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Pontos Turísticos do Uzbequistão

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Para descobrir as maravilhas de Uzbekistão iniciaremos nosso percorrido por Tashkent, capital do país. Daqui viajaremos para a impressionante cidade de Samarcanda, para continuar por Bujará, antiga escala da Rota da Seda. Finalizaremos em Jiva, onde encontraremos numerosas belezas arquitetônicas.

TASHKENT

A capital da República de Uzbekistão, é uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes e a maior de toda Ásia Central. É moderna para os níveis da região; com metrô, tranvias, trólebus e ônibus, teatros, universidade, bibliotecas e museus. Está localizada a leste do país, a regiões com um dos melhores solos, permitiram crescer inumeráveis jardins e parques que a converteram em um lugar muito atrativo para passear.

Breve História

Shash, o antigo nome da região no vale do rio Chirchik, e também nome da cidade mais importante, é citada nos anais chinos desde o século II e I a.C. Em uma publicação se encontram referências a um antigo mosteiro budista na cidade. Somente no século XI recebe o nome atual de Taskent, baixo os Karajanidas. A cidade está em um dos mais famosos passos que transcorreram entre o leste e oeste, unindo incluso os caminhos até Índia.

Durante os séculos de Alta Idade Média foi centro e lugar de residência dos nobres locais da dinastia sogdianas. A residência principal tinha uma extensão de aproximadamente 5 quilômetros de diâmetro. Na direção sudoeste erguia um edifício de culto onde duas vezes ao ano se realizava uma solene celebração. Sobre um trono dourado estava uma urna com restos mortais dos antepassados dos reis e faziam uma solene cerimonia. Seguramente os restos deste palácio se encontram na colina Ming-Yriuk, parte que ainda se encontra perto da rua dos proletários.

Na época Timurida, Tashkent se desenvolveu como as outras cidades, e renasce como um centro de comércio e produção de artesanato. No século XVI alcança um grande esplendor, é quando em volta dos palácios dos nobres locais se agrupam poetas, científicos e músicos. Nesta época se construíram alguns edifícios representativos da arquitetura da época como o Mausoléu de Imán Mujamed Abú-Bakra, Kafal-Shashí. Posteriormente a cidade é vítima das cruéis guerras entre nobres locais e os Kanes de Bujará, a quem terminou pertencendo, mas incluso com a decadência generalizada das cidades em Ásia Central com a desagregação dos timuridas, Tashkent continuou sendo um centro de gravidade na região onde nem o comércio nem os ofícios morreram.

Já no século XIX foi conquistada pelo kanato de Kokand dando a cidade de novo maior importância e com a conquista de Rússia Czarista se converteu na cidade mais importante de Turquestão, transformando-se na capital desde 1867 e crescendo em população e indústria até chegar hoje em dia na cidade com mais habitantes de Ásia Central.

Em 26 de abril de 1966 aconteceu em Tashkent um terremoto que derrubou praticamente toda a zona central da capital, mas graças a ajuda das demais repúblicas soviéticas foi tudo rapidamente reconstruído

Principais Lugares de Interesse

Em Tashkent pode-se visitar algumas almadrazas dos séculos XVI como a de Kukeltash, de Barakkan ou o Mausoléu de Kafal-Shashí e Zainudín-Bobó entre os mais importantes.

Em 1997 se inaugurou o Museu de Tamerián, no centro da cidade. O edifício é muito luxuoso, mesmo a coleção sendo modesta não deixa de ser um conjunto importante. Também o Museu de Geologia é interessante. O visitante pode desfrutar igualmente do Teatro da Opera e Balé “Alixer Navoi” de Tashkent ou visitar o Grande Bazar Chor-su.

Tashkent é uma cidade diferente em certa parte do resto das grandes cidades de Uzbekistão e sem dúvida alguma, ali o visitante se sente a margem do Uzbekistão e acolhedor de Samarcanda e Bujará e as sensação moderna dos rincões e novos edifícios onde tudo se move a ritmo de capital.

SAMARCANDA (SAMARKANDA)

A bela cidade de Samarcanda, situada as margens do rio Zeravshán, é uma das mais antigas de Ásia Central. Ainda não se conhece a data exata de sua fundação suas origens e remontam até o período em que os persas conquistaram a zona, faz mais de 2500 anos. Na metade do primeiro milênio a.C. já existia como um grande centro de comércio de escravos.

Foi uma das cidades mais importantes da Rota da Seda que unia os centros de impérios tão distantes como o Romano e o Chino. Por ela passaram culturas tão importantes como a persa, grega, através da conquista de Alexandre Magno, a árabe, mongol e russa-soviética. Tamerlán a fez capital de seu império no final do século XIV e foi então quando experimentou um florescimento sem igual. Suas monumentais construções são um claro exemplo da grandeza daquela época.

A praça do Reguistão, a jóia de Samarcanda com suas três imponentes almadrazas, o Mausoléu onde jazem os restos mortais de Tamerlán, a Necrópoles se Shaji-Zindá, o famoso Observatório de Uluz-Bek onde desenvolveu suas pesquisas astronômicas obtendo dados utilizados em todo o mundo até quase o século XX, a gigantesca Mesquita de Bibí Janim, esposa favorita de Tamerlán, deixam no visitante uma impressão inesquecível por sua beleza. Não pode esquecer que Samarcanda ocupa um lugar de privilégio dentro da arte islâmica de Ásia Central.

Necrópoles de Shaji Zindá

Situada a noroeste de Bazar de Samarcanda, é uma necrópoles que foi crescendo ao largo dos séculos desde a Idade Média. Shaji Zindá significa “Rei vivo” em alusão ao primo de Mahoma Kusam Ibn-abbás. Conta a lenda, que no século VII estando os árabes rezando, se surpreenderam por um ataque de infiéis. Kusan ferido, teve que ser ocultado em um poço de água o em algum lugar debaixo da terra onde permaneceu vivo para a eternidade.

A necrópoles histórica é um conjunto distribuído ao largo de uma rua que termina com o mais importante e antigo de seus mausoléus, o que corresponde a Kusam, do final do século X ou princípios do XI. Este sofreu uma importante reconstrução nos séculos XIV-XV, ademais de ter sofrido fortemente com a deterioração do tempo. Um viajante árabe, Ibn-Batuta, deixou escrito uma descrição do luxuoso interior decorados com estrelas brancas de oito pontas sobre fundos azuis vivos, colunas de mármores verde, preta, branca e vermelha. Revestimentos nas paredes de pão de ouro que até hoje podem ser visto.

O conjunto atual abre-se com um Portal, construído baixo o reinado de Uluzbek nos anos 1434-1435 no nome de seu filho Abdalasis, de estilo clássico centro-asiático com um arco apontado e com esculpidos de mosaicos. Detrás do portal se passa a uma pequena praça onde tem uma Mesquita de Inverno e uma almadraza, ambas do século XIX. Umas escadas (que os peregrinos subiam beijando cada um dos degraus e que conta a lenda que ao subir e baixar os que contam bem ficam livre dos pecados) levando até o caminho principal onde se encontra os belos mausoléus exuberantes do século XIV.

O primeiro que se encontra, ainda no meio das escadas, foi construído no primeiro terço de século XIV. Está formado por dois recintos quadrados coroados por sendas cúpulas Ogivais, dedicando-se a maior oração. É incerto os dados sobre seu inquilino mas a tradição popular o atribui a ama de Tamerlán e sua respectiva filha. Ao final da escada se encontra a princípios vários mausoléus relacionados com Tamerlán e construídos a partir de 1376, como o Tuglú-Tekin em honra de Emir Juseín, um dos melhores generais de Tamerlán e que também está enterrado seu filho e a de Emir Jodllan; o que a irmã de Tamerlán, Kutlug-Turkán-Aká, mandou construir para sua filha Shadi-Mulk-Aká; o da outra irmã de Tamerlán Shirín-Bika-Aká situado junto deles.

Shají Zindá é um lugar especial que transmite uma inexplicável calma desde que se entra em seu recinto. O silêncio que não pára e as cores azuis e brilhantes dos mosaicos que cobrem as fachadas e o som seco dos passos no solo ladrilhado, deixam uma impressão difícil de esquecer esta formosa Necrópoles de Samarcanda.

Gur Emir

Entre os monumentais complexos de Samarcanda, aparecidos a princípios do século XV se distingue o construído por Tamerlán em honra a seu neto Myjamed-Sultão e conhecido pelo nome de Gur Emir. O complexo tinha uma almadraza e uma khanaka (palácio destinado a alojar a convidados especiais e professores estrangeiros que chegavam para dar as aulas magistrais), situadas ao lado do palácio do seu neto Mujamed. Quando este morreu subitamente ao voltar de uma campanha em Ásia Menor, em 1403 Tamerlán ordenou a construção de um majestoso mausoléu.

A madraza não era muito grande, de planta retangular, tinha 29 cômodos em cada uma onde viviam dois estudantes. Através de um pátio com jardim se unia com a khanada situada em frente. Este pátio estava rodeado de um muro, tinha quatro abobadas iwanes (grandes salas abertas na frente e geralmente cobertas com uma cúpula) nos eixos e quatro minaretes nas esquinas.

Deste complexo apenas se há conservado o Muro Sul e a Porta Principal de entrada cuja superfície está completamente coberta de composições de mosaicos com tons brilhantes e finos gravados de figuras geométricas e motivos florais.

O Mausoléu foi construído em um estilo inovador para a época, seguindo uma corrente que apareceu a princípios do século XV dominada pelos princípios da arte centro-americana e das tendências orientais mais próximas. Sua construção começou no início de 1403 e se prolongou mais do previsto, terminou no final de 1404 quando o próprio Tamerlán não conformado com a altura da cúpula exterior ordenou aumentá-la.

Os sepulcros se encontram em uma pequena cripta subterrânea. Na sala principal está as tumbas decorativas lavradas em mármore, ônix, e incluso na do próprio Tamerlán com nefrite. A parede interior está coberta na sua base por um papel de mármore que a rodeia. Toda a extensa superfície do interior está decorada com numerosos ornamentos e pinturas de baixo relevo com pré-domínio de ouro nos traços. O solo está formado por azulejos cobertos de mármores. Uma vala talhada também em mármore, rodeia o recinto onde estão as tumbas. O exterior é coroado por uma fantástica Cúpula Nervada coberta de mosaicos azuis e figuras geométricas. Todo o conjunto se diferencia por seus rasgos solenes e monumentais.

Durante o século XV foram enterrando diferentes membros da família de Tamerlán, o primeiro foi Mir-Seid-Bereké, morto em 1403, depois os restos mortais de Tamerlán e seu neto, que estavam enterrados em Khanata foram transladados ao Gur Emir. Depois do assassinato de Uluz Bek, também seus restos mortais e seus dois jovens filhos foram sepultados ali. Outros membros da família dos Timuridas se encontram enterrados ao redor do mausoléu.

O Gur Emir nos assombra com sua simplicidade e grandeza, com suas formas arquitetônicas e com a monumental riqueza que o adorna. É sem dúvida um dos lugares mais impressionantes de Ásia Central.

Praça de Reguistão

Mil anos atrás, quando a vida principal de Samarcanda se concentrava no velho Afrossiav, nos arredores já existia assentamentos comerciais e escritórios.

Entre estes lugares, onde corria grandes extensões de canais, já existiam a praça que recebia o nome de Reguistão: “lugar de terra”.

Como resultado das campanhas mongóis a vida no destruído Afrossiav mudou pouco a pouco em direção a praça, que pronto se converteu no centro de Samarcanda. Uluz-Bek decidiu converter a praça num complexo arquitetônico, e durante o segundo quarto do século XV construíram a Almadraza de Uluz-Bek, a Khanaka do mesmo nome, um Carabán-sarai e duas Mesquitas, a de Kukeltah e a de Mukat. Só ficou a Almadraza de Uluz-Bek, já que os alicerces dos demais se construíram as outras almadrazas que se uniram a esta maravilha de Ásia Central, sendo uma das expressões de arte islâmica mais representativa do mundo.

Numa inscrição sobre um azulejo se encontra a data de 1420 como data da finalização da Almadraza de Uluz-Bek. Em outros azulejos aparecem as datas de 1417 e 1419 sinalando, pelo visto, o período de ornamentação final. Terminada como centro superior de estudos onde davam classes de teologia, astronomia, filosofia ou matemáticas, teve como professor ao mesmo Uluzbek e o astrônomo Kazi-zadé-Rumí entre outros.

A Almadraza de planta retangular tem 81 metros de comprimento e 56 de largura. A fachada principal orientada em direção da praça, tem um grande arco de 16,5 metros com um corredor que se dobra, levando até o pátio interior. No lado oposto da entrada se encontra uma Mesquita de Inverno. Está protegida por quatro minaretes e o pátio está rodeado por duas plantas com 56 cômodos nas que viviam dois estudantes por cada uma. A fachada está coberta de mosaicos com distintos desenhos geométricos que incrementam o efeito dinâmico sobretudo o tímpano e laterais do arco. Na fachada dominam diferentes sistemas de estrelas que brilham sobre um fundo amarelento de mármore e argila. Todo ele desde enfrente é como se tivesse estendido um gigantesco tapete com desenhos florais e geométricos incrustados em cores vivas.

No século XVII a cabeça do poder estava representada pelo poderoso Yalangtush Bajadir, da família dos Alchines. Baixo seu reinado se executou seu plano de reforma da praça. Incluía uma Almadraza Shir-Dor (“amor tido”), situada em frente da Uluzbek e a Almadraza-Mesquita Tillia-Kari (“dourada), situada entre as duas ao norte, ambas de similar estrutura. A primeira (1619-1630) tem na sua fachada o desenho de uns tigres, com uns sois de cara oriental sobre seus lombos, atacando a uns gamos. Um mosaico, sem dúvida excepcional. A Segunda, do lado oeste, tem ademais uma Mesquita de Inverno a que se chega desde o pátio interior, com uma bela cúpula azulada e duas galerias dos lados ornamentadas com detalhes em ouro.

As antigas habitações das almadrazas se converteram hoje em pequenos comércios, onde de vendem, tecidos, artesanato e pequenas antigüidades que atraem a atenção do visitante. A praça de Reguistão é a jóia de Samarcanda, um lugar magnífico por sua cor e grandiosidade que sinala o esplendor da época Timurida.

BUJARÁ

Bujará conquista ao viageiro por seu encanto. Situada no extremo de Uzbekistão, antes de começar as inóspitas terras dos desertos. Bujará era uma das cidades mais importantes da Rota da Seda.

De Bujará não se conhece com exatidão a época de sua fundação, mas, igual que Jiva, celebrou no ano de 1997 seu 2500 aniversário. No século VI d.C. recebeu o nome sogdiano de Numidllkat, e nos séculos VII-VIII se chamou Pujó, Bujó e Bugué (assim é como passou transcrita as fontes chinas da época).

Bujará é uma cidade que maravilha pelo número de monumentos que convivem com seus habitantes em uma incrível, simbioses, criando um ambiente que envolve ao visitante nesta cidade museu. Desde sua inicial arquitetura dos séculos X-XII até as mais modernas construções do século XVIII se encontra lugares que sem estar cobertos pela fama dos de Samarcanda atraem a atenção por seu valor em conjunto. Tanto os monumentos da cidade como os que encontram nas aforas como o Palácio de Verão dos últimos emires (Mají-Jossá) ou a Necrópoles Chor-Bakr onde o silêncio e a amplitude do espaço transmitem uma extrema tranqüilidade, assim como a aconchegante Praça da Liabi-Jauz onde o entardecer se acompanha com chá e descanso, convertendo esta cidade em um magnífico rincão do planeta para não esquecer jamais.

Mausoléu dos Samanidas

Em frente da Fortaleza, na profundidade do Parque Central de Bujará, numa praça aberta rodeada de árvores se ergue o Mausoléu dos Samanidas. Apesar de ser pequeno por suas dimensões, atrai a atenção dos investigadores de todo o mundo. É objeto de estudos de qualquer interessado na história dos povoados de Ásia Central.

Foi construído no reinado de Ismael Samaní, o fundador da dinastia que leva seu apelido, conquistador de Bujará no ano 874 a convertendo em capital.

Não se conhece com certeza a data exata que iniciaram os trabalhos do mausoléu. Se acredita que Ismael Samaní ordenou sua construção em honra a seu pai Nasrá I, que morreu no ano 892, mas em outra inscrição do mausoléu está o nome do seu neto Nasrá II, que governou em Bujará entre os anos 914-943.

O mausoléu devia ser sólido e seus detalhes parecerem com construções simples de madeira, muito usada na arquitetura de Bujará. De planta retangular, tem seu teto uma Cúpula semi-esférica. O grande peso desta obrigou aumentar a grossura dos muros que apoiavam até 1.8 metros. Tem quatro arcos de media ponta nos muros, desde onde se cria uma vertiginosa malha de tijolos interpostos entre vários níveis e que formam uma estranha figura que se repete por toda sua extremidade. Em torno ao mausoléu, na sua faixa superior, aparece um cinturão de pequenos arcos, dez por lado.

O interior é uma Sala Octaédrica rodeada por um cinturão de arcos e colunas nos ângulos que imitam formas da arquitetura popular local.

Tudo está construído baixo uma técnica muito desenvolvida e seguindo princípios proporcionais. A época dos grandes matemáticos em Ásia Central abriu a possibilidade de mudar os princípios da geometria para a arquitetura. No mausoléu se conservam um grande respeito as proporções entre as diferentes partes do mesmo o que representa um alto nível na arquitetura dos séculos IX e X. Um exemplo é que a altura de suas paredes é a mesma que a longitude da diagonal de sua planta.

Os relevos do exterior, assim como o interior, as colunas e os arcos, continuam a antiga tradição da antiga arte sogdiano de talhado em madeira. Entretanto, o máximo significado deste monumento representa o desenvolvimento da maravilhosa técnica de ornamentação e trabalhos em relevos com ladrilhos. O mausoléu transmite sem dúvida solenidade e harmonia.

Minarete Kalian

É difícil imaginar a arquitetura desta cidade museu sem o minarete Kalián, que representa para os séculos XI e XII a história de Bujará, a mesma importância que para o período anterior implica o Mausoléu dos Samanidas.

Foi levantado no ano de 1127 no centro da antiga Shajristão, centro histórico da antiga Bujará, em frente da via principal, quando o antigo minarete que se erguia no mesmo lugar foi destruído. S construiu com a parte de cima em madeira que se derrubou não muito depois levando consigo a mesquita que estava próxima. Se construiu tudo com tijolo com uma extraordinária elaboração. Está feito de uma forma original e sólida servindo posteriormente como exemplo a inumeráveis outros que tomaram sua forma. A altura do minarete é ágora de 46 metros e seu alicerce alcança uma profundidade de 10 metros (o diâmetro na base é de 9 metros).

Segundo se vai aumentando a altura o minarete se vai estreitando até chegar a coroa rodeada por uma decoração com estalactite. A coroa tem 16 estreitas e largas janelas em forma de arco apontado.

Aproximadamente na metade do tronco do minarete se encontra uma seção com inscrições arabescas. De um e outro lado, encima e debaixo, três grandes faixas de tijolo cobertos de combinações de ladrilhos que formam originais formas. A última faixa superior está formada por detalhes de figuras geométricas e no meio um mosaico de ladrilhos com desenhos de letras situadas de forma inclinada, parecem a primeira vista, uma representação abstrata. Imediatamente debaixo das estalactites da cúpula se encontra um friso de grandes cerâmicas cobertas de azuis envernizadas e com inscrições em árabe.

O Minarete Kalián representa a grandeza da arte dos séculos XI e XII. Os detalhes dos desenhos são claramente proporcionais com desenhos preciosos e cuidados, tem um grande sentido de ritmo que aparece nas formas que criam os ladrilhos, alcançando em todo seu conjunto admiráveis cotas de harmonia.

A Mesquita Kalián e a Almadraza Miri-Arab

A primeira metade do século XVI nos dão um extraordinário conjunto chamado Pai-Minar, situado aos pés do Minarete Kalián, formado por uma mesquita e uma almadraza, ambas de frente entre si.

A Mesquita Kalían, o Masdllidi-dllumá (Mesquita de Sexta-feira) começou sua construção já no século XV e segundo a inscrição de sua fachada terminou em 1514. É uma das mais grandes de Ásia Central (127 x 78 metros). Inclui um amplio pátio interior rodeado de galerias cobertas por cúpulas de ladrilhos. Em celebrações religiosas pode caber até 12000 pessoas. No lado oposto ao portal de entrada se encontra o edifício principal coroado por uma grande cúpula coberta de cerâmica azul. No pátio, sobre os eixos transversais, existem dois iwanes complementarios. A galeria do portal principal está decorada com reluzentes desenhos de estrelas em louça, arcos de diferentes formas e finos revestimentos de ladrilhos. Tudo isto já era conhecido em Samarcanda e com anterioridade, mas os construtores de Bujará levaram este estilo de decoração até um altíssimo nível que logo se estendeu pelas fronteiras de Bujará.

A mesquita está unida por uma pequena ponte ao Minarete Kalián, onde através de uma porta se acede a escada que conduz até o alto desde onde se chamava para a oração cinco vezes ao dia.

Em frente da mesquita se encontra a Almadraza Mirí-Arab, construída no tempo do Khan Ybaidulli, entre 1530 e 1536, em nome do Sultão Abdullí, também chamado Mirí-Arab. Ao contrário que as almadrazas comuns, que está ao lado da sala da mesquita, que foi convertida em panteão onde não somente enterrou o Sultão e seus ajudantes de armas mas também o Khan de Bujará.

A estrutura é similar a do resto das almadrazas entretanto as torres das esquinas não superam a altura da Segunda planta. Todo o complexo está unido por corredores interiores que comunicam as habitações com as bases dos ângulos. Desde as escadas principais se chega a uma pequena sala sobre o vestíbulo da primeira planta e a um local coberto por uma cúpula que se junta com a sala principal do auditório e do panteão. Estas salas formam o nó principal arquitetônico entre o portal e o pátio interior. Uma vez mais nos encontramos com umas ornamentações brilhantes com diversos motivos que produzem uma imagem cheia de beleza.

Liabi-Jaus

Da cifra de grandes conjuntos monumentais aparecidos em Bujará no passado, um dos últimos no tempo é o Liabi-Jaus (“Margens da Represa). Assim é chamado o conjunto de edifícios (dois almadrazas e uma khanaka) ao redor da maior represa da cidade.

O Liabi-Jaus começou a ser erguido na Segunda metade do século XVI, na época que já havia um grande conjunto de eminentes edifícios deste tipo em Bujará.

Talvez seja o lugar mais aconchegante da cidade. A Represa, de 36 x 45.5 metros, está feito de grandes blocos de pedra. Onde os habitantes se aproximavam para recorrer água para molhar as ruas e outras necessidades. Está rodeado de árvores centenárias que atraem até hoje em dia anciões, adultos e crianças para passar as quentes tardes de verão jogando o dominó, xadrez ou mergulhando desde as velhas ramas de uma árvore a represa que alcança 6 metros de profundidade.

A leste se encontra a Almadraza de Nadir Diván-Beguí, construída em 1622. Destaca sua preciosa fachada completamente coberta de azulejo. Com belas figuras de dois pássaros voando, com uma representação do sol, sobre azul escuro e desenhos tristes que captam imediatamente a atenção do viajante.

A Almadraza de Kukeltash (1568-1569) e a Khanaka de Nadir Diván-Begui (1620) completam este núcleo no centro da cidade cheio de magia para visitantes e moradores.

Os Três Mercados

As tendências da arquitetura em Bujará do século XVI se inclinou para as obras de caráter público: bazares, banheiros, pontes e carabán-saraís. No cruzamento dos principais caminhos da antiga cidade (Shajrishtão) foi construído um complexo de cúpulas. Hoje em Bujará as conhece como a Primeira, Segunda e Terceira Cúpulas. Eram recintos abobadados sobre uma parte de passagem sobre uma rua onde se uniam um grande número de galerias de comércio e casas de artesanato.

A primeira estava na principal interseção de vias da antiga Shajristão. Seu nome é Takí-Zargarán, “Cúpula dos Ourives”. De planta retangular descansa sobre oito arcos. Se construíram quatro grandes concavidades em seu interior e oito pelo lado exterior. Outras dezesseis galerias também cobertas por pequenas cúpulas abraçavam a cúpula e o tambor central. Aqui se encontravam os artesãos e as lojas com sua pequena produção de ourives.

Desde o amanhecer até a noite se movia ali o comércio, se escutava o contínuo barulho das pessoas, o interrupto som dos martelos e os gritos dos vaqueiros que abriam passo pelos lugares mais freqüentados da antiga Bujará.

Se seguimos desde Takí-Zargarán para o sul pelo caminho de pedras nos encontramos com a Segunda cúpula, Taki-Tilpak-Furushán, de 1577, um dos mais extraordinários bazares desta época. Aqui se produzia o comércio de prendas para cobrir a cabeça e produtos de seda e lã. “Taki” abria pronto pela manhã e ninguém lhe deixava até que chegasse a noite. A cúpula central está rodeada por uma galeria coberta de pequenas abóbadas por onde se distribuem os locais dos artesãos. As entradas parecem cobertas por portais que se alargam dando espaço para as lojas. No interior sempre reinava a meia luz e o frescor.

A terceira cúpula Taki-Sarafán, se encontra sobre o antigo canal Shajrud da cidade. Aqui debaixo deste conjunto de portais retangulares com arco de meia ponta, se trocavam o dinheiro dos diferentes países que traiam as caravanas da Rota da Seda. A cúpula central se apoia em quatro arcos que correspondem com os nervos da superfície interior.

Hoje em dia ainda segue funcionando este complexo como lugar de comércio de artesanato e em todo ele se distribuem lojas nas que vendem tapetes, metais trabalhados, sedas, panos bordados, jóias e outros artigos manufaturados.

Jiva

Jiva encontra-se quase no extremo ocidental do país, do outro lado do deserto maior de Ásia Central (Kara-Kum e Kizil-Kum), na região de Joresem e a 30 quilômetros da capital Urguench.

A cidade está composta por partes diferentes, a Fortaleza (Ichán-Kalá) a Antiga Ciudadela, rodeada por uma grande muralha de ladrilhos e tijolo que alcança até 6 metros de largura em alguns transcursos e onde vivem mais de três mil pessoas e o resto da cidade (Dishán-Kalá) com uma população algo superior aos 40.000 habitantes.

Depois da esplêndida arquitetura de Samarcanda e as monumentais construções da bela Bujará, a arquitetura da distante Jiva pode parecer um princípio não tão interessante. Mas esta impressão desaparece rapidamente quando se conhece de perto a obra dos arquitetos jivenses.

Em Jiva tem uma grande quantidade de monumentos aglomerados em um pequeno espaço fortificado, muitos deles não foram danificados pelo passo dos anos e representa uma variada manifestação da arte islâmica. As dependências dos khanes, lugares onde fabricavam moeda, o arem, almadrazas e mesquitas se encontravam dentro da muralha que rodeia a Ciudadela de Jiva Ichán-Kalá.

A arquitetura de Jiva é em geral jovem, de fato Jiva passou a ser capital de Joresem na primeira metade do século XIX e seu rápido florescimento coincide com essa etapa. Mas tudo o que vemos é o resultado do desenvolvimento da rica arquitetura da antiga cidade.

A cidade de Jiva se conhece por escrituras desde o século X d.C. Mas os dados arqueológicos permitem aproximar a data de sua aparição até os últimos séculos a.C. Em 1997 celebrou o 2500 aniversário. Uma antiga lenda afirma que Jiva apareceu como um pequeno assentamento ao lado de um poço de água (“jeibak”, uma expressão de alegria no antigo dialeto local) entre o desértico caminho que ia desde Merv (capital da XIII Satrapía persa, a Partia, hoje em Turkmenistão) até a que era capital de Joresen, Urguench.

No desenvolvimento da arquitetura de Jiva se diferencia três períodos, o primeiro que inclui os séculos da ocupação mongol, o segundo que representa a época da que se consolidou os khanes uzbecos (século XVI-XVIII) e um último que coincide com o florescimento da região e que começa no ultimo quarto do século XVIII prolongando-se até começo do XX. Durante todo este período o lugar tem sido objeto de numerosas construções convertendo-as em um dos lugares mais maravilhosos de Ásia Central. É de destacar entre o grande número de monumentos a Mesquita Dllumá, do século XI, com seus mais de duzentas colunas de madeira das que ainda algumas se mantém até hoje. Vendo é inevitável no encontrar parecidos com as grandiosas Mesquitas de Córdoba quanto a utilização das colunas.

Jiva é um lugar inesquecível em cujo interior parece estar em uma época do passado rodeados por uma enorme quantidade de monumentos entre os quais no tem carros, e só os pedestres nas ruas de pedras são os donos do lugar.

Fonte: www.rumbo.com.br

Pontos Turísticos do Uzbequistão

Capital: Tashkent

Idioma: uzbeque e russo

Moeda: sum

Clima: estepes

Pontos turísticos

Samarcanda

Foi uma das cidades mais importantes na Rota da Seda, sendo Timur seu maior regente. Entre os séculos XIV e XV, foi um expoente cultural e econômico de toda a Ásia. A consturção central da cidade é o Registan. A mesquita Bibi-Kahnym, apesar de estar em ruínas, ainda mantém seu esplendor da então maior mesquita do mundo islâmico. Shadi-Zinda, um dos melhores lugares da cidade, é uma rua cheia de tumbas da época de Timur. O Bazar Central, ao redor da mesquita, se torna um ponto de encontro de várias etnias existentes na região. Devido ao trabalho de mosaicos com azulejos, a cidade tem um coloração azul.

Bukhara

Cidade com uma impressionante fortaleza do século XVI, a Fortaleza de Arca, possui 140 edifícios protegidos. Entre eles estão uma praça do século XVII, a Labi-hauz, três bazares cobertos, o minarete de Kalan, do século XII com 47 m de altura, e o Mausoléu de Ismail Smani, a estrutura mais antiga da cidade, com aproximadamente 900 anos. Diferentemente de Samarcanda, a cidade possui uma coloração marrom vinda de suas construções.

Khiva

Diz a lenda que a cidade foi fundada por Shem, filho de Noé, quando este descobriu uma fonte. Certamente a cidade já existia no século VIII, e no século XVI se tornou a capital do Reino Timurida. Possui várias mesquitas, tumbas, palácios e parte da Ichon Qala, o muro internos da cidade. Devido aos ladrilhos, a cidade possui uma coloração turquesa, como no Minarete Kalta Minor, no forte Kukhna Ark, a Mesquita Juma, com suas 218 colunas de madeira e o suntuoso Palácio Tosh-Khovli, entre outros edifícios.

Fonte: www.geomade.com.br

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