A beleza da Irlanda do Norte está entrelaçada com acontecimentos históricos trágicos, cultura muito rica e a famosa simpatia do seu povo.

As montanhas escarpadas e selvagens, esplêndidos lagos e uma vasta linha costeira, ideal para os entusiastas dos desportos aquáticos, caminhantes, ciclistas, escaladores e marinheiros.

Mas existem inúmeras oportunidades para manter entretidos os que gostam de cultura. De exuberantes festivais gastronómicos de Ostras, a autênticas feiras de cavalos, e de Castelos seculares a elegantes Mansões, esta magnífica parte da Irlanda está recheada de coisas para fazer.

Os seis condados de Antrim, Armagh, Down, Fermanagh, Londonderry e Tyrone estão à sua espera para serem explorados.

Fonte: www.discoverireland.com
Cerca da metade do 1,7 milhão de habitantes da Irlanda do Norte vive na região litorânea leste, cujo principal centro é a capital, Belfast. A Irlanda do Norte está a apenas 21 km distante da Escócia, entre os pontos geográficos mais próximos, e tem 488 km de fronteira com a República da Irlanda.

Mapa da Irlanda do Norte
Segundo dados do final dos anos 90, 54% da população se dizia protestante, enquanto que 42% eram católicos. A maior parte dos protestantes é descendente de colonizadores escoceses ou ingleses, que migraram para as partes norte e leste da Irlanda; eles são britânicos por sua origem cultural e estão comprometidos, por tradição, a permanecer parte integrante do Reino Unido. A população católica é, em sua maior parte irlandesa por fatores culturais e históricos e a maioria deste grupo está a favor da unificação com a República da Irlanda. A Irlanda do Norte tem uma população mais jovem e proporcionalmente mais crianças e menor número de pensionistas que em qualquer outra região do Reino Unido.
Sob um sistema de administração direta, o Parlamento Britânico aprova todas as leis que vigoram na Irlanda do Norte. As instituições governamentais da Irlanda do Norte são controladas pelo Secretário de Estado para Irlanda do Norte (cargo equivalente ao de Ministro de Estado) e sua equipe.
18 MPs (Membros do Parlamento) são eleitos para a Câmara dos
Comuns britânica. Nas eleições gerais mais recentes, realizadas
em junho de 2001, o Partido Unionista Ulster (UUP) conquistou 6 cadeiras,
o Partido Trabalhista e Social Democrático (SD&LP) 3, o Socialista-Republicano
SinnFein 4 (os membros eleitos do SinnFein não assumiram suas cadeiras)
e o Unionista Democrata (DUP) 5. O Partido da Aliança, oferecendo uma
alternativa aos unionistas e nacionalistas, recebeu 8% dos votos, mas não
conseguiu eleger representantes. A Irlanda do Norte elege três dos 87
membros britânicos do Parlamento Europeu.
Já há alguns anos, os governos britânico e irlandês
têm desempenhado trabalhos conjuntos no intuito de restabelecer a paz
na Irlanda do Norte, fazendo novas concessões políticas que
possam ser aceitas por ambas as comunidades da Província.
No dia 10 de abril de 1998, conversações multipartidárias
resultaram na assinatura do Acordo da Sexta-feira de Páscoa. No dia
22 de maio, eleições foram realizadas em ambas as partes da
Irlanda, credenciando o Acordo. Os principais itens do Acordo são:
com relação às questões constitucionais, os governos
britânico e irlandês chegaram a um acordo formal sobre seus pontos
de divergência por meio da aceitação do princípio
do consentimento, o qual reconhece que a Irlanda do Norte é parte integrante
do Reino Unido e deverá permanecer nesta situação enquanto
a maioria da população residente assim desejar; também
afirma que, se a população da Irlanda do Norte vier a consentir
formalmente com a unificação, o governo britânico elaborará
propostas, mediante consultas com a República da Irlanda, com o intuito
de tornar este desejo realidade.
Uma nova Assembléia democraticamente eleita, constituída de
108 membros, deverá ser formada e terá plenos poderes legislativos
e executivos atualmente desempenhados pelas seis instituições
governamentais da Irlanda do Norte.
Estabelecer-se-á um Conselho Ministerial Norte/Sul que reunirá os órgãos executivos da Irlanda do Norte e da República da Irlanda para discutir assuntos de interesse mútuo. Um Conselho Britânico-Irlandês deverá ser estabelecido para aproximar os dois governos. Um novo Acordo Britânico-Irlandês deverá ser firmado para substituir o Acordo de 1985 de mesmo nome, especificando os novos entendimentos compartilhados sobre as questões constitucionais.
Eleições para a nova Assembléia foram realizadas em 25 de junho de 1998. A distribuição de votos por partido foi: 28 representantes eleitos pelo UUP, 24 pelo SDLP, 20 pelo DUP, 18 pelo SinnFein, 6 pelo Aliança, 5 pelo Unionista do Reino Unido e 7 representantes eleitos pelos demais partidos. A Assembléia teve sua primeira sessão realizada em julho de 1998. Deste então, os partidos têm discutido meios para implementação do Acordo da Sexta-feira de Páscoa e para a devolução de poderes para a administração da Irlanda do Norte. No dia 2 de julho de 1999, os governos britânico e irlandês assinaram uma declaração conjunta, denominada "TheWay Forward", elaborado para orientar a criação de um poder executivo e o desarmamento da região até o maio de 2000. Entretanto, em fevereiro de 2000 o Secretário de Estado para a Irlanda do Norte suspendeu a operação de devolução dos poderes devido a falta de progressos significativos no desarmamento de armas ilegais - uma condição necessária para cumprir o Acordo de Sexta-feira de Páscoa até 2001. Após uma série de conversações, decidiu-se restabelecer os poderes devolvidos à Assembléia e ao Poder Executivo da Irlanda do Norte em maio de 2000.
Fonte: www.britishembassy.gov.uk
A Irlanda do Norte tem tudo. Desfrute da herança histórica, dos cenários esplendorosos, das cidades vibrantes com lojas, vida nocturna e festivais, actividades ao ar livre, comida fabulosa e refúgios de beleza natural onde poderá relaxar, descansar e carregar baterias.
Muita coisa aconteceu nos últimos anos e não há qualquer dúvida que a dinâmica vida nocturna de Belfast, os bares modernos, os pubs tradicionais e restaurante de boa comida, são uma fonte de atracção para jovens e menos jovens. Um dos sinais da renovação da cidade é o crescimento do número de quartos de hotel: triplicou nos últimos cinco anos.
Fora das cidades está num mundo à parte cheio de campos verdes, com quintas e aldeias ligadas por pequenas estradas. E de acordo com um relatório da ONU, A Irlanda do Norte tem a segunda taxa de crime mais baixa do 1º mundo, apenas o Japão é mais seguro para os turistas.
A nível de tamanho a Irlanda do Norte é pequena. Escolha uma base - hotel, casa de campo, qualquer sítio à sua escolha - e poderá visitar as principais atracções em viagem fáceis. No que diz respeito à variedade de paisagem, o país parece maior do que é. Montanhas, vales estreitos, charnecas cintilantes, tudo junto numa harmonia perfeita.
Fonte: www.visitbritain.pt
A Lei do Governo da Irlanda de 1920 (Government of Ireland Act 1920), aprovada pelo parlamento do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda fez da Irlanda do Norte uma entidade política separada em 1921.
Confrontado com exigências divergentes de nacionalistas irlandeses
e unionistas para o futuro da ilha da Irlanda (os primeiros queriam um parlamento
autónomo que governasse toda a ilha, os segundos não queriam
nenhuma autonomia), e temendo uma guerra civil entre os dois grupos, o governo
britânico liderado por David Lloyd George aprovou a lei, criando duas
Irlandas com autonomia interna: a Irlanda do Norte e a Irlanda do Sul.
A Irlanda do Sul nunca chegou a existir como um estado real: o Estado Livre da Irlanda revogou-o em 1922. (Este estado hoje tem o nome de "República da Irlanda".)
Unionistas costumam chamar a Irlanda do Norte de "Ulster" ou de "a Província"; os nacionalistas costumam usar os termos "o Norte da Irlanda" ou "os Seis Condados". O Ulster formou uma das províncias históricas da ilha da Irlanda e consiste de 9 condados. Três desses agora são parte da República da Irlanda.
Os seis condados remanescentes se tornaram a Irlanda do Norte:
Esses condados tradicionais não são mais usados para fins de governo local, ao invés disso são 26 distritos da Irlanda do Norte. Os "seis condados" permanecem para fins culturais como o GAA e A Ordem Laranja.
A área agora conhecida como Irlanda do Norte teve uma história complexa. Foi a pedra fundamental do nacionalismo irlandês na era das ocupações da rainha Isabel I e de Jaime I em outras partes da Irlanda, se tornou o principal aglomerado de acampamentos escoceses depois do Flight of the Earls (quando o governo escocês nativo, os militares nacionalistas e a elite deixaram a Escócia em massa).
Hoje, a Irlanda do Norte passa por uma variedade grande de rivalidades entre comunidades, representadas em Belfast pela bandeira tricolor do republicanismo Irlandês ou a Union Flag, o símbolo da sua identidade britânica, enquanto os kerbstones em áreas de menor influência pintam bandeiras verde/branco/laranja ou vermelho/branco/azul, dependendo se a comunidade local é simpática aos nacionalistas/republicanos ou aos unionistas.
Recebeu autogoverno em 1920 (apesar de não ter chegado a ser reconhecido, e alguns como Sir Edward Carson se opuseram amargamente a isso). Seus primeiros-ministros desde Sir James Craig (mais tarde Lord Craigavon) praticaram uma política discriminatória contra a minoria nacionalista/católica. A Irlanda do Norte se tornou, nas palavras do Prêmio Nobel, líder unionista e Primeiro-ministro da Irlanda do Norte David Trimble, um "lugar frio para católicos." Dividindo as vilas e cidades da fronteira em distritos eleitorais de modo a dar aos protestantes a maioria num grande número desses distritos e concentrando a maioria dos oponentes no menor número de distritos possível, as eleições regionais foram fraudadas para assegurar o controle protestante dos conselhos locais. Acordos eleitorais que deram poder de voto a companhias comerciais, e a quantidade mínima de fiscalização contribuíram para o mesmo fim.
Na década de 1960, o primeiro-ministro, unionista-moderado Terence O'Neill (mais tarde Lord O'Neill de Maine) tentou reformar o sistema, mas encontrou oposição extrema fundamentalista de líderes protestantes como o Reverendo Ian Paisley. O aumento da pressão pela reforma e de unionistas extremos ('No surrender', sem entregar-se) levou ao surgimento do Movimento pelos Direitos Civis sob comando de figuras como John Hume, Austin Currie e outras. Confrontos entre os habitantes fronteiriços e o Royal Ulster Constabulary levaram a conflitos entre comunidades cada vez maiores. O Exército Britânico, originalmente mandado a Irlanda do Norte pelo Home Secretary, James Callaghan pra proteger nacionalistas de ataques, receberam boas-vindas acaloradas. Porém, o assassinato de 13 civis desarmados em Derry por paramilitares bretões inflamaram a situação e revoltou os nacionalistas nortistas contra o Exército Inglês. O surgimento do IRA, uma dissidência do fortemente marxista Official IRA, e uma campanha de violência dos unionistas como a Associação de Defesa do Ulster e outros, levaram a Irlanda do Norte à beira de uma guerra civil. Nos anos 70 e 80, extremistas de ambos os lados cometeram diversos assassinatos em massa, geralmente, envolvendo civis inocentes. Os ataques mais notórios incluem o atentado a bomba de Le Mon e as explosões em Enniskillen e Omagh, praticados por Republicanos tentando trazer uma mudança política através de armamento de guerrilha.
Alguns políticos bretões, especialmente o ex-ministro trabalhista Tony Benn defenderam a retirada britânica da Irlanda, mas sucessivos governos norte-irlandeses se opuseram a essa política, e chamaram suas previsões sobre o possível resultado de uma retirada britânica de Cenário Apocalíptico, prevendo disseminação de conflitos generalizados, seguido de grande êxodo de centenas de milhares de homens, mulheres e crianças como refugiados para o "lado" de cada comunidade na província; nacionalistas migrando para o oeste da Irlanda do Norte, e unionistas se dirigindo para o leste. O pior temor tem em vista uma guerra civil que poderia envolver não só a Irlanda do Norte, mas as vizinhas Irlanda e Escócia, ambas com ligações com uma ou com as duas comunidades. Depois, o temível possível impacto da retirada britânica ganhou a designação de Balcanização da Irlanda do Norte comparando com o violento desmembramento da Iugoslávia e o caos que o sucedeu.
No começo dos anos 70, o Parlamento da Irlanda do Norte depois de o Governo Unionista liderado pelo Primeiro-ministro Brian Faulkner ter se negado a aceitar o Governo Bretão, exigiu a entrega dos poderes da lei e da ordem. Londres apresentou/introduziu a Direct Rule, ou Governança Direta, a iniciar em 24 de Março de 1972. Novos sistemas de governo foram tentados (e fracassaram), incluindo o compartilhamento de poderes, tais como o Acordo de Sunningdale, a Devolução de Rolling e o Tratado Anglo-Irlandês. Através dos Anos 90, o fracasso da campanha do IRA para atrair apoio na sociedade ou atingir seus objetivos para a retirada britânica, em particular o desastre de relações públicas em Enniskillen, quando famílias atendendo às cerimônias do Dia da Lembrança, bem como o da subsitiuição da tradicional liderança republicana por Gerry Adams, testemunharam um movimento de abandono do conflito armado para favorecer o engajamento pólítico. A essas mudanças seguiu-se o aparecimento de novos líderes em Dublin, como Albert Reynolds, em Londres John Major e no unionismo de Ulster, como David Trimble. Contatos, inicialmente entre Adams e John Hume, líder do Partido Social Democrata Trabalhista, avançaram numa negociação pan-partidária, que em 1998 gerou o 'Bom Acordo da Sexta Feira. Uma maioria de ambas as comunidades da Irlanda do Norte aprovaram este acordo, assim como o povo da República da Irlanda, que emendaram a constituição, Bunreacht na hÉireann, para substituir a reivindicação sobre o território da Irlanda do Norte, reconhecendo o direito soberano de existência deste país, ao mesmo tempo em que reconheceu o desejo nacionalista de ver as duas Irlandas unificadas.
Após o Acordo de Belfast, os eleitores elegeram a Assembléia da Irlanda do Norte para formar um parlamento norte-irlandês. Cada partido que alcança um nível específico de apoio ganha o direito de nomear um membro para o governo e clamar um ministério. O líder do partidoUnionista David Trimble tornou-se Primeiro-Ministro da Irlanda do Norte. O chefe do Paatido Social Democrata Trabalhista, Seamus Mallon, tornou-se Primeiro-Ministro Delegado da Irlanda do Norte, embora o novo líder do partido, Mark Durkan, subsequentemente o substituiu. Os Unionistas, Social-democratas Trabalhistas e Unionistas Democratas e o Sinn Fein, tinham ministros por direito na assembléia com poderes compartilhados. A Assembléia e sua Executiva estão suspensas em virtude das ameças unionistas sobre o suposto atrado o IRA em cumpriri o acordo de desarmamento, e ainda a alegada descoberta de uma rede de espionagem do IRA operando no coração do serviço público. O governo está sendo dirigido novamente pelo Secretáro de Estado da Irlanda do Norte, Paul Murphy e uma equipe ministerial que responde a ele.
O clima de mudança no país foi representado pela visita da Rainha Elizabeth II aos Prédios do Parlamento em Stormont, waonde ela conheceu os ministros nacionalistas do Partido Socias Democrata Trabalhista, e conversou sobre os direitos dos irlandeses do norte que reclamavam tratamento idêntico aos dos britânicos. Igualmente, em visita a Irlanda do Norte, Mary McAleese, encontrou-se com ministros unionistas e com os Lordes-Tenentes de cada condado, os representantes da Rainha.
A Irlande do Norte é uma entidade complexa, dividida entre duas comunidades culturais distintas, os Unionistas e os Nacionalistas Irlandeses. Ambas as comunidades são frequentemente descritas em função de suas ligações religiosas predominantes; os unionistas são predominantemente Protestantes (entre os quais a fé a maior delas é a do Presbiterianismo, e a segunda, em termos de número de adeptos e a Igreja da Irlanda, enquanto os nacionalistas são predominantemente Católicos. Entretanto, ao contrário da crença comum, não são todos os católicos que apoiam necessariamente o nacionalismo, com a mesma regra valendo para os Protestantes em relação ao Unionismo.
Uma vez estabelecido no Ato de Governo da Irlanda de 1920, a Irlanda do Norte foi estruturada geograficamente para ter maioria unionista, que temem por seu destino se ocorresse a unificação das Irlandas. Porém, a população católica vêm crescendo em porcentagem dentroda Irlanda do Norte, enquanto a população protestante vêm diminuindo.
Atual capital da Republica da Irlanda, o nome Dublim é geralmente atribuído como derivação do gaélico Duibhlinn (literalmente piscina negra).
O dia de St Patrick é a 17 de Março. É feriado na Irlanda porque St Patrick é o seu santo patrono.
St Patrick foi um missionário encarregado de converter os Irlandeses ao Cristianismo no século 4º depois de Cristo. É considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda.
Neste dia há desfiles pelas ruas das grandes cidades irlandesas. Em Dublin, a capital, há um desfile de Carnaval e há festas pela noite dentro.
As pessoas vestem-se de verde e pintam trevos na cara, porque o trevo é o símbolo da Irlanda; St Patrick usava-o como uma metáfora para explicar o conceito da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).
As crianças em idade escolar seguem ainda hoje uma pequena tradição, beliscam os colegas que não usam verde neste dia.
Fonte: tugas.co.uk
A história da Irlanda remonta ao século IV a.C., quando tribos celtas de origem gaulesa se estabelecem na ilha e fundam uma civilização gaélica. O cristianismo é introduzido por São Patrício no século V. Devastada pelos vikings no século VIII, a Irlanda divide-se em vários principados rivais, o que facilita a ocupação anglo-normanda em 1166. O rei Henrique VIII consolida a dominação inglesa sobre a ilha em 1542 e introduz o protestantismo. No reinado de Elizabeth I, os católicos começam a ser excluídos da vida pública. Nos séculos XVI e XVII, os irlandeses são despojados de suas terras, que se tornam propriedade de colonos ingleses. Ainda no século XVII, imigrantes protestantes, vindos principalmente da Escócia, colonizam grande parte do norte do país, o chamado Ulster. Em 1801, a Irlanda é integrada ao Reino Unido. Em meados do século XIX, a nação é assolada por uma grande onda de fome, que mata mais de 1 milhão de pessoas e leva 2 milhões a imigrar, a maioria para os EUA.
No início do século XX, intensifica-se a luta pela independência com a criação do movimento político Sinn Féin. A organização lidera, em 1916, o Levante da Páscoa, violentamente sufocado pelos britânicos. Em 1919, após a criação de um Parlamento independente, presidido por Éamon de Valera, é fundado o Exército Republicano Irlandês (IRA), que desencadeia uma insurreição pela independência. Em 1922 constitui-se o Estado Livre da Irlanda, aglutinando os condados do sul, de maioria católica. O norte da ilha, o Ulster, majoritariamente protestante, permanece ligado ao Reino Unido. Como primeiro-ministro e presidente da Irlanda entre as décadas de 30 e 70, De Valera, líder do partido Fianna Fáil (Republicano), corta aos poucos os laços do Estado com a Inglaterra. Em 1949 é proclamada a República da Irlanda. O país ingressa na Comunidade Econômica Européia (atual União Européia) em 1973.
O conflito no Ulster entre católicos (43% da população nortista) e protestantes (54%) é um dos principais focos de tensão na Europa Ocidental. No final da década de 60, a Irlanda do Norte é palco de violentos conflitos. Reivindicações da minoria católica por direitos civis fazem ressurgir o IRA. Começa a guerra civil. O governo britânico intervém militarmente em 1972 e assume as funções política e administrativa no Ulster. O recrudescimento do terrorismo do IRA e a intransigência da maioria protestante arruínam as iniciativas de pacificação. Em 1993, Reino Unido e República da Irlanda admitem o direito da população do Ulster à autodeterminação. O governo britânico condiciona sua retirada da região à realização de plebiscito em que a população norte-irlandesa opte entre permanecer integrada ao Reino Unido ou se juntar à República da Irlanda. Esta, por sua vez, suspende da Constituição os artigos que reivindicam a posse dos condados do norte, o que na prática significa retirar apoio à luta separatista.
Em agosto de 1994, o IRA anuncia cessar-fogo. No mês seguinte, o primeiro-ministro irlandês Albert Reynolds reúne-se com os líderes católicos norte-irlandeses do partido Sinn Féin, braço político do IRA. Esse encontro histórico é anunciado como a abertura de uma era de negociações em busca da paz. Em novembro, Reynolds renuncia e é substituído por John Bruton, do Partido Fine Gael (da Irlanda Unida). A coalizão no poder é ampliada com a Esquerda Democrática. No final de 1994 e início de 1995, o país liberta 15 prisioneiros condenados por envolvimento com o IRA. Bruton prossegue as conversações com o Reino Unido sobre um tratado de paz para o Ulster.
Em fevereiro de 1996, após 17 meses de trégua, o IRA explode uma bomba em Londres, matando duas pessoas e ferindo cem. No mesmo mês, outras três bombas explodem na capital britânica. Nas eleições do Ulster, em maio, o Sinn Féin obtém sua maior votação - 15,7% dos votos - e assegura 17 cadeiras na Assembléia de 110 membros para discutir o processo de paz na região. Sua participação, porém, é condicionada à renovação do cessar-fogo, que o IRA se recusa a garantir. Em junho, quando as conversações de paz se reiniciam, 200 pessoas ficam feridas na explosão de um carro-bomba em Manchester, no norte da Inglaterra.
A vitória do Partido Trabalhista britânico, nas eleições parlamentares de 1997 no Reino Unido, traz força às conversações de paz. Em agosto, o IRA anuncia novo cessar-fogo e, em setembro, as negociações recomeçam com a presença do Sinn Féin e do novo primeiro-ministro da República da Irlanda, Bertie Ahern, líder do bloco de centro-direita eleito em junho. Em outubro, o primeiro-ministro Tony Blair vai ao Ulster e tem um encontro com Gerry Adams, o primeiro entre um chefe de governo britânico e um líder do Sinn Féin. No mesmo mês, a presidenta da República da Irlanda, Mary Robinson, renuncia para assumir a chefia da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A candidata do centro-direitista Fianna Fáil, Mary McAleese, é eleita para o cargo.
Após 30 anos de conflito, mais de 3.500 mortes e 22 meses de conversações, em abril de 1998 é assinado em Belfast (capital da Irlanda do Norte) um acordo de paz entre católicos e protestantes norte-irlandeses, com a participação dos governos do Reino Unido e da República da Irlanda. Entre os pontos do acordo - aprovado em referendo pela população da Irlanda do Norte (com 71,1% dos votos) e da Irlanda (94,3%) - estão a formação de uma Assembléia (Parlamento) independente no Ulster, libertação de presos políticos e deposição de armas pelos vários grupos guerrilheiros.
Em outubro, os líderes dos dois maiores partidos da Irlanda do Norte, o protestante David Trimble e o católico John Hume, ganham o Prêmio Nobel da Paz pelos esforços para acabar com o conflito. O presidente do Sinn Féin, Gerry Adams, que também participou das negociações de paz, não é incluído na premiação.
Fonte: members.fortunecity.co.uk

Irlanda do Norte (Northern Ireland), também chamada de Ulster, é uma das quatro partes que compõem o país do Reino Unido. Historicamente, a ilha da Irlanda era dividida em quatro províncias, sendo a mais ao norte, chamada de Ulster. Desde 1920, Ulster foi oficialmente separada do restante da Irlanda que tornou-se independente do Reino Unido. Cerca de 44% da população da Irlanda do Norte é de origem católica e 53%, protestante (2002).
A capital é Belfast, a cidade onde o Titanic foi construído e palco de sangrentas lutas lutas separatistas. Mais: Mapa e Fotos da Irlanda do Norte?

Castelo de Carrickfergus, mencionado pela primeira vez em 1210, quando o rei
João da Inglaterra cercou, invadiu e tomou posse do castelo.

White Park Bay, Causeway Coast, um belo panorama no condado de Antrim.
A Irlanda do Norte possui 24 distritos, 2 cidades e 6 condados.
Distritos: Antrim, Ards, Armagh, Ballymena, Ballymoney, Banbridge, Carrickfergus, Castlereagh, Coleraine, Cookstown, Craigavon, Down, Dungannon, Fermanagh, Larne, Limavady, Lisburn, Magherafelt, Moyle, Newry e Mourne, Newtownabbey, North Down, Omagh, Strabane.
Cidades: Belfast e Londonderry (Derry).
Condados: Antrim, Armagh, Down, Fermanagh, Londonderry, Tyrone.
Fonte: www.reino-unido.net
território do Reino Unido, também conhecido como Ulster, situado na parte nordeste da ilha da Irlanda. Faz fronteira ao norte e a nordeste com o canal do Norte, a sudeste com o mar da Irlanda e ao sul e a oeste com a República da Irlanda. Tem 14.148 km2 de superfície.
O país é formado em sua maior parte por uma planície baixa. O clima é moderado e úmido e os ventos predominantes do oeste, gerados pela corrente do Golfo do México, produzem uma moderação térmica.
A maioria da população tem antepassados escoceses ou ingleses; o restante é irlandesa, natural principalmente de Ulster. O idioma oficial é o inglês. A população (1991) é de 1.583.000 habitantes, com uma densidade de 112 hab/km2. As principais cidades são: Belfast, a capital, com uma população (1991) de 279.237 habitantes, e Londonderry (72.334 habitantes). A população é maioritariamente protestante (51%); cerca de 39% são católicos.
É parte integrante do Reino Unido. Em 1972, Londres impôs o mandato direto e, embora em 1973 desse à Irlanda do Norte uma maior autonomia local, a Grã-Bretanha mantém o controle sobre a defesa, política exterior, moeda, tarifas e comunicações. O secretário de Estado para Irlanda do Norte é o chefe de governo. Em 1985, um acordo garantia à República da Irlanda um papel limitado no governo da Irlanda do Norte.
A economia se baseia na agricultura e na indústria. Predominam as pequenas propriedades cuja produção agropecuária conta com gado bovino, ovino, suíno e aves de quintal. As principais culturas agrícolas são batatas, cereais e frutas. As indústrias, entre as quais se destacam a têxtil baseada no linho e a aeronáutica, são umas das mais importantes fontes de riqueza.
A partir dessa década, seis condados da província do Ulster votaram pela separação política do restante da Irlanda e por uma relação mais próxima com a Grã-Bretanha. Formaram a Irlanda do Norte, uma divisão política com Constituição, Parlamento e administração próprios. O Estado Livre da Irlanda não aceitou a separação como algo permanente.
Em 1948, quando o Estado Livre da Irlanda se tornou a República da Irlanda, o Parlamento britânico confirmou a condição da Irlanda do Norte como parte integrante do Reino Unido, desde que o seu próprio Parlamento não decidisse o contrário. Em 1955, os guerrilheiros do Exército Republicano Irlandês (ver IRA) começaram uma campanha terrorista cuja finalidade era unir a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.
As tropas britânicas, que foram enviadas em 1969 para sufocar os levantes políticos e religiosos, estabeleceram-se de forma permanente para garantir a autoridade britânica, tornando-se a partir de então o ponto de convergência para os atentados terroristas do IRA. Em 1972, os britânicos aboliram o Parlamento da Irlanda do Norte e impuseram um governo direto. Em um referendo celebrado em 1973, boicotado em grande parte pelos católicos, o país optou novamente pela manutenção da união com a Grã-Bretanha.
O IRA Provisório (a ala mais radical do grupo) manteve uma atividade
terrorista constante, ao mesmo tempo que alguns extremistas protestantes realizavam
atos violentos. No dia 31 de agosto de 1994, o IRA anunciou um cessar-fogo
incondicional e propôs o início das conversações
de paz. Em fevereiro de 1996, o IRA rompeu a trégua ao perpetrar um
atentado em Londres e atribuiu a ruptura ao governo britânico.
1.Prêmios Nobel da Paz Em abril de 1998, foi assinado em Belfast o acordo
de paz na Irlanda do Norte, com a aprovação de 70% dos votantes.
Foi excluído das negociações o católico Gerry
Adams, líder do Sinn Féin. Os articuladores políticos
do acordo de paz na Irlanda do Norte, o católico John Hume, de 61 anos,
líder do Partido Social-Democrata e Trabalhista (SDLP) e o protestante
David Trimble, primeiro-ministro norte-irlandês, foram os vencedores
em outubro de 1998 do prêmio Nobel da Paz.
2.Novas estruturas de governo A assembléia autônoma da Irlanda
do Norte aprovou, no dia 16 de fevereiro de 1999, as novas estruturas do governo
no país. Este é um dos aspectos-chaves do pacto de paz de Stormont,
que deve permitir o desenvolvimento da autonomia neste território integrado
ao Reino Unido. A assembléia, constituída em julho de 1998 e
presidida por David Trimble, aceitou o informe que assenta as bases da nova
ordem política na província, de acordo com o estabelecido no
plano de paz, por 77 votos a favor e 29 contra. As novas instituições
consistem em um executivo de dez ministérios; seis órgãos
de cooperação entre o norte e o sul da ilha (o Conselho Interfronteiras
Norte-Sul); o Conselho das Ilhas Britânicas, que integra o Reino Unido
e a República da Irlanda; e um foro cívico de caráter
consultivo.
Igreja da Irlanda, no uso comum, igreja cristã da Irlanda. Em uma acepção mais precisa refere-se à Igreja anglicana, que se transformou em Igreja estabelecida ou estatal nos tempos da Reforma. É uma entidade independente governada por um sínodo geral. A maioria de seus fiéis se concentra na Irlanda do Norte onde constitui quase 30% da população.
Reino Unido, oficialmente Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. Monarquia constitucional do noroeste da Europa e membro da União Européia e da Commonwealth. O Reino Unido compreende, além de numerosas ilhas pequenas (ilha de Wight, de Anglesey e os arquipélagos de Scilly, Órcadas, Shetland e Hébridas), os antigos reinos independentes da Inglaterra e da Escócia, o principado de Gales e a Irlanda do Norte. O Reino Unido faz fronteira ao sul com o canal da Mancha; a leste com o mar do Norte e a oeste com o mar da Irlanda e o oceano Atlântico. A única fronteira terrestre separa a Irlanda do Norte da República da Irlanda. Possui uma superfície de 244.110 quilômetros quadrados. A capital é Londres.
Fonte: www.vestibular1.com.br
A Irlanda do Norte é uma parte da Irlanda, especificamente do Ulster, integrada ao Reino Unido.
A Lei do Governo da Irlanda de 1920 (Government of Ireland Act 1920), aprovada pelo parlamento do Reino Unido fez da Irlanda do Norte uma entidade política autônoma em 1921. Confrontado com exigências divergentes de nacionalistas irlandeses e unionistas para o futuro da ilha da Irlanda (os primeiros queriam um parlamento autónomo que governasse toda a ilha, os segundos não queriam nenhuma autonomia), e temendo uma guerra civil entre os dois grupos, o governo britânico liderado por David Lloyd George aprovou a lei, criando duas Irlandas com autonomia interna: a Irlanda do Norte, que continuaria sob o domínio do Reino Unido, e o EIRE(conhecido também como República da Irlanda).
Unionistas costumam chamar a Irlanda do Norte de "Ulster" ou de "a Província"; os nacionalistas costumam usar os termos "o Norte da Irlanda" ou "os Seis Condados". Ultimamente o termo Ulster tem sido muito utilizado pelos republicanos, pois desta forma tratam da Irlanda do Norte como uma região da Irlanda. O Ulster formou uma das províncias históricas da ilha da Irlanda e consiste de 9 condados. Três desses agora são parte da República da Irlanda.
Os seis condados remanescentes se tornaram a Irlanda do Norte:
Esses condados tradicionais não são mais usados para fins de governo local, ao invés disso são 26 distritos da Irlanda do Norte. Os "seis condados" permanecem para fins culturais como o GAA e A Ordem Laranja.
A área agora conhecida como Irlanda do Norte teve uma história complexa. Foi a pedra fundamental do nacionalismo irlandês na era das ocupações da rainha Isabel I e de Jaime I em outras partes da Irlanda, se tornou o principal aglomerado de acampamentos escoceses depois do Flight of the Earls (quando o governo escocês nativo, os militares nacionalistas e a elite deixaram a Escócia em massa).
Hoje, a Irlanda do Norte passa por uma variedade grande de rivalidades entre comunidades, representadas em Belfast pela bandeira tricolor do republicanismo Irlandês ou a Union Flag, o símbolo da sua identidade britânica, enquanto os kerbstones em áreas de menor influência pintam bandeiras verde/branco/laranja ou vermelho/branco/azul, dependendo se a comunidade local é simpática aos nacionalistas/republicanos ou aos unionistas.
Recebeu autogoverno em 1920 (apesar de não ter chegado a ser reconhecido, e alguns como Sir Edward Carson se opuseram amargamente a isso). Seus primeiros-ministros desde Sir James Craig (mais tarde Lord Craigavon) praticaram uma política discriminatória contra a minoria nacionalista/católica.
A Irlanda do Norte se tornou, nas palavras do Prêmio Nobel, líder unionista e Primeiro-ministro da Irlanda do Norte David Trimble, um "lugar frio para católicos." Dividindo as vilas e cidades da fronteira em distritos eleitorais de modo a dar aos protestantes a maioria num grande número desses distritos e concentrando a maioria dos oponentes no menor número de distritos possível, as eleições regionais foram fraudadas para assegurar o controle protestante dos conselhos locais. Acordos eleitorais que deram poder de voto a companhias comerciais, e a quantidade mínima de fiscalização contribuíram para o mesmo fim.
Na década de 1960, o primeiro-ministro, unionista-moderado Terence O'Neill (mais tarde Lord O'Neill de Maine) tentou reformar o sistema, mas encontrou oposição extrema fundamentalista de líderes protestantes como o Reverendo Ian Paisley.
O aumento da pressão pela reforma e de unionistas extremos ('No surrender', sem entregar-se) levou ao surgimento do Movimento pelos Direitos Civis sob comando de figuras como John Hume, Austin Currie e outras. Confrontos entre os habitantes fronteiriços e o Royal Ulster Constabulary levaram a conflitos entre comunidades cada vez maiores.
O Exército Britânico, originalmente mandado a Irlanda do Norte pelo Home Secretary, James Callaghan para proteger nacionalistas de ataques, receberam boas-vindas acaloradas. Porém, o assassinato de 13 civis desarmados em Derry por paramilitares bretões, conhecido como o Domingo Sangrento (Bloody Sunday) inflamaram a situação e revoltou os nacionalistas nortistas contra o Exército Inglês.
O surgimento do IRA, uma dissidência do fortemente marxista Official IRA, e uma campanha de violência dos unionistas como a Associação de Defesa do Ulster e outros, levaram a Irlanda do Norte à beira de uma guerra civil. Nos anos 70 e 80, extremistas de ambos os lados cometeram diversos assassinatos em massa, geralmente, envolvendo civis inocentes. Os ataques mais notórios incluem o atentado a bomba de Le Mon e as explosões em Enniskillen e Omagh, praticados por Republicanos tentando trazer uma mudança política através de armamento de guerrilha.
Alguns políticos bretões, especialmente o ex-ministro trabalhista Tony Benn defenderam a retirada britânica da Irlanda, mas sucessivos governos norte-irlandeses se opuseram a essa política, e chamaram suas previsões sobre o possível resultado de uma retirada britânica de Cenário Apocalíptico, prevendo disseminação de conflitos generalizados, seguido de grande êxodo de centenas de milhares de homens, mulheres e crianças como refugiados para o "lado" de cada comunidade na província; nacionalistas migrando para o oeste da Irlanda do Norte, e unionistas se dirigindo para o leste.
O pior temor tem em vista uma guerra civil que poderia envolver não só a Irlanda do Norte, mas as vizinhas Irlanda e Escócia, ambas com ligações com uma ou com as duas comunidades. Depois, o temível possível impacto da retirada britânica ganhou a designação de Balcanização da Irlanda do Norte comparando com o violento desmembramento da Iugoslávia e o caos que o sucedeu.
No começo dos anos 70, o Parlamento da Irlanda do Norte depois de o Governo Unionista liderado pelo Primeiro-ministro Brian Faulkner ter se negado a aceitar o Governo Bretão, exigiu a entrega dos poderes da lei e da ordem. Londres apresentou/introduziu a Direct Rule, ou Governança Direta, a iniciar em 24 de Março de 1972.
Novos sistemas de governo foram tentados (e fracassaram), incluindo o compartilhamento de poderes, tais como o Acordo de Sunningdale, a Devolução de Rolling e o Tratado Anglo-Irlandês. Através dos Anos 90, o fracasso da campanha do IRA para atrair apoio na sociedade ou atingir seus objetivos para a retirada britânica, em particular o desastre de relações públicas em Enniskillen, quando famílias atendendo às cerimônias do Dia da Lembrança, bem como o da subsitiuição da tradicional liderança republicana por Gerry Adams, testemunharam um movimento de abandono do conflito armado para favorecer o engajamento pólítico.
A essas mudanças seguiu-se o aparecimento de novos líderes em Dublin, como Albert Reynolds, em Londres John Major e no unionismo de Ulster, como David Trimble. Contatos, inicialmente entre Adams e John Hume, líder do Partido Social Democrata Trabalhista, avançaram numa negociação pan-partidária, que em 1998 gerou o 'Bom Acordo da Sexta Feira.
Uma maioria de ambas as comunidades da Irlanda do Norte aprovaram este acordo, assim como o povo da República da Irlanda, que emendaram a constituição, Bunreacht na hÉireann, para substituir a reivindicação sobre o território da Irlanda do Norte, reconhecendo o direito soberano de existência deste país, ao mesmo tempo em que reconheceu o desejo nacionalista de ver as duas Irlandas unificadas.
Após o Acordo de Belfast, os eleitores elegeram a Assembléia da Irlanda do Norte para formar um parlamento norte-irlandês. Cada partido que alcança um nível específico de apoio ganha o direito de nomear um membro para o governo e clamar um ministério. O líder do partidoUnionista David Trimble tornou-se Primeiro-Ministro da Irlanda do Norte. O chefe do Partido Social Democrata Trabalhista, Seamus Mallon, tornou-se Primeiro-Ministro Delegado da Irlanda do Norte, embora o novo líder do partido, Mark Durkan, subsequentemente o substituiu. Os Unionistas, Social-democratas Trabalhistas e Unionistas Democratas e o Sinn Fein, tinham ministros por direito na assembléia com poderes compartilhados. A Assembléia e sua Executiva estão suspensas em virtude das ameças unionistas sobre o suposto atrado o IRA em cumpririr o acordo de desarmamento, e ainda a alegada descoberta de uma rede de espionagem do IRA operando no coração do serviço público. O governo está sendo dirigido novamente pelo Secretáro de Estado da Irlanda do Norte, Paul Murphy e uma equipe ministerial que responde a ele.
A formação do Executivo, prevista para junho de 1998, esbarra na exigência de líderes protestantes de só admitir o partido Sinn Féin - braço político do IRA - no Executivo depois que os guerrilheiros republicanos se desarmarem. Em novembro de 1999, os protestantes aceitam o compromisso do IRA de entregar armas entre fevereiro e maio de 2000. O Sinn Féin ocupa dois ministérios. Como parte do acordo, a República da Irlanda retira da Constituição uma cláusula que reivindicava a soberania sobre o Ulster.
Em fevereiro de 2000, o governo britânico retoma o controle direto do Ulster, por causa da relutância do IRA em se desarmar. Mas, em maio, o IRA aceita a inspeção internacional de seus depósitos de armas e as autoridades britânicas devolvem o poder ao Parlamento do Ulster. Cresce o otimismo em relação ao processo de paz, com a garantia dada pelos inspetores internacionais de que as armas do IRA estão sob vigilância. O governo de Trimble reassume o controle da região.
O clima de mudança no país foi representado pela visita da Rainha Elizabeth II aos Prédios do Parlamento em Stormont, aonde ela conheceu os ministros nacionalistas do Partido Social Democrata Trabalhista, e conversou sobre os direitos dos irlandeses do norte que reclamavam tratamento idêntico aos dos britânicos. Igualmente, em visita a Irlanda do Norte, Mary McAleese, encontrou-se com ministros unionistas e com os Lordes-Tenentes de cada condado, os representantes da Rainha deste páis.
A Irlande do Norte é uma entidade complexa, dividida entre duas comunidades culturais distintas, os Unionistas e os Nacionalistas Irlandeses. Ambas as comunidades são frequentemente descritas em função de suas ligações religiosas predominantes; os unionistas são predominantemente Protestantes (entre os quais a fé a maior delas é a do Presbiterianismo, e a segunda, em termos de número de adeptos e a Igreja da Irlanda, enquanto os nacionalistas são predominantemente Católicos. Entretanto, ao contrário da crença comum, não são todos os protestantes que apoiam necessariamente o unionismo, com a mesma regra valendo para os Católicos em relação ao Nacionalismo porém em menor escala.
O que define o Católico ou o Protestante no Ulster não é necessáriamente sua participação nos serviços litúrgicos e sua fé, mas sim sua comunidade de origem. A Irlanda do Norte, e mais precisamente Belfast é toda dividida em áreas de uma ou de outra comunidade.
Uma vez estabelecido no Ato de Governo da Irlanda de 1920, a Irlanda do Norte foi estruturada geograficamente para ter maioria unionista, que temem por seu destino se ocorresse a unificação das Irlandas. Porém, a população católica vem crescendo em percentagem dentro da Irlanda do Norte, enquanto a população protestante vem diminuindo.
As afiliações religiosas, baseadas em resultados de censo, mudaram da seguinte forma entre 1961 e 2002:
Afiliações Religiosas na Irlanda do Norte 1961-2001
Como com o Acordo da Sexta-Feira Santa está garantido que a Irlanda do Norte permanecerá ligada ao Reino Unido enquanto sua população o desejar, é provável que em alguns anos o Ulster volte a integrar-se à Irlanda, como uma região e não como um país separado.
A Irlanda do Norte esteve coberta por uma camada de gelo durante quase toda a última era do gelo e em inúmeras ocasiões anteriores. O legado dessas épocas pode ser visto na extensa cobertura de drumlins nos condados de Fermanagh, Armagh, Antrim e particularmente Down. O marco central da geografia da Irlanda do Norte é o lago Neaghm, que com 392km² de área configura-se no maior dos lagos de água fresca das ilhas britânicas. Um segundo sistema de lagos bastante extenso é formado pelos lagos Erne Superior e Inferior, em Fermanagh.
Existem muitos planaltos nas montanhas Sperrin (uma extensão do dobramento Caledônio) com grandes reservas de ouro, granito (Montanhas Mourne) e basalto (platô Antrim), assim como, em menor escala, no sul de Armagh e ao longo da fronteira Fermanagh-Tyrone. O ponto mais alto é Slieve Donard, em Mournes, com 848m. A atividade vulcânica que criou o platô de Antrim também formou os pilares eerily geométricos do Causeway do Gigante.
Os rios Bann, Foyle e Blackwater formam planícies férteis, com um excelente solo arável encontrado também no norte e no sudeste, embora a maior parte das terras montanhosas sejam marginais e apropriadas para husbandry de animais. O vale do rio lagan é dominado por Belfast, cuja área metropolitana inclui mais de um terço da população da Irlanda do Norte, com grande urbanização e industrialização pesada ao longo do vale Lagan e às margens do lago Belfast.
Todo o país tem clima temperado marítimo, mais úmido a oeste que a leste, embora a cobertura das nuvens seja persistente nessa região. O tempo é imprevisível em todas as épocas do ano, e apesar de as estações do ano serem distinguíveis, elas são consideravelmente menos pronunciadas que no interior da Europa ou na costa leste da América do Norte. A média temperatura máxima durante o dia em Belfast é 6,5ºC em janeiro e 17,5ºC em julho. A umidade do clima e o grande desflorestamento nos séculos XVI e XVII produziram na maior parte da região uma cobertura de ricos e verdes gramados.
Maior temperatura registrada: 30,8ºC em Knockarevan, perto de Belleek Menor temperatura registrada: -17,5ºC em Magherally, perto de Banbridge.
Como parte do Reino Unido, a Irlanda do Norte é uma monarquia constitucional, em que o chefe de estado é o monarca do Reino Unido. Os cidadãos da Irlanda do Norte elegem 18 deputados para a Câmara dos Comuns do parlamento britânico.
Para além disso, a Irlanda do Norte tem uma Assembleia Legislativa com 108 deputados, actualmente suspensa. Está ainda representada no Parlamento Europeu com 3 deputados.
A Irlanda do Norte está dividida em 26 distritos para fins de admininistração e governo local. Os distritos foram implantados em 1973 para substituir o sistema de condados administrativos criado em 1898.
Um ato do governo local da Irlanda aprovado pelo parlamento do Reino Unido em 1898 (Local Government Act 1898 - 61 & 62 Vict. c. 37) foi o marco inicial para o estabelecimentos de um sistema de governo local na Irlanda (similar ao que fora criado na Grã-Bretanha) e a formação dos condados administrativos e seus estatutos em toda a ilha. Os seis condados administrativos estabelecidos no local da atual Irlanda do Norte, correspodiam exatamente aos condados tradicionais existentes na época. Duas cidades com estatuto de condado (county boroughs), Belfast e Derry também foram criadas.
No início do século XX, toda a ilha da Irlanda ainda pertencia ao Reino Unido. Por diversas vezes os irlandeses discutiram e lutaram pela independência. Finalmente, em 6 de dezembro de 1921, o Tratado Anglo-Irlandês foi assinado. Nos seus termos, a Irlanda tornou-se um país independente pertencente a comunidade britânica (dominion status), embora tenha sido permitida aos 6 condados do norte de maioria protestante, tomar sua própria decisão. O novo país passou a se chamar Estado Livre da Irlanda (inglês: Irish Free State, gaélico: Saorstát Éireann). Em 12 de dezembro de 1922, os seis condados do norte (atual Irlanda do Norte) votaram e decidiram reverter ao Reino Unido.
A separação da Irlanda do Norte da República da Irlanda, dividiu a províndia histórica do Ulster em duas partes: A maior (com 6 condados na época da separação) é a atual Irlanda do Norte e a menor (3 condados), é atualmente duas partes descontínuas da República da Irlanda. Por conta disto, a Irlanda do Norte é freqüentemente mencionada como Ulster ou província do Reino Unido, estes termos podem causar confusão, uma vez que uma parte da província histórica do Ulster faz parte da República da Irlanda.
O padrão atual de governo local da Irlanda do Norte, com 26 distritos, foi estabelecido em 1973 por 2 atos do governo local da Irlanda do Norte aprovado pelo parlamento do Reino Unido em 1971 e 1972. Este padrão substituiu o sistema de condados administrativos estabelecidos em 1898.
Os seis condados tradicionais e antigos condados administrativos da Irlanda do Norte são:
Para fins administrativos, existiam ainda as cidades com estatuto de condado (county-borough), Belfast e Derry.
Os condados administrativos não são mais usados para quaisquer fins de governo local ou administração e continuam sendo usados apenas para alguns fins específicos. Para fins administrativos foram criados em 1973, 26 distritos.

Os 26 distritos da Irlanda do Norte são:
Os limites territoriais dos distritos, não guardam qualquer relação com os limites dos antigos condados, não sendo, portanto, possível subdividir os condados em distritos.
Fonte: pt.wikipedia.org