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Natal

Natal é uma festa cristã celebrar o nascimento de cada ano Jesus de Nazaré chamado natividade , fixado em 25 de dezembro no calendário gregoriano e Julian . Originalmente, havia ao mesmo tempo uma festa pagã marcação, de diversas formas, o solstício de inverno .

O xxi º século, o Natal assume uma grande parte secular , comemorou além da fé e da tradição cristã. Este festival é caracterizada por um conjunto de células em torno de uma refeição em família e trocar presentes, especialmente (mas não só) para crianças, que em muitos países ocidentais combinam estes presentes com a figura do Pai Natal .

Etimologia

A palavra Natal (a data atestado primeiro escrito 1112) é derivada mudando fonética ( Nael ) e modificação de vogal Latina natalis ("na casa de nascimento"). O o , substituindo um antigo francês nael vem da desassimilação dos dois tem a natalis enquanto o trema ( 1718 ) refere o trema 1 , 2 .

Origem do dia 25 de Dezembro

Origem de 25 de dezembro de origem da liturgia de 25 de dezembro é feito uma festa de 25 de dezembro, o solstício de inverno, festa de Natal não existia no início do cristianismo Natal não existia no início do imperador cristão Constantino decidiu fixar a data do Natal 25 de dezembro.

História do Dia de Natal 25 de dezembro veio progressivamente a leste e Gália As creches da igreja apareceu na Itália, no décimo quinto opor protestantes preferem o presépio e da árvore

Dia de Natal é uma festa de família O dia de Natal é um dia em crianças se reúnem em torno do. presépio de Natal celebra a vinda do filho de Deus no mundo.

Preparação para o Natal ortodoxo Natal ortodoxo é um tempo de jejum A creche não é tradicional no Natal ortodoxo protestantes igrejas no dia de Natal para os muçulmanos no dia de Natal para os judeus não tem significado.

1. Origem da liturgia de 25 de dezembro

O culto cristão pré em Roma 25 de dezembro

Desde o primeiro século aC, Roma foi celebrado o culto de Mitra, de origem persa, importado para Roma pelos legionários romanos. Mitra era o deus persa da luz. Foi uma festa de 25 de dezembro, o solstício de inverno, o nascimento do invicto dom Mithra (Dies natalis solis invicti). É comemorado pelo sacrifício de um touro jovem. Em 274, o imperador Aureliano declarou religião do Estado mitraísmo e define a celebração do solstício de Dezembro 25

A liturgia de 25 de dezembro, a festa de 25 de dezembro se torna um cristão

Comemorar um aniversário não fazia parte das tradições judaicas, como essas práticas eram origens pagãs. Os primeiros cristãos rejeitaram até o século 4. 's Natal não existe no início do cristianismo. Por causa de sua origem pagã, as Testemunhas de Jeová não comemoram o feriado em 25 de dezembro. É somente a partir do século II a Igreja tem procurado determinar o ano no dia do nascimento de Jesus nos evangelhos que não dizem nada. Datas diferentes foram propostas: 06 de janeiro, 25 de março, 10 de abril ...

Em Roma, a Igreja escolheu 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus, provavelmente para combater a cerimônia pagã do nascimento de Mitra. Rumo a 330 ou 354, o imperador Constantino decidiu fixar o data do Natal em 25 de dezembro. Em 354, o Papa Libério instituiu a festa de 25 de dezembro marca o início do ano litúrgico. A data da festa de 25 de dezembro tem um valor simbólico. Na verdade, inspirado por Malaquias 3/19 e Lucas 1/78, considerou-se a vinda de Cristo como o nascimento do "Sol da Justiça". A festa do Natal, 25 de dezembro celebra o nascimento de Jesus e sol da justiça.

Dia 25 de dezembro veio progressivamente Oriente e Gália em 379 em Constantinopla no século V na Gália durante a Jerusalém quinto e no final do quinto no Egito. Nas Igrejas orientais, o século 4 foi comemorado, em várias formas, 6 de janeiro manifestação de Deus.

2. História do Natal até o final da Idade Média

O imperador Teodósio em 425 codifica cerimônias oficiais da festa do Natal. Dia 25 de dezembro tornou-se exclusivamente cristã. Clovis foi batizado no dia 25 de dezembro noite 496. Em 506, o Concílio de Agde, de facto, um dia de obrigação. Em 529, o imperador Justiniano fez a festa de 25 de dezembro um feriado. Missa do Galo é celebrada no século V, com o pontificado de Gregório Magno. O sétimo século, a prática estabelecida em Roma para celebrar três missas: Vigília na noite de 24 de dezembro, a missa da manhã e da missa do dia 25 de dezembro.

Festa de Natal espalhou gradualmente em toda a Europa. Foi comemorado no final do quinto século Irlanda, VII ° na Inglaterra, Alemanha Oitava, IX ° nos países escandinavos, a IX e X º nos países eslavos. - A partir do décimo segundo, a celebração religiosa do Natal é acompanhado por dramas litúrgicos, os "mistérios" que retratam a adoração dos pastores ou o cortejo dos Reis Magos. Estes dramas litúrgicos originalmente tocado nas igrejas e no pátio.

3 . História do Natal da Renascença

Creches da igreja apareceu na Itália no XV e da árvore de Natal na Alemanha no século XVI. Em seguida, as creches familiares, napolitanas e provençal crescer a partir do XVII. Ao en1560 Reforma, os protestantes se opõem ao presépio e preferem a tradição da árvore. Com a reforma contra XVII, as representações de dramas litúrgicos são proibidas pela Igreja, porque eles se tornam muito secular.

O século XIX, o Papai Noel aparece nos Estados Unidos. Ele se espalha na Europa após a Segunda Guerra Mundial. A partir do século XIX, instituições de caridade oferecer a mais pobre refeição tradicional. Atualmente, esse dia está se tornando principalmente um dia da criança e da família.

SIGNIFICADO DE NATAL DIA E NATAL

Dia de Natal foi um sentido humano e um sentido cristão. O ponto de vista humano, não faz sentido a família e um sentido social. O ponto de vista religioso, Dia de Natal, exprime um aspecto fundamental da fé cristã: a vinda do filho de Deus no mundo para a felicidade. Atualmente, deve-se notar que o sentido humano do dia tem mais espaço do que o sentido cristão do Natal de Jesus. De acordo com uma pesquisa, apenas 14% dos franceses consideram este dia como um festival religioso.

Fonte: 92.catholique.fr

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História do Natal

Quando iniciou o natal?

Algumas celebrações de inverno eram comemoradas muito antes de existir o Natal, ou de se ter dado o nome ao Natal, até mesmo antes do nascimento de Jesus.

O Início desta celebração, aconteceu na Europa, onde os europeus comemoravam a chegada da luz, dos dias compridos e o fim do inverno europeu, tratando assim de uma comemoração Pagã pelo "Retorno do Sol".

No início da história do Natal, esta festividade existia em várias partes do mundo, porém sem data fixa para ser celebrada, assim no século IV depois de Cristo, o papa Julius I, fixa uma data para esta celebração, mudando a história do Natal, 25 de Dezembro.

A idéia do papa era substituir os rituais pagãos por uma festa cristã.

O que é o Natal?

O Natal é um evento cristão socialmente mais importante, junto com a Páscoa e em países predominamente cristão, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para lojas e alguns estabelecimentos, pois o Natal é caracterizado pela troca de presente entre família e amigos, sendo estes trazidos pelo lendário Papai Noel.

Fonte: br.geocities.com

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Decreto Imperial

O Natal é uma festa cristã que marca uma Solidariedade Universal. Isso, porque foi no dia 25 de dezembro que nasceu Jesus Cristo, filho de Deus. Como toda festa religiosa, o Natal é cheio de símbolos.Alguns deles são:

Presépio

Os três Reis Magos:Melchior, Baltasar e Gaspar foram guiados pela estrela de Belém, até chegarem ao local do nascimento de Jesus, levando em oferenda ouro, incenso e mira.

A visita relatada no Evangelho de São Mateus, não traz tantos detalhes, mas, ao longo dos séculos, foi-se acrescendo a esse episódio uma série de dados que deram ao perfil peculiar a essas três figuras.

O presépio conta essa estória e ainda ilustra o cenário bucólico do nascimento de Jesus.

Árvore de Natal

Extraída dos ritos pagãos, a árvore simboliza a chegada da primavera (o natal foi primordialmente comemorado no Hemisfério Norte, onde dezembro é inverno). Do ponto de vista religioso, o verde da árvore simboliza esperança.

Dizem também que sua forma triangular significa a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Papai Noel

Sua origem se perde no tempo e, para muitos, não passa de uma imagem legendária, produto do imaginário popular. Há, porém, os que vinculam a figura de Papai Noel à do bispo São Nicolau, que teria vivido na cidade de Mira, na Ásia Menor, no século IV.

Foram atribuídos a ele vários milagres, mas o que marcou definitivamente foi sua bondade e a prática de distribuir presentes entre as crianças.

Como o Natal é a festa cristã que marca a Solidariedade Universal, a imagem do bom velhinho foi vinculada à celebração do nascimento de Cristo.

Fonte:UFGNet

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A Outra Origem do Natal

A comemoração do Natal nos moldes atuais é coisa recente, inventada pelos norte-americanos para conter a violência original desta festa e - lógico - incrementar o comércio. Mas nem sempre o aniversário de Jesus foi o motivo da festa em dezembro.

Muito antes de Cristo, já havia na Europa mitos e rituais relacionados ao solstício de inverno. Na Escandinávia, em 21 de dezembro, era comemorado o Yule, ocasião em que os chefes de família queimavam grandes toras em adoração ao sol. Na Alemanha, honrava-se o temido deus Oden, que em seus vôos noturnos escolhia quem iria se dar bem e quem seria desafortunado no ano seguinte.

Em Roma fazia-se uma homenagem - Saturnália - ao deus da agricultura. Era um mês de bacanais, comida, fartura e desregramento total. Também comemorava-se, no dia 25 de dezembro, o dia do deus Mithra, uma divindade infantil muito popular, nascida de uma pedra.

Com o advento do cristianismo, não se festejava o nascimento de Jesus, mas apenas a Páscoa ou a Ressurreição. Somente no século VI a Igreja achou conveniente instituir o feriado relativo ao aniversário de Cristo, mas havia um problema: a Bíblia não informava qual era essa data.

Partir da esquerda, começando na parte superior:

1866, surge o primeiro Papai Noel com a aparência próxima da atual

1885, um Papai Noel imundo após descer pela lareira anuncia o sabão Ivory

1928, o bom velhinho indica a carabina Stevens como presente para as crianças

1909, o Noel francês vira alquimista para vender perfumes

1920, ele fuma e recomenda os cigarros Murad.

Foi então que, apesar das referências de que o Nazareno nascera na primavera, o imperador Julius achou por bem determinar que Cristo veio ao mundo no inverno, em 25 de dezembro, e assim absorver a milenar festa pagã de Mithra, comemorada na mesma data, e os festejos libertinos da Saturnália. Pouco a pouco, a manifestação católica se sobrepôs às demais comemorações originais por toda a Europa e, depois, no mundo. Vitória da Igreja.

Mas nem sempre e nem em todos os lugares o Natal foi uma festa familiar e de paz. Na Inglaterra, no século 17, a data era sinônimo de bagunça: costumava-se eleger um indivíduo desocupado como "Lord da Baderna" e, sob suas ordens, os pobres iam às casas dos ricos para exigirem a melhor comida e bebida. Quem não fornecesse, era ameaçado e tinha sua casa atacada violentamente. Era tal o pavor das famílias com a proximidade do Natal, que a comemoração chegou a ser proibida durante vários anos pelos britânicos.

Na América, o Natal só começou a ser comemorado no século 19, época de desemprego e luta de classes, prevalecendo o violento modelo de comemoração inglês. As brigas de gangues em Nova Iorque atingiram seu auge na época natalina, levando o Conselho Municipal a criar, em 1828, a primeira força policial da cidade, que surgiu com a missão específica de combater os conflitos de Natal.

Mais recentemente, atendidos os interesses católicos, o nascimento de Jesus passou a servir ao novo poder mundial: o capitalismo. Data máxima do marketing e do comércio a partir do século 20, o Natal desde então arrasta multidões aos shoppings e supermercados, em obediência à ordem suprema da publicidade para o consumo desenfreado e irracional. A mensagem é tentadora: compre e será feliz!

Fonte: www.serqueira.com.br

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Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV, que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Nazaré e entregarem os presentes ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam desmontar as árvores e outras decorações natalinas em até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram moram na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois além de decorar, representam um símbolo de alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.

O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. Porém, em 1881, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com uma roupa, também de inverno, nas cores vermelha e branca (as cores do refrigerante) e com um garro vermelho com pompom branco. A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.

Origens do Natal

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A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.

A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era reestabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.

A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.

Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.

Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. Conta a Bíblia que um anjo, ao visitar Maria, disse que ela daria a luz ao filho de Deus e que seu nome seria Jesus. Quando Maria estava prestes a ter o bebê, o casal viajou de Nazaré, onde viviam, para Belém a fim de realizar um alistamento solicitado pelo imperador, chegando na cidade na noite de Natal. Como não encontraram nenhum lugar com vagas para passar a noite, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura (objeto usado para alimentar os animais).

Pastores que estavam com seus rebanhos próximo ao local foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso, voltando depois para seus reinos e espalhando a notícia de que havia nascido o fiho de Deus.

A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados.

Fonte: www.brasilcultura.com.br

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História do Natal: origem e curiosidades

Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus, a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”.

Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A idéia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã.

No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.

A História do Natal ao redor do mundo: algumas curiosidades

A história do natal é controversa desde o início. Muitas das celebrações que deram origem ao feriado cristão eram práticas pagãs e, por isso, eram vistas com maus olhos pela Igreja Católica. Hoje, as tradições de natal diferem de acordo com os costumes de cada país.

O final do mês de Dezembro era a época perfeita para celebrações na maior parte da Europa. Neste período do ano muitos do animais criados nas fazendas eram mortos para poupar gastos com alimentação durante o inverno. Para muitas pessoas esta era a única época do ano em que poderiam dispor de carne fresca para sua alimentação. Além disso, a cerveja e o vinho produzidos durante o ano estavam fermentados e prontos para o consumo no final do inverno.

Muito antes do cristianismo, os suíços já celebravam o "midvinterblot" ao final do inverno. A comemoração acontecia em locais específicos para a realização de cultos, com sacrifícios humanos e animais. Por volta de 1200 AC, uma grande mudança na história do natal na Suíça, que passa a homenagear seus deuses locais nesta data.

Fonte: www.presentedenatal.com.br

Natal

Era uma vez um velhinho de barbas brancas que entregava presentes para as crianças que se comportavam bem durante o ano, descendo pela chaminé das casas. Esta estória cheia de cores, que ainda encanta a fantasia de crianças de todo o mundo, tem muitas variações e mistura-se com outra história que mudou a visão de mundo e o comportamento de gerações seguidas: era uma vez uma mulher simples e humilde que deu à luz um menino anunciado como o filho de Deus e salvador do mundo em uma manjedoura, no meio dos animais.

O significado do Natal nos dias de hoje reúne elementos dessas duas referências e traz à tona uma sociedade que evolui de forma complexa, sob a influência do simbolismo cristão e pagão. Entenda um pouco mais sobre a riqueza de fatos históricos e folclóricos que perpassam a festa natalina em diversas culturas, desde antes do nascimento de Cristo.

De acordo com o doutor em sociologia pela Universidade de Paris, professor Pierre Sanchis, que durante anos ensinou antropologia na UFMG, a festa tem esse papel fundamental na longa tradição que se transmite de geração em geração. Ela firma o espírito coletivo e é, no fundo, o essencial da religião cristã.

Essência do Natal

Natal
O presente é a junção das duas realidades do Natal: a material e a espiritual.
O ato de presentear não rouba a essência da festa

O que foi que restou de todas as lendas que perpassam a história de Papai Noel e da mensagem de simplicidade e amor implícita nos fatos relacionados ao nascimento e à vida de Jesus? Talvez o desassossego dos centros de compra lotados, na véspera da data, mostrem um pouco do esquecimento da essência da festa. Uma deturpação da mensagem original.

Mas a questão é um pouco mais complexa. Ao longo das últimas décadas, a essência do Natal não vem se perdendo por causa do consumismo. A data é que congrega duas realidades: uma mais material, antropológica, do ser humano, e outra mais espiritual, a religiosa. "Natal e a junção das duas. O presente é também feito das duas realidades. É a abertura para o outro, que você concretiza na vida cotidiana, sendo que o laço social é feito pela troca, não de presentes, mas ele é símbolo da troca fundamental que é a família", analisa o professor Pierre Sanchis, doutor em sociologia pela Universidade de Paris. Para ele, a troca de presentes é a grande tradição que sobrou no simbolismo de todos os povos.

Segundo ele, os documentos oficiais da igreja combatem muito a deformação da data, falando da degradação de um tradição humana e sua transformação em uma simples exibição consumista. "Mas você sabe que essas proclamações tem um poder muito limitado. Muito difícil resistir a um fenômeno de civilização. O mercado virou um fenômeno", diz.

Entretanto, o estudioso acredita no resgate do lado espiritual, já que em todas as épocas a lição fundamental do Natal foi submetida a pressões que a degradavam, como a festa dos burros e dos loucos, na Idade Média. "É um remoer da tradição que não deixava transparecer o seu valor essencial, o seu valor autêntico. É uma reinterpretação social, não necessariamente popular, que obedecia a outras orientações que não as propriamente religiosas", explica.

Segundo ele, o que acontece com o consumo de hoje é mais uma manifestação daquilo que aconteceu em outros momentos históricos do cristianismo. "Quando começou a celebração, é muito provável que muita gente celebrava o nascimento de Cristo e de Mitra", diz. De acordo com o estudioso, a pureza nunca é assegurada no decorrer da história. E é graças a isso que a data se perpetua. "Se fosse absolutamente puro, acabaria mais ou menos cedo. Seria próprio só de uma elite espiritual. São suas impurezas sociais que lhe permitem se alastrar. Que fazem dele um fato social denso. Um rito social não tem uma dimensão só. É graças ao relacionamento destas dimensões que muda o superficial, guardando uma estrutura de sentido", conclui.

Solidariedade

Além do lado superficial do consumismo e de uma abordagem reflexiva sobre o Natal, estão as manifestações de solidariedade que aumentam consideravelmente nesta data. Religiosas ou não, há pessoas que querem revitalizar a oferta de dádivas e presentes nesta época do ano.

Pierre Sanchis acredita que este lado está prestes a ser resgatado com a abertura de outros grupos religiosos à festa cristã. "Fiquei sabendo outro dia de uma comunidade budista que por ocasião do Natal recebe todas as crianças da cidade e faz uma grande celebração de unidade social entre budistas e cristãos. Eles não têm o Natal. Celebram o nascimento de Buda em abril. Adotando esse costume, é um gesto de se unirem à sociedade brasileira, à visão sagrada da sociedade, através desse presente às crianças", diz.

Isto não significa que todos os grupos sociais estejam abertos à data. Há os fundamentalistas, que se recusam a introduzir o rito em sua cultura. "Entretanto, mais ou menos no mundo inteiro, mesmo em lugares onde a religião dominante não é o cristianismo, todas as sociedade dão um jeito de celebrar de uma maneira ou de outra o Natal em torno da idéia de festa, família, criança e presente. A nova vida começa é aí", completa.

Símbolos e tradições

Natal

As formas que simbolizam o Natal variaram no decorrer dos séculos. No ocidente, o presépio, a árvore e a figura de Papai Noel são marcas presentes em quase todas as festas e rituais.

A tradição de fazer o presépio representando o nascimento de Jesus começou no século III e veio provavelmente da Itália. "Muita gente pensa que São Francisco de Assis fez o primeiro presépio, natural, feito de encenação de pessoas, o que pouco a pouco se transformou na representação dos santinhos. Dizem que essa miniaturização foi devido à Revolução Francesa. Por causa das igrejas terem sido fechadas, sem possibilidade de fazerem o presépio vivo, fizeram representações vivas de santinhos", explica Pierre Sanchis.

Árvore

Natal

Já a árvore é uma tradição que não vem da Itália, mas dos países do norte da Europa. "Durante o inverno há uma da família do pinheiro que continua verde. É a resistência da vida contra a morte. Para eles, aquela mancha verde na imensidão branca de neve era sagrada", conta. O pinheiro era dedicado a vários deuses que, segundo suas lendas, predestinavam os homens à salvação ou à danação.

"Essa árvore foi adotada em todos os países do norte, inclusive na Rússia ortodoxa e foi com facilidade adotada nos países protestantes, para os quais o presépio não tinha muito significado (por causa das diferenças religiosas vindas com a Reforma Protestante). Muitas vezes fazem para as crianças, como uma concessão. Mas normalmente no culto protestante não tem o presépio", diz.

Conhecedor de várias tradições religiosas ao redor do mundo, Sanchis explica ainda que além de significar resistência, a árvore passou a significar o começo da vida com a adoção de maçãs dependuradas como efeite, processo que evoluiu. "Hoje você coloca luz. Se não for árvore, pelo menos madeira", diz.

Papai Noel

A figura do bom velhinho vestido de vermelho e com barbas brancas, como conhecemos hoje, é herdeira de uma série de transformações e folclore de diversos povos. Nos países do norte da Europa, conta-se que uma bruxa recebeu a visita dos reis magos contando que Jesus havia nascido. Ela não quis acreditar, fechou a porta, mas depois se arrependeu e tentou correr atrás dos magos, mas não os encontrou mais. Então para ter certeza de encontrar o menino e deixar um presente, passou a deixar presentes nas casas de todos os meninos que encontrava.

"O personagem fundamental é o pai-inverno, do folclore antigo da região. E também uma figura materna distribuidora de presentes. Ao longo do tempo tudo se funde. A partir dali houve várias outras interpretações", diz Pierre Sanchis. São Nicolau, por exemplo, é uma das mais conhecidas histórias sobre a origem do bom velhinho. Muito cultuado na Holanda, ele é um servidor que leva presentes para crianças boas e chicotes para castigar as que não são, o que deixava os pequenos felissíssimos e apavorados ao mesmo tempo.

Algumas tradições contam que era ele podia voar e outras que chegava de navio. De acordo com o pesquisador, ele ainda é esperado pela rainha com toda a pompa real. Outras histórias contam que ele embarca num avião para visitar todas as cidades da Holanda. Em algumas o prefeito vai receber e toda a cidade participa. "Os imigrantes holandeses, do século passado, que foram para os Estados Unidos levaram para lá a tradição e lá virou Santa Claus. Ele se transformou no Papai Noel que foi exportado para todo o mundo".

Tradições indígenas da Sibéria, repassadas às tribos indígenas da América do Norte, também podem ter contribuído para a formatação da figura de Noel como é hoje. Os paralelos são evidentes, de acordo com estudiosos da história do Natal, já que o xamã era aquele que trazia os presentes que a tribo precisava, só que na qualidade da resposta aos seus problemas. A figura também tinha qualidades especiais, como aconselhar, contar histórias e cantar para alegrar as longas noites frias da região, o que é tão valioso quanto os presentes materiais dados hoje.

Curiosidades como o fato de o xamã usar ervas e cogumelos para fazer viagens astrais para receber intuição de seus deuses podem ter sido a ponta de partida para a criação da figura de um velho que voa em um trenó. Some-se a isso a existência de tribos que tinham nas renas um meio de subsistência e está pronta a figura do velho de barbas brancas que entrega presentes num trenó puxado por renas. E estas são só algumas das interpretações.

Caricaturas

Durante a Idade Média, a representação viva do Natal também foi celebrada, mas em forma de caricatura. Havia a festa do asno em que uma moça entrava na igreja em cima de um burro, no dia do Natal, e no final de todas as orações o povo acabava dizendo "Irram, irram", imitando o relincho de um burro. "A igreja proibiu depois de muito tempo", conta Pierre Sanchis, conhecedor de várias tradições.

Outra caricatura da data na época era a festa dos loucos, que durava vários dias, onde havia uma espécie de mundo invertido. "Servidores viravam donos, donos viravam servidores, pessoas saíam às ruas com paramentos de padres revezados. A população ridicularizava e criticava as autoridades e a igreja". Segundo ele, isso foi a continuidade da Saturnália, que era o equivalente ao que é hoje o Carnaval. A festa era celebrada em Roma na mesma época do ano, oito dias antes do solstício de inverno.

Em várias civilizações, uma celebração correspondente ao Natal existe mas em datas um pouco diferentes. "Em várias igrejas orientais é na passagem do ano. Na Itália celebram o Natal, mas os presentes e a celebração para crianças é em seis de janeiro. Em certo sentido, no ocidente, a passagem do ano - o Réveillon - é o correspondente profano do Natal sagrado (do nascimento de Cristo). "A gente faz uma festa à meia noite mas que não é uma festa de cultivar o sagrado", diz.

No Brasil existe ainda hoje a tradição das pastorinhas. "É um coral de jovens moças que entoam cantos de natal. Tem discos delas. Antigamente era uma espécie de redenção, de resgate. Elas eram escolhidas entre as prostitutas, para resgate da sua dignidade moral. Era simbolizada a salvação no Natal", diz.

"No sul, a mãe de família preparava um pedaço de árvore untado com mel, punham fogo e virava o símbolo em torno do qual se reunia a família. Conheci em Portugal a tradição de os homens da aldeia irem na floresta escolher uma árvore grande, abater, recortar em grandes pedaços e fazer uma imensa fogueira na praça principal. Ela é acesa na noite de Natal e dura 10 dias. A população da aldeia se reúne em torno porque o Natal é muito frio. O fogo queima e dá calor físico e ao mesmo tempo é um calor simbólico. É muito bonito, a aldeia toda participa", relembra.

Fonte: fimdeano.uai.com.br

Natal

O Papai Noel

A figura do Pai Natal tem origem na história de São Nicolau, um santo especialmente querido pelos cristãos ortodoxos e, em particular, pelos russos.

São Nicolau, quando jovem, viajava muito, ficou a conhecer a Palestina e Egipto. Por onde passava ficava na memória das pessoas devido a sua bondade e o costume de dar presentes às crianças necessitadas. Conta-se que o primeiro presente que o Papai Noel deu foram moedas de ouro, entregues a três meninas pobres. Quando voltou a sua cidade natal, Patara, na província de Lícia, Ásia Menor, São Nicolau foi declarado bispo da cidade de Mira.

Com o tempo, o santo foi ganhando fama de fazedor de milagres, sendo esse um dos temas favoritos dos artistas medievais. Nessa época, a devoção por S. Nicolau estendeu-se para todas as regiões da Europa, tornando-o o padroeiro da Rússia e da Grécia, das associações de caridade, das crianças, marinheiros, garotas solteiras, comerciantes, penhoristas, e também de algumas cidades como Friburgo e Moscou. Milhares de igrejas europeias foram-lhe dedicadas, uma delas ainda no séc. VI, construída pelo imperador romano Justiniano I, em Constantinopla (Istambul).

A Reforma Protestante fez com que o culto a São Nicolau desaparecesse da Europa, com exceção da Holanda, onde sua figura persistiu como Sinterklaas, adaptação do nome São Nicolau. Colonizadores holandeses levaram a tradição consigo até New Amsterdan (a actual cidade de Nova Iorque) nas colónias norte-americanas do séc. XVII. Sinterklaas foi adoptado pelo povo americano falante do Inglês, que passou a chamá-lo de Santa Claus - em português, Pai Natal.

A imagem do Papai Noel como conhecemos hoje foi criada em 1931 por um sueco beberrão chamado Haddon Sundblon, numa tentativa extremamente bem sucedida da Coca-Cola em conquistar o público infantil.

Pensavam agarrar rapidamente a próxima geração de consumidores, assim a Companhia investiu na publicidade dirigida a menores de 12 anos, mesmo havendo um grande tabú quanto a isso na época. Esse aspecto acabou por reformular a cultura popular americana. O Papai Noel de Sundblon era o homem da Coca-Cola perfeito - eternamente alegre, alto, vermelho vivo, metido em situações engraçadas envolvendo um conhecido refrigerante como recompensa por uma dura noite de trabalho entregando brinquedos. Antes das ilustrações de Sundblon, o santo do Natal foi variadamente vestido de azul, amarelo, verde ou vermelho. Na arte européia ele era em geral alto e magro, ao passo que Clement Moore o descreveu como um elfo em The Night Before Christmas.

A Árvore de Natal

A tradição da árvore de Natal surgiu na Alemanha, no século XVI. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século XIX, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.

Feliz Natal em 25 idiomas

Alemanha -Fröhliche Weihnachten
Bélgica- Zalige Kertfeest
Brasil- Feliz Natal
Bulgária -Tchestito Rojdestvo Hristovo, Tchestita Koleda
China- Sheng Tan Kuai Loh (mandarim)
Croácia- Sretan Bozic
Dinamarca- Glaedelig Jul
Eslovênia- Srecen Bozic
Espanha- Felices Pascuas, Feliz Navidad
Estados Unidos da América- Merry Christmas
Finlândia -Hauskaa Joulua
França -Joyeux Noel
Grécia- Eftihismena Christougenna
Holanda -Hartelijke Kerstroeten
Inglaterra- Happy Christmas
Irlanda- Nodlig mhaith chugnat
Itália- Buon Natale
México- Feliz Navidad
Noruega- Gledelig Jul
País de Gales- Nadolig Llawen
Polônia- Boze Narodzenie
Portugal- Feliz Natal
Roménia -Sarbatori vesele
Rússia- Hristos Razdajetsja
Suécia- God Jul

Fonte: www.quediaehoje.net

Natal

Origem do Natal

Universal, abrangente, calorosa ­ assim é a festa de Natal, que envolve a todos. Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas.

Até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade.

Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.

A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura.

Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus.

Simbologia

Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.

Árvore

Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.

Presentes

Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebrava a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. O Ano Novo romano tinha distribuição de mimos para crianças pobres.

Velas

Representam a boa vontade. No passado europeu, apareciam nas janelas, indicando que os moradores estavam receptivos.

Estrela

No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis-magos em encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até o estábulo onde nasceu Jesus.

Cartões

Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar conjuntamente os familiares.

Comidas típicas

O simbolismo que o alimento tem na mesa vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.

Presépio

Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual.

O Ciclo Natalino

Meu São José dai-me licença
Para o Pastoril dançar,
Viemos para adorar
Jesus nasceu para nos salvar."

O ciclo natalino inicia-se na véspera do Natal, 24 de dezembro, e vai até o dia de Reis, 6 de janeiro. Para acompanhar esse período, é preciso manter a ingenuidade de uma criancinha, a esperança de um amanhecer ensolarado, a ternura de um botão de rosas e a leveza de uma linda borboleta no ar. A emoção do povo é revelada nos folguedos natalinos através de sua ação dramática. Temos vários folguedos natalinos, como o pastoril, o bumba-meu-boi, a cavalhada, a chegança, que fazem referências à Noite de Festas e ao grande dia em que Jesus nasceu. Desses folguedos, o mais tipicamente natalino é o pastoril religioso, que tem em sua essência a temática da visitação dos pastores ao estábulo de Belém onde Jesus nasceu.

Há registros sobre o pastoril desde da Idade Média. Em Portugal são conhecidas as peças de Juan de Encina e Gil Vicente, baseadas em temas populares anteriores, segundo o professor Roberto Benjamin. Como denominação popular do pastoril, temos a Lapinha, que desaparecera quase completamente, cedendo lugar aos pastoris. Câmara Cascudo descreve que a Lapinha "era representada na série dos pequeninos autos, diante do presépio, sem intercorrência de cenas alheias ao devocionário. Os presépios foram armados em Portugal desde 1391, quando as freiras do Salvador fizeram o primeiro." O presépio designa o estábulo ou o curral, lugar onde se recolhe o gado, e representa as cenas do nascimento de Jesus em Belém. Há também uma diferença terminológica decorrente de sua grandiosidade. Ou seja, se o era grande, rico e bonito, era chamado de Presépio; se era pobre, pequeno e despojado, era uma Lapinha.

Mas, o que ficou na tradição foi a queima da Lapinha, no dia 6 de janeiro, pois só por volta do século XVI, três centúrias após a criação da simbologia do presépio, teve início a dramatização da cena da Natividade, com contos populares, danças e produção literária anônimas, como registra Geninha da Rosa Borges. Pereira da Costa relata que "o pastoril era, a princípio, a representação do drama hierático, o nascimento de Jesus Cristo, o presépio dos bailados e cantos próprios. Conta a lenda que São Francisco de Assis, querendo comemorar de maneira condigna o nascimento de Jesus, no ano de 1223, entendeu de fazer uma representação do maior acontecimento da Cristandade. Obteve licença do Papa e fez transportar para uma gruta um boi, um jumento e uma manjedoura, colocando o menino Jesus sobre a palha, ladeado pelas imagens de Nossa senhora e São José.

Dentro dessa gruta, celebrou uma missa, assistida por um grande número de frades e camponesas das redondezas. Durante o sermão, pronunciou as palavras do Evangelho: "colocou-o num presépio, apareceu-lhe nos braços um menino todo iluminado", e a partir daí, a representação dos presépios tornou-se comum e espalhou-se por todo o mundo. O aparecimento do présepio em Pernambuco vem, talvez, do século VI, no Convento Franciscano em Olinda. Mário Souto Maior comenta que, "com o passar dos anos, o presépio, que era representação estática do nascimento de Jesus Cristo, até os fins do século VIII, começou a ter a sua forma animada pelas pastorinhas cantando loas, com a participação do velho, do pedegueba". Câmara Cascudo define o pastoril como "cantos, louvações, loas, entoadas diante do presépio na noite do Natal, aguardando-se a missa da meia-noite. Representavam a visita dos pastores ao estábulo de Belém, ofertas, louvores, pedidos de bênção. Os grupos que cantavam vestiam-se de pastores, e ocorria a presença de elementos para uma nota de comicidade, o velho, o vilão, o saloio, o soldado, o marujo, etc. Os pastoris foram evoluindo para os autos, pequeninas peças de sentido apologético, com enredo próprio divididos em episódios que tomavam a denominação quinhentista de "jornadas" e ainda a mantêm no nordeste do Brasil..." Nas jornadas, que eram um grande atrativo do pastoril, realçava-se o estilo dramático, fazendo com que os partidários atirassem flores, lenços de seda e até chapéus.

O Pastoril tem como corpo principal o grupo de pastoras, subdividido em dois cordões (azul e encarnado). A Mestra dirige o cordão encarnado, e a Contramestra, o cordão azul. Há também o Anjo, o Pastor, o Velho - personagem cômico, originário provavelmente do pastor -; a Diana, que é a intermediária entre os dois cordões; a Borboleta, personagem faceira; a Jardineira, que canta e dança uma jornada em solo, referente às atividades da jardinagem; a Libertina, que é, em algumas variantes, a pastora tentada pelo Demônio; o Demônio ou Diabo, que vem tentar as pastoras; a Cigana, que representa o povo cigano que vem dizer o destino, a sorte de Jesus e que "às vezes, lê a sorte das pastoras e das pessoas da platéia, lendo a mão na tradição da buena dicha para recolher o dinheiro.

Trajando saias curtas e rodadas, e corpetes ou blusas brancas, e usando um diadema enfeitado com fitas, as pastoras, com toda a graciosidade, trazem na mão pandeirinhos ou maracás, adornados da mesma forma. O Anjo apresenta-se como um anjo de procissão, com asas de papel; a Cigana veste saia comprida e usa brincos, lenços, colares de moedas douradas; a Borboleta usa asas transparentes e antenas de papel colorido; e o Pastor utiliza um cajado.

Assistir a uma encenação do pastoril, que seduz e encanta, revelando de maneira maravilhosa a estonteante beleza do Ciclo Natalino, traduzida nos rostos das pastoras, é deslumbrar-se com um espetáculo único do povo brasileiro.

Fonte: www.arteducacao.pro.br

Natal

Natal

Tradições natalinas: o Natal ao redor do mundo

As tradições envolvidas na comemoração do natal são muito antigas e foram se renovando no decorrer dos séculos. Durante esse tempo algumas culturas acabaram marcando suas festividades natalinas com aspectos regionais. Conheça algumas das tradições natalinas ao redor do mundo:

Tradições de natal na Suécia

Nos países escandinavos o natal tem seu início em 13 de Dezembro, data em que se comemora o dia de Santa Luzia. Nas festividades desse dia existem tradições natalinas muito peculiares como uma procissão em que as pessoas carregam tochas acesas. De resto, as tradições de natal suecas são muito parecidas com as do resto do ocidente.

Tradições de natal na Finlândia

Na Finlândia há a estranha tradição natalina de frequentar saunas na véspera de natal. Outra tradição natalina na Finlândia é visitar cemitérios para homenagear os entes falecidos.

Tradições de natal na Rússia

Na Rússia o natal é comemorado no dia 7 de janeiro,13 dias depois do natal ocidental. Uma curiosidade é que, durante o regime comunista, as árvores de natal foram banidas da Rússia e substituídas por árvores de ano novo. Segundo a tradição natalina dos russos, a ceia deve ter muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne.

Tradições de natal no Japão

No Japão, onde só 1% da população é cristã, o natal ganhou força graças à influência americana, depois da segunda guerra. Por questões econômicas, os japoneses foram receptivos com algumas tradições, como a ceia de natal, o pinheirinho e os presentes de natal.

Tradições de natal na Austrália

Na Austrália o natal é usado para lembrar as raízes britânicas do país. Tal como na Inglaterra, a ceia de natal inclui o tradicional peru e os presentes de natal são dados na manhã do dia 25. Uma curiosidade: devido ao calor alguns australianos comemoram o natal na praia.

Tradições de natal no Iraque

Para os poucos cristãos residentes no Iraque a principal tradição natalina é uma leitura da bíblia feita em família. Há também o “toque da paz”, que segundo a tradição natalina do Iraque, é uma benção que as pessoas recebem de um padre.

Tradições de natal na África do Sul

O natal na África do Sul acontece durante o verão, quando as temperaturas podem passar dos 30 graus. Devido ao calor, a ceia de natal acontece em uma mesa colocada no jardim ou no quintal. Tal como na maioria dos países, tradições como árvores de natal e presentes de natal são quase obrigatórias.

Tradições de natal na Inglaterra

Na Inglaterra as tradições natalinas são levadas muito à sério. Não é à toa, já que o país comemora o natal há mais de 1000 anos. Presentes de natal, pinheirinhos decorados e músicas natalinas são mais comuns na Inglaterra que em qualquer outro país do mundo.

Ceia de Natal

A ceia de natal envolve muitas tradições familiares. Algumas famílias têm suas próprias receitas “secretas” para a ceia de natal, outras comem apenas os pratos natalinos tradicionais, como peru ou chester.

Cada país tem em sua ceia de natal algumas peculiaridades. Os russos, por exemplo, evitam a carne e os Jamaicanos usam e abusam das ervilhas em suas receitas para a ceia de natal.

Na Alemanha come-se carne de porco. Pratos tradicionais de tempero forte também são muito comuns durante a ceia de natal

Na Austrália, onde as festividades natalinas acontecem durante o verão, as pessoas costumam fazer a ceia de natal em praias. Na África do Sul, outro país que comemora o natal durante o verão, é comum fazer a ceia de natal em mesas colocadas do lado de fora das casas.

A ceia de natal brasileira incorporou várias receitas locais como a rabanada e o bolinho de bacalhau, que chegou ao país com a colonização portuguesa.

Árvore de natal: saiba mais sobre a tradição do pinheirinho

Natal

Um símbolo da vida, a árvore de natal é uma tradição muito mais antiga do que o Cristianismo e não é um costume exclusivo de nenhuma religião em particular. Muito antes da tradição de comemorar o Natal, os egípcios já levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, em Dezembro, simbolizando A triunfo da vida sobre a morte.

Os romanos já enfeitavam suas casas com pinheiros durante a Saturnália, um festival de inverno em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Nesta época, religiosos também enfeitavam árvores de carvalho com maçãs douradas para as festividades do Solstício de Inverno.

Tradição do pinheirinho de natal

A primeira referencia à árvore de natal como a conhecemos hoje data do século XVI. Em Strasbourg, Alemanha (hoje território francês), tanto famílias pobres quanto ricas decoravam pinheirinhos de natal com papéis coloridos, frutas e doces. A tradição espalhou-se, então, por toda a Europa e chegou aos Estados Unidos no início de 1800.

De lá pra cá, a popularidade da árvore de natal só cresceu. A lenda conta que o pinheiro foi escolhido como símbolo do natal por causa da sua forma triangular, que de acordo com a tradição cristã, representa a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A árvore de natal ao redor do mundo

Na Europa, uma das tradições natalinas consiste em decorar um pinheiro com maçãs, doces e pequenos wafers brancos, representando a eucaristia. A Árvore do Paraíso, como é chamada, era o símbolo da festa de Adão e Eva, que acontecia no dia 24 de Dezembro, muito antes da tradição cristã do Natal. Hoje, a árvore não só representa o Paraíso como no início da tradição, mas também a salvação.

Segundo uma antiga tradição alemã, a decoração de uma árvore de natal deve incluir 12 ornamentos para garantir a felicidade de um lar:

Casa:proteção

Coelho:esperança

Xícara:hospitalidade

Pássaro:alegria

Rosa:afeição

Cesta de frutas:generosidade

Peixe: benção de Cristo

Pinha:fartura

Papai Noel:bondade

Cesta de flores:bons desejos

Coração:amor verdadeiro

A História do Papai Noel

O Papai Noel nem sempre foi como o conhecemos hoje. No início da história do Natal cristão, quem distribuía presentes durante festividades natalinas era uma pessoa real: São Nicolas. Ele vivia em lugar chamado Myra, hoje Turquia, há aproximadamente 300 anos AC. Após a morte de seus pais, Nicolas tornou-se padre.

As histórias contam que São Nicolas colocava sacos de ouro nas chaminés ou os jogava pela janela das casas. Os presentes de natal jogados pela janela caíam dentro de meias que estavam penduradas na lareira para secar. Daí a tradição natalina de pendurar meias junto à lareira para que o Papai Noel deixe pequenos presentinhos.

Natal

Alguns anos depois, São Nicolas tornou-se bispo e, por esse motivo, passou a vestir roupas e chapéu vermelhos e barba branca. Depois de sua morte, a Igreja nomeou-o santo e, com o início das celebrações de Natal, o velhinho de barba branca e roupas vermelhas passou a fazer parte das festividades de fim de ano.

Papai Noel atual: como foi construída sua imagem

O Papai Noel que conhecemos hoje surgiu em 1823, com o lançamento de “Uma visita de São Nicolas”, de Clement C. Moore. Em seu livro, Moore descrevia São Nicolas como “um elfo gordo e alegre”. Quarenta anos mais tarde, Thomas Nast, um cartunista político criou uma imagem diferente do Papai Noel, que era modificada ano a ano para a capa da revista Harper’s Weekly. O Papai Noel criado por Nast era gordo e alegre, tinha barba branca e fumava um longo cachimbo.

Natal

Entre 1931 e 1964, Haddon Sundblom inventava uma nova imagem do Papai Noel a cada ano para propagandas da Coca-Cola, que eram veiculadas em todo o mundo na parte de traz da revista National Geografic. E é esta a imagem do Papai Noel que conhecemos hoje.

Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br

Natal

Como toda festa religiosa o Natal é rico em símbolos. Por isso são poucos aqueles que conhecem suas origens e seus significados. O Natal marca a grande festa de solidariedade universal. Pois é comemorado em todo o mundo, até mesmo onde a população cristã é minoria. Podemos sentir que quando o dia 25 se aproxima uma certa ternura vai envolvendo a todos, e o ar fica carregado de uma grande expectativa. O Natal enfim cultiva nas pessoas sentimentos muitas vezes esquecidos, como o amor ao próximo. Muitos símbolos que frequentam vitrines iluminadas, a sala de nossas casas cria novos sons, melodias e cores que dão às nossas festas uma grande harmonia.

Historicamente não se tem certeza a respeito da data do nascimento de Jesus. Um acontecimento tão importante como a vinda do filho de Deus mereceria ser lembrado numa ocasião especial, de modo que todos facilmente incorporaram o costume de celebrá-la. Aí, é que entra o dia 25, nessa época do ano ocorre no hemisfério norte do planeta o chamado solstício de inverno que é o momento em que o sol, depois de atingir o ponto mais distante de sua órbita, reinicia seu caminho de volta fazendo com que os dias tornem-se mais longos.

Foi da apropriação e do amálgama das festividades pagãs que surgiu o Natal, também como forma de converter os não-cristãos a aderirem ao cristianismo.

Fonte: www.papainoelvasques.com.br

Natal

História do Natal

Antes de Cristo

Desde tempos ancestrais o meio do inverno é o momento de celebrações em todo o mundo. Séculos antes de Jesus, os antigos europeus celebravam a luz e o nascimento do mais escuro e longo dos dias do inverno.

Muitos povos se reuniam no solstício de inverno quando o pior do inverno ficava para trás e eles podiam olhar em frente, esperando por dias mais longos com mais luz do sol.

Escandinávia

Na Escandinávia, o Yule era celebrado no dia 21 de dezembro, o solstício de inverno. Em reconhecimento ao retorno do Sol, pais e filhos traziam grandes toras de madeira, que incendiavam. As pessoas comemoravam até o fogo se apagar, o que podia levar até 12 dias.

Os nórdicos acreditavam que cada fagulha representava um novo porco ou gado que iria nascer durante o ano seguinte. O final de dezembro era a época perfeita para celebrar na maior parte da Europa.

Nesta época do ano a maior parte do gado já havia sido abatida para que ele não tivesse que ser alimentado durante o inverno. Para muitos, era a única época do ano para conseguir carne fresca.

Além disso, a maior parte do vinho e da cerveja feita ao longo do ano já estava fermentada e pronta para consumo.

Alemanha

Na Alemanha, as pessoas honravam o deus pagão Oden, durante o meio do inverno. Os alemães tinham muito medo dele por causa de seus bem conhecidos vôos noturnos no céu nos quais ele definia quais pessoas iriam prosperar e quais iriam perecer. Por causa da presença dele, a maioria das pessoas ficava dentro de casa.

Oden é a pronúncia nórdica e centro-européia para Odin, o ?deus-chefe? do Valhalla, moradia dos deuses na mitologia da Escanidnávia, que antes da chegada do culto ao deus único se espalhou pelo norte e centro da Europa.

Roma

Em Roma, onde os invernos não eram tão fortes quanto no norte da Europa, existia a Saturnália, em honra a Saturno, deus da agricultura. Começava na semana antes do solstício de inverno e continuava por um mês.

A Saturnália era um tempo de fartura, onde comida e bebida eram disponíveis e a ordem social romana era virada de ponta-cabeça. Por um mês, os escravos se tornavam mestres. Pessoas normais comandavam as cidades. Negócios e escolas eram fechados para todos se juntarem às festas. Era uma das épocas em que as orgias romanas eram mais ativas.

Também em torno do solstício de inverno, os romanos observavam a Juvenália, honrando as crianças de Roma. Membros das classes dominantes também celebravam o nascimento de Mithra, deus do Sol, no dia 25 de dezembro. Acreditava-se que Mithra, um deus infantil, havia nascido de uma pedra. Para muitos romanos, era o dia mais sagrado do ano.

Depois de Cristo

Nos primeiros anos do cristianismo, a Páscoa ou a ressurreição era o feriado principal. O nascimento de Jesus não era celebrado.

No século IV, oficias da Igreja decidiram instituir o nascimento de Jesus com um feriado. Mas havia um problema: a Bíblia não menciona a data de seu nascimento.

Apesar de algumas evidências sugerirem que o nascimento de Jesus ocorreu na primavera, o Papa Julius I escolheu 25 de dezembro.

Alguns estudiosos acreditam que a Igreja adotou esta data num esforço de absorver as tradições pagãs do festival da Saturnália.

Primeiro foi chamado de .esta da Natividade, o costume se espalhou para o Egito em 432 e chegou até a Inglaterra no final do século VI. Esse nome foi mantido ou adaptado nos países de língua latina. Em espanhol continua-se comemorando na Navidad e em português o Natal (de natalício, nascimento)

Ao final do século VIII, já tinha se espalhado por toda a Escandinávia. Hoje, as Igrejas Ortodoxas grega e russa, celebram o Natal no dia 6 de janeiro, também referido como o Dia dos Três Reis, que seria o dia em que os 3 Reis Magos teriam encontrado Jesus na manjedoura.

Mantendo o Natal no mesmo período dos tradicionais festivais de solstício de inverno, os líderes da Igreja aumentaram as chances de que o Natal se popularizasse e também conseguiram ter a habilidade de ditar como ele seria celebrado.

Na Idade Média o cristianismo tinha substituído a maior parte das religiões pagãs européias.
No Natal, os crentes iam à igreja, depois celebravam intensamente, se embebedavam, numa
atmosfera tipo carnaval.

Na Inglaterra a cada ano, um desocupado ou um estudante era aclamado como o ?Lorde da Má Conduta? e os participantes brincavam com suas ordens e desmandos. Os pobres iam às casas dos ricos e exigiam a melhor comida e melhor bebida.

Se os donos da casa falhavam em fornecê-las, os visitantes os aterrorizavam. Natal se tornou uma época do ano em que as classes dominantes pagavam seus débitos reais ou imaginários com as parcelasmenos afortunadas da sociedade. Aqui você também pode perceber de onde surgiu a tradição de ?Gostosuras ou Travessuras? da festa americana do Halloween.

Natal Proibido por Lei

No começo do século XVII, uma onda de reforma religiosa se abateu sobre a Europa e mudou a forma como o Natal era celebrado.

Quando Oliver Cromwell e suas forças Puritanas tomaram conta da Inglaterra em 1645, eles decidiram tirar a Inglaterra de seu rumo decadente e como parte desses esforços, cancelaram o Natal.

Por força popular, o rei Charles II foi reconduzido ao trono e com ele, voltou o Natal.

Os peregrinos, ingleses separatistas que chegaram à América em 1620, eram mais ortodoxos em suas crenças puritanas que Cormwell.

Como resultado, o Natal não era um feriado na América. De 1659 até 1681, a celebração do Natal era proibida por Lei em Boston. Qualquer um que demonstrasse espírito natalino era multado em 5 shillings.

Depois da Revolução Americana, os costumes ingleses foram abandonados, incluindo o Natal. De fato, o Congresso estava em seção no dia 25 de dezembro de 1789, o primeiro Natal sob a nova Constituição. O Natal só foi declarado feriado federal em 26 de junho de 1870.

A versão americana de Santa Claus, recebeu essa inspiração de uma lenda Holandesa de Sinter Klaas, trazida por fazendeiros imigrantes no século 17 que se estabeleceram em Nova Iorque, chamada na época, de Nova Amsterdan e de colonização predominantemente judaica.

Nova Amsterdan atraia os novos imigrantes holandeses pois foi fundada pelos holandeses que foram expulsos do Brasil, a maioria judeus que haviam sido expulsos de Portugal e Espanha pela Inquisição e imigrado para a Holanda, depois de tentar se fixar, durante vários anos em Olinda, Pernambuco.

Sinter Klass chega à Nova Iorque

São Nicholas fez sua primeira aparição na cultura popular americana em 1773 e depois em, 1774, quando um jornal de Nova Iorque publicou uma matéria sobre o encontro de famílias Holandesas para honrar o aniversário de sua morte. O nome Santa Claus, evoluiu do original holandês Sinter Klass.

Numa matéria escrita em Nova Iorque, em 1809, Washington Irving descreve a chegada de St Nicholas, num cavalo, em cada véspera do dia de São Nicolau - 6 de dezembro.

Criado o Papai Noel Moderno

Em 1822 um ministro episcopal, Clement Clarke Moore, escreveu um poema de Natal para suas três filhas, intitulado ?An Account of a Visit from St. Nicholas? - Um Relato da Visita de São Nicolau, também conhecido como ?The Night Before Christmas? - A Noite Antes do Natal. Moore foi o primeiro a imprimir um dicionário de hebraico para inglês em 1809, com apenas 30 anos de idade.

Moore hesitou em publicar o poema devido à sua natureza frívola mas é o responsável pela moderna imagem de Santa Claus, como ?um elfo rechonchudo? com habilidades sobrenaturais de subir por uma chaminé apenas levantando sua cabeça. (texto completo em inglês no final deste trabalho)

Uma senhora chamada Harriet Butler conseguiu o texto com um dos filhos de Moore e o submeteu ao editor do Troy Sentinel, de Nova Iorque, onde foi publicado no Natal do ano seguinte, em 1823. Sem autor definido, o texto foi publicado posteriormente em diversos jornais e revistas chegando a constar do The New York Book of Poetry - Livro de Poesias de Nova Iorque, de 1837. Apenas em 1844 o própio Moore assumiu a autoria.

Mesmo que alguns elementos do poema de Moore tenham sido pegos de outras fontes, ele ajudou a popularizar a idéia de que Santa Claus voa de casa em casa na véspera de Natal em um trenó puxado por oito renas voadoras, cujos nomes ele criou, e que entregava presentes para as crianças.O ?An Account of a Visit from St. Nicholas?, criou imediatamente um ícone popular americano.

Papai Noel Vermelho e Branco em 1866

Em 1866, o cartunista político Thomas Nast fez um livro ilustrado a 4 cores (ao lado), a partir do conto de Moore e criou a primeira imagem moderna de Santa Claus, como conhecemos hoje.

Chamava-se ?Santa Claus and His Works? - Santa Claus e Seus Trabalhos e foi encartado na edição natalina do jornal semanal Harper?s Weekly, a principal mídia americana desde a Guerra Civil.

Seus desenhos e mostravam um Santa Claus gorducho, alegre com uma grande barba branca e um saco cheio de presentes para as crianças. Nash também nos deu a roupa vermelha com ?peles? brancas, a oficina do Polo Norte, os elfos, e a esposa: Mrs Claus.

Mesmo depois disso, durante décadas em cartões de natal e no início do século XX em anúncios publicitários, havia outras imagens para Papai Noel, nos EUA e na Europa: magro, com roupas diferentes como mantos, roupas nas cores azul, branca e vermelha e marrom e muitos com roupa completamente marrom.

Nossa Opinião

Após muito pensar, temos uma opinião pessoal sobre os motivos da populariazação da roupa vermelha de Papai Noel.

Observando os antigos anúncios da década de 1910/20, percebemos que foi uma época da evolução e popularização dos processos de impressão de jornais e revistas.

Antes de se tornarem coloridos, o processo chamado de ?duas cores? ainda muito usado até hoje, era uma das coisas mais modernas que havia.

Neste processo, temos na verdade 3 cores: o branco ou outra cor do papel; a tinta preta; e outra tinta de qualquer outra cor.

Combinando retículas de impressão, pode-se ter misturas entre as tintas e suavização delas com a cor do papel.

Adivinhe? A tinta mais usada era a vermelha, pelo motivo óbvio de chamar mais a atenção nos anúncios que o azul, amarelo ou verde.

Logo, para as propagandas de Natal, o Santa Claus teria a roupa branca, preta, cinza ou em algum tom de vermelho. Qual você escolheria? Vermelho é claro!

Dê uma olhada em nossa seção de Natal e você verá anúncios originais, anteriores a 1932 onde o Papai Noel está em vermelho e branco e não tem nada a ver com a Coca-Cola.

Natal - Caso de Polícia

Apenas em meados do século XIX os americanos começaram a comemorar o Natal. Os americanos reinventaram o Natal e o modificaram de um carnaval para um dia centrado na família, na paz e na nostalgia. Mas o que, em 1800 atraiu a atenção dos americanos para o Natal?

O início do século XIX foi um período de conflito de classes e confusão na América. Nesta época o desemprego era alto e conflitos de gangues sempre ocorriam durante o Natal. Em 1828, o Conselho Municipal de Nova Iorque criou a primeira força policial, para responder aos conflitos de Natal. Isso catalisou certos membros das classes mais altas para começar a mudar a forma como o Natal era celebrado na América.

Em 1819, o autor de best-sellers Washington Irving (o mesmo do jornal de 1809) escreveu The Sketchbook of Geoffrey Crayon, uma série de histórias, entre elas sobre a celebração de Natal em uma casa Inglesa. Os contos tinham uma pessoa que convidava os transeuntes para sua casa no Natal.

Em contraste com as situações de ódio das ruas americanas, os personagens do livro se confraternizavam sem problemas. Na cabeça de Irving, o Natal deveria ser pacífico. Os personagens de Irving se divertiam com os costumes antigos e até mesmo o ?Lorde da Má
Conduta? estava presente.

O livro de Irving não foi baseado em nenhuma comemoração onde ele esteve presente e muitos historiadores concordam que ele tenha inventado a tradição quando afirmava, no livro, que aqueles eram os verdadeiros costumes da época.

Preenchendo Um Vazio Cultural

Em 1843, o escritor inglês Charles Dikens lançou a clássica história de Natal: ?A Christmas Carol?. (Conto de Uma Noite de Natal - com os 3 fantasmas etc).

A mensagem era a importância da boa vontade e caridade para toda a humanidade. O conto atingiu em cheio a sociedade americana e inglesa e mostrou aos membros da era Vitoriana, a importância e os benefícios de celebrar o Natal.

A família estava se tornando menos disciplinada e mais sensível às necessidades emocionais das crianças nos primeiros anos de 1800.

O Natal oferecia uma data onde se podia dar presentes e atenção às crianças sem parecer que as estavam mimando. Os americanos começaram a celebrar o Natal com um perfeito feriado familiar.

Os velhos costumes começaram a ser abandonados. As pessoas procuraram recentes imigrantes católicos para saber como a data deveria ser celebrada.

Pelos próximos 100 anos os americanos construíram a tradição de Natal por conta própria incluindo, roupas, objetos e outros costumes, como a decoração de árvores, enviar cartões e dar presentes.

A maioria das famílias logo comprou a idéia de que estava celebrando o Natal como havia sido por séculos. Os americanos reinventaram o Natal para preencher as necessidades culturais de uma nação em crescimento.

De São Nicolau a Papai Noel

Na busca das raízes históricas de Santa Claus, é preciso ir fundo no passado para descobrir que Santa Claus é uma combinação de diversas lendas e criaturas mitológicas.

A base do Santa Claus cristão é o bispo Nicholas de Smyma (Izmir) onde, hoje é atualmente a Turquia.

Nicholas viveu no século 4 dc, quando o cristianismo estabelecia sua modernidade em Bizâncio (Turquia) e não em Roma, apesar de coexistirem Papas e líderes bizantinos. Ele era muito rico e generoso, sempre dando presentes para as crianças. Tinha o hábito de jogar presentes para as crianças pobres pelas janelas de suas casas.

A Igreja Ortodoxa Bizantina elevou St. Nicholas ao status de ?milagreiro?. Em sua honra, foi construída uma catedral na Rússia, hoje, a mais antiga do país. A Igreja Católica Romana honrou Nicholas por ele ter ajudado as crianças e os pobres, tornando-o santo das crianças e navegantes. Seu dia é o 6 de dezembro.

Posteriormente, com a adoção do .ather Christmas e a Reforma Protestante na Inglaterra, Nicolau foi perdendo sua posição de devoção cristã e aos poucos entrando num circuito paralelo mais voltado à caridade na sua data.

Com o uso mercantilista dado pelos oportunistas do marketing do início do século, passou de figura religiosa à figura comercial. Muitas vezes seu caráter religioso é relevado até por praticantes de outras religiões e de Santo, caridoso, passou a ser um mero objeto capitalista sendo explorado, vendido e comercializado em milhares de formas e produtos diferentes, mas até hoje, conserva as pesadas roupas de inverno e cores vencedoras - vermelho e branco - mesmo nos tórridos natais tropicais.

25 de dezembro foi aproveitado comercialmente, para passar de um feriado religioso, de louvor e introspecção, para apenas uma data mercantilista, onde todos se vêem compelidos, por uma tradição que julgam ser religiosa e milenar, a gastar seu décimo terceiro salário no mercado.

Como Christmas se tornou Natal?

Nas áreas Protestantes do centro e nordeste da Alemanha, St. Nicholas ficou conhecido como Weinachtsmann. Na Inglaterra como .ather Christmas, a partir de 1500.

Quando fez seu caminho junto com os imigrantes holandeses para os EUA, foi referido como Sinter Klass.

Como Christmas (referente a Cristo) e Santa Claus se tornaram Natal e Papai Noel?

Bem, Natal é fácil, pois em italiano, onde fica a sede da Igreja, a festa é chamada e il Natale o ?a aniversário (dia do nascimento)?. Em espanhol é Navidad.

Sinter Klass é um apelido de Sint Nikolaas (o holandês para São Nicolau). .oi ?inglesado? para Santa Claus.

Mas e o tal do Papai Noel?

Essa é mais difícil. Parte vem do francês, onde o Natal é chamado de Noel, que vem da frase ?les bonnes nouelles?, ?as boas novas?, tradicional do Novo Testamento.

E o ?Papai? vem da tradição inglesa de .ather Christmas ?Papai Christmas? que em francês virou Pêre Noël - Papai Noel.

Mas ainda tem mais um!

Não é só o Santa Claus americano do século XIX que foi inspirado em São Nicolau para aparecer na época de Natal. Outras figuras similares são populares em outras partes do mundo.

Christkind ou Kris Kringle entrega presentes para as crianças na Suíça e Alemanha. Significa ?Christ Child? em inglês ou ?Cristo Criança? e é uma figura tipo anjo que acompanha São Nicolau em sua missões de Natal. Por favor esqueça os filmes de Hollywood que dão o nome próprio de ?Kris Kringle? ou ?Mister Kringle?, ao Santa Claus quando ele se mistura com as pessoas normais!!!

Num filme lançado em 2002, ?Meu Papai é Noel?, com Tim Allen, temos a maior pisada de bola de tradução da história do convívio do cinema americano com os péssimos tradutores para o português. Em um determinado momento, Santa Clause (como é chamado no filme) está ao lado de um de seus duendes, olhando de binóculo a chegada da Mamãe Noel. O duende fala: ?Hei, it?s miss Santa Clause?, o que significa apenas: ?Ei, é a Mamãe Noel?, mas o tradutor sapecou: ?Olhe! É a cláusula de Mamãe Noel?... Em inglês ?clause? é realmente ?cláusula?.

Na Escandinávia, um elfo mágico chamado Jultomten, entrega presentes num trenó puxado por bodes...

A lenda inglesa também fala que .ather Christmas ?Papai Christmas? visita cada casa na véspera do Natal.

Pêre Noël é o responsável pelos presentes na .rança.

Na lendas russas, existe uma velha, chamada Babouschka (a mesma daquelas bonequinhas que ficam umas dentro das outras e significa vovó) que deu informações errada para alguns sábios, que não conseguiram chegar a Belém e encontrar Jesus, quando ele nasceu.

Depois, ela se sentiu culpada mas não conseguiu achar os homens ou desfazer o engano. Neste dia, 5 de janeiro, ela visita as crianças russas deixando presentes perto de suas camas, na esperança de que alguma delas seja o bebê Jesus e que ela será perdoada.

Na Itália há outra lenda sobre uma mulher chamada La Befana, que voa numa vassoura e joga os presentes pelas chaminés para as crianças boas.

O quebra-cabeças cultural que formou o Natal

O Natal como conhecemos hoje é uma invenção da era Vitoriana, ao redor 1860, tendo uns 140 anos de ?tradição milenar?. É o feriado mais celebrado no mundo e o resultado da fusão de diferentes tradições de diferentes regiões, de culturas religiosas e seculares.

Suécia - casas iluminadas

A maior parte dos países da Escandinávia honra Santa Lúcia (St. Lucy) a cada ano no dia 13 de dezembro. A celebração do dia de Santa Lúcia começou na Suécia, mas se espalhou para a Dinamarca e .inlândia em meados do século XIX. Nestes países esta data marca o início do Natal, também referido como ?pequeno Yule?.

Tradicionalmente, a filha mais velha de cada família, acorda mais cedo e vai acordar os outros membros da família, com um longo vestido branco com uma faixa vermelha e com um coroa com 9 velas acesas.

A iluminação de casas e ruas no Natal também vem dos países de inverno rigoroso para facilitar a visualização do caminhos durante os dias mais escuros e com menos visibilidade do ano, devido às nevascas.

A ciência e o Papai Noel - .im do Mito

Em 1925, quando, cientificamente, se definiu que as renas não podiam viver no Polo Norte, jornais americanos, revelaram que Santa Claus vivia, na realidade, na Lapônia, parte da .inlândia, onde não faltam renas.

Em 1927, num programa de rádio estatal finlandês, o locutor revelou que Santa Claus vivia na aldeia de Korvatunturi.

Em 1931 a Coca-Cola usou Santa Claus em suas propagandas e o popularizou ainda mais nos desenhos do ilustrador Haddom Sundblom que foram usados até 1964 e recentemente começaram a ser reeditados por falta de coisa melhor.

Curiosamente, os desenhos de Sundblom são auto-retratos: é a cara dele mesmo. Outros artistas e outros produtos usavam Santa Claus nas suas propagandas muito antes da Coca-Cola.

De 1931 a 1964 diversas empresas usaram a imagem de Santa Claus e não havia nenhum monopólio da Coca-Cola. Outros artistas fizeram desenhos até mais interessantes que os de Sundblom. (vários deles estão em nosso site http://jipemania.com/coke)

Podemos achar horrível a idéia de um Papai Noel fumante, mas e no conto original de Moore, ele fuma cachimbo. Só que também é um elfo pequeno, com um trenó em miniatura e mini-renas. Seu tamanho foi a solução de Moore para que ele entrasse pela chaminé.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Coca-Cola teve a sensibilidade de tirar a Santa Claus e substituí-lo pelos soldados em combate e os que retornavam para casa. Outras marcas não: o Santa continuou a divulgar produtos no Natal, mesmo com os homens americanos sendo trucidados mundo a fora.

Nas imagens do site, você poderá ver coisas horrorosas como Santa Claus fumando, anunciando até mesmo cigarros Camel e Luky Strike. Que presentão de Natal, hein? Câncer de pulmão, mas com sabor, baixos teores etc e tal...

Rudolf a nona rena

A rena de nariz vermelho é a mais famosa de todas as renas e nasceu uns 100 anos depois das outras oito renas voadoras. .oi criação de Robert L. May, que trabalhava na loja de departamentos Ward. Os nomes corretos das outras você pode ver no texto original de 1822, na próxima página.

Em 1939 May escreveu uma história com o tema de Natal para atrair mais clientes para a loja. .icando dentro do antigo tema de Moore, ele escreveu ?Twas the Night Before Christmas?, onde contava a história de Rudolf, uma jovem rena que tinha sido desprezada pelas outras devido ao seu grande nariz vermelho. .oram 117 anos depois do poema de Moore.

Mas quando houve nevoeiro na noite de Natal e Santa não conseguia ir a lugar nenhum, Rudolf liderou as outras 8 renas, iluminando o caminho com seu nariz vermelho e luminoso.

Em 1939, a Montgomery Ward vendeu 2,5 milhões de cópias dessa história. Quando foi reeditado em 1946, vendeu outros 3,5 milhões de exemplares.

Em 1949, Jonhy Marks escreveu uma música sobre a história que foi gravada por Gene Autry e vendeu, imediatamente 2 milhões de discos. Desde então, a história já foi traduzida para 25 línguas e filmada para a TV em 1964, é passada quase todo o ano até hoje.

O panetone

Como tudo sobre o Natal há várias versões que apontam para o mesmo lugar na Itália. Na primeira delas, que nos parece a errada, Ughetto Degli Atellani, um falcoeiro milanês de origem nobre, se apaixonou por Adalgisa, filha de um modesto confeiteiro chamado Toni. Para conquistar o coração da amada, o cavalheiro fingiu ser confeiteiro e inventou um pão delicioso, acrescentando à farinha e à levedura, manteiga, ovos, uvas passas e cascas de laranja e limão confeitadas. O duque de Milão, Ludovico Il Moro Sforza (1452-1508) autorizou o casamento, que foi celebrado na presença de Leonardo da Vinci e estimulou a fabricação do novo pão, o qual todos chamavam de "pane di Toni".

Na segunda versão o cozinheiro do Duque de Sforza teria tido problemas com a sobremesa de Natal e serviu um pão docê com recheio de frutas preparado por um de seus ajudantes de cozinha chamado Toni. O cozinheiro teria batizado o pão com o nome do ajudante.

A terceira versão parece a mais correta e vem da mesma época, quando a família italianas preparavam um pão especial para o Natal, um pão de luxo que no dialeto milanês se chamava ?pane de ton?. Mas o que conhecemos hoje surgiu em 1919, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, pelas mãos do confeiteiro, também milanês, Angelo Motta, até hoje uma das marcas mais conhecidas na Itália.

Ele alterou a receita da massa e deu a forma tradicionald e cúpula. Para isso a massa deve ficar em repouso durante 20 hora antes de ir ao forno e ganhar sua consistência macia e aerada.

Bem esse é o fim da história do Natal, pelo menos por enquanto...

José Roitberg

Fonte: jipemania.com

Natal

ONatalé a festividade que comemora o nascimento de Jesus Cristo. Segundo os crentes, o nascimento do Messias (ou Cristo) estava já previsto no Antigo Testamento. A data convencionada para sua celebração foi o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.

É um acontecimento religioso e socialmente muito importante para as religiões cristãs, juntamente com a Páscoa. Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. É encarado universalmente como o dia consagrado à reunião da familia, à paz, a fraternidade e solidariedade ente os homens.

Nas línguas latinas. o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua germânica, é Weihnachten e têm o significado "Noite Bendita".

No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". De acordo com almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento quando do seu batismo, em virtude de não ter aceito o Calendário Gregoriano. No Século IV, as igrejas Ocidentais passaram a adotar o dia 25 de Dezembro, e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

Aspectos históricos

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.c.. Na realidade, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do Solstício de Inverno.

Foi por isso que, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus Sol invencível", que comemorava o Solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada em 17 a 22 de Dezembro, era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e um nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o Sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.

As evidências confirmam que num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, "nascimento do deus Sol invencível" (Natalis Invistis Solis) e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o Sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

Com a chegada do Natal, vários vídeos com esta temática entram em cena. Alguns abordando assuntos sérios e enaltecendo o espírito natalino e outros com um humor um tanto quanto duvidoso, que é o caso de "Um JingleBell para a morte".

O Ponto de Vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu.O mês judaico de quisleu (que corresponde ao nosso novembro/dezembro) era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte era tebete (dezembro/janeiro). Era o mês em que ocorriam as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o clima naquela região:

O escritor bíblico Esdras mostra que quisleu era de fato um mês frio e chuvoso. Depois de dizer que uma multidão havia se reunido em Jerusalém “no nono mês [quisleu], no vigésimo dia do mês”, Esdras informa que o povo ‘tiritava por causa das chuvas’. Sobre as condições do tempo naquela época do ano, as próprias pessoas reunidas disseram: “É a época das chuvadas e não é possível ficar de pé do lado de fora.” (Esdras 10:9, 13; Jeremias 36:22) Não é de admirar que os pastores que viviam naquela parte do mundo não ficassem ao ar livre à noite com seus rebanhos em dezembro. Mas o escritor bíblico Lucas mostra que, na ocasião do nascimento de Jesus, havia pastores “vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos” perto de Belém. (Lucas 2:8-12) Note que os pastores estavam vivendo ao ar livre, não apenas saindo para os campos durante o dia. Eles mantinham seus rebanhos nos campos à noite.

Como a idéia da vida ao ar livre é oposta às condições climáticas do inverno, a maioria dos estudiosos acredita que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, mas sim na primavera ou no verão.

Impacto social do Natal

Por causa do foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado, ou que recentemente sofreram perdas, possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isto aumenta a demanda por serviços de apoio psicológico durante o período. Nesta quadra, muitos acidentes rodoviários devidos a motoristas alcoolizados, a excessos de velocidade e manobras perigosas, ceifam vidas desnecessáriamente.

No países predominamente cristãos, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais, e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. É altamente caracterizado pela troca de presentes entre família e amigos, e presentes que são trazidos pelo Pai Natal (ou Papai Noel) ou outros personagens. Tradições locais de Natal ainda são ricas e variadas, apesar da alta influência dos costumes natalinos de estado-unidenses e britânicos através da literatura, televisão, e outros modos.

Símbolos e tradições do Natal

Árvore de Natal

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Ele montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.

Presépio

Presépio tradicional português - com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos. Nesse cenário, foi celebradada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único simbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalícias

Natal

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto

No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa quer esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera, dizendo antes algumas dicas sobre quem será presenteado.

Anúncio do anjo e nascimento de Jesus

É um fato que a morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", deu-se cerca de 2 anos após o nascimento de Jesus. Segundo a Bíblia, antes de morrer, mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus". ) Antes do nascimento de Jesus, sabe-se que Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou que José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.

"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quirínio "era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial]." (Lucas 2:1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quirínio fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador.)

Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo deo Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 a.C. a 6 a.C.), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 d.C.. O único recenseamento relacionado a Quirínio documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo. (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26) Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".

A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto. (Lucas 2:4-8) Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.

A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende." Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se aos Evangelhos Apócrifos, conjuntos de histórias mais ou menos fantasistas, que começaram a ser escritas desde o 2.º Século.

A estrela de Belém

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos [ou sacerdotes astrólogos, em gr. magoi] que perguntavam: Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus? Pois do Oriente vimos a sua estrela [em gr. astêr] e viemos adorá-lo." (Mateus 2:1-2) A "sua estrela" não era uma estrela [em gr. astêr] comum, visto que seguia um percurso invulgar de Oriente para Ocidente, sempre adiante dos magos. Seria um ponto luminoso que ao observador comum se pareceria uma "estrela", e permitiria ao Rei Herodes achar o futuro "Rei dos Judeus". Primeiramente, conduziu os magos até Jerusalém, e dai, à presença do Rei Herodes. Somente depois, a "estrela" conduziu-os de Jerusalém até Belém, e uma vez chegados a Belém, "se deteve sobre o lugar onde estava o menino". Não é possível determinar em absoluto o que era essa "estrela".

Teorias sobre a estrela

Cometa, supernova ou alinhamento de planetas?

A primeira explicação astronómica que se procurou dar para a "Estrela de Belém" foi que teria sido um cometa. Astrônomos do Século XVI propuseram o cometa Halley como a "Estrela de Belém". Essa imagem ainda é muito forte no imaginário popular, onde frequentemente a "Estrela de Belém" é representada como uma "estrela com cauda". Hoje sabemos que o Cometa Halley apareceu no ano 12 a.C.; muito cedo para estar associado ao nascimento de Jesus. E nenhum dos cometas conhecidos, segundo os dados hoje catalogados, passou na Judeia capaz de ser visto a olho nu, entre 7 a.C. e 1 d.C..

Astrónomos chineses, entretanto, registraram uma "nova estrela" na Constelação de Capricórnio, no ano 5 a.C. Essa "nova estrela" poderia ser um cometa ou uma estrela "explodindo", uma vez que os registos não nos dizem se essa nova estrela se movimentava em relação às estrelas de fundo. Ao fenómeno de "explosão de uma estrela" os astrónomos chamaram de "supernovas".

No ano 7 a.C., houve uma tripla conjunção planetária entre Júpiter e Saturno. Esses planetas se aproximaram no céu (mas não o bastante para serem confundidos como um único objecto), na Constelação de Peixes, nos meses de Maio, Setembro e Dezembro. Aqueles que acreditam ser essa tripla conjunção a "Estrela de Belém", argumentam que os magos viram a 1.ª conjunção em Maio, e iniciaram a jornada. Durante a 2.ª conjunção, em Setembro, chegaram a Jerusalém e durante a 3.ª conjunção, em Dezembro, chegaram a Belém. Em Fevereiro de 6 a.C., houve uma grande aproximação (quase uma conjunção planetária) entre Júpiter, Saturno e Marte - também na Constelação de Peixes......

Conjunções Júpiter-Régulo e Júpiter-Vênus

Em Setembro de 3 a.C., Júpiter se aproximou de Régulo (do lat. Régulus, que significa "pequeno Rei"), a estrela mais brilhante da Constelação de Leão. Essa constelação era considerada a constelação dos reis. Além disso, o "novo leão jubado" estava associado à Tribo de Judá. Em Outubro, houve uma nova conjunção entre Júpiter e Vénus, na Constelação de Leão.

No ano 2 a.C., em Fevereiro e Maio, aconteceram outras duas conjunções entre Júpiter e Régulo. Em Junho, houve uma conjunção planetária entre Júpiter e Vénus. Nesse mesmo ano, Júpiter realizou um "loop" no céu - um movimento retrógrado, onde inverteu a direcção de seu movimento em relação às estrelas de fundo - ficando então estacionário - no dia 25 de Dezembro.

Outras teorias

Outros teólogos encaram esta estrela como uma estrela teológica. Segundo eles, Mateus estaria a fazer interpretação de tradições e, por isso, não se refere a uma estrela literal, apenas no significado do nascimento de um personagem importante.

Visita dos magos

Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece adevir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."

Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

Outro factor muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.

Infancia e adolescência de Jesus

Lucas faz um breve resumo da infância e adolescência de Jesus: "E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. ... E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens." (Lucas 2:40, 51-52) Toda a sua família frequentava a sinagoga de Nazaré. José lhe ensina o ofício de carpinteiro. Aos 12 anos, Jesus acompanha pela primeira vez os seus pais ao Templo de Jerusalém para a celebração da Páscoa. Durante alguns dias, Jesus deixa-se ficar nos pátios do Templo, apenas escutando e questionando os sacerdotes. (Lucas 2:41-50)

Fonte: pt.wikipedia.org

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