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Os Cortejos

Mário de Andrade PUBLICIDADE Monotonias das minhas retinas… Serpentinas de entes frementes a se desenrolar… Todos os sempres das minhas visões! “Bon Giorno, caro.” Horríveis as cidades! Vaidades e mais vaidades… Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria! Oh! os tumultuários das ausências! Paulicéia – a grande boca …

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Ode ao Burguês

Mário de Andrade PUBLICIDADE Eu insulto o burguês! O burguês-níquel o burguês-burguês! A digestão bem-feita de São Paulo! O homem-curva! O homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! Eu insulto as aristocracias cautelosas! Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros! Que vivem …

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O Domador

Mário de Andrade PUBLICIDADE Alturas da Avenida. Bonde 3. Asfaltos. Vastos, altos repuxos de poeira sob o arlequinal do céu oiro-rosa-verde… As sujidades implexas do urbanismo. Filés de manuelino. Calvícies de Pensilvânia. Gritos de goticismo. Na frente o tram da irrigação, onde um Sol bruxo se dispersa num triunfo persa …

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Moça Linda Bem Tratada

Mário de Andrade PUBLICIDADE Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta: Um amor. Grã-fino do despudor, Esporte, ignorância e sexo, Burro como uma porta: Um coió. Mulher gordaça, filó, De ouro por todos os poros Burra como uma porta: Paciência… Plutocrata sem consciência, Nada porta, …

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Inspiração

Mário de Andrade PUBLICIDADE “Onde até na força do verão havia tempestades de ventos e frios de crudelíssimo inverno.” Fr. Luís de Sousa São Paulo! Comoção de minha vida… Os meus amores são flores feitas de original… Arlequinal!… Traje de losangos… Cinza e ouro… Luz e bruma… Forno e inverno …

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