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Cultura da Armênia

Provérbios Armênios

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Todo mundo sabe que os Provérbios do mundo inteiro mais ou menos se assemelham, não poderia ser de outra maneira com os Provérbios Armênios.

Eis aqui mais alguns provérbios.

Cultura da Armênia

Martunn sirdë yev dzovunn antuntë antapantseli enn.
O coração do homem e o fundo do mar são insondáveis.

Cultura da Armênia

ksann dareganinn guinë gamusnana uzadzinn hed,
yeressuninn guërtsadzinn hed, karassuninn uzoghinn hed.

Aos vinte anos, a mulher casa com quem ela quer, Aos trinta
com quem ela pode, Aos quarenta com quem a quer.

Cultura da Armênia

Havguitënn e eler, havguitë tchi havnir.
Saiu do ovo, mas não gosta de ovos.

Cultura da Armênia

Echë ir zëralunn vra guë hiana
O burro fica encantado com seu próprio zurro.

Cultura da Armênia

khelkë dariki metch tche këlkhi metch e:
A inteligência não depende da idade, mas da cabeça

Cultura da Armênia

ierpek tche desnëvadz vor mernoghin harësdutiunë ir takaghin hedevi:
Nunca se viu a fortuna do defunto acompanhar o enterro.

Cultura da Armênia

guinë dunë guë chinê gamm guë kantê
A mulher ou constrói ou destrói um lar…

Cultura da Armênia

Asdvadz megunn hatsë dëvav, akhorjaguë müssinn
Deus deu pão para uns e apetite para outros

Cultura da Armênia

guyrinn atchk dur honk guë bahantchê
Dê olhos a um cego e ele exigirá as sobrancelhas

Cultura da Armênia

dzerunii më mi hartsëner te ur enn ir tsaverë ail ur tchenn
Não pergunte ao ancião onde dói, mas sim onde não dói.

Cultura da Armênia

pokër lussavor amb më, guërna arevunn luissë dzadzguell
Uma pequena nuvem pode encobrir o sol

Fonte: www.armenia.brasil.nom.br

Cultura da Armênia

A formação da antiga cultura armênia teve tanto a influência de invasores do planalto armênio quanto daquelas sociedades antigas e países com os quais os armênios mantinham contato. O elevo da antiga cultura armênia tornou-se saliente durante o período helênico que, apesar de se situar num nível superior, não dissolveu a cultura armênia, deixando apenas um lastro profundo nesta última, principalmente na arquitetura e planejamento urbano, e no teatro.

As antigas capitais armênias Artachat e Tigranocerta comprovam isso. Já o monumento mais notório do período helênico na Armênia é o templo de Garni, construído no primeiro século. A cultura da antiga Armênia foi o fundamento no qual se ergueu a própria cultura nacional dos períodos subseqüentes.

A língua armênia pertence à família das línguas indo-européias, sem outra ramificação e como uma das mais antigas formas. O alfabeto próprio foi criado no início do século V (406) por Mesrop Machtots, e tem se transformado numa base sólida para a língua nacional e a cultura.

Atualmente, mais de 25 mil manuscritos antigos são preservados no Matenadaran (Biblioteca) do Instituto de Manuscritos Antigos, assim como em bibliotecas de Jerusalém, Viena, Veneza, Londres e outros locais.

Apesar de as primeiras comunidades cristãs terem surgido no país já no século I, a Armênia adotou o cristianismo como religião oficial de Estado em 301, durante o reino do rei Tiridates III, tornando-se o primeiro país do mundo a aderir formalmente à religião cristã.

O primeiro Patriarca (Catholicós) da Igreja Armênia foi Gregório, o Parto, a quem a Igreja atribui ser o segundo Iluminador dos armênios. Mais tarde, Gregório, o Iluminador, foi canonizado pela Igreja Armênia.

A adoção do cristianismo deixou um impacto poderoso na história subseqüente do povo armênio. A fé cristã proporcionou um ímpeto para maior desenvolvimento da cultura. A ética cristã tornou-se a base para a visão armênia, deixou um registro imutável na moldura espiritual e no psique da nação.

A Igreja Armênia teve um papel destacada no vida da sociedade armênia, especialmente após a perda do Estado. Os estatutos desta Igreja regularam muitos aspectos da vida cotidiana dos armênios, assumindo às vezes as funções do Estado, na luta secular do seu povo para preservar sua identidade.

A Cultura Medieval Armênia

O acontecimento mais importante na vida cultural da sociedade armênia no início da Idade Média foi o desenvolvimento do alfabeto armênio. Tornava-se visível a necessidade de possuir um alfabeto (escrita) nacional, pois a sua ausência não só barrava o desenvolvimento da literatura original, as pesquisas teológicas e acadêmicas, mas até mesmo a própria língua, uma vez que eram utilizadas as escritas do aramaico, grego e assírio na língua escrita em períodos diferentes .

A sociedade armênia do século IV havia compreendido e assimilado esta necessidade. O sábio “Vartapet” Mesrob Machtots (aprox. 362 – 440), com apoio do Catholicós Sahak Partev criou, no início do século V (aprox. 408) as novas letras da língua, onde cada fonema da língua recebeu sua letra equivalente, solucionando a dificuldade existente até então e servindo, ao mesmo tempo, como um ícone de união nacional através da escrita própria.

As traduções da Bíblia e de importantes obras dos pensadores e filósofos da antigüidade, assim como a historiografia (Agatangelos, Fausto de Bizâncio, Lázaro de Parb, Koryun, Yeghiché (Eliseu) e outros) tiveram um papel fundamental na cultura armênia medieval no século V (também denominada de Século de Ouro na literatura armênia) e subseqüentes.

Pode-se afirmar que, a criação da escrita armênia incentivou o desenvolvimento da literatura armênia propriamente dita, a qual já possuía uma rica tradição oral antes da criação do alfabeto nacional.

No período da Idade Média foram criadas escolas teológicas e filosóficas, acopladas ao ensinamento cristão. Dessa época, destacam-se autores como David Anhaght (Davi, o Invencível), Anania Chirakatsi, Mekhitar Heratsi (século XI).

As obras do médico Amirdovlat Amassiatsi (séc. XV) espraiaram uma visão e luz nova na prática da medicina e farmacologia, delineando os traços elementares da conquista da medicina contemporânea. Destacam-se, ainda, as obras de Krikor Narekatsi, (Gregório deNarek) séc. X, Kostandin Yerznkatsi (Constantino de Yerzengá) sécs. XIII-XIV, Frik séc. XIII, Nahapet Kutchak séc. XVI, e Sayat Nova séc. XVIII.

A arquitetura e as artes plásticas do período medieval também foram altamente desenvolvidas, com a criação de obras de grande valor e significação genuínas. Na arquitetura, é inegável a presença das basílicas, Igrejas e conventos, além do planejamento das cidades urbanas, construções de fortificações e palácios. Nas artes plásticas, as ilustrações dos livros, os mosaicos e desenhos.

A música medieval armênia teve a predominância espiritual, e forneceu muitos hinos (charagans) à Igreja Armênia. Ao final da Idade Média, era visível o surgimento dos Achughs (trovadores) e a música lírica.

Na área cultural, a quantidade de escolas cresceu de forma considerável. Nos séculos XVII-XVIII Etchmiadzin já era o centro educacional da Armênia Oriental, enquanto Constantinopla representava a mesma importância para os armênios ocidentais.

As Universidades de Gladzor (séc. XIII-XIV) e Tatev (sec. XIV-XV) ofereciam alto nível de educação, eram centros de pesquisas, tinham suas bibliotecas (matenadarans) com inúmeros manuscritos, e ofereciam, além de teologia, cursos sobre ciências naturais, filosofia, música e outras disciplinas. Os graduados recebiam o título de “vadapet” (doutor). Não eram poucos os professores que escreviam tratados acadêmicos.

Monges de duas congregações armênias católicas, localizadas em Veneza (1717) e Viena (1811), tiveram um papel importante no desenvolvimento de diferentes ramos da armenologia.

A Cultura na Era Moderna

No crepúsculo da Idade Moderna, dois acontecimentos importantes se destacam na história da cultura armênia. Em 1512, inaugurou-se a primeira gráfica armênia na cidade de Veneza, e o primeiro livro impresso pelo publicitário Hakob Meghapart foi o “Livro de sexta-feira” (Ourbataguirk).

Já no século XVII, eram notórias as gráficas estabelecidas nas cidades de Constantinopla, Lvov e Amsterdã, no século XVIII e Madras (Índia), São Petersburgo, Astrakhan, Nova Nakhitchevan. E a primeira gráfica estabelecida na Armênia, propriamente dito, foi em 1771 na Sede da Igreja Armênia, em Etchmiadzin. Em 1794 foi publicado o primeiro periódico armênio em Madras (Índia), de nome “Aztarar” (Arauto).

A Segunda metade do século XVII e todo o século XVIII foram marcados pelos armênios pela consistente busca de caminhos para a libertação da dominação de déspotas do Oriente: Irã e Turquia. O papel fundamental neste empenho estava centralizado na Igreja Armênia, que protegia os interesses da nação.

Ao emergir como uma força internacional nos séculos XVI – XVII, a Rússia foi visto pelos armênios como a potência externa que poderia ajudá-los na libertação da Armênia da dominação da Turquia e do Irã.

No século XIX, a cultura armênia se destacava através de três elementos: a cultura armênia oriental, a cultura armênia ocidental e a cultura dos segmentos oriundos pelo movimento migratório. Cada um desses três segmentos se desenvolveram sob a influência de fatores que caracterizavam a vida dos respectivos segmentos do mesmo povo, onde a cultura armênia como um todo era o meio essencial para a integridade que representava os interesses da nação.

Principalmente no setor educativo, ocorreram mudanças substanciais a partir da primeira metade do século XIX, quando foram abertas escolas nacionais nos setores migrantes armênios, em diversas localidades da Turquia, Itália, Nor Nakhitchevan e outros. Em 1815 foi fundado o primeiro Seminário armênio em Moscou (Lazarian).

Na capital da Geórgia, Tiflis, existiam diversas escolas públicas e particulares, entre as quais a mais importante foi a escola Nercissian, estabelecida em 1824. E na Armênia oriental, anexa à administração central do Império Russo, foi estabelecido o Seminário Gevorguian de Etchmiadzin, em 1874, que mais tarde tornou-se um centro de armenologia.

Também nesse século, o leque de livros impressos cresceu substancialmente, e apenas em Constantinopla atuavam mais de 130 gráficas armênias. Em pouco tempo, novas gráficas foram inauguradas em quase todos os grandes núcleos que concentravam comunidades armênias. Quinze mil livros (de ensino, dicionários, publicações acadêmicas, literárias) e mais de 1300 periódicos (jornais, semanários, revista mensais) foram publicados durante o século XIX.

A literatura armênia passou por um processo de desenvolvimento, marcada pelas obras clássicas (classicismo), românticas e finalmente realistas, e teve um papel fundamental na moldura da consciência nacional, ao educar o povo pelo espírito de liberdade.

Neste aspecto, o grande autor Khatchatur Abovian é considerado o progenitor da nova literatura armênia. Os poetas e escritores dos anos 1850-60, dos quais se destacam Mikael Nalbandian, Petros Durian, Mekertich Pechigtachlian e outros prosseguiram o trabalho iniciado e deram ênfase às questões populares.

A partir dos anos 1870, a prosa transformou-se na principal manifestação literária, e os grandes novelistas como Raffi, Perj Prochian, Ghazaros Aghayan e Gabriel Sundukian, além do sátiro Hakob Paronian tiveram enorme influência no desenvolvimento da literatura armênia. A partir da Segunda metade do século XIX, desenvolve-se o teatro profissional, a música e as artes plásticas atingem elevados estágios a nível internacional.

O grande pintor dos mares, Hovhannes (Ivan) Aivazosky trouce sua valiosa contribuição para o desenvolvimento da pintura armênia. Já Hakob Hovnatanian é considerado como o fundador da escola realista da pintura.

Como pode se observar, todos os setores da cultura armênia no século XIX passaram por transformações qualitativas substanciais, que afetaram o intelecto do povo armênio e contribuíram para a elevação espiritual e nacional a novas dimensões. Mais uma vez, foi a cultura a cultura o fator destacado pela auto-afirmação, preservação e integração nacional dos armênios.

A Cultura armênia no século XX

Em todos os ramos da cultura, as primeiras décadas do século XX revelaram mestres brilhantes, cujas obras têm um valor perene na vida espiritual armênia. A poesia destas décadas é representada pelos poetas Hovhannés Tumanian, Avetik Issahakian, Vahan Terian, na Armênia Oriental, e por Missak Metsarents, Daniel Varujan, Siamanto e outros, na Armênia Ocidental. A prosa se engrandeceu com as obras de Alexandre Shirvanzade, Vertanés Papazian, Grigor Zohrap e outros.

Na música, o nome do famoso músico e compositor Komitás é um dos principais destaques. A dramaturgia armênia também teve um súbito crescimento, com o surgimento de grupos teatrais que revelavam grandes mestres teatrais, tais como Hovhannés Abelian, Vahram Papazian, Hratchiá Nercissian e outros. As artes em geral tiveram muitos nomes, cujas criações repercutiriam através das décadas a seguir: Martiros Sarian, Yeghiché Tadevossian, Hakob Kojoyan, escultor Hakob Gurjian.

A florescente cultura na Armênia Ocidental se estagnaria subitamente, devido aos trágicos acontecimentos que transcorreram a partir de abril de 1915, quando a notória intelectualidade e toda a população armênia que vivia em suas terras ancestrais da Armênia sob dominação do Império Otomano foi dizimada e exterminada em quase sua totalidade, pelo nefasto Genocídio que foi planejado, organizado e perpetrado pelas autoridades turco-otomanas.

Em conseqüência, os que puderam se salvar dos catastróficos caminhos das deportações forçadas que levavam à morte certa, foram obrigados a fugirem em busca de sua sobrevivência longe de suas terras históricas, encontrando amparo e acolhida fraternal em países do Oriente Médio, Europa e as Américas, além, é claro, dos que puderam escapar para a Armênia Oriental. A Diáspora Armênia, portanto, teria de se organizar a longo prazo, tanto social como intelectualmente estruturando sua capacidade e regeneração.

É evidente que, com o estabelecimento do regime soviético na Armênia, em novembro de 1920, mudanças substanciais viessem a ocorrer tanto na vida social como também em toda a área cultural. A exclusiva dominação da ideologia comunista visava transformar a cultura num instrumento sutil de difusão ideológica e político do partido comunista, e o estabelecimento de padrões e normas rígidas do “realismo socialista” naturalmente restringiria a liberdade de expressão e criação principalmente na primeira fase.

Já a partir da segunda metade da década de 1950, com o gradativo desmoronamento do culto de personalidade e uma maior aproximação aos valores herdados do passado, a cultura contemporânea começou a ter o seu lugar de destaque na cultura do povo armênio.

Assim, nomes mundialmente famosos como o pintor Martiros Sarian, os poetas Hovhannes Shiraz e Paruyr Sevak, o compositor e regente Aram Khatchaturyan, escritores como Derenik Demirjian, Gurguen Mahari, Hratchiá Kochar, Hamo Sahian, Sylva Kaputikian, Vahagn Davtian , artistas como Minas Avetissian, Grigor Khanjian, Hakob Hakiobian, arquitetos como Alexandre Tamanian, Rafael Israelian e muitos outros tornaram-se populares e seus trabalhos louvados e amplamente divulgados não só na Armênia, como também nos quatro cantos do mundo.

Indubitavelmente, não se pode negar que nas sete décadas de permanência do regime soviético (1920-1990), a Armênia obteve um enorme salto jamais registrado em toda sua existência, alcançando níveis elevados no desenvolvimento das ciências, educação e assistência social.

O analfabetismo foi erradicado por completo do país, com a introdução do sistema obrigatório e gratuito de ensino primário e elementar, extensivo à universidade. Em 1943, foi fundada a Academia Nacional de Ciências, com o objetivo de promover pesquisas fundamentais assim como estudos de armenologia (a Armênia é hoje, reconhecidamente, o centro mundial de armenologia).

O Acadêmico Victor Hambartsumyan ganhou fama mundial em astrofísica. As áreas de física, química, cibernética, etc., modernos laboratórios de P & D (Pesquisa e Desenvolvimento), institutos tecnológicos espraiaram ampla luz e conhecimento avançado, competindo com os mais avançados centros mundiais.

Fonte: www.armenia.com.br

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