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ANARQUISMO NO MUNDO

O anarquismo se iniciou na metade do século XIX, na França, através de Proudhon, e se expandiu para a Rússia, Itália e Espanha na Europa, até chegar aqui no Brasil no final do século XIX, através de imigrantes espanhóis, italianos, portugueses, franceses, belgas.

NO BRASIL

De acordo com Edgar Rodrigues, as primeiras experiências anarquistas foram antes mesmo da chegada dos imigrantes: nos quilombos. Lá, tudo era de todos: terras, produção agrícola e artesanal- cada um retirava o necessário. Depois por volta de 1890, o sul do Brasil teve uma fracassada experiência anarquista, financiada pelo imperador. No fim do século XIX, as aspirações anarquistas no Brasil ganharam vigor. A greve de 1917 foi comandada em sua maioria por anarquistas, a infinidade de jornais libertários da época inclusive atestaram a força e organização dos anarquistas do Brasil.

A primeira iniciativa dos anarquistas brasileiros foi tentar expandir o seu trabalho através do voluntariado. Os primeiros jornais anarquistas e anarco-sindicalistas tentaram se sustentar apenas de contribuições, porém os militantes eram poucos e não possuíam muitos recursos econômicos. Assim, pouco foram os jornais anarquistas que publicaram mais de cinco números; todos pediam exaustivamente contribuições em seus editoriais. 'A terra livre' - o jornal melhor sucedido antes da primeira guerra mundial, só editou setenta e cinco números em cinco anos. O tempo passava e os anarquistas procuravam um suporte financeiro mais eficaz, passaram a vender assinaturas, usaram de recursos outrora considerados corruptos, como rifas e festas. Estas últimas eram freqüentes, e seu êxito dependia muito mais das atrações sociais do que de sua dedicação ideológica.

As teorias e táticas do anarco-sindicalismo infiltraram-se no Brasil através de livros de teóricos sindicalistas residentes na França. Como em todos países onde penetram essas teorias, difundiram-se no Brasil através da imprensa, de panfletos, e das decisões dos congressos operários dominados por anarco-sindicalistas.

"A ação direta era a bandeira do sindicalismo revolucionário". Cada ação direta - greves, boicotes, sabotagens, etc, era considerada um meio dos trabalhadores aprenderem a agir de uma maneira solidária na sua luta por melhores condições de trabalho, contra o seu inimigo comum, os capitalistas. Cada uma dessas ações diretas é uma batalha na qual o proletário conhece as necessidades da revolução por meio de sua própria experiência. Cada uma delas prepara o trabalhador para a ação final: a greve geral que "destruirá o sistema capitalista".

Nestas ações, considera-se a violência como algo aceitável, sendo justamente este o fato que distinguia o anarco-sindicalismo das outras formas de sindicalismo brasileiro. A sabotagem, era considerada especialmente eficaz para o proletariado, se não pudessem entrar em greve, estes, poderiam agredir seus exploradores de outra forma, empregando a filosofia de que para um mau pagamento há um mau trabalho. A destruição de equipamentos tocaria no ponto fraco do sistema, pois as máquinas são mais difíceis de se substituir do que os trabalhadores.(anarquismo radical).

CHRISTIANIA - UM EXEMPLO DE ANARQUIA

Christiania surgiu da idéia de fundar uma comunidade alternativa, que tivesse suas próprias leis, baseadas na liberdade do indivíduo e no trabalho coletivo. Até os usuários de drogas tem um tratamento diferenciado, que vai da oferta de ajuda à expulsão da comunidade, caso o viciado não se cure.

Drogas pesadas como cocaína e heroína são proibidas por lá, mas drogas leves como o hashishe são fáceis de encontrar. o sistema adotado é o da auto-gestão, em que toda a comunidade participa das decisões.

Com esses dados, pode-se ver que o anarquismo mesmo com ideais utópicos, está presente e promove mudanças.

GRUPOS ANARQUISTAS, ONDE ATUAM?

Provavelmente você já ouviu falar das reuniões promovidas pelos países ricos, como as da OMC, do BID, G8 e mais uma porrada de sigla que designam esses "eventos estratégicos" para a sobrevivência do capitalismo.

E se já ouviu falar dessas reuniões que acontecem ao redor do mundo, com certeza já ouviu falar pelos jornais da mídia de massa que manifestantes foram presos pela polícia, provavelmente verá cenas de espancamento, tiros de bala de borracha, bombas de gás, paus, pedras e muita correria.

Pois bem, você acabou de assistir uma luta pelos nossos direitos promovido pelos mais diferentes segmentos que compõe uma sociedade e um movimento. Em cada manifestação dessa estão misturados diversas vertentes do anarquismo, do político ao radical a grupos de feministas, de direitos humanos, sindicalistas ou qualquer outro grupo que queira mostrar sua indignação perante a situação atual. Entre esses grupos podem até haver divergências na maneira de atuar, mas eles tem um ponto em comum que é a luta contra um sistema opressor, no caso aqui o capitalismo.

Agora uma coisa é certa, como em toda ideologia sempre tem uns cabeça de vento que se auto intitulam anarquistas, punks ou alguma vertente do gênero, mas que não sabe porra nenhuma da ideologia inicial que gerou "n" movimentos durante a nossa história. Esses cabeça de vento vem com uns preconceitos contra raças e pensamentos, tirados não sei de onde, pois o anarquismo legítimo passa longe do preconceito ao afirmar a liberdade como meio de desenvolvimento da inteligência. Quando vocês encontrarem alguém se intitulando algo do tipo, troque uma idéia, só assim para se descobrir se você está diante de um legítimo anarquista ou de um cabeça de vento.

Fonte: www.anarquia.oi.com.br

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