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Obras Literárias
Canções
A Instabilidade da Fortuna
Com força desusada
Fermosa e gentil dama
Já a roxa manhã clara
Junto de um seco, fero e estéril monte
Manda-me Amor que cante docemente
Se este meu pensamento
Tomei a triste pena
Vão as serenas águas
Vinde cá, meu tão certo secretário
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A Um Fidalgo Que Lhe Tardara
Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Alma minha gentil, que te partiste
Amor, que o gesto humano na alma escreve
Ao desconcerto do Mundo
Apartaram-se os meus Olhos
Aquela triste e leda madrugada
Babel
Busque Amor novas artes, novo engenho
Catarina é mais fermosa
Coitado! que em um tempo choro e rio
Com o Tempo
Da alma e de quanto tiver
De quantas graças tinha, a Natureza
Descalça vai para a fonte
Doce Passarinho
Doces Águas
Doces Lembranças
Eis aqui, quase cume da cabeça
Endechas a Bárbara escrava
Endechas à Bárbara
Enquanto quis Fortuna que Tivesse
Esparsa. Ao desconcerto do Mundo
Esparsa. Ao Desconcerto
Eu cantarei de amor tão docemente
Glosa a mote alheio
Horas breves de meu Contentamento
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Minha alma gentil, que te partiste
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontade
Na fonte está Leanor
Não sei se me engana Helena
No Mundo Poucos Anos, E Cansados
No mundo quis o Tempo que se achasse
Nunca em amor danou o atrevimento
O cisne, quando sente ser chegada
O fogo que na branda cera ardia
Onde acharei lugar tão apartado
Pastora da Serra
Pede o desejo, Dama, que vos veja
Perdigão perdeu a pena
Porque quereis, Senhora, que ofereça
Posto me tem Fortuna em tal estado
Posto o Pensamento Nele
Qual tem a borboleta por costume
Quando da bela vista e doce riso
Quando de minhas mágoas a comprida
Quando me quer enganar
Que me quereis, perpétuas saudades?
Quem diz que Amor é falso ou enganoso
Quem pode livre ser, gentil Senhora
Quem presumir, Senhora, de louvar-vos
Quem vê, Senhora, claro e manifesto
Se as penas com que Amor tão mal me trata
Se me vem tanta glória só de olhar-te
Se pena por amar-vos se merece
Se tanta pena tenho merecida
Sempre a Razão vencida foi de Amor
Senhora minha, se de pura inveja
Serenidade
Sete anos de pastor Jacob servia
Tanto de meu estado me acho incerto
Tenho-me Persuadido
Tomou-me vossa vista soberana
Transforma-se o amador na coisa amada
Um mover dolhos, brando e piadoso
Vencido está de amor
Verdes são os campos
Redondilhas
A verdura amena (1598)
Amor cuja providência (1595)
Amor que em meu pensamento (1595)
Ana quisestes que fosse (1668)
Aquela cativa (1595)
Baixos e honestos andais (1595)
Campos cheios de prazer (1595)
Caterina é mais fermosa (1595)
Cinco galinhas e meia (1616)
Conde, cujo ilustre peito (1595)
Corre sem vela e sem leme (1595)
Costumadas artes sao (1595)
Cousa que este corpo não tem (1595)
Cum real de amor (1598)
D'Amor e seus danos (1595)
Da lindeza vossa (1595)
Dama d'estranho primor (1595)
De maneira me sucede (1668)
De ver-vos a não vos ver (1595)
Despois de sempre sofrer (1595)
Después que Amor me formo (1595)
Desque una vez miré (1616)
Dióme Amor tormentos dos (1595)
Dotou em vos natureza (1595)
Dous tormentos vejo (1616)
É muito pera notar (1595)
E se a pena não me atiça (1598)
Eles verdes são (1595)
Entre estes penedos (1598)
Esses alfinetes vao (1595)
Este mundo es el camino (1595)
Este tempo vão (1595)
Eu sou boa testemunha (1595)
Eu, pera levar a palma (1668)
Falsos loores os dán (1595)
Foi a Esperança julgada (1595)
Ja'gora certo conheço (1598)
Juravas-me que outras cabras (1598)
Leva na cabeça o pote (1668)
Madre. si me fuere (1595)
Menina mais que na idade (1595)
Mi corazón me han robado (1595)
Mi nueva y dulce querella (1595)
N'alma uma só ferida (1598)
Nao posso chegar ao cabo (1616)
Não sabendo Amor curar (1595)
Não sei quem assela (1598)
Não Vos Guardei quando vinha (1668)
Ninguém vos pode tirar (1616)
Nos seus olhos belos (1616)
Nunca em prazeres passados (1668)
Nunca o prazer se conhece (1595)
O coração envejoso (1595)
Olhai que dura sentença (1595)
Os gostos, que tantas dores (1598)
Os privilégios que os reis (1595)
Para evitar dias maus (1860)
Para quem vos soube olhar (1595)
Peço-vos que me digais (1595)
Pelo meu apartamento (1616)
Pelo meu apartamento (1616)
Perdigão, que o pensamento (1598)
Pois a tantas perdições (1598)
Pois o ver-vos tenho em mais (1595)
Pois onde te hão-de falar? (1616)
Por cousa tão pouca (1595)
Posible es a mi cuidado (1595)
Posto o pensamento nele (1616)
Pues me distes tal herida (1668)
Quando me quer enganar (1595)
Quando vos eu via (1595)
Que diabo há tão danado (1616)
Quem no mundo quiser ser (1595)
Quererdes profano Amor (1595)
Se não quereis padecer (1595)
Sendo os restos envidados (1595)
Senhora, se eu alcançasse (1595)
Sepa quién padece (1616)
Só porque é rapaz ruim (1598)
Sôbolos rios que vôo (1595)
Suspeitas que me quereis (1595)
Tanto maiores tormentos (1595)
Tem tal jurdição Amor (1595)
Tenho-me persuadido (1595)
Sonetos
A Fermosura
A morte, que da vida o no desata (1616)
A sepultura del-Rei dom João Terceiro
Ah! Fortuna cruel! Ah! duros Fados! (1685-1668)
Ah! Minha Dinamene! Assi deixaste (1685-1668)
Alegres Campos, Verdes Arvoredos (1595)
Alma Gentil, que te Partiste (1595)
Amor é um Fogo que se
Amor, co a esperança perdida (1595)
Amor, que o gesto humano n'alma escreve (1598)
Apartava-se Nise de Montano (1595)
Apolo e as nove Musas, discantando (1595)
Aquela fera humana, que enriquece (1598)
Aquela que, de pura castidade (1598)
Aqueles claros olhos que chorando(1860)
Árvore, cujo pomo, belo e brando (1616)
Bem sei, Amor, que é certo o quereceio (1598)
Cá nesta Babilônia? donde mana (1616)
Cantando estava um dia bem seguro (1616)
Cara minha inimiga, em cuja mão (1595)
Chorai, Ninfas, os fados poderosos (1668)
Como fizeste, Pórcia, tal ferida? (1595)
Como quando do mar tempestuoso (1598)
Conversação doméstica afeiçoa (1598)
Correm turvas as águas deste rio (1616)
Dai-me üa lei, Senhora, de querer-vos (1595)
De tão divino acento e voz humana (1595)
De um tão felice engenho produzido (1668)
De vos me aparto, ó vida! Em tal mudança (1595)
Debaixo desta pedra esta metido (1595)
Depois que quis Amor que eu só passasse (1598)
Despois que viu Cibele o corpo humano (1616)
Diana prateada, esclarecia (1668)
Ditoso seja aquele que somente (1598)
Diversos does reparte o Céu benino (1616)
Dizei, Senhora, da beleza ideia (1668)
Doce contentamento já passado (1663)
Doce sonho, suave e soberano (1668)
Dos ilustres antigos que deixaram (1598)
El vaso reluciente y cristalino (1668)
Em fermosa Leteia se confia (1595)
Em flor vos arrancou, de então crecida(1595)
Em prisões baixas fui um tempo atado (1598)
Erros meus, ma fortuna, amor ardente (1616)
Esforço grande, igual ao pensamento (1598)
Estâ-se a Primavera trasladando (1595)
Este amor que vos tenho, limpo e puro (1668)
Eu cantei la, e agora vou chorando (1616)
Eu vivia de lagrimas isento (1668)
Ferido sem ter cura parecia (1598)
Fermosos olhos, que na idade nossa (1595)
Fiou-se o coração, de muito isento (1598)
Foi já; num tempo doce cousa amar (1598)
Fortuna em mim guardando seu direito (1685-1668)
Grão tempo ha já que soube da Ventura (1595)
Ilustre o dino ramo dos Meneses (1598)
Indo o triste pastor todo embebido (1668)
Já a saudosa Aurora destoucava (1598)
Já não sinto, Senhora, os desenganou (1668)
Julga-me a gente toda por perdido (1616)
Lembranças que lembrais o meu bem passado (1685)
Lembranças saudosos, se cuidais (1595)
Lindo e sutil trancado, que ficaste (1595)
Memória de meu bem, cortado em flores (1860)
Na desesperação já repousava (1616)
Na metade do Céu subido ardia (1598)
Não passes, caminhante! Quem me chama (1595)
No tempo que de Amor viver soía (1598)
Num bosque que dos Ninfas se habitava (1595)
Num jardim adornado de verdura (1595)
Num tão alto lugar, de tanto preço (1668)
O Céu, a terra, o vento sossegado (1616)
O culto divinal se celebrava (1598)
O dia em que eu nasci, moura e pereça (1860)
O filho de Latona esclarecido (1616)
O raio cristalino s'estendia (1598)
O tempo acaba o ano, o mês e a hora (1668)
Oh como se me alonga, de ano em ano
Óh quão caro me custa o entender-te (1598)
Olhos fermosos, em quem quis Natura (1668)
Ondados fios d'ouro reluzente (1598)
Os reinos e os impérios poderosos (1595)
Os vestidos Elisa revolvia (1598)
Passo por meus trabalhos tão isento(1595)
Pelos extremos raros que mostrou (1595)
Pensamentos, que agora novamente (1598)
Pois meus olhos não cansam de chorar (1595)
Por cima destas águas, forte e firme (1616)
Por sua Ninfa, Céfalo deixava (1616)
Posto me tem Fortuna em tal estado (1668)
Presença bela, angélica figura (1616)
Pues lágrimas tratáis, mis ojos tristes (1685-1668)
Quando a suprema dor muito me aperta (1685-1668)
Quando cuido no tempo que, contente (1668)
Quando de minhas mágoas a comprida
Quando o sol encoberto vai mostrando (1595)
Quando se vir com água o fogo arder (1685-1668)
Quando vejo que meu destino ordena (1595)
Quando, Senhora, quis Amor que amasse (1668)
Quantas vezes do fuso s'esquecia (1595)
Que levas, cruel Morte? - Um claro dia (1598)
Que me quereis, perpétuas saudades (1598)
Que modo tão sutil da natureza (1616)
Que pode já fazer minha ventura (1668)
Que poderei do mundo já querer (1598)
Que vençais no Oriente tantos teis (1595)
Quem fosse acompanhando juntamente
Quem pode livre ser, gentil Senhora (1595)
Quem presumir, Senhora, de louvar-vos (1685 -1668)
quem quiser ver d’amor üa excelência (1598)
Quem vos levou de mim, saudoso estado (1668)
Se a Fortuna inquieta e mal olhada (1668)
Se algüa hora em vos a piedade (1595)
Se as penas com que Amor tão mal me trata (1595)
Se de vosso fermoso e lindo gesto (1668)
Se pena por amar-vos se merece (1598)
Se tanta pena tenho merecida (1595)
Se tomar minha pena em penitência (1598)
Se, despois d'esperança tão perdida (1598)
Seguia aquele fogo, que o guiava (1616)
Sempre a Razão vencida foi de Amor (1616)
Sempre, cruel Senhora, receei (1668)
Senhor João Lopes, o meu baixo estado (1616)
Senhora já dest'alma, perdoai (1668)
Sentindo-se tomada a bela esposa (1616)
Suspiros inflamados, que cantais (1598)
Sustenta meu viver ua esperança (1668)
Tal mostra dá de si vossa figura (1616)
Tempo é já que minha confiança (1595)
Todo o animal da calma repousava (1595)
Tomava Daliana por vingança (1595)
Tomou-me vossa vista soberana (1595)
Vencido está de amor meu pensamento (1685 -1668)
Verdade, Amor, Razão, Merecimento (1598)
Vôs outros, que buscais repouso certo (1616)
Vôs, Ninfas da gangética espessura (1598)
Vôs, que d'olhos suaves e serenos (1598)
Vossos olhos, Senhora, que competem (1595)
Teatro
Auto de Filodemo
VOLTAS
Aparteram - se os
Catarina é Mais Fermosa
Há um que Bem que Chega
N'Alma ua Só Ferida
Perdigão Perdeu
Posto o Pensamento Nele
Que Estranho Caso de Amor
Tenho me Persuadido