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Baru

 

Nome popular: cumbaru; cumaru; coco-feijão

Nome científico: Dipteryx alata Vog

Família botânica: Leguminosae - Papilionoideae

Origem: Matas e Cerrados do Brasil Central

Baru
Árvore de Baru

Baru
Árvore de Baru

Características da planta

Árvore de até 25 m de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro.

Copa densa e arredondada. Folhas compostas por 6 a 12 folíolos de coloração verde intensa.

Flores pequenas, de coloração aba a esverdeada que surgem de outubro a janeiro.

Fruto

Baru
Baru

 

Fruto castanho com amêndoa e polpa comestíveis que amadurecem de setembro a outubro.

Cultivo

Planta característica de cerrados e matas em terrenos secos. De crescimento rápido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos contém cerca de 30 sementes.

O baru, cumbaru ou cumaru, árvore fruteira nativa do planalto central do Brasil, na região dos cerrados do centro-oeste, está ameaçada de extinção.

Essa região, que abrange, aproximadamente, um quarto do território brasileiro - área enorme de quase 2 milhões de km2, equivalente ao México e a quatro vezes a Espanha -, engloba terras dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Piauí e Distrito Federal.

Até os anos 60, o Cerrado era pouco habitado e sua principal atividade econômica era a criação extensiva de gado em grandes propriedades praticamente sem benfeitorias.

Hoje, a situação mudou e, embora existam leis de proteção ambiental, boa parte das matas que abrigam fruteiras nativas como o baru vem sendo derrubada.

O corte indiscriminado de árvores para a cultura de grãos e para a extração madeireira vem atingindo sem tréguas o frondoso baruzeiro.

Além disso, a madeira dessa árvore, que em algumas localidades chega a atingir até 25 metros de altura, é bastante pesada e resistente a fungos e cupins. Assim, seu tronco é muito procurado para a fabricação de mourões, dormentes e tábuas, sendo também utilizado na construção civil e naval.

A árvore, no entanto, em sua majestade, continua a proporcionar ótima sombra, mantendo-se sempre verde até mesmo nos períodos mais secos.

O baruzeiro, que é uma leguminosa arbórea, oferece um fruto de casca fina onde se esconde uma amêndoa dura e comestível, com certeza seu principal atrativo para homens e animais. Quando maduros, os frutos caem com facilidade da árvore e são fartamente consumidos pelos rebanhos criados extensivamente, funcionando como excelente complemento alimentar no período da estiagem.

O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam.

O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional que, superan-do os 26% de teor de proteínas, é acima do encontrado no coco-da-baía.

Baru
Amêndoa do baru

A amêndoa do baru pode ser comida crua ou torrada e, nesse último caso, substitui com equivalência a castanha-de-caju, servindo como ingrediente em receitas de pé-de-moleque, rapadura e paçoquinha.

O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático. Apesar de todas as suas qualidades, o baru não é ainda comercializado, sendo muito raro encontrá-lo nas feiras e nas cidades.

Juntamente a outras espécies fruteiras nativas do Cerrado brasileiro, desde o final dos anos 80, o baru vem sendo estudado e submetido a variados experimentos por técnicos do Centro de Pesquisas Agropecuárias do Cerrado da EMBRAPA. Seu objetivo, após o levantamento das peculiaridades de semeadura, cultivo e colheita do baruzeiro, bem como da composição química de seus frutos e as características físicas de sua madeira, é a produção de mudas selecionadas tendo em vista o aproveitamento racional e comercial da planta.

Descobriu-se, por exemplo, que o baruzeiro, por ser uma árvore de crescimento rápido e pela qualidade e resistência de sua madeira, é uma planta de bastante interesse e indicada para as empresas de reflorestamento.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Baru

O baru uma espécie secundária, de crescimento rápido, grande fixadora de nitrogênio no solo, ocorre em solos considerados mais férteis, que no bioma Cerrado, são as fitofisionomias de Mata Seca Semidecídua, Cerradão e Cerrado (stricto sensu).

Também é conhecido por diversos nomes populares como: cumbaru, cumarú ou coco-feijão, fruta-de-macaco, cumarurana, barujo, castanha-de-burro e garampara em português, e almendro, cambarú e chimoré em espanhol.

Corpo

O baru (Dipteryx alata Vog. Fabaceae) é conhecido por diversos nomes populares como cumbaru, cumarú ou coco-feijão, fruta-de-macaco, cumarurana, barujo, castanha-de-burro e garampara em português, e almendro, cambarú e chimoré em espanhol. Além de ocorrer no Cerrado brasileiro, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins e São Paulo, essa planta pode ser encontrada em países vizinhos como Paraguai e Bolívia.

É uma espécie secundária, de crescimento rápido, grande fixadora de nitrogênio no solo, ocorre em solos considerados mais férteis, que no bioma Cerrado, são as fitofisionomias de Mata Seca Semidecídua, Cerradão e Cerrado (stricto sensu). Podendo alcançar 25 m de altura e 70 cm de diâmetro do caule, de copa densa e arredondada fornece boa sombra.

As folhas permanecem nos períodos mais secos e são compostas por 6 a 12 folíolos. As flores são pequenas, de coloração rosa, e a floração ocorre de outubro a janeiro, atraindo as abelhas. Os frutos aparecem a seguir, amadurecendo de setembro a outubro. O fruto e a semente (amêndoa) do barueiro são comestíveis, atraindo elementos da fauna de mamíferos como os macacos, morcegos, roedores (cutia, paca, entre outros) e de insetos (coleópteros).

Os morcegos da espécie Artibeus lituratus transportam os frutos para pousos de alimentação, onde raspam toda a polpa, e deixam a semente pronta para germinar nessa nova localidade ou ser transportada, por outro animal, até outro ponto propício para a germinação, ou ser simplesmente consumida.

O gado bovino também se alimenta dos frutos do barueiro, principalmente na época de estiagem, funcionando como excelente complemento alimentar.

A madeira dessa árvore é bastante pesada e resistente a fungos e cupins, o que faz com que seu tronco seja muito procurado para a fabricação de mourões, dormentes e tábuas, e usado também na construção civil e naval. O crescimento rápido e a qualidade e resistência de sua madeira são interessantes para as empresas de reflorestamento.

Um estudo desenvolvido na Universidade de Brasília mostrou que a quantidade de ferro no baru equivale a 59% das recomendações diárias de ingestão para homens adultos (8mg).

O baru também é muito rico em zinco. Para o consumo humano é indicado torrar a amêndoa para inibir a ação das substâncias inibidoras das proteases, que podem dificultar a digestão das proteínas no organismo.

A amêndoa do baru torrada substitui com equivalência a castanha-de-caju, servindo como ingrediente em receitas de pé-de-moleque, rapadura e paçoquinha. O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático.

A devastação da vegetação brasileira devido à exploração desordenada para vários fins vem colocando em risco de extinção, progressivamente, várias espécies de grande valor comercial.

O baru não está listado como ameaçado nacionalmente, mas em São Paulo é considerado em extinção e a sua preservação é feita em populações ex situ.

Portanto, a manutenção dos barueiros no Cerrado é fundamental, pois é uma espécie-chave, fornecendo alternativa de uso alimentar, madeireira, forrageira, bem como na geração de renda para as comunidades rurais.

Baru
Amêndoa do baru

Ludmilla Moura de Souza Aguiar

Fabiana de Gois Aquino

Fonte: agrosoft.com

Baru

Planta do cerrado, do barueiro aproveita-se o fruto, amêndoa (castanha), óleo e madeira de boa qualidade

Baru
Baru

Nome popular da fruta: Baru (cumbaru, barujo, coco-feijão e cumarurana)

Nome científico:Dypterix alata Vog.

Origem: Brasil (Cerrado)

Fruto

O barueiro produz de 500 a 3.000 frutos por planta, com tamanho variando de 5 a 7 cm de comprimento por 3 a 5 cm de diâmetro. A cor da casca, quando maduro, é amarronzada, assim como a polpa. O peso varia de 26 a 40 g.

Cada fruto possui uma semente (amêndoa) de cor marrom-claro ou marrom-escuro. O peso de 100 amêndoas atinge cerca de 150 g. A amêndoa é rica em calorias e proteínas. A polpa é rica em proteína, aromática, muito consumida pelo gado e animais silvestres.

Planta

O baru tem porte arbóreo, atingindo de 6 a 8 metros de altura por 6 a 8 metros de diâmetro de copa. A planta frutifica em um período muito curto do ano, nos meses de setembro e outubro. Ocorre nas formações de mata seca, cerradão ou cerrado. É exigente em fertilidade, ocorrendo em áreas de solos mais férteis.

Cultivo

O plantio de fruteiras do cerrado reduz a pressão da coleta extrativa e predatória dos frutos.

O barueiro pode ser utilizado na recomposição ambiental (recuperação de áreas desmatadas), em reflorestamento, para proteção de nascentes, margens de rios e lagos, no sombreamento de pastagens, etc.

Como não há disponibilidade de sementes selecionadas comerciais, o produtor deverá iniciar o plantio a partir da coleta de frutos no campo. As plantas fornecedoras (matrizes) deverão ser selecionadas criteriosamente, observando seu vigor, produtividade, qualidade dos frutos e ausência de pragas. Essas plantas devem ser identificadas e preservadas, para futuras coletas.

Extraída a polpa, as sementes são lavadas e postas para secar em local ventilado e seco. As sementes devem ser selecionadas, procurando-se uniformizar os lotes por tamanho, cor e forma, eliminando-se sementes deformadas, sem amêndoa ou com sintomas de ataque de pragas.

O viveiro de mudas deverá ser preparado para semeadura o mais breve possível após a coleta das sementes.

Essa área deve ser isolada e protegida da entrada de animais e pessoas que possam comprometer as mudas. Antes do plantio, as sementes do baru devem ser escarificadas (passadas em superfície áspera para promover sulcos em sua pele) e imersas em água por 24 horas.

As mudas de baru devem ser produzidas em sacos de polietileno colocando-se 1 ou 2 sementes por saco, enterradas a profundidade de 1 cm. A percentagem de germinação alcança 95% e o período de germinação é de 15 a 25 dias. O plantio das mudas no campo pode ser feito com espaçamento de 8 x 8 metros.

Para exploração comercial das plantas do cerrado, o produtor deve realizar previamente uma pesquisa de demanda no mercado, identificando potenciais compradores e sua real necessidade de produto. Pode realizar algum beneficiamento ou a industrialização, desde que identifique claramente canais de distribuição para seus produtos.

Usos

A polpa do baru é consumida fresca ou em forma de doces, geléias e licores, podendo ser utilizada para sorvetes. A amêndoa é consumida torrada ou em forma de doces e paçoca. O óleo, obtido por meio do processamento das amêndoas, é utilizado na alimentação humana de maneira variada. Sua madeira apresenta alta durabilidade e pode ser utilizada para confecção de mourões.

A castanha do baru possui grande riqueza energética, além de vitaminas, sais minerais e gordura vegetal. São ricas em fibras, potássio, proteína, lipídio, fósforo, magnésio, vitamina C e cálcio.

Pierre Vilela

Fonte: www.sebrae.com.br

Baru

Baru
Árvore de Baru

Castanha de Baru

O Barú é uma árvore da família das leguminosas, seu nome científico é Dipteryx alata. É uma planta adubadora do solo e fixadora de nitrogênio, tem desenvolvimento rápido e dependendo do solo pode começar a produzir frutos a partir de quatro anos e madeira de excelente qualidade. É também uma árvore melífera, ou seja, produz néctar nas flores e nas folhas nas primeiras brotações, excelente para as abelhas.

Do seu fruto, aproveita-se a castanha, a polpa, que é adocicada e a sua casca dura pode ser usada como carvão, combustível de caldeira ou para fogão. Na seca em que é a época da colheita do fruto o gado roe a polpa do fruto no pasto, suplementando a sua alimentação, mas não come a casca, onde se encontra a castanha.

A castanha torrada é muito energética e nutritiva. Saiba mais sobre o alimento que saiu do anonimato graças a um estudo da Universidade de Brasília (tabela nutricional comparativa abaixo).

O sabor lembra o do amendoim.

A nutricionista paulista Neide Rigo também enaltece o alimento. " O barú é ótima fonte de fibras", garante. Até agora as pesquisas brasilienses revelam que todas essas propriedades se encontram na amêndoa.

Baru
Amêndoa do baru

Informações nutricionais

Componente g/100g
Valor calórico 502 kcal/100g
Proteína 23,9
Gorduras totais 38,2
Gorduras saturadas 7,18
Gorduras insaturadas 31,02
Fibras totais 13,4
Carboidratos 15,8

Tabela de minerais

Minerais mg/100g
Cálcio 140
Potássio 827
Fósforo 358
Magnésio 178
Cobre 1,45
Ferro 4,24
Manganês 4,9
Zinco 4,1

Fonte: www.lageado.com.br

Baru

Baru
Castanha de baru

Planta

Árvore grande de até 25 m de altura com tronco ereto podendo atingir 70 cm de diâmetro, casca áspera, clara, descamante em placas em árvores velhas, copa densa e arredondada. Folhas alternas, compostas imparipinadas, de 6 a 12 folíolos de coloração verde intensa e pontuações translúcidas no limbo. Flores pequenas e alvas, de outubro a janeiro.

Regiões de ocorrência

Matas e cerrados do Brasil Central.

Paçoquinha de baru?

Se você acha que paçoquinha só pode ser feita de amendoim, está extremamente enganado!

O baru é um fruto marrom, de casca fina, com cerca de 5 cm de comprimento, produzido pelo baruzeiro nos meses de setembro a outubro. Esse fruto envolve uma amêndoa dura e comestível, de sabor parecido com o do amendoim, que atrai homens e animais nessas épocas do ano.

O fruto apresenta alto valor nutricional, com cerca de 26% de teor de proteínas, o que o coloca acima do coco-da-bahia em termos nutritivos. Quando maduros, servem de complemento nutricional para os rebanhos de gado nos períodos de estiagem.

A amêndoa pode ser consumida crua, mas quando torrada emprega-se no preparo de paçoquinha, rapadura e pé-de-moleque. Além disso, pode substituir a contento a castanha-de-caju.

A população utiliza, ainda, o óleo extraído da amêndoa para aromatizar fumo e como anti-reumático. Também se lhe atribuem propriedades afrodisíacas, por ter sabor parecido com o do amendoim. É crença popular que nas épocas em que o baru é colhido ocorre um aumento no número de mulheres grávidas.

Dadas as suas qualidades gastronômicas e nutricionais é estranho não encontrarmos esse fruto facilmente nas feiras e nas cidades.

O baruzeiro pode chegar até 25 metros de altura, proporcionando amplas e preguiçosas sombras. Sua madeira é bastante forte, pesada e resistente a fungos. Tais características fazem dela alvo de grande procura para a construção de mourões, tábuas e dormentes, podendo ser também utilizada na construção civil e naval.

Por esses e outros motivos, o baruzeiro vem sumindo de nossas paisagens e está ameaçado de extinção. Até meados de 1960, o Cerrado era bastante visado para a criação extensiva de gado, e áreas enormes de matas foram derrubadas.

Hoje o foco mudou, mas o problema ainda continua: a extração madeireira e a derrubada para cultivo de grãos não param, até mesmo transgredindo leis de proteção ambiental, o que contribui para a diminuição do número de exemplares nativos do baruzeiro.

Por que não se aproveitar do fato de sua madeira ser forte e resistente, além da árvore apresentar um rápido crescimento, e utilizar o baruzeiro em empresas de reflorestamento?

Fonte: www.ibb.unesp.br

Baru

Árvore frutífera do Cerrado brasileiro, que possui uma castanha de excelente sabor e propriedades nutricionais. É rico em proteínas, fibras, magnésio, potássio e ferro, além de possuir alto valor energético.

O baru está fortemente ameaçado pelo desmatamento para plantio de grãos, implantação de pastagens e utilização de sua madeira.

O aproveitamento dos frutos contribui para a conservação da espécie e do Cerrado, além de melhorar a qualidade de vida das comunidades envolvidas na coleta e no beneficiamento.

Baru
Castanha de Baru

Castanha de Baru

Essa amêndoa tem força de sobra para nocautear a anemia e merece subir no pódio dos campeões em ferro. Saiba mais sobre o alimento que saiu do anonimato graças a um estudo brasileiro.

O sabor lembra o do amendoim. Por essa razão muitas quituteiras do cerrado incrementam receitas de paçoca e outros doces com a amêndoa do baru.

Grande parte da área central do Brasil é coberta pelo Cerrado, um bioma com vegetação típica, incluindo árvores e arbustos que são especialmente resistentes ao clima seco. No Brasil o Cerrado forma um bioma similar às savanas da Austrália e África, com flora ainda mais diversa e expressiva.

O baruzeiro (Dipteryx alata Vog) é uma planta leguminosa arbórea nativa do Cerrado. Seus frutos amadurecem entre Setembro e Outubro, e contém uma castanha com um sabor delicado e agradável, conhecida como Castanha de Baru.

Grandes áreas do cerrado estão sendo transformadas em fazendas com a introdução da monocultura da soja e cereais.

Além disso, como a madeira do baruzeiro é usada no setor de construções, sua sobrevivência está ameaçada devido à extração de madeira para comercialização.

Por essas razões, o baru está em risco de extinção, mesmo existindo leis relacionadas à proteção e preservação do meio ambiente que protegem as espécies nativas do Cerrado.

A castanha de baru, quando torrada, tem sabor semelhante ao amendoim ou castanha de caju. Tem valor nutricional alto, e contém cerca de 26% de proteínas.

Pode ser consumido inteiro ou para o preparo de receitas de doces típicos, como o pé-de-moleque e paçoquinha, ambos com rapadura, leite condensado e castanhas torradas.

O baru pode ser conservado facilmente em temperatura ambiente, porque se a fruta for estocada adequadamente, as propriedades físico-químicas da castanha permanecerão as mesmas por cerca de três anos.

Não existe comercialização ou utilização da polpa da fruta do baru, apesar de suas propriedades organolépticas e nutricionais.

É possível extrair óleo de excelente qualidade da castanha de baru, para utilização como tempero ou como anti-reumático. Apesar de suas propriedades e qualidades, o óleo não é vendido intensivamente no mercado local.

O baruzeiro é também usado em projetos de reflorestamento, porque cresce rapidamente, com madeira muito resistente e de excelente qualidade.

Aplicações do baru

Alimentação humana
Alimentação animal
Medicina
Indústria cosmética
Artesanato
Combustível
Indústria madereira/moveleira
Construção civil/rural
Adubação natural (leguminosa)
Moirão vivo

Fonte: www.slowfoodbrasil.com

Baru

Baru
Castanha de baru

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae)

Ordem: Rosales

Família: Leguminosae

Nome Científico: Dypterix alata Vog.

Nomes Populares: baru, barujó, castanha-de-ferro, coco-feijão, cumaru-da-folha-grande, cumarurana, cumaru-verdadeiro, cumaru-roxo, cumbaru, cumbary, emburena-brava, feijão-coco, meriparagé, pau-cumaru

Ocorrência: Cerrado, Cerradão Mesotrófico, Mata Mesofítica.

Distribuição: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo (Almeida et al., 198).

Floração: de novembro a maio.

Frutificação: de outubro a março.

Árvore hermafrodita de até 15 m de altura, com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro e copa medindo de 6 a 8 m de diâmetro, densa e arredondada.

Folhas compostas por 6 a 12 folíolos, alternos ou subopostos, de coloração verde intensa. Inflorescência panícula terminal e nas axilas das folhas superiores, com cerca de 200 a 1000 flores, caducas antes da antese. Flores pequenas, de coloração alva e esverdeada. Fruto tipo legume, com 5 a 7 cm de comprimento por 3 a 5 cm de diâmetro, de cor marrom-claro com amêndoa e polpa comestíveis. Semente única, marrom-claro e marrom-escuro, cerca de 2 a 2,5 cm de comprimento, elipsóide, brilhante

O valor calórico da polpa é de 310 kcal/100 g, com alto teor de carboidratos (63%); é rica em potássio (572mg/100 g), cobre (3,54 mg/100 g) e ferro (5,35 mg/100 g) (Vallilo et al., 1990 apud Almeida et al., 1998). Destaca-se o elevado teor de fibra insolúvel (28,2%), de açúcar (20,45%) e de taninos (3%) para frutos ainda na árvore (Togashi, 1993 apud Almeida et al., 1998). A semente do baru é rica em cálcio, fósforo e manganês, apresenta 560 kcal/100 g, com cerca de 42% de lipídios e 23% de proteína. O óleo é rico em ácidos graxos insaturados (80%), sendo o componente principal o ácido oléico (44,53%) seguido do linoléico (31,7%), palmítico (7,16%), esteárico (5,33%) e outros, além da vitamina E (13,62 mg/100 g) (Togashi, 1993 apud Almeida et al., 1998). O óleo extraído do fruto é volátil, incolor e espesso.

A semente apresenta também alto teor de macro e micronutrientes (mg/100 g): K (811), P (317), Mg (143), Mn (9,14), Fe (5,35), Zn (1,04) e Cu (1,08) (Vallilo et al., 1990 apud Almeida et al., 1998). Nas folhas a concentração de macronutrientes apresentou valores médios de P(0,14%), Ca (0,68%), Mn (150 ppm) e Zn (40 ppm) (Araújo, 1984 apud Almeida et al., 1998).

Estudando o comportamento dessa espécie, em competição, Toledo Filho 1985 apud Almeida et al., 1987), recomenda-a tanto para ornamentação de ruas e praças quanto para o aproveitamento silvicultural.

Planta ornamental, de copa larga, com bonita folhagem e ramos que oferecem resistência ao vento.

Fornece madeira de cor clara, compacta, resistente às pragas, própria para construção de estrutura externas como: estacas, postes, moirões, obras hidráulicas, dormentes, bem como para construção civil e naval, para vigas, caibros, batentes de porta, assoalhos e carrocerias (Corrêa, 1931; Lorenzi, 1992 apud Almeida et al., 1998).

O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam. O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional que, superando os 26% de teor de proteínas, é acima do encontrado no coco-da-baía.

A amêndoa do baru pode (Figura abaixo) ser comida crua ou torrada e, nesse último caso, substitui com equivalência a castanha-de-caju, servindo como ingrediente em receitas de pé-de-moleque, rapadura e paçoquinha

Para se obterem as amêndoas, tem-se primeiramente que retirar a polpa com faca. Os frutos despolpados são quebrados com o auxílio de uma morsa (torno fixo de oficina mecânica) ou martelo, processo esse bastante rápido. Recomenda-se quebrar somente aqueles frutos cujas amêndoas sacodem ao balançá-los, porque os outros não contêm amêndoas. A vantagem de se usar a morsa é que as amêndoas não são danificadas, sendo, por esse fato, usadas também para a formação de mudas (Almeida et al., 1987).

Ferreira (1980 apud Almeida et al., 1987) relata que as sementes do baru fornecem um óleo de primeira qualidade, que tanto é utilizado como aromatizante para o fumo como anti-reumático na medicina popular.

A polpa é bastante apreciada pelos bovinos, suínos e animais silvestres, que a consomem quando os frutos caem no chão ou das raspas que sobram da retirada da semente para consumo humano (Almeida et al., 1990 apud Almeida et al., 1998).

Os frutos maduros são procurados por morcegos e macacos. Os macacos chegam a atrapalhar a dispersão pois conseguem quebrar o fruto com pedra e comer as amêndoas (Ferreira, 1980 apud Almeida et al., 1998).

Embora tenha bom potencial econômico, o fruto não é comercializado nas cidades. Pode ser apreciado apenas como planta nativa nas fazendas do centro-oeste, onde alguns fazendeiros se preparam para iniciar seu cultivo racional principalmente em meio a áreas de pastagens (Avidos e Ferreira, 2003).

Para se efetuar a colheita de frutos de espécies arbóreas como Pequi, Jatobá, Cagaita e Baru deve-se estender uma lona, forro de pano ou de plástico ao redor da planta, balançar levemente os galhos e recolher os frutos sadios, sem vestígios de ataques de pragas ou de doenças, e acondicioná-los em recipientes adequados para o transporte (Silva et al., 2001).

Para a formação das mudas usam-se as sementes ou amêndoas.

Quando se faz a semeadura com sementes nuas, a germinação é mais rápida do que com o fruto inteiro. Sobre esse aspecto, Filgueiras & Silva (1975) apud Almeida et al., (1987) citam que as sementes nuas levaram treze dias para germinar, enquanto no fruto inteiro demoraram 42 dias.

As mudas dessa espécie devem ser mantidas a pleno sol, pois na sombra podem sofrer ataque de fungos Cilindrocladium sp. e outras pragas. Nogueira & Vaz (1993) apud Almeida et al., (1998), obtiveram mudas de 15 cm de altura após 40 dias da semeadura. Foi observado ainda que o crescimento da parte subterrânea é mais rápido que o da parte aérea.

A frutificação inicia-se aos seis anos (Carvalho, 1994 apud Almeida et al., 1998).

Fonte: www.fruticultura.iciag.ufu.br

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