Raimundo Correia PUBLICIDADE Ilha de atrozes degredos! Cinge um muro de rochedos Seus flancos. Grosso a espumar Contra a dura penedia, Bate, arrebenta, assobia, Retumba, estrondeia o mar. Em circuito, o Horror impera; No centro, abrindo a cratera Flagrante, arroja um volcão Ígnea blasfêmia às alturas… E, nas ínvias espessuras, …
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Ode Parnasiana – Raimundo Correia
Raimundo Correia PUBLICIDADE De cípreo mosto cheia A taça ergui. Cogitabunda Musa, Fuge os pesares. Eia! Desta alma a flama viva afla, e enaltece-a! Insufla-me o estro; e, minha vista ilusa, As prístinas grandezas patenteia Da celebrada Grécia! Musa, a Grécia, como antes Do último heleno, dá que eu sonhe …
Leia maisO Monge – Raimundo Correia
Raimundo Correia PUBLICIDADE —”O coração da infância”, eu lhe dizia, “É manso.” E ele me disse:—”Essas estradas, Quando, novo Eliseu, as percorria, As crianças lançavam-me pedradas…” Falei-lhe então na glória e na alegria; E ele—alvas barbas longas derramadas No burel negro—o olhar somente erguia Às cérulas regiões ilimitadas… Quando eu, …
Leia maisO Misantropo – Raimundo Correia
Raimundo Correia PUBLICIDADE A boca, às vezes, o louvor escapa E o pranto aos olhos; mas louvor e pranto Mentem: tapa o louvor a inveja, enquanto O pranto a vesga hipocrisia tapa. Do louvor, com que espanto, sob a capa Vejo tanta dobrez, ludíbrio tanto! E o pranto em olhos …
Leia maisNuvem Branca – Raimundo Correia
Raimundo Correia PUBLICIDADE Dizei-me: é ela a noiva casta e pura, Que no alvor dessa nuvem rutilante, Passa agora? Dizei-me, nesse instante, Turbilhões de translúcida brancura; Colar, broches de pérolas e opalas; Gaza que, em níveos flocos, por formosas, Rijas pomas de mármore, ondulosas Curvas e espáduas de marfim, resvalas… …
Leia maisFetichismo – Raimundo Correia
Raimundo Correia PUBLICIDADE Homem, da vida as sombras inclementes Interrogas em vão: – Que céus habita Deus? Onde essa região de luz bendita, Paraíso dos justos e dos crentes? Em vão tateiam tuas mãos trementes As entranhas da noite erma, infinita, Onde a dúvida atroz blasfema e grita, E onde …
Leia maisMemorial de Aires
Memorial de Aires – Machado de Assis PUBLICIDADE ADVERTÊNCIA Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio: “Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis.” Referia-me ao …
Leia maisIaiá Garcia
Machado de Assis Capítulo 1 PUBLICIDADE Luís Garcia transpunha a soleira da porta, para sair, quando apareceu um criado e lhe entregou esta carta: 5 de Outubro de 1866. Sr. Luís Garcia — Peço-lhe o favor de vir falar-me hoje, de uma a duas horas da tarde. Preciso de seus …
Leia maisHelena
PUBLICIDADE Machado de Assis CAPÍTULO PRIMEIRO O CONSELHEIRO VALE morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta, — segundo costumava dizer, — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em …
Leia maisEsaú e Jacó
Machado de Assis PUBLICIDADE Dico, che quando l’anima mal nata… Dante CAPÍTULO PRIMEIRO / COUSAS FUTURAS! Era a primeira vez que as duas iam ao morro do Castelo. Começaram de subir pelo lado da Rua do Carmo. Muita gente há no Rio de Janeiro que nunca lá foi, muita haverá …
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