Fábula de Esopo por Olavo Bilac Um velho soldado Um dia por terra A espada atirou; Da guerra cansado, Com nojo da guerra. As armas quebrou. Entre elas estava Trombeta esquecida: Era ela que no ar Os toques soltava, E à luta renhida Tocava a avançar. E disse: “Meu dono, …
Obras Literárias
agosto, 2017
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7 agosto
O Credo – Olavo Bilac
Olavo Bilac Crê no Dever e na Virtude! É um combate insano e rude A vida, em que tu vais entrar. Mas, sendo bom, com esse escudo, Serás feliz, vencerás tudo: Quem nasce, vem para lutar. E crê na Pátria! Inda que a vejas, Preza de idéias malfazejas, Em qualquer …
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7 agosto
O Remédio – Olavo Bilac
A Amelinha está doente, Chora, tem febre, delira; Em casa, está toda gente Aflita, e geme, e suspira. Chega o médico e a examina. Tocando a fronte abrasada, E o pulso da pequenina, Diz alegre: “Não é nada! Vou lhe dar uma receita. Amanhã, o mais tardar, Já de saúde …
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7 agosto
O Avô – Olavo Bilac
Este, que, desde a sua mocidade, Penou, suou, sofreu, cavando a terra, Foi robusto e valente, e, em outra idade, Servindo à Pátria, conheceu a guerra. Combateu, viu a morte, e foi ferido; E, abandonando a carabina e a espada, Veio, depois do seu dever cumprido, Tratar das terras, e …
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7 agosto
O Sol – Olavo Bilac
Salve, sol glorioso ! Ao teu clarão fecundo, A natureza canta e se extasia o mundo. Que tristeza, que dó, quando desapareces ! Vens, e a terra estragada e feia reverdeces; Abres com o teu calor as sebes perfumadas; Dás flores ao verdor das moitas orvalhadas; Os ninhos aquecendo, as …
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7 agosto
O Pássaro Cativo
Olavo Bilac Armas, num galho de árvore, o alçapão E, em breve, uma avezinha descuidada, Batendo as asas cai na escravidão. Dás-lhe então, por esplêndida morada, Gaiola dourada; Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo. Por que é que, tendo tudo, há de ficar O passarinho mudo, Arrepiado …
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7 agosto
O Rio – Olavo Bilac
Olavo Bilac Da mata no seio umbroso, No verde seio da serra, Nasce o rio generoso, Que é a providência da terra. Nasce humilde, e, pequenino, Foge ao sol abrasador; É um fio d’água, tão fino, Que desliza sem rumor. Entre as pedras se insinua, Ganha corpo, abre caminho, Já …
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7 agosto
Deixa o Olhar do Mundo
Olavo Bilac X Deixa que o olhar do mundo enfim devasse Teu grande amor que é teu maior segredo! Que terias perdido, se, mais cedo, Todo o afeto que sentes se mostrasse? Basta de enganos! Mostra-me sem medo Aos homens, afrontando-os face a face: Quero que os homens todos, quando …
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7 agosto
O Tempo – Olavo Bilac
Olavo Bilac Sou o Tempo que passa, que passa, Sem princípio, sem fim, sem medida! Vou levando a Ventura e a Desgraça, Vou levando as vaidades da Vida! A correr, de segundo em segundo, Vou formando os minutos que correm… Formo as horas que passam no mundo, Formo os anos …
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7 agosto
A Mocidade – Olavo Bilac
Olavo Bilac A Mocidade é como a Primavera! A alma, cheia de flores, resplandece, Crê no Bem, ama a vida, sonha e espera, E a desventura facilmente esquece. É a idade da força e da beleza: Olha o futuro, e inda não tem passado: E, encarando de frente a Natureza, …
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