Obras Literárias

junho, 2017

  • 19 junho

    Alma Inquieta

    Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: Parte I A Avenida das Lágrimas Inania Verba Midsummer’s Night’s Dream Mater Incontentado Sonho Primavera Dormindo Noturno Virgens Mortas O Cavaleiro Pobre Ida Noite de Inverno Sob a chuva de fogo Vanitas Tercetos In Extremis A Alvorada do Amor Vita Nuova …

  • 19 junho

    A Jogatina – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Maldito invento dum baronete Que dos cruzados neto não é. É mais terrível que o voltarete, Que a vermelhinha, que o lasquinet. Dá mais partido para o banqueiro Do que a roleta, que o dá copioso, Haver não pode, no mundo inteiro, Jogo mais certo, mais engenhoso. Praga …

  • 19 junho

    A Escravidão – Olavo Bilac

    Olavo Bilac BEM MAIS FELIZ do que a nossa é a geração desses pirralhos que andam agora por aí a jogar a cabra-cega, a atirar pedras às árvores e a perlustrar os mistérios da carta do abc. É bem certo que os dias se sucedem e não se parecem. No …

  • 19 junho

    A Iara – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Vive dentro de mim, como num rio, Uma linda mulher, esquiva e rara, Num borbulhar de argênteos flocos, lara De cabeleira de ouro e corpo frio. Entre as ninféias a namoro e espio: E ela, do espelho móbil da onda clara, Com os verdes olhos úmidos me encara, …

  • 19 junho

    A Alvorada do Amor

    Olavo Bilac Um horror, grande e mudo, um silêncio profundo No dia do Pecado amortalhava o mundo. E Adão, vendo fechar-se a porta do Éden, vendo Que Eva olhava o deserto e hesitava tremendo, Disse: Chega-te a mim! entra no meu amor, E e à minha carne entrega a tua …

  • 19 junho

    Contos Para Velhos

    Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: Os Óculos Como Cães O Luar A Enguia O Paraíso A Costura Medicina Os Anéis Como a Pescada Imunidade O Vaso O Defunto Feito no Escuro O Diabo Os Anjos O Pecado Olavo Bilac (Com o seu pseudônimo de Bob) Os …

  • 14 junho

    Variação Sobre um Soneto de Shakespeare

    Vinícius de Moraes És como um dia cálido de estio… Azul? Não, és mais linda e mais amena O verão como tudo traz o frio E o verão é inconstante, e tu serena. Tu não trazes o frio, nem a pena Da luz foste – tu vives, como um rio …

  • 14 junho

    Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo

    Vinícius de Moraes Ó cidade tão lírica e tão fria! Mercenária, que importa – basta! – importa Que à noite, quando te repousas morta Lenta e cruel te envolve uma agonia Não te amo à luz plácida do dia Amo-te quando a neblina te transporta Nesse momento, amante, abres-me a …

  • 14 junho

    Soneto na Morte de José Arthur da Frota Moreira

    Vinícius de Moraes Cantamos ao nascer o mesmo canto De alegria, de súplica e de horror E a mulher nos surgiu no mesmo encanto Na mesma dúvida e na mesma dor. Criamos toda a sedução, e tanto Que de nós seduzido, o sedutor Morreu nas mesmas lágrimas de amor Ao …

  • 14 junho

    Soneto do Só

    Vinícius de Moraes (Parábola de Malte Laurids Brigge) Depois foi só. O amor era mais nada Sentiu-se pobre e triste como Jó Um cão veio lamber-lhe a mão na estrada Espantado, parou. Depois foi só. Depois veio a poesia ensimesmada Em espelhos. Sofreu de fazer dó Viu a face do …