Sonetos de Luís Vaz de Camões PUBLICIDADE Por sua Ninfa, Céfalo deixava Aurora, que por ele se perdia, posto que dá princípio ao claro dia, posto que as roxas flores imitava. Ele, que a bela Prócris tanto amava que só por ela tudo enjeitaria, deseja de atentar se lhe acharia …
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Por cima destas águas, forte e firme (1616)
Sonetos de Luís Vaz de Camões PUBLICIDADE Por cima destas águas, forte e firme, irei por onde as sortes ordenaram, pois, por cima de quantas me choraram aqueles claros olhos, pude vir me. Já chegado era o fim de despedir me, já mil impedimentos se acabaram, quando rios de amor …
Leia maisSolfeggietto
Solfeggietto – Bach
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Leia maisPois meus olhos não cansam de chorar (1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões PUBLICIDADE Pois meus olhos não cansam de chorar tristezas, que não cansam de cansar me; pois não abranda o fogo em que abrasar me pôde quem eu jamais pude abrandar; não canse o cego Amor de me guiar a parte donde não saiba tornar …
Leia maisPensamentos, que agora novamente (1598)
Sonetos de Luís Vaz de Camões PUBLICIDADE Pensamentos, que agora novamente cuidados vãos em mim ressuscitais, dizei me: ainda não vos contentais de terdes, quem vos tem, tão descontente? Que fantasia é esta, que presente cad’hora ante meus olhos me mostrais? Com sonhos e com sombras atentais quem nem por …
Leia maisPelos extremos raros que mostrou (1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões PUBLICIDADE Pelos extremos raros que mostrou em saber, Palas, Vénus em fermosa, Diana em casta, Juno em animosa, África, Europa e Asia as adorou. Aquele saber grande que ajuntou esprito e corpo em liga generosa, esta mundana máquina lustrosa, de só quatro Elementos fabricou. …
Leia maisPasso por meus trabalhos tão isento(1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões PUBLICIDADE Passo por meus trabalhos tão isento de sentimento grande nem pequeno, que só pola vontade com que peno me fica Amor devendo mais tormento. Mas vai me Amor matando tanto a tento, temperando a triaga co veneno, que do penar a ordem desordeno, …
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