Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Classe Osteichthyes  Voltar

Classe Osteichthyes



 

Características Gerais dos Osteíctes

Classe Osteichthyes

Os peixes da classe Osteichthyes (do grego osteos, osso, e ichthyos, peixe) possuem esqueleto ósseo. Ocupam ambientes de água doce ou marinhos. As escamas que recobrem o corpo dos osteíctes são de origem dérmica, diferentemente das escamas dos condríctes, de origem epidérmica.

São osteíctios da ordem teléosteos a maioria dos peixes conhecidos: pescada, bagre, sardinha, carpa, corvina, piranha, truta, cavalo-marinho, pirambóia, poraquê (peixe-elétrico), enguia e vários outros exemplos. As características comuns a todos os peixes ósseos, com aproximadamente 21.000 espécies atuais, são:

Cordados, vertebrados, gnatostômios que possuem esqueleto formado principalmente por tecido ósseo. São pecilotérmicos.

Aquáticos e respiração por brânquias, que estão protegidas pelo opérculo (placa articulada e flexível). Nos peixes dipnóicos, a membrana da bexiga natatória é vascularizada e permite a realização de trocas gasosas entre o ar presente no interior e o sangue. Esses "peixes pulmonados" podem resistir a longos períodos de seca, quando permanecem entocados em buracos no fundo lamacento dos rios. A pirambóia, encontrada no Brasil, é um exemplo de peixe dipnóico.

A boca fica localizada anteriormente. Cecos pilóricos do estômago produzem enzimas digestivas, melhorando a capacidade digestória. A nadadeira caudal é homocerca ou dificerca.

A bexiga natatória é um órgão hidrostático (regula a densidade do peixe).Em algumas espécies a bexiga natatória não está ligada ao tubo digestivo (peixes fisoclistos). Quando a bexiga natatória está ligada ao tubo digestivo os peixes são do tipo fisóstomos.

As escamas são de origem dérmica e dos tipos ciclóide e ctenóide.

A forma do corpo em geral é hidrodinâmica, contendo glândulas que secretam muco na pele, facilitando a locomoção no meio aquático.

São dióicos e muitas vezes apresentam dimorfismo sexual. A reprodução é sexuada e em geral com fecundação externa. Nas espécies de fecundação interna a nadadeira caudal modificada atua como órgão de cópula. A maioria é ovípara. Há porém, espécies vivíparas. Possuem apenas o anexo saco vitelino. A forma jovem (larval) é o alevino. Muitos peixes de água doce realizam o fenômeno da piracema, isto é, sobem os rios na época da reprodução (= anádromos).

Sistema Nervoso dos Osteíctes

No sistema nervoso dos peixes o telencéfalo tem função olfativa. Os hemisférios cerebrais são pouco desenvolvidos e são formados por uma massa ganglionar basal chamada corpo estriado e por uma fina camada epitelial, dorsal, conhecida como palio, o qual nos vertebrados superiores irá formar o cérebro (massa cinzenta).

O diencéfalo nos peixes origina o tálamo, o centro de relés para impulsos olfativos e visuais. Do diencéfalo surgem duas estruturas medianas; anteriormente surge o corpo parietal, e na região posterior, o corpo pineal. Nos ciclóstomos existem as duas estruturas, enquanto que na maioria dos peixes ocorre somente o corpo pineal.

O mesencéfalo dos peixes é o centro de coordenação nervosa. Esta estrutura desenvolve a partir da região dorsal dois lobos ópticos.

metencéfalo da origem ao cerebelo, o centro de coordenação muscular, sendo mais desenvolvido nos tubarões, peixes de movimentos muito rápidos.

O mielencéfalo forma o bulbo do encéfalo, que, em todos os vertebrados está relacionado com os centros de atividades vitais, como a respiração, batimento cardíaco e metabolismo. Nos peixes esta região é o centro do sistema da linha lateral e do ouvido interno.

Da mesma maneira que os anfíbios os peixes possuem 10 nervos cranianos.

Fonte: www.pucrs.br

Classe Osteichthyes

Os peixes ósseos são o grupo mais vasto (correspondem a 9 em cada 10 espécies) e diverso de peixes actuais. Estes animais habitam todos os tipos de água, doce, salobra, salgada, quente ou fria (embora a maioria seja limitada a temperaturas entre 9 e 11ºC). Esta é a classe mais recente do ponto de vista filogenético, bem como a considerada mais evoluída. A taxonomia dentro desta classe tem sido frequentemente alterada, devido à descoberta de novas espécies, bem como de novas relações entre as já conhecidas.

Tipicamente os peixes ósseos não são maiores que 1 m de comprimento mas existem formas reduzidas (certos gobies apenas têm 10 mm de comprimento) e gigantescas (espadarte com 3,70 m, o esturjão com 3,80 m e 590 Kg de peso ou o peixe-lua com 900 Kg de peso).

Adaptaram-se a viver em condições por vezes difíceis, como lagos a grande altitude, zonas polares, fontes hidrotermais, charcos com elevada salinidade ou pobres em oxigénio, etc. Muitos peixes realizam migrações periódicas, seja de local para local, seja de águas profundas para a superfície, tanto para desovar como para se alimentar.

Classe Osteichthyes
Peixes palhaço

Caracterização da classe

As suas características principais são:

Forma do corpo

Corpo é fusiforme, mais alto que largo, de corte oval o que facilita a deslocação através da água. A cabeça estende-se da ponta do focinho á abertura do opérculo, o tronco daí ao reto, para trás do qual se tem a cauda. O corpo apresenta uma forte musculatura segmentar - miómeros -, separados por delicados septos conjuntivos;

Esqueleto ósseo

O esqueleto é formado por ossos verdadeiros, embora algumas espécies possam apresentar ossos cartilagíneos (esturjão, por exemplo), com numerosas vértebras distintas, embora seja frequente a persistência de notocorda nos espaços intervertebrais.

O esqueleto apresenta 3 partes principais:

  • coluna vertebral
  • crânio
  • raios das barbatanas
  • Da coluna vertebral partem as costelas e a cintura peitoral (não existe cintura pélvica, ligando-se essas barbatanas por meio de tendões, sem ligação á coluna vertebral). Numerosos outros pequenos ossos sustentam os raios das barbatanas. O crânio é articulado com as maxilas e mandíbulas, ambas bem desenvolvidas, e suporta os arcos branquiais. A articulação do crânio com a coluna vertebral é tão forte que os peixes não podem virar a cabeça.

    A cauda é geralmente homocerca

    Escamas mesodérmicas

    A pele cobre todo o corpo e contém inúmeras glândulas mucosas, cuja secreção facilita o deslizar através da água e protege contra infecções, e escamas no tronco e cauda, de várias formas mas sempre de origem dérmica. Algumas espécies não apresentem escamas ou estas podem ser revestidas de esmalte.

    As escamas são finas, arredondadas e implantadas em fileiras longitudinais e diagonais, imbricadas como as telhas de um telhado. As extremidades livres das escamas estão cobertas por uma fina camada de pele que protege de parasitas e doenças. Em algumas espécies, esta camada de pele ajuda a manter a humidade quando o animal está emerso.

    Cada escama está fixa numa bolsa dérmica e cresce durante a vida do animal, o que geralmente origina anéis de crescimento (maiores no verão e muito pequenos no inverno). Estes anéis são mais notórios em peixes de regiões temperadas. Devido ao padrão de distribuição, forma, estrutura e número das escamas ser quase constante em cada espécie, esta é uma importante característica sistemática desta classe;

    Barbatanas pares e impares

    Barbatanas são sustentadas por raios ósseos ou por vezes cartilagíneos. As barbatanas impares são duas dorsais e uma retal, bem como a caudal simétrica. A forma da barbatana caudal altera a forma de deslocação do animal: barbatanas arredondadas aumentam a capacidade de manobra mas geralmente a velocidade é baixa, enquanto barbatanas bifurcadas ou em forma de foice permitem grandes velocidades. A barbatana dorsal tem suporte esquelético e varia grandemente de forma, de acordo com os hábitos do animal. As barbatanas pares são as peitorais, logo atrás do opérculo, e as pélvicas. Cada barbatana tem o seu próprio conjunto de músculos, o que permite um movimento independente, aumentando a capacidade de manobra. Ao contrário dos peixes cartilagíneos, e devido à presença de bexiga natatória, os peixes ósseos não necessitam das barbatanas para se manterem a flutuar, usando-as apenas para manobrar na água;

    Sistema nervoso

    Encéfalo distinto e órgãos dos sentidos desenvolvidos, nomeadamente:

    Olhos

    Grandes, laterais e sem pálpebras, provavelmente apenas capazes de focar com precisão objectos próximos mas que percebem facilmente movimentos distantes, incluindo acima da superfície da água. A retina contém cones e bastonetes, o que permite visão a cores na maioria dos casos;

    Ouvidos

    Com três canais semicirculares dispostos perpendicularmente uns aos outros (funcionando como um órgão de equilíbrio, portanto, tal como em todos os vertebrados superiores), permitem uma audição apurada, até porque o som se propaga bastante bem dentro de água. Muitos peixes comunicam entre si produzindo sons, seja esfregando partes do corpo entre si, seja com a bexiga natatória;

    Narinas

    Localizadas na parte dorsal do focinho, comunicam com uma cavidade coberta de células sensíveis a moléculas dissolvidas na água;

    Classe Osteichthyes
    Anatomia externa de um peixe teleósteo

     

    Linha lateral

    Localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal, é composta por uma fileira de pequenos poros, em comunicação com um canal abaixo das escamas, onde se encontram mecanorreceptores. A eficácia deste sistema para detectar movimentos e vibrações por ele causadas na água permite a formação de cardumes, fundamental como estratégia de defesa destes animais;

    Sistema digestivo

    A boca grande é terminal, rodeada de maxilas e mandíbulas distintas, onde estão implantados dentes cónicos e finos.

    Existem outros dentes, localizados nos primeiros arcos branquiais, úteis para prender e triturar o alimento.

    Na boca existe uma pequena língua, ligada ao chão da cavidade e que ajuda nos movimentos respiratórios;

    Sistema circulatório

    Coração com duas cavidades (aurícula e ventrículo) por onde circula apenas sangue venoso. O sangue é pálido e escasso, quando comparado com um vertebrado terrestre;

    Sistema respiratório

    Tipicamente com brânquias em forma de pente sustentadas por arcos branquiais sseos ou cartilagíneos, no interior de câmara comum de cada lado da faringe, coberta por um opérculo, fino e margens livres abaixo e atrás.

    Os arcos branquiais apresentam expansões que protegem os filamentos branquiais de partículas duras e evitam a passagem de alimento pelas fendas branquiais.

    Nas branquias existe um mecanismo de contracorrente entre a água e o sangue que as irriga, aumentando a eficiência das trocas gasosas.

    Geralmente existe bexiga natatória, um grande saco de paredes finas e irrigadas derivado da zona anterior do intestino, que ocupa a zona dorsal da cavidade do corpo. Esta cavidade está preenchida com gases (O2, N2, CO2), actuando como um órgão hidrostático, ajustando o peso do corpo do peixe consoante a profundidade. O ajuste faz-se por secreção ou absorção dos gases para o sangue. A capacidade da bexiga natatório é superior nos peixes de água doce pois esta é menos densa que a salgada, não podendo sustentar o peixe com a mesma facilidade. A bexiga natatória pode ajudar na respiração (peixes pulmonados) ou como caixa de ressonância de órgãos dos sentidos ou produção de sons;

    Sistema excretor

  • Rins mesonéfricos
  • Ectotérmicos
  • Reprodução

    Sexos separados, gónadas geralmente pares, grande maioria ovíparos com fecundação externa, embora existam espécies com fecundação interna e hermafroditas. Algumas espécies passam por mudanças de sexo, machos passam a fêmeas aumentando de tamanho e as fêmeas tornam-se dominantes nos cardumes ao passarem a machos.

    Os ovos são pequenos e sem anexos embrionários mas com quantidade de vitelo muito variável. As espécies de mar alto produzem enormes quantidades de ovos, pois a maioria não sobrevive, que passam a fazer parte do plâncton, enquanto espécies costeiras os colocam entre detritos e folhas ou no fundo.

    Algumas espécies cuidam dos ovos e/ou dos juvenis, guardando os ninhos e mantendo-os oxigenados com jorros de água. Outros incubam os ovos na boca ou permitem que os jovens lá se recolham quando ameaçados.

    Várias espécies migram grandes distâncias (tanto de água salgada para doce, como algumas espécies de salmões, ou o inverso, como as enguias) para desovar.

    Classe Osteichthyes
    Cardume de Peixes

    Os peixes ósseos são os únicos que formam cardumes, por vezes com dezenas de milhar de indivíduos. Nos cardumes os peixes deslocam-se sincronizadamente, como se fossem um só. Cada peixe segue paralelamente ao seu vizinho, a uma distância de cerce de um comprimento do corpo e mantém a sua posição devido à acção da visão, audição e linha lateral. A cor prateada da maioria dos peixes que fazem cardumes é fundamental pois ajuda a detectar os movimentos uns dos outros (uma pequena mudança de direcção produz uma grande diferença a nível da luz reflectida).

    Num cardume os peixes estão mais seguros pois há mais sentidos atentos a um potencial predador e torna-se mais difícil escolher a presa no meio de tantos corpos em movimento. A vida em grupo também ajuda a encontrar alimento e parceiros sexuais.

    Espécies ameaçadas parece pequena, quando comparada com outros grupos de vertebrados, mas tende a aumentar à medida que estudos mais cuidados são realizados e que o aquecimento da água do mar se intensifica.

    Os peixes, principalmente os peixes ósseos, têm sido um aparentemente inesgotável armazém de alimentos para a espécie humana. A pesca tem vindo a intensificar-se ao longo dos anos, numa tentativa de compensar a demanda de peixe para a alimentação humana e animal (para o fabrico de farinha de peixe, usada em rações de engorda).

    Assim, a pesca tradicional deixou de satisfazer e surgiu a pesca intensiva com redes flutuantes e de arrasto no fundo, pois as águas superficiais começaram a ser esgotadas. Estas redes, além de serem por vezes abandonadas em alto mar, onde permanecem décadas, aprisionando todo o tipo de animais que acaba por morrer, causam enormes danos ao fundo do mar. As bolas que são usadas para fazer peso na rede podem pesar até 10 Kg, ajudando a arrancar tudo o que está no fundo, seja rocha ou coral. A pesca de arrasto recolhe indiscriminadamente todos os animais que encontra, a maioria dos quais são depois rejeitados, pois não pertencem à espécie pretendida, e atirados ao mar (mas já mortos), mesmo que sejam comestíveis.

    A largura das malhas de pesca tem sido outra batalha que tem sido difícil de vencer na luta pela conservação da diversidade nos oceanos, pois os armadores recusam quase sempre usar malha de maior diâmetro, que permitiria aos juvenis escapar à captura e permitiria a manutenção e recuperação dos stocks pesqueiros. Mesmo quando legislação nesse sentido é aprovada, como na União Europeia, raramente é cumprida ou são punidos os infractores.

    Quando mesmo estes métodos são insuficientes ou em locais pobres, está a tornar-se comum a utilização de dinamite ou cianeto para capturar grandes quantidades de peixe, principalmente em zonas baixas, como recifes de coral. A devastação causada já arrasou mais de 80% dessas zonas no sudeste asiático.

    sca excessiva, a poluição de rios e mares, são apenas algumas das causas deste problema, que parece apresentar uma solução complicada, sob a pressão da industria pesqueira e à falta de informação dos pescadores.

    Classe Osteichthyes
    Peixe morto devido á poluição de um rio

    Fonte: curlygirl.naturlink.pt

    Classe Osteichthyes

     

    Características Gerais dos Peixes

    A designação de peixes (lat. pisces) é extensiva a nada menos que 4 classes de vertebrados, cada qual possuindo características próprias. Mas para os cientistas um peixe é simplesmente definido como um vertebrado aquático de sangue frio (o que sabe-se nem sempre é verdade).

    Isso significa que os peixes possuem coluna vertebral, vivem na água e sua temperatura sangüínea se equilibra com o ambiente. A maioria dos peixes respira por brânquias ou guelras, se locomove por meio de nadadeiras, se reproduz pondo ovos e é coberta por escamas protetoras (peixes atuais). Certos grupos extintos foram dotados de um escudo ósseo protetor, além do esqueleto interno.

    Sua pele possui duas camadas: por fora a epiderme e sob ela, a derme. As glândulas da epiderme secretam um muco protetor contra fungos e bactérias.

    As escamas, que formam um escudo mais resistente, são feitas de ossos transparentes enraizados na derme. Como os anéis das árvores, elas registram a idade e o crescimento do peixe.

    As nadadeiras são classificadas em ímpares (dorsal, caudal e retal) e pares (peitorais e pélvicas).

    Três são os principais tipos de nadadeiras caudais:

    TIPOS DE NADADEIRAS CAUDAIS
    DESCRIÇÃO
    Homocerca A coluna vertebral não se prolonga através da nadadeira que é bilobada e simétrica
    Dificerca A coluna vertebral não se prolonga através da nadadeira que é bilobada e simétrica
    Heterocerca A porção terminal da coluna vertebral normalmente encurva-se para cima e a nadadeira é assimétrica

    As nadadeiras pares são de dois tipos:

    TIPOS DE NADADEIRAS PARES
    DESCRIÇÃO
    Actinopterígeas Possuem base larga e seu esqueleto consiste em uma série de barras (raios) ósseas ou cartilaginosas paralelas, relativamente curtas.
    Crossopterígeas Têm a forma de uma folha e seu esqueleto consiste num eixo central com ramos laterais dispostos simetricamente

    As escamas são de quatro tipos:

  • placóide
  • ganóide
  • ciclóide
  • ctenóide

    Escamas placóides: ocorre nos peixes cartilaginosos e apresenta estrutura similar à dos dentes; são placas pequenas em geral rômbicas;

    Escamas ganóides: são maiores; tem geralmente, forma rômbica ou arredondada; a superfície esposta é coberta por uma camada de esmalte (ganoína);

    Escamas ciclóides: são delgadas, elásticas e de forma variável;

    Escamas ctenóides: diferem em relação às ciclóides, apenas na ocorrência de denticulação na parte posterior.

  • Segundo Mendes (1977) o maxilar superior dos peixes é formado por uma cartilagem chamada de palatoquadrado e o maxilar inferior por uma cartilagem chamada de cartilagem de Meckel.

    No tipo de suspensão dito hiolístico, esses maxilares ligam-se ao crânio por meio do hiomandibular, ou seja, pela porção superior do primeiro arco branquial. No tipo de suspensão anfistílico, o maxilar superior articula-se diretamente com o crânio e recebe, ao mesmo tempo, apoio do hiomandibular. No tipo de suspensão autostílico, o maxilar superior articula-se diretamente com o crânio, sem intervensão do hiomandibular; o maxilar inferior articula-se com o superior sem interferência também do hiomandibular.

    OSTEICHTHYES

    São os chamados peixes ósseos. São os mais evoluídos de todos os outros peixes. No Devoniano médio eram dulcícolas e só vieram invadir os mares no final do Paleozóico. Hoje ocupam os dois habitats. 

    Os peixes mais antigos apresentavam dupla respiração (branquial e pulmonar). Seus hábitos alimentares são variáveis: tanto podem ser herbívoros como comedores de lamas. Sua resistência devido a sua estrutura é a maior entre todos os peixes. 

    Dividem-se em duas subclasses: Actinopterígeos (peixes dominantes) e Sarcopterygii (peixes pulmonados).

    Fonte: www.reinaldoribela.pro.br

    Classe Osteichthyes

    73% da superfície terrestre está coberta por água, que oferece diferentes habitats, desde os oceanos até lagos e rios.

    Os habitats aquáticos estão entre os mais produtivos do planeta.

    PEIXES > adaptações para todos estes diferentes habitats, sendo que a diversidade do grupo reflete as especializações selecionadas pelos diferentes habitats.

    1/3 dos peixes vive exclusivamente em água doce.

    OS PRIMEIROS FÓSSEIS DE PEIXES ÓSSEOS > SILURIANO SUPERIOR.

    OS MECANISMOS ALIMENTARES FORAM UM DOS PRINCIPAIS

    ELEMENTOS NA EVOLUÇÃO DOS PEIXES.

    OBTENÇÃO DE O2 : BRÂNQUIAS

    protegidas no interior de bolsas faríngeas
    projeções vascularizadas situadas lateralmente sobre os arcos branquiais

    H2O >é bombeada por ação muscular através das brânquias:

    1. expansão da cavidade oro-faríngea
    2. movimento dos ossos operculares.

    Funcionam como válvulas que direcionam o fluxo da água no sentido da cavidade faríngea para as cavidades operculares e meio externo.

    Assim que a água sai da cavidade oro-faríngea > entra em íntimo contato com as superfícies vascularizadas. A troca gasosa ocorre nas lamelas secundárias (LAURENT & DUNEL, 1980)

    O bombeamento das cavidades oro-faríngea e operculares > pressão positiva através das brânquias.

    Peixes pelágicos tem capacidade de bombeamento que é perdido ou muito reduzido

    NATAÇÃO cria contracorrente d’água para dentro da boca que fica entreaberta (“ram respiration” > respiração forçada).

    O filamento branquial é irrigado por 2 artérias:

    1. Aferente: sangue flui do arco para a extremidade do filamento;
    2. Eferente: sangue flui da extremidade do filamento para o arco.

    Cada lamela 2ária > espaço de sangue envolto por epitélio muito fino através do qual ocorre a troca gasosa.

    Fluxo de sangue através da lamela 2ária é contrário ao da água que circunda a a brânquia

    SISTEMA DE CONTRACORRENTE

    Assegura o máximo de difusão para dentro das brânquias.

    Peixes pelágicos ativos que mantêm a atividade por longos períodos de tempo têm filamentos branquiais rígidos:

    Área respiratória é relativamente maior.

    Maior capacidade de transporte de O2 / mm de sangue.

    Aumento de temperatura reduz a solubilidade do O2 na água > peixes que vivem em ambientes de baixas concentrações de O2 >apresentam estruturas respiratórias acessórias > captar o O2 atmosférico.

    Electrophorus eletricus > abocanha de tempos em tempos o ao atmosférico e o O2 difunde-se rapidamente pela ucosa faríngea para dentro da corrente sanguínea.

    Outros peixes engolem ar e extraem o O2 através da mucosa de diferentes regiões do trato digestivo.

    Família Anabantidae (Ásia tropical) > têm câmaras vascularizadas na região posterior da faringe (labirinto) > trocas gasosas entre o ar e o sangue.

    Muitos peixes têm respiração aérea facultativa > desviam a captura do O2 feita pelas brânquias para órgãos acessórios quando a pressão do O2 do meio aquático fica muito baixa.

    Poraquê e anabantídeo > respiração aérea obrigatória.

    Peixes pulmonados sulamericanos e africanos > respiração aérea obrigatória > morrem afogados quando mantidos embaixo d’água.

    Peixes pulmonados > pulmões > estruturas derivadas de evaginações do trato digestivo embrionário.

    LOCOMOÇÃO NA ÁGUA

    É o resultado de contrações dos músculos de um lado do corpo e do relaxamento simultâneo dos músculos antagônicos correspondentes do outro lado do corpo.

    BREDER (1926)

    Classificou os movimentos ondulatórios dos peixes em 3 tipos:

    1. anguiliforme: peixes alongados e flexíveis, capazes de curvar metade do corpo na forma de um semi-círculo.

    2. carangiforme: ondulações limitadas à região caudal; curvatura do corpo é de menor amplitude que a do caso anterior.

    3. ostraciforme: corpo inflexível; ondulações só ocorrem na nadadeira caudal.

    Especializações > forma do corpo, estrutura da superfície corpórea, nadaeiras e arranjo muscular > aumentam a eficiência natatória.

    Um peixe nadadndo deve vencer a força de gravidade produzindo uma força de ascenção, e a força de resistência da água produzindo uma força de impulso

    Ocorrem também gasto de energia muscular empurrando para trás a água ao seu redor para movimentar-se para frente

    Densidade média dos tecidos é maior que na água > afundam > reduzir a densidade total por meio de flutuador ou forças de ascensão (movimentos propulsores)

    Alguns peixes pelágicos > têm flutuabilidade negativa > nadam constantemente para neutralizar a gravidade (atum, cavala, espadarte, cação)

    Outros > a ascensão é acompanhada pela expansão das amplas nadadeiras peitorais num ângulo de ataque positivo para que a água flua sobre ela.

    Muitos peixes ósseoas têm flutuabilidade neutra e matêm sua posição na coluna d’água sem mover o corpo > região dorsal das nadadeiras peitorais se opõem a uma força que impulsiona o corpo para frente > gerada pela expulsão da água pelas fendas branquiais durante cada ciclo respiratório.

    Flutuabilidade neutra resultante da bexiga natatória cheia de ar > os peixes que mantêm-se parados na coluna d’água > bexiga natatória bem desenvolvida.

    BEXIGA NATATÓRIA

    Vesícula repleta de ar originária de uma evaginação dorsal do trato digestivo embrionário.

    Ocupam > 5% do volume do corpo

    Teleósteo não sobem nem desce na coluna d’água e gasta muito pouca energia para manter sua posição no meio aquático; entretanto, para manter a flutuabilidade neutra o volume da bexiga natatória deve se manter constante

    Corpo > sujeito a variação de pressão nas diferentes profundidades

    Pressão da coluna d’água aumenta quando > profundidade aumenta > besiga natatória tende a colapsar

    Pressão da coluna d’água dimunui quando > profundidade dimunui > bexiga natatória tende a se expandir

    Quando o peixe sobe na coluna d’água o ar de dentro da bexiga vai sendo expelido e quando o peixe afunda o ar vai sendo colocado dentro da bexiga

    Teleósteos mais primitivos > mantêm um ducto que conecta o esôfago à bexiga natatória (ducto-pneumático) = peixes fisóstomos >podem abocanhar o ar atmosférico na superfície da água para encher a bexiga natatória e expulsá-lo por meio de bolhas quando estão subindo na coluna d’água.

    Muitos peixes fisóstomos utilizam a bexiga nantória como um órgão de respiração aérea acessória > como um pulmão (neste caso o ducto-pneumático funciona análoga à traquéia dos vertebrados terrestres).

    Teleósteos mais diferenciados > ducto-pneumático = ausente > fisoclistos

    O gás não pode ser eliminado pelo trato digestivo como no caso dos fisóstomos > injetar gás para dentro da bexiga natatória >glândula de gás > muito vascularizada > rede mirabile = vasos que são responsáveis pela troca de gases entre o sangue e a bexiga natatória, especialmente o oxigênio que é transportado pela HG dos glóbulos vermelhos.

    A GL. DE GÁS LIBERA ÁCIDO LÁTICO NO SANGUE > A ACIDEZ DO SANGUE NA REDE MIRABILE FACILITA A LIBERAÇÃO DO O2 PRESO NA HG.

    Devido a anatomia da rede mirabile existe um sistema de contracorrente múltiplo > O2 da HG é liberado e armazenado no sangue aumentando a pressão de O2 no sangue que ultrapassa a pressão do O2 existente no interior da bexiga natatória. Quando isso acontece > O2 se difunde do sangue para dentro da bexiga natatória > ajustando o volume desta vesícula.

    O comprimento dos capilares sanguíneos da rede mirabile multiplica a difusão do O2 livre no sangue.

    Para compensar a expansão do gás durante a ascensão na coluna d’água = os fisoclistos abrem uma válvula muscular = oval > a alta pressão interna dos gases na bexiga natatória promove a difusão dos mesmos para dentro do angue desta rede de capilar associada à glândula oval.

    Muitos peixes de profundidade > depósitos de óleo de baixa densidade dentro da bexiga natatória ou > bexiga natatória reduzida ou ausente > no seu lugar ricos depósitos de lipídios distribuídos pelo corpo.

    Lipídios > promovem a flutuabilidade > o volume de gás da bexiga natatória é pequeno, para o peixe afundar a quantidade necessária de gás para manter o volume deste órgão é pequena.

    Entretanto > é necessário que a rede mirabile tenha tenha um grande número de capilares para que a alta pressão de O2 exigida seja alcançada e a gl. oval dos peixes que vivem a grandes profundidades é muito desenvolvida.

    Peixes mesopelágicos que realizam grandes deslocamentos verticais > dependem mais dos lipídios (esteróis de cera) do que do gás para regular a flutuabilidade.

    PRODUÇÃO DE IMPULSO

    Os peixes nadam para frente empurrando para trás a coluna d’água

    A cada força de ação corresponde uma força de reação de igual intensidade e direção oposta

    Os anguiliformes e Carangiformes > aumentam a velocidade de natação aumentando a frequência das ondulações corpóreas (frequência do batimento caudal) > a velocidade aumenta porque o peixe aplica mais força sobre a água (por unidade de tempo).

    Enguias > corpo alongado limita a velocidade porque os vários movimentos ondulatórios aumentam o atrito da superfície do corpo com a água aumentando a força de resistência da água.

    Peixes que nadam mais rápidos nã são flexíveis > força gerada pela contração dos músculos segmentares anteriores > transferido para o pedúnculo caudal.

    Atum > estruturas especializadas para uma natação mais rápida > pedúnculo caudal é rígido e a nadadeira caudal é muito expandida verticalmente.

    A ÁGUA E O MUNDO SENSORIAL DOS PEIXES

    A água é 830 vezes mais densa que o ar ao nível do mar

    A luz têm uma penetração menor na água do que no ar

    Peixes > de maneira geral apresentam os olhos bem desenvolvidos

    Peixes > têm botões gustativos na boca e ao redor da cabeça e nadadeiras anteriores

    Botões quimiorreceptores > detectam a presença de substâncias solúveis na água

    Órgão olfatórios no focinho que detectam substâncias não tão solúveis na água.

    Cações e salmões são capazes de detectear compostos odoríferos dissolvidos numa concentração de até 1ppm

    Muitos peixes procuram alimento e se orientam no meio aquático > quimiorreceptores > posição e distância da presa.

    Migração do salmão é direcionada para os cursos d’água onde nasceram; este percurso é encontrado > reconhecem os odores das drenagens por onde passou durante seu desenvolvimento, que ficaram impressos, no cérebro. Destruindo os órgãos olfatórios do salmão ele não consegue encontrar a drenagem onde nasceu (CROMIE, 1982).

    LINHA LATERAL

    Os neuromastos distribuem-se:

    1. no interior de canais tubulares
    2. no fundo de depressões epidérmicas

    Células ciliadas dos neuromastos têm um cinecílio

    Um neuromasto possui muitas células ciliadas com cinecílio

    Cada unidade do neuromasto > 2 terminações nervosas aferentes da linha-lateral:

    1. transmite impulsos para as céls. ciliadas > cinecílio localiza-se numa det. posição

    2. comunica-se com as céls. ciliadas > cinecílios numa posição oposta (de 180°) em relação aos anteriores.

    Todos os cinecílios e microvilosidades estão envoltos por estrutura gelatinosa oval = cúpula

    Deslocamento da cúpula > dobramento do cinecílio

    Toda vez que o cinecílio se dobra > pode estimular ou inibir o nervo associado

    FORÇAS QUE PROMOVEM O DESLOCAMENTO DA CÚPULA

    Correntes d’àgua que deslocam a cúpula > podem ser percebidas em diferentes regiões do corpo. Retirando-se os nervos aferentes da linha-lateral o peixe não apresenta qualquer resposta em relação ao fluxo externo d’água.

    NEUROMASTOS DA LINHA-LATERAL

    Também respondem aos sons de baixa frequência. Muitos peixes também ouvem baixas frequ6encias com o ouvido, mesmo depois dos neuromastos da linha-lateral serem destruídos.

    Muitos peixes que buscam alimento na superfície d’água > p. ex. , o inseto sobre a superfície da água atrae o peixe pq. cria ondas através dos movimentos.

    PRODUÇÃO DE ELETRICIDADE, ELETRORRECEPÇÃO

    Raia elétrica, torpedo (Mediterrâneo), bagre elétrico (Nilo), poraquê (América do Sul)

    A corrente elétrica é gerada em tecidos musculares modificados

    Células > eletrócitos > perderam a capacidade de se contrair e se especializaram na produção de correntes iônicas

    Os eletrócitos estão arranjados em pilhas ou em série, como as de uma lanterna elétrica, porque os potenciais elétricos gerados em cada eletrócito somam-se aos dos adjacentes produzindo um potencial final de alta voltagem

    Também é necessário o sincronismo das descargas dos eletrócitos, que é conseguido pela simultaneidade dos impulsos nervosos que excitam essas células musculares

    Maioria das espécies de peixes elétricos estão limitadas às águas tropicais africanas e sul-americanas

    Formas marinhas são poucas : raia-torpedo (Torpedo); raia treme-treme (Narcine), algumas spp do gênero Raja, algumas espécies de Miracéu (Família Uranoscopidae)

    Atualmente se sabe que os peixes elétricos que produzem pequenos potenciais elétricos, utilizam as correntes elétricas de baixa intensidade na letrolocação e comunicações intraespecíficas

    O potencial elétrico da maioria dos peixes, que geram baixos potenciais elétricos, varia entre 50 e 300 hertz (ciclos por segundo); algumas spp (Apteronotus) produzem um potencial elétrico que alcança 1700 hertz

    Um peixe-elétrico de água doce pode detectar, por meio dos tipos de distorção em seu campo elétrico, a presença e posição dos objetos e organismos ao seu redor

    Pode perceber as descargas elétricas de outro peixe-elétrico (eletrocomunicação e/ou eletrolocação)

    A pele dos teleósteos que produzem descargas elétricas de baixa potência contêm receptores sensoriais especiais >órgãos ampulares e tuberosos > detectam, respectivamente, cargas tônicas (estáticas) e fásicas (variáveis)

    Fonte: www.avesmarinha.com.br

    Classe Osteichthyes

     

    Em geral, as escamas ósseas estão presentes, mas as camadas superficiais primitivas de ganoína e cosmina foram perdidas na maioria das espécies atuais.

    As partes mais internas do esqueleto sempre apresentam alguma ossificação; na maioria das espécies, o esqueleto é completamente ossificado.

    O olho pineal continua presente nas espécies primitivas.

    Pulmões ou bexigas natatórias estão pentes, exceto em poucas espécies bentônicas, que os perderam secundariamente. Como não poderia deixar de ser nos peixes de corpos ágeis, a cauda tornou-se homocerca na maioria das espécies atuais.

    As aberturas brânquiais se abrem numa câmara comum, coberta por um opérculo.

    A válvula espiral do intestino foi perdida em todas as espécies, exceto na maioria das primitivas. A área superficial é maior devido a um aumento do comprimento do intestino e cecos pilóricos.

    A maioria das espécies é ovípara e a fecundação é externa. Em algumas espécies vivíparas, nas quais a fecundação é interna, o órgão copulador do macho é uma parte modificada da nadadeira retal.

    Os peixes estão bem adaptados à vida aquática. Eles são aerodinâmicos. Seu esqueleto não é tão pesado como o dos vertebrados terrestres. Os músculos segmentados e a cauda proporcionam o impulso para a locomoção e as nadadeiras, a estabilidade e a habilidade de manobras A estrutura dos órgãos dos sentidos permite a detecção de mudanças ocorridas na água. Seu coração bombeia apenas sangue venoso através das brânquias. Uma língua muscular está ausente.

    Os peixes mais primitivos, que surgiram antes do período Cambriano superior, eram ostracodermos possuidores de armaduras resistentes e pertencentes à classe. Agnatha. A maioria era dulcicola e alimentava-se de sedimento com a boca sem mandíbulas. Eles não apresentavam nadadeiras pares bem desenvolvidas e não eram peixes muito ativos

    Os únicos vertebrados agnatos ainda existentes são as lampréias e peixes-bruxa da ordem Ciclostomata. Eles também não possuem mandíbulas nem apêndices pares.

    As mandíbulas, que surgiram primeiro nos acantódios, evoluíram de um arco visceral alargado, o arco mandibular. Ossos dérmicos podem unir-se ao arco mandibular. Os acantódios possuíam mais de dois aparelhos de apêndices pares, que eram sustentados por espinhos.

    Os placodermos são uma classe de peixes primitivos extintos, muitos dos quais possuíam mandíbulas semelhantes a machadinhas.

    Os peixes cartilaginosos da classe Chondrichthyes caracterizam-se por possuir pequenas escamas placóides, esqueleto sem osso, ausência de pulmões ou bexiga natatória, cauda heterocerca, intestino com válvula espiral e um clásper pélvico nos machos. A fecundação é interna. Eles podem ser ovíparos ou incubar os jovens internamente, com dependência variável de vitelo ou material nutritivo.

    Nos tubarões e raias da subclasse Elasmobranchii, cada bolsa branquial abre-se independentemente na superfície corporal. As quimeras da subclasse Holocephali possuem uma dobra opercular que recobre as bolsas branquiais Os tubarões são predadores: as raias são achatadas, vivendo no fundo do mar, onde alimentam-se de moluscos e crustáceos.

    Classe Osteichthyes
    Peixe Cartilaginoso: Tubarão

    A maioria dos peixes atuais é óssea e pertence à ciasse Osteichthyes. As escamas ósseas continuam na maioria dos casos. O esqueleto interno é, em parte ou quase totalmente, ossificado. Pulmões ou uma bexiga natatória estão presentes. A cauda em geral, é homocerca. A válvula espiral foi perdida na maioria das espécies e cecos pilóricos estão presentes. As brânquias são revestidas por um opérculo. A fecundação é externa e o desenvolvimento é ovíparo na maioria.

    0s peixes ósseos ancestrais viviam em água doce sujeitos a estagnação sazonal e seca. 0s pulmões provavelmente evoluíram como um órgão de respiração acessório. 0s peixes pulmonados que permaneceram dulcícolas continuam a ter pulmões. Outros tornaram-se marinhos e os pulmões transformaram-se numa bexiga natatória hidrostática. Muitos desses peixes voltaram à água doce e não perderam a bexiga natatória.

    classe Osteichthyes está dividida em três subclasses. Os Acanthodii, um grupo extinto, apresentava nadadeiras pares com uma base larga, sustentadas por espinhos simples. Os Actinopterygii (percas e espécies assemelhadas) tem nadadeiras pares em forma de abano sustentadas por raios moles. Os Sarcopterygii (peixes pulmonados e crossopterígios) possuem nadadeiras pares lobuladas, sustentadas por um eixo central, carnoso e ósseo.

    subclasse Actinopterygii está dividida em três infraclasses: Chondrostei, representada por algumas espécies consideradas relíquias (Polypterus e Acipeonser); Holostei, também representada por algumas espécies relíquias (Lepisosteus e Amia), e Teleostei, que inclui a maioria das espécies atuais. Durante a evolução dos condóstreos mais primitivos para teleósteos, os pulmões transformaram-se numa bexiga natatória, a cauda heterocerca tornou-se homocerca e as escamas ganóides modificaram-se para ciclóides.

    Os teleósteos, durante o curso de sua evolução, tornaram-se mais hábeis; a nadadeira original única dividiu-se; as nadadeiras pélvicas deslocaram-se para a frente; espinhos desenvolveram-se na maioria das nadadeiras; as escamas mudaram de ciclóide para ctenóide e estenderam-se pelo opérculo e cabeça; a bexiga natatória perdeu a conexão com o trato digestivo e a boca tornou-se bastante protrátil. Os teleósteos sofreram uma enorme adversidade adaptativa.

    Os sarcopterígios são agrupados em duas ordens. Os Dipnoi (peixes pulmonados) possuem o esqueleto ossificado e placas dentárias para esmagar o alimento, constituído de crustáceos e moluscos; três espécies sobrevivem atualmente nas áreas tropicais da América do Sul, África e Austrália. Os crossopterígios têm um esqueleto bastante forte e muitos dentes cônicos. A maioria está extinta, mas o celacanto marinho ainda sobrevive. Os vertebrados terrestres evoluíram a partir dos crossopterígios primitivos dulcícolas.

    Fonte: www.geocities.com

    Classe Osteichthyes

    .

    Formam a maior classe de vertebrados, com cerca de 23.800 espécies conhecidas, distribuídas em 56 ordens, 483 famílias e aproximadamente 4200 gêneros (Weitzman, 1995). Vivem em praticamente todos os habitats aquáticos do planeta, desde lagos de altitude às cavernas inundadas, riachos de montanha a rios de planície, pântanos, lagoas temporárias, oceanos, regiões polares e fontes térmicas de desertos. Portanto, estes animais habitam todos os tipos de água, doce, salobra, salgada, quente ou fria (embora a maioria dos peixes seja limitada a temperaturas entre 9 e 11ºC). Seus fósseis são mais antigos que os dos peixes cartilaginosos.

    São craniados com maxilas e a maioria apresenta nadadeiras pares e ímpares e tem endoesqueleto e esqueleto dérmico ósseos. O esqueleto ósseo é formado por ossos verdadeiros, embora algumas espécies possam apresentar "ossos" cartilaginosos (esturjão, por exemplo), com numerosas vértebras distintas, embora seja frequente a persistência de notocorda nos espaços intervertebrais. Da coluna vertebral partem as costelas e a cintura peitoral (não existe cintura pélvica).

    Possuem nadadeiras pares e ímpares, geralmente com raios ósseos ou cartilaginosos. A nadadeira caudal tem, normalmente, dois lobos simétricos, sendo classificada como homocerca. As barbatanas (nadadeiras) ímpares são duas dorsais e uma retal, bem como a caudal. A forma da barbatana caudal altera a forma de deslocamento do animal: barbatanas arredondadas aumentam a capacidade de manobra mas geralmente a velocidade é baixa, enquanto barbatanas bifurcadas ou em forma de foice permitem grandes velocidades. A barbatana dorsal tem suporte esquelético e varia grandemente de forma, de acordo com os hábitos do animal. As barbatanas pares são as peitorais, logo atrás do opérculo, e as pélvicas. São várias as funções das barbatanas: a da cauda impulsiona o peixe; retal e a dorsal funcionam como leme; as peitorais e ventrais atuam como estabilizadores.

    As escamas são mesodérmicas (ciclóides, ctenóides ou ganóides). Pele recobre todo o corpo e contém inúmeras glândulas mucosas, cuja secreção facilita o deslizar através da água e protege contra infecções.

    Escamas

    Classe Osteichthyes

    Algumas espécies não apresentem escamas ou estas podem ser revestidas de esmalte.

    As escamas são finas, arredondadas e implantadas em fileiras longitudinais e diagonais, imbricadas como as telhas de um telhado. As extremidades livres das escamas estão cobertas por uma fina camada de pele. Cada escama está fixa numa bolsa dérmica e cresce durante a vida do animal, o que geralmente origina anéis de crescimento (maiores no verão e muito pequenos no inverno). Estes anéis são mais notórios em peixes de regiões temperadas. Devido ao padrão de distribuição, forma, estrutura e número das escamas ser quase constante em cada espécie, esta é uma importante característica sistemática desta classe. O Belennius sp. é um peixe sem escamas com corpo arredondado, e tem a capacidade de aguentar algum tempo fora de água porque os opérculos permanecem fechados nessa situação, mantendo as brânquias úmidas.

    A boca dos Osteichthyes é terminal e frontal e possuem, de cada lado da cabeça, uma só fenda branquial externa, situada atrás do opérculo, placa óssea móvel de acordo com o teor de CO2 na circulação, que a reveste. Têm maxilas, geralmente com muitos dentes.

    Osteichthyes

    Classe Osteichthyes

    Possuem um encéfalo e órgãos dos sentidos desenvolvidos, nomeadamente:

    Os Olhos são grandes, laterais e sem pálpebras, provavelmente apenas capazes de focar com precisão objetos próximos mas que percebem movimentos distantes, incluindo os acima da superfície da água;

    Os Ouvidos apresentam três canais semicirculares dispostos perpendicularmente uns aos outros (funcionando como um órgão de equilíbrio, portanto, tal como em todos os vertebrados superiores);

    As Narinas estão localizadas na parte dorsal do focinho e comunicam-se com uma cavidade coberta de células sensíveis a moléculas dissolvidas na água;

    A Linha lateral está localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal, é composta por uma fileira de pequenos poros, em comunicação com um canal abaixo das escamas, onde se encontram mecanorreceptores. Registra as vibrações na águas que os rodeia. Este sistema é constituído por um canal cheio de muco e por células sensoriais. É situado sob a pele dos dois lados do corpo.

    Classe Osteichthyes

    Os peixes respiram por intermédio de brânquias, que são uma série de lâminas cutâneas finas dispostas em fileiras sustentadas por arcos ósseos ou cartilaginosos. São altamente irrigadas, sendo o local onde ocorrem às trocas gasosas. Depois de oxigenado o sangue passa para uma artéria que o distribui para o resto do corpo. O sangue venoso volta ao coração, que nos peixes é um órgão simples com apenas um ventrículo e uma aurícula. O coração vai bombear o sangue de volta para as brânquias onde a troca gasosa é novamente realizada.

    Circulação nos Peixes

    É simples tecidos > coração > brânquias > tecidos.

    É completa: pelo coração somente passa um tipo de sangue, venoso, dos tecidos do corpo e rico em gás carbônico.

    Nos peixes, o aparelho digestivo é composto por boca, faringe, esôfago, estômago (com cecos pilóricos) e intestino. Ainda encontramos o fígado. A boca grande é terminal, rodeada de maxilas e mandíbulas distintas, onde estão implantados dentes cônicos e finos. Existem outros dentes, localizados nos primeiros arcos branquiais, úteis para prender e triturar o alimento. Na boca existe uma pequena língua, ligada ao chão da cavidade e que ajuda nos movimentos respiratórios.

    Os rins são muito primitivos, constituídos por uma série de canais excretores e vasos sangüíneos situados ao longo da espinha dorsal.

    A maioria das espécies possui um órgão com função hidrostática, a bexiga natatória, que permite modificar a capacidade de flutuação e adaptar-se à profundidade em que se encontra. Assim, podem elevar-se ou submergir na água adicionando gases à bexiga natatória ou expulsando-os através da corrente sanguínea. Ela é um grande saco de paredes finas e irrigadas, que ocupa a zona dorsal da cavidade do corpo. Esta cavidade está preenchida com gases (O2, N2, CO2), atuando como um órgão hidrostático, ajustando o peso do corpo do peixe consoante a profundidade. O ajuste faz-se por secreção ou absorção dos gases para o sangue.

    A bexiga natatória pode ajudar na respiração (peixes pulmonados) ou como caixa de ressonância de órgãos dos sentidos ou produção de sons. Grupos ancestrais apresentam originalmente pulmões

    Reprodução com sexos separados, dióicos, gônadas geralmente pares, grande maioria ovíparos com fecundação externa. Os ovos são pequenos e sem anexos embrionários mas com quantidade de vitelo muito variável.

    Classe Osteichthyes

    Várias espécies migram (tanto de água salgada para doce, como os salmões, ou o inverso, como as enguias) para desovar.

    Classe Osteichthyes

    O desenvolvimento é indireto com larvas denominadas alevinos.

    Em geral, são bem menores que os peixes cartilaginosos (um tubarão-baleia tem em média 15 m de comprimento, uma jamanta 5m de comprimento por 6 m de largura). Entre os maiores peixes ósseos estão o espadarte, com até 5 m, o peixe-lua, com no máximo 4 m, e o esturjão, com 3 m. O menor peixe ósseo é um gobiídeo (Pandaka), das Filipinas, de apenas 10 mm. Impressiona ainda o peso do peixe lua (Mola) que ocorre, até pelo menos, Torres (RS) com 900 Kg. Resumindo, o tamanho varia de 1 cm a 5 m (maioria entre 3 e 30 cm).

    Maioria das espécies é marinha (cerca de 60%), mas numerosas espécies vivem em água doce.

    * O nome científico do cavalo marinho é Hippocampus hippocampus da classe dos Osteichthyes da ordem dos Gasterosteiformes e da família Syngnathidae. O nome deste peixe vem da semelhança de sua cabeça com a do cavalo. Tudo nele é estranho. Nada com o corpo em posição vertical e a cabeça para frente, movimentando-se pela vibração das barbatanas dorsais. A cauda, longa e preênsil, permite-lhe agarrar-se às plantas submarinas enquanto come pequenos crustáceos. Vive nos fundos aquáticos, arenosos ou ludosos, em profundidades que variam de 8 a 45 metros. Seu habitat preferido são os campos de algas. É o macho que fica ''grávido": a fêmea deposita os óvulos numa bolsa da região ventral; ali eles são fecundados e depois incubados durante dois meses.

    O cavalo-marinho tem cerca de 15centímetros de comprimento. O tronco e a cauda são recobertos por anéis. A cabeça é separada do tronco por uma espécie de ''pescoço''.

    Classe Osteichthyes
    Cavalos Marinhos

    Fonte: www.marcobueno.net

    Classe Osteichthyes

     

    Os peixes ósseos (gr. osteon, osso + ichthys, peixe) são estruturalmente notáveis pelo esqueleto ósseo, finas e flexíveis escamas, mandíbulas complexas, bexiga natatória e pela estrutura encefálica, diversificados em cerca de 30.000 espécies, reunidas em 42 ordens, algumas fósseis e outras com poucos representantes atuais.

    Os peixes ósseos são os mais variados e comuns, vivendo tanto em água doce com em água salgada ou salobra, quente ou nas águas geladas dos pólos. Seus representantes mais procurados são o lambari, a traíra, o trairão, o robalo, os jundiás, a corvina, o papa-terra e o tucunaré, entre outros tantos.

    Characiformes

    Ex.: Piranha

    Clupeiformes

    Ex.: Sardinha verdadeira

    Cypriniformes

    Ex.: Carpas

    Osteoglossiformes

    Ex.: Pirarucu

    Siluriformes

    Ex.: Piramutaba, Pintado ou Surubim-pintado

    Fonte: www.ambientebrasil.com.br

    Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal