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Mia Couto

Natural da Beira, Moçambique, o galardoado escritor Mia Couto é considerado um dos nomes mais importantes da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa. A escrita tem sido uma paixão constante, desde a poesia, na qual se estreou em 1983, com A Raiz de Orvalho, até à escrita jornalística e à prosa de ficção. Vencedor de vários prémios, tem a sua obra traduzida em alemão, castelhano, francês, inglês, italiano, neerlandês, norueguês e sueco.

Mia Couto
Mia Couto

Fonte: www.geocities.com

Mia Couto

Mia Couto é aquilo que entendo por 'escritor da terra'. Precisamente porque, na sua expressão absolutamente única, originalíssima, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação umbilical com a terra.

A sua linguagem extremamente rica e muito fértil em neologismos confere-lhe um atributo de singular percepção e interpretação da beleza interna das coisas. Cada palavra inventada como que adivinha a secreta natureza daquilo a que se refere, e entendemo-la como se nenhuma outra pudesse ter sido utilizada em seu lugar. As imagens de Mia Couto evocam necessariamente em nós a intuição de mundos fantásticos e em certa medida um pouco surrealistas, subjacentes ao mundo em que vivemos, que nos envolvem de uma ambiência terna e pacífica de sonhos – o mundo vivo das histórias. Pode dizer-se, creio, que Mia Couto sobressai como excelente contador de histórias. Através delas, consegue manter-nos em contacto com um pulsar interno que coincide com a própria respiração da terra.

Biografia

Mia Couto nasceu na Cidade da Beira (Moçambique) em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Publicou os primeiros poemas no "Notícias da Beira", com 14 anos. Em 1972, deixou a Beira e partiu para Lourenço Marques para estudar Medicina. A partir de 1974, começou a fazer jornalismo, tal como o pai. Com a independência de Moçambique, tornou-se director da Agência de Informação de Moçambique (AIM). Dirigiu também a revista semanal "Tempo" e o jornal "Notícias de Maputo".

Em 1985 formou-se em Biologia pela Universidade Eduardo Mondlane. Foi também durante os anos 80 que publicou os primeiros livros de contos. Estreou-se com um livro de poemas, "Raiz de Orvalho" (1983), só publicado em Portugal em 1999. Depois, dois livros de contos: "Vozes anoitecidas" (1986) e "Cada Homem é uma Raça" (1990).Em 1992 publicou o seu primeiro romance, "Terra Sonâmbula". A partir de então, apesar de conciliar as profissões de biólogo e professor, nunca mais deixou a escrita e tornou-se um dos nomes moçambicanos mais traduzidos: espanhol, francês, italiano, alemão, sueco, norueguês e holandês são algumas línguas. Outros livros do autor: "Estórias Abensonhadas" (1994); "A Varanda do Frangipani" (1996); "Vinte e Zinco" (1999); "Contos do Nascer da Terra" (1997); "Mar me quer" (2000); "Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos" (2001); "O Gato e o Escuro" (2001); "O Último Voo do Flamingo" (2000); "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra" (2002). "O Fio das Missangas" (2004) é o seu último livro de contos.

Em 1999 foi vencedor do prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da obra, um dos mais conceituados prémios literários portugueses, no valor cinco mil euros, que já premiou Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho e Eduardo Lourenço, entre outros. Em 2001, recebeu também o Prémio Literário Mário António (que distingue obras e autores dos países africanos lusófonos e de Timor-Leste) atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian por "O Último Voo do Flamingo" (2000).

Fonte: lugardaspalavras.no.sapo.pt

Mia Couto

António Emilio Leite Couto, mais conhecido por Mia Couto, biólogo e escritor de profissão, nasceu a 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira, Província de Sofala.

Fez os seus estudos secundários na Beira, tendo frequentado entre 1971 a 1974 o curso de Medicina em Lourenço Marques.

Depois da Independência Nacional, em 1975, ingressou na actividade jornalistica e foi sucessivamente director dos seguintes orgãos de comunicação social:

Agência de Informação de Moçambique (AIM)- de 1976 a 1979
Revista Tempo- de 1979 a 1981
Jornal Noticias - de 1981 a 1985

Abandonou a carreira jornalística voltando a ingressar na Universidade para, em 1989, terminar o curso de Biologia, especializando-se na área de Ecologia. A partir daí mantém uma colaboração dispersa com jornais, cadeias de Rádio e Televisão, dentro e fora de Moçambique.

Como biólogo tem realizado trabalhos de pesquisa em áreas diversas, com incidência na gestão da zonas costeiras e na recolha de mitos, lendas e crenças que intervêm na gestão tradicional dos recursos naturais. Trabalha actualmente como consultor permanente da empresa de Avaliações de Impacto Ambiental, IMPACTO Lda.

É professor da cadeira de Ecologia em diversas Faculdades da UEM - Universidade Eduardo Mondlane.

É o único escritor africano que é membro da Academia Brasileira de Letras.

É hoje o autor moçambicano mais traduzido e divulgado no estrangeiro e um dos autores estrangeiros mais vendidos em Portugal (com mais de 400 mil exemplares).

As suas obras foram traduzidas e publicadas em 24 países para além de Moçambique, como Portugal, Brasil, Angola, Inglaterra, Espanha, Eslóvenia, Noruega, França, Itália, Suécia, Alemanha, Holanda, Bélgica, Chile, Dinamarca, Grécia, Finlândia, Grécia, Israel, África do Sul, Croácia, República Checa e Bulgária.

Colabora desde há dez anos com o grupo teatral da capital de Moçambique “Mutumbela Gogo” e escreveu (ou adaptou) diversos textos que foram representados por este grupo de teatro.

Livros seus (como a “Varanda do Franjipani” e contos extraídos de “Cada homem é uma raça”) foram adaptados para teatro em Moçambique, Portugal, África do Sul e Brasil.

Em finais de Dezembro de 1996, no Casale Garibaldi, de Roma, representou-se a peça “A princesa russa”, uma adaptação para palco do conto com o mesmo título, incluído em “Cada homem é uma raça”.

Fonte: www.isctem.com

Mia Couto

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Mia Couto

Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007
Prémio Vergílio Ferreira 1999

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi director da Agência de Informação de Moçambique, da revista Tempo e do jornal Notícias de Maputo.

Tornou-se nestes últimos anos um dos ficcionistas mais conhecidos das literaturas de língua portuguesa. O seu trabalho sobre a língua permite-lhe obter uma grande expressividade, por meio da qual comunica aos leitores todo o drama da vida em Moçambique após a independência.

Fonte: html.editorial-caminho.pt

Mia Couto

Mia Couto nasceu na cidade da Beira, Moçambique. Depois de um início de carreira na área do jornalismo, consagrou-se à literatura. As suas obras, dotadas de um estilo original, encontram-se já traduzidas em várias línguas: holandês, sueco, norueguês, italiano, francês e espanhol. Mia Couto dedica-se também teatro e à biologia.

Fonte: www.triplov.com

Mia Couto

Mia Couto (António Emílio Leite Couto) (Beira, 1955) é un escritor e xornalista mozambicano.

Naceu no seo dunha familia portuguesa asentada en Mozambique, en 1972 trasladouse a Lourenço Marques para estudar medicina e xornalismo, aínda que acaba por deixar a primeira. Cando Mozambique obtivo a independencia decidiu quedar no país e foi da Axencia de Información de Mozambique, da revista Tempo e do xornal Notícias de Maputo, posteriormente estudou bioloxía, profesión que exerce na actualidade.

Fonte: pt.wikipedia.org

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