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O Vinho de Hebe

Raimundo Correia PUBLICIDADE Quando do Olimpo nos festins surgia Hebe risonha, os deuses majestosos Os copos estendiam-lhe, ruidosos, E ela, passando, os copos lhes enchia… A Mocidade, assim, na rubra orgia Da vida, alegre e pródiga de gozos, Passa por nós, e nós também, sequiosos, Nossa taça estendemos-lhe, vazia… E …

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O Monge – Raimundo Correia

Raimundo Correia PUBLICIDADE —”O coração da infância”, eu lhe dizia, “É manso.” E ele me disse:—”Essas estradas, Quando, novo Eliseu, as percorria, As crianças lançavam-me pedradas…” Falei-lhe então na glória e na alegria; E ele—alvas barbas longas derramadas No burel negro—o olhar somente erguia Às cérulas regiões ilimitadas… Quando eu, …

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Nuvem Branca – Raimundo Correia

Raimundo Correia PUBLICIDADE Dizei-me: é ela a noiva casta e pura, Que no alvor dessa nuvem rutilante, Passa agora? Dizei-me, nesse instante, Turbilhões de translúcida brancura; Colar, broches de pérolas e opalas; Gaza que, em níveos flocos, por formosas, Rijas pomas de mármore, ondulosas Curvas e espáduas de marfim, resvalas… …

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Na Tasca – Raimundo Correia

Raimundo Correia PUBLICIDADE Dentro, na esconsa mesa onde fervia Fulvo enxame de moscas sussurrantes Num raio escasso e tremulo do dia Espanejando as azas faiscantes. Vi-o; bêbado estava e, inebriantes E capitosos vinhos mais bebia, Em tédio, como os fartos ruminantes A boca larga e estúpida movia. Eu pensativo, eu …

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Na Penumbra – Raimundo Correia

Raimundo Correia PUBLICIDADE Raiava, ao longe, em fogo a lua nova, Lembras-te?… apenas reluzia a medo, Na escuridão crepuscular da alcova O diamante que ardia-te no dedo… Nesse ambiente tépido, enervante, Os meus desejos quentes, irritados, Circulavam-te a carne palpitante, Como um bando de lobos esfaimados… Como que estava sobre …

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Marília – Raimundo Correia

Raimundo Correia PUBLICIDADE Ó Marília! Ó Dirceu! Eram dois ninhos Os vossos corações, ninhos de flores; Mas, entre os quais, sentíeis os rigores Lacerantes de incógnitos espinhos; Tremiam, como em flácidos arminhos, Promiscuamente, neles os amores, As saudades, os cânticos, as dores, Como uma multidão de passarinhos… O sulco profundíssimo …

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