Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Anarquismo Na França  Voltar

ANARQUISMO NA FRANÇA

Uma das figuras mais importantes do anaquismo na França foi Koenigsten, porém sua importância não esta ligada às bombas que produziu e sim à sua morte. Mas, ele não foi o pai do "terror anarquista" . Foi nesta mesma França que os discípulos de Proudhon realizaram a primeira Internacional; onde se desenvolveu primeiramente o anarco-sindicalismo; o individualismo anarquista e onde o terrorismo chegou às mais sinistras proporções. Foi lá também que os poeta, escritores e pintores se influenciaram pela doutrina anárquica no glorioso fim de século.

Na metade do século passado se desenvolveram na França várias correntes anarquistas. Entre essas, estão a de Ernest Coeurderoy, caracterizada pelo abuso da violência e a de Joseph Déjacque ( um dos precursores da "propaganda pela ação").

Mas, até o final de 1870, o que prevaleceu na França foi a doutrina mutualista. Esta, perdeu a sua influência para as idéias coletivistas através destes Bakuninistas: Elisée Reclus, Benôite Malon, Albert Richard e outros.

É interessante notar que a comuna de Paris não foi nem anarquista e nem Marxista, mesclando-se com todas as correntes políticas de sua época. Com sua queda em 1871 a Internacional dos anarquistas foi considerada subversiva, tendo que se tornar clandestina, o que provocou o exílio de todos os libertários o ano de 1879 ( um pouco depois da unificação de diversos grupos) foi o da anistia aos participantes da Comuna, houve a reestruturação das diversas correntes politicas e o conseqüente aumento das divergências.

Em 1881, um movimento explicitamente anárquico começou a se difundir e propagar na França. O prestigio do anarquismo na época foi causado mais pela grandeza dos intelectuais adeptos a ele do que aos seus atos. De 1881 a 1894 o povo francês sofreu na pele a violência politica que unificou uma pequena minoria dos anarquistas mas casou muito tumulto e agitação. Esta violência é creditada à influencia de um sinistro delegado, Louis Andrielx, e de um agente belga, Égdi Spilleux.

Na primavera de 1884, houve o primeiro atentado anarquista: um jardineiro, Louis Chavés, matou a madre superiora que o hospedara em um convento. Uma pequena organização chamada Banda Negra executou em Montceu-les-Mines, uma série de atos anti religiosos: incêndios em capelas, escolas e vilarejos. Eles foram presos mas nada se provo contra eles. Isto fez com que o governo francês, em 1883, promovesse em Lyon o famoso processo contra 65 libertários.

No mesmo ano, Louis Michel e Emile Pouget lideraram mais ou menos 500 manifestantes contra as ações ilegais do governo contra os anarquistas. Apesar de terem sido presos os dois e todos os condenados de Lyon receberam a anistia, devido à indignação da opinião pública.

Foi por conta de Ravachol que mais uma fase violenta teve início: de 1892 à 1984 foram cometidos onze atentados à dinamite, que resultaram em nove mortos. O ministro residente da Sérvia sofreu um atentado e o presidente foi apunhalado e morto. O país inteiro estava amedrontado e os instrumentos de ação utilizados pelo governo acabaram com a imprensa libertária, processaram os líderes e dissolveram os grupos autônomos.

Em oposição à isto o comunismo-anárquico criou escolas libertárias e comunidades rurais anarquistas, que resistiram até a metade deste século.

Somente em 1920 os anarquistas tentaram se reunir, criando a União dos Anarquistas Franceses (UAF), o que reagrupou os diversos grupos previamente separados. Novas amarguras e divisões ainda estariam por vir, como o fascismo e o nazismo. Os russos exilados na França tentaram fundar uma Plataforma de Organização Geral dos Anarquistas. A UAF foi o palco dessas tentativas. Eles queriam basicamente unificar os anarco-sindicalistas, anarco-comunistas e os individualistas. De 1926 até os dias de hoje o anarquismo na França sofreu várias divisões que criaram siglas e mais siglas ou pequenos grupos. A principal manifestação moderna anarquista contra o poder autoritário foi a revolta estudantil em maio de 1968 e, em junho de 1977, em Toulon, o congresso reativou a FAF.

Fonte: www.geocities.com

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal