Raimundo Correia Cala-te, esdrúxulo lírico; Teu estro é bandulho hidrópico! Olha as garras de um satírico! Cala-te, esdrúxulo lírico! Teu verso ao leitor empírico Fere de tópico em tópico… Cala-te, esdrúxulo lírico; Teu estro é bandulho hidrópico! (…) Nos teus preitos esquipáticos Citas tanto bardo, — Hipócrates! Citas autores dramáticos …
Leia maisFetichismo – Raimundo Correia
Raimundo Correia Homem, da vida as sombras inclementes Interrogas em vão: – Que céus habita Deus? Onde essa região de luz bendita, Paraíso dos justos e dos crentes? Em vão tateiam tuas mãos trementes As entranhas da noite erma, infinita, Onde a dúvida atroz blasfema e grita, E onde há …
Leia maisMemorial de Aires
Memorial de Aires – Machado de Assis ADVERTÊNCIA Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio: “Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis.” Referia-me ao Conselheiro …
Leia maisIaiá Garcia
Machado de Assis Capítulo 1 Luís Garcia transpunha a soleira da porta, para sair, quando apareceu um criado e lhe entregou esta carta: 5 de Outubro de 1866. Sr. Luís Garcia — Peço-lhe o favor de vir falar-me hoje, de uma a duas horas da tarde. Preciso de seus conselhos, …
Leia maisHelena
Machado de Assis CAPÍTULO PRIMEIRO O CONSELHEIRO VALE morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta, — segundo costumava dizer, — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa …
Leia maisEsaú e Jacó
Machado de Assis Dico, che quando l’anima mal nata… Dante CAPÍTULO PRIMEIRO / COUSAS FUTURAS! Era a primeira vez que as duas iam ao morro do Castelo. Começaram de subir pelo lado da Rua do Carmo. Muita gente há no Rio de Janeiro que nunca lá foi, muita haverá morrido, …
Leia maisDesdéns – Raimundo Correia
Raimundo Correia Realçam no marfim da ventarola As tuas unhas de coral felinas Garras com que, a sorrir, tu me assassinas, Bela e feroz… O sândalo se evolua; O ar cheiroso em redor se desenrola; Pulsam os seios, arfam as narinas… Sobre o espaldar de seda o torso inclinas Numa …
Leia maisConselhos – Raimundo Correia
Raimundo Correia Vogar mais não vale a pena, Amarra o barco a esta bóia; Não traves por outra Helena Segunda guerra de Tróia. Ouve um conselho de amigo: Deixa de muito escolher; Eu das mulheres só digo O que ouço a todos dizer. Dizem de Cora que, quando Entra nos …
Leia maisConchita – Raimundo Correia
Raimundo Correia Adeus aos filtros da mulher bonita; A esse rosto espanhol, pulcro e moreno; Ao pé que no bolero… ao pé pequeno; Pé que, alígero e célere, saltita… Lira do amor, que o amor não mais excita, A um silêncio de morte eu te condeno; Despede-te; e um adeus, …
Leia maisChuva e Sol – Raimundo Correia
Raimundo Correia Agrada à vista e à fantasia agrada Ver-te, através do prisma de diamantes Da chuva, assim ferida e atravessada Do sol pelos venábulos radiantes… Vais e molhas-te, embora os pés levantes: – Par de pombos, que a ponta delicada Dos bicos metem nágua e, doidejantes, Bebem nos regos …
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