Tomás Vieira da Cruz PUBLICIDADE Mulata da minha alma batuque dos meus sentidos, meus nervos encandecidos vibram por ti, sem ter calma. Por isso vou á rebita, quase triste e indeciso, a queimar minha desdita nas chamas do teu sorriso. E, triste, assim, vou dançar, vou dançar e vou beber …
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N’gola – Flor de Bronze
Tomás Vieira da Cruz PUBLICIDADE Filha de branco que morreu na guerra e de uma preta linda do Libolo, o teu olhar até de noite encerra todo o luar das lendas do Catolo! Ó flor estranha! já não tem consolo a tua mágoa, a tua dor na terra! Ó flor …
Leia maisMulata – Tomás Vieira da Cruz
Tomás Vieira da Cruz PUBLICIDADE Os teus defeitos são graças que mais me prendem, querida… Mistério de duas raças que se encontraram na vida. E, no mato, em nostalgia, num exílio carinhoso, fizeram essa alegria do teu olhar misterioso. E deram forma de sonho, em seu viver magoado, a esse …
Leia maisFruta – Tomás Vieira da Cruz
Tomás Vieira da Cruz PUBLICIDADE Quitanda de fruta verde, dá-me um gomo de laranja para matar a sede. Ou, então, será melhor dar-me um veneno qualquer porque eu ando perturbado e o meu sonho anda queimado por uns olhos de mulher! – Minha senhora, laranja, limão, fresquinho, caju, ananás ou …
Leia maisCoqueiro – Tomás Vieira da Cruz
Tomás Vieira da Cruz PUBLICIDADE Ali, na rua do Carmo um coqueiro ficou abandonado quando destruiram a casa velha a que deu sombra. E onde um par enamorado teve sonhos de Amor, nesse pedaço de Luanda antiga agora modernizada. E o coqueiro ligado à terra, tombado na direcção da Rua …
Leia maisTomás Vieira da Cruz
PUBLICIDADE Nascimento: 22 de Abril de 1900, Constância, Portugal. Morte: 7 de Junho de 1060, Lisboa, Portugal. Tomaz Vieira da Cruz – Vida Tomás Vieira da Cruz Tomás Vieira da Cruz nasceu em Constância, Ribatejo, em 22 de Abril de 1900. Viveu em Angola a maior parte da sua sua …
Leia maisMusa dos Olhos Verdes
Machado de Assis PUBLICIDADE Musa dos olhos verdes, musa alada, Ó divina esperança, Consolo do ancião no extremo alento, E sonho da criança; Tu que junto do berço o infante cinges C’os fúlgidos cabelos; Tu que transformas em dourados sonhos Sombrios pesadelos; Tu que fazes pulsar o seio às virgens; …
Leia maisMusa Consolatrix
Machado de Assis PUBLICIDADE Que a mão do tempo e o hálito dos homens Murchem a flor das ilusões da vida, Musa consoladora, É no teu seio amigo e sossegado Que o poeta respira o suave sono. Não há, não há contigo, Nem dor aguda, nem sombrios ermos; Da tua …
Leia maisMissa do Galo
Machado de Assis PUBLICIDADE Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. A casa em que …
Leia maisMenina e Moça
Machado de Assis PUBLICIDADE A Ernesto Cybrão Está naquela idade inquieta e duvidosa, Que não é dia claro e é já o alvorecer; Entreaberto botão, entrefechada rosa, Um pouco de menina e um pouco de mulher. Às vezes recatada, outras estouvadinha, Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor; …
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