Obras Literárias

janeiro, 2017

  • 25 janeiro

    Auto da Índia – Gil Vicente

    Gil Vicente À Farsa seguinte chamam Auto da Índia. Foi fundada sobre que üa mulher, estando já embarcado pera a Índia seu marido, lhe vieram dizer que estava desaviado e que já não ia; e ela, de pesar, está chorando e fala-lhe üa sua criada. Foi feita em Almada, representada …

  • 25 janeiro

    Auto da Feira – Gil Vicente

    Gil Vicente A obra seguinte é chamada Auto da Feira. Foi representada ao mui excelente Príncipe El Rei Dom João, o terceiro em Portugal deste nome, na sua nobre e sempre leal cidade de Lisboa, às matinas do Natal, na era do Senhor de 1527. Figuras: Mercúrio, Tempo, Serafim, Diabo, …

  • 25 janeiro

    Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente

    Gil Vicente Auto de moralidade composto por Gil Vicente por contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome. Começa a declaração e argumento da obra. Primeiramente, no presente auto, se …

  • 25 janeiro

    Auto da Alma – Gil Vicente

    Gil Vicente ARGUMENTO Assi como foi cousa muito necessária haver nos caminhos estalagens, pera repouso e refeição dos cansados caminhantes, assi foi cousa conveniente que nesta caminhante vida houvesse uma estalajadeira, pera refeição e descanso das almas que vão caminhantes pera a eternal morada de Deus. Esta estalajadeira das almas …

  • 25 janeiro

    A Farsa ou Auto de Inês Pereira – Gil Vicente

    Gil Vicente A seguinte farsa de folgar foi representada ao muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal, no seu Convento de Tomar, era o ano do Senhor de 1523. O seu argumento é que porquanto duvidavam certos homens de bom saber se o …

  • 25 janeiro

    Vai-Vem

    Geraldo Bessa Víctor Nesta ansiedade que minh’alma tem, que faz de mim um sonhador fecundo, – deixei a noite, a treva, deste mundo, buscando o sol, a luz, além… além… Achei a luz; mas (pobre vagabundo!) não tive tempo de gozar o bem. – Sei lá por que fatídico vai-vem …

  • 25 janeiro

    Quando surges na noite…

    Geraldo Bessa Víctor Quando surges na noite, quando avanças porque o som do batuque por ti chama, teu corpo negro é chama que me inflama, quando surges na noite, quando danças… Quando danças, cantando as esperanças e os desesperos todos de quem ama, teu corpo negro é fogo que derrama …

  • 25 janeiro

    Poema para a Negra

    Geraldo Bessa Víctor Deixa que os outros cantem o teu corpo que dizem feiticeiro e sedutor, e, na volúpia vã do pitoresco, entoem madrigais á tua dor. Deixa que os outros cantem teus requebros nos passos de massemba e quilapanga, e teus olhos onde há noites de luar, e teus …

  • 25 janeiro

    Ode à avó Capinha

    Geraldo Bessa Víctor Minha avó Capinha, minha avó Capinha, hoje que morreste (que tristeza a minha!), relembro as histórias que tu me contavas em manhãs de chuva, nas noites de lua… (E meu ser, magoado, perde-se, flutua como o sonho errante das almas escravas). Minha avó Capinha, sou eu que …

  • 25 janeiro

    O menino negro não entrou na roda

    Geraldo Bessa Víctor O menino negro não entrou na roda das crianças brancas – as crianças brancas que brincavam todas numa roda viva de canções festivas, gargalhadas francas… O menino negro não entrou na roda. E chegou o vento junto das crianças – e bailou com elas e cantou com …