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Davi e a Criação do Estado

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Para substituir Saul não ficara ninguém válido a não ser seu último filho Isbaal. Com efeito, Abner refugiou-se com ele em Mahanaim, na Transjordânia, e de lá pretendeu que fosse dada continuidade ao governo de Saul através do fraco Isbaal. Foi só uma pretensão, realmente.

Enquanto isso, Davi dirigiu-se com seus homens para Hebron e, com o consentimento dos filisteus e o apoio da população do sul, tornou-se o líder de Judá (2Sm 2,1-4). Isto teria acontecido por volta de 1010 a.C.

Segundo as fontes bíblicas, dois anos mais tarde, Isbaal é assassinado e, através de hábeis manobras políticas, Davi é também aclamado rei da região norte do território por todo o povo (2Sm 5,1-5).

Em seguida, ele conquista Jerusalém, cidade jebuséia situada no sul, e faz dela a sua cidade. Assim, Davi consegue uma união, ainda que frágil, dos vários grupos israelitas.

Competia agora a Davi vencer os filisteus e acabar de vez com suas ameaças. Ele não se fez de rogado. Os filisteus atacaram repetidamente e foram totalmente derrotados: tiveram que reconhecer a supremacia de Israel e tornaram-se seus vassalos.

Segundo o texto bíblico, Davi construiu, na verdade, um grande reino: submeteu Amon, Moab, Edom, os arameus etc. Todos os reis da região, até o Eufrates, pagavam-lhe tributos.

E o Estado sob Davi funciona, segundo o texto bíblico, de maneira austera e modesta, mantendo uma administração baseada no respeito às instituições tribais e alguns funcionários.

“Davi reinou sobre todo o Israel, exercendo o direito e fazendo justiça a todo o povo. Joab, filho de Sárvia, comandava o exército. Josafá, filho de Ailud, era o arauto. Sadoc e Abiatar, filhos de Aquimelec, filho de Aquitob, eram sacerdotes; Saraías era secretário; Banaías, filho de Joiada, comandava os cereteus e os feleteus. Os filhos de Davi eram sacerdotes” (2Sm 8,15-18).

Seu exército compunha-se de israelitas convocados das várias tribos, de sua guarda pessoal – seus homens de confiança desde os tempos da clandestinidade – e de mercenários estrangeiros, como os cereteus e feleteus.

Os países dominados pagavam tributo, instituiu-se a corvéia – estrangeiros obrigados a trabalhar grátis nos projetos do Estado – e Davi não interferiu na administração da justiça tribal.

Davi levou para Jerusalém a Arca da Aliança, nomeou os chefes dos sacerdotes e fez tudo o que pôde para o culto, procurando assim manter o consenso da população ao redor da nova instituição.

Apesar de tudo isto, Davi enfrentou tensões surgidas entre a antiga e a nova ordem: por exemplo, o recenseamento (com fins fiscais e militares) que ele mandou fazer gerou conflitos e críticas (2Sm 24) e a luta de seus filhos pela sucessão enfraqueceu muito seu prestígio.

Salomão substituiu-o no poder em 971 a.C. Davi governara 39 anos.

Fonte: www.airtonjo.com

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