Obras Literárias

abril, 2017

  • 18 abril

    Rimance da Menina da Roça

    Viriato da Cruz A menina da roça está no terreiro cosendo a toalhinha pró seu enxoval… – “ Que céu tão lindo!, e o encanto da mata!… Ai, tanta beleza no cafezal…” A menina da roça terá poesia terá poesia nos olhos de mel? A menina da roça chega à …

  • 18 abril

    Namoro

    Viriato da Cruz Mandei-lhe uma carta em papel perfumado e com a letra bonita eu disse ela tinha um sorrir luminoso tão quente e gaiato como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas espalhando diamantes na fímbria do mar e dando calor ao sumo das mangas. sua …

  • 18 abril

    Mamã Negra

    Viriato da Cruz (canto da esperança) (À memória do poeta haitiano Jacques Roumain) Tua presença, minha Mãe – drama vivo duma Raça, Drama de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos! Pela tua voz Vozes vindas dos canaviais dos arrozais dos cafezais [dos seringais dos …

  • 18 abril

    Makèsú

    Viriato da Cruz – “Kuakié!… Makèzú…” ……………………………………….. O pregão da avó Ximinha É mesmo como os seus panos Já não tem a cor berrante Que tinha nos outros anos. Avó Xima está velhinha Mas de manhã, manhãzinha, Pede licença ao reumático E num passo nada prático Rasga estradinhas na areia… …

  • 18 abril

    Viriato da Cruz

    Nascimento: 25 de março de 1928, Porto Amboim, Angola. Falecimento: 1973, Pequim, China. Viriato da Cruz Viriato da Cruz , Viriato Clemente da Cruz, foi um angolano poeta e político, que nasceu em Kikuvo, Porto Amboim, Angola Português, e morreu em Beijing, República Popular da China. Viriato da Cruz é …

  • 18 abril

    Selvagem – Tomás Vieira da Cruz

    Tomás Vieira da Cruz Ninguém, ninguém, ninguém me queira mais; podem trazer-me tudo quanto existe: as pérolas de Ofir e as irreais ilusões que contentam quem é triste. Podem trazer-me, em doidos vendavais, a luz da f’licidade que sentiste, mulher ditosa que em cortejo vais seguida de quem ama de …

  • 18 abril

    Romance de Luanda

    Tomás Vieira da Cruz Coqueiros esguios – leques ao vento abanando a Ilha. Um dongo flutua na baia. E ela, a negra maravilha condecorada com reflexos de prata com que o céu a está beijando, com que o céu a está vestindo, – adormeceu sonhando placidamente sorrindo. Nas águas verdes …

  • 18 abril

    Rebita – Tomás Vieira da Cruz

    Tomás Vieira da Cruz Mulata da minha alma batuque dos meus sentidos, meus nervos encandecidos vibram por ti, sem ter calma. Por isso vou á rebita, quase triste e indeciso, a queimar minha desdita nas chamas do teu sorriso. E, triste, assim, vou dançar, vou dançar e vou beber o …

  • 18 abril

    Quissange – Saudade Negra

    Tomás Vieira da Cruz Não sei, por estas noites tropicais, o que me encanta… Se é o luar que canta ou a floresta aos ais. Não sei, não sei, aqui neste sertão de musica dolorosa qual é a voz que chora e chega ao coração… Qual o som que aflora …

  • 18 abril

    N’gola – Flor de Bronze

    Tomás Vieira da Cruz Filha de branco que morreu na guerra e de uma preta linda do Libolo, o teu olhar até de noite encerra todo o luar das lendas do Catolo! Ó flor estranha! já não tem consolo a tua mágoa, a tua dor na terra! Ó flor estranha …