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Classe Anfíbia

 

 

QUE TIPO DE ANIMAL É UM ANFÍBIO?

Os anfíbios foram os primeiros vertebrados a conquistar o ambiente terrestre. Do ponto de vista evolutivo constituem um grupo situado entre os peixes e os répteis. Apesar de muitas espécies poderem viver fora do ambiente aquático, os anfíbios sempre apresentam grande dependência da água, pelo menos durante a fase reprodutiva. Seus ovos, desprovidos de casca, necessitam de umidade constante. Os filhotes, ao nascerem, vivem na água, onde respiram através de brânquias e, com seu desenvolvimento, passam para a terra, onde respiram por pulmões. Daí o nome anfíbio que significa, em grego, duas vidas, referindo-se às fases aquática e terrestre.

A temperatura do corpo desses animais não é constante, variando conforme a temperatura do ambiente. Sua pele é quase sempre úmida, o que causa a sensação de serem "gelados" e "pegajosos". Essa umidade é importante para que eles possam realizar respiração cutânea, além da pulmonar. Diferentemente dos outros vertebrados, a pele dos anfíbios é nua, não possuindo escamas, pêlos ou penas. Assim, eles são muito suscetíveis à perda de água. Para contornar esse problema, uma das estratégias que utilizam é a de serem, na grande maioria das espécies, animais noturnos.

Embora seus antepassados pré-históricos tenham atingido tamanhos muito grandes, a maioria dos anfíbios atuais não passa de 20 cm de comprimento, os menores podendo chegar a menos de 1 cm.

Por todas essas características, os anfíbios tendem a habitar as regiões próximas ao Equador, sendo mais concentrados na região tropical. Apesar disso, algumas espécies podem desenvolver adaptações que lhes permitem viver em regiões frias, em grandes altitudes e até em desertos. Dessa maneira, existem cerca de 4.500 espécies descritas de anfíbios que se distribuem por todos os continentes, exceto a Antártida.

COMO SÃO CLASSIFICADOS?

A classe Amphibia é dividida em 3 ordens:

1.Anura
2. Caudata
3. Gymnophiona

ORDEM ANURA - sapos, rãs e pererecas

Os Anuros são assim chamados por não apresentarem cauda na fase adulta. Possuem dois pares de patas. Há no mundo cerca de 3.800 espécies e sua distribuição é predominantemente tropical. A fauna brasileira é a mais rica em anfíbios anuros, contando com aproximadamente 600 espécies conhecidas.

ORDEM CAUDATA OU URODELA - Salamantras e Tritões

Como o nome diz, possuem cauda e, em geral, 2 pares de patas na fase adulta, embora estas possam ser reduzidas dependendo do hábito de vida do animal. Contém cerca de 500 espécies de distribuição predominantemente temperada e setentrional. No Brasil conhecemos, até o momento, somente uma espécie de salamandra que vive na região Amazônica.

ORDEM GYMNOPHIONA OU ÁPODA- Cecílias ou cobras-cegas

Apresentam o corpo vermiforme, são cegos e não possuem patas. Possuem um par de tentáculos entre os olhos e as narinas, órgãos sensoriais típicos desses animais. Por viverem quase sempre no ambiente subterrâneo, são raras as oportunidades de nos deparararmos com as cecílias. que são, dessa forma, bastante desconhecidas. Há cerca de 170 espécies nessa ordem, com distribuição tropical e meridional. No Brasil existem mais ou menos 20 espécies.

SAPOS, RÃS E PERERECAS

Dentre os anfíbios anuros podemos distinguir 3 categorias de animais, baseadas no seu aspecto externo:

Sapos: Englobam as várias espécies de animais de hábitos mais terrestres. Geralmente apresentam a pele rugosa e mais seca em relação às rãs e pererecas.

Possuem um par de protuberâncias glandulares, uma atrás de cada olho, conhecidas como parotóides, e locomoção lenta, quase sempre a pequenos saltos.

Rãs: São animais essencialmente aquáticos, com pele muito lisa e úmida, dedos de ponta afilada, e locomoção rápida com saltos de grande extensão.

Pererecas: Uma característica das pererecas é serem dotadas de discos adesivos nas pontas dos dedos, o que lhes confere a capacidade de subir na vegetação ou em paredes. Possuem pele lisa e úmida e locomovem-se rapidamente através de saltos, como o seu próprio nome em tupi indica (pere’reg = ir aos saltos).

Aliás, é daí também que vem o nome do Saci Pererê!

PORQUE OS ANUROS CANTAM?

Se estivermos perto de um brejo, de uma lagoa, ou de um riacho, numa noite quente, e prestarmos bastante atenção, poderemos distinguir variados sons, alguns parecidos com assobios, outros com o toque de buzina, latidos de cão, pingos d´água caindo, ferro batendo, etc. Todos esses sons provêm dos machos de sapos, rãs e pererecas que cantam à noite chamando as fêmeas para o acasalamento.

Cada espécie tem seu canto bem característico. Para produzí-lo, o macho possui um (ou dois) sacos vocais que se enchem de ar e funcionam como uma caixa amplificadora do som que pode, assim, ser ouvido a grandes distâncias.

COMO OS ANUROS SE REPRODUZEM?

Quando uma fêmea, atraída pelo canto, encontra um macho da mesma espécie, é por ele agarrada pelas costas, num abraço nupcial.

A seguir, os ovos são postos em um local úmido, podendo ser dentro d´água, debaixo de pedras, no interior de uma toca no chão, sobre uma folha, na axila de uma bromélia, etc.

À medida que a fêmea, estimulada pelo abraço nupcial, põe os ovos, estes vão sendo fertilizados pelo sêmen expelido pelo macho. Já nas cecílias, existe no macho um órgão copulador. Em certas salamandras ocorre, ainda, uma outra forma de fecundação onde o macho deposita no chão bolsas contendo os espermatozóides, os espermatóforos, que são então recolhidos pela fêmea através da cloaca.

Tanto o aspecto dos ovos como o arranjo que eles apresentam após a postura variam muito, dependendo da espécie considerada. Os ovos podem formar um cordão gelatinoso, podem aderir-se a plantas, pedras, ou folhas enroladas, ou podem ficar protegidos dentro de um ninho de espuma. Com a eclosão dos ovos, nascem os girinos, que representam a primeira fase da vida dos anuros, conhecida como fase larval. Os girinos vivem na água e se assemelham a peixes, geralmente de cor escura. São providos de cauda, não têm patas e respiram por meio de brânquias. Para que atinjam a forma adulta eles passam por uma transformação total do organismo conhecida como metamorfose. Durante essa transformação os animais adquirem patas, perdem a cauda (se forem anuros), deixam gradualmente o ambiente aquático e passam a respirar através dos pulmões e da pele.

Em algumas espécies não existe fase larval visível e todas as transformações do embrião ocorrem dentro do ovo. Nesse caso, os animais já nascem com a forma dos adultos.

PROTEÇÃO DA PROLE

Diversos grupos de anfíbios desenvolveram meios de proteger seus filhotes. Algumas espécies podem guardar temporariamente os filhotes na boca, no estômago, ou em pregas da pele semelhantes às bolsas dos marsupiais. No sapo-aru (também conhecido como pipa), os ovos, após fecundados, são conduzidos pelo macho ao dorso da fêmea, onde ficam protegidos dentro da pele até o nascimento dos filhotes.

A nossa rã mais comum, a rã-pimenta, monta guarda permanente desde a postura dos ovos até a metamorfose dos girinos, tornando-se muito agressiva com os eventuais predadores.

As cecílias terrestres cuidam de seus ovos enrodilhando-se em torno deles e assim permanecendo por um longo tempo, mesmo após o nascimento dos filhotes.

Estes, durante vários meses, permanecem junto à mãe.

OS ANFÍBIOS SÃO VENENOSOS?

Apesar de serem inofensivos aos seres humanos, todos os anfíbios, incluindo as cecílias e as salamandras, possuem glândulas espalhadas por toda a pele que podem produzir secreções tóxicas. Em muitos casos existem regiões especiais da pele que possuem acúmulos dessas glândulas, tais como as parotóides dos sapos. As secreções cutâneas dos anfíbios podem ser constituídas por inúmeras substâncias que, na sua maioria, possuem propriedades e composição química ainda muito mal conhecidas.

A finalidade dessas substâncias é a proteção dos anfíbios contra o ataque de predadores e a defesa da pele contra infecções por bactérias e fungos. No entanto, os anfíbios, diferentemente das cobras, não dispõem de meios para injetar os venenos que produzem.

Praticamente não existem registros de envenenamento por anfíbios em seres humanos. Já em cães podem ocorrer acidentes se molestarem ou morderem sapos.

Nesse caso, a pressão da mordida sobre as parotóides faz com que essas glândulas espirrem o veneno esbranquiçado e pastoso que, entrando em contato com a mucosa dos olhos, nariz ou boca, pode causar danos ao organismo ou até mesmo levá-lo morte.

É muito comum ouvirmos falar que a urina dos anuros é venenosa e pode cegar. Isso não é verdade. O líquido que esses animais soltam ao se sentirem molestados, nada mais é do que uma solução aquosa, muito diluída, armazenada na bexiga. Essa "urina", quando liberada, pode ser esguichada a grande distância, sendo, no entanto, completamente inofensiva.

Algumas espécies de sapos coloridos da Amazônia, os dendrobatídeos, possuem uma secreção cutânea muito venenosa que é utilizada pelos índios para envenenar suas flechas (ou zarabatanas) para a caça.

O PAPEL DOS ANFÍBIOS NO EQUILÍBRIO ECOLÓGICO

Os anfíbios, assim como todos os outros seres vivos, são parte integrante da natureza, sendo importantes elos na grande teia alimentar de nossos ecossistemas.

Seus ovos e girinos servem de alimento a peixes, aves e a uma infinidade de outros seres aquáticos. Os jovens e adultos entram na composição da dieta de muitas cobras, lagartos, aves, mamíferos, peixes e outros anfíbios.

A maioria dos girinos é vegetariana, alimentando-se principalmente de algas. Já a alimentação dos adultos é exclusivamente carnívora. As espécies menores se alimentam de insetos e outros invertebrados enquanto que espécies de grande porte, como o sapo cururu podem ingerir pequenos vertebrados como cobras, lagartos, ratos, pássaros, e até mesmo outros anfíbios.

POR QUE OS ANFÍBIOS ESTÃO DESAPARECENDO?

Nas últimas décadas tem sido observada uma diminuição ou o desaparecimento de algumas populações de anfíbios, tanto anuros como salamandras, em vários locais do mundo. Ainda não se sabe ao certo o motivo desse fenômeno, embora existam muitas suposições. Para os anfíbios, animais extremamente sensíveis s mudanças ambientais, qualquer pequena modificação, tanto de ocorrência natural como pela ação do homem, pode ser crucial para a sua sobrevivência.

Assim, a devastação de florestas, a introdução de áreas para pastagem de gado, a agro-indústria, o garimpo e outras atividades humanas podem estar contribuindo diretamente para a sua diminuição. Ainda, a poluição do ar e das águas por agentes químicos e a redução da camada de ozônio com o conseqüente aumento da intensidade dos raios ultravioleta do sol podem ter uma influência muito negativa sobre esses animais.

RANICULTURA

Em muitos lugares do mundo a carne tenra de certas espécies de rãs é apreciada como alimento. Aqui no Brasil, a criação de rãs em cativeiro, particularmente da espécie americana Rana catesbeiana, tem aumentado bastante nas últimas décadas, mostrando-se um negócio lucrativo.

OBTENÇÃO DE NOVOS FÁRMACOS

O estudo das secreções cutâneas dos anfíbios tem demonstrado a existência de uma infinidade de novas substâncias, muitas delas com efeitos farmacológicos muito interessantes que poderiam ser utilizados pelos seres humanos. Por este ponto de vista, os anfíbios representam uma enorme riqueza dentro da biodiversidade de nosso planeta, que temos a obrigação de preservar.

OS ANFÍBIOS E OS SERES HUMANOS

Os anfíbios, em toda a história da humanidade, sempre estiveram ligados a manifestações culturais de muitos povos. O Brasil é muito rico em lendas e tradições envolvendo anfíbios que, infelizmente, nem sempre se referem a esses animais de modo positivo. Para muita gente, persiste até os dias atuais a idéia de que eles são "feios, inúteis e repugnantes". É exatamente essa idéia que justificou o tratamento brutal ao qual eles, muitas vezes, foram (e ainda são) submetidos.

Entretanto, com o atual avanço dos conceitos ecológicos, felizmente os anfíbios estão sendo cada vez mais respeitados.

Para a garantia de sua sobrevivência, além dos esforços de preservação de cada um de nós, esses animais, assim como todos os integrantes da nossa fauna e flora, estão atualmente protegidos por lei.

OS ANFÍBIOS NO INSTITUTO BUTANTAN

Nas últimas duas décadas um grupo de pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Butantan vem se dedicando ao estudo dos anfíbios. Além de realizarem trabalhos sobre a história natural de várias espécies, eles estudam características morfológicas e fisiológicas, principalmente da pele desses animais, que lhes permite adaptar-se aos diversos ambientes em que vivem.

Ainda, oferecem todos os anos cursos básicos e de extensão cultural sobre esses animais, de modo que podendo conhecê-los melhor, todos possam respeitá-los e apreciá-los como parte da riqueza que compõe a nossa fauna.

Fonte: www.butantan.gov.br

Classe Anfíbia

A Classe Amphibia constitui um grupo de animais que apresentam uma ampla distribuição geográfica ocupando quase todos os continentes com exceção da Antártica. Fazem parte do grupo os populares sapos, rãs, pererecas, cecílias, salamandras, etc.

São animais tetrápodos (dois pares de membros locomotores), no entanto secundariamente pode ocorrer a redução do número de patas, existindo formas ápodes (sem patas). Comparando-se com seus ancestrais Osteichthyes apresentam uma notável redução no número de ossos do crânio, como também no restante do esqueleto. O crânio articula-se com a coluna vertebral através de dois côndilos occipitais. A cauda pode ou não estar presente, na na sua ausência ocorre nesta região uma estrutura chamada uróstilo.

A pele dos anfíbios atuais é rica em glândulas mucosas e venenosas. O muco umedece a pele, protegendo-a da dessecação e auxilia na respiração cutânea. As glândulas venenosas produzem alcalóides de elevada toxicidade que atuam sobre o coração, reduzem a respiração, ou atacam o sistema nervoso. O veneno de certas rãs é usado por índios sul-americanos para envenenar suas flechas. Os anfíbios atuais não possuem escamas verdadeiras, sua pele pode possuir as mais variadas colorações, podendo alguns inclusive mudar de cor.

Entre os anfíbios podem ocorrer respiração branquial, cutânea, bucofaringeana e pulmonar, podendo atuar conjuntamente dois ou três mecanismos. Os girinos (formas jovens) respiram através de brânquias, que podem ser internas ou externas. Geralmente após a metamorfose as brânquias atrofiam e há um maior desenvolvimento dos pulmões. A respiração cutânea ocorre nas formas adultas e jovens. No entanto, existem adultos sem pulmões, onde predomina a respiração cutânea.

Girinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimentação dos adultos é quase exclusivamente carnívora e inclui desde pequenos moluscos, artrópodes e pequenos vertebrados até mamíferos.

Como os ovos dos anfíbios são destituídos de casca para proteção contra a perda de água, na sua grande maioria estes necessitam de ambientes úmidos ou aquáticos para a deposição de seus ovos, no entanto, existem formas cujo desenvolvimento é direto. Entre os sapos, rãs e pererecas, de modo geral, durante o período reprodutivo o macho abraça a fêmea (comportamento denominado amplexo) e libera seu esperma sobre os óvulos depositados pela fêmea na água.

Portanto, geralmente a sua fecundação é externa, enquanto nas salamandras e cecílias geralmente é interna.

Na sua grande maioria os anfíbios sofrem uma série de transformações desde a eclosão até atingir a fase adulta, ao conjunto dessas transformações é dado o nome de metamorfose. De forma geral a metamorfose inclui uma redução ou absorção completa das brânquias e da cauda dos girinos de sapos; desenvolvimento dos pulmões; mudança da alimentação herbívora para carnívora, o que implica num encurtamento do intestino; e desenvolvimento de dois pares de pernas.

Fonte: www.anfibios.hpg.ig.com.br

Classe Anfíbia

Os anfíbios (gr. amphi = dupla + bios = vida) incluem três grandes ordens: anuros (sapos e rãs), urodelos (salamandras, tritões e afins) e ápodos (cecílias), além de várias formas fósseis do Devónico (considerado a idade dos anfíbios) e períodos seguintes. O nome da classe refere, adequadamente, que a maioria das espécies passa parte do seu ciclo de vida em terra e parte em água doce (nunca vivem no mar).

As salamandras apresentam cabeça e pescoço distintos, tronco longo (cilíndrico ou achatado) e uma longa cauda.

Sapos e rãs têm cabeça e tronco unidos num grande corpo achatado, sem pescoço e cauda, patas anteriores curtas e posteriores longas.

As cecílias são vermiformes, sem patas e com pequenas escamas internas na pele.

São comuns em regiões temperadas mas a grande maioria é tropical, embora alguns vivam em zonas frias (congelam no período frio) ou desérticas (escondem-se durante o período seco e são nocturnos).

Tanto na estrutura como na função, os anfíbios situam-se entre os peixes e os répteis, sendo o primeiro grupo de cordados a viver em meio terrestre. Os primeiros anfíbios apresentavam pulmões mas também tinham características típicas de peixe, como a pele coberta de escamas e uma cauda suportada por raios cartilagíneos.

A adaptação á vida em meio terrestre levou ao surgimento de características como patas, pele e pulmões (para facilitar a respiração), narinas em comunicação com a cavidade bucal, excreção de menor quantidade de produtos tóxicos e órgãos dos sentidos que funcionam tanto em terra como na água.

Apesar das suas muitas adaptações ao meio terrestre, os anfíbios como grupo estão limitados, na sua expansão para meios secos, pela sua dependência da respiração cutânea, incapacidade de produzir urina concentrada e falta de um ovo resistente á dessecação.

Como evoluíram os anfibios

Entre as muitas espécies de peixes que habitavam o globo no Devoniano, um grupo desempenhou um grande papel na evolução: foram os Crossopterígeos, ancestrais imediatos dos primeiros vertebrados terrestres.

A passagem da água para a terra foi uma passo muito significativo para a evolução. Iniciou-se no final do Devoniano com os primeiros anfíbios e mais tarde foi completada pelo desenvolvimento dos répteis no Paleozóico Superior.

A chamada saída das águas ocorreu há mais ou menos 350 milhões de anos, quando alguns Crossopterígeos subiram à terra, provavelmente a procura de áreas úmidas e assim devem ter originado os anfíbios. Essa transmigração exigiu múltiplas transformações anatômicas e fisiológicas, cujo resumo se pode observar seguindo a transformação de um girino em rã.

Os primeiros anfíbios eram providos de ossificações numerosas e maciças, dentes complexos e escamas ossificadas na pele. O primeiro tetrápode conhecido foi o Ichthyostega, que possuia uma anatomia comparada aos Crossopterígeos, mas um teto craniano diferente e a presença de membros locomotores.

Entre as inúmeras modificações do esqueleto que os anfíbios passaram, muitas parecem ligadas à necessidade de uma vida terrestre (ou pelo menos parcialamente terrestre). A coluna vertebral é reforçada por costelas fortes; a cintura escapular é libertada, adquirindo mobilidade e reforçando-se ventralmente; a cintura pélvica fixa-se a coluna vertebral.

O conjunto de ossos que cobrem as brânquias dos peixes reduz-se e um dos seus elementos, transformado em membrana, vai permitir a audição no meio aéreo: trata-se do tímpano; o osso que liga, a partir de então, o tímpano ao ouvido interno e transmite as vibrações, a columela, não é mais que a parte dorsal do arco hióideo que servia para sustentar a mandíbula dos peixes (Ricqlès, 1989).

Ichthyostega

Este é considerado o tetrápode mais primitivo do mundo a andar sobre a Terra viveu no Devoniano da Groenlândia

Paleoecologia

A grande questão que envolve o aparecimento dos anfíbios é explicada pela Paleoecologia. A seca temporária dos lagos onde viviam numerosos Sarcopterígios no Devoniano, talvez tivesse favorecido os indivíduos capazes de respirar o ar atmosférico, de resistir a dessecação e até de se deslocar do solo em busca de água. O meio terrestre, já invadido por vegetais e artrópodes, consistia em um novo reservatório de recursos alimentares, potencialmente exploráveis. Uma vez diferenciados, os anfíbios primitivos vão diferenciar-se muito, isto é, dar origem a um número elevado de espécies desde o Carbonífero Inferior até o Triássico Superior.

Mal conhecidos no Carbonífero Inferior, abundam os pântanos hulhíferos do Carbonífero Superior.

Particularmente variados e numerosos nos ecossistemas do Permiano Inferior, os anfíbios chegam mesmo a adaptar-se a meios francamente terrestres. Todavia a maioria readapta-se ao meio aquático no Permiano Superior e no Triássico.

As principais características dos anfíbios são:

A pele é úmida e glandular, formando um revestimento corporal fino e sem escamas, o que tornaria estes animais pequenos demasiado expostos a predadores.

Por esse motivo surgem numerosas glândulas secretoras (A) de substâncias tóxicas ou alucinogénias.

O esqueleto é, em sua grande maioria, ossificado, o crânio apresenta dois côndilos occipitais, e as costelas (quando presentes) não estão ligadas ao esterno.

De modo geral têm dois pares de patas. As extremidades (com 4 ou 5 dedos) servem para andar, saltar (este modo de locomoção parece ter evoluído como uma forma rápida de escapar a predadores para a água) ou nadar, nunca existindo barbatanas pares e nas impares não existem raios de sustentação. Alguns não apresentam patas.

A pele dos anfíbios atuais é rica em glândulas mucosas e venenosas. O muco umedece a pele, protegendo-a da dessecação e auxilia na respiração cutânea. As glândulas venenosas produzem alcalóides de elevada toxicidade que atuam sobre o coração, reduzem a respiração, ou atacam o sistema nervoso. O veneno de certas rãs é usado por índios sul-americanos para envenenar suas flechas. Os anfíbios atuais não possuem escamas verdadeiras, sua pele pode possuir as mais variadas colorações, podendo alguns inclusive mudar de cor.

Sistema digestivo dos Anfíbios

Sistema digestivo associado a um par de orifícios (narinas) em comunicação com a cavidade bucal, fechadas por válvulas que impedem a entrada de água e onde se realiza a percepção química. A boca geralmente apresenta dentes finos e língua protrátil cuja base frontal é fixa.

Girinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimentaçao dos adultos é quase exclusivamente carnívora e inclui desde pequenos moluscos, artrópodes e pequenos vertebrados até mamíferos.

Órgãos dos sentidos dos Anfíbios

Órgãos dos sentidos incluem olhos protegidos por pálpebras móveis e glândulas lacrimais (protegendo o olho num meio seco e cheio de partículas estranhas como é o terrestre), ouvidos com columela (desenvolvida a partir de ossos mandibulares dos peixes) e tímpano externo (sapos e rãs), permitindo uma ampliação dos fracos sons transmitidos pelo ar.

Com excepção das cecílias, cujo modo de vida obriga a utilizar o olfato, a maioria dos anfíbios utiliza a visão para detectar as presas, mesmo de noite.

Sistema circulatório dos Anfíbios

Sistema circulatório tem um coração com três câmaras (duas aurículas e um ventrículo), glóbulos vermelhos ovais e nucleados.

Sistema respiratório dos Anfíbios

Sistema respiratório apresenta brânquias (pelo menos em algum estádio da vida) e/ou pulmões, embora a pele e a mucosa bucal, separadamente ou em combinação, também sejam utilizadas, dependendo da etapa da vida do animal.

Entre os anfíbios podem ocorrer respiração branquial, cutânea, bucofaringeana e pulmonar, podendo atuar conjuntamente dois ou três mecanismos. Os girinos (formas jovens) respiram através de brânquias, que podem ser internas ou externas. Geralmente após a metamorfose as brânquias atrofiam e há um maior desenvolvimento dos pulmoes. A respiraçao cutânea ocorre nas formas adultas e jovens. No entanto, existem adultos sem pulmoes, onde predomina a respiraçao cutânea.

Algumas espécies de salamandras não apresentam pulmões, dependendo totalmente da pele e da cavidade bucal para a absorção de oxigénio. Na laringe de sapos e rãs existem cordas vocais, com as quais os machos emitem os chamamentos de acasalamento.

Sistema excretor dos Anfíbios

Sistema excretor composto por rins mesonéfricos.

A reprodução apresenta geralmente três fases: ovo, larva e adulto, ocorrendo uma metamorfose radical na passagem de larva aquática a adulto.

A fecundação é interna (geralmente urodelos e ápodos) ou externa (anuros), sendo as espécies geralmente ovíparas. A maioria deposita os seus ovos na água mas algumas espécies vão a terra para o fazer e outras ainda retêm os ovos no interior do corpo de formas diversas.

Quando a fecundação é interna, o esperma é transferido para o corpo da fêmea envolto numa cápsula gelatinosa - espermatóforo - como no caso dos urodelos ou através de um órgão semelhante a um pénis, como no caso dos ápodos. Para que tal aconteça com eficácia deve existir muita coordenação de movimentos, obtida por complicados rituais de acasalamento.

Os ovos contêm uma quantidade de vitelo apreciável e são envolvidos por uma capa gelatinosa que seca rapidamente em contacto com o ar, mas não têm anexos embrionários. Podem ser postos apenas 2 ou 3 ovos, soltos ou em cordões, mas algumas espécies atingem os 50000 ovos por postura.

Nas espécies que colocam os ovos em terra ou os retêm, o desenvolvimento é directo, pois a larva permanece no ovo até emergir como uma miniatura do adulto.

Estas espécies têm a vantagem de se libertarem da dependência da água para a reprodução pois não existe fase larval aquática.

Os anfíbios não parecem organismos particularmente atraentes ou importantes mas são importantes controladores das populações de insetos e outros que rapidamente se podem tornar uma praga para o ser humano.

No entanto, não damos o devido valor a estes animais, cortando-lhes o acesso aos locais de reprodução com estradas e caminhos de ferro, drenando áreas úmidas e matando-os como animais "peçonhentos".

Atualmente uma nova e insidiosa ameaça surge contra esta classe, o desaparecimento da camada de ozônio e o uso intensivo de pesticidas na agricultura. Estes problemas não afetam apenas os seres humanos mas igualmente os anfíbios de pele nua, cujas populações estão em declínio acentuado devido ao aumento das radiações U.V. e cujos sistemas imunitários são permanentemente afetados pelos venenos transportados pelo vento.

Indicadores ambientais

Os anfíbios são verdadeiros sensores ambientais, denunciam a degradação de uma área antes de qualquer outra espécie e, se estudados, global e sincronicamente, eles têm a capacidade de comunicar o que está acontecendo com nosso planeta. São como um alerta vermelho (Conservation International - CI).

A Amazônia (não só a brasileira) e a Mata Atlântica, são os biomas mais importantes para a conservação dos anfíbios, por conta da grande diversidade de espécies e alto grau de endemismo (espécies que só ocorrem em um determinado local). Das 600 espécies de anfíbios registradas no Brasil, 455 (76%) existem apenas aqui. Somente na Mata Atlântica, foram catalogadas 372 espécies, sendo 260 (70%) endêmicas (Conservation International - CI).

Um dos motivos da sensibilidade dos anfíbios à saúde do meio ambiente está relacionado a seus diversos modos reprodutivos. Há espécies que depositam seus ovos em meio aquático (água corrente ou parada); em meio semi-aquático (em ninhos de espumas flutuantes ou na vegetação acima d’água); e ainda em ambiente terrestre, no solo da mata. Outros fatores que afetam a atividade reprodutiva dos anuros (sapos, rãs e pererecas) são a temperatura do ar, a quantidade de chuvas, a luminosidade, além da ação humana. Ao menor desequilíbrio em seus habitats naturais, o anfíbios - sobretudo os anuros - reduzem sua capacidade reprodutiva, podendo-se observar o rápido desaparecimento de populações (Conservation International - CI).

Observações sobre os representantes da Ordem Apoda (Gimnophiona)

Em diversos livros a cobra-cega é mostrada como sendo um anfíbio apoda (Ordem Gymnophiona) e o réptil anfisbenídeo como cobra-de-duas-cabeças.

O que acontece é que o nome popular "cobra-cega" é dado tanto para este anfíbio apoda como para o anfisbenídeo. Além disso, o anfisbenídeo é mais facilmente encontrado do que o anfíbio apoda. Uma espécie (Amphisbaena mertensii) é encontrada na Mata dos Godoy, ela apresenta hábitos subterrâneos e alimenta-se de pequenos invertebrados. Sua pele é dividida em anéis transversais.

Apresenta os olhos vestigiais, recobertos pela pele, daí vem o nome cobra-cega. Sua cauda é curta e grossa parecendo uma cabeça, de onde vem o nome cobra-de-duas-cabeças.

Família Ceciliidae - Siphonops annulata (cobra-cega)

Obs – É muito comum as pessoas confundirem a cobra de duas cabeça com a cobra cega. No entanto, a primeira é um réptil, apresentando a pele sulcada tanto no sentido transversal como longitudinal, formando uma série de reticulações, ao passo que a cobra-cega (anfíbio) tem um certo número de anéis e os segmentos são lisos, reluzentes.

Não apresentam apêndices locomotores. Seu corpo é recoberto por uma pele disposta em anéis. Elas vivem na terra como as minhocas e alimentam-se de larvas e outros pequenos animais.

Possuem hábitos fossoriais, isto é, vivem enterradas. Por isso possuem olhos pequenos e dependem de receptores químicos para detectar suas presas.

Podem ser aquáticas ou terrestres, mas todas respiram por pulmões. Alimentam-se de larvas de insetos, minhocas, vermes e insetos. São encontradas em hábitats tropicais.

Fonte: www.fag.edu.br

Classe Anfíbia

Anfíbios são animais de pele fina e úmida. Não são capazes de manter a temperatura corporal constante, são chamados animais de sangue frio ou pecilotérmicos.

Podem ser aquáticos ou terrestres. Os animais aquáticos respiram por brânquias, pela pele ou dos pulmões. Os animais terrestres respiram por pulmões ou pela pele.

Reproduzem-se através de ovos que dão origem a uma larva e através da metamorfose originam um adulto. Os ovos são depositados em locais úmidos ou na água. Não existe cuidado em relação aos filhotes.

Todo anfíbio produz substâncias tóxicas, mas existem espécies mais e menos tóxicas e acidentes só acontecem se as substâncias entrarem em contato com as mucosas ou sangue.

Se alimentam de minhocas, insetos, aranhas, outros anfíbios e pequenos mamíferos.

São divididos em três grupos: sapos, rãs e pererecas

Anura; salamandras
Caudata e cecílias
Apoda.

Anura

São conhecidos popularmente como, sapos, rãs e pererecas.
São animais que não possuem cauda e seu esqueleto está adaptado para locomoção aos saltos.
Estão presentes em todos os continentes, com exceção da Antártica.
São carnívoros, se alimentam de pequenos mamíferos, invertebrados e outros anuros. Usam a visão para caçar, por isso é preciso que haja movimento.
São animais arborícolas, terrestres, fossoriais e aquáticos.
Cada espécie produz um tipo de som que serve para o acasalamento, defesa de território e agonia.
Na reprodução, podem colocar seus ovos em ninhos de espuma coletivos ou individuais, ninhos em folhas, em bromélias, em bacias de barro à desova direta na água ou o desenvolvimento direto dos girinos.

Sapos

Não dependem tanto da água como as rãs e pererecas, e por isso são comumente encontrados distantes de corpos d’água. Possuem a pele rugosa e os membros posteriores mais curtos que os outros anuros. Há presença de glândulas de veneno nas laterais da cabeça. Não é capaz de ejetar o veneno.

Rãs

São animais bastantes ligados à água e excelentes nadadores. Sua carne é bastante apreciada. No Brasil, ocorre apenas uma espécie de rã verdadeira que ocorre na Amazônia.

Pererecas

Possuem a pele lisa. Seus membros posteriores são adaptados à grandes saltos. Nas pontas dos dedos possuem um disco que promovem adesão, por isso mantém seus hábitos arborícolas, já que não conseguem caminhar em superfícies verticais. São comumente encontrados em banheiros de casas no interior.

Caudata

São animais parecidos com os lagartos, mas não possuem escamas. Ocorrem em sua maioria no hemisfério norte. No Brasil, ocorre uma espécie na Amazônia. Podem ser aquáticos e terrestres, se alimentam de outros animais.

Apoda

Possuem hábitos fossoriais, isto é, vivem enterradas. Por isso possuem olhos pequenos e dependem de receptores químicos para detectar suas presas.
Podem ser aquáticas ou terrestres, mas todas respiram por pulmões. Alimentam-se de larvas de insetos, minhocas, vermes e insetos.
São encontradas em hábitats tropicais.

Fonte: dreyfus.ib.usp.br

Classe Anfíbia

Características gerais

Os anfíbios formam uma das sete classes de que se compõem os vertebrados. Têm quatro extremidades, ou patas, que alguns perderam ao longo de sua evolução, e sua temperatura corporal varia com a do ambiente (são, portanto, poiquilotermos). Assim, quando cai a temperatura ambiente, também cai a dos anfíbios, que entram em hibernação nos meses mais frios. O embrião dos anfíbios carece de âmbito, membrana protetora que, nos répteis, nas aves e nos mamíferos, forma uma cavidade repleta de líquido. O ciclo vital desses animais transcorre em dois ambientes, aquático e terrestre, e eles se distribuem por todo o mundo. Alguns apresentam aspecto externo semelhante ao dos répteis.

Os anfíbios apareceram há cerca de 280 milhões de anos, no período devoniano. Os primeiros seres que apresentavam características anfíbias eram protegidos por couraças externas.

Sua época de apogeu se situou entre o carbonífero e o permiano: os fósseis encontrados demonstram a existência, nessa fase, de algumas espécies de grandes dimensões.

Pele e glândulas

A pele desses animais não apresenta outra cobertura que não seja a propriamente dérmica, exceto no caso dos anfíbios carentes de extremidades, isto é, ápodes, e de alguns sapos que têm escamas. É uma pele úmida e de textura muito fina, característica vital, já que através dela os anfíbios respiram (respiração cutânea).

Além disso, está coberta de glândulas, na maior parte mucosas, que a lubrificam e lhe dão o aspecto característico: viscoso e escorregadio. Os anfíbios também possuem glândulas venenosas com aparência de verrugas, que produzem secreções irritantes e tóxicas para outros animais.

Algumas espécies apresentam na cabeça duas dessas verrugas: são as chamadas glândulas parotóides.

A pele experimenta trocas periódicas, ou mudas. A cor é muito variável, desde o verde, com seus diversos matizes, até o vermelho, passando pelo amarelo, alaranjado, branco etc. A variedade de tons se deve às numerosas células pigmentares da epiderme.

Aparelho locomotor

A adaptação à vida em terra fez com que os anfíbios desenvolvessem extremidades dotadas de dedos, quatro nas anteriores e cinco nas posteriores, e impôs uma série de modificações na coluna vertebral: as mais importantes são o reforço da pélvis e o aparecimento de uma vértebra especial no pescoço, o atlas, que favorece a mobilidade da cabeça.

O resto do esqueleto apresenta diversas simplificações: as costelas são bem rudimentares e, no crânio, muitos ossos estão fundidos e outros são cartilaginosos.

A necessidade de deslocamento no meio terrestre ocasionou o desenvolvimento dos músculos das extremidades.

Respiração

Como foi assinalado, a respiração cutânea tem grande importância nos anfíbios. Uma elevada percentagem do intercâmbio gasoso desses animais com o meio se realiza por tal processo. As larvas apresentam respiração branquial (algumas têm brânquias ramificadas externas). Nos adultos aparecem pulmões em forma de saco, que têm um grau variável de irrigação por vasos sangüíneos.

Aparelho circulatório

A circulação nos anfíbios adultos é dupla, já que apresentam um circuito pulmonar de vasos e outro que percorre o resto do corpo. No entanto, é incompleta, pois não existe separação total entre o sangue arterial e o venoso, registrando-se certa mistura dos dois.

O coração consta de três cavidades: duas aurículas e um ventrículo.

Alimentação

Em geral, os anfíbios se alimentam de insetos, embora as espécies mais corpulentas, como a rã-touro americana, cheguem a capturar peixes e pássaros. A língua, pegajosa, projeta-se para fora da boca a fim de capturar as presas e se retrai. Possuem dentes de pequeno tamanho. O reto, parte final do intestino, desemboca numa cloaca a que também se liga a bexiga. Os dejetos líquidos que se geram no corpo são expulsos pelos rins e condutos urinários.

Sistema nervoso e órgão dos sentidos

O sistema nervoso é relativamente pouco desenvolvido. Os olhos se situam dos dois lados da cabeça e é muito limitado o campo de visão binocular, isto é, aquele em que se superpõem as imagens dos dois olhos, determinando com precisão distâncias e relevos. A pupila, que dispõe de grande capacidade de dilatação, em algumas espécies apresenta-se como uma franja vertical, enquanto que, em outras, freqüentemente tem forma circular ou de coração.

Atrás dos olhos ficam as aberturas dos ouvidos, com a membrana do tímpano, mediante a qual são captadas as vibrações sonoras. Os anfíbios dispõem, no palato, de um órgão olfativo especial, denominado órgão de Jacobson, com o qual detectam suas presas, e que é muito desenvolvido nas salamandras.

Reprodução

A reprodução dos anfíbios quase sempre se dá no meio aquático.

Nos tritões e nas salamandras, a fecundação é interna: o macho introduz o espermatóforo, espécie de saco de espermatozóides, no corpo da fêmea, por meio de uma expansão da cloaca. Nos sapos e nas rãs é externa. Na época do cio, os machos desses anfíbios emitem sons ruidosos (o "coaxar") por meio de seus sacos vocais e formam verdadeiros coros em que vários indivíduos cantam alternadamente.

Durante o acasalamento montam sobre as costas das fêmeas, que costumam ser maiores do que eles. O casal permanece unido e imóvel em longo abraço, que pode prolongar-se durante horas, até que a fêmea expele os ovos, que são fecundados pelo esperma do macho na água.

Os ovos se dispõem em longos cordões ou fileiras, envoltos por uma bainha gelatinosa, e se depositam no fundo de águas paradas. Todos os anfíbios sofrem metamorfose. Assim, o aspecto da larva não é igual ao do adulto, especialmente no caso de rãs e sapos, nos quais é dotada de cauda e se chama girino. Pouco a pouco, as larvas vão desenvolvendo as extremidades, primeiro as anteriores e depois as posteriores, enquanto a cauda se reduz progressivamente até desaparecer. Também se formam os pulmões e as brânquias degeneram. Esse processo é regulado pela tireóide, glândula que promove o metabolismo e o desenvolvimento e que, para atuar, depende da presença de iodo no organismo. Na ausência desse elemento, a metamorfose não se processa. Muitos anfíbios conservam o aspecto larvar durante grande parte de sua vida e até ao longo de toda ela.

Comportamento

Durante sua época ativa, os anfíbios se mantêm escondidos nas margens dos cursos d,água que freqüentam ou submersos em rios e córregos. A intervalos regulares, saem para respirar e permanecem agachados em meio às plantas da margem, esperando a passagem de suas presas.

Na época do frio hibernam: sua atividade e seu metabolismo decrescem e eles se ocultam em buracos ou na lama até passarem os meses de inverno. Às vezes, como ocorre entre as salamandras, vários indivíduos se agrupam para passarem juntos a fase de hibernação.

A maior parte dos anfíbios tem vida diurna. Só algumas espécies, como os sapos e as salamandras, desenvolvem suas atividades à noite.

Ecologia e distribuição

Os anfíbios se distribuem por todo o mundo, exceto no continente antártico, e vivem em estreita relação com o meio aquático.

Não resistem à água salgada e por isso seu habitat se limita às águas continentais: lagos, pântanos e charcos, lamaçais, rios etc.

Os tritões e as salamandras habitam zonas de grande altitude. Outros, batráquios como o sapo Bufo alvarius, dos Estados Unidos, povoam regiões áridas e até desérticas. Certas rãs, como as pererecas, são arborícolas, e possuem almofadinhas adesivas em forma de disco nas pontas dos dedos. Nesse grande grupo existem também espécies cavernícolas, como o proteu.

Classificação

A classe dos anfíbios se divide em três ordens: a dos anuros ou batráquios, que não têm cauda e à qual pertencem rãs e sapos; a dos urodelos, dotados de cauda e com aspecto de répteis, que inclui salamandras e tritões; a dos ápodes, sem patas, na qual se classificam as cecílias -- também conhecidas como minhocões e cobras-cegas --, anfíbios de aparência vermiforme.

Os anuros

A ordem dos anuros engloba os anfíbios que, em estado adulto, não têm cauda e são adaptados ao salto, graças ao comprimento e à força de suas patas posteriores. Possuem sacos vocais que lhes permitem emitir diferentes sons, que se tornam característicos durante a época de acasalamento.

A rã dos pântanos (Rana ridibunda), cuja área de distribuição compreende o sudoeste e o leste da Europa, é de cor verde-oliva e apresenta numerosas manchas circulares escuras no dorso e nas patas. Vive em grupos, e passa a maior parte do tempo na água, inclusive na época de hibernação.

Originária da América do Norte, a rã-touro (Rana catesbyana) é um dos anfíbios de maior tamanho.

Chega a medir vinte centímetros do focinho ao fim do dorso e, por sua corpulência, alimenta-se de presas de certa envergadura, como outras rãs, peixes, pássaros e até pequenos mamíferos.

Maior ainda é a rã gigante africana (Rana goliath), que ultrapassa trinta centímetros de comprimento, medidos, como na anterior, do focinho à extremidade das costas. Com as patas esticadas, pode chegar a setenta centímetros, e seu peso alcança dois quilos. Vive nas selvas da África oriental.

A perereca (Hyla arborea) habita as copas das árvores, tem forma esbelta e é dotada de discos adesivos nos dedos para facilitar sua aderência aos galhos e ramos.

Caracterizado por sua cabeça achatada, larga e triangular, que lhe dá um aspecto muito específico, o cururu-pé-de-pato (Pipa pipa) mede cerca de vinte centímetros de comprimento e vive sobretudo na América do Sul. Os ovos são incubados em dobras da pele do dorso que parecem pústulas.

O sapo comum (Bufo bufo) é de cor parda, pode medir 15cm de comprimento e tem a pele cheia de verrugas. Está representado em quase todas as regiões do mundo. No Brasil, há sapos e rãs de diversos gêneros e grande quantidade de espécies, inclusive dendrobatídeos perigosamente peçonhentos e sapos de curiosas denominações regionais, como o sapo-boi ou sapo-gigante (Bufo paracnemis), o sapo-cururu (Bufo marinus), o sapo-canoeiro (Phrynohias hebes), o sapo-ferreiro (Hyla faber Wied) e o sapo-de-chifre ou untanha, dos maiores, assim como a rã-pimenta (Leptodactylus pentadactylus), a rã-assobiadora, a rã-do-banhado etc.

Os urodelos

A ordem dos urodelos é integrada por anfíbios dotados de cauda e a ela pertencem as salamandras, os tritões e os proteus.

A salamandra comum (Salamandra salamandra) se estende amplamente pela Eurásia e pelo norte da África. Apresenta uma coloração característica, constituída por manchas alaranjadas sobre fundo negro ou por listras negras sobre fundo amarelo. Vive em zonas montanhosas, tem costumes noturnos e pode ser encontrada com certa facilidade depois da chuva, já que, como os demais anfíbios, é atraída pela umidade.

A salamandra gigante do Japão (Megalobatrachus japonicus) chega a medir até um metro e meio de comprimento e vive em torrentes de água clara e de fundo rochoso. São animais longevos, e alguns exemplares chegaram a viver em cativeiro até sessenta anos.

O tritão de crista (Triturus cristatus) é uma espécie eurasiática de cor parda com manchas circulares negras e ventre amarelado. Os machos no cio apresentam uma crista chamativa que lhes percorre o dorso e a cauda.

Um curioso anfíbio é o axolotle tigrado (Ambystoma tigrinum) que vive na América do Norte, principalmente no México. Esses animais foram mencionados já no século XVI pelo cronista Gonzalo Fernández de Oviedo, que os confundiu com peixes dotados de patas. Foi Georges Cuvier quem os classificou como anfíbios, depois de mantê-los vivos num aquário. Esses espécimes, iguaria muito apreciada pelos astecas, conservam em determinadas condições sua fase larvar podendo, inclusive, reproduzir-se nesse estado.

O proteu (Proteus anguinus) é de cor esbranquiçada, vive em cavernas e possui brânquias externas, como no estado larvar, e extremidades curtas e muito delgadas. Por causa do tipo de vida cavernícola, tem os olhos atrofiados.

Os ápodes

A ordem dos ápodes, ou gimnofionos, é composta pelas chamadas cecílias. São anfíbios carentes de extremidades e com aspecto de pequenas cobras. Os ovos, de grande tamanho, são depositados em cavidades escavadas em terra úmida. Alguns espécimes podem alcançar um metro de comprimento, como ocorre com certas cecílias americanas.

Fonte: leandrobrito.br.tripod.com

Classe Anfíbia

Os anfíbios são, sem dúvida, um dos animais que mais sofreram adaptações no processo evolutivo. Estas adaptações bruscas, sofridas pela modificação do ambiente aquático para terrestre, estão presentes nas fases de seu desenvolvimento. É uma espécie que demostra "didaticamente", em semanas, o que a natureza levou milhões de anos para "desenvolver"....

O conjunto de alterações fisiológicas e anatômicas sofridas pelos anfíbios é conhecida como METAMORFOSE.

Nela um mesmo animal, que nasce na água e possui uma morfologia hidrodinâmica e um sistema de respiração aquático (branquial) sofre modificações em seu corpo, por dentro e por fora, e transforma-se, após um período de algumas semanas, num indivíduo totalmente diferente: anatomicamente terrestre, respirando oxigênio diretamente do ar e adaptado a um universo cheio de predadores.

Mas a vida destes animais tem uma forte dependência: a água.

Nenhum anfíbio nasce sem água ou muita umidade. A umidade é o elemento vital para a evolução de seu tegumento (pele).

A pele dos anfíbios desempenha uma atividade muito importante dentro do metabolismo.

Nos anfíbios ocorre a respiração também através dela, chamada de cutânea.

A troca gasosa é feita pelas células que a revestem e a presença de água é fundamental para impedir a desidratação e facilitar este mecanismo.

Este processo ajuda na regulação térmica, onde a troca de calor está associada a manutenção ou perda de água.

A pele dos anfíbios não possui escamas ou qualquer outro tipo de revestimento e se caracteriza por ser úmida e isto só é possível se o ambiente fornecer e manter esta umidade.

Quando fotografados com flash podemos, mais facilmente, observar o brilho da mucos. É por isso que são escorregadios ...

A CLASSE AMPHIBIA pode ser grosseiramente dividida em três grupos distintos:

OS ANUROS

Não apresentam cauda na forma adulta e seus membros são adaptados para saltar.

SAPOS

Possuem as glândulas parótidas bem desenvolvidas (localizadas atrás dos olhos) e as patas são desenvolvidas para deslocamento na terra.
Os sapos possuem atrás dos olhos a glândula paratóide muito desenvolvida.
Ela apresenta uma série de poros que, uma vez comprimida, libera a substância contida em seu interior.
Esta substância, muito semelhante à soda cáustica, causa sérias queimaduras no trato digestivo (estruturas internas do aparelho digestivo: garganta; esôfago; etc...) podendo até levar à morte um ser humano.
Esta substância é uma toxina (veneno) que só causa malefício em contato com os olhos ou com a mucosa bucal.
RÃS: sem glândulas parótidas desenvolvidas e as patas apresentam membrana entre os dedos (membrana interdigitalis), principalmente as traseiras, para deslocamento aquático.

Bombina variegata

As rãs, diferentemente dos sapos e das pererecas, possuem hábito quase que exclusivamente aquático depois de adultas.
Apesar de movimentarem-se bem fora d'água, suas patas têm melhor "desempenho" quando nadam.
As membranas entre os dedos atuam como expansões da extremidade da pata permitindo, ao animal, deslocar mais água durante o mecanismo de natação.
As rãs do gênero Bombina ocorrem na Europa e Ásia e são relativamente comuns em lagoas e brejos.
Apesar de serem facilmente encontradas no comércio sua manutenção exige cuidados na alimentação e ambientes bem amplos.
PERERECAS: sem glândulas parótidas desenvolvidas e as extremidades dos dedos apresentam uma ventosa para aderência em superfícies íngreme

Dendrobates Azureus

Um dos mais belos animais da natureza. Existem variações de coloração entre o azul e o preto.
Extremamente resistentes em cativeiro é uma das espécies mais criadas no mundo. É um dos maiores, atingindo até 4,5 cm.
As pererecas da família dendrobatidae, como este Dendrobates azureus, originárias do norte da Amazônia, são criadas em cativeiro em diversos países, como a Alemanha e os Estados Unidos.
O grau específico de umidade no terrário é um dos segredos de sua reprodução pois um dos maiores problemas, na reprodução em cativeiro destas espécies são os fungos que contaminam e matam rapidamente os ovos.
Vivem no chão da floresta amazônica nas regiões extremo norte, entre o Brasil, Suriname e as Guianas.
Os machos apresentam as ventosas dos dedos das patas anteriores maiores do que as das fêmeas.
Nestas espécies são as fêmeas quem procuram os machos para o acasalamento depois de escolherem a "poça de água" onde irão desovar.

OS CAUDATA

Corpo com aspecto de lagartixa (cabeça, corpo e cauda distintos... ). A forma adulta mantém a cauda

SALAMANDRAS

Anfíbios de corpo lagartiforme (forma de lagarto) e de hábitos semiaquáticos. No Brasil possuímos apenas uma espécie, a Bolitoglossa altamazonica.

Oregon Salamander

As salamandras lembram lagartixas mas sua pele, sem escamas e úmida, não deixam dúvidas de sua classificação.
São muito comuns nos países do hemisfério norte.
No Brasil temos atualmente descrita apenas uma espécie, a Bolitoglossa altamazonica, nativa do extremo norte da Amazônia.
O exemplar da foto é uma salamandra norte americana do gênero Taricha e muito encontrada do Alaska à Califórnia.
Algumas salamandras possuem toxinas ( veneno ) na pele mas sua ação no ser humano é praticamente nula.
O veneno funciona como um "gosto ruim", ao predador, e não propriamente como agente intoxicante.

AS GYMNOPHIONAS

Anfíbios ápodos (sem patas ou cintura) cujo corpo possui aspecto de uma serpente.

COBRAS CEGAS: similar a uma serpente, porém seu corpo não apresenta escamas. Têm hábitos fossarias (subterrâneos) e vivem enterradas à procura de vermes e insetos. O nome "Cobra Cega" também é utilizado popularmente para designar um lagarto ápodo da família Amphisbaenidae.

Cobra Cega

Os anfíbios ápodes (sem patas) são pouco conhecidos pela pessoas em geral e, normalmente, são confundidos com serpentes ou minhocas.
Raramente visíveis ao dia, estes animais são mais encontrados após fortes chuvas ou quando revira-se a terra.
A ausência de escamas no corpo é o fator mais fácil para distingui-las das serpentes.
Seus olhos são diminutos e sua cabeça é pontuda para facilitar à escavação, uma vez que possuem hábitos essencialmente fossorais (vivem enterradas).
Alimentam-se basicamente de vermes e pequenos insetos.
São inofensivas.

Fonte: www.bioterium.com.br

Classe Anfíbia

Os anfíbios invadiram o ambiente terrestre, mas mantêm algumas características dos peixes, que os limitam a habitat úmidos. As tartarugas, lagartos, cobras e outros répteis desenvolvem características que os adaptaram mais completamente à vida na terra e muitos podem viver em ambientes bastante secos.

CARACTERÍSTICAS DOS ANFÍBIOS

Anfíbios são vertebrados ectotérmicos. As escamas ósseas dos peixes foram perdidas, exceto em poucas espécies primitivas, e a pele é lisa e úmida. Glândulas mucosas sãu abundantes e existe pouca cornificação da epiderme.

Vértebras sucessivas encaixam-se para formar uma forte, embora flexível, coluna vertebral. As costelas são muito curtas e costumam estar fusionadas s vértebras nas espécies contemporâneas. O crânio tende a ser pequeno, largo e incompletamente ossificado.

Pálpebras móveis e glândulas lacrimais protegem e limpam os Olhos. Narinas internas estão presentes.

Anfíbios apresentam uma língua muscular e protrátil. Seu intestino divide-se em delgado e grosso.

Brânquias externas das larvas durante a metamorfose e a troca de gases com o ambiente é realizada por membranas úmidas nos pulmões, pele e cavidade bucofaríngea.

Coração com átrios esquerdo e direito separados, que recebem principalmente sangue arterial e venoso, respectivamente, Esta corrente sangüínea permanece separada por uma grande extensão na sua passagem através do único ventrículo.

A maior parte do nitrogênio é eliminada através dos rins como uréia. Os anfíbios têm uma bexiga urinária.

Muitos ovos repletos de vitelo são produzidos nos grandes ovários. Camadas gelatinosas são secretadas em volta dos ovos quando eles passam pelos ovidutos.

A fecundação costuma ser externa. A maioria dos anfíbios é ovípara. As larvas aquáticas geralmente sofrem metamorfose para forma adulta terrestre.

Durante a adaptação da vida na água para a vida na terra, os vertebrados desenvolveram uma forte sustentação para o corpo, métodos diferentes de locomoção, métodos de receber estímulos sensitivos do ar e métodos de obter oxigênio sem uma perda excessiva de água corporal. Eles tiveram que regular sua temperatura corporal devido as flutuações externas da temperatura ambiental e encontrar meios de reproduçao na terra.

Os extintos labirintodontes foram os primeiros anfíbios e provavelmente deram origem aos anfíbios contemporâneos, assim como aos répteis.

Os anfíbios estão bem adaptados à vida terrestre no que diz respeito à sustentação, locomoção e sistema nervoso sensitivo. Eles ventilam seus pulmões com uma bomba bucofaríngea. A troca gasosa cutânea complementa a troca pulmonar. O átrio do coração é dividido em lados direito e esquerdo e ocorre pequena mistura das correntes sangüíneas do corpo e dos pulmões no ventrículo único.

Os anfíbios estão limitados a habitats úmidos por causa da sua pele fina, úmida e sem escamas; sua urina é abundante e diluída; são incapazes de regular a temperatura corporal e é necessário depositar os ovos na água ou em locais terrestres muito úmidos.

DIVERSIDADE

As salamandras (ordem Caudata) retêm uma longa cauda, e a maioria das espécies têm pastas curtas. Muitas espécies tornaram-se neotênicas. Algumas salamandras terrestres não apresentam pulmões e dependem das trocas gasosas cutâneas.

Os representantes da ordem Meantes são um grupo neotênico de anfíbios semelhantes s salamandras com patas anteriores reduzidas e patas posteriores ausentes.

As rãs e os sapos (ordem Salientia) são altamente especializados para o salto. Embora a maioria das espécies seja aquática, os sapos são bastante terrestres e, como as pererecas, são arborícolas. Muitos sapos tropicais desenvolveram modificações reprodutivas interessantes que protegem o delicado estágio de larva.

As cecílias (ordem Gymnophiona) são anfíbios vermiformes especializados para cavar buracos.

Fonte: ww.geocities.com

Classe Anfíbia

Entre os animais adaptados ao meio terrestre, os anfíbios são os mais dependentes da água. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e musculatura capaz de sustentá-los fora d'água.

Sua pele é bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposição ao sol, possui muitas glândulas mucosas. Estas liberam um muco que mantém a superfície do corpo úmida e lisa, diminuindo o atrito entre a água e o corpo durante o mergulho.

A epiderme também possui pouca quantidade de queratina, uma proteína básica para a formação de escamas, placas córneas, unhas e garras . A ausência destas estruturas os torna frágeis em relação à perda de água e também quanto à sua defesa de predadores. Por isso, alguns anfíbios desenvolveram glândulas que expelem veneno quando comprimidas.

A respiração dos anfíbios pode ocorrer através de brânquias e da pele (na fase larval e aquática) e da pele e de pulmões quando adultos e terrestres.

São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies enterram-se sob o solo aí permanecendo até a época mais quente e chuvosa. Este comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem à lenda de que os sapos caem do céu, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade.

Também dependem da água para se reproduzirem: a fecundação ocorre fora do corpo da fêmea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover até o óvulo da fêmea. Esta dependência ocorre também porque os ovos não possuem proteção contra a radiação solar e choques mecânicos. O desenvolvimento da larva é indireto, ou seja, a larva após a eclosão do ovo, passa por várias transformações até atingir a forma adulta. Um exemplo é o girino.

Principais grupos de anfíbios

Grupo Significado Exemplo
Anuros Sem Cauda Sapos, Rãs, Pererecas
Ápodes Sem pés Cobras-Cegas
Urodelos Caudados Salamandras

Fonte: www.brazilnature.com

Classe Anfíbia

Características Gerais

Classe Anfíbia

Os anfibios são vertebrados gnatostômios, tetrápodes, pecilotérmicos. Seu corpo é revestido por pele nua, sem escamas ou outros anexos.

Adaptados para viverem fora da água na fase adulta, porém, dependem da água para a reprodução, pois são de reprodução sexuada, com fecundação externa e a forma larval (girino dos anuros) só respira por brânquias. Após sofrerem a metamorfose, passam a respirar pelos pulmões e principalmente pela pele (respiração cutânea) e assim precisam da água para manterem a pele sempre úmida.

O esqueleto é predominantemente ósseo.

A metamorfose é característica desses vertebrados, pois a forma larval ou girino é bem diferente da forma adulta. O único anexo embrionário é o saco vitelino.

A circulação é do tipo fechada e o coração tem três cavidades: duas aurículas e um ventrículo. No ventrículo ocorre mistura de sangue venoso com arterial (circulação dupla e incompleta).

A articulação do crânio com a 1a vértebra da coluna é feita por dois côndilos ou saliências do crânio que possibilitam a movimentação da cabeça para cima e para baixo, mas não lateralmente.

Na boca possuem pequenos dentículos para defesa e apreensão das vítimas; a língua é muito desenvolvida e presa na parte anterior.

Os sistemas digestivo, excretor e reprodutor terminam na cloaca.

Os anfíbios representam um importante passo na história evolutiva dos vertebrados. Foram os primeiros a conquistar o ambiente terrestre, sendo que parte de seu desenvolvimento ocorre na água, da qual dependem para a reprodução. Além disso, sua pele nua, desprovida de anexos que evitam a dessecação, restringe sua distribuição a ambientes muitos úmidos, próximos à água. Como adaptações à vida terrestre os anfíbios possuem quatro membros locomotores, além de respiração pulmonar nos adultos, embora esta última seja pouco eficiente.

Sistema Nervoso dos Anfíbios

Classe Anfíbia
Sistema Nervoso dos Anfíbios

O sistema nervoso é mais desenvolvido que o dos peixes, é constituído por um sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal) e um sistema nervoso periférico.

O sistema nervoso dos anfíbios é basicamente semelhante ao dos peixes. O centro da atividade encefálica permanece na região dorsal do mesencéfalo, onde as células cinzentas se concentram numa região chamada teto. O telencéfalo tem uma natureza predominantemente olfatória, mas, pela primeira vez em vertebrados encontram-se células nervosas invadindo o pálio. Apesar destas localizarem-se internamente o resultado é um aumento dos hemisférios cerebrais.

Apresentam movimentos lentos e vagarosos por apresentar cerebelo pequeno. Existem 10 pares de nervos cranianos. As raízes dorsais e ventrais dos nervos espinhais, unem-se na passagem pelo foramen intervertebral, em vez de ocorrer fora desse foramen. Como na maioria dos peixes, ou dentro do canal neural, como nos amniotas.

O aparelho auditivo também apresenta maior desenvolvimento nos anfíbios, pois já há o aparecimento do ouvido médio ou caixa timpânica. Esta caixa é limitada externamente pela membrana do tímpano, que pode ser observada na superfície do corpo do animal, na cabeça.

A visão é o principal tipo de sensibilidade dos anfíbios. No sapo por exemplo, os olhos são grandes e situados em posição especial na cabeça, de modo que dá ao animal um ótimo campo visual. Eles são protegidos por duas pálpebras e uma membrana nictitante que funciona como se fosse um limpador de pára-brisa, mantendo o olho constantemente limpo.

Classe Anfíbia
Esquemas de cérebros de anfíbios

Células Nervosas dos Anfíbios

Em anfíbios o corpo celular nervoso está situado na região lateral e dorso-lateral da coluna e estende-se dentro da medula oblonga. Os dendritos quando vêm para a periferia, tem ramificações com a pele e um dos músculos, e claro obviamente eles podem projetar estímulos internos e externos. As conexões nervosas das células iniciam-se no trato sensorial do cérebro e terminam nas junções celulares. No estágio mais jovem onde o reflexo pode ocorrer, as células nervosas são encontradas somente na periferia da medula espinhal e na medula oblonga, mas mais tarde pode aparecer anteriormente e posteriormente à esses locais.

As junções celulares (ou células fibrosas arqueadas) e corpos celulares, permanecem no fundo da placa ventral, transmitindo os impulsos para os neurônios condutores longitudinais.

A diferença entre a medula espinhal dos anfíbios e dos peixes é vista na presença de uma evidente intumescência cervical e uma lombar no foramen desses animais.

Os feixes de fibras ventrais contém somente fibras não cruzadas, com células originadas do plagiostomo, exibindo uma tendência de acumular na borda lateral uma substância cinza. Na região cervical e lombar existe essa substância cinza devido ao aumento da projeção ventral.

Duas colunas de células podem ser distinguidas nessa projeção.

As células espinhais ganglionares são na maioria monopolares e raramente bipolares característica dessas células. Células multipolares são descritas em girinos. A maioria dos neurônios unipolares tem um grande processo de enrolamento que termina em forma de “T” ou “Y”, característico dessas células.

Certamente a maioria desses neurônios apresentam diferenciações especiais.

As junções celulares formam um nervo precoce da medula espinhal começando a aparecer principalmente nas projeções ventrais, embora certamente algumas delas possam ser encontradas próximas À linha mediana da medula.

Fonte: www.pucrs.br

Classe Anfíbia

A Classe Amphibia inclui as cecílias (Ordem Gymnophiona), as salamandras (Ordem Caudata) e os sapos, rãs e pererecas (Ordem Anura). Embora existam variações na forma do corpo e nos órgãos de locomoção, pode-se dizer que a maioria dos anfíbios atuais tem uma pequena variabilidade no padrão geral de organização do corpo. O nome anfíbio indica apropriadamente que a maioria das espécies vive parcialmente na água, parcialmente na terra, constituindo-se no primeiro grupo de cordados a viver fora da água. Entre as adaptações que permitiram a vida terrestre incluem pulmões, pernas e órgãos dos sentidos que podem funcionar tanto na água como no ar. Dos animais adaptados ao meio terrestre, os anfíbios são os mais dependentes da água. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e musculatura capaz de sustentá-los fora d'água.

Sua pele é bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposição ao sol, possui muitas glândulas mucosas. Estas liberam um muco que mantém a superfície do corpo úmida e lisa, diminuindo o atrito entre a água e o corpo durante o mergulho.

A epiderme também possui pouca quantidade de queratina, uma proteína básica para a formação de escamas, placas córneas, unhas e garras. A ausência destas estruturas os torna frágeis em relação à perda de água e também quanto à sua defesa de predadores. Por isso, alguns anfíbios desenvolveram glândulas que expelem veneno quando comprimidas.

A respiração dos anfíbios pode ocorrer através de brânquias e da pele (na fase larval e aquática) e da pele e de pulmões quando adultos e terrestres.

São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies enterram-se sob o solo aí permanecendo até a época mais quente e chuvosa. Este comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem à lenda de que os sapos caem do céu, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade.

Também dependem da água para se reproduzirem: a fecundação ocorre fora do corpo da fêmea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover até o óvulo da fêmea. Esta dependência ocorre também porque os ovos não possuem proteção contra a radiação solar e choques mecânicos. O desenvolvimento da larva é indireto, ou seja, a larva após a eclosão do ovo, passa por várias transformações até atingir a forma adulta, como acontece com o girino.

A maioria das espécies de anfíbios apresenta hábitos alimentares insetívoros, sendo, portanto, vertebrados controladores de pragas. Muitas espécies, sensíveis a alterações ambientais (desmatamento, aumento de temperatura ou poluição) são consideradas excelentes bioindicadores. A diminuição de certas populações tem sido atribuída a alterações globais de clima e para certos biomas do Brasil, como a Mata Atlântica, os declínios populacionais ou mesmo extinção de anfíbios têm sido atribuídos ao desmatamento.

Algumas espécies, como a perereca-da-folhagem (Phyllomedusa bicolor) e o sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephipium) têm sido alvo de estudos bioquímicos e farmacológicos, para isolamento de substâncias com possíveis usos medicinais. Estes são apenas dois exemplos de uso potencial de anfíbios, que têm despertado interesse científico e comercial internacional e gerado problemas de "pirataria biológica" devido a falta de uma política clara sobre o uso da biodiversidade do Brasil.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Classe Anfíbia

Classe de animais vertebrados (anteriormente denominados batráquios). Os anfíbios compreendem as rãs, os sapos, as salamandras e as cecílias. Esse é o grupo mais primitivo da superclasse Tetrápoda (animais com quatro pés), que surgiu no planeta há cerca de 300 milhões de anos. São animais cuja temperatura varia de acordo com o ambiente que os circunda.

Os anfíbios têm a pele lisa, úmida e desprovida de escamas. A maioria põe seus ovos na água ou em locais úmidos. As larvas respiram por meio de guelras.

Denominam-se girinos ou cabeçotes as larvas dos sapos e das rãs. Sofrem metamorfose para chegar à vida adulta, quando algumas espécies perdem a cauda e desenvolvem as patas. Quando adultos, têm pulmões e podem respirar por meio deles.

Existem três grupos de anfíbios:

Os cecilídeos dos trópicos são animais alongados que vivem em tocas e não possuem pernas.
As rãs e os sapos
, dotados de longas pernas traseiras que usam para saltar, são anfíbios saliêncios.
As salamandras
e outros anfíbios que possuem cauda e pernas classificam-se como anfíbios caudados.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Classe Anfíbia

Anfíbio vem da palavra grega Anfibia que significa "que vive em ambos". Os anfíbios representam uma classe dos vertebrados, e os primeiros conhecidos datam de cerca de 280 milhões de anos, ou seja surgiram na era Devoniana.

Inicialmente apresentavam estrutura próxima ao dos peixes e através de milhares de anos foram deixando a água passando para o meio terrestre, adaptando-se a este novo meio com o surgimento de membros e pulmões, alterando progressivamente o aparelho circulatório.

A classe AMPHIBIA com cerca de quatro mil espécies é dividida em três ordens: Anura; Caudata ou Lacertiforme e Gymnophiona.

Ordem Anura

Caracteriza-se pela presença de dois pares de patas adaptados a locomoção por saltos e ausências de caudas nos adultos. Ex. rã, sapos e pererecas. Tem cerca de 4.500 espécies descritas e conhecidas, com distribuição predominantemente tropical.

Os anuros vão de 86 mm de dimensão em Psyllophry didactila (sapo pulga) do Rio de Janeiro, BR, até 32 em Rana goliath de Camarões, AFR.

Ordem Caudata ou Lacertiforme

Caracteriza-se por ter dois pares de patas na fase adulta com cauda bem desenvolvida. Tem cerca de 500 espécies, com distribuição em zonas temperadas e setentrionais. Ex. salamandras.

Vão de 4 cm em Dermognathus wright, salamandra pequena dos Estados Unidos, até 155 cm m Megalobatrachus japonicus,salamandra gigante do Japão.

Ordem Gymnophiona

Caracteriza-se por não possuir patas e nem cauda; corpo vermiforme, e todos têm hábitos subterrâneos ou aquáticos, com distribuição tropical e meridional. Existem cerca de 200 espécies . Ex. cecilias, cobras cegas.
No Brasil são cerca de 600 espécies de anuros, uma espécie de caudata e vinte de cecílias.

ORDEM DOS ANUROS

O presente trabalho abrange apenas a ordem dos anuros, ou seja, dos vulgarmente chamados sapos, rãs e pererecas, e tem a finalidade de propiciar auxílio para o estudo da anurofauna brasileira, bem como ajudar o observador da natureza conhecer um pouco sobre estes animais .

Com base no aspecto externo o povo conhece três tipos de anuros:

Os sapos - que tem locomoção lenta, pelo rugosa e atos terrestres;
As rãs - com hábitos aquáticos e pele lisa ;
As pererecas - que tem ventosas nos dedos das mãos e dos pés.

No Brasil ocorrem as seguintes famílias: Brachycephalidae; Dendrobatidae; Bufonidae; Centrolenidae; Hylidae; Leptodactylidae; Pipidae; Ranidae e família Pseudidae

Os anfíbios anuros encontram-se distribuídos por quase todo o globo terrestre e em quase todos os ecossistemas. Porém, nas florestas tropicais é que encontramos a maior diversidade de espécies conhecidas. Das mais de 4.500 espécies descritas, cerca de 45% ocorrem na América Tropical.

A ausência de glaciações recentes, a estabilidade climática e da vegetação, a grande complexidade do meio e a grande quantidade de precipitações são fatores que fazem das florestas equatoriais e sub- tropicais ambientes favoráveis ao desenvolvimento de o maior número de espécies ( Duellman & Trub 1986). Dessa forma, as regiões florestadas do Brasil (Floresta Amazônica e Floresta Atlântica), têm merecido maiores estudos devido a exuberante de sua diversidade biológica .

A grande maioria dos anuros necessita de água para reproduzir e alto grau de umidade para sobreviver, de forma que nos ecossistemas úmidos como os das florestas é onde encontram o ambiente mais favorável para viver. No entanto, os anuros possuem grande facilidade de adaptação às mais diversas condições pluviométricas e de temperatura, necessitando muitas vezes de pequena umidade para sobreviver, o que permite encontra-los, também, em regiões áridas como na caatinga, pois são capazes de sobreviver nas mais extremas condições climáticas, passando às vezes meses praticamente sem se alimentar e em estado de hibernação.

Habitam as mais diversas altitudes, desde as restingas costeiras aos campos de altitude de 2.400 metros, como em Itatiaia - RJ, onde encontramos Melanophryniscus moreirae ( Miranda-Ribeiro, 1920 ) .

No solo da Floresta Atlântica (serapilheira) encontramos por exemplo, Eleuthodactylus parvus , binotatus e geutheri, além de B. ephippium e Procerathropes boeie . Em suas bromélias Dendrophryniscus brevipollicatus, Gastrotheca fissipes e Aparasphenodon brunoi , só para citar alguns.

Nos lagos, lagoas e brejos encontramos principalmente os hylidae, como Hyla faber , Hyla minuta, Hyla prasina, Hyla albopunctata, entre outros .

Como dito por todo o Brasil encontramos os anuros; nas restingas, nas encostas rochosas marinhas, nos mangues, na mata atlântica, no cerrado, na caatinga, nos campos, nos campos de altitude e na floresta amazônica .

Em geral os anuros possui reduzida mobilidade, afastando-se poucos metros do local onde nasceram. Isto aliado a grande diversidade climática e morfológica do país, permite a ocorrência de grande número de endemismo, ou seja espécies que só ocorrem em determinado local ou ambiente. De outra parte, ante o fator de grande adaptabilidade aliado aos fatores ainda desconhecidos, alguns anuros acabaram por se distribuir por quase todo o Brasil, como é o caso de Hyla minuta.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

Classe Anfíbia

Anfíbios são animais de pele fina e úmida. Não possuem pêlos nem escamas externas. São incapazes de manter constante temperatura de seu corpo, por isso são chamados animais de sangue frio (pecilotérmicos).

A pele fina, rica em vasos sanguíneos e glândulas, através da respiração, permite-lhes, a absorção de água, que funciona como defesa orgânica. Quando estão com "sede", os anfíbios encostam a região ventral de seu corpo na água e a absorvem pela pele.

As glândulas em sua pele são de dois tipos: mucosas, que produzem muco, e serosas, que produzem veneno. Todo o anfíbio produz substâncias tóxicas.

Existem espécies mais e menos tóxicas e os acidentes com humanos somente acontecerão se essas substâncias entrarem em contato com as mucosas ou sangue.

Podem ser aquáticos (respiram através de brânquias) ou terrestres (respiram através da pele ou pulmões).

Alimentam-se de minhocas, insetos, aranhas, e de outros vertebrados.

Reproduzem-se através de ovos moles e sem casca, postos na água ou em lugares encharcados, dando origem a uma larva e depois a um adulto através do processo de metamorfose. Existem exceções a essa regra, alguns deles são vivíparos.

Em geral, não existe cuidado com a prole dentre os anfíbios.

São divididos em três grupos: os sapos, as rãs, as pererecas Anura, as salamandras Caudata e as cecílias Apoda.

Cecília

As cecílias são anfíbios, vermiformes, que não têm membros e que vivem enterradas. Em decorrência, seus olhos são muito pequenos e usam receptores químicos para detectar suas presas. Podem ser aquáticas ou terrestres, mas todas respiram através de pulmões.

Alimentam-se de presas alongadas como minhocas, vermes, larvas de insetos e provavelmente também de peixes pequenos. As cecílias são encontradas em regiões tropicais. No Brasil existem espécies aquáticas na Amazônia e terrestres por grande parte do território. São difíceis de encontrar, pois vivem em locais úmidos, enterradas no solo.

Os machos desse grupo possuem um órgão reprodutor chamado de falodeu, assim a fecundação nas cecílias é interna. Algumas espécies de cecílias são ovíparas e outras vivíparas, no caso das ovíparas as fêmeas cuidam dos ovos até o nascimento.

Rãs

As rãs são popularmente conhecidas como anuros. São bastante ligadas à água e bons nadadores. No Brasil, ocorre apenas uma espécie de rã verdadeira que é encontrada na Amazônia.. Seus membros posteriores são longos e adaptados natação e aos saltos. As rãs "verdadeiras" possuem membranas entre os dedos dos membros posteriores (como num pé de pato). Alimentam-se de caramujos, lesmas e insetos, apanhando-os com a língua. O acasalamento dura 24 horas. A fêmea põe 2.000 ou 3.000 ovos com cerca de 2 mm de diâmetro.A carne da rã é bastante apreciada. Existem criadouros para exploração comercial.

Pererecas

A perereca pertence à família das Racoforídeas. Existem cerca de 150 espécies. Sua pele é mais lisa que as dos sapos. A perereca possui nas extremidades de cada dedo pequenas almofadas adesivas que servem para se prender aos galhos. Ela é dotada de membranas elásticas estendidas entre os dedos, que formam uma espécie de pipa. Encurvando o tórax e estendendo as pernas, as pererecas podem realizar vôos de quase 2 metros. Quando vão botar seus ovos, escolhem uma árvore pendente sobre o pântano, esses ovos depositados nas folhas, são envolvidos por uma substância pegajosa, muito parecida com claras batidas em neve. Quando nascem os girinos, fabricam uma substância que os livra desta massa pegajosa caindo então no pântano e só assim começa sua vida aquática. As pererecas são comumente encontradas em banheiros de casas de chácaras e sítios.

Salamandras de fogo

As salamandras comuns são chamadas pelo nome científico de Salamandra salamandra terrestris. Habitam regiões arborizadas. Vivem principalmente na Europa e no norte da África e têm hábitos essencialmente noturnos. Normalmente elas hibernam. Ficaram conhecidas com esse nome porque, antigamente a lenha era muito utilizada pelo homem, como fonte de calor. Elas diferem em tamanho e no jogo de cores das costas.

Algumas medem cerca de 14 a 20 centímetros. Secretam um veneno que as protege de predadores. Esse veneno é produzido por glândulas localizadas na parte de trás da cabeça e é muito forte. Um cachorro que tentar comer uma salamandra pode morrer. Ao contrário de outros anfíbios, a salamandra comum se acasala em terra firme. Os machos, que são muito ativos, correm de uma fenda a outra procura de fêmeas. Depois da fecundação, os ovos se desenvolvem dentro do rgão genital da fêmea.

As larvas nascem da fêmea numa corrente de água. Sofrem metamorfose, tornam-se adultas e perdem a capacidade de viver dentro da água.

Sapos

Os anuros são um grupo de anfíbios que não possuem cauda e possuem estrutura de esqueleto adaptada para locomoção aos saltos. A diversidade de anuros é enorme e este grupo está presente em todos os continentes. Existem anuros adaptados à vida aquática e terrestre. Todos são carnívoros, em geral utilizam a visão para a detecção da presa, portanto é importante que haja movimento. Esses animais possuem uma grande variedade de estratégias reprodutivas, que vão desde o desenvolvimento direto dos girinos, que nascem após dez dias, e que depois de uma série de metamorfoses transformam-se em sapinhos.

O sapo captura suas presas com a língua ágil. Ele fecha os olhos para engolir o alimento.

Atitude que é uma necessidade fisiológica: os grandes olhos são forçados para cavidade bucal a assim ajudam a empurrar os alimentos para a garganta abaixo. Os sapos são muito úteis ao homem porque com seu grande apetite comem muitos vermes, lagartas e insetos nocivos de várias espécies. A parte mais fascinante da reprodução dos anuros é entretanto a vocalização do macho para atrair a fêmea. Cada espécie produz um som diferente originando grande variedade de sons emitidos. São capazes de emitir também sons de agonia e de defesa de território.

Fonte: www.linkscampeoes.com.br

Classe Anfíbia

Características Gerais

Anfíbios (do grego amphi, ambos-dos dois modos, e bios, vida) são vertebrados cuja característica fundamental é o desenvolvimento na fase larvária em meio aquático e na fase adulta em meio terrestre.

As principais características deste grupo são:

A maioria dos anfíbios possui 4 membros pentadáctilos para locomoção em terra (os gimnofionos como a Caecilia, são ápodos, por involução das patas, como uma adaptação aos seus hábitos de vida em buracos no solo);
Pele úmida e lisa, glandulífera e sem escamas externas, apta para a respiração cutânea (que nos anfíbios torna-se mais importante que a respiração pulmonar);
Dentes pequenos e esqueleto em grande parte ossificado;
São pecilotérmicos (animais de sangue frio);
Coração com 3 cavidades: duas aurículas ou átrios e um ventrículo. O sangue arterial, que entra na aurícula esquerda, e o sangue venoso, que chega a aurícula direita, vão se juntar ao nível do ventrículo único. Por isso a circulação destes animais é dita fechada, dupla, porém incompleta;
Presença de entalhe ótico, resultado do desaparecimento do opérculo que nos peixes protege as brânquias.

Os anfíbios atuais podem ser divididos em três grupos considerados como ordens na sistemática tradicional:

Anuros: não tem cauda no estado adulto (rãs e sapos);
Urodelos:
possuem uma cauda desenvolvida (salamandras e tritões);
Ápodes ou gimnofiónios:
não tem patas.

Como evoluíram os anfibios

Entre as muitas espécies de peixes que habitavam o globo no Devoniano, um grupo desempenhou um grande papel na evolução: foram os Crossopterígeos, ancestrais imediatos dos primeiros vertebrados terrestres.

A passagem da água para a terra foi uma passo muito significativo para a evolução. Iniciou-se no final do Devoniano com os primeiros anfíbios e mais tarde foi completada pelo desenvolvimento dos répteis no Paleozóico Superior.

A chamada saída das águas ocorreu há mais ou menos 350 milhões de anos, quando alguns Crossopterígeos subiram à terra, provavelmente a procura de áreas úmidas e assim devem ter originado os anfíbios. Essa transmigração exigiu múltiplas transformações anatômicas e fisiológicas, cujo resumo se pode observar seguindo a transformação de um girino em rã.

Os primeiros anfíbios eram providos de ossificações numerosas e maciças, dentes complexos e escamas ossificadas na pele. O primeiro tetrápode conhecido foi o Ichthyostega, que possuia uma anatomia comparada aos Crossopterígeos, mas um teto craniano diferente e a presença de membros locomotores.

Entre as inúmeras modificações do esqueleto que os anfíbios passaram, muitas parecem ligadas à necessidade de uma vida terrestre (ou pelo menos parcialamente terrestre). A coluna vertebral é reforçada por costelas fortes; a cintura escapular é libertada, adquirindo mobilidade e reforçando-se ventralmente; a cintura pélvica fixa-se a coluna vertebral.

O conjunto de ossos que cobrem as brânquias dos peixes reduz-se e um dos seus elementos, transformado em membrana, vai permitir a audição no meio aéreo: trata-se do tímpano; o osso que liga, a partir de então, o tímpano ao ouvido interno e transmite as vibrações, a columela, não é mais que a parte dorsal do arco hióideo que servia para sustentar a mandíbula dos peixes (Ricqlès, 1989).

Paleoecologia

A grande questão que envolve o aparecimento dos anfíbios é explicada pela Paleoecologia. A seca temporária dos lagos onde viviam numerosos Sarcopterígios no Devoniano, talvez tivesse favorecido os indivíduos capazes de respirar o ar atmosférico, de resistir a dessecação e até de se deslocar do solo em busca de água. O meio terrestre, já invadido por vegetais e artrópodes, consistia em um novo reservatório de recursos alimentares, potencialmente exploráveis. Uma vez diferenciados, os anfíbios primitivos vão diferenciar-se muito, isto é, dar origem a um número elevado de espécies desde o Carbonífero Inferior até o Triássico Superior.

Mal conhecidos no Carbonífero Inferior, abundam os pântanos hulhíferos do Carbonífero Superior. Particularmente variados e numerosos nos ecossistemas do Permiano Inferior, os anfíbios chegam mesmo a adaptar-se a meios francamente terrestres. Todavia a maioria readapta-se ao meio aquático no Permiano Superior e no Triássico.

Fonte: br.geocities.com

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