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JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio, conhecido como o Patriarca da Independência, teve papel fundamental na preparação e consolidação da Independência do Brasil. Era paulista, nascido em Santos no dia 13 de junho de 1763. Sua família era uma das mais ricas e importantes da cidade. Aos 21 anos partiu para estudar na Universidade de Coimbra, onde se especializou em Mineralogia. Já em 1822, quando ocupava o cargo de ministro de D. Pedro I, era chamado por seus partidários de "Pai da Pátria", "Timoneiro da Independência", "o Patriarca". Em vários jornais e publicações da época era reconhecido como um dos primeiros a protestar contra a política recolonizadora das Cortes, além de um dos líderes da campanha pela permanência do príncipe no Brasil.

José Bonifácio e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco, conhecidos como os Andradas, participaram ativamente da vida política brasileira durante os primeiros anos do Governo de D. Pedro I, chegando a ser apontados como os homens mais poderosos do Primeiro Reinado.

Em 1808, quando os franceses invadiram Portugal, José Bonifácio, ao lado dos portugueses, lutou contra o ataque estrangeiro. "Era aos olhos de todos, um bom português, fiel a Portugal e ao Príncipe." Após a expulsão dos franceses, retomou seu trabalho científico, mantendo-se afastado da política portuguesa.

Em 1819, com 56 anos, José Bonifácio voltou ao Brasil. Por ocasião da formação da Junta governativa em São Paulo, em 1821, foi escolhido vice-presidente. Iniciava-se, então, sua carreira política.

Na época das eleições para as Cortes de Lisboa, conseguiu eleger três dos seis deputados paulistas, liderados por seu irmão Antônio Carlos. Nesta ocasião redigiu o texto "Lembranças e Apontamentos", que orientaria esses deputados nos trabalhos das Cortes. Esse texto refletia seu pensamento, suas propostas e as idéias que formariam o seu projeto nacional que transformaria o Brasil em um país moderno e civilizado. Assim, defendia a união com Portugal, através da formação de um grande Império luso-brasileiro; recomendava a criação de uma universidade e o aumento de número de escolas; a fundação de uma cidade no interior para ser a sede do governo, visando povoar o sertão; Sugeria, ainda, o desenvolvimento da atividade mineradora, o fim da escravidão, a civilização dos índios e uma reforma agrária, através do confisco e venda das terras improdutivas do governo.

No decorrer do ano de 1821, inúmeras medidas tomadas pelas Cortes não deixavam mais dúvidas quanto aos seus propósitos recolonizadores. No início de janeiro de 1822, José Bonifácio entregou ao príncipe um documento da Junta de São Paulo pedindo que D. Pedro desobedecesse às ordens das Cortes de Lisboa e ficasse no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, foi convidado a exercer as funções de ministro de Estado. Apresentava-se como o homem mais indicado para assessorar o príncipe-regente: era fiel à Monarquia, possuía experiência administrativa e prestígio social e internacional. Em pouco tempo se tornou o homem de confiança de D. Pedro e seu mais importante ministro, representante dos proprietários de escravos e terras do Centro Sul.

Por ocasião do Fico as forças políticas uniram-se. Afinal, os interesses do Brasil estavam ameaçados pelos constituintes portugueses. No entanto, após a Independência, as divergências e contradições entre os partidos reapareceram. Democratas e aristocratas entraram em choque. José Bonifácio, líder do grupo aristocrata do Partido Brasileiro, desencadeou uma campanha contra os democratas, visando afastá-los de D. Pedro. Os conflitos entre os dois grupos, permitiram que o Partido Português se aproximasse mais do imperador, enfraquecendo o Ministério dos Andradas.

Fonte: www.multirio.rj.gov.br

JOSÉ BONIFÁCIO

Político brasileiro. Oriundo de uma família da aristocracia portuguesa, forma-se na Universidade de Coimbra em Filosofia Natural (1787) e em Leis (1788). Especializa-se em Mineralogia e Minas e, ainda jovem (1789), assume funções importantes na Academia das Ciências de Lisboa, onde é admitido como sócio. Entre 1790 e 1800, na sua qualidade de mineralogista, viaja por diversas cidades europeias por encargo do governo português. Em 1801 ocupa na Universidade de Coimbra a cátedra de Mineralogia, e é depois nomeado intendente-geral das Minas e Metais do Reino. Durante as invasões francesas combate o inimigo e atinge o posto de tenente-coronel.

Regressa ao Brasil em 1819. Como um dos elementos de confiança de D. Pedro, apoia o movimento independentista. Assim, é por este encarregado de organizar o primeiro ministério do novo Estado, fica a chefiar a política interna e externa do País. Por dissidência com o imperador, é afastado dos seus cargos e parte para França (1823). Regressa de novo ao Brasil em 1829, reconcilia-se com D. Pedro que, quando abdica (1831), o nomeia tutor de seu filho, o futuro D. Pedro II. Em 1833 é destituído deste cargo pelo regente Diogo António Feijó. José Bonifácio de Andrada e Silva abandona então a vida política e passa os seus derradeiros anos na ilha de Paquetá, na baía de Guanabara. É tido como o verdadeiro arquitecto da independência brasileira, deixa publicado, além de alguns estudos mineralógicos, um volume de Poesias Avulsas (1825).

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio de Andrada e Silva, cognominado o Patriarca da Independência, estadista brasileiro, nasceu em Santos, São Paulo, em 13 de junho de 1763. Foi professor de geognosia e metalurgia da Universidade de Coimbra, onde havia se graduado em Filosofia Natural e Direito Civil, e membro da Academia de Ciências de Lisboa.

Por ocasião da Invasão Francesa, em 1807, alistou-se no Corpo Voluntário Acadêmico, tendo servido como oficial e depois como comandante. Expulsos os invasores, tornou-se Chefe de Polícia do Porto.

Após retornar ao Brasil, dedicou-se ao estudo de minerais. Tornou-se figura de projeção política a partir de 1821, como vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo.

Foi o primeiro brasileiro a ocupar um ministério, o do Reino, em janeiro de 1822. Sua grande capacidade, seus dotes de inteligência e de caráter, tornaram-no, junto a Dom Pedro, o principal obreiro da Independência.

No Primeiro Reinado, ocupava a Pasta do Império quando, em 1823, com seu irmão Martim Francisco, afastou-se dos Conselhos da Coroa, iniciando a oposição a D. Pedro I.

Foi eleito para a Assembléia Constituinte de 1823. Nesse ano, teve sua prisão e deportação para a Europa ordenadas por D. Pedro I. Tendo voltado ao Brasil em 1829, foi residir na Ilha de Paquetá, de cujo retiro saiu apenas para assumir a cadeira de Deputado pela Bahia, como suplente, nas sessões legislativas de 1831 e 1832. Reaproximou-se do Imperador que, ao abdicar à Coroa, em 1831, o indicou para tutor de seu filho - o futuro Dom Pedro II.

Foi destituído da tutoria, pela Regência, em setembro de 1833. Ficou em prisão domiciliar até 1835, quando terminou o processo-crime instaurado contra ele por conspiração e perturbação da ordem pública.

Mudou-se nos últimos dias de vida para Niterói, Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 1838.

Fonte: www.senado.gov.br

JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio Ribeiro de Andrada Machado e Silva (Santos SP 1763 - Niterói RJ 1838). Formou-se bacharel em Leis e Filosofia Natural em Coimbra (Portugal), no ano de 1787. Prosseguiu os estudos até 1800, fazendo aperfeiçoamento em Química e Mineralogia com o cientista Lavoisier, entre outros; foi o descobridor de vários minerais novos. Professor de Geognosia da Universidade de Coimbra, criou a primeira cátedra de Metalurgia em uma universidade portuguesa. Nas duas décadas seguintes exerceu cargos de confiança na Coroa Portuguesa, como desembargador de relações e intendente da polícia. Ao voltar para o Brasil, foi nomeado encarregado da Pasta de Negócios do Reino e Estrangeiros por D. Pedro I, exercendo grande influência sobre o príncipe regente durante o processo de independência.

Em 1823, tornou-se proprietário, editor e colaborador no jornal de oposição O Tamoio; a indisposição para com o Imperador levou-o a ser preso durante a crise política que dissolveu a Assembléia Legislativa. Exilou-se em Bordeaux (França) até 1829; de volta ao Brasil, reconciliou-se com D. Pedro I, que o nomeou tutor de Pedro II e de suas irmãs menores. Publicou sua produção poética no livro Poesias Avulsas, em 1825. José Bonifácio, um dos homens públicos mais importantes do período imperial, produziu poemas de estética árcade, sob o pseudônimo de Américo Elísio.

De acordo com o crítico José Aderaldo Casteo, "o nome do poeta impõe-se como expressão significativa do seu momento, ilustra muito bem as três primeiras décadas do século XIX no Brasil. Independentemente da atuação do estadista, mas de qualquer forma com ela relacionada, a sua produção poética diz bastante das reações e sentimentos dos brasileiros nos anos que agitaram a consolidação da Independência do Brasil, a partir das radicais transformações determinadas entre nós pelas reformas de D. João VI."

Fonte: www.itaucultural.org.br

José Bonifácio

José Bonifácio
José Bonifácio

José Bonifácio (J. B. de Andrada e Silva, o Moço), poeta, professor, orador e político, nasceu em Bordéus, França, em 8 de novembro de 1827, durante o exílio dos Andradas na França, e faleceu em São Paulo, SP, em 26 de outubro de 1886. É o patrono da Cadeira n. 22, por escolha do fundador Medeiros e Albuquerque.

Filho de Martim Francisco e Gabriela Frederica Ribeiro de Andrade e sobrinho do Patriarca da Independência. Começou o curso secundário na Escola Militar (1842-45), mas logo abandonou o projeto da carreira de armas, por motivos de saúde. Formou-se em Direito, em 1853, pela Faculdade de São Paulo. Ensinou como substituto na Faculdade de Direito do Recife (1854-58), vindo a fixar-se depois em São Paulo, onde se consagrou como professor catedrático nas Arcadas paulistas. Fez do ensino eficaz instrumento de pregação liberal, exercendo influência em discípulos como Rui Barbosa, Castro Alves, Afonso Pena, Salvador de Mendonça e Joaquim Nabuco. Deputado provincial (1860) e geral, por duas legislaturas (1861-68), ministro da Marinha (1862) e do Império (1864) no Ministério Zacarias. Defendeu a descentralização administrativa, os ideais de uma burguesia romântica e progressista e o que, na linguagem parlamentar de então, se dizia a "soberania popular". Eleito senador em 1879, foi um dos participantes da campanha abolicionista. Rejeitou, em 1883, a Presidência do Conselho, oferecida por D. Pedro II. Sua conduta política e seu ininterrupto contato com os discípulos tornaram-no o ídolo de toda a geração emancipadora, a que se filiaram Rui Barbosa, Castro Alves e Joaquim Nabuco. Enquanto orador, desejou ser a voz de todos os problemas do país: na campanha abolicionista, na oposição liberal e na Guerra do Paraguai.

Em suas manifestações literárias, permaneceu o mesmo retórico apaixonado. Sua maneira de poetar, manifesta em Rosas e goivos, publicado em 1848, coincide com o Romantismo extremado e juvenil que cultivavam seus colegas de Academia: Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães e Aureliano Lessa. Oscila entre o byronismo mórbido e quase irônico de Álvares de Azevedo e a oratória condoreira de Tobias Barreto e Pedro Luís.

Se os historiadores literários o colocam entre os "poetas menores" do Romantismo, os que conviveram com ele testemunham o halo de respeito que o circundava. No dia seguinte à sua morte, ocorrida subitamente, em São Paulo, Joaquim Nabuco chamou-lhe "a mais nobre, a mais pura, a mais alta individualidade do nosso país". E Rui Barbosa exaltou-o como guia supremo da última geração, situando-o na esfera da política e da oratória, onde a História o colocou; não entre os autênticos poetas, mas entre os homens de pensamento e de ação.

Obras: Rosas e goivos, poesia (1848): Memória histórica da Faculdade de Direito de São Paulo (1859); Discursos parlamentares (1880); Poesias, texto organizado e apresentado por Alfredo Bosi e Nilo Scalzo (1962).

Em Antologia Nacional, de Fausto Barreto e Carlos de Laet – Livraria Francisco Alves 8ª Edição, 1918.

José Bonifácio de Andrada e Silva (Bordéus, 1827-188G) é vulgarmente cognominado o Segundo ou o Moço, para diferençar-se do seu tio e homônimo, patriarca da nossa Independência. Estudou primeiramente a Matemática na antiga Escola Militar do Rio, depois o Direito em São Paulo, onde se formou. Foi provido numa cadeira jurídica da Faculdade do Recife, e, tendo encetado a sua carreira parlamentar na Assembléia Provincial de São Paulo, em 1860, chegou a senador, e foi ministro de estado duas vezes, numa das quais apenas sete dias. Depois recusou a presidência do Conselho.

Pelejou sempre nas fileiras do Partido Monárquico liberal, mas era o seu liberalismo avesso a todas as paixões demagógicas. Odiava o sangue e trajava a túnica alvíssima das mais generosas utopias.

Grandes foram os seus triunfos oratórios, pelo brilho da frase e arrojo das imagens, nem lhe faleceram estas qualidades em muitas produções poéticas. De alguns de seus discursos fez-se interessante volume.

Fonte: www.academia.org.br

JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio
José Bonifácio

José Bonifácio foi um estudante brilhante que se tornou filósofo, advogado, professor, intelectual, cientista e político. Combateu Napoleão em Portugal; foi secretário da Academia de Ciências de Lisboa, membro das mais importantes sociedades de pesquisa da Europa, catedrático de mineralogia em Coimbra; deputado, vice-presidente da Província de São Paulo, ministro do Império; exilado político, tutor do imperador Pedro 2o e articulador da independência brasileira.

Seu nome de batismo era José Antônio de Andrada e Silva, filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada com sua prima Maria Bárbara da Silva. Aos 14 anos seu pai o enviou para São Paulo para estudar francês, lógica, retórica e metafísica. Concluídos seus estudos na capital, José Bonifácio seguiu para o Rio, de onde partiu, em 1783, para Portugal. Matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra e passou a freqüentar também os cursos de filosofia natural e matemática.

Em 1789, já formado em direito e filosofia, José Bonifácio foi convidado a fazer parte da Academia de Ciências de Lisboa e graças ao interesse do governo português em formar profissionais em mineralogia, foi um dos escolhidos para percorrer a Europa. Chegando a Paris em 1790, Bonifácio viu o entusiasmo do povo com a Revolução e com a Declaração dos Direitos do Homem, promulgada no ano anterior. Tornou-se membro da Sociedade Filomática de Paris e da Sociedade de História Natural.

Seguiu para a Alemanha, em 1791, onde fez amizade com o naturalista Alexander von Humboldt e adquiriu a fama de cientista. Na Suécia e na Noruega, descobriu e descreveu doze novos minerais. Prosseguiu a viagem e tornou-se membro de academias científicas em Berlim, Viena, Estocolmo, Londres e Edimburgo. Ao fim da viagem de estudos que durou dez anos, casou-se com Narcisa Emília O'Leary, regressando a Portugal em 1800, onde passou a lecionar em Coimbra.

Em 1808, Napoleão invadiu Portugal e a família real retirou-se para o Brasil. José Bonifácio tornou-se um dos líderes de um movimento clandestino de libertação, o "Corpo Voluntário Acadêmico". Como militar, ele chegou ao posto de tenente-coronel e comandou tropas de infantaria. Quando os franceses se retiraram, Bonifácio retornou às suas funções científicas e ligou-se à Maçonaria. Em 1817 soube da revolução de Pernambuco e da prisão de seu irmão Antônio Carlos.

Com 56 anos de idade, José Bonifácio voltou para o Brasil com sua família. Após breve passagem pelo Rio de Janeiro, chegou a Santos. Em Portugal, os liberais tinham realizado uma revolução e exigiam a volta do rei e uma Constituição. Em abril de 1821, dom João 6o para Portugal, deixando dom Pedro como Regente. Antes de partir convocou eleições, para que se formassem nas províncias as juntas governativas constitucionais. Os presos da revolução pernambucana de 1817 foram libertados e, entre eles, Antônio Carlos de Andrada e Silva.

José Bonifácio foi escolhido para presidir a eleição em São Paulo e se tornou um líder político, assumindo a vice-presidência da Junta Governativa. Quando chegou ao Brasil a ordem para o príncipe-regente retornar à Europa, José Bonifácio enviou a dom Pedro a exigência de que ele permanecesse no Brasil. Sua carta foi recebida a 2 de janeiro de 1822. No dia 9, José Clemente Pereira, presidente da Câmara do Rio de Janeiro, pediu o mesmo. Dom Pedro, sentindo-se apoiado, respondeu a Clemente Pereira: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico".

José Bonifácio foi nomeado ministro do Reino e de Estrangeiros. Seu maior desafio estaria ligado à Maçonaria. Enquanto Gonçalves Ledo exigia a convocação de uma Constituinte, José Bonifácio preferia aguardar as iniciativas do Governo que levariam à independência. Ledo destituiu José Bonifácio de suas funções na Maçonaria, nomeando dom Pedro para o seu lugar. O ministro respondeu fundando o "Apostolado", com o fim de promover "a independência do Brasil". No dia 3 de junho, a Constituinte brasileira era convocada por dom Pedro. José Bonifácio propôs várias medidas visando a garantir a autonomia brasileira.

No final de julho de 1822, Portugal declarava o embargo de armas para o Brasil e reparava o envio de tropas para impor respeito às suas decisões. Dom Pedro repeliu as exigências portuguesas e
José Bonifácio, procurando o apoio internacional, enviou delegados a Londres, Paris e Washington, e fortaleceu a aliança com os governos sul-americanos, em particular com a Argentina.

Em agosto, as decisões de Lisboa procuravam reduzir a autoridade do príncipe-regente. Em resposta, dom Pedro formalizou a independência a 7 de setembro.

A Assembléia Constituinte iniciou seus trabalhos em maio de 1823. José Bonifácio não confiava na Assembléia, e ainda tinha a inimizade da Marquesa de Santos. Sob pressão, dom Pedro forçou a demissão de Bonifácio, que permaneceu na Corte para apoiar seu irmão Antônio Carlos, também deputado, que seria o principal autor da Constituição que estava sendo elaborada. José Bonifácio acabou subscrevendo o projeto, embora duvidasse da capacidade dos membros da Assembléia.

Enquanto isso, em Portugal, um golpe dissolvera a Constituinte e restabelecera o domínio de Dom João 6o. Logo surgiram rumores de uma nova união de Portugal com o Brasil. Declarada a crise política, Pedro 1o dissolveu a Constituinte. José Bonifácio, seus irmãos e outros deputados foram presos e deportados. Exilado no Sul da França, José Bonifácio criticava dom Pedro 1o, que já havia declarado sua inocência, embora não o tivesse chamado de volta.

Só em julho de 1829 José Bonifácio regressou ao País. Dom Pedro, forçado a abdicar no dia 7 de abril de 1831, deixou-o como tutor dos filhos. Os liberais, tendo à frente Feijó, então ministro da Justiça, exigiu que a Câmara o destituísse da tutoria. O Senado rejeitou o pedido, levando Feijó a demitir-se. No entanto, acusado de tentar promover a volta de dom Pedro 1o, com intuito de tornar este regente durante a adolescência de dom Pedro 2o,
Bonifácio foi preso em 15 de dezembro de 1833, e mandado para a Ilha de Paquetá.

Mais tarde foi absolvido, passando a residir em Niterói, onde morreu.

Fonte: educacao.uol.com.br

JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio de Andrada e Silva
José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva - Cientista, filósofo, grande poliglota e principalmente um líder político, foi ele também cognominado o Patriarca da Independência.

Estadista brasileiro, nasceu em Santos, no estado de São Paulo,

no dia 13 de junho de 1763. Foi professor da Universidade de Coimbra, onde havia se graduado em Filosofia Natural e Direito Civil.

Dedicou-se ao estudo de minerais e a partir de 1821, se projetou a política como vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo.

Foi o primeiro brasileiro a ocupar um ministério, o do Reino, em janeiro de 1822, o que o tornou junto a Dom Pedro, o principal obreiro da Independência.

No Primeiro Reinado, ocupava a Pasta do Império quando, em 1823, com seu irmão Martim Francisco, afastou-se dos Conselhos da Coroa, iniciando a oposição a D. Pedro I.

Foi eleito para a Assembléia Constituinte de 1823. Nesse ano, teve sua prisão e deportação para a Europa, ordenadas por D. Pedro I.

Voltando ao Brasil somente em 1829, e foi morar na Ilha de Paquetá, e já em 1831 assumiu a cadeira de Deputado pela Bahia, como suplente.

Reaproximou-se do Imperador que, ao abdicar à Coroa, em 1831, o indicou para tutor de seu filho - o futuro Dom Pedro II.

Foi destituído da tutoria, pela Regência, em 1833 e ficou em prisão domiciliar até 1835, quando terminou o processo-crime instaurado contra ele por conspiração e perturbação da ordem pública.

Mudou-se nos últimos dias de vida para Niterói, Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 1838.

Fonte: www.encontrarbrasil.com.br

JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio de Andrada e Silva
José Bonifácio de Andrada e Silva

Mais conhecido na história do Brasil como o “Patriarca da Independência”, quem foi José Bonifácio de Andrada e Silva, que tanto influenciou D. Pedro I, em sua Regência ? Que poder tinha esse homem para ser nomeado tutor dos filhos de D. Pedro I, mesmo após ter iniciado um amplo movimento de oposição ao imperador ?

Brasileiro de família abastada, nascido em 1763 na cidade de Santos, José Bonifácio estudou Ciências Naturais e Direito em Coimbra, adquirindo considerável reputação como professor universitário. Após percorrer por dez anos várias regiões da Europa, retornou para Portugal e em 1800 recebeu o título de doutor em filosofia, destacando-se também como geólogo e metalurgista, quando fundou a primeira cátedra de metalurgia lusitana. Tornando-se intendente-geral das minas de Portugal, ganhou cargos de relevância, passando a chefiar a polícia do Porto, após a expulsão dos franceses que haviam invadido Portugal em 1807 durante a expansão napoleônica.

Presente em nossa história desde o início movimento de independência, José Bonifácio foi presidente da junta governativa de São Paulo (1821) e posteriormente assessor e ministro de D. Pedro, juntamente com seu irmão Martim Francisco. Tornou-se o principal organizador da Independência do Brasil com atuação destacada no processo constitucional. Seu liberalismo porém, limitava-se ao discurso ou a alguma literatura que produziu sobre a necessidade de abolição gradual da escravidão. Na prática foi um assumido defensor dos escravocratas.

Nas eleições para Constituinte, José Bonifácio conseguiu fazer três dos seis representantes paulistas, colocando na liderança do grupo seu outro irmão Antonio Carlos. Atenuou as divergências políticas e ideológicas entre o imperador e a Assembléia Constituinte, onde representava a corrente mais conservadora defendendo um Estado extremamente centralizado e a limitação do direito de voto, em oposição aos liberais radicais, que exigiam uma constituição liberal, a limitação dos poderes de D. Pedro e a maior autonomia das províncias.

Nesse contexto, a união dos Andradas com o imperador foi de curta duração. O autoritarismo de José Bonifácio gerou severas críticas por parte da oposição e a perda de seu prestígio frente ao imperador. Em junho de 1823 José Bonifácio foi frontalmente contrariado pelo monarca que assinou um decreto anistiando revoltosos inimigos dos Andradas. No mês seguinte José Bonifácio e Martim Francisco demitiam-se, enquanto Antonio Carlos se destacava como principal articulador do projeto constitucional na Assembléia Constituinte, mais tarde dissolvida pelo imperador.

Na oposição os Andradas passaram a combater tenazmente o governo de D. Pedro não somente na Assembléia, mas sobretudo no Tamoio, jornal que fundaram em agosto de 1823 e cujo título, nome de uma tribo famosa pela aversão que tinha aos portugueses, mostra claramente sua orientação. O Tamoio era muito bem redigido, mas os princípios democráticos em seus editoriais, contrastava-se com o autoritarismo que marcou os Andradas na época em que eram ministros. Um outro jornal de oposição, o Sentinela da Liberdade à beira do mar da Praia Grande, auxiliava o Tamoio em suas investidas contra o imperador.

Com a dissolução da Constituinte, José Bonifácio, seus irmãos e alguns partidários, foram deportados para Europa. Publicando um caderno de poesias sob o pseudônimo arcádico de Américo Elísio, José Bonifácio foi considerado o mais notório brasileiro de seu tempo.

De volta ao Brasil, foi residir na ilha de Paquetá, reaproximando-se de D. Pedro I que após abdicar ao trono, indicou-o como tutor de seu filho (futuro D. Pedro II). Suspeito de participar da conspiração que pretendia restaurar D. Pedro I, foi acusado de crime político e preso em 1833, sendo julgado e absolvido por unanimidade. Em seus últimos dias de vida mudou-se para cidade de Niterói, onde faleceu em 1838.

Legítimo representante das elites rurais José Bonifácio foi um político conservador que odiava a democracia e não hesitava em lançar tropas contra as massas. Suas propostas de caráter mais progressista, como a abolição gradual da escravidão e a distribuição de terras inutilizadas para lavradores pobres, são circunstanciais, refletindo a inevitável influência dos princípios iluministas naquela época.

Se procurarmos entender o que de fato representou o estadista José Bonifácio na realidade histórica marcada pelo processo de formação do Estado Brasileiro, encontraremos um personagem extremamente conservador e até reacionário, já que quase tudo nele, girava em torno dos interesses da aristocracia rural escravista, a classe social que José Bonifácio efetivamente representou ao longo de sua vida política.

Fonte: www.sampa.art.br

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