava a emissora.

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A novela Brida, protagonizada por Carolina Kasting, não foi aceita pelo público.

Em junho do mesmo ano, o salário dos funcionários não foram pagos, o que era um péssimo sinal. As transmissões da Copa do Mundo de 98 não renderam os lucros esperados, e em agosto entrava no ar a novela Brida, baseada na obra sucesso de vendas de Paulo Coelho. A magia do autor parece não ter funcionado com a novela. A audiência ficou baixa, o que ocasionou uma troca de enredo na trama.

Mesmo com todo esforço, a novela fracassou. O atraso nos pagamentos causou uma greve pelo elenco da novela. Sem saída, a trama foi tirada do ar pelo meio. E o problema não era só esse.

Sem garantias numa emissora que já estava afundando, vários profissionais valorosos saíram da casa. De uma só vez, debandavam Márcia Peltier, Otávio Mesquita e Raul Gil, este último levando o seu programa de volta para a TV Record. Além disso, a emissora também extinguiu o “Domingo Total”, o que provocou diretamente a saída de Sérgio Malandro e Virgínia Novick.

As tardes de domingo contavam agora com uma seção tripla de filmes: o “Festival Manchete de Cinema”. Aliado a isso, a produção dos jornalísticos parou, e os programas começavam a ser reprisados. O “Mexe Brasil”, apresentado por Marcelo Augusto, também entrava no clima das reprises.

O jeito foi exibir novamente o grande sucesso da emissora: Pantanal.

Pantanal entrava novamente no ar no dia 26 de Outubro de 1998, e o Jornal da Manchete fora reduzido para trinta minutos. Carlos Chagas vinha novamente como “tapa buraco” na programação, estreiando o programa Se Liga Brasil diariamente após a novela. Nessa época, um show de programas de Televendas invadia a tela da Manchete. O vespertino Mulher de Hoje foi extinto. Em dezembro do mesmo ano, o Jornal da Manchete saía do ar por motivo de greve geral.

Em Janeiro de 99, a emissora assinou umm contrato com o Grupo Renascer em Cristo, propriedade de Sônia Hernandez. Pelo acordo, a Igreja Renascer exploraria a emissora, produzindo programas e recebendo os patrocínios, e em troca pagaria por mês R$ 80 milhões ao Grupo Bloch, como uma espécie de “aluguel”. A partir daí novas chamadas anunciando o que seria a “Nova Manchete” entravam no ar. A reexibição de “Pantanal” e o programa “Se Liga Brasil” continuavam na grade. Claudete Troiano trazia de volta o feminino “Mulher de Hoje”. O “Jornal da Manchete” também voltava ao ar. Porém, o acordo não deu certo e foi desfeito em fevereiro do mesmo ano, porque a Igreja não pagou a primeira parcela dos salários.

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A Nova Manchete, anunciada pela Igreja Renascer

A emissora adentrou o ano de 1999 ainda com mais um problema: o grupo IBF reivindicava há três anos na justiça a posse do canal. O Grupo Bloch teria que esperar a liminar dando-lhes a posse da emissora para vendê-la. A liminar saiu em abril do mesmo ano, e a emissora foi finalmente vendida no dia 16 de maio de 1999 para Amílcare Dalewwo, dono da TV Ômega, que era a produtora do “Domigo Total” exibido na Manchete em 1998.

REDE MANCHETE VENDIDA: UMA SOLUÇÃO PARA OS FUNCIONÁRIOS, MUITAS SAUDADES PARA O PÚBLICO

Pareceu o fim de um pesadelo o término da reunião realizada no último dia 16/05 entre o grupo Bloch e a Tv ômega, onde ficou resolvida a venda da Rede Manchete de Televisão. O grande drama sofrido pelos funcionários, devido à falta dos pagamentos desde meados de agosto de 1998, parece ter acabado. A emissora foi vendida para o empresário Amilcare Dallewwo, dono da produtora independente Tv Ômega e um dos sócios da Teletv, empresa que explorou durante muito tempo os serviços 0900 na TV. Amilcare disse que além da dívida com o governo, assumiu a dívida dos empregados, e os ativos da rede, ou seja, a concessão do canal com cinco emissoras pelo país, mas sem incluir a parte de equipamentos e prédios. Disse que o somatório das dívidas chega a R$308 milhões, e que terá ainda que investir cerca de R$100 milhões em equipamentos e novas instalações, tendo em vista que só poderá ocupar a sede atual na Zona Sul carioca, durante noventa dias.

O DRAMA DOS ÚLTIMOS DOZE MESES

A crise que a Rede sofreu no último ano, atingiu principalimente aos funcionários. Desde agosto que ninguém via a cor do dinheiro. Tudo começou com a redução de investimentos dos anunciantes. Isso ocorreu, principalmente, pelo lançamento da novela Mandacaru que não repetiu o sucesso de público e faturamento conquistados pela sua antecessora Xica da Silva. A situação piorou com o investimento evacuado feito em Brida. A novela não registrou o mínimo de cinco pontos, e foi tirada do ar pelo meio.

A partir daí foi uma reação em cadeia: desacreditados, estrelas saem da casa vão rumo às outras emissoras, como o caso de Márcia Peltier e Raul Gil; a produção de programas foi cessando aos poucos e funcionários entraram em greve. Durante esse período a emissora perdeu várias emissoras afiliadas, principalmente para a Rede Record em sua fase de expansão.

Para complicar a situação, o grupo IBF moveu uma ação em Março de 1998 exigindo a posse da emissora, o que a impedia de ser vendida. Foram tentadas soluções rápidas, como a reprise do fenômeno Pantanal e uma parceria com o Grupo Renascer, que não foi considerada legal pela justiça. Em maio deste ano, saiu a limnar, dando posse da rede aos Bloch, podendo assim serem retomadas as negociações da venda da emissora.

EMISSORA NÃO FOI TOTALMENTE VENDIDA

Segundo afirmou o próprio Amilcare, a Tv Ômega assumiu somente a parte dos ativos. Os equipamentos foram vendidos a bancos e outras instituições. Além disso, não foi inclusa na venda a produtora de programas Bloch Som e Imagem, criada em 1996 como artifício para o caso de a emissora ser embargada pela Justiça. A produtora que, teoricamente, produziu Xica da Silva e outros programas, conta ainda com o complexo de Água Grande e continua sob a custódia dos Bloch. Uma das decisões tomadas por Pedro Jack Kapeler, presidente das empresas Bloch, é que a produtora voltará a fabricar programas em breve.

PRIMEIROS PASSOS DA NOVA EMISSORA

Segundo afirmou, a decisão inicial de Amilcare é intensificar o jornalismo. Segundo Amilcare, o objetivo principal da emissora está no faturamento. Ele disse que a partir de Agosto, o público já poderá sentir uma mudança radical. O empresário contratou uma empresa especializada para escolher o nome novo da rede e já tratou de tirar do ar todos os logotipos e vinhetas relacionados à Rede Manchete. Inclusive o Jornal da Manchete provisoriamente passou a se chamar Primeira Edição. A emissora ainda está na fase de 60 dias de transição, período esse que o Ministério das Comunicações tem para fazer toda a mudança da concessão do canal.

MUDANÇAS E PERSPECTIVAS

Mudanças já podem ser percebidas. O jornalismo voltou a produzir reportagens para o Primeira Edição que voltou a ter uma hora de duração.

A reexibição do Se liga Brasil, apresentado por Carlos Chagas, e o destaque para as tranmissões dos jogos de Tênis também são visíveis. Inclusive, a idéia da nova direção é continuar dando ênfase para as trasnmissões de Tênis. Amilcare afirma que a produção de Jornalísticos, shows e filmes voltará já em agosto, mas a produção de novelas fica pra mais tarde, devido aos altos custos de produção.

Para o público fica a saudade de uma emissora que se despede, e a esperança de uma nova rede. Sucessos que ninguém esquece como Dona Beija e Pantanal, o lançamento de novas caras como Xuxa e Angélica, o destaque para transmissões do carnaval carioca, e principalmente, o excelente e detalhado jornalismo que a emissora sempre fez, são esperanças que nos restam hoje. Basta saber se o espaço deixado pela Rede Manchete será bem preenchido.

Resumo

Aspectos Históricos da TV MANCHETE

A TV Manchete iniciou suas transmissões em 5 de junho de 1983, no Rio de Janeiro, com cinco emissoras próprias – São Paulo, Rio Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza – e uma emissora coligada, a TV Pampa, de Porto Alegre, pertencentes à Rede Manchete de Televisão, de propriedade de Adolfo Bloch.

O grupo Manchete já contava anteriormente com uma rede de seis emissoras de rádio em AM e FM.

A princípio, baseou sua programação em jornalismo e em filmes com a intenção de atingir as classes A e B. Com o tempo foi forçada a popularizar sua programação, investindo em minisérie importadas, telenovelas e filmes de longa metragem.

A emissora teve vida curta. Na década de 90 enfrentou sucessivas crises econômicas. Para melhorar sua situação, a Rede Manchete recorreu a várias produtoras independentes para preencher lacunas encontradas em diversos horários da grade de programação. Também enfrentou, em diferentes momentos, greves de funcionários, processos em conseqüência da queda da qualidade da programação, acarretando sua falência no ano de 1999.

Fonte: www.redemanchete.net

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