Obras Literárias

julho, 2017

  • 6 julho

    Olavo Bilac

    Nascimento: 16 de dezembro de 1865, Rio de Janeiro. Falecimento: 28 de dezembro de 1918, Rio de Janeiro. Nacionalidade: Brasileiro. Olavo Bilac – Vida Olavo Bilac Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu a 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro. Faleceu em 28 de dezembro de 1918, …

  • 5 julho

    Soneto – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Não és bom, nem és mau: és triste e humano… Vives ansiando, em maldições e preces, Como se a arder no coração tivesses O tumulto e o clamor de um largo oceano. Pobre, no bem como no mal padeces; E rolando num vórtice insano, Oscilas entre a crença …

  • 5 julho

    Só – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Este, que um deus cruel arremessou à vida, Marcando-o com o sinal da sua maldição, — Este desabrochou como a erva má, nascida Apenas para aos pés ser calcada no chão. De motejo em motejo arrasta a alma ferida… Sem constância no amor, dentro do coração Sente, crespa, …

  • 5 julho

    Satânia – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Nua, de pé, solto o cabelo às costas, Sorri. Na alcova perfumada e quente, Pela janela, como um rio enorme De áureas ondas tranqüilas e impalpáveis, Profusamente a luz do meio-dia Entra e se espalha palpitante e viva. Entra, parte-se em feixes rutilantes, Aviva as cores das tapeçarias, …

  • 5 julho

    Sai a Passeio

    Olavo Bilac XIX Sai a passeio, mal o dia nasce, Bela, nas simples roupas vaporosas; E mostra às rosas do jardim as rosas Frescas e puras que possui na face. Passa. E todo o jardim, por que ela passe, Atavia-se. Há falas misteriosas Pelas moitas, saudando-a respeitosas… É como se …

  • 5 julho

    Sarças de Fogo

    Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: O Julgamento de Frinéia Marinha Foi quando Abyssus Pantum Na Tebaida Milagre Numa Concha Súplica Canção Rio Abaixo Satânia Um barulho Quarenta Anos Vestígios Um Trecho de Th. Gautier No Limiar da Morte Paráfrase de Baudelaire Rios e Pântanos De Volta …

  • 3 julho

    Remorso – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Às vezes uma dor me desespera… Nestas ânsias e dúvidas em que ando, Cismo e padeço, neste outono, quando Calculo o que perdi na primavera. Versos e amores sufoquei calando, Sem os gozar numa explosão sincera… Ah ! Mais cem vidas ! com que ardor quisera Mais viver, …

  • 3 julho

    Quando Cantas – Olavo Bilac

    Olavo Bilac XXVI Quando cantas, minh’alma desprezando O invólucro do corpo, ascende às belas Altas esferas de ouro, e, acima delas, Ouve arcanjos as cítaras pulsando. Corre os países longes, que revelas Ao som divino do teu canto: e, quando Baixas a voz, ela também, chorando, Desce, entre os claros …

  • 3 julho

    Quando Adivinha – Olavo Bilac

    Olavo Bilac XXXIII Quando adivinha que vou vê-Ia, e à escada Ouve-me a voz e o meu andar conhece, Fica pálida, assusta-se, estremece, E não sei por que foge envergonhada. Volta depois. À porta, alvoroçada, Sorrindo, em fogo as faces, aparece: E talvez entendendo a muda prece De meus olhos, …

  • 3 julho

    Presente de Anos

    Olavo Bilac Diz à mulher o Vicente: — “Tu não achas, meu amor, Que hoje, anos do professor, Devemos dar-lhe um presente?” — “Com certeza, ele é tão bom, Trata tão bem o Juquinha… Já era lembrança minha, Mandarmos, que é do bom tom.” — “Que deve ser? Vamos, fala: …