
Adulto da broca da cana

Ovo da broca da cana

Broca da cana

Danos causados pela broca
No Estado de São Paulo, a mais importante praga é a Diatraea saccharalis, cujo adulto é uma mariposa de hábitos noturnos, que realiza a postura na parte dorsal das folhas. Nascidas, as lagartinhas descem pela folha e penetram no colmo, perfurando-o na região nodal. Dentro do colmo cavam galerias, onde permanecem até o estádio adulto.
Os prejuízos decorrentes do ataque são a perda de peso devido
ao mau desenvolvimento das plantas atacadas, morte de algumas plantas, quebra
do colmo na região da galeria por agentes mecânicos e redução
da quantidade de caldo. Além desses, o principal prejuízo é
causado pela ação de agentes patológicos, como o Fusarium
moniliforme e Colletotrichum falcatum, que penetram pelo orifício ou
são arrastados juntamente com a lagartinha, ocasionando, respectivamente,
a podridão-de-fusarium e a podridão-vermelha, responsáveis
pela inversão e perda de sacarose no colmo.
Para nossas condições de clima quente, o controle químico
não apresenta os efeitos desejados. O mais eficiente é o controle
biológico através de inimigos naturais que, criados em laboratórios,
são liberados no campo, em glebas previamente levantadas, para determinar
a intensidade de infestação.
Os inimigos naturais que melhor se aclimataram na região e desempenham maior eficiência no controle da broca são o microhimenóptero Apanteles flavipes e os dípteros Metagonystilum minense e Paratheresia claripalpis.
Algumas medidas culturais auxiliares podem ser adotadas, com o uso de variedades resistentes, corte da cana o mais rente possível do solo; evitar o plantio de plantas hospedeiras (arroz, milho, sorgo e outras gramíneas) nas proximidades do canavial e queimadas desnecessárias, principalmente o "paliço".

Além da cana-de-açúcar, o Elasmopalpus lignosellus ataca também o milho, arroz, amendoim, trigo, sorgo, feijão, soja, algodão, etc..., durante o desenvolvimento inicial da cultura.
O adulto realiza a postura na parte aérea da cana. As larvas recém nascidas alimentam-se inicialmente de folhas, caminham em direção ao solo e, na altura do colo, perfuram o broto, abrindo galerias no seu interior. No orifício de entrada do túnel, as larvas constroem, com fios de seda, terra e detritos, um abrigo de forma tubular, onde permanecem a maior parte do dia, saindo à noite para atacar outras plantas jovens nas proximidades. A perfuração basal na planta nova provoca a morte da gema apical, seguida de amarelecimento e seca das folhas centrais, surgindo o conhecido coração-morto.
Em muitos casos a planta atacada morre, gerando falhas na lavoura; em outros
casos, a planta recupera-se emitindo perfilhos. Os prejuízos são
mais intensos na cana planta.
Em glebas infestadas, onde a praga constitui problemas, pode-se indicar o
controle químico, por meio de pulverizações dirigidas
ao colo das plantinhas e realizadas ao entardecer, com soluções
inseticidas à base de Carbaril 125 g/100 litros de água ou Acefato
45 g/100 litros de água ou Deltametrina 1 cm3/100 litros de água.
O Sphenophorus levis, conhecido como gorgulhao-rajado ou besouro-da-cana, é a mais recente praga da cana-de-açúcar. Semelhante ao bicudo do algodão, tem o dobro do tamanho, medindo cerca de 15 mm. Assemelha-se também ao Metamasius hemipterus, praga da parte aérea da cana. Desprovido de manchas nos élitros, o S. levis tem hábitos noturnos, apresenta pouca agilidade e simula-se de morto quando atacado.
A postura dos ovos é realizada ao nível do solo, ou mais abaixo, nos rizomas. As larvas nascidas são brancas, com cabeça e corpo volumosos, ápodas, de hábitos subterrâneos e elevada sensibilidade ao calor e à desidratação. Elas penetram nos rizomas, em busca de alimento e abrigo, construindo galerias irregulares onde permanecem até os primeiros dias do estádio adulto. Bloqueando a parte basal das plantas e rizomas, surge amarelecimento do canavial, morte das plantas e falhas nas soqueiras. A intensidade dos prejuízos esta em função da população da praga.
Até o momento, o controle recomendado é feito durante a reforma do talhão, através de uma aração nas linhas de plantio, procurando revolver os restos culturais e expor as larvas à ação dos raios solares e inimigos naturais. Cerca de 2 a 3 semanas após, complementa-se essa operação com enxada rotativa para triturar e acelerar a seca do material. Duas semanas depois, faz-se o preparo normal do solo.
O uso de iscas envenenadas constitui outro método de controle. As iscas constam de duas metades de um tolete de aproximadamente 30 cm, seccionado longitudinalmente, dispostas lado a lado. As iscas são previamente mergulhadas em solução inseticida por cerca de 12 horas; as faces seccionadas devem estar em contato com o solo e cobertas com capim.
Nas mais diferentes culturas do mundo, os nematóides parasitos de plantas têm sido responsáveis por uma parcela significativa de perdas provocadas pela destruição do sistema radicular.
Dentre as diversas plantas que os nematóides atacam, merece destaque a cana-de-açúcar.
Nessa cultura os prejuízos alcançaram a cifra anual de 16 milhões de dólares, com uma estimativa de perda da ordem de 15 a 20%.
Em estudos conduzidos em condições de viveiro telado, plantas sadias que foram comparadas com outras, atacadas por nematóides das galhas, Meloydogyne javanica, mostraram diminuição de 43% na produção de colmos.
Entre os métodos viáveis de controle a serem utilizados em cana-de-açúcar, podem ser citados o controle químico e o varietal.
O controle químico consiste na aplicação, no solo e no momento do plantio, de substâncias conhecidas como nematicidas. Em geral, esses produtos podem eliminar até 90% da população de nematóides de uma área e, quando empregados corretamente, têm proporcionado resultados altamente compensatórios.
Nas condições brasileiras, os melhores resultados tem sido obtidos com os nematicidas Counter 50 G, na dosagem de 60 kg/ha e com Furadan, na formulação 350 SC, aplicado a 8,5 litros/ha, ou na formulação 50 G, empregado na quantidade de 60 kg/ha. Os acréscimos na produtividade, obtidos com esses tratamentos, são da ordem de 20 a 30 toneladas de cana por hectare.
O controle varietal, através do uso de variedades resistentes ou tolerantes, é o método mais prático e econômico. Contudo, os fatores que conferem à cana-de-açúcar os caracteres de alta produtividade e riqueza em açúcar são, geralmente, antagônicos àqueles que propiciam rusticidade, tais como resistência às pragas e doenças, além da não-exigência em fertilidade de solo.
É preciso considerar também o fato de que é possível constatar, numa mesma área, altas populações de duas ou mais espécies de nematóides, e que, nem sempre, uma mesma variedade de cana se comporta como resistente ou tolerante em relação às diferentes espécies de nematóides. Assim, é importante a determinação correta dos nematóides presentes numa determinada área e o conhecimento do modo como as variedades de cana se comportam em relação à eles.
A coleta de material para análise nematológica deve considerar alguns cuidados importantes, tais como:
Fonte: www.agrobyte.com.br