Olavo Bilac XVIII Dormes… Mas que sussurro a umedecida Terra desperta? Que rumor enleva As estrelas, que no alto a Noite leva Presas, luzindo, à túnica estendida? São meus versos! Palpita a minha vida Neles, falenas que a saudade eleva De meu seio, e que vão, rompendo a treva, Encher …
Leia maisDelírio – Olavo Bilac
Olavo Bilac Nua, mas para o amor não cabe o pejo Na minha a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais, ela dizia: – Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo! Na inconsciência bruta do meu desejo Fremente, a minha boca obedecia, E os seus seios, tão rígidos …
Leia maisComo Quisesse Livre Ser
Olavo Bilac XXXII Como quisesse livre ser, deixando As paragens natais, espaço em fora, A ave, ao bafejo tépido da aurora, Abriu as asas e partiu cantando. Estranhos climas, longes céus, cortando Nuvens e nuvens, percorreu: e, agora Que morre o sol, suspende o vôo, e chora, E chora, a …
Leia maisAs Estações
Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: O Inverno A Primavera O Verão O Outono Olavo Bilac O Inverno Coro das quatro estações: Cantemos, irmãs, dancemos! Espantemos a tristeza! E dançando, celebremos A glória da Natureza! O Inverno: Sou a estação do frio; O céu está …
Leia maisOs Meses
Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Olavo Bilac Janeiro Coro das crianças: Venham os meses desfilando! Cante cada um por sua vez! Dancemos todos, escutando O que nos conta cada mês… Janeiro: Eu …
Leia maisMúsica Brasileira – Olavo Bilac
Olavo Bilac Tens, às vezes, o fogo soberano Do amor: encerras na cadência, acesa Em requebros e encantos de impureza, Todo o feitiço do pecado humano. Mas, sobre essa volúpia, erra a tristeza Dos desertos, das matas e do oceano: Bárbara poracé, banzo africano, E soluços de trova portuguesa. És …
Leia maisMaldição – Olavo Bilac
Olavo Bilac Se por vinte anos, nesta furna escura, Deixei dormir a minha maldição, _ Hoje, velha e cansada da amargura, Minha alma se abrirá como um vulcão. E, em torrentes de cólera e loucura, Sobre a tua cabeça ferverão Vinte anos de silêncio e de tortura, Vinte anos de …
Leia maisLonge de Ti – Olavo Bilac
Olavo Bilac XXXI Longe de ti, se escuto, porventura, Teu nome, que uma boca indiferente Entre outros nomes de mulher murmura, Sobe-me o pranto aos olhos, de repente… Tal aquele, que, mísero, a tortura Sofre de amargo exílio, e tristemente A linguagem natal, maviosa e pura, Ouve falada por estranha …
Leia maisLíngua Portuguesa – Olavo Bilac
Olavo Bilac Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela… Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E …
Leia maisLeio-te – Olavo Bilac
Olavo Bilac Leio-te: — o pranto dos meus olhos rola: — Do seu cabelo o delicado cheiro, Da sua voz o timbre prazenteiro, Tudo do livro sinto que se evola … Todo o nosso romance: – a doce esmola Do seu primeiro olhar, o seu primeiro Sorriso, – neste poema …
Leia mais
Portal São Francisco Pesquisa Escolar Gratuita
Redes Sociais