Portugal
Portugal

Portugal

Nome oficial - República Portuguesa

Fundação da Nacionalidade - 1143

Instauração da República - 1910

Sistema Político - democracia

Símbolos Nacionais - Bandeira Nacional e Hino Nacional

Língua

Português (existem também duas pequenas áreas onde se falam mirandês, derivado do asturo-leonês, e barranquenho). O português é ainda língua oficial noutros sete países e é falado por mais de 200 milhões de pessoas

Sistema constitucional

Presidente da República (eleito por sufrágio universal cada cinco anos), Assembleia da República (eleita por sufrágio universal cada quatro anos), Governo (constituído com base na eleição para a Assembleia da República), Tribunais (Tribunal Constitucional, Supremo Tribunal de Justiça, tribunais superiores especializados [Administrativo e de Contas], tribunais de segunda instância e tribunais de primeira instância)

Partidos políticos representados no parlamento

Partido Socialista, Partido Social Democrata, Partido Comunista Português, Partido Popular, Bloco de Esquerda, Partido Ecologista Os Verdes

Divisão territorial - duas Regiões Autónomas (Açores e Madeira) e 18 distritos no Continente

Capital - Lisboa

Área - 92 152 km2

População -10 536 milhares (2004)

População activa - 5 523 milhares (2004)

Densidade populacional por km2 - 114 (2004)

Religião maioritária - Católica Romana

Moeda - Euro (dividido em 100 cêntimos)

Produto Interno Bruto - 135 035 milhões Eur (2004)

Produto Interno Bruto per capita - 12 817 Eur (2004)

Clima - (temperaturas médias)

Costa e Arquipélagos - Inverno: 12º; Verão: 21º
Interior e zonas montanhosas: Inverno: 5º; Verão: 25º

História de Portugal

A história do Estado Português começa com a assumpção do título de Rei por D. Afonso Henriques, conde de Portucale, em 1143. Esta ruptura política com o Reino de Leão é provocada por uma aliança entre os grandes senhores a sul do Rio Minho, com o apoio de algumas ordens religiosas e militares. Os seus grandes centros são Braga (a mais antiga capital dos reinos pós-romanos e que disputava a primazia cristã das Espanhas com Santiago de Compostela), o Porto e Coimbra.

As primeiras escolhas que se colocam ao reino são entre a expansão para Norte (a Galiza, com quem o irmana a cultura e a religião), e para Sul (com quem também o irmana a cultura, mas, na época, dominado pelos muçulmanos). A escolha, ditada pela força de Leão, acaba por ser o Sul, conquistando o primeiro Rei quase todo o Alentejo.

A expansão para Sul, com avanços e recuos geográficos, alianças e guerras com os Estados muçulmanos do Alentejo e Algarve, continuará a ser uma constante até meados do século XIII. As fronteiras actuais de Portugal Continental datam dessa época, sendo as mais antigas da Europa.

Os conflitos com Leão (impedindo as tentativas de expansão para Leste) e com Castela (quando este Reino absorveu o de Leão) prosseguiram, interferindo os três (e depois dois) Estados nas políticas internas uns dos outros.

Ao mesmo tempo criam-se alianças (através de casamentos reais) com os outros Estados peninsulares (que não Leão) e com países da Europa do Norte e reforça-se o poder da monarquia através da aliança com os burgueses dos concelhos, evitando assim a feudalização do País. O rei passa a governar com as cortes, onde estão representados os Três Estados (Clero, Nobreza e Povo).

A conquista dos territórios do Sul faz-se através da integração das populações de religião Islâmica e Judaica (para além das populações cristãs que se mantinham sob domínio muçulmano).

Ao mesmo tempo, Portugal desenvolve-se economicamente, estabelecendo relações comerciais (exportando produtos mediterrânicos e marítimos) com a Europa do Norte e com o Magrebe.

No século XIV começam a brilhar as primeiras luzes da Idade de Ouro de Portugal. A sua língua separa-se do galaico-português, a sua corte ganha brilho intelectual de dimensão europeia, funda-se a universidade.

Portugal continua a interferir militar e politicamente nos assuntos da Península, sustentando guerras com o seu vizinho castelhano, mas lutando também, em casos específicos, ao seu lado contra o inimigo religioso comum (o Califado de Córdova e, posteriormente, o Reino de Granada).

A afirmação marítima do País, que já tinha tradição de navegação anterior à fundação do Estado, inicia-se então, com as primeiras viagens marítimas às Canárias, datando dessa época a rivalidade comercial entre Lisboa e Sevilha.

O episódio de Inês de Castro, que foi cantado por toda a Europa durante o século seguinte ocorreu em meados do século XIV.

No final do século, Portugal foi afectado pela crise social que percorreu toda a Europa, conjugada com uma crise política interna relacionada com a que ocorria em Castela e na qual Portugal interferiu fortemente, tal como Castela na portuguesa.

A crise terminou com a vitória de um novo rei, com o reforço dos poderes dos concelhos e a aliança entre Portugal e a Inglaterra (a mais antiga aliança estável da Europa), através da qual ambos os países reforçaram os seus laços comerciais e políticos e se prestaram mutuamente apoio militar (os ingleses enviando corpos de arqueiros e os portugueses enviando navios).

No século XV, resolvida a crise e estabilizado o País, Portugal lança-se na expansão para Sul e para Oeste através do oceano. É descoberto oficialmente o arquipélago da Madeira e, depois, o dos Açores, a um terço do caminho entre a Europa e a (futura) América. São conquistadas cidades no actual Marrocos.

Ao longo de todo o século a expansão marítima continua e ganha uma importância económica, política, intelectual e espiritual cada vez maior.

As viagens sistemáticas pela orla do continente africano (mas obrigando a viagens em mar alto no regresso, devido ao regime de ventos) descobrem para a Europa um novo mundo, apenas conhecido pelas memórias dos romanos (havia mil anos atrás) e pelos contactos com os povos do Norte de África.

Portugal estabelece feitorias comerciais e relações políticas com os Estados que encontra, mantendo com as zonas onde estes não existem contactos mais esporádicos. O Continente passa então a funcionar como grande placa giratória do comércio internacional entre a África e a Europa.

Navegadores portugueses exploram sistematicamente toda a costa atlântica de África e também a sua costa índica, alcançando a almejada Índia por mar antes do dobrar do século.

Padre Antônio Vieira preganda para os índios do Brasil
Padre Antônio Vieira preganda para os índios do Brasil

Ao mesmo tempo, lançam-se em arrojadas, mas bem planeadas, expedições de exploração do Atlântico Norte e Sul, descobrindo provavelmente várias zonas da América do Norte e do Sul.

Na Europa, pela acção de Portugal, abrem-se novos campos a vários tipos de conhecimento.

No início do Século XVI, Portugal domina os oceanos Atlântico e Índico, alcançando também o Pacífico Norte. As frotas portuguesas impõem a lei no Índico, disputando a primazia, primeiro, e vencendo, depois, as frotas turcas.

Lisboa torna-se então o maior empório comercial do mundo, e o modo de vida de Portugal baseia-se no comércio pela primeira vez global.

Apesar do seu poder naval, Portugal não tem força suficiente para sequer pensar em aventurar-se no domínio da América do Norte, limitando-se a expandir-se pelo Brasil (conhecido desde o século anterior, mas só descoberto oficialmente em 1500) de forma a proteger as suas rotas para o Índico.

A ciência produzida em Portugal dita então leis na Europa e é através dos portugueses que esta conhece (para além da fábula) a Etiópia, a Índia, a Indochina, a China, o Tibete, as ilhas da futura Indonésia e o Japão.

Dois factos vêm então marcar o começo da decadência deste império (que, mesmo assim, durará de 1415 a 1975), baseado no domínio tecnológico da navegação e da guerra naval e em pequenos pontos de apoio em terra: a importação da Inquisição e uma crise dinástica que se sucede a uma derrota militar no Norte de África, onde se tentava talhar um reino que compensasse o crescente poder da Espanha.

O chefe de Estado português passa a ser Filipe II de Espanha e Portugal vê-se envolvido nas guerras contra a Inglaterra e os Países Baixos, naquela que foi, de facto, a primeira guerra mundial, com operações militares na Oceânia, no Índico, na América e na Europa.

Portugal perde então o domínio de imensos portos e rotas no que viria a ser mais tarde a Indonésia e mares adjacentes (algumas dessas comunidades mantêm ainda hoje traços claros da presença portuguesa), mas consegue derrotar as pretensões holandesas em África e na América do Sul.

Em 1640, Portugal recupera a sua independência da coroa de Espanha (numa revolta contra o que começara por ser apenas uma união dinástica e acabara sendo uma ocupação estrangeira), mantendo uma longa luta militar e diplomática para a garantir e para limitar as perdas do seu império.

No início do século XVIII, o império marítimo do Índico, a braços com a expansão holandesa e inglesa e com a falta de poderio (desviado para a defesa do Continente e do Atlântico), soçobra lentamente, iniciando-se então o ciclo atlântico, centrado na expansão na América do Sul e na criação do Brasil e nos arranjos com os ingleses, adversários comerciais no resto do Mundo e aliados políticos na Europa, de um modo de convivência no Atlântico.

Apesar de tudo, Portugal continua a ser uma das seis grandes potências europeias e uma das quatro grandes potências mundiais.

Portugal já não dita leis no campo intelectual, científico e tecnológico, mas mantém-se a par da restante Europa.

As intervenções na Europa destinam-se exclusivamente a garantir que a Espanha não adquira o poder suficiente para voltar a realizar a sua ambição de dominar Portugal.

Ao contrário do que fizera precedentemente (no Índico, onde dominou uma estratégia de domínio de portos comerciais e militares importantes e a miscigenação racial), no Brasil, em parte devido à escassez de população, Portugal empreendeu uma política de emigração populacional e de ocupação territorial sistemática.

Ao mesmo tempo, faz-se um esforço de desenvolvimento económico e de reforma das estruturas administrativas, que encontra alguma resistência política, que fará essas reformas gorarem-se no último quartel do século. Contudo, na área do conhecimento, Portugal continua, já não a produzir, mas a importar o que de melhor se faz na Europa.

O esforço de desenvolvimento económico é limitado pela dimensão do País e pelos acordos comerciais com a Inglaterra, onde a revolução industrial já segue a pleno vapor.

Uma nova guerra europeia, derivada da revolução francesa do final do século XVIII, virá, simultaneamente, perturbar o crescimento económico e provocar a reforma política.

Devido às guerras napoleónicas, Portugal passará, por alguns anos, a ser o único Estado europeu a ter o seu Chefe de Estado fora da Europa, o que contribuirá decisivamente para a independência do Brasil, no primeiro quartel do século XIX.

Tendo sido um dos primeiros Estados de regime absolutista, mesmo «avant la lettre», Portugal só mudará para um regime constitucional no segundo quartel do século.

Este atraso, conjugado com a destruição económica provocada pelas guerras napoleónicas e a perda do Brasil, provocará um longo período de instabilidade política e de decadência económica.

Apesar de possuir extensos territórios em África, Portugal não dispõe de meios para os povoar e para defender militarmente a sua presença, num contexto em que as grandes potências (que Portugal já não é) se lançam numa política de ocupação efectiva deste continente. Ao mesmo tempo, Portugal, com excepção do Brasil, não tem uma visão de ocupação territorial (que lhe será imposta pelas circunstâncias em África), mas sim de estabelecimento de entrepostos comerciais.

Será, no entanto, forçado, para não perder a única coisa que lhe dá estatuto mundial, a proceder à colonização dos territórios de Angola e Moçambique através da ocupação militar.

O sonho de um novo Brasil (desta vez em África e de costa a costa, ligando Angola e Moçambique através de territórios regularmente atravessados, mas nunca ocupados) é impedido pelas ambições imperiais inglesas, criando o fermento para uma nova mudança de regime político.

O crescimento económico continuou, mas de forma lenta, com Portugal a atrasar-se em relação à Europa, devido à falta de reformas nos campos relacionados com o conhecimento.

No início do século XX, Portugal muda de regime político instaurando uma República.

Resultado da crise financeira que varreu a Europa após a I Guerra Mundial e da instabilidade política, o regime parlamentar (I República) foi derrubado em 1926 por uma ditadura militar.

Em 1933, este regime deu então origem ao Estado Novo, a ditadura que governou Portugal até 1974.

Portugal procurou preservar a sua herança colonial contrariando a tendência dos tempos, mantendo uma longa guerra em três frentes que impediu o desenvolvimento económico, intelectual e científico.

O fim da mais longa ditadura da história da Europa Ocidental chegou em 25 de Abril de 1974, quando o Movimento das Forças Armadas, reinstaurou o regime democrático.

Um ano depois, foi eleita, pela primeira vez por sufrágio universal, uma assembleia constituinte, elaborada uma constituição e, mais outro ano passado, eleita a Assembleia da República (parlamento) e um governo constitucional.

Após alguns anos de instabilidade política, o regime, no começo dos anos 80, evoluiu para a democracia plena em que hoje os portugueses vivem. Com a democracia veio o desenvolvimento económico, o florescimento cultural e científico e, cada vez mais, a afirmação no campo das novas tecnologias.

Fechado o ciclo do império (com a descolonização em meados da década de 70), Portugal aderiu à actual União Europeia, mas sem deixar de procurar manter uma ligação estreita quer aos outros sete países que falam português (o que levou à criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), quer às comunidades portuguesas e descendentes de portugueses espalhadas por todo o mundo.

No presente, Portugal é um país constituído por três espaços territoriais (as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, no Atlântico, e o Continente, na orla atlântica da Europa).

É hoje um país estável social e politicamente, economicamente próspero, humanamente desenvolvido e que se afirma cada vez mais pela sua atitude e capacidade de diálogo e de entendimento da diferença e pela sua cultura e modo de vida, resultado de séculos de estreita convivência com modos de vida diferentes, a partir do momento em que, pela sua acção, nasceu o mundo moderno.

Fonte: www.portugal.gov.pt

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História de Portugal

Com uma fronteira tão extensa para o mar, não admira que tenhamos assistido a muitos desembarques e embarques. Por isso tornámo-nos desde há muito abertos ao mundo e à comunicação. Absorvemos gentes de variadas origens: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos (que nos deixaram a língua que falamos), povos nórdicos e povos da Mauritânia. Apesar de tantas misturas, o nosso País é dos mais antigos da Europa. No séc. XII tornou-se independente dos outros reinos peninsulares graças ao conde Afonso Henriques que foi nosso primeiro rei por sua vontade própria. Um século mais tarde, com a conquista do Algarve, Portugal acabava de desenhar a sua fronteira continental.

Em finais do séc. XIII o rei D. Dinis criou a nossa Universidade, uma das mais antigas da Europa, e levou-a para a bela cidade de Coimbra. Nos sécs. XIV, XV e XVI fomos os primeiros europeus a navegar até África, ao longínquo Oriente e às profundezas do continente Sul Americano, donde trouxemos uma montanha de raridades. Ainda antes de prosseguirmos pela costa de África, encontrámos os arquipélagos dos Açores e da Madeira, que são parte do nosso território no Atlântico.

Depois de uma crise dinástica que nos colocou sob o trono de Espanha, em 1640 voltámos a ter um rei português porque, embora discretos, temos um grande sentido de independência. No séc. XVIII, D. João V, rei absolutista e amante das artes, mandou construir o imenso palácio-convento de Mafra, e o grande Aqueduto que conduziu a água à cidade de Lisboa. No séc. XIX, lutas partidárias enfraquecem a Monarquia, que acaba por cair em 1910, ano em que se implantou a República.

Somos parte da UE desde 1986, mas continuamos a valorizar as nossas virtudes próprias.

Com esta História, vai ver que a nossa Arte é um pouco diferente daquela que já conhece. Repare sobretudo nas manifestações que nos são peculiares: no "Manuelino", exaltação da época das Descobertas, na forma como soubemos trabalhar a arte do azulejo e no nosso Fado, canção de nostalgia.

Geografia de Portugal

Portugal está situado no extremo sudoeste da Europa e inclui os arquipélagos da Madeira e dos Açores no Oceano Atlântico.

No continente europeu, o território português ocupa uma área de 88.889 km2 (com 218 km de largura, 561 km de comprimento, 832 km de costa atlântica e 1.215 km de fronteira terrestre com Espanha).

Situado no Oceano Atlântico, entre o continente europeu e o norte-americano, o arquipélago dos Açores tem uma área de 2.355 km2 e é constituído por nove Ilhas - São Miguel e Santa Maria no Grupo Oriental, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial no Grupo Central, e Flores e Corvo no Grupo Ocidental.

As ligações com Portugal continental são asseguradas por via aérea, em cerca de 2 horas de voo.

O Arquipélago da Madeira com uma área de 741 km2, está situado no Oceano Atlântico a cerca de 500 kms da costa africana e 1000 kms do continente europeu (1h30 de voo para Lisboa).

É constituído pelas Ilhas da Madeira e de Porto Santo, e pelas ilhas inabitadas das Desertas e Selvagens (que são Áreas de Reserva Natural).

Fonte: www.visitportugal.com

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História de Portugal

Portugal, é um pequeno país europeu famoso sobretudo pelas importantes descobertas marítimas que ampliaram o mundo conhecido no século XVI. Povos pré-históricos viveram há mais de 100.000 anos na região onde hoje está Portugal. Os primeiros habitantes conhecidos foram os Iberos que ali viveram há 5.000 anos. Os fenícios povoaram a região, precisamente a costa leste do Mar Mediterrâneo, no sec. XI a.C.

Os Celtas e os gregos estabeleceram povoações entre os secs. X e VII a.C. respectivamente. Os fenícios de Cartago dominaram grande parte da península no séc.V a.C. No ano 201 a.C. o Império Romano derrota Cartago na Segunda Guerra Púnica e domina a península Ibérica acelerando o seu desenvolvimento sob todos os aspectos. Porém tribos de origem germânica, os Visigodos, expulsaram os romanos no séc. V d.C. Os Visigodos já estavam convertidos ao cristianismo e Portugal permaneceu sob seu domínio, numa instável sucessão de Chefes/Reis, que acaba com a organização deixada pelos romanos e estabelece vários pequenos estados sempre em litígio entre si.

Em princípios do séc. VIII d.C. chegam os muçulmanos, donos de uma sociedade avançada e organizadíssima, com um refinamento cultural muitíssimo superior ao que havia em toda a Europa medieval; eles conquistaram o que é hoje Portugal e Espanha e mantém a sua influência de maneira muito acentuada nesses países com o seu Califado de Córdoba. Os cristãos se refugiaram ao Norte de Portugal lá mantendo sua influência e independência política/religiosa e, após séculos de lutas, reconquistaram em meados do séc. XIII a supremacia, tanto em Portugal quanto na Espanha. A nação portuguesa foi criada a partir do apoio dado por Henrique de Borgonha, filho do Conde da Borgonha, uma das grandes famílias do Reino de França, aos Reis Cristãos de Espanha em sua luta contra os muçulmanos. Em 1094 Alfonso VI (1035-1109), 14o Rei de Leão e 3o Rei de Castela, doou a Henrique de Borgonha, (que era casado com uma de suas filhas) como recompensa pela sua ajuda militar no combate aos muçulmanos, os condados do Porto e de Coimbra pois, Portugal, nessa época, pertencia à Espanha.

Afonso Henriques (1109-1185), filho de Henrique de Borgonha, e neto de Afonso VI, após muitas vitórias sobre os muçulmanos, tomou o título de Rei de Portugal, a 25/7/1139, tornando-o independente da Espanha e iniciando a 1a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Borgonha (1139-1383). Em 1383, com o término da dinastia de Borgonha, subiu ao trono português o rei João 1o, que inicia a 2a Dinastia Real de Portugal, a dinastia de Avis (1383-1580), garantindo a independência de Portugal e fazendo aliança política com a Inglaterra para se defender da Espanha. Em 1415, os portugueses conquistam Ceuta, no Marrocos, pois já haviam se tornado exímios navegadores e adquirido grandes conhecimentos náuticos. Graças à Escola de Sagres, aprimoram a técnica da navegação e constroem navios para suportar longas viagens.

Tinha início a era dourada das navegações e dos descobrimentos que tornam Portugal o país mais rico da Europa. Assim, em 1419, os navegantes portugueses chegaram as Ilhas da Madeira e em 1431 alcançaram os Açores e a partir de então, se lançam na ampliação das rotas marítimas que culminam com a descoberta do Caminho das Índias por Vasco da Gama e do Brasil por Cabral e criam o Império Português que foi maior que o Romano e o Inglês e era muito bem organizado tanto no Códice de Leis como na Educação que tornavam portugueses iguais aos da Metrópole Lisboeta, todos os súditos espalhados pelo mundo afora.

A dinastia de Avis termina em 1580 com a morte de D. Sebastião, sem herdeiros, e Portugal passa a ser governado pela Espanha de cujo jugo só se libertará com a restauração dos Braganças quando João, 8o Duque de Bragança, é feito Rei de Portugal a 1/12/1640, como D. João 4o, o Restaurador, iniciando a 3a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Bragança que, de 1640 reinou até 1910 sendo, a partir de 1820, uma Monarquia Constitucional, que deu ao Brasil os seus 2 Imperadores, de 1822 a 1889. Com a queda da Monarquia a partir de 1910 se estabelece a 1a República Portuguesa que mantém as suas colônias na Indonésia, Angola, Guiné e Moçambique, este período inclui a fase de autoritarismo de Antonio de Oliveira Salazar que termina com a Revolução dos Cravos, a 25/4/197 dando inicio à 2a República Portuguesa que perdura até hoje sem possuir mais nenhuma Colônia Ultramarina e fazendo parte da Europa Unificada que deu grande desenvolvimento econômico a Portugal inserindo-o no mundo contemporâneo.

Fonte: www.jbcultura.com.br

Portugal

História de Portugal

A história de Portugal se inicia nos primeiros séculos da era cristã. Mesmo sendo parte da Ibéria, a revolta na Lusitânia contra os romanos no século II a.C. é reividicada como uma demonstração de unidade nacional anterior à criação da nação portuguesa.

Entre 1095 e 1279, o Reino de Portugal estabelece as suas fronteiras continentais, praticamente inalteradas até hoje. Depois deste período,a monarquia se consolida mesmo com a resistência do Reino de Castela.

Localizado entre a Espanha e o mar, Portugal se lança na aventura marítima rumo à conquista de novas terras. Considerada uma das quatro quinas da Europa, junto com Inglaterra, Rússia e Turquia, os portugueses, naturalmente iniciaram sua epopéia ao redor do mundo.

O século XV é marcado pelas Cruzadas e descobertas marítimas. Com as conquistas, o país se torna um império de proporções mundiais. Este avanço é interrompido com a fusão política com a Espanha de 1581 a 1640. Retomada a independência, iniciam-se as reformas que desencadeam a transformação do absolutismo em monarquia constitucional em 1826. Na mesma década o Brasil se torna independente de Portugal.

A partir do século XVII, Portugal perde o seu poderio dos séculos anteriores. O gigante terremoto de Lisboa em 1755 piorou ainda mais a situação do páis. A ocupação do país pelas tropas de Napoleão e a fuga da família real para o Brasil é um exemplo claro do poder perdido.

A República implantada em 1910, dura até o golpe de estado de 1926. Na Primeira Guerra Mundial, Portugal entra no conflito ao lado dos Aliados. O país sofre uma grave crise no período de entreguerras, o que forneceu o surgimento do "Estado Novo", no mesmo período que governos fascistas dominavam na Europa. Mesmo neutro na Segunda Guerra, Portugal era cortejado pelo Eixo, Salazar, assim como Vargas, entrou no conflito bélico ao lado dos Aliados apenas em 1945, quando a guera esta paticamente encerrada. No Guerra Fria, as ditaduras ibéricas eram toleradas pelos países ocidentais no combate ao bloco comunista.

Mesmo com a retirada de Salazar, a ditadura só termina em 25 de abril de 1974 com o golpe militar que derrubou Marcello Caetano, A Revolução dos Cravos. Após golpes e contra-golpes, a democracia se restabelece em Portugal, o país retoma a via do desenvolvimento, impulsionado ainda pela adesão à Comunidade Económica Européia (CEE) em 1986.

As colônias africanas foram decisivas para o fim do regime salazarista. Apoiado pela Igreja e pelo ultranacionalismo de um Portugal uno e indivisível de Lisboa ao Timor, o regime perdeu o apoio dos militares nas sucessivas guerras coloniais e da população. Após a queda do salazarismo, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau declararam sua indepêndencia.

As marcas da expansão marítima ainda persistem, o português hoje é uma das línguas mais faladas em todo o mundo. São cerca de 200 milhões de lusófonos em oito países distribuidos por cinco continentes (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Cabo Verde), além de Macau, Goa, Damão e Diu.

Mesmo sendo um país pequeno e tendo uma população menor do que a da cidade de São Paulo, Portugal tem uma história grande de um dos grandes impérios da história.

O país tem um alto índice de desenvolvimento humano (0.896), mesmo assim, tem um dos menores desempenhos da Europa Ocidental. Portugal tem um desnível em relação ao bloco em índices de desemprego, analfabetismo e PNB.

Depois de 48 anos de ditadura, Portugal consolida a sua democracia. A constituição de 1976 reestabele os direitos e deveres básicos do estado democrático com um regime semipresidencialista. Enquanto o presidente, eleito por sufrágio universal, representa a república e é o Comandante Supremo das Forças Armadas, o Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República de acordo com o resultado das eleições para a Assembleia da República. Esta é composta por um mínimo de 230 deputados eleitos pela população com um mandato de 4 anos. O sistema português é unicameral.

Administração local portuguesa é praticamente autônoma. Exercida pelas autarquias locais, municípios e as freguesias. Elas tem um larga tradição histórica.

Portugal não tem mais colônias mas permite autonomia à Açores e Madeira. Estas Regiões autônomas, separadas do continente, têm estatutos políticos e administrativos e órgãos do Governo próprios.

Portugal foi um exemplo no combate às ditaduras latinas nos anos 70. Depois do 25 de abril, os países que viviam em regimes chamados democráticos viram a esperança das ditaduras acabarem, mesmo que lentas, graduais e seguras para seus impositores. Desde o fim da ditadura, o país melhora a qualidade de vida aos seus cidadãos, mesmo enfrentando os problemas de imigração ilegal, desemprego e pobreza, Portugal hoje é palco de grandes eventos, como a Exposição Mundial em 1998 e, neste ano, o páis sedia a primeira edição europeia do Rock in rio e o Campeonato Europeu de Seleções, maior evento futebolístico entre seleções depois da Copa do Mundo.

Portugal é a prova de que sem as ditaduras os países melhoram. Sem o salazarismo e o franquismo, os países ibéricos estariam em situações melhores. O 25 de abril trouxe experiências negativas e frustrações, mas é inegável que se o salazarismo estivesse perdurado até os dias de hoje a hisótia seria outra, felizmente não foi.

Fonte: www.duplipensar.net

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