Obras Literárias

junho, 2017

  • 27 junho

    Ontem – Olavo Bilac

    Olavo Bilac XXVII Ontem – néscio que fui! – maliciosa Disse uma estrela, a rir, na imensa altura: “Amigo! uma de nós, a mais formosa “De todas nós, a mais formosa e pura, “Faz anos amanhã… Vamos! procura “A rima de ouro mais brilhante, a rosa “De cor mais viva …

  • 27 junho

    Olha-me! – Olavo Bilac

    Olavo Bilac XX Olha-me! O teu olhar sereno e brando Entra-me o peito, como um largo rio De ondas de ouro e de luz, límpido, entrando O ermo de um bosque tenebroso e frio. Fala-me! Em grupos doudejantes, quando Falas, por noites cálidas de estio, As estrelas acendem-se, radiando, Altas, …

  • 27 junho

    Os Votos

    Olavo Bilac Vai-se a primeira votação passada… Vai-se outra… mais outra… enfim dezenas De votos vão-se da Assembléia, apenas A sessão começou da bordoada! Sopra sobre Ele a rígida mortada… Que saudade das épocas serenas Em que Ele e os outros, aparando as penas, Tinham apurações de cambulhada! O seu …

  • 27 junho

    Ouvir Estrelas – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto E abro as janelas, pálido de espanto… E conversamos toda a noite, enquanto A via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em …

  • 27 junho

    O Cometa – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Um cometa passava… Em luz, na penedia, Na erva, no inseto, em tudo uma alma rebrilhava; Entregava-se ao sol a terra, como escrava; Ferviam sangue e seiva. E o cometa fugia… Assolavam a terra o terremoto, a lava, A água, o ciclone, a guerra, a fome, a epidemia; …

  • 27 junho

    Os Sinos – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Plangei, sinos! A terra ao nosso amor não basta… Cansados de ânsias vis e de ambições ferozes, Ardemos numa louca aspiração mais casta, Para transmigrações, para metempsicoses! Cantai, sinos! Daqui por onde o horror se arrasta, Campas de rebeliões, bronzes de apoteoses, Badalai, bimbalhai, tocai à esfera vasta! …

  • 27 junho

    O Rio Convalesce

    Olavo Bilac Não há interesse mais vivo, não há atenção mais ansiosa, do que o interesse e a atenção com que, depois de uma longa enfermidade gravíssima, as pessoas que amam o enfermo espiam na sua face, no seu olhar, nas suas maneiras, o lento progredir da convalescença. É a …

  • 26 junho

    O Carnaval no Olimpo

    Olavo Bilac Resplandece o Olimpo. Júpiter está sentado… no Alto da Serra, mais fulgurante do que um sol. Mercúrio, Apolo, Marte, Netuno, Minerva, Plutão, estão sentados mais abaixo, em atitude respeitosa. Gênios alados correm o cenário, oferecendo aos deuses copos de caldo de cana e caprade. Júpiter Não falta nenhum …

  • 26 junho

    O Caçador de Esmeraldas

    Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: Capítulo I Capítulo II Capítulo III Capítulo IV Olavo Bilac Episódio da Epopéia Sertanista do Século XVII I Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada Do outono, quando a terra, em sede requeimada, Bebera longamente as águas da …

  • 26 junho

    No Meio do Caminho

    Olavo Bilac Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, E a alma povoada de sonhos eu tinha… E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz …