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Bohemia

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A turbulenta história checa têm deixado uma marca indelével na suave paisagem da Bohemia mais que em nenhuma outra parte da República Checa.

Com Praga em seu coração, Alemanha e o antigo Império austro-húngaro em suas montanhosas fronteiras, o reino da Bohemia tem-se visto sacudido durante séculos por conflitos religiosos e nacionalistas, por invasões e guerras.

Mas graças a sua situação geográfica, Bohemia tem-se beneficiado também da riqueza e diversidade culturais da Europa Central. O resultado é uma magnífica coleção de castelos, cidades amuralhadas e balneários, que refletem um passado difícil de encontrar em qualquer outra região de Europa central.

SUL DA BOHEMIA

O sul da Bohemia é famoso especialmente por sua participação nas guerras religiosas husitas do século XV, que se centraram em torno à cidade de Tábor.

Mas a zona conta além com um enorme patrimônio bem conservado de cidades muradas, construídas ao longo de séculos por gerações de famílias nobres que deixaram magníficos exemplos de arquitetura gótica, renascentista e barroca, especialmente notáveis em Ceský Krumlov. Mais para o norte e de fácil acesso desde o leste de Praga, encontra-se a cidade de Kutná Hora, que antigamente rivalizou com Praga como capital do reino.

OESTE DA BOHEMIA

O Oeste da Bohemia foi até a II Guerra Mundial a residência dos personagens ricos e famosos da Europa Central. Seus três célebres balneários, Karlovy Vary, Mariánské Lázne e Frantiskovy Lázné, mais conhecidos com seus nomes alemães de Carlsbad, Marienbade e Franzensbad, eram de visita obrigada para muitos personagens importantes como Johanm Wolfgang vom Goethe, Ludwig vão Beethoven, Carlos Marx e o rei Eduardo VII de Inglaterra, por nomear só alguns.

Apesar de haver sido submetidos a uma estrita proletarização durante a época comunista, os balneários continuam apresentando uma aura nostálgica de um passado mais elegante com uma infra-estrutura turística que converte a visita a estes lugares num autentico prazer.

Karlovy Vary (Carlsbad)

Esta impressionante cidade-balneário da Bohemia encontra-se a 140 quilómetros ao oeste de Praga. Carlos IV ordenou em 1358 construir um pavilhão de caça, fundando uma cidade a qual deu seu nome, Karlovy Vary (que significa “Fervedouro de Carlos”).

A cidade se localiza no vale do rio Tepla. É o maior balneário do país, dotado com uma excelente infra-estrutura hoteleira para diversos tratamentos hidro-terapeúticos. As águas termais afloram à superfície por 12 mananciais desde profundidades de 2.000 a 2.500 metros, e a umas temperaturas entre 41 graus e 72 graus centígrados.

O maior e mais quente de eles é o manancial Sprudel, com um volume de dois metros cúbicos por minuto, e a uma temperatura na superfície de 72 graus. Estas águas têm efeitos curativos sobre o sistema nervoso, circulação sangüínea e glândulas de secreção interna.

Tem sido frequentado desde a sua fundação por personagens ilustres. Entre os seus monumentos destacam a Torre da Colina do Palácio, a Igreja barroca de Santa Maria Magdalena, o Pátio dos Correios, a Casa dos Três Negros e a Igreja de Pedro e Paulo de rito ortodoxo.

Karlovy Vary distingue-se, ademais, pôr suas porcelanas cuja qualidade está baseada no caulim com que se fabricam. Também se fabrica um água de colônia chamada “Flores vivas”, em cujos frascos se introduz uma flor natural.

Outro produto célebre de Karlovy Vary é o licor de Becher, chamado o “décimo terceiro manancial de Karlovy Vary”, licor estomacal elaborado a base de ervas pelo farmacêutico Josef Becher em 1806, e que desde então se consume em todo o mundo.

Não obstante, o produto mais importante de Karlovy Vary é o famoso cristal da Bohemia marca Moser, fundada em 1892. Se considera ao cristal da Bohemia como o de mais qualidade do mundo, o cristal Moser é o de maior qualidade de entre todos os da Bohemia, sendo conhecido como “O cristal dos reis”.

NORTE DA BOHEMIA

O Norte da Bohemia é uma região paradóxica, enquanto grande parte era espoliada durante 40 anos pela fugaz industrialização, ainda hoje pode-se desfrutar em alguns lugares de zonas de grande beleza natural.

Ondulantes colinas, perfeitas para praticar o excursionismo, guardam as fronteira setentrional do país fronteiriço com Alemanha e Polônia. Os amantes do montanhismo e da acampada costumam dirigir-se aos Montes dos Gigantes (Krkonose) junto à fronteira com Polônia, esta cordilheira não é tão alta em realidade, mas muito pitoresca.

Dirigindo-nos para o oeste, o interesse histórico aumenta, numa zona na qual a influência alemã tem-se feito sentir de maneira mais trágica que nas estações termais.

A cidade mais afetada foi Terezín, mais conhecida como o campo de concentração de Theresienstadt. A cidade fortificada de tijolos vermelhos foi utilizada como modelo de gueto judeu durante a Segunda Guerra Mundial.

BOHEMIA CENTRAL

Na Bohemia Central merecem especial atenção o Castelo de Karlstejm e o de Konopiste (veja-se informação ampliada na seção “Excursões de um dia desde Praga”.

Plzem (Pilsen) é conhecida sobre tudo por ser o centro de produção de cerveja e por haver dado seu nome a um tipo específico desta bebida, “Plzensky Prazdroj” ou “pilsener”, e na Espanha “pilsen”.

Diz-se que bem pudera ser a melhor cerveja do mundo, mas em qualquer caso não há dúvida de que possui uma excepcional qualidade. A República Checa é um dos cinco países do mundo que mais cerveja consume, e a maior quantidade de essa cerveja se produz em Pilsen.

A fábrica local de cerveja é logicamente a maior atração turística da cidade, mas não é fácil visitá-la, pois por vezes deve-se fazer reservas até com duas semanas de antecedência.

Fonte: www.rumbo.com.br

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Castelos da Boémia

Na República Checa existem, ao todo, cerca de dois mil castelos e palácios dos mais variados géneros. Concentrados sobretudo na região da Boémia, entre Praga e a pequena cidade de Ceský Krumlov, constituem uma das mais interessantes rotas monumentais da Europa Central.

NA ROTA DOS CASTELOS DA BOÉMIA

A região da Boémia é o jardim de Praga: a uma escassa meia hora de transporte público entramos numa paisagem de colinas verdejantes, bosques e parques bem cuidados.

Em direcção ao Sul, palácios e castelos vão desfilando em todos os estilos: fortaleza medieval, castelo de fadas, palacete romântico. Alguns são parcialmente habitados pelos seus proprietários, que guardam a privacidade numa parte do edifício e abrem o restante aos visitantes.

A rota que seguimos abrange os mais importantes e conhecidos mas também outros, onde os turistas não param, como Dobris, popular apenas localmente e palco de frequentes festas privadas.

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Vista do Castelo de Praga, capital da República Checa

Para além de belas fachadas, alguns escondem interiores requintados e, sobretudo, belos parques e jardins de proporções apreciáveis, que vale a pena percorrer.

Como a abundância permite a escolha, decidimo-nos por oito palácios e castelos que formam um fio lógico entre as duas cidades, de Norte para Sul, de Praga a Ceský Krumlov. Esta é, sem dúvida, uma maneira interessante e original de conhecer um pouco mais do patrimônio deste país, parceiro recente da União Europeia.

CASTELO DE PRAGA

Há quem diga que o romantismo quase se perde quando mergulhamos na multidão diária de turistas de todo o mundo que atravessa os seus pátios em direcção à catedral, aos palácios Real e de Verão, às igrejas e à pequena Viela Dourada de casas perfeitas, construídas ao longo da muralha; mas para o recuperar basta deambular pelas magníficas ruas medievais que o rodeiam, passear pelo Jardim Real renascentista – e beber uma cerveja numa das cervejarias com vista sobre a cidade.

PALÁCIO DE PRUHONICE

Protegido pela UNESCO, é o maior castelo antigo do mundo: ocupa mais de sete hectares, e a catedral e complexos religiosos adjacentes acrescentam-lhe mais uns sessenta e oito. Foi residência de reis durante séculos e agora é, em parte, usado pelos presidentes da república.

Com as muralhas envolvidas pelo casario da cidade, a sua marca mais visível é a catedral de S. Vito, que levanta as pontas aguçadas e escuras das suas torres, bem acima dos telhados vermelhos que descem em cascata até ao rio Vltava.

Nasceu no século IX, quando o príncipe Boriboj mandou construir um grupo de casas protegidas por uma muralha no cimo da colina, e desde então não parou de crescer e mudar a cada reino, transformando-se na maior atração da cidade.

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Palácio de Pruhonice, muito frequentado pelos habitantes de Praga

Apesar de se tratar de um edifício simultaneamente imponente e elegante – uma imitação do estilo renascentista -, a maior atração é o gigantesco e bem tratado parque que o envolve.

O edifício principal está fechado ao público, ocupado pelo Instituto Botânico, mas a profusão de espécies, muitas delas exóticas, e a extensão dos seus bem desenhados jardins percorridos por quase quarenta quilómetros de veredas, fazem de Pruhonice um verdadeiro parque de recreio para os habitantes de Praga, que aqui vêm caminhar e fazer piqueniques aos fins-de-semana.

Curioso é o fato do seu proprietário mais importante ter sido o conde Emanuel Teles da Silva-Tarouca, botânico amador português que, em finais do século XIX, transformou os jardins num verdadeiro oásis de plantas raras, lagos, pontes de madeira, combinações de rochas e musgos, algo entre o cuidado e o selvagem numa área que hoje ocupa cerca de 250 hectares.

Há mais de oito mil rododendros e de setecentas espécies de alta-montanha. O conde vendeu depois a propriedade ao estado em 1927, mas continuou a viver aqui até à sua morte, em 1936.

PALÁCIO DE KONOPISTE

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Vista do Castelo de Konopiste

A história empurrou este castelo para a linha da frente dos famosos: o seu último proprietário foi o arquiduque Francisco Fernando, sobrinho de Sissi e de Francisco José I, imperador austro-húngaro, e o seu assassinato desencadeou a Iª Guerra Mundial.

No século XIII já existia aqui um castelo gótico que, com o mudar das épocas e das modas, foi sofrendo readaptações decorativas renascentistas e barrocas, assim como incêndios, estragos de guerra e calamidades naturais, passando de mão e mão até ser adquirido pelo arquiduque em 1887.

Francisco Fernando quis fazer dele uma habitação e refúgio da corte, ao estilo romântico, ao mesmo tempo que aumentava a área de bosque para se dedicar ao seu passatempo favorito: a caça.

O seu assassínio em Sarajevo não permitiu que concretizasse os seus planos, mas hoje podemos visitar um extenso bosque recheado semeado de estátuas, um jardim de rosas e, no interior, resguardadas por paredes que pouco guardam do primeiro castelo defensivo, as infinitas colecções do arquiduque: mais de trezentas mil cabeças de animais, um número infinito de estatuária e pinturas referentes a S. Jorge e o Dragão, e valiosos objetos decorativos, muitos dos quais roubados pelos nazis e devolvidos mais tarde pela Alemanha.

CASTELO DE CESKÝ STERNBERK

Uma autêntica fortaleza de pedra, é a primeira imagem que temos de Ceský Sternberk: escondido num extenso pinhal, surge de repente no alto de um monte rochoso sobranceiro à estrada.

Da sua primeira construção, no século XIII, já só resta uma torre arruinada. Quase completamente destruído durante uma guerra no século XV, a sua reconstrução obedeceu a um estilo completamente diferente, de grande influência italiana.

No século XVII recebeu os magníficos interiores barrocos que ainda hoje podemos ver e cujo ponto máximo é a Sala do Cavaleiro, com uma decoração ostensiva composta por pinturas e relevos de estuque pintado, como ditava a moda da época.

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Vista do magnífico Cesky Sternberk, República Checa

Restituído pelo estado em 1992, continua nas mãos da mesma família há mais de setecentos anos. Guarda uma bela colecção de arte gótica, relógios e miniaturas de prata holandesa, para além de dezenas de retratos antigos da família, que também é proprietária do palácio de Jemniste – este último aberto a recepções sociais.

CASTELO DE KARLSTEIN

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Castelo de Karlstein, o mais visitado da região da Boémia

A sua localização, no cimo de um monte arborizado, rodeado por densos bosques habitados por veados e outras criaturas fugidias, faz dele o castelo mais visitado no país fora de Praga. Antecede a aldeia um panorâmico campo de golfe de onde se avistam as suas linhas góticas perfeitas, uma reconstrução de finais do século XIX que materializam o castelo dos nossos sonhos.

Construído no século XIV por Carlos IV, tem três pisos, sendo o primeiro o lugar de habitação do rei e o segundo uma igreja e a capela privada do monarca.

O terceiro é o mais original e interessante do castelo: a Capela de Sta. Cruz, que representa Jerusalém e cuja abóbada celeste está decorada com mais de cento e vinte pinturas religiosas sobre madeira, para além de uma cruz desenhada com pedras semipreciosas.

A sua popularidade exige que se faça uma reserva com antecedência, para poder participar numa das visitas guiadas. Mas mesmo que não seja possível visitá-lo por dentro, a verdade é que vale a pena vir até Karlstein apenas para ver o seu enquadramento nesta paisagem extraordinária.

PALÁCIO DE DOBRIS

A cor avermelhada do edifício destaca-se no verde-escuro dos bosques de Brdy, antigo território de caça da realeza checa. Data do século XVIII, pelo que oferece um contraste interessante com a rudeza defensiva de Karlstein.

A sua mistura de estilos neoclássico e rococó revela-se na fachada e interiores, do mobiliário à decoração. O jardim ao estilo francês, que combina couves, frutos e flores com grande harmonia, desemboca num parque em socalcos, onde estátuas acompanham as escadarias e uma romântica ponte de pedra, conhecida por Ponte do Diabo, galga o riacho que o atravessa.

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Boémia, República Checa

Para além de visitas guiadas, o palácio de Dobris está também aberto a eventos sociais, como casamentos ou congressos. Restituído pelo estado aos seus anteriores proprietários em 1998, depois de ter sido expropriado pelos nazis em 1942 e, desde meados dos anos 40, ter funcionado como Casa do Sindicato dos Escritores Comunistas, o palácio é um belo exemplo do aproveitamento turístico do patrimônio histórico.

CASTELO DE HLUBOKA

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Castelo de Hluboka, na Boémia Checa

Como um ramalhete compacto de torres brancas – ou um bolo de aniversário coberto de creme, como alguns lhe chamam – este é o segundo castelo mais visitado da Boémia, depois de Karlstein.

O seu aspecto atual data dos séculos XVII, XVIII e XIX, épocas em que tomou a forma de um palácio renascentista, sendo depois restaurado sucessivamente ao estilo barroco e romântico – embora o castelo original seja do século XIII.

Os seus jardins e a magnífica estufa lateral merecem uma longa visita, e podemos até cruzar-nos com um grupo de “cavaleiros medievais” vestido a rigor, chamando o público para um dos frequentes espetáculos de época que se realizam no Verão.

Nos pátios interiores acolhem-nos dezenas de estátuas de veados, pinturas e candelabros luxuosos, vitrais e vasos chineses. A cozinha, o quarto da princesa Leonor e a biblioteca são particularmente interessantes.

À direita da entrada do castelo, não perder a Galeria Ales da Boémia do Sul, que tem uma belíssima colecção de arte checa.

CASTELO DE CESKÝ KRUMLOV

Tal como o castelo de Praga, o de Ceský Krumlov é também apenas mais um monumento numa cidade que, por si só, já é monumental e protegida pela UNESCO. Todas as ruelas que nos levam da praça principal em direcção à sua bela torre redonda, na outra margem do rio Vltava, são ladeadas de casas restauradas, algumas delas provavelmente tão antigas como o castelo.

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O belíssimo Castelo de Cesky Krumlov

Dois ursos vivem no fosso que antecede a ponte levadiça e as paredes estão pintadas numa imitação de colunas e estátuas em relevo. Graças ao seu tamanho e localização, o castelo podia funcionar como uma pequena aldeia independente, incluindo um magnífico teatro, que ainda hoje é usado para os mais variados eventos culturais.

Os aposentos privados das famílias que aqui viveram, agora abertos a visitas guiadas, são francamente opulentos, e a vista sobre o rio e a aldeia é digna de um postal

Fonte: www.almadeviajante.com

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