Obras Literárias

agosto, 2017

  • 4 agosto

    A Rã e o Touro – Olavo Bilac

    Fábula de Esopo por Olavo Bilac Pastava um touro enorme e forte, à beira d’água. Vendo-o tão grande, a rã, cheia de inveja e mágoa, Disse: “Por que razão hei de ser tão pequena, Que aos outros animais só faça nojo e pena? Vamos! quero ser grande! incharei tanto, tanto, …

  • 4 agosto

    A Coragem – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Não sejas nunca medroso! Fraco embora, tem coragem! Para fazer a viagem Da vida, sem hesitar, É preciso, de alma forte, Sem ostentar valentia, Dominar a covardia, Para o perigo enfrentar. O medo é próprio do pérfido, Do pecador, do malvado: Quem não se entrega ao pecado Não …

  • 4 agosto

    Ave Maria – Olavo Bilac

    Meu filho! termina o dia… A primeira estrela brilha… Procura a tua cartilha, E reza a Ave Maria! O gado volta aos currais… O sino canta na igreja… Pede a Deus que te proteja E que dê vida a teus pais! Ave Maria!… Ajoelhado, Pede a Deus que, generoso, Te …

  • 2 agosto

    A Velhice – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Olha estas velhas árvores, mais belas Do que as árvores moças, mais amigas, Tanto mais belas quanto mais antigas, Vencedoras da idade e das procelas… O homem, a fera e o inseto, à sombra delas Vivem, livres da fome e de fadigas: E em seus galhos abrigam-se as …

  • 2 agosto

    As Flores – Olavo Bilac

    Deus ao mundo deu a guerra, A doença, a morte, as dores; mas, para alegrar a terra, Basta haver-lhe dado as flores. Umas, criadas com arte, Outras, simples e modestas, Há flores por toda a parte Nos enterros e nas festas, Nos jardins, nos cemitérios, Nos paúes e nos pomares; …

  • 2 agosto

    Pátria – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Pátria, latejo em ti, no teu lenho, por onde Circulo! e sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho! E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde, E subo do teu cerne ao céu de galho em galho! Dos teus líquens, dos teus cipós, da tua …

  • 2 agosto

    A Madrugada – Olavo Bilac

    Os pássaros, que dormiam Nas árvores orvalhadas, Já a alvorada anunciam No silêncio das estradas. As estrelas, apagando A luz com que resplandecem, Vão tímidas vacilando Até que desaparecem. Deste lado do horizonte, Numa névoa luminosa, O céu, por cima do monte, Fica todo cor-de-rosa; Daí a pouco, inflamado Numa …

  • 1 agosto

    A Madrugada – Olavo Bilac

    Os pássaros, que dormiam Nas árvores orvalhadas, Já a alvorada anunciam No silêncio das estradas. As estrelas, apagando A luz com que resplandecem, Vão tímidas vacilando Até que desaparecem. Deste lado do horizonte, Numa névoa luminosa, O céu, por cima do monte, Fica todo cor-de-rosa; Daí a pouco, inflamado Numa …

  • 1 agosto

    A Boneca – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Deixando a bola e a peteca, Com que inda há pouco brincavam, Por causa de uma boneca, Duas meninas brigavam. Dizia a primeira : “É minha!” – “É minha!” a outra gritava; E nenhuma se continha, Nem a boneca largava. Quem mais sofria (coitada!) Era a boneca. Já …

  • 1 agosto

    A Borboleta – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Trazendo uma borboleta, Volta Alfredo para casa. Como é linda! é toda preta, Com listas douradas na asa. Tonta, nas mãos de criança, Batendo as asas, num susto, Quer fugir, porfia, cansa, E treme, e respira a custo. Contente, o menino grita: “É a primeira que apanho, Mamãe!vê …