Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Origami - Página 9  Voltar

Origami

Como Surgiu o Origami

A menina de Hiroshima – os mil grous de papel

Esta história começa em 1945. Uma menina chamada Sadako Sasaki vivia na cidade japonesa de Hiroshima.

Quando tinha 2 anos, lançaram sobre sua cidade a primeira bomba atômica.

Quase tudo foi destruído e arrasado pelo fogo.

Sadako, que se encontrava a mais ou menos dois quilômetros do local da explosão, aparentemente nada sofreu.

Poucas semanas depois, começaram a ocorrer mortes causadas por uma doença que nem os médicos entendiam.

Pessoas que pareciam gozar de plena saúde, subitamente sentiam-se fracas, caíam doentes e morriam.

Aos 12 anos, Sadako era uma menina alegre, normal e freqüentava uma escola do bairro.

Estudava e brincava como as outras crianças, e uma das coisas de que mais gostava era correr. Um dia, depois de participar de uma corrida de revezamento em que ajudara sua equipe a ganhar, sentiu-se muito cansada e teve tontura.

Achou que era um desgaste provocado pela corrida.

Na semana seguinte, especialmente quando corria, as tonturas voltaram.

Sadako não disse nada a ninguém, nem mesmo à sua melhor amiga, Chizuko. Certa manhã, sentiu-se tão mal que caiu e ficou estendida no chão. Não havia mais como esconder. Levaram-na para um hospital da Cruz Vermelha.

Sadako estava com leucemia.

Outras crianças de Hiroshima começaram a apresentar os mesmos sintomas de leucemia, então chamada "doença da bomba atômica".

Quase todos estavam morrendo e Sadako ficou assustada, pois não queria morrer.

Chizuco foi visitá-la levando um papel, com o qual fez uma dobradura representando um grou. Chizuko contou a Sadako uma lenda: o grou, ave sagrada no Japão, vive mil anos, e se uma pessoa dobra mil grous de papel, fica curada.

Sadako resolveu fazer os mil grous.

Lentamente ela dobrava os grous, apesar da leucemia que a enfraquecia.

Ainda que não melhorasse, prosseguia e conseguiu terminar as mil aves de papel.

Sem ficar zangada ou entregar-se, resolveu fazer mais.

Todos acompanhavam sua determinação e paciência até que, em 25 de outubro de 1955, rodeada por sua família, ela montou seu último grou e dormiu placidamente pela última vez.

Seus amigos, nos quais deixou saudades, sentiram-se muito tristes por ela e pelas outras crianças e quiseram fazer alguma coisa. Assim, 39 dos seus colegas de classe resolveram formar um clube e arrecadar dinheiro para erigir um monumento em memória de Sadako e de todas as outras crianças. Alunos de 3.100 escolas japonesas e de nove outros países fizeram doações.

Finalmente, em 5 de maio de 1958, conseguiram dinheiro suficiente para a construção do monumento. Ele foi chamado Monumento das Crianças à Paz, e colocado no Parque da Paz, no centro de Hiroshima, exatamente onde havia caído a bomba.

Esse esforço das crianças ficou tão popular que inspirou o filme Os mil grous de papel. As crianças de Hiroshima e Tóquio que participaram do filme resolveram ficar amigas e fundaram o Clube dos Mil Grous de Papel. Nada, porém, resume melhor o significado dos grous e do Clube do que as palavras gravadas no pedestal do Monumento das Crianças à Paz:

"este é o nosso grito esta é a nossa prece construir a paz no mundo que é nosso." (adaptado do Correio da Unesco por João C. Pessarini)

Um resumo da história

No ano 105, T’sai Lao, administrador no palácio do imperador chinês, começou a misturar cascas de árvores, panos e redes de pesca para substituir a sofisticada seda que se utilizava para escrever. Ele, com certeza, não poderia imaginar a utilização que a humanidade faria desse invento chamado papel. O império chinês manteve segredo sobre as técnicas de fabricação do papel durante séculos, pois exportava esse material a preços altos. No século VII, por intermédio de monges coreanos, a técnica para fabricar papel chegou ao Japão como "um negócio da China", e um século mais tarde, os árabes obtiveram o segredo desse processo. Na Europa a técnica chegou por volta do século XII, e dois séculos mais tarde já se espalhava por todos os reinos cristãos.

Nem sempre o papel teve boa qualidade. Exceto na China e no Japão, onde desde os primeiros momentos era possível a prática de dobrá-lo, no resto do mundo, principalmente na Europa, o papel era grosso e frágil, dificultando a prática de dobraduras. Só a partir do século XIV, conseguiu-se fabricar um papel mais fino e flexível na Europa. Mas o altíssimo custo para sua fabricação era também obstáculo para a popularização do origami.

É certo que essa arte teve sua origem na China a partir do manuseio do papel. Mas, ao que se sabe, sua prática não se tornou muito popular nesse país. No Japão, o origami (ori: dobrar / gami: papel) converteu-se numa prática comum assim que o custo do papel caiu, sendo hoje considerada um patrimônio da cultura japonesa.

No início, tinha caráter simbólico nos rituais das cerimônias xintoístas. Os noshis, oferendas que se faziam nos templos, eram envoltos em papel, cuja função era separar o puro do impuro. A evolução desses envoltórios com dobras cada vez mais complexas e atraentes foi tanta que o origami deixou de ser um meio para converter-se num fim. Assim, esses origamis foram sendo apresentados de maneiras diferentes, seguindo algumas regras básicas, respeitadas por todos que dobravam. Uma tradição que tem raiz no século XII. Também nessa época constatou-se a existência de um rito matrimonial em que papéis eram dobrados partindo da base do balão, simbolizando os noivos (mariposas). As mariposas – macho e fêmea – envolviam as garrafas de saquê, simbolizando a união.

Na Europa, sem esse sentido religioso, existia no século XVI o costume dos estudantes da Universidade de Pádua que, ao visitar seus professores, deixavam um cartão de visita com seu nome,dobrado de forma a expressar um sentimento ou intenção.

O nó pentagonal que os japoneses usavam para escrever suas orações era conhecido na Europa desde o século XII, principalmente entre os estudiosos de Geometria.

A dessacralização do origami ganhou terreno paralelamente à redução dos custos. As classes mais populares começaram a ter acesso a essa prática e logo suas técnicas foram bastantedisseminadas.

As figuras representavam objetos da vida diária (capacete de samurai,bonecas, barcos etc.). Muitas dessas peças são dobradas até os dias de hoje. A beleza das peças, em grande parte, vem da leveza do papel artesanal utilizado em sua confecção.

A semelhança entre as figuras japonesas e as tradicionais figuras européias pode ter acontecido por uma comunicação direta feita entre missionários e comerciantes. Ambas as tradições têm figuras iguais, com predominância das dobradas com ângulos de 45 graus. Algumas estão documentadas na Europa desde o século XVII. A pajarita (passarinho) espanhola passou a denominar todas as figuras dobradas na Espanha. Os espanhóis acreditam ser, no contexto europeu, o povo que com mais força manteve essa tradição.

Quando as bases do pássaro e da rã surgiram no Japão, quem poderia avaliar seu potencial? Acredita-se que 80% das figuras conhecidas hoje têm sua origem nelas. Tecnicamente, essas duas bases consistem em trabalhar com ângulos de 22,5 graus no papel quadrado, o que gera uma ampla liberdade de movimentos nas quatro pontas.

Uma das figuras representativas do origami é o grou (tsuru), que simboliza a eterna felicidade e é muito popular entre os japoneses. O primeiro livro com instruções para dobrar – O segredo para dobrar mil grous – apareceu em 1797 e descrevia a maneira de dobrar 49 grupos de grous unidos, às vezes com cola, outras pelas asas. O fato de só estarem indicados o formato do papel e a maneira de realizar os cortes demonstra a popularidade dessa figura.

Em 1700, havia na Europa uma técnica utilizada pelos mágicos que consistia em formar múltiplas figuras dobrando-se um papel em leque e depois girando. O primeiro livro que fala sobre isso é Hocus Pocus, de autoria desconhecida e muito popular entre os mágicos da época. Na década de 1920, o grande Houdini, mais conhecido pela habilidadede escapar rapidamente de qualquer tipo de amarras, também demonstrava habilidade com papel.

Origami na Educação

Assim como no Japão, na Europa o origami era praticado principalmente pelas crianças. Por isso o pedagogo Froebel percebeu rapidamente a possibilidade de educar a partir de brincadeiras com dobraduras em papel. Na prática habitual de seus "Jardins de Infância", estavam as figuras tradicionais da época e também uma série de dobraduras geométricas, chamadas depois de "froebelianas".

Quando os portos japoneses se abriram para os países ocidentais, propiciaram uma revolução na arte de dobrar papéis. As bases do pássaro e da rã chegaram à Europa, onde não eram conhecidas. A base do pássaro chegou não na figura do grou, mas sim na forma de um pássaro que batia asas, estranhamente desconhecida no Japão. Os geômetras, por sua vez, não ficaram insensíveis e viram no origami muitas possibilidades pedagógicas. Um livro do hindu Sundara Row, Geometric Exercises in Paperfolding, publicado em 1893, é um amplo tratado de geometria com origami, ainda que outros o tenham precedido. Esse livro foi reeditado pela Dover (EUA), e é um excelente material de apoio didático para professores de matemática.

Já no século XX, a tradição de considerar o origami somente como uma brincadeira de criança começou a evoluir pelas mãos de Isao Honda, no Japão, e Miguel de Unamuno, na Espanha. Ambos os autores realizaram uma cruzada quase simultânea para conseguir a consideração das classes mais cultas em relação ao origami. É certo que o desenvolvimento da arte de dobrar papel tal qual a conhecemos hoje somente aconteceu nos últimos 50 anos. Da década de 1950 vem a idéia de consenso de Akira Yoshisawa para a representação gráfica das dobras, diferenciando, por exemplo, as dobras vale e montanha. As dobras que servem como matrizes para a produção de figuras são chamadas de bases. A sistematização das dobras e bases permitiu ampliar a criatividade dos autores, que criam não apenas peças, mas também novas bases.

Na efervescência dos anos de 1950 e 1960, foram os norte-americanos os primeiros a impulsionar a explosão "origâmica", especialmente Lilian Oppenheimer, fundadora do The Origami Center New York, em 1958.

Fonte: www.eduquenet.net

Origami

Tsuru

É a arte milenar de produzir objetos e formas a partir da dobradura de papel. Tal arte é muito praticada no Japão. Alguns estudiosos acreditam na tese de que ela surgiu juntamente com o papel.

Os primeiros registros que revelam o surgimento do papel se deram na China, no ano 105 d.C. De lá, monges budistas levaram o método de fabricação do produto para outros países asiáticos, partir do século VII.

Um dos países a aprenderem à técnica de fabricação do papel foi o Japão, aonde a técnica do Origami vinda junta com o papel iria se desenvolver.

A partir do século VIII, as dobraduras passaram a ser utilizadas nas cerimônias xintoístas, representando divindades adoradas pelos japoneses.

Foi no ano de 1876, que a arte de dobrar o papel formando uma imagem se tornou acessível a todos, principalmente nas escolas japonesas.

Fonte: www.brasilescola.com

Origami

Origami é a arte japonesa de dobrar o papel. A origem da palavra advém do japonês ori (dobrar) gami (papel). Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel.

No entanto, a cultura do Origami Japonês, que se desenvolve desde o Período Edo, não é tão restritiva acerca destas definições, por vezes cortando o papel durante a criação do modelo, ou começando com outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.).

Elefante Origami
Um elefante a partir duma nota de dólar.

No início existia muito pouco papel disponível e, por isso, apenas os ricos podiam dobrar o papel. Os Japoneses encontraram utilidade para o seu origami: por exemplo, os Samurais teriam, algures no período Muromachi, trocado presentes na forma conhecida como noshi, que seria um papel dobrado com uma fatia de peixe seco ou carne. Isto era considerado um símbolo de boa-ventura. Também os nobres Shinto teriam celebrado casamentos envolvendo copos de licor de arroz em formas de borboletas que seriam dobradas para representar o noivo e a noiva.

Conforme se foram desenvolvendo métodos mais simples de criar papel, o papel foi-se tornando menos dispendioso, e o Origami foi-se tornando cada vez mais uma arte popular. Contudo, os japoneses sempre foram muito cuidadosos em não desperdiçar; guardavam sempre todas as pequenas réstias de papel, e usavam-nas nos seus modelos de origami.

Durante séculos não existiram instruções para criar os modelos origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Esta forma de arte viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses. Em 1787 foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo o primeiro conjunto de instruções origami para dobrar um pássaro sagrado do Japão. O Origami tornou-se uma forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão em madeira de 1819 intitulada "Um mágico transforma folhas em pássaros", que mostra pássaros a serem criados a partir de folhas de papel.

Pégaso, um cavalo alado.Em 1845 foi publicado outro livro (Kan no mado) que incluía uma colecção de aproximadamente 150 modelos Origami. Este livro introduzia o modelo do sapo, muito conhecido hoje em dia. Com esta publicação, o Origami espalha-se como actividade recreativa no Japão.

Não seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os Mouros, no Norte de África, que trouxeram a dobragem do papel para Espanha na sequência da invasão árabe no século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar figuras geométricas, uma vez que a religião proibia-os de criar formas animais. Da Espanha espalhar-se-ia para a América do Sul. Com as rotas comerciais marítimas, o Origami entra na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.

Origami
Alguns modelos do Origami

Origami na Alemanha

Friedrich Froebel (1782-1852) foi o fundador do Movimento Kindergarten que iria introduzir as dobragens de papel nas actividades pré-escolares. Porém, estas seriam desenvolvidas principalmente pelos seus seguidores, após a sua morte.

O Movimento Kindergarten foi levado para o Japão por uma senhora alemã, obtendo considerável aceitação. As dobragens de papel eram ensinadas às crianças e fundiram-se com o tradicional Origami. Com efeito, muitos dos modelos eram semelhantes e o Origami foi trazido de casa para a escola.

Froebel nunca conheceu o termo "Origami" nem este foi alguma vez usado pelo Movimento Kindergarten.

Pégaso
Pégaso, um cavalo alado.

A divisão do Origami

A grande divisão entre a antiga dobragem do papel e a nova surgiu cerca de 1950 quando o trabalho de Akira Yoshizawa se tornou conhecido. Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada deviam ao origami do passado, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros. Porém, ainda precisava de duas partes de papel para conseguir animais de quatro patas, o que só viria a ser ultrapassado com a invenção das Bases Blintzed em meados da década de 1950 por outros entusiastas, particularmente o norte-americano George Rhoades. Até lá, apenas era possível dobrar animais muito primitivos, incluindo o tradicional porco.

Porém, o trabalho de Yoshizawa já tinha tido um predecessor: Miguel Unamuno, um filósofo da Universidade de Salamanca.

Matemática

A prática e o estudo do Origami envolve vários tópicos de relevo da matemática. Por exemplo, o problema do alisamento da dobragem (se um modelo pode ser desdobrado) tem sido tema de estudo matemático considerável.

A dobragem de um model alisável foi provado por Marshall Bern e Barry Hayes como sendo um problema NP completo.

O problema do Origami rígido ("se o papel for substituído por metal será ainda possível construir o modelo?") é de grande importância prática. Por exemplo, a dobragem Miura é uma dobragem rígida que tem sido usada para levar para o espaço grelhas de painés solares para satélites.

Fonte: pt.wikipedia.org

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal