Pablo Neruda entre as orquídeas e o trigo que preferência confere a uma só flor tanto luxo e ao trigo (cal) ouro sujo? se é doce a água dos rios de onde tira sal o mar? e não naufraga o navio vogando em vogais demais? quem fornece nomes-numes ao inocente …
Leia maisSoneto XI – Pablo Neruda
Pablo Neruda Tenho fome de tua boca, de tua voz, de teu pelo, e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado, não me sustenta o pão, a aurora me desequilibra, busco o som líquido de teus pés no dia. Estou faminto de teu riso resvalado, de tuas mãos cor de furioso …
Leia maisImpertinence
Impertinence – Handel
Leia maisHallelujah coro final do Messias
Hallelujah coro final do Messias – Handel
Leia maisUm Cogito
Pablo Neruda Qual é o trabalho forçado de Adolf Hitler no inferno? Pinta paredes? Cadáveres? Fareja o gás de suas vítimas? Terá que ingerir as cinzas dos meninos calcinados? Ou desde sua morte há de beber sangue num funil? Ou lhe martelam na boca os dentes de ouro arrancados? Ou …
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Leia maisAqui Te Amo
Pablo Neruda Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento. Fosforesce a lua sobre as águas errantes. Andam dias iguais a perseguir-se. Define-se a névoa em dançantes figuras. Uma gaivota de prata se desprende do ocaso. As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas. Ou a cruz negra de um barco. Só. …
Leia maisPoema XVIII
Pablo Neruda Os dias não se descartam nem se somam, são abelhas que arderam de doçura ou enfureceram o aguilhão: o certame continua, vão e vêm as viagens do mel à dor. Não, não se desfia a rede dos anos: não há rede. não caem gota a gota de um …
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