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Batalha do Avaí

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Batalha do Avaí foi uma das batalhas da dezembrada – conjunto de operações militares ocorridas em dezembro de 1868, que também inclui o combate da Ponte de Itororó, planejadas e comandadas pelo então Marquês de Caxias, abrindo acesso a Assunção

Batalha do Avaí
Batalha do Avaí, por Pedro Américo (Museu Imperial).
A guerra foi objeto de demandas artísticas patrocinadas pelo Estado imperial e por suas forças armadas

Na noite de 10 de dezembro de 1868, 9.000 homens do Exército brasileiro acamparam em Porto Ipaner, território paraguaio.

Ao amanhecer, Caxias ordenou a marcha em direção à cidade de Villeta; os paraguaios, em igual número, esperavam junto à ponte ao sul do arroio Avaí.

Depois da vitória, a tropa brasileira foi descansar em Villeta, à margem do rio Paraguai.

Resumo

Batalha do Avahy, que decidiu a Guerra do Paraguai (1864-1870), maior conflito armado internacional da América do Sul, travado entre a Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina – com a ajuda da Inglaterra) e o Paraguai.

A guerra arrasou a então potência econômica da América do Sul. Mais de 300 mil paraguaios foram mortos no conflito, entre civis e militares.

A Batalha do Avahy (hoje Avaí) ocorreu no dia 11 de dezembro de 1868, em território paraguaio.

De um lado, a Tríplice Aliança, comandada pelo Marquês de Caxias e General Manuel Luís Osório, e que contou com 18.900 brasileiros, além de 26 canhões e três mil cavalos.

Comandados pelo general Bernardino Caballero, cinco mil paraguaios, com 18 canhões, não resistiram e sucumbiram diante do poderio militar da Tríplice Aliança.

Apenas 200 homens do exército de Caballero sobreviveram, enquanto “somente” 297 soldados morreram entre os brasileiros.

Fonte: www.senado.gov.br

Batalha do Avaí

Era preciso tomar Angustura e Vileta e realizar a ligação com a esquadra, para receber abastecimentos. Ao alvorecer de 11 de dezembro, o Exército prossegue no seu avanço para o Sul.

“O general em chefe, convencido da importância do combate do dia 6, pela resistência que o inimigo lhe tinha apresentado na ponte resolveu, para não perder a iniciativa de o perseguir vigorosamente em sua retirada. Tendo dormido em a noite de 6 para 7, no campo de batalha, levantou-se antes do romper do dia para ordenar disposições de marcha”.

Teria que transpor o arroio Avaí: mas sobre essa linha d’água, aproveitando habilmente as vantagens do terreno, lá estava novamente o General Caballero, com 7.000 homens e 18 peças de artilharia, repetindo o dispositivo da ponte de Itororó.

“Interfere-se dessa rápida descrição que os brasileiros tinha primeiro ao descer ao arroio, depois transpô-lo e por fim subir a colina oposta para desalojar os inimigos. Estes deviam encontrar-se em excelentes condições de os repelir, quer durante a marcha de aproximação, quer na fase de ataque”

É assinalada e rapidamente reconhecida a posição de Caballero.

Caxias decide, sem demora, passa-se ao ataque, iniciado por Osório, no centro.

Os paraguaios – com sua tradicional bravura – resistem.

No momento mais difícil, desaba sobre o campo da luta violenta borrasca: alaga-se o terreno, cresce o volume do arroio, molha-se a munição da força atacante, e os brasileiros tiveram que recorrer à arma branca.

Luta-se em cada canto, com indiscritível ardor e homérica bravura!

Numa carga, cai morto, a ferro frio, o tenente-coronel Francisco de Lima e Silva; a seguir, o tenente-coronel Antônio Pedro de Oliveira e o coronel Niederauer; o chão está juncado de heróis.

Caxias, do seu observatório, a cavalo, bem junto à frente de combate, acompanha todos os lances e comando o combate.

Ele próprio, num momento, comanda pessoalmente uma intervenção violenta do 2º Corpo sobre o flanco direito da posição.

Osório é ferido no rosto por bala de fuzil.

José Luiz Mena Barreto é um aríete, abrindo brechas.

O Coronel Câmara – à frente de sua cavalaria – parece uma figura de legenda, em entreveros consecutivos, envolto por esquadrões que se digladiam.

Ao passar pelo marechal, com os seus cavaleiros indóceis, Caxias o promove:

“- General, louvo-o pelas suas brilhantes cargas!…”

Andrade Neves e João Manuel Mena Barreto, executando a fase final da manobra – cada um sobre um dos flancos da posição – chegam no momento justo e desferem os seus golpes mortais.

A resistência fraqueja e a posição é arrebatada. O combate durara cinco horas.

Caxias atinge um por um os seus objetivos, numa marcha vitoriosa que levará seu nome glorioso à imortalidade dos heróis.

Fonte: www.exercito.gov.br

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