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História da Coréia do Sul

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Os primeiros moradores da península da Coréia, acredita-se que eram tribos migratórias que vinham do centro e norte da Ásia. Estes povos trouxeram consigo um idioma, uma cultura e uma religião animista.

O primeiro reino da Coréia chegou como conseqüência de uma aliança entre as tribos do norte, devido às constantes guerras com os chineses por volta do primeiro século da nossa era. Quatro séculos depois se unificou a metade norte. Na metade sul dominavam, durante o século III os reinos de Pilla e Paekje. Começava o período dos Três reinos que duraria quatro séculos.

China sempre influiu sobre Coréia, sobretudo no referente à religião, com o budismo, e Coréia por sua vez influia sobre o Japão. No século XIX houve uma série de conflitos entre os senhores rivais aparecendo a dinastia Koryo, que também recebeu as ameaças de outros reinos como o dos mongóis, até que esta finalmente, caiu.

O neo confucianismo deslocou o budismo, com a dinastia nova de Yi Song-Gye. No fim da Idade Média reinou Sejão, que inventou uma escrita fonética incrementando o alfabeto. A invasão japonesa nos finais do século XVI foi um desastre para Coréia. Nos seguintes anos vieram novas lutas contra os chineses e invasões com os manchúes, como conseqüência Coréia isolou-se durante um século e foi conhecido como o Reino Eremita.

Os japoneses ocuparam a Coréia explorando-a até a Segunda Guerra Mundial. Pouco depois foi ocupada pelos russos no Norte e os norte-americanos no Sul. Colocando a Coréia em um conflito político, que terminou na guerra da Coréia e deixou o país em ruínas.

Em 1953 terminou a guerra. Neste período sucederam numerosos conflitos políticos e governos militares na Coréia do Sul, como o do duríssimo Park, e o corrupto Chun, mais liberal. Assim como o levantamento dos coreanos do sul, que exigiam democracia e eleições justas. Os dois líderes da oposição Kim Dae-Jung e Kim Yong-Sam, disputaram o poder. Os votos dividiram-se e Roh Tae-Woo ganhou as eleições. Em 1988 Chum declarou publicamente o seu arrependimento.

Durante as olimpíadas de Seul em 1988, o ambiente político do país viveu jornadas sem incidentes. A história dirá se o regime de Park tem conseguido mudar o panorama coreano.

História

 

Em 1948, realizaram-se eleições na Coréia do Sul que levaram Syngman Rhee à presidência da nova república, proclamada em 15 de agosto do mesmo ano.

Foi esta a primeira república sul-coreana, que representou 12 anos de governo autoritário. Em 1950, a invasão do país pelas tropas norte-coreanas provocou a guerra da Coréia, que só terminou com o armistício de 27 de julho de 1953 e destruiu 43% do parque industrial sul-coreano.

A China exigia que todas as tropas estrangeiras abandonassem a península, mas os Estados Unidos não concordavam com a retirada das forças das Nações Unidas. Os países socialistas propunham o restabelecimento do paralelo 38 como fronteira entre as duas Coréias, enquanto os Estados Unidos queriam fixá-la nas últimas linhas da frente de combate.

Um outro problema era o dos prisioneiros de guerra, muitos dos quais não queriam voltar a seus países de origem, que reclamavam seu retorno. Depois de difíceis negociações, concordou-se em fixar a fronteira entre as Coréias na linha de batalha, e as Nações Unidas se encarregaram do problema dos repatriados.

Em 1954, Rhee conseguiu que a Assembléia Nacional o nomeasse presidente vitalício. Em março de 1960, o descontentamento geral obrigou-o a renunciar e ele se refugiou no Havaí.

A segunda república durou apenas nove meses. Nesse período, o Parlamento se fortaleceu, em contraste com o forte presidencialismo do anterior. Um golpe militar derrubou o governo em 16 de maio de 1961. A junta que assumiu o poder dissolveu a Assembléia e proibiu todas as atividades políticas, impôs a lei marcial e criou um Conselho Supremo de Reconstrução Nacional, presidido pelo general Park Chung-Hee.

Em novembro do ano seguinte, reformas constitucionais deram mais poder ao presidente e enfraqueceram a Assembléia. As mudanças na constituição foram aprovadas por plebiscito em dezembro de 1962.

Em março de 1963, Park quis prolongar o governo militar por quatro anos, mas encontrou grande resistência civil e teve de marcar eleições para o fim do ano. O próprio Park concorreu como candidato à presidência pelo Partido Democrático Republicano. As eleições que deram origem à terceira república foram realizadas em 15 de outubro de 1963. Park venceu por pequena margem, obtendo também maioria no Parlamento.

Em outubro de 1969, após graves distúrbios, Park recorreu a um plebiscito para se reeleger para um terceiro mandato quadrienal. Acabou derrotando a oposição do Novo Partido Democrata, de Kim Dae-jung, embora esse grupo tivesse ampliado sua representação no Parlamento.

Em dezembro de 1971, Park declarou estado de emergência nacional, em outubro do ano seguinte dissolveu a Assembléia e suspendeu a constituição. Em dezembro de 1972, implantou-se um novo regime constitucional que previa a reeleição indefinida dos presidentes para mandatos de seis anos.

Park adotou um novo sistema político, conhecido como “Yushin”, isto é, revitalização e reforma. Instaurou-se uma Conferência Nacional para a Unificação, organização baseada na “vontade coletiva do povo”, cujo fim era “obter a unificação pacífica da pátria”. A Conferência reunia entre dois mil e cinco mil membros eleitos por um período de seis anos, tendo como presidente o próprio Park.

Este organismo também elegia dois terços da Assembléia Nacional e aprovava as emendas constitucionais propostas por esta. Em dezembro de 1978, Park foi reeleito segundo o novo sistema.

Na gestão de Park, a Coréia do Sul logrou um impressionante crescimento econômico, sobretudo durante o terceiro plano qüinqüenal, entre 1972 e 1976, quando o produto interno bruto cresceu 11,2% por ano. O volume de exportações sul-coreanas chegou a dobrar e a indústria de construção obteve contratos no exterior.

Esses resultados se deveram a uma política de diversificação da produção industrial e de modificações nas estruturas econômicas nacionais. Além disso, adotou-se uma política de distribuição de renda que garantiu a ordem social.

Park foi assassinado, segundo a versão oficial, em 26 de outubro de 1979, por Kim Jae-Kyu, diretor da Agência Central de Inteligência da Coréia. Cinco guardas do presidente também foram mortos nesse incidente, que não ficou esclarecido. Pela primeira vez na história do país um governante foi eliminado nessas circunstâncias.

Depois da morte de Park, o primeiro-ministro Choi Kiu-han assumiu a presidência provisória e em dezembro foi efetivado no cargo. No princípio, tudo indicava que o novo presidente iria liberalizar a vida política do país. Todavia, o poder logo voltou às mãos dos militares, que em maio de 1980 proibiram as atividades políticas, ampliaram a lei marcial e suprimiram os focos de resistência civil, como as universidades, que foram fechadas.

Após um período de desordens, em 27 de agosto de 1980 foi eleito presidente provisório o general Chun Doo Hwan, que prometeu anular a constituição Yushin. Em 27 de outubro daquele ano, inaugurou-se a quinta república. A nova constituição limitou os poderes presidenciais em favor da Assembléia e o mandato presidencial ficou reduzido a um único período de sete anos. Chun foi eleito presidente em fevereiro de 1981.

O Partido Democrático da Justiça, apoiado pelo presidente, tornou-se majoritário na Assembléia Nacional, ficando na oposição os partidos Democrático e o Socialista Democrático. O enfraquecimento da economia e a corrupção política provocaram uma reforma no governo em 1982. Ao mesmo tempo, as relações com a Coréia do Norte, que haviam melhorado temporariamente com Chun, passaram por uma fase conturbada.

Em 1983, diversos diplomatas sul-coreanos morreram em um atentado em Rangum, na Birmânia (atual Myanmar), e um avião civil do país foi abatido por mísseis soviéticos. Em 1987, pressões internas e externas obrigaram o presidente a submeter a plebiscito um projeto de lei que democratizava a vida política nacional. Nesse mesmo ano, foram realizadas eleições presidenciais, com a vitória do candidato do partido oficial, Roh Tae Woo, que assumiu o poder em 1988, ano em que Seul foi sede dos jogos olímpicos.

Sociedade e cultura

A maioria das crianças coreanas passa seis anos na escola primária, de freqüência obrigatória. Quase todas seguem algum curso secundário e cerca da metade chega a uma carreira de nível superior. Existem na Coréia do Sul mais de oitenta estabelecimentos de ensino superior. Os serviços de saúde multiplicaram-se depois da guerra da Coréia, mas ainda são insuficientes para atender toda a população. Esse problema agravou-se em virtude do êxodo contínuo de médicos para o exterior. As organizações assistenciais dedicam-se sobretudo a veteranos de guerra, idosos e indigentes.

O nível de vida da população melhorou gradualmente desde a década de 1950, e a renda média per capita multiplicou-se por sete entre 1968 e 1979. A expectativa de vida, que em 1950 era de 53 anos, subiu para 66 em 1980. Entretanto, as diferenças entre a população rural e a urbana continuaram grandes.

Na Coréia do Sul convivem duas religiões tradicionais, o budismo e o confucionismo. Restam também vestígios do xamanismo autóctone do país. Dá-se ainda uma curiosa circunstância: as mulheres geralmente optam pelo budismo, enquanto os homens — mesmo dentro de uma mesma família — preferem a ética confucionista.

A vida cultural está ligada às raízes chinesas, embora, como sempre ocorreu na história do país, conserve suas características peculiares. O budismo, a filosofia de Confúcio e o xamanismo continuam a ser a base da produção cultural sul-coreana. O Museu Nacional, que tem unidades em diversas cidades do país, possui uma vasta coleção de objetos artísticos de todo o tipo, entre os quais incluem-se pinturas, cerâmicas, manuscritos, estátuas e telas, muitos deles tesouros nacionais.

Coréia do Sul

 

Coréia do Sul possui 2 mil anos de história em comum com a Coréia do Norte . O Estado sul-coreano surge em maio de 1948, quando a zona ocupada pelos EUA, na metade sul da península, torna-se um país independente, sob a liderança do nacionalista Syngman Rhee.

Em 1950, a nova nação é invadida pela Coréia do Norte, dando início à Guerra da Coréia, que dura até o armistício de 1953. Rhee permanece no poder até 1960, quando renuncia em meio a acusações de corrupção. Seu sucessor, Chang Myon, é deposto em maio de 1961, em um golpe militar chefiado pelo general Park Chung Hee. Após uma fase conturbada na Presidência, em que é confirmado no cargo por eleições consideradas fraudulentas pelos opositores, Park instaura uma ditadura militar em 1972.

Milagre econômico e repressão – A era Park, na qual o autoritarismo coexiste com uma vertiginosa modernização industrial, termina com seu assassinato, em outubro de 1979. Um mês depois, o general Chun Doo-Hwan assume o poder por meio de um violento golpe militar. Protestos estudantis, em 1980, são reprimidos com a decretação da lei marcial, prisões e a morte de mais de 200 manifestantes na província de Kwangju. Sob o regime de Chun, a economia sul-coreana mantém o crescimento acelerado.

Em 1986, o país obtém pela primeira vez saldo positivo na balança comercial. A partir daí, suas exportações aumentam rapidamente. Democratização – Novos protestos, em 1987, obrigam Chun a convocar eleições diretas para a escolha de seu sucessor. O candidato governista, Roh Tae Woo, vence, beneficiado pela divisão da oposição.

As manifestações estudantis continuam, exigindo a reunificação das Coréias e a retirada das tropas norte-americanas, estacionadas no país desde o fim da Guerra da Coréia. Nas eleições de 1988, Roh perde a maioria no Parlamento para uma aliança de partidos de oposição. Um inquérito parlamentar comprova a existência de corrupção nos altos escalões do governo.

Acuado, o presidente pede desculpa à nação, mas não renuncia ao cargo e desencadeia uma onda de repressão contra os opositores. Em 1990 recupera a maioria parlamentar ao promover a fusão do partido do governo com a facção oposicionista liderada por Kim Young-Sam.

Candidato de Roh, Kim Young-Sam vence as eleições presidenciais de 1992 com 41% dos votos. Em 1994 agrava-se a tensão com a Coréia do Norte, diante da recusa do país vizinho em permitir a inspeção internacional de seus reatores nucleares. A crise é encerrada com um acordo promovido pelos EUA.

Kim Young-Sam lança uma campanha nacional anticorrupção que atinge o auge em 1996, com a condenação à prisão de dois ex-presidentes militares, Chun Doo-Hwan e Roh Tae Woo, também julgados por envolvimento no golpe de Estado de 1979 e no massacre de Kwangju (1980). Eles são anistiados em 1997.

Crise financeira

O ano de 1997 é marcado por grandes abalos no país. A nova legislação trabalhista, que acaba com a estabilidade no emprego e permite redução salarial e contratações temporárias, gera protestos a partir de janeiro. Em outubro, a crise financeira no Sudeste Asiático atinge a economia sul-coreana. A Bolsa de Seul registra quedas vertiginosas em meio a boatos sobre um ataque especulativo à moeda nacional, o won.

O governo decreta um pacote para atrair dólares, mas o won sofre forte desvalorização. O país recorre ao FMI, que em dezembro aprova um empréstimo de 58,3 bilhões de dólares com outros organismos internacionais. É o maior aporte destinado a uma só nação. Em contrapartida, o FMI exige aumento de impostos e dos juros, facilidades legais para demissão de funcionários e permissão para que o capital estrangeiro detenha mais de 50% das ações de empresas.

Reformas – No mesmo mês, o oposicionista Kim Dae-Jung vence as eleições presidenciais com 40,3% dos votos. Kim assume em fevereiro de 1998 e convoca a formação de um comitê tripartite (empresários, trabalhadores e governo) para discutir a superação da crise.

O comitê fecha um acordo para liberar demissões e contratações de mão-de-obra temporária. A central sindical KCTU anuncia uma greve geral, mas decide suspendê-la por causa da crise econômica. A queda nas bolsas continua, as reservas do país caem para 6 bilhões de dólares e 20 mil pequenas e médias empresas decretam falência.

Os chaebol – grandes conglomerados que dominam a economia sul-coreana -, em dificuldades, fecham empresas deficitárias e concentram investimentos nos setores mais dinâmicos. O governo, cumprindo o acordo com o FMI, liquida companhias e bancos com problemas financeiros e anuncia a privatização de 11 estatais.

O desemprego, que atinge 7% da força de trabalho (contra 3% antes da crise), provoca greves e protestos. O PIB cai 5,8% em 1998. Apesar do alto custo social, as medidas de ajuste começam a dar resultado. A Coréia do Sul fecha 1998 com superávit externo recorde de 38 bilhões de dólares e reservas de 57 bilhões de dólares.

A causa é a queda expressiva nas importações e no consumo. Além disso, as exportações crescem. O governo também consegue controlar o ritmo de entrada de capital estrangeiro. O conglomerado Hyundai vence em 1998 a concorrência para comprar outro chaebol, a Kia, que está falida.

História

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, as superpotências do mundo dividiram a Coreia em duas zonas de influência, seguindo-se, em 1948, a instalação de dois governos: um norte comunista e um sul influenciado pelos Estados Unidos.

Em Junho de 1950 começou a Guerra da Coreia. O sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o norte apoiado pela União Soviética acabaram por atingir uma situação de impasse e foi assinado um armistício em 1953, dividindo a península ao longo da zona desmilitarizada, próxima do paralelo 38, que tinha sido a linha de demarcação original.

A partir daí, a República da Coreia, no sul, sob o governo autocrático de Syngman Rhee e a ditadura de Park Chung Hee, alcançou um rápido crescimento económico. A agitação civil dominou a política até que os protestos tiveram sucesso em derrubar a ditadura e instalar uma forma de governo mais democrática nos anos 80.

Uma reunificação das duas Coreias tem permanecido no centro da política do país, muito embora ainda não tenha sido assinado um tratado de paz com o Norte. Em Junho de 2000 realizou-se uma histórica primeira conferência Norte-Sul, como parte da “política do Sol” sul-coreana, apesar de um aumento recente de preocupação com o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

Fonte: www.rumbo.com.br/www.glosk.com

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