Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a este moto [seu?] Com vossos olhos Gonçalves, Senhora, cativo tendes este meu coração Mendes. VOLTAS Eu sou boa testemunha que Amor tem por cousa má que olhos, que são homens já, se nomeiem sem alcunha, pois o coração apunha e diz: olhos, …
Leia maisEste tempo vão (1595)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga A este cantar velho: Saudade minha, quando vos veria? VOLTAS Este tempo vão, esta vida escassa, para todos passa, só para mim não. Os dias se vão sem ver este dia, quando vos veria? Vede esta mudança se está bem perdida, em tão …
Leia maisEste mundo es el camino (1595)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Trovas do Autor, na Índia, conhecidas pelo nome de «Disparates» Este mundo es el camino adó ay ducientos vaus ou por onde bons e maus todos somos del menino. Mas os maus são de teor que, dês que mudam a cor, chamam logo a …
Leia maisEsses alfinetes vão (1595)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Trovas que mandou com um papel d’alfinetes a üa Dama Esses alfinetes vão a vos picarem, não mais, só porque julgueis então, o como me picarão os com que vós me picais. Mas os que dessas estrelas vêm, têm pontas tão agudas que, em …
Leia maisEntre estes penedos (1598)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a este moto alheio. Verdes são as hortas com rosas e flores; moças que as regam matam-me d’amores. VOLTAS Entre estes penedos que daqui parecem, verdes ervas crecem, altos arvoredos. Vai destes rochedos água com que as flores d’outras são regadas que matam …
Leia maisEles verdes são (1595)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a este mato alheio: Menina dos olhos verdes, porque me não vedes? VOLTAS Eles verdes são, e têm por usança na cor, esperança e nas obras, não. Vossa condição não é d’olhos verdes, porque me não vedes. Isenções a molhos que eles dizem …
Leia maisE se a pena não me atiça (1598)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a üa Dama que perguntou ao Autor quem o matava MOTO: Pergunteis-me quem me mata? Não quero responder nada, por vos não fazer culpada. VOLTAS E se a pena neo me atiça a dizer pena tão forte, quero-me entregar à morte, antes que …
Leia maisÉ muito pera notar (1595)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a este moto: Da doença em que ardeis eu fora vossa mezinha, só com vós serdes minha VOLTAS É muito para notar cura tão bem acertada, que podereis ser curada somente com me curar. e quereis, Dama, trocar, ambos temos a mezinha: eu …
Leia maisDous tormentos vejo (1616)
Redondilhas de Luís Vaz de Camões Outra volta à mesma cantiga Dous tormentos vejo grandes por extremo; se vos vejo, temo, e, se não, desejo. Quando me despejo e venho a escolher se temo o desejo, desejo o temer. Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br
Leia maisYira Yira
Yira Yira
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