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Tango Argentino

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Os primeiros tangos, ainda próximos à milonga, eram animados e alegres. O primeiro cantor profissional de tango, também compositor, foi Arturo de Nava. A partir da década de 1920, tanto a música como a letra assumiram tom acentuadamente melancólico, tendo como principais temas os tropeços da vida e os desenganos amorosos.

A temática é freqüentemente ligada à vida boêmia, com menção ao vinho, aos amores proibidos e às corridas de cavalos. As orquestras compunham-se inicialmente de bandolim, bandurra e violões. Com a incorporação do acordeão, a que seguiram a flauta e o bandoneom, o tango assumiu sua expressão definitiva.

Dos subúrbios chegou ao centro de Buenos Aires, por volta de 1900. As primeiras composições assinadas surgiram na década de 1910, no período conhecido como da Guardia Vieja (Velha Guarda).

A partir daí, conquistou grande popularidade na Europa, com o impulso da indústria fonográfica americana. Os tradicionalistas incriminam a predominância da letra, a partir da década de 1920, como responsável pela adulteração do caráter original do tango.

A voz do cantor modificou o ritmo, que já não comportava o mesmo modo de dançar. As figuras mais importantes da Guardia Nueva (Nova Guarda) foram o cantor Cartos Gardel – cuja voz e personalidade, aliadas à morte trágica num acidente de avião, ajudaram a transformar em mito argentino – e o compositor Enrique Santos Discepolo.

Ao mesmo tempo, compositores europeus, como Stravinski e Milhaud, utilizavam elementos do tango em suas obras sinfônicas. Embora continuasse a ser ouvido e cultuado na Argentina conforme a feição que Ihe foi dada por Gardel, o tango comecpu a sofrer tentativas de renovaçâo.

Entre os representantes dessa tendëncia, figuram Martano Mores e Aníbal Troilo e, sobretudo, Astor Piazzolla, que rompeu decididamente com os moldes clássicos do tango, dando-Ihe tratamentos harmônicos e rítmicos modemos.

O Tango

Como o samba, no Brasil – tomou-se símbolo nacional com forte apelo turístico. Casas de tango e o culto aos nomes famosos de Gardel e Juan de Dios Filiberto perpetuam o gênero. Ao contrário do samba, no entanto, a criação artística do tango sofreu forte declínio a partir da década de 1950.

A Dança

Por sua forte sensualidade, o tango foi, a princípio, considerado impróprio a ambientes familiares. O ritmo herdou algumas características de outras danças de casais, como as corridas e quebradas da habanera, mas aproximou mais o par e acrescentou grande variedade de passos.

Os dançarinos mais exímios compraziam-se em combiná-los e inventar outros, numa demonstração de criatividade. Fora dos ambientes populares e dos prostíbulos, onde imperava nos subúrbios, o tango perdeu um pouco da lendária habilidade dos bailarinos.

Admitido nos salões, abdicou das coreografias mais extravagantes e evitou posturas sugestivas de uma intimidade considerada indecente, numa adaptação ao novo ambiente.

Tango no Brasil e na Espanha – Resultante de uma fusão da habanera, da polca e do lundu afrIcano, o tango brasileiro, que deu origem ao maxixe, não tem relação com o argentino. O compositor Ernesto Nazaré foi quem deu mais destaque ao gênero, ao qual imprimiu sua marca pessoal. O tango flamenco é dança alegre e festiva do folclore do sul da Espanha, provavelmente influenciado pelo antigo tango argentino.

Fonte: www.orizamartins.com

Tango Argentino

História do Tango Argentino

O Tango nasceu nos fins do século XIX derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhóis que já habitavam os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado “Candombe”.

Há indícios de influência da “Habanera” cubana e do “Tango Andaluz”. O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.

Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as musicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.

Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar.

Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.

Por volta de 1910 o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu. A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo.

A parcelas moralistas da sociedade condenavam o tango, assim como já haviam se colocado contra a valsa antes, por o considerarem uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris.

Em 1917 começaram a surgir variantes formais do Tango. Uma delas, influenciada pela romança francesa, deu origem ao chamado Tango-canção. Tangos feitos para musicar uma letra. A letra passa a ser parte essencial do tango e conseqüentemente, surgem os cantores de tango.

Tango Argentino

O tango já não é feito exclusivamente para dançar. É considerado o primeiro – ou pelo menos mais marcante nessa transição – Tango-canção o “Mi Noche Triste” com uma letra que Pascoal Contursi compôs, em 1917, sobre uma música mais antiga chamada “Lita”.

Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.

Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Eram multidões dignas de Elvis Presley e Beatles. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.

A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial. Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais.

A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.

A década de 1950 conta com a atuação revolucionária de Astor Piazzolla. Piazzolla rompe com o tradicional trazendo para complementar os recursos clássicos do tango influências de Bach e Stravinsky por uma lado, e por outro lado do Cool Jazz.

Nessa época o tango passa a ser executado com alto grau de profissionalismo musical, mas no universo popular a década de 1950 vê a invasão do Rock’Roll americano e as danças de salão passam a ser prática apenas de grupos de amantes.

Na década de 1960, uma lei de proteção á música nacional Argentina já está revogada, e o tango que era ouvido diariamente nas rádios vai sendo substituídos por outros ritmos estrangeiros, enquanto as gravadoras já não se interessam mais pelo tango. A juventude não só pra de praticar o tango no lazer cotidiano como passa a ridicularizá-lo como coisa fora de moda.

Com o desinteresse comercial das gravadoras, poucos grandes tangos foram compostos. Tem sido mais comuns, as releituras de antigos sucessos e reinterpretações modernizadas dos maiores sucessos dos primeiros tempos.

Hoje a crítica Argentina detecta um retorno do tango, cada vez mais freqüente em peças teatrais e cinematográficas. Em 1983 se apresentou em Paris uma inovação relativa aos espetaculosa planejados para o exterior: os casais de profissionais que integravam o elenco provinham da “milonga porteña”. Era quebrada a imagem de bailarino acrobático.

Fonte: tangobh.br.tripod.com

Tango Argentino

História do Tango Argentino

Inicialmente, o tango era dançado nos bares, nos cafés e em locais de prostituição. Recorde-se que no final do século XIX, dançar era socialmente errado. As danças eram chamadas genericamente “Contradanza”. Os bailarinos tinham um contacto de mãos em determinados movimentos. Havia também as “danças redondas” nas quais o movimento era circular.

O Minueto era uma dança muito popular na Argentina.

A palavra “contradanza” deve ter origem na dança inglesa, transformando-se no contradance Francês e Italiano. Mozart e Bethoven escreveram Kontretanze. De notar que a valsa vienense trouxe para fora dos salões a contradança. A valsa vienense foi a primeira dança popular no mundo. Depois veio a Polka, mas esta foi considerada escandalosa. Aliás, a sociedade europeia considerava as danças uma atitude imoral.

Por volta de 1880, na periferia de Buenos Aires, em casas de jogo e bares, homens sós gastavam o tempo bebendo, jogando e procurando um romance, na companhia de mulheres de baixa reputação, e dançando as novas danças … o Tango e a Milonga.

Recorde-se que naquele tempo, dançar consistia num homem e numa mulher frente a frente, em que o homem coloca a sua mão nas costas da senhora, isso, e era demasiado ousado…

Agora temos uma dança em que há um abraço, corpo com corpo, pés que invadem o espaço do outro, uma conversa de amor e paixão, com ganchos e olhares de flirt, e carícias…

As mulheres decentes da época não aceitaram dançar, e as dos bares tinham de ser pagas… Assim, se um homem queria praticar a nova dança tinha de ser com outro homem. Grupos de homens começaram a treinar, a improvisar e inovar, criando movimentos novos que permitiram um grande desenvolvimento desta dança.

Se um dançarino era bom, atraía as atenções das mulheres… surpreendendo-as. Certamente que dançar entre homens, nada tinha a ver com homosexualidade.

Foi assim durante muitos e longos anos. O tango era dançado por gente humilde e do povo, já que famílias decentes não se expunham.

De qualquer forma, os filhos das boas famílias dirigiam-se aos subúrbios onde procuravam aventura e emoção. Começaram a ensinar às suas irmãs, meninas vizinhas, e outros elementos femininos das famílias argentinas, como tias e primas.

E assim, o tango foi transportado dos subúrbios para a cidade, para as casas, para os pátios, ainda que continuava a ser considerado um filho bastardo das mulheres de má reputação.

Entre 1880 e 1930 a Argentina transformou-se muito, e Buenos Aires foi reconstruída. A cidade colonial velha, com edifícios velhos e ruas estreitas, foi substituída por avenidas largas, parques e edifícios bonitos de arquitetura francesa e italiana. O país tornou-se um dos 10 mais ricos do mundo, posição que manteve até aos anos 50.

Durante esta época os “ricos” ganharam o hábito de ir à Europa (Paris, Londres) pelo menos uma vez no ano. Os seus filhos estudavam na Europa e estes ajudaram a introduzir o Tango Argentino na Europa. Criaram-se orquestras, lições de tango, e as mulheres tiveram de mudar para se adaptarem aos movimentos da dança.

O Tango transformou-se na dança do momento na Europa.
De volta a Buenos Aires, foi recebido como o filho mais amado.

Fonte: www.portotango.com

Tango Argentino

História do Tango

O Tango é mais do que simplesmente uma postura precisa e um passo estável. Foi desenvolvido na Argentina e no Uruguai no século XIX. A dança Tango resulta da fusão de música europeia, africana e gaucha. Naquele tempo, as pessoas começaram a sentir o Tango sob a pele. O Tango é uma forma de estar na vida, uma linguaguem da alma.

O Tango inicialmente foi chamado de Tango Criollo ou simplemente Tango. Existem numerosos estilos atualmente, como por exemplo o Tango Argentino, o Tango de Salão (Estilo americano e internacional), o Tango Finlandés, o Tango Chinês, entre outros. O Tango Argentino é considerado como sendo o “autêntico” tango, já que é o mais parecido com o que se dançou originalmente em Buenos Aires, Argentina.

Elementos de dança e da música de Tango são populares em atividades artisticas relacionadas com a dança ou expressão corporal, tais como: patinagem artística, natação sincronizada, etc., isto pelo efeito dramático e pela enorme capacidade de improvisação no eterno tema do amor.

O Tango é dançado normalmente em linha, numa posição cerrada, peito com peito, ou face encostada (cara a cara). No entanto, o Nuevo Tango permite dançar numa postura aberta. Uma coisa é eterna: o tango é inrepetivel e permite uma improvisação infinita.

O Tango consiste numa variedade de estilos como são o Tango Canyengue e Tango Orillero. No entanto, a maioria destes estilos já não se dançam. Fazem simplemente parte da evolução do Tango Argentino. Atualmente, o Tango Argentino consiste em: Tango de Salão, Tango Milonguero, Nuevo Tango, Show Tango ou Tango Fantasía.

Os dançarinos de Tango Argentino também praticam duas outras danças relacionadas: Vals (waltz) e a Milonga. As festas de Tango são também chamadas de Milonga.

Por fim, fecha os olhos, abre o teu coração, partilha a tua paixão com o teu par e dança Tango.

Fonte: www.pasiontango.net

Tango Argentino

Em 1913, enquanto o mundo pegava fogo às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o Arcebispo de Paris proibia os meneios e cruzamentos de pernas dos dançarinos de tango recém-chegados aos salões da moda.

Um Consistório – reunião de cardeais para tratar de assuntos urgentes da Igreja – foi convocado às pressas para deliberar sobre tão palpitante assunto.

No entanto, o sensato Papa Benedito XV (Cardeal Giacomo Della Chiesa, eleito em setembro de 1914) ao assistir uma exibição de tango por casal de profissionais considerou que se tratava apenas de uma novidade mais ousada e liberou sua execução.

ABALOU PARIS

Os oficiais e marujos franceses que aportavam em Buenos Aires na primeira década do século XX, tomavam conhecimento da dança sensual e erótica executada nos cabarés da zona portuária.

Deslumbrados, levavam nas bagagens partituras dos tangos mais populares. De porto em porto, a dança virou uma sensação.

Permanecendo em essência a paixão e a melancolia, o tango recebeu um tratamento coreográfico diferenciado na Europa, perdendo um pouco a sensualidade latina.

A dança se converteu em moda. A palavra “tango” virou adjetivo: batizou cocktails, tornou-se nuance de tecidos, sabor de chá e de bebidas. Tango virou sinônimo de transgressão.

TANGANO

Ritmo dos mais sensuais e envolventes, o tango é ensinado em todas as escolas de dança do mundo. Segundo alguns pesquisadores, sua origem está na África – a dança Tangano, que foi difundida primeiro na América Central pelos escravos ali chegados.

Outras fontes citam a palavra tangó que significava um lugar de reunião dos escravos, algo parecido com nossos quilombos. Nestes locais eram usados apenas instrumentos de percussão.

Os negros eram imitados (e ironizados) pelos “compadritos”, imigrantes e colonos com hábitos gaúchos.

RECEITA ECLÉTICA

Desta tentativa de imitação surgiu algo parecido – mas ainda distante – do que hoje chamamos tango. Foram acrescentados uns “toques” da habanera cubana, do candomblé africano, do flamenco andaluz, da canzone italiana e da milonga, vinda do folclore dos gaúchos argentinos. Assim, o tango virou um baile, evoluiu para gênero musical e, por fim, ganhou status de canção.

Ajudada pela improvisação dos dançarinos cristalizou-se a forma do tango argentino, que até hoje inspira poetas, músicos, atores e diretores de cinema e teatro.

CHEGA O BANDONEON

Dançado por pessoas das classes mais pobres e discriminado pelos ricos, a novidade recebeu um subsídio que a tornou popular entre toda a população: a orquestra típica com os primeiros grupos de “tocadores de tango”, onde se destacavam o sons da flauta e do violão.

Depois entraram o piano, o violino, contrabaixo e, finalmente, o bandoneon – híbrido de acordeom e gaita gaúcha. Estava formada a orquestra típica. A música do subúrbio viajou até outros bairros de Buenos Aires, aos cafés da Zona Norte e ganhou o mundo.

CARLOS GARDEL

Gardel é sinônimo de tango

Charles Romuald Gardés, nascido em 11/12/1890 , em Toulouse, França, cantor, compositor, ator continua sendo um ícone para os apreciadores da música em particular e para todos os argentinos em geral. .

“Mi Noche Triste”, de sua autoria, está para o Tango como “O Barquinho” está para a nossa bossa nova: é o marco inicial do movimento.

Começou a carreira aos 17 anos, mas foi a formação de uma dupla com o uruguaio José Razzano e suas performances no cabaré Armenonville, em Buenos Aires, que o tornaram um fenômeno de vendas e de público.

Iniciou uma carreira solo em 1925, viajando constantemente pela América espanhola e Europa. Um contrato com a Paramount, em Hollywood rendeu atuações em vários filmes de sucesso.

Em 24 de junho de 1935 ,no esplendor da carreira, consagrado mundialmente, morreu em desastre aéreo em Medellin, Colômbia.

ASTOR PIAZZOLLA

Astor Piazzolla (1921-1992) nasceu em Mar del Plata e morou com a família nos Estados Unidos,onde estudou bandoneon com Bela Wilda e piano com Serge Rachmaninov.

No retornou à Argentina, a carreira deslanchou.

Sempre buscando a perfeição, continuou os estudos de piano e harmonia e, em 1946, formou sua primeira orquestra típica.

Aí começou a longa série de composições premiadas.O governo da França lhe concedeu uma bolsa de estudos para estudar com Nadia Boulanger.

Formou o famoso Octeto de Buenos Aires e sua Orquestra de Cordas, que revolucionaram a música argentina. Transformado em quinteto, o grupo correu o mundo.

Piazzolla musicou versos de Jorge Luis Borges e formulou os conceitos do movimento “nuevo tango” usando contrapontos revolucionários, novas harmonias, arranjos audaciosos e muita intuição. No Montreux Jazz Festival de 1986, recebeu encomenda de obras exclusivas para Pat Metheny, Keith Jarret e Chick Corea.

Em 1989 foi considerado um dos maiores instrumentistas do mundo pela Down Beat, famosa revista especializada em jazz.

Durante seus últimos anos compôs mais de 300 obras. e cerca de 50 trilhas musicais para filmes

Astor Piazzolla morreu em 4 de julho de 1992.

DIA DO TANGO – 11 DE DEZEMBRO

Em 1977, a prefeitura de Buenos Aires instituiu o Dia do Tango, que logo se tornou um evento nacional e agora faz parte do calendário cultural de diversos países.

A data foi escolhida para homenagear Carlos Gardel e o grande músico e compositor Julio De Caro, ambos nascidos neste dia

Fonte: www.lunaeamigos.com.br

Tango Argentino

Originariamente, o tango nasce no final do século XIX de uma mistura de vários ritmos provenientes dos subúrbios de Buenos Aires. Esteve associado desde o princípio com bordéis e cabarés, âmbito de contenção da população imigrante massivamente masculina. Devido a que só as prostitutas aceitariam esse baile, em seus começos era comum que o tango fosse dançado por um casal de homens.

Mas o tango como dança não se limitou às zonas baixas ou a seus ambientes próximos. Estendeu-se também aos bairros proletários e passou a ser aceito “nas melhores famílias”, principalmente depois que a dança teve sucesso na Europa.

A melodia provinha de flauta, violino e violão, sendo que a flauta foi posteriormente substituída pelo “bandoneón” (espécie de sanfona). Os imigrantes acrescentaram ainda todo o seu ar nostálgico e melancólico e desse modo o tango foi se desenvolvendo e adquirindo um sabor único.

Carlos Gardel foi o inventor do tango-canção. Falecido em 1935 aos 45 anos de um acidente aéreo, ele foi o grande divulgador do tango no exterior. Nos anos 60, porém, o gênero foi ignorado fora da Argentina. Ressurgiu renovado por Astor Piazzolla, quem lhe deu uma nova perspectiva, rompendo com os esquemas do tango clássico.

Hoje em dia o tango vive, não como o fenômeno de massas que o engendrou, mas sem nenhuma dúvida como elemento identificatório da alma portenha e em permanentes evocações espalhadas por todo Buenos Aires.

As principais tanguerias de Buenos Aires oferecem aos turistas espetáculos de tango com muita pompa e glamour. São lugares de alto nível e de preços afins. Em muitas casas também é possível jantar antes do show ou desfrutá-lo com alguma bebida. Os espetáculos são uma sucessão de vários números artísticos, incluindo grupos instrumentais, cantores e casais de dançarinos.

Señor Tango (Av. Vieytes 1655, Barracas) Todos os dias há espetáculos de grande categoria. O jantar começa às 20h e o show às 22h. Pode-se optar por assistir o show tomando champagne, jantando ou ainda em sala VIP. Como a casa é muito freqüentada é preciso fazer reserva (tel: 4303-0231/4).

Michelangelo (Balcarce 433, San Telmo) Localizado num lindo edifício do século XIX está talvez o lugar mais refinado e caro do setor. Oferece jantar e show de tango, com pratos elaborados pelo chef Francis Mallmann. De segunda a quinta, o jantar é às 20h20 e o show às 22h. Nas sextas e sábados o jantar é servido às 21h20 e o show começa às 23h20.

El Viejo Almacén (Av. Independencia e Balcarce, San Telmo) É a tangueria mais tradicional de Buenos Aires, um reduto com toda a calidez e o saudosismo do tango. Todos os dias se realiza um jantar às 20h, com carnes argentinas e comida internacional a la carte. O espetáculo, definido como “autenticamente portenho”, começa às 22h e dura quase duas horas.

Esquina Carlos Gardel (Carlos Gardel 3200, Abasto) É uma das poucas tanguerias localizadas no tradicional bairro onde Gardel se criou. O espetáculo é de excelente nível e dura 1h20 no total.

Sabor a Tango (J. D. Perón 2535, Centro) Um verdadeiro palácio reaberto há poucos anos, que é hoje mais um templo de tango em Buenos Aires. O jantar-show começa às 20h20 e inclui uma aula de tango grátis.

El Querandí (Perú 302, Congreso) Restaurante tradicional dos anos trinta, declarado monumento histórico. Ótima comida a la carte, que pode ser acompanhada por um impressionante show de tango. O jantar é servido às 20h20 e o show começa às 22h65.

Milongas

As milongas são outro tipo de tangueria, com bailes menos luxuosos e mais animados, freqüentados pelos típicos portenhos. São lugares seguros e tranqüilos, onde é possível fazer uma refeição leve vendo os casais dançar ou inclusive fazer aulas de tango.

Café Tortoni (Av. De Mayo 829, Centro) O lugar portenho por excelência. Durante a primeira metade do século XX foi refúgio de toda a intelectualidade e boemia da cidade. Grandes personalidades argentinas e estrangeiras visitaram seu salão. O Tortoni oferece muitos espetáculos de tango e jazz nas sextas, sábados e domingos a partir das 21h.

Confitería Ideal (Suipacha 384, Centro) Este café, criado a princípios do século XX, é um clássico da cidade. O público em geral é de pessoas de idade. Em seu salão se realizam shows nas quartas e sextas. As milongas e as aulas de tango são oferecidas praticamente todos os dias.

Bar Sur (Estados Unidos 299, San Telmo) Um clássico de todos os tempos em San Telmo. A proposta aqui são shows de tango não “for export”, que mostrem uma imagem real da cultura portenha. O ambiente é descontraído e o público pode pedir música, dançar e cantar com os artistas. Todos os dias dão espetáculos sem parar de 20h a 4h. A entrada inclui pizza livre. [$$]

La Viruta Tango (Armenia 1366, Palermo) É um dos lugares que estão na moda entre os jovens seguidores do tango. Oferece um cardápio para jantar nos dias de baile e, às vezes, há shows sem custo adicional no preço da entrada. As aulas de dança ocorrem de quarta a domingo à noite e não é preciso se inscrever antes.

Loco Berretín (Gurruchaga 1946, Palermo) Um restaurante temático de tango e vinho que oferece serviços gastronômicos de alta culinária argentina, shows e aulas de tango além de degustações e cursos de vinho.

Complejo Tango (Av. Belgrano 2608, Congreso) Este complexo oferece shows com jantar todos os dias a partir das 20h20. Além disso, chegando com uma hora de antecedência é possível praticar tango grátis.

Parakultural Salón Canning (Scalabrini Ortiz 1331, Palermo) Geralmente há shows, grupos, orquestras e dançarinos. As milongas ocorrem nas segundas, terças e sextas sempre às 23 horas.

Centro Cultural Torquato Tasso (Defensa 1575, San Telmo) É um dos lugares mais freqüentados por jovens na faixa dos 30 años e também por turistas. Geralmente há shows ao vivo e também dá para jantar ou tomar um drink. Tem milonga domingo às 22 horas e também aulas de tango. Reservas e informações: 4307-6506.

Bella Vista Tango Club (Av. Francia 710, Bella Vista, Província de Buenos Aires) A 40 minutos da capital fica localizado este centro cultural que oferece aulas de tango e realiza milongas nas sextas, sábados e domingos às 22 horas. Além disso, organizam passeios temáticos de um dia de duração e puro tango.

Fonte: www.mibuenosairesquerido.com

Tango Argentino

Informações sobre Tango

Existem centos de versões diferentes sobre o nome Tango, por exemplo, na Espanha a palavra tango era utilizada para fazer referência a um pau flamengo ou nas colônias espanholas se referia ao local onde os escravos negros comemoravam festas.

O tango nasce em Buenos Aires, no final do século XIX, a maioria dos estudiosos estabelecem sua origem na década de 1880. No começo, tratava-se de uma forma particular de dançar. Musicalmente, nos seus começos, o tango era interpretado por grupos entre cujos instrumentos estavam o violino, a flauta e o violão. Às vezes, por falta de violão, era utilizado como instrumento de venta um pente com uma folha de papel de fumar.

O bandônio foi incorporado por volta de 1900, substituindo a flauta.

A maior parte da sociedade de Buenos Aires estava composta por imigrantes de pouca educação, principalmente operários. Eles começaram a dançar o tango em tugúrios e lupanares, ficando relacionado, desde seus começos, com o ambiente da prostituição, já que só as prostitutas estavam nas academias ou cabarés de cais de porto.

Tudo isto fez com que as letras dos primeiros tangos fossem procazes e obscenas. Por causa disso, o tango não era aceito no ambiente da alta sociedade e, portanto, permaneceu durante muitos anos como uma coisa marginal e de classe baixa. Alguns garotos da classe alta, porém, curtiam esta forma sensual e provocadora de dançar.

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Os garotos da classe alta seriam quem levaria o tango à Europa, entrando por Paris, onde teve uma excelente acolhida. Paradoxalmente, foi preciso que Buenos Aires, a cidade onde teve sua origem, copiasse Paris para que finalmente o tango tivesse aceitação na alta sociedade.

Sem dúvidas, o principal referente do tango é Carlos Gardel, de quem alguns dizem que nasceu na França (em Toulouse), enquanto que outros afirmam que nasceu no Uruguai (em Tacuarembó). Contudo, além dessa controvérsia, seu talento é inegável e virou o máximo representante do tango.

Em Buenos Aires possuímos excelentes academias de tango, os melhores professores, milongas e shows de tango. Buenos Aires é o local para aprender a dançar o tango, para curtir um jantar e algum espetáculo de tango.

Fonte: www.ba-h.com.ar

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