Mário de Andrade Alturas da Avenida. Bonde 3. Asfaltos. Vastos, altos repuxos de poeira sob o arlequinal do céu oiro-rosa-verde… As sujidades implexas do urbanismo. Filés de manuelino. Calvícies de Pensilvânia. Gritos de goticismo. Na frente o tram da irrigação, onde um Sol bruxo se dispersa num triunfo persa de …
Leia maisBolero 2
Bolero 2 – Maurice Ravel
Leia maisMoça Linda Bem Tratada
Mário de Andrade Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta: Um amor. Grã-fino do despudor, Esporte, ignorância e sexo, Burro como uma porta: Um coió. Mulher gordaça, filó, De ouro por todos os poros Burra como uma porta: Paciência… Plutocrata sem consciência, Nada porta, terremoto …
Leia maisLundu do Escritor Difícil
Mário de Andrade Eu sou um escritor difícil Que a muita gente enquizila, Porém essa culpa é fácil De se acabar duma vez: É só tirar a cortina Que entra luz nesta escurez. Cortina de brim caipora, Com teia caranguejeira E enfeite ruim de caipira, Fale fala brasileira Que você …
Leia maisInspiração
Mário de Andrade “Onde até na força do verão havia tempestades de ventos e frios de crudelíssimo inverno.” Fr. Luís de Sousa São Paulo! Comoção de minha vida… Os meus amores são flores feitas de original… Arlequinal!… Traje de losangos… Cinza e ouro… Luz e bruma… Forno e inverno morno… …
Leia maisBolero 1
Bolero 1 – Maurice Ravel
Leia maisGaroa do Meu São Paulo
Mário de Andrade Garoa do meu São Paulo, -Timbre triste de martírios- Um negro vem vindo, é branco! Só bem perto fica negro, Passa e torna a ficar branco. Meu São Paulo da garoa, -Londres das neblinas finas- Um pobre vem vindo, é rico! Só bem perto fica pobre, Passa …
Leia maisEu Sou Trezentos…
Mário de Andrade Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta, As sensações renascem de si mesmas sem repouso, Ôh espelhos, ôh! Pirineus! ôh caiçaras! Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro! Abraço no meu leito as milhores palavras, E os suspiros que dou são violinos alheios; Eu piso a terra …
Leia maisDescobrimento – Mário de Andrade
Mário de Andrade Abancado à escrivaninha em São Paulo Na minha casa da rua Lopes Chaves De supetão senti um friúme por dentro. Fiquei trêmulo, muito comovido Com o livro palerma olhando pra mim. Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus! muito longe de mim Na …
Leia maisAceitarás o Amor Como Eu o Encaro?
Mário de Andrade Aceitarás o amor como eu o encaro ?… …Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a imagem, como um anteparo Contra estes móveis de banal presente. Tudo o que há de melhor e de mais raro Vive em teu corpo nu de adolescente, A perna assim jogada …
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