
Lampréia
Filo: Chordata
Subfilo: Agnatha
Classe: Cyclostomata
Ordem: Petromyzoniformes
Família: Petromyzontidae
Comprimento: até 1 m
Sete fendas branquiais que secomunicam com bolsas branquiais de cada lado da cabeça
A maior das lampreias é a lampreia-do-mar. Seu corpo cilíndrico pode atingir mais de 1 m de comprimento. Ela vive em todos os mares europeus (com exceção do mar Negro) e também ao longo das costas da América do Norte e da África ocidental. A lampreia-do-mar tem um jeito muito especial de se alimentar.
Ela fixa a boca, dotada de uma espécie de ventosa, no corpo do peixe, raspa-lhe a pele e a carne com a língua e os dentes (a língua também tem dentes) e vaio sugando todos os tecidos juntamente com o sangue.
No outono, as lampreias que atingiram a maturidade sexual entram nos estuários dos rios. Chegando em água doce, param de se alimentar. o macho sobe o rio primeiro e faz um muro com seixos, que junta com sua boca. A fêmea chega em seguida.
Ela o ajuda a terminar o ninho de pedras, onde põe aproximadamente 200 000 vulos, que são fecundados pelo macho. Depois disso, o macho e a fêmea nadam rio abaixo e morrem. As larvas, com 15 a 20 cm de comprimento, saem do ninho duas semanas depois. Elas passam 4 ou 5 anos na água doce antes de assumir sua forma definitiva e retornar ao mar. E o ciclo recomeça.
Fonte: www.vanity.achetudoeregiao.com.br

Lampréia
As lampréias ou lampreias são peixes de água doce ou anádromas com forma de enguias, mas sem maxilas. A boca está transformada numa ventosa circular com o próprio diâmetro do corpo, reforçada por um anel de cartilagem e armada com uma língua-raspadora igualmente cartilaginosa. Várias espécies de lampreia são consumidas como alimento.
Dada a sua anatomia básica, a lampréia foi durante muito tempo classificada, juntamente com a mixina, no grupo Cyclostomata ou ciclóstomos (que significa boca circular) e também no grupo Agnatha, ou seja, sem maxilas. No entanto, pelo fato de ter vértebras rudimentares e musculatura radial, ao contrário da mixina, a lampréia é atualmente considerada um Hyperoartia, um clade dos vertebrados, em oposição aos Gnathostomata, ou seja, vertebrados com maxilas.
As lampréias são ainda agrupadas na classe Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi, na ordem Petromyzontiformes, família Petromyzontidae. Ver também FishBase.
Algumas espécies de lampréias têm um número de cromossomas que é recorde entre os vertebrados, chegando a 174. A larva ammocoetes tem um tamanho máximo de 10 cm, equanto que os adultos podem ultrapassar 120 cm. As lampréias possuem no topo da cabeça um "olho pineal" translúcido e, à frente, uma única "narina", o que é um caso único entre os vertebrados atuais (embora se encontre em alguns fósseis). Esta "narina" também é chamada abertura naso-hipofisial, uma vez que liga ao órgão do olfato e a um tubo cego que inclui a glândula pituitária ou hipófise. Pensa-se que este tubo seja um resíduo do canal nasofaringeal das mixinas, com quem a lampréia tem algumas características em comum.
Os olhos são relativamente grandes, estão equipados de cristalino, mas não possuem músculos oculares intrínsecos, como os restantes vertebrados. Por trás deles, abrem-se sete fendas branquiais. Uma outra característica deste grupo de peixes é a inexistência de verdadeiros arcos branquiais - a câmara branquial é reforçada externamente por um cesto branquial cartilagíneo (ver figura na página Craniata).
A ventosa que forma a boca da lampréia funciona como tal através dum complexo mecanismo que age como uma bomba de sucção: inclui um pistão, o velum' e uma depressão na cavidade bucal, o hydrosinus.
As lampréias não têm um esqueleto mineralizado, mas encontram-se regiões de cartilagem calcificada no seu endoesqueleto. O crâneo é composto por placas cartilagíneas, como o das mixinas, mas é mais complexo e inclui uma verdadeira caixa craniana ond está alojado o cérebro.
A coluna vertebral é basicamente formada pelo notocórdio, tal como as mixinas, mas nas lampréias existem pequenos reforços cartilagíneos, os arcualia dorsais. Tanto as lampréias marinhas como as de água doce se reproduzem em rios. As sua vida larvar (ver abaixo), que pode durar até sete anos, é sempre passada no rio onde nascem. A certa altura, elas sofrem uma metamorfose e transformam-se em adultos.
As espécies anádromas migram para o mar depois da metamorfose, onde se desenvolvem e atingem a maturação sexual. Este processo pode durar um ou dois anos. Quando atingem a maturidade sexual, as lampréias entram num rio, reproduzem-se e morrem.
Cada fêmea gera milhares de ovos pequenos e sem reservas nutritivas. Os ovos são enterrados em "ninhos" cavados em fundos duros e lisos. s lampréias sofrem um desenvolvimento larvar que pode durar até sete anos, passando-se sempre em água doce. A larva, denominada ammocoetes, não tem ventosa e os olhos são pouco desenvolvidos. A câmara branquial não é fechada e a larva alimenta-se capturando pequenas partículas ogânicas com uma fita de muco produzida na faringe.
Para promover o fluxo de água, o ammocoetes possui entre a boca e a faringe um sistema de bombagem anti-refluxo com duas válvulas, o velum que nos adultos não toma parte na respiração.
O esqueleto da cabeça do ammocoetes é composto dum tecido elástico, a muco-cartilagem que, durante a metamorfose dá origem a uma variedade de tecidos, entre os quais a verdadeira cartilagem. As lampréias encontram-se principalmente em águas temperadas, tanto no hemisfério norte, como no sul.
Algumas espécies são parasitas, fixando-se a outros peixes, cuja pele abrem com a sua língua-raspadora e sugam-lhes o sangue. Esta é também uma forma de se deslocarem.
A ventosa bucal também lhes serve para se agarrarem a pedras ou vegetação aquática para descansarem. Por esta razão, em alguns locais da Europa são conhecidas por suga-pedra ("stone-sucker" em inglês).
As lampréias, principalmente a larva ammocoetes, são usadas como isco na pesca. No entanto, em alguns países (como Portugal, por exemplo), os adultos são considerados uma especialidade culinária.
A poluição dos rios, à qual as larvas são especialmente sensíveis, tem sido a causa da sua quase extinção em muitos rios da Europa.
Existem registos fósseis de lampréias desde o período Carbónico superior, com cerca de 280 milhões de anos de idade. Algumas espécies de lampreias são usadas como alimento. No Sul da Europa, sobretudo em Portugal, Espanha e França, a lampreia é tida por iguaria requintada, sendo vendida nos restaurantes a preços muito elevados.
Em Portugal, a lampreia é comida sobretudo em arroz de lampreia, com uma confecção próxima da cabidela, e à bordalesa, um guisado normalmente acompanhado de arroz. Alguns restaurantes e casas fazem-na também assada no espeto. A lampreia é comida de finais de Janeiro a meados de Abril.
Fonte: www.mundodosanimais.com