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Aquários

Aquários

Há decadas que aquaristas do mundo inteiro, tem se rendido a estas maravilhas, originárias do nosso aquário natural, a bacia Amazônica, homenageando e idolatrando esse nosso tão famoso peixe chamado Acará-Disco. Este peixe do gênero Symphysodon, da família Cichlidae, foi descrito em 1840 pelo Dr.Joham Jacob Heckel, Áustria, porém, começou a aparecer nos aquários dos Estados Unidos e Alemanha, somente por volta de 1930. O gênero Symphysodon é dividido em duas espécies: Symphysodon Discus e Symphysodon aequifasciatus.A primeira espécie Discus é subdividida em duas subespécies: S.discus discus (disco heckel vermelho) e S.discus willischartzi (disco heckel). A segunda Symphysodon aequifasciatus é subdividida em três subespécies: S.aequifasciatus axerold (disco marrom), S.aequifasciatus aequifasciatus (disco verde) e S.aequifasciatus harald (disco azul). O disco além de ser encontrado no Peru e na Colômbia.(-reeditado pelo autor 1999-Nestes últimos anos outras variedades de disco foram descobertas em lugares nunca antes explorados e novas subespécies foram catalogadas. Como a Ecoanimal recebe discos para exportação direto dos pescadores vimos passar pela nossa empresa o disco heckel de cara azul, disco amarelo do xingu de corpo hi-body, o disco vermelho Içana e outros mais.)

Os discos são peixes tímidos encontrados normalmente em cardumes em lagos e rios tranquilos da região norte. Diferentemente dos discos selvagens, podemos encontrar hoje em dia discos domésticos totalmente azul turquesa ou vermelho, isto graças a seleções genéticas, feitas através de estudos pioneiros, realizados na década de 70, pelo alemão Dr. Eduardo Schimidt-Focke e o americano Jack Watley. Na década de 90, a gama de discos coloridos aumentou consideravelmente e as vendas vem aumentando dia a dia. O último grande acontecimento no ramo dos discos foi no ano de 1991, no grande Aquarama Show, em Singapura numa competição importante de peixes ornamentais, onde um famoso criador expôs e revolucionou o mercado com um disco de coloração laranja avermelhada com manchas pretas, inédita até então. Este novo disco foi denominado pelo criador de Pigean Blood (reeditado pelo autor 1999-pigean blood ou sangue de pombo-na época de lançamento pelo criador foi vendido inicialmente somente em lotes mínimos fechados de 100 unidades com o preço de U$400,00 a unidade, portanto todo novo criador ou empresa que quisesse adquirir esta nova raça tinha que investir um montante de U$40.000,00 na época), e vem competindo com o turquesa na preferência dos apaixonados pelo disco do mundo inteiro. Hoje em dia o mercado brasileiro de aquariofilia começa a conhecer mais as novas cores de disco, graças as importações, atraindo cada vez mais pessoa para esse maravilhoso hobby.

A seguir algumas dicas na boa manutenção deste fascinante peixe. O disco, o rei do aquário, como é considerado, necessita, é claro de um aquário bem montado, com uma boa filtração, iluminação, um perfeito aquecimente e equilíbrio da água.

O Aquário

O tamanho do aquário é de vital importância. Quando comprarmos os discos pequenos, temos que ter em mente que estes peixes podem chegar a atingir de 15 a 20 cm quando adultos. Para termos um bom exemplo, em um aquário de medidas 1 m de comprimento, 40 cm de largura e 50 cm de altura, seis discos é um bom número. Eles necessitam de bastante espaço para nadar e se desenvolver. Como são peixes de cardume por natureza, coloque sempre no mínimo quatro discos. Evite colocar somente um disco no aquário, ele ficará perdido e solitário, podendo vir a parar de comer, morrendo em seguida. Não coloque também dois ou três discos somente, pois os maiores irão machucar e ou dominar os menores, prejudicando inclusive na alimentação, impedindo assim um bom desenvolvimento de algum exemplar.

Iluminação

Pode ser aquela tipo fluorescente normalmente comercializada pelas casas do ramo, respeitando é lógico os padrões de wattagem/tamanho do aquário. Mesmo sendo o disco encontrado em zonas onde há uma grande cobertura vegetal, raízes aéreas, onde a iluminação é difusa, é comprovado que ele se comporta muito bem com a iluminação normal, podendo ser mantido tranquilamente num aquário comunitário.

A decoração do aquário

A decoração é um fator pessoal de cada aquarista. Cuidado porém, para que os acessórios não mudem a química da água desejada. Cascalho e rochas são importantes, pois alguns deles mudam relativamente bem os níveis de pH e dureza da água. A dolomita por exemplo é um tipo de cascalho normalmente usado na aquariofilia, mas que deve ser evitado nestes tipo de aquários para discos, pois alcalinizam a água com o tempo tornando-a imprópria. portanto devemos dar preferência ao cascalho de rio natural e rochas próprias para o aquarismo.

A filtragem e a qualidade da água são muito importantes, às vezes vital para a boa manutenção e crescimento dos discos em aquário. Uma boa forma de se manter a água do aquário boa para os disco, é a tão necessária e religiosa troca parcial de água semanal. Paralelo a isso, uma boa filtração ajudará em muito a manter a água limpa e cristalina. Nos dias de hoje, a filtração biológica por meio de placas de fundo, colocados sob o cascalho estão obsoletos. É um sistema cada vez menos usado no mundo inteiro, pois está comprovado que ele agride o bom desenvolvimento das raízes de plantas aquáticas além de acumular sujeira no fundo do aquário, acabando por saturá-lo, e resultando para o aquarista uma limpeza geral após um determinado tempo. Esta faxina acarreta num desequilibrio biológico, provocando um stress aos peixes neste intervalo. A sujeira e dejetos do aquário podem ser facilmente retirados através de um sifão próprio para o aquário que é usado diretamente no cascalho, enquanto que um bom filtro externo ajudará a manter a água cristalina com uma simples manutenção mensal de seus componentes, mantendo seu aquário por muito mais tempo, higiênico e com um ótimo equilíbrio biológico. Ótimos filtros podem ser adquiridos com a boa orientação do lojista, portanto, o tipo de filtro externo a ser usado, ficará por conta da preferência e disponibilidade de cada um. Os vários tipos de filtro não serão abordados nesta edição. Independente ao tipo de filtro a ser usado este deverá manter a água limpa e cristalina, ajudando na manutenção de uma boa biologia e química da água.

A temperatura

O disco por ser originário da região norte do Brasil obviamente necessita de temperatura alta. A temperatura ideal situa-se entre 27.5 e 30 graus centígrados. Abaixo de 26 ºC o disco começa a se sentir mal, pode vir a para de se alimentar, baixando sua resistência e aumentando o risco de "stress", propiciando assim o aparecimento de alguma doença. Procure sempre trabalhar com um bom termostato, impedindo o risco de qualquer tipo de oscilação de temperatura na água, mesmo em dias muito quente ou frio. Temperaturas um pouco acima, como 32ºC, podem ser usadas em peixes recém introduzidos no aquário. Isto provocará um aumento do metabolismo do peixe, consequentemente em um apetite maior, facilitando assim uma melhor aclimatação. O disco pode suportar temperaturas altíssimas como 36 e 40ºC, porém com alto risco e às vezes mortal. Nesta situação ele escurece e sobe até a superfície. Caso isto ocorra, abaixe a temperatura, introduzindo água mais fria, certificando-se que o pH está certo e naturalmente ausência de cloro. Desligue a luz, termostato e aquecedor procurando solucionar a falha ocorrida. Normalmente isto é causado por erro de wattagem de aquecedor, termostato desregulado ou de péssima qualidade.

A água - O disco é originário de águas ácidas, com pH variando entre 5. 0 e 6. 5, dependendo da região. Em aquário ele pode ser mantido em pH abaixo de 5.0 e acima de 7.5, porém é de todo aconselhável mantê-lo em água onde o pH seja ligeralmente ácido num ideal de 6.5, afim de se evitar qualquer tipo de problema. O que é necessário fazer após a montagem de um novo aquário é o ajuste de pH. Normalmente o pH da água da torneira provinda da rede pública (salvo aqueles abastecidos por nascente ou poço) situa-se na faixa de ph 8.5 à 9.0. Este pH pode ser abaixado facilmente por meio de um acidificante comum usado para aquarismo. A água nova que será usada nas trocas semanais, além de descansada para eliminação do cloro, deverá possuir um pH neutro, pois servirá para compensar o pH da água do aquário que abaixa normalmente com o tempo, consequente da eliminação dos dejetos dos peixes, mantendo assim sempre um pH estável em torno de 6.5. A troca de água semanal contribuirá para o bom crescimento dos discos, além de ajudar a manter um nível de amônia nulo. A amônia sendo tóxica, e o disco sendo altamente sensível a ela, normalmente é a responsável por muitas mortes dos peixes ocorridas com iniciantes e até com criadores aquaristas mais experientes. Ela pode ser medida facilmente por testes colorímetros vendido nas lojas. Os sintomas dos peixes quando atacados por amônia são: coloração escura, respiração ofegante, permanência na parte superior do aquário, barbatanas fechadas e corroídas, formando uma minúscula película branca em algumas partes do corpo. Quando constatado a presença de amônia na água é preciso efetuar de imediato uma troca de 1/3 à metade da água, afim de abaixar sua concentração, ajudado por um aumento de oxigenação e pH baixo. Isto ocorre normalmente por excesso de peixes no aquário, excessos na alimentação, introdução de água com cloro, uso mal feito de antibióticos ou qualquer medicação que por fim tenham afetado drásticamente a biologia do aquário, provocando o aparecimento de amônia.

Comprando seu disco

O aquário estando pronto, é hora de escolher o lugar onde adquirir o seu disco. Procure sempre optar por lojas de boa reputação, onde o dono demostre ter um grande cuidado com todos os peixes em geral. A maioria dos peixes devem estar saudáveis, pois lembre-se que, dificilmente o lojista usa uma redinha e sifão para cada aquário, o que facilita bastante a contaminação entre os aquários da própria bateria. Não é preciso lembrar que deve-se evitar comprar peixes aparentemente doentes ou que estejam no mesmo aquário onde haja outros já debilitados. Um bom conselho, é pedir a um funcionário da loja para alimentar os disco na sua frente, pois a não ser que estejam gordos e satisfeitos, eles com certeza subirão à superfície a procura de comida. Geralmente, disco com apetite é sinal de disco saudável. Analise a coloração do peixe, que deve ser forte e brilhante. Disco muito escuro e cinzento é sinal de doença ou algum distúrbio na água. Ele precisa apresentar uma abertura total das nadadeiras, principalmente as peitorais. E um ponto que seria de grande importância para interessados e experientes, é a proporção do tamanho do olho em proporção ao tamanho do corpo do peixe. Disco de olho grande e corpo pequeno é sinal de pouco desenvolvimento, ou seja, um peixe que está encruado. Procure discos com olhos bem pequenos. Após a compra de seu disco o ideal é colocá-lo de quarentena para um tempo de observação, pois seria de grande risco juntá-lo de imediato com seus outros peixes ou mesmo discos, que já estão a um certo tempo com você, saudáveis e lindos, diminuindo assim, o risco de uma eventual contaminação e desastre no seu aquário. Vindo da loja, mergulhe o saco ainda fechado, na água do seu aquário para igualar as duas temperaturas. Após 10 minutos, abra o saco e lentamente introduza água do seu aquário dentro, isto ajudará o disco a não sofrer um choque de pH, o que poderia ser fatal. Repita várias vezes esta operação, e jogue sempre o excesso de água fora, tomando o cuidado para não introduzir água do saco no aquário. Coloque o peixe com uma rede no aquário e jogue o saco e o resto da água fora. Assim você diminuirá o choque da mudança de água e o risco de doenças.

Alimentação

Esta é uma das partes mais importantes e talvez com a qualidade da água, diretamente responsável pelo sucesso da manutenção e reprodução do disco em aquário. O disco tem de ser condicionado vagarosamente a nova dieta, e a introdução de um novo tipo de alimento até a sua aceitação completa, poderá demorar até uma semana. Este ponto é mais problemático com peixes coletados na natureza, que passam por um " stress" intenso desde a sua captura no rio, até a sua chegada no aquário do consumidor final. Espécies nascidas em cativeiro aceitam qualquer tipo de alimento mais rapidamente. Procure nunca deixar alimento sobrando no aquário por mais de uma hora, pois poderá apodrecer a água e poluir o seu aquário. Limpe o resto de comida e repita a operação ao final da tarde ou na manhã seguinte. O disco, prefere como qualquer outro peixe, por natureza, de alimento vivo, mas isto não significa que seja o essencial para uma boa manutenção dele em cativeiro. Ele aceita um cardápio bem variado, que pode incluir desde alimentos vivos como artêmia salina, bloodworms, larva de mosquito, pedacinhos de minhoca, daphinea e etc...à alimentos não vivos como flocos comum ou especiais, comida em bits ou bolinhas, bloodworms congelado, artêmia congelada ou desidratada, tubifex desidratado, vários tipos de patês como o de coração de boi com cenoura e espinafre, e uma infinidade de outros alimentos que aparecem dia a dia nas lojas de aquário. É preciso somente verificar qual destes alimentos está mais disponível ao hobbista, elaborando um bom cardápio diário, assegurando uma boa alimentação para os seus discos.

Reprodução

A reprodução do disco, é ainda hoje, o auge dos aquaristas mais experientes. Portanto para se tentar a reprodução do disco com boa probabilidade de sucesso, é necessário que o hobbista já tenha tido outras boas experiências na reprodução de outros ciclídeos como " acará-bandeira" ou "kribensis" por exemplo. O mais fácil seria o de adquirir um bom casal e já se tentar de início a sua reprodução, porém o alto custo e a raridade de casais à venda, dificulta esta iniciativa. O ideal então, é adquirir peixes pequenos na faixa de 4 meses, engordá-los até a fase adulta, e se tentar a formação de um casal. Esta maneira além de ser mais econômica faz com que o hobbista atravesse já de início pela experiência do crescimento dos disco. O casal reprodutor escolherá um canto bem protegido e iniciará o ritual de acasalamento. Normalmente isto se dá num tronco, tubo do filtro, e até mesmo no vidro do aquário. Ocorrida a desova, o casal cuidará dos ovos oxigenando, limpando e retirando aqueles que sejam atacados por fungos. Os ovos eclodem em mais ou menos 72 horas, e os filhotes começarão a nadar após mais outras 72 horas, dependendo da temperatura. O casal cuidará da prole e os alevinos se alimentarão de um muco produzido na pele dos adultos, propiciando ao hobbista uma cena maravilhosa de difícil descrição. Os náuplios de artêmia podem ser introduzidos no sétimo dia, em quantidades pequenas e com um mês a prole pode ser retirada do aquário liberando o casal para um merecido descanso. A ninhada deverá ser dividida em mais aquários dependendo da quantidade, facilitando assim o crescimento dos pequenos discos.

Doenças

O tratamento mais usado e frequentemente recomendado pelos criadores de disco, é a manutenção de uma boa higiene do aquário. Por incrível que pareça, mais de 95% das doenças acometidas aos discos são resultados de péssima qualidade de água, grande frequência de distúrbios causados aos peixes seja pelo uso indevido de remédios, oscilação de pH e temperatura, transporte e péssima aclimatação feitas por atacadistas e lojistas de péssima reputação. Se você está tendo alguma experiência com problemas de doenças, faça primeiramente todos os testes de água, ao contrário, do teste de remédios, como é erroneamente indicado por muitas pessoas.

Será indicado aqui algumas das principais doenças onde os discos são mais sensíveis.

O ictio

Aqueles "pontinhos" brancos por exemplo será obviamente descartado já que a temperatura do aquário à 29-30º graus, impedirá o disco de ser atacado pelo já conhecido "resfriado" dos peixes.

Fungos e bactérias

Que tem como sintoma, pequenos chumaços de algodão e escoriações e laivos vermelhos, respectivamente, podem ser diagnosticadas e curadas facilmente com ajuda de bactericidas e fungicidas especializados, disponíveis no mercado de aquariofilia. ( atualização: fungos e bactérias de pele são sempre decorrentes à baixa qualidade de água, confira amônia, acerte pH e faça trocas parciais mais constantes).

Parasitas e protozoários - doenças causadas por estes agentes já são mais complicadas e infelizmente mais corriqueiras em discos. Elas podem ser infestações externas e ou internas. O oodinium por exemplo, causa uma espécie de irritação na pele do peixe, tipo de uma "coceira", onde o peixe procura um objeto para se coçar, causando um mal estar ao peixe, diminuindo o apetite e a sua resistência. Isto pode ser curado com um oodinicida ou outra medicação à base de formalina e cobre. Entretanto tome cuidado, principalmente com estes tipos de medicação a base de cobre, pois um pequeno erro na dosagem poderá ser fatal aos seus peixes. Existe outro parasita, também muito comum chamado Dactylogyrus. Ele ataca principalmente as guelras dos discos, causando uma respiração acelerada com o fechamento de uma das duas guelras, e pode ser tratado do mesmo jeito à doença anterior citada.

Spironucleos

Por fim uma das doenças mais perigosas e tão corriqueira ao mundo dos discos, e que normalmente passa desapercebida ao hobbista é o spironucleos. Um verme intestinal (atualização: um protozoário que infecta o sistema digestivo) que provoca falta de apetite nos disco, fazendo com que ele perca peso lentamente até o ponto irreversível chamado popularmente de "barriga colada" ou "disco gilete", onde o peixe acaba morrendo por fim de inanição. O remédio recomendado precisa ter como um dos componentes o "metronidazole", vendido nas principais loja de aquário. (atualização: ex: "clout" ou Azoo Anti-Protozoa). Este tratamento precisa ser feito a uma temperatura de 33º graus, e após três dias deve ser feito uma troca parcial de 40% da água. Este tratamento deve ser repetido após 15 dias assegurando assim a total errdicação da doença.

Lembre-se que apesar de toda esta descrição com diagnósticos e medicações, a melhor cura ainda será a prevenção. Portanto atente-se a manter seu aquário nas melhores condições possíveis, procurando dar ao seu peixe sempre o melhor.

Estes são alguns conselhos elaborados através do convívio com este fascinate peixe, ficando claro a existência de inúmeras outras excelentes técnicas de manejo e cultivo, não só de disco como também de outras espécies de peixes ornamentais, que são praticadas por inúmeros aquaristas não só do Brasil como do mundo inteiro. Concluindo, pelo que já foi dito deu para perceber porque o Acará disco é uma espécie de peixe que provoca o interesse dos aquariofilistas do mundo todo, e espero que estas idéias ajudem um pouco no aprendizado deste interessante peixe, facilitando o caminho para novos encantos com o rei do aquário, imerso neste maravilhoso hobby.

Fonte: www.ecoanimal.com.br

Aquários

Alguma das inúmeras funções que um aquário pode assumir vem sendo descritas em diversas das páginas deste nosso Site. Aqui, exploraremos a capacidade de valorização do ambiente doméstico. O aquário de per si ( basicamente um recipiente de paredes de vidro ou acrílico), especialmente quando apresenta uma forma pouco usual (paredes curvas, formas poliédricas ou assimétricas), possui um apelo visual inegável, ainda mais quando consegue aliar o efeito causado pela sua decoração interior, com a "atmosfera" criada pelo ambiente exterior. O verde claro, característico das plantas aquáticas, contrastando com as tonalidades mais quentes de outros elementos decorativos como rochas ou troncos somados ao suave e coordenado movimento dos cardumes multicoloridos de pequenos peixes, se harmonizam para criar um ambiente que induz a calma e contemplação. Não é à toa, que um número cada vez maior de arquitetos inclui pelo menos um aquário, ou fonte ornamental, como ponto focal de seus projetos para um ambiente interno acolhedor.

Apesar do enorme apelo visual que o cenário subaquático apresenta, podemos aumentar esse efeito com o uso de uma "ponte" de integração entre o recipiente com paredes de vidro e o local em que o mesmo está localizado. Esse elemento de ligação (que tem também a função de sustentar o peso do aquário) é chamado de móvel, gabinete ou suporte e, rezam as leis da harmonia e do bom gosto, deve apresentar um design que não destõe do estilo das demais peças que compõem o ambiente.

Apesar de a madeira ser o material mais comumente empregado para a confecção deste suporte, existe outros materiais alternativos que podem ser empregados, como pedra, tijolo, bloco de concreto, perfilados metálicos, ferro artisticamente trabalhado e plástico moldados. Alguns destes materiais, não obstante sua praticidade de utilização, não é lá, nada bonita e nesse caso, a solução e lançar mão de algum tipo de revestimento.

Um suporte construído com um material de baixo efeito estético pode ser camuflado ou revestido com um material nobre ou de visual mais atraente. Inimagináveis acabamentos podem ser utilizados, o limite é sua imaginação e a capacidade do artesão incumbido de transformar seus sonhos em realidade. Materiais exóticos ou, no mínimo, pouco usuais, como cortiça, pó de coco, cana da índia, fibra de vidro, carpete, palhinha de vime, sucata de aparelhos eletrônicos, são apenas alguns dentre muitos materiais que podem ser usados com resultados surpreendentes.

Como bem sabe, qualquer arquiteto, cenógrafo ou decorador, a luz apresenta possibilidades estéticas e decorativas surpreendentes e dramáticas, assim, considere a possibilidade de utilizar luminárias pendentes ou spots para realçar o destaque do aquário na decoração de seu lar.

Fonte: www.aquarioitaquera.com.br

Aquários

MONTAGEM DO AQUÁRIO

Após escolher o aquário ideal, construir ou comprá-lo, vem a fase da montagem.

Ela será decisiva para o seu sucesso no aquarismo, uma vez que definirá a água a ser usada, o aquecimento, a filtragem, o substrato, a decoração e a aeração.

Abaixo, explicaremos como montar o seu aquário, não nos preocupando com os equipamento escolhidos. Para escolhê-los, consulte as seções específicas (por exemplo, para escolher seu aquecedor, vá em aquecimento, para escolher o cascalho, vá em substrato e assim por diante).

Em primeiro lugar, deve-se definir a filtragem a ser usada. Em caso de filtro biológico de fundo (aquele formado por placas), coloque-o no aquário em primeiro lugar. Caso seja um filtro externo, pode colocá-lo no final de tudo.

Depois vem o substrato

Em caso de filtro biológico de fundo, deve-se usar cascalho, pois areia não o faria funcionar bem. O cascalho deve ser de granulometria média (o pequeno passaria para baixo das placas, enquanto o grande reduziria consideravelmente a área útil para a colônia de bactérias). Em caso de outro método de filtragem, pode-se utilizar areia. Independente do tipo, o substrato deve ser lavado muito bem. Aconselha-se lavá-lo em pequenas porções. Ponha o cascalho em um recipiente e ponha água à vontade. Deixe escorrer por algum tempo. Remexa o cascalho com a mão (cuidado apenas para não ferir-se), até que a água saia limpa. Após isso, ele estará pronto para ser colocado no aquário.

Após a colocação do substrato, ponha um pouco de água (cerca de 12 cm). Então, faça a decoração, pondo enfeites, troncos e pedras. Faça um declive no substrato, fazendo com que a parte de trás fique mais alta que a da frente. Em seguida, ponha um saco plástico sobre a superfície da água e ponha o restante da água sobre este (isto evitará a destruição da decoração). Não encha muito, pois pode ser que após cheio, você ainda deseje mudar algo e terá que pôr a mão.

Agora é a vez da aeração

Pode-se usar bombas submersas ou compressores. A diferença é a capacidade de oxigenação e bombeamento de água. Após escolhido o que deseja, ponha no aquário, tomando cuidado de deixar a bomba totalmente submersa (ela é feita para trabalhar desta forma) e/ou o compressor acima do nível da água (em caso de falta de energia, isso evitará o refluxo da água e a queima do compressor. Após isto, ponha o aquecedor/termostato escolhido. Aconselhamos, se possível, deixar este enterrado no cascalho. Ponha as plantas, decorando do seu modo.

Pronto

Deixe seu aquário ciclando por uma semana e ele já poderá receber os peixes (coloque poucos por semana).

ÁGUA

A boa qualidade da água é o segredo do sucesso no aquarismo, uma vez que a maioria dos peixes depende completamente dela para sobreviverem, incluindo alimentação, respiração e reprodução. Deste modo, todo o sistema estará comprometido caso a água não esteja limpa e compatível com os espécimes mantidos.

A água utilizada em aquário na verdade é uma solução de sais minerais e outras substâncias em água, e não apenas H2O. Dependendo da concentração de cada substância, variam características como pH e dureza.

A água utilizada em aquário é proveniente principalmente dos rios e lagos, que correspondem a cerca de 3% da água do planeta. Dessa pequena quantia, grande parte está comprometida devido à poluição, razão pela qual deve-se tomar cuidado com a água a ser posta no aquário. Se poluída, ela poderá trazer danos irremediáveis.

Aconselhamos utilizar água a mais pura (sem poluentes) possível, de preferência de poços artesianos. Água da chuva é boa apenas em regiões de ar não-poluído e após algum tempo chovendo, uma vez que a chuva, ao cair, arrasta consigo partículas do ar que podem contaminá-la. Em caso de utilização de água de torneira, deve-se tomar o máximo cuidado com o cloro, uma vez que é altamente tóxico para os peixes, matando-os em cerca de uma a duas horas. No mercado, há kits capazes de testar e retirar o cloro da água, os quais são recomendados. Basta misturar o anti-cloro com a água e em cinco minutos, esta já está livre do cloro.

pH

O potencial hidrogeniônico, mais conhecido como pH, mede a alcalinidade de um meio. Sua escala vai de 0 a 14. Entre 0 e 7, o pH é ácido, 7 é neutro e entre 7 e 14, alcalino (básico). Pode ser calculado pela fórmula: pH = colog[H+], onde [H+] é a concentração dos cátions H+ na solução.

Cada espécie aquática tem um pH considerado ideal, onde ela exerce todas as suas atividades sem problema algum. Isso não quer dizer que uma espécie, se colocada em um pH diferente do seu ideal, irá perecer. Na realidade, pouquíssimas mortes de peixes são causadas por pH. Nesse tópico, o que é perigoso é a sua variação, mesmo que seja retirando um espécime de um pH e colocando-o no seu ideal.

Deste modo, caso você tenha um peixe em um pH não-ideal, é preferível deixá-lo onde está (caso ele esteja vivendo bem) a tranferi-lo para uma água de pH ideal sem cuidado algum.

Caso tenha que transferir um peixe, faça o seguinte:

Ponha-o em um saco, com a água do aquário onde ele está;

Deixe o saco boiando por 5 minutos na nova água (para que a temperatura possa se equalizar);

Ponha lentamente (a cada 5 minutos) um pouco da água nova no saco onde o peixe está;

Quando o saco já estiver cheio, solte o peixe.

Esse processo lhe assegurará uma mudança lenta e gradual do pH para o peixe, livrando-o de possíveis sequelas, sendo válido também para peixes recém-adquiridos.

AQUECIMENTO

Dependendo das espécies criadas, pode ser necessário aquecimento. Este, comumente, consiste na introdução de um aquecedor, de preferência com um termostato, além de um termômetro, para verificar as medidas.

De modo geral, uma temperatura situada entre 24ºC e 28ºC é suportável para os peixes. Assim, só se faz realmente importante o aquecimento na manutenção de peixes tropicais a uma temperatura abaixo de 24ºC, ou em condições especiais.

Estas podem estar entre as seguintes:

a) Presença de peixes que requerem temperaturas elevadas, como o Symphysodon discus (acará disco), média de 28ºC - 30ºC.

b) Presença de filhotes, quando se deseja que eles tenham um rápido crescimento, uma vez que a temperatura aumenta o metabolismo.

c) Infestações por doenças sensíveis a altas temperaturas, como o Ichthyophthirius multifiliis (íctio), que não suporta temperaturas superiores a 30ºC.

d) Presença de peixes em fase de desova, que pode ser estimulada por aumento na temperatura.

Termômetro

Um termômetro é um dispositivo capaz de medir a temperatura de um meio em um determinado momento. Há vários tipos de termômetros. Em aquarismo, utilizam-se dois tipos, basicamente: o comum (semelhante ao clínico) e o digital.

O termômetro comum consiste em um tubo de vidro, dentro do qual há um tubo mais estreito, com um líquido colorido (mercúrio, em geral) e uma escala numérica. A medida é feita com base na dilatação do líquido.

Quando a temperatura sobe, o líquido se dilata mais rápido que o tubo. Comparando-se a altura de sua coluna com a escala numérica, tem-se o valor da temperatura.

Pode ser utilizado solto no aquário ou preso ao vidro com uma ventosa, por dentro.

O termômetro digital consiste em uma fita adesiva com um sistema de cristal líquido, que permite medir a temperatura das superfícies em contato. A leitura é feita diretamente, uma vez que o aparelho mostra o valor propriamente dito em uma escala numérica e de cores. Atenção: a medição pode ser afetada pela incidência direta de raios solares.

Observação

Em aquários grandes, é aconselhável o uso de mais de um termômetro, em locais diferentes, devido às variações da temperatura da água.

ESCOLHA DO AQUÁRIO

Em geral, a escolha de um aquário varia em função de três fatores: o local (espaço) disponível para instalá-lo, os peixes escolhidos e as condições financeiras (dinheiro que se está disposto a investir no hobbie).

De modo genérico, quanto maior o aquário, melhor. Primeiramente, é possível pôr uma maior quantidade e variedade de peixes e plantas. Em segundo lugar, o fator mais importante, quanto maior o volume de água, esta altera suas características com menos rapidez. Dessa forma, é necessário trocá-la com menos frequência, o que reduz possíveis choques que pudessem ser sofridos pelos peixes.

Tem-se que levar em conta que após instalado, o aquário não pode ser transportado cheio (no máximo ele pode ser arrastado cuidadosa e vagarosamente). Em caso de colocá-lo em alguma estante, deve-se ter certeza de que esta suporta seu peso e lebrar-se de deixar um espaço entre a tampa e a prateleira superior (pelo menos 10 cm), para que se possa tirar a tampa e retirar algum peixe morto ou doente ou fazer alguma alteração na decoração.

Quanto à forma do aquário, este deverá ter a maior superfície líquida possível, para que as trocas gasosas sejam satisfatórias (a água libera CO2 e recebe O2 pela superfície. Por essa razão, a água deve estar em movimento). Não são aconselháveis aquários do tipo globo, pois quando cheios, a superfícies de contato é pequena. O tipo de aquário mais indicado é o retangular, que tem uma área superficial adequada. Em um aquário de água doce a proporção peixe/volume de água pode ser maior, sendo este tipo o mais adequado para principiantes. Quanto à obtenção do aquário, é aconselhável que este seja adquirido em uma loja do ramo.

CONSTRUÇÃO DO AQUÁRIO

Duas grandes dúvidas dos aquaristas são quanto à possibilidade de fazer seu próprio aquário e se isto seria vantajoso. De antemão, posso dizer que ambas as respostas são afirmativas. É perfeitamente possível você construir seu próprio aquário, desde que siga alguns critérios de projeto. Quanto à questão de ser vantajoso, isto é relativo. Se bem feito, pode haver uma economia de até 40%. Apesar disso, qualquer erro mínimo pode levar todo o trabalho a perder, fazendo você gastar mais do que se comprasse em uma loja e ainda perdendo alguns privilégios deste ato.

Seguindo os passos abaixo, você tem grande chance de ter sucesso:

1. Projeto

É importante o projeto de todo o aquário em um papel. Deve-se calcular todas as medidas, levando em conta todos os aspectos, até mesmo a espessura do vidro a ser usado. Por exemplo, se o vidro for de 5 mm, a largura da base terá que ser a do vidro lateral mais 1 cm, proveniente da espessura dos vidros frontais. Às vezes, se isto não for levado em conta, os vidros não "encaixarão".

2. Material

São necessários os vidros do aquário, uma seringa, um tubo de cola à base de silicone, uma flanela, álcool e uma pedra para polimento.

2.1 Vidro

O vidro pode ser qualquer um, desde que respeite uma espessura mínima, condição para que o aquário não se rompa.

Abaixo, vai uma tabela com alguns exemplos:

Comprimento (cm) Largura (cm) Altura (cm) Espessura (mm)
40 30 30 3
50 30 30 3,5
60 40 40 4
80 50 40 5
90 50 40 6
100 60 50 7,5
110 70 50 9,5
120 70 60 11,5
130 70 60 14
150 80 70 17

Para montar seu aquário, você precisará de 7 pedaços de vidro: vidro do fundo, frente, vidro traseiro, duas laterais e duas travas. Para moldá-los ao tamanho do seu aquário, você tem duas opções: comprar o vidro já cortado no tamanho certo ou cortá-lo com um diamante. Para isso, põe-se uma régua no local do corte, e passa-se o diamante, que riscará o vidro. Após isso, é só dar uma "batidinha", com o cabo da ferramenta mesmo.

Atenção

Qualquer erro, mesmo que milimétrico, pode fazer com que sobrem espaços na colagem do vidro.

2.2 Seringa: a seringa servirá para pôr a cola, para facilitar a colagem.

2.3 Cola de silicone: dê preferência às de colagem rápida e indicadas para aquários, que são mais resistentes. Evite as que tenham anti-mofo, anti-fungos, ou qualquer coisa do tipo, pois podem comprometer a vida do aquário.

2.4 Flanela: serve para a limpeza das mãos e do aquário.

2.5 Álcool: serve para limpar os vidros do aquário.

2.6 Pedra para polimento: serve para polir o aquário, evitando acidentes.

3. Preparação

Antes de iniciar a colagem, deve-se preparar os vidros. Faça o polimento de suas bordas, para evitar possíveis acidentes (cortes). Após isso, limpe todo o vidro com uma flanela e álcool, para que a cola possa aderir melhor.

4. Colagem

Para facilitar a colagem, ponha a cola dentro de uma seringa de 10 ml. A cola será aplicada com a seringa. Para colar os vidros, passe cola na face de um deles e aproxime a borda do outro (de acordo com a figura abaixo).

Colagem das laterais do aquário

Inicie pelas laterais, colando-as uma a uma, formando um retângulo. Se preciso, utilize um esquadro (aparelho de madeira que tem um ângulo reto), para garantir que as paredes do aquário formem 90º entre si. Dependendo da cola, pode ser que seja necessário usar fita durex, para manter os vidros na posição. Aguarde secar um pouco. Depois da secagem, é a hora de colar o fundo.

Passe cola sobre o vidro do fundo (do mesmo modo que nas laterais) e coloque o retângulo formado pelas laterais sobre este, de acordo com a figura abaixo:

Colagem do fundo do aquário

Passe cola por dentro, aproveitando para reforçar a colagem lateral. À medida que for pondo cola com a seringa, vá passando o dedo, para que ela ocupe todos os espaços. Faça o mesmo com o fundo. Depois, passe cola nos vidros frontal e traseiro e ponha as travas, de acordo com a figura abaixo:

Colocação das travas do aquário

5. Teste

Após 24 horas de secagem, teste o aquário com água. Se estiver vasando, seque-o e passe mais cola. Quando não houver mais vasamentos, seu aquário estará pronto.

SUBSTRATO

Uma grande dúvida entre os aquaristas é sobre o que usar como fundo no seu aquário e quais os efeitos disso na sua água. Primeiramente é bom lembrar que o substrato tem várias funções:

a) Estética

Serve como elemento decorador, uma vez que traz um belo efeito visual ao aquário.

b) Fixação

Serve como base de fixação para as plantas aquáticas, de onde algumas delas retiram o alimento.

c) Nessecidade para peixes

Serve para reduzir o stress dos peixes, dando-os idéia de segurança. Alguns deles põem suas ovas em buracos no substrato, enquanto outros enterram-se ou constroem túneis.

d) Filtração

Serve de morada para colônias de bactérias desnitrificantes, que participam ativamente do ciclo do nitrogênio, convertendo substância tóxicas aos peixes em outras menos tóxicas (filtragem biológica da água).

No aquarismo doce, costuma-se usar dois tipos de substrato: areia e cascalho, dependendo do resultado que se deseja obter, dos peixes mantidos, entre outros fatores.

Areia

O uso da areia não é muito comum. Costuma ser utilizada apenas em casos especiais, como na criação de arraias, uma vez que outro substrato pode feri-las facilmente. Tem a desvantagem de poder se compactar, prejudicando a penetração das raízes das plantas (para evitar isso, costuma-se revolvê-la um pouco). Além disso, a circulação de água pelo substrato é muito pequena e não se pode usar filtro biológico de fundo com todas as vantagens deste.

Cascalho

Utilizado pela grande maioria dos aquaristas, o cascalho traz algumas vantagens com relação à areia. A mais clara é o fato de propocionar o uso de filtro biológico de fundo no aquário, método de filtragem muito comum, fácil, barato e eficaz.

Nas lojas especializadas, é possível encontrar vários tipos de cascalhos, com os mais diversos aspectos, colorações e peculiaridades. Há alguns itens a se observar:

a) Tamanho do cascalho

Deve-se escolher um de tamanho médio (1 a 5 mm). O cascalho pequeno oferece o mesmo problema da areia: compacta-se, impedindo o enraizamento das plantas e o fluxo de água. Além disso, impossibilita o uso de filtro biológico de fundo. Cascalho grande, por outro lado, prejudica as plantas (suas raízes não conseguem empurrar os pesados grânulos), além de deixar passar as partículas de alimento que caem. Desse modo, os peixes não podem ingeri-las e elas acabam deteriorando-se no substrato, reduzindo a qualidade da água. Além disso, a área de contato para a instalação das colônias de bactérias desnitrificantes é reduzida e as plantas não conseguem "empurrar" o cascalho com suas raízes.

b) Tipo do cascalho

Deve-se tomar muito cuidado com o tipo do cascalho, pois cada um deles age de forma particular sobre a qualidade de água. A dolomita, por exemplo, alcaliniza e endurece a água facilmente, assim como cascalhos ricos em pedaços de concha e rochas calcáreas.

Há cascalhos coloridos artificialmente que desprendem tinta quando colocados na água.

Outros contêm pontas, de modo que podem facilmente ferir os peixes, podendo ocasionar fungos. Por essas razões, aconselhamos a utilização de cascalho rolado de rio, pelo fato de não alterar o pH, dureza e nem a qualidade da água além de, na minha opinião, ser o mais bonito.

Fonte: www.ultramix.com.br

Aquários

Tipos de aquário

Na maior parte das vezes, são mantidas diferentes espécies de peixes ornamentais no mesmo aquário. Ao optar por esta situação, deve tomar em linha de conta o modo de vida dos peixes no seu ambiente natural. Que peixes é que são compatíveis uns com os outros, que características deve ter a água? Já a seguir, a SERA dar-lhe-á algumas recomendações quanto à escolha dos peixes e como construir um mundo aquático em aquários de água doce.

Como acontece no nosso mundo, cada espécie de peixe no mundo aquático, tem as suas características e necessidades especiais, que nem sempre são compatíveis com as das outras espécies. É também muito importante ter em consideração os comportamentos territoriais, as necessidade de sossego e descanso, assim como os hábitos alimentares das diferentes espécies. Apenas deve manter juntas no mesmo aquário, espécies que sejam compatíveis e que possam viver em harmonia umas com as outras.

Aquário Comunitário

Com estes aquários, pode manter peixes e plantas originárias de regiões distintas – exatamente aquilo que mais lhe agrada. Claro que deve certificar-se de que os peixes são compatíveis uns com os outros e de que o tipo de água e a temperatura é a mesma para todos os peixes.

Em seguida iremos falar de uma pequena selecção de peixes para aquários comunitários, particularmente indicados para principiantes.
Aquários para uma só espécie de peixes

Gosta tanto de uma espécie de peixes que gostaria de os manter como animais de estimação? Na maioria dos casos são peixes com necessidades específicas. Também deve confirmar se a espécie que escolheu é aconselhável para um aquário só com um tipo de peixes.

Aquários biótopo

Aqui você decide-se por animais, que provêm do mesmo habitat natural. Pode criar uma parcela natural de um mundo aquático que dificilmente poderá ver de outra maneira. Este fascinante tipo de aquário tem muitas vantagens. Os peixes, as plantas e a decoração ficam em perfeita harmonia. Todos os peixes necessitam da mesma composição da água. Manter estes aquários é relativamente fácil. E se esta é uma das suas paixões crie uma parcela do mundo aquático do Amazonas, das florestas tropicais e do Lago Malawi em sua casa. Isto é como tirar férias em casa. Mas debrucemo-nos, por agora, sobre um só aquário.

Conselho

Os peixes ornamentais vivem a profundidades diferentes. Há peixes que nadam quase sempre junto à superfície, a meio ou perto do fundo do aquário. Tome isto em consideração quando escolher os peixes. Também não deve esquecer o tamanho do aquário quando escolher os seus peixes favoritos. Uma regra simples é: 1cm de peixe adulto por litro de água.

A maioria dos peixes ornamentais vive em cardumes na natureza e devem ser mantidos em grupos, no aquário, de pelo menos 6 – 8 exemplares. Eles ficarão mais atrativos desta maneira.

Fonte: www.sera.de < h6>Aquários

Cuidados dos peixes ornamentais

Eles produzem um bonito efeito visual no aquário, mas o lojista tem que saber quais espécies podem conviver juntas em harmonia e orientar ao cliente.

Aquarismo

Tanto para atender ao cliente iniciante como aquele que já tem prática no hobby, o lojista precisa passar orientações importantes sobre como manter um aquário com sucesso. O êxito pode depender de vários fatores, como plantas, água, substrato, manutenção, Ph e principalmente da mistura de peixes diferentes. Além de saber montar, é preciso conseguir uma boa manutenção.

Ornamentos

No quesito decoração, há produtos para fundo do aquário, plantas e itens que quando instalados, produzem o efeito do habitat natural dos peixes e oferecem locais escondidos para as espécies mais tímidas e filhotes. O material para o fundo é indispensável, porque oferece às plantas uma vida saudável. O areão retirado dos rios - que não é tão fino - é o produto mais recomendado para o fundo.

Antes de ser colocado no aquário, deve ser bem lavado e fervido para eliminar as impurezas. Depositasse uma camada com 8cm doe areão, uma camada de adubo e em seguida, uma outra camada de areão, com 2cm. Depois, cuidadosamente, coloca-se água ate o meio do aquário e é recomendável deixar descansar por no mínimo 24h. Outros tipos de materiais de fundo não devem ser usados para evitar um estrago no Ph da água. Terminado o período do repouso, deve-se colocar as plantas, lembrando de deixar espaços para os peixes nadarem livremente. E por fim, são instalados os objetos de decoração, que formam os esconderijos e disfarçam a bomba. Pedras, tocos e vasos de cerâmica quebrados são os mais usados.

Plantas

Um aquário bem plantado ajuda muito na decoração. É preciso levar em consideração que as plantas alastradas por corte são flexíveis e ficam bem instaladas próximas aos vidros laterais e traseiros, ou nos cantos. Espécies como Cryptocoryne, Echinodorus e Ceratopteris se mostram melhor arranjadas quando colocadas a uma certa distância dos vidros, dessa forma podem crescer livremente. As raízes não devem ser dobradas e se forem muito grandes, é melhor cortá-las com tesoura. O colo da muda não pode ser enterrado, somente as raízes devem ser. Iluminação e espaço são essenciais no aquário até mesmo para as plantas se desenvolverem. Depois de colocar devidamente as plantas, é hora de encher o resto do aquário com água - com cuidado para não arrancar as mudas que foram plantadas e deixar o aquário em descanso por pelo menos uma semana, antes de introduzir os peixes. Assim, as plantas se fixem bem e se acomodam corretamente.

Colocando água

Para não mexer na areia do aquário, o ideal é colocar a água com auxílio de uma jarra ou uma mangueira, dirigindo o jato à própria mão em formato de concha, colocada sobre o fundo. O jato nunca deve ser diretamente sobre a areia. É melhor usar água da caixa ou estocada há pelo menos um dia, assim já terá perdido o cloro. "É preciso trocar de 10 a 15% do volume da água do aquário a cada 15 dias", explica Antonio Bergamin, proprietário da Aquário do Brasil.

Equipamentos

Alguns produtos podem ser instalados ou não, como os acessórios de decoração, entre eles troncos naturais ou artificiais e vários outros tipos de enfeites. Outros itens são indispensáveis para o bom funcionamento do aquário, como filtro, aquecedor etc. Fezes e urina dos peixes, plantas mortas e outras partículas formam as impurezas do aquário com o passar do tempo. Para eliminá-las, é necessário colocar um filtro no aquário ainda sem peixes. Muitos peixes adquirem doenças e chegam a morrer quando a temperatura cai. Para evitar que isso aconteça é necessária a instalação do aquecedor com termostato, para evitar novas mudanças na temperatura. A potência ideal do aquecedor é de 1watts para cada litro de água do aquário. O termostato deve ser desligado toda vez que o aquário estiver em manutenção. A iluminação não é só estética. Além de oferecer harmonia ao aquário e refletir toda a beleza das plantas e do efeito causado pela aparência dos peixes, a fotossíntese depende da claridade. A lâmpada mais recomendada é a fluorescente, mas o mercado oferece vários outros tipos e a potência correta é a de 0,5watt para cada litro de água.

A escolha dos Habitantes

De um lado, o lojista tem que saber orientar ao cliente sobre as espécies de peixes que podem conviver juntas com harmonia. Do outro, o consumidor também precisa seguir a orientação do profissional para ter sucesso com seu aquário.

Uma das atenções é conciliar o Ph de acordo com o peixe. Com Ph neutro é possível criar vários peixes, mas com Ph ácido só é possível criar espécies de água ácida, normalmente provinda da Amazônia. Também tem que respeitar se o peixe é agressivo, para que ele não ataque o outro peixe. O lojista não tem que ter medo de informar que o peixe é agressivo, é uma venda consciente e o consumidor precisa saber que não pode misturá-lo. "Tomar cuidado na montagem do aquário é importante, principalmente na maneira que o cliente vai povoá-lo", ensina Antonio.

Peixes ornamentais

O Acará Discus tem várias opções de cores, entre elas Turquesa e Golden. São originados da Amazônia. Também provindo da região Amazônica, o Acará Bandeira é de fácil adaptação em aquário e pode ser encontrado em diversas cores. A bonita espécie dos Labeos é trazida da Tailândia e podem atingir até 10cm, por isso, são indicados para aquários maiores. Outras raças que crescem - e chegam a 30 cm ou mais - são Pangassus, Bala Shark e Pangassus Albino. Peixes de cardume - como Barto Titéia, Neon e Rodóstomus - são de pequeno porte e ficam sempre juntos, formando um lindo conjunto. Coridora, Cat Fish, Cobra Kuhli e Bótia Palhaço são os chamados peixes de fundo. Com hábito noturno, algumas vezes eles chegam a passar dias sem serem vistos no aquário. São úteis porque ingerem a comida que fica no fundo do aquário, colaborando com a limpeza. A variedade de peixes ornamentais de água doce é grande e o cliente pode montar um lindo aquário. São centenas de espécies nacionais e importadas, que produzem um visual bonito e delicado. Quando bem orientado, o cliente fica cada vez mais apaixonado pelo hobby e consequentemente, aumenta os lucros do lojista.

Fonte: www.arteditora.com.br

Aquários

O Substrato

Este componente tem basicamente 3 funções no aquário:

1) Faz parte do conjunto decorativo

2) Serve de suporte às raízes das plantas

3) Proporciona condições para fixação dos microorganismos necessários à filtragem biológica.

Deve ser utilizado como substrato de fundo um areão de rio com granulometria média (entre 3 e 5 mm) para que a filtragem de fundo funcione adequadamente e as plantas possam se enraizar. Não devem ser utilizados outros cascalhos que possam causar alterações na qualidade da água ou que contenham arestas onde os peixes possam se ferir.

A Decoração

Além de bem equipado, o aquário deverá ganhar uma bela decoração para que possa ser admirado com satisfação e para proporcionar aos seus "moradores" um ambiente agradável e o mais próximo possível do natural.

Junto com o substrato fazem parte da decoração pedras, plantas, troncos e enfeites. As pedras devem ser do tipo seixo rolado de rios. Evite o uso de cristais, mármores e outras variedades que possam alterar a qualidade da água, principalmente o pH.

Proporcione alguns esconderijos para os peixes durante a colocação das pedras.

Alguns troncos podem ser usados na decoração, mas antes de serem introduzidos no aquário devem passar pelo seguinte tratamento: Deixá-los submersos em um recipiente com água durante, pelo menos, um mês. Realizar trocas periódicas da água, pelo menos duas vezes por semana, até que o tronco não esteja mais tingindo a água. É justamente este o objetivo do tratamento.

As plantas são fundamentais na decoração e exercem um papel muito importante no equilíbrio biológico do aquário como será visto em capítulo à parte. Vários enfeites são oferecidos pelas lojas especializadas e a maioria é voltada às crianças. Desde que os componentes destes enfeites não alterem a qualidade da água e que não possuam arestas onde os peixes possam se ferir, não há maiores restrições ao seu uso.

A Iluminação

Como os aquários normalmente estão localizados em locais fechados, é imprescindível que sejam equipados com sistemas de iluminação artificial. Além do aspecto estético, onde realça toda a decoração e os habitantes do aquário, a iluminação desempenha papel fundamental no desenvolvimento das plantas, fornecendo energia para que elas realizem a fotossíntese. Visto que a grande maioria dos peixes costuma se alimentar quando há claridade, a iluminação também irá ajudar os peixes a aproveitar melhor os alimentos fornecidos.

O tipo de iluminação mais usado e de boa aceitação é o de lâmpadas fluorescentes ou "lâmpadas frias" como são popularmente chamadas. Existem vários tipos de lâmpadas fluorescentes, mas são indicados os modelos fabricados especificamente para uso em aquários. Estas lâmpadas são instaladas em luminárias ou mesmo em tampas que compõem os móveis dos aquários. Para determinar a potência e a quantidade de lâmpadas, deve-se seguir uma proporção aproximada de 1 watt para cada 2 litros de água. As lâmpadas incandescentes ou "comuns" podem ser usadas em aquários pequenos que não permitam a instalação de lâmpadas fluorescentes. Nestes casos a melhor opção são as lâmpadas de bulbo transparente e de menor potência, como as de 15 watts.

O Sistema de Aquecimento

A grande maioria dos peixes ornamentais, por ser natural de regiões tropicais, exige uma temperatura constante da água do aquário em torno de 25 ºC. Existem aquários de água fria, sem uso de aquecimento, mas a variedade de peixes para esta condição é bastante restrita. Para a manutenção da temperatura desejada são usados aquecedores e termostatos elétricos, que muitas vezes estão contidos em um único equipamento.

A verificação da temperatura é feita com termômetros. Eles podem ser flutuantes ou mais sofisticados como os digitais. A potência do aquecedor deve obedecer uma proporção aproximada de 1 watt para cada litro de água do aquário.

O uso só do aquecedor sem o controle automático do termostato é uma opção mais econômica, porém muito arriscada. O aquecedor ligado ininterruptamente poderá, literalmente, cozinhar os peixes. Para minimizar o risco, nestes casos, a potência do aquecedor deverá ser de pelo menos a metade da recomendação normal. Assim, o aquecimento ocorrerá lentamente permitindo o controle manual da temperatura.

Os Filtros e Oxigenadores

O aquário, por ser um ambiente fechado e restrito, não proporciona condições de auto renovação da água como ocorre na natureza. É imprescindível que o aquário esteja equipado com um bom sistema de oxigenação e filtragem para obter uma boa qualidade de água.

Não podemos contar com as plantas para o fornecimento de oxigênio aos peixes. Mesmo produzindo oxigênio, através da fotossíntese, durante o período de claridade, estas mesmas plantas consomem este gás durante a noite.

Todos os tipos de filtros instalados em aquários promovem também a oxigenação da água e eliminação de gás carbônico, através da formação de borbulhas ou pela simples movimentação da água.

Basicamente três tipos de filtragem podem ser realizadas no aquário: a filtragem mecânica, a fina e a biológica. A filtragem mecânica capta as partículas em suspensão na água, através de elementos filtrantes como a lã de nylon, enquanto a fina retira impurezas que estejam diluídas na água, quando esta passa por outro elemento filtrante como o carvão ativado. Já a filtragem biológica consiste na degradação da matéria orgânica acumulada, através de bactérias benéficas que se instalam nos elementos filtrantes ou no substrato de fundo. A ação destas bactérias evita o acúmulo de compostos nitrogenados prejudiciais aos peixes, como veremos adiante.

A escolha do tipo de filtro vai variar com o tamanho e tipo de aquário e também com a quantidade e tamanho de peixes que se irá colocar. O ideal é que se consiga conciliar os três tipos de filtragem em um ou mais tipos de filtro.

O filtro de placas de fundo, conhecido como filtro biológico, é um dos mais utilizados. Torna-se mais eficiente quando associado a um bom compressor de ar ou bomba submersa. Este filtro associa a filtragem mecânica à biológica, utilizando o substrato de fundo como elemento filtrante e como fixador de bactérias.

Alguns filtros externos conseguem realizar os três tipos de filtragem simultaneamente, com ótimos resultados em termos de qualidade de água. Podem ser usados associados ao filtro biológico ou mesmo como único filtro do aquário. Uma boa loja do ramo lhe mostrará as melhores opções de filtro dentro das necessidades de seu aquário.

Fonte: repteis.com.br

Aquários

A Escolha do Aquário

Antes da escolha do tipo e tamanho do aquário é preciso ter definido que peixes irão habitá-lo: grandes ou pequenos, mais ou menos sociáveis e a quantidade aproximada. É muito comum, após a compra do aquário, ocorrer um super povoamento porque o iniciante coloca todos os peixes diferentes que encontra nas lojas. Esta é uma das principais falhas dos menos avisados.

O Formato do Aquário

Existe no mercado uma grande variedade de aquários confeccionados em diferentes formatos, como os tradicionais globos, os aquários retangulares e modelos mais exóticos como os sextavados ou com vidros curvos. Os aquários globos devem ser vistos mais como uma pequena peça decorativa, pois não permitem a instalação dos equipamentos necessários e tornam a manutenção da qualidade da água muito difícil. Podem ser uma opção para quem quer poucos exemplares de um peixe resistente como o Kinguio ou peixe japonês. Outra opção é o peixe Betta que requer pouco cuidado com a água. Aquários de formatos irregulares, como os modelos sextavados, podem ser uma opção, desde que não sejam muito pequenos, pois teriam as mesmas restrições citadas para os aquários globos.

Para funcionarem adequadamente, devem permitir a instalação dos equipamentos básicos necessários.

Como regra geral os aquários retangulares são a melhor opção. Eles apresentam as seguintes vantagens sobre os outros modelos:

1) Maior superfície de água em contato com o ar, o que permite uma melhor troca gasosa entre oxigênio e gás carbônico;

2) Melhor visualização do interior do aquário por não ocasionar as distorções de imagens que são comuns nos outros modelos;

3) Praticidade na instalação de equipamentos como luminárias, filtros e termostatos;

4) Facilidade na execução das tarefas de limpeza e manutenção.

Os aquários retangulares, mesmo os de grandes dimensões, não necessitam de cantoneiras de metal como estruturas de resistência. Esta possibilidade é indicada apenas como uma opção estética. Hoje em dia os vidros são colados diretamente uns aos outros com cola de silicone, que proporciona firmeza e vedação.

Antes da compra e montagem é importante verificar se o aquário foi colado com o capricho necessário e se foi realizado teste para detectar possíveis falhas de colagem. Estes pequenos cuidados evitarão futuros aborrecimentos com desagradáveis vazamentos.

O uso de uma tampa de vidro que cubra quase toda a superfície do aquário traz as seguintes vantagens:

1) Menor evaporação de água, diminuindo a necessidade de reposição;

2) Melhor conservação da temperatura, com economia de energia elétrica;

3) Maior proteção dos equipamentos, principalmente luminárias;

4) Evita a morte de peixes que, eventualmente, possam assustar-se e saltar da água;

5) Protege a água de poeira e outras impurezas que possam cair sobre o aquário.

O Tamanho do Aquário

A escolha do tamanho do aquário dependerá de fatores como espaço disponível, O tamanho de peixes que irão habitá-lo e o quanto se pretende investir em sua aquisição. Porém, existe uma regra fundamental que todos os iniciantes na aquariofilia devem saber.

"Aquários grandes são de mais fácil manutenção e proporcionam chances de sucesso bem maiores que aquários pequenos".

Isto acontece porque em maior volume de água é mais fácil alcançar e manter o equilíbrio biológico. As variações na qualidade da água são menos intensas e frequentes. Portanto, pense bem antes de se decidir pelo tamanho do aquário. O ideal é iniciar com tamanhos que comportem cerca de 80 a 100 litros. Isto não impede que você tenha sucesso com aquários menores, bastando apenas efetuar um acompanhamento mais frequente.

Evite aquários com altura superior a 80 centímetros. Modelos muito altos dificultam a limpeza e manutenção, além de não proporcionarem boas condições de iluminação.

A espessura do vidro utilizado na confecção do aquário tem que ser condizente com o seu tamanho. Os fabricantes confiáveis já oferecem aquários com espessura de vidro suficiente para suportar a pressão exercida pelo volume de água. Desconfie de aquários grandes com vidro de pouca espessura. Eles podem romper quando cheios, causando sérios transtornos.

Vamos Calcular o Volume do Aquário

O volume do aquário pode ser calculado com facilidade a partir de suas dimensões. Multiplique o comprimento pela largura e o resultado encontrado, multiplique pela altura. Todas as medidas em centímetros. O resultado é dividido por 1.000, encontrando assim o volume em litros.

Vamos a um exemplo prático:

Para obter o volume de água real é fundamental que se desconte o volume ocupado pela decoração, substrato de fundo e equipamentos, além de considerar que o aquário não ficará cheio até sua borda. Para efeito prático, diminua em cerca de 15% o volume calculado (multiplicando o resultado por 0,85). No exemplo acima, teríamos um volume real próximo de 136 litros.

DIMENSÕES DO AQUÁRIO

Comprimento 80cm
Largura 40cm
Altura 50cm

CÁLCULO

80 x 40 = 3.200
3.200 x 50 = 160.000
160.000 = 160litros
1.000

Para obter o volume de água real é fundamental que se desconte o volume ocupado pela decoração, substrato de fundo e equipamentos, além de considerar que o aquário não ficará cheio até sua borda. Para efeito prático, diminua em cerca de 15% o volume calculado (multiplicando o resultado por 0,85). No exemplo acima, teríamos um volume real próximo de 136 litros.

ualidade da Água Plantas Situações a Enfrentar Opções de Entretenimento

Componentes e Equipamentos

Já tratamos dos modelos e tamanhos de aquários mais recomendados. Vamos agora falar dos componentes e equipamentos necessários para a perfeita manutenção do equilíbrio biológico deste pequeno espaço de natureza que você trouxe para dentro de casa.

O Substrato

Este componente tem basicamente 3 funções no aquário:

1) Faz parte do conjunto decorativo;

2) Serve de suporte às raízes das plantas;

3) Proporciona condições para fixação dos microorganismos necessários à filtragem biológica.

Deve ser utilizado como substrato de fundo um areão de rio com granulometria média (entre 3 e 5 mm) para que a filtragem de fundo funcione adequadamente e as plantas possam se enraizar. Não devem ser utilizados outros cascalhos que possam causar alterações na qualidade da água ou que contenham arestas onde os peixes possam se ferir.

A Decoração

Além de bem equipado, o aquário deverá ganhar uma bela decoração para que possa ser admirado com satisfação e para proporcionar aos seus "moradores" um ambiente agradável e o mais próximo possível do natural.

Junto com o substrato fazem parte da decoração pedras, plantas, troncos e enfeites. As pedras devem ser do tipo seixo rolado de rios. Evite o uso de cristais, mármores e outras variedades que possam alterar a qualidade da água, principalmente o pH.

Proporcione alguns esconderijos para os peixes durante a colocação das pedras.

Alguns troncos podem ser usados na decoração, mas antes de serem introduzidos no aquário devem passar pelo seguinte tratamento: Deixá-los submersos em um recipiente com água durante, pelo menos, um mês. Realizar trocas periódicas da água, pelo menos duas vezes por semana, até que o tronco não esteja mais tingindo a água. É justamente este o objetivo do tratamento.

As plantas são fundamentais na decoração e exercem um papel muito importante no equilíbrio biológico do aquário como será visto em capítulo à parte. Vários enfeites são oferecidos pelas lojas especializadas e a maioria é voltada às crianças. Desde que os componentes destes enfeites não alterem a qualidade da água e que não possuam arestas onde os peixes possam se ferir, não há maiores restrições ao seu uso.

A Iluminação

Como os aquários normalmente estão localizados em locais fechados, é imprescindível que sejam equipados com sistemas de iluminação artificial. Além do aspecto estético, onde realça toda a decoração e os habitantes do aquário, a iluminação desempenha papel fundamental no desenvolvimento das plantas, fornecendo energia para que elas realizem a fotossíntese. Visto que a grande maioria dos peixes costuma se alimentar quando há claridade, a iluminação também irá ajudar os peixes a aproveitar melhor os alimentos fornecidos.

O tipo de iluminação mais usado e de boa aceitação é o de lâmpadas fluorescentes ou "lâmpadas frias" como são popularmente chamadas. Existem vários tipos de lâmpadas fluorescentes, mas são indicados os modelos fabricados especificamente para uso em aquários. Estas lâmpadas são instaladas em luminárias ou mesmo em tampas que compõem os móveis dos aquários. Para determinar a potência e a quantidade de lâmpadas, deve-se seguir uma proporção aproximada de 1 watt para cada 2 litros de água. As lâmpadas incandescentes ou "comuns" podem ser usadas em aquários pequenos que não permitam a instalação de lâmpadas fluorescentes. Nestes casos a melhor opção são as lâmpadas de bulbo transparente e de menor potência, como as de 15 watts.

O Sistema de Aquecimento

A grande maioria dos peixes ornamentais, por ser natural de regiões tropicais, exige uma temperatura constante da água do aquário em torno de 25 ºC. Existem aquários de água fria, sem uso de aquecimento, mas a variedade de peixes para esta condição é bastante restrita. Para a manutenção da temperatura desejada são usados aquecedores e termostatos elétricos, que muitas vezes estão contidos em um único equipamento.

A verificação da temperatura é feita com termômetros. Eles podem ser flutuantes ou mais sofisticados como os digitais. A potência do aquecedor deve obedecer uma proporção aproximada de 1 watt para cada litro de água do aquário.

O uso só do aquecedor sem o controle automático do termostato é uma opção mais econômica, porém muito arriscada. O aquecedor ligado ininterruptamente poderá, literalmente, cozinhar os peixes. Para minimizar o risco, nestes casos, a potência do aquecedor deverá ser de pelo menos a metade da recomendação normal. Assim, o aquecimento ocorrerá lentamente permitindo o controle manual da temperatura.

Os Filtros e Oxigenadores

O aquário, por ser um ambiente fechado e restrito, não proporciona condições de auto renovação da água como ocorre na natureza. É imprescindível que o aquário esteja equipado com um bom sistema de oxigenação e filtragem para obter uma boa qualidade de água.

Não podemos contar com as plantas para o fornecimento de oxigênio aos peixes. Mesmo produzindo oxigênio, através da fotossíntese, durante o período de claridade, estas mesmas plantas consomem este gás durante a noite.

Todos os tipos de filtros instalados em aquários promovem também a oxigenação da água e eliminação de gás carbônico, através da formação de borbulhas ou pela simples movimentação da água.

Basicamente três tipos de filtragem podem ser realizadas no aquário: a filtragem mecânica, a fina e a biológica. A filtragem mecânica capta as partículas em suspensão na água, através de elementos filtrantes como a lã de nylon, enquanto a fina retira impurezas que estejam diluídas na água, quando esta passa por outro elemento filtrante como o carvão ativado. Já a filtragem biológica consiste na degradação da matéria orgânica acumulada, através de bactérias benéficas que se instalam nos elementos filtrantes ou no substrato de fundo. A ação destas bactérias evita o acúmulo de compostos nitrogenados prejudiciais aos peixes, como veremos adiante.

A escolha do tipo de filtro vai variar com o tamanho e tipo de aquário e também com a quantidade e tamanho de peixes que se irá colocar. O ideal é que se consiga conciliar os três tipos de filtragem em um ou mais tipos de filtro.

O filtro de placas de fundo, conhecido como filtro biológico, é um dos mais utilizados. Torna-se mais eficiente quando associado a um bom compressor de ar ou bomba submersa. Este filtro associa a filtragem mecânica à biológica, utilizando o substrato de fundo como elemento filtrante e como fixador de bactérias.

Alguns filtros externos conseguem realizar os três tipos de filtragem simultaneamente, com ótimos resultados em termos de qualidade de água. Podem ser usados associados ao filtro biológico ou mesmo como único filtro do aquário. Uma boa loja do ramo lhe mostrará as melhores opções de filtro dentro das necessidades de seu aquário.

Montagem

A montagem do aquário é bastante simples, mas deve seguir alguns passos importantes para que o resultado final traga plena satisfação para o novo aquariófilo.

A Escolha do Local

É muito importante escolher com critério o local para a montagem do aquário, a fim de evitar a necessidade futura de troca de local, tarefa trabalhosa vistoque o aquário não pode ser movimentado cheio de água. O local destinado à montagem não deve receber luz solar direta ou mesmo ter muita claridade natural. Esta medida evita a proliferação excessiva de algas e a consequente necessidade de limpezas frequentes. Se o aquário não tiver móvel próprio é necessário verificar previamente a resistência do móvel que irá sustentá-lo.

Considere que o aquário montado pesa mais do que se costuma imaginar. Para esta verificação prévia lembre-se que cada litro de água pesa aproximadamente 1 quilo. Sabendo, portanto, o volume real do aquário saberemos o peso da água que, somado ao peso da areia, pedras, decoração, equipamentos e da própria cuba de vidro, nos dará o peso total aproximado. A superfície do móvel deve ser bem plana e nivelada.

Apesar de consumir pouca energia elétrica, o aquário possui alguns equipamentos elétricos. Considere a proximidade de pelo menos uma tomada de força durante a escolha do local de montagem. Esta tomada deverá, preferencialmente, estar localizada acima do nível da água do aquário para evitar que a parte elétrica seja molhada durante a manutenção. Deve-se evitar locais sujeitos a trepidações e muito próximos a circulação intensa de pessoas. Estes cuidados evitarão acidentes.

A Montagem Passo a Passo

1) A fim de corrigir possíveis diferenças na superfície do móvel, que poderiam forçar o vidro de fundo, o aquário deve sempre ser montado sobre uma placa de isopor de pelo menos 1 centímetro de espessura.

2) Quando o aquário for equipado com filtro de placas, estas devem ser instaladas antes de tudo, cobrindo todo o fundo da cuba de vidro.

3) Espalhar o substrato de fundo de forma a manter uma inclinação de trás para frente do aquário, proporcionando uma melhor visualização. Para tanto, cerca de 7 centímetros na parte de trás e 3 centímetros na frente, variando com o tamanho do aquário, darão um bom resultado.

4) Acomodar a parte decorativa composta por pedras e troncos, e os equipamentos como filtro externo, termostato, aquecedor e termômetro, sem ligá-los.

5) Colocar água até cerca de ¾ do volume total com o cuidado de despejar sobre uma pedra decorativa ou sobre um prato colocado sobre o substrato, para não revolver o fundo. Pela praticidade que representa, a água de torneira é usualmente utilizada na montagem de aquários, desde que realizado o devido tratamento.

6) Tratamento da água

O primeiro passo para o tratamento da água de torneira é testá-la para verificar a possível presença de cloro. Este produto utilizado no tratamento da água de consumo doméstico pode ser fatal para os peixes. Para esta verificação, utiliza-se o Labcon CloroTest, que indica a presença ou não de cloro na água. Caso o teste indique a presença de cloro, este pode ser eliminado de forma fácil e eficiente com a aplicação do Labcon Anticlor.

Para um tratamento mais eficaz e abrangente, independente da procedência da água utilizada na montagem, deve-se fazer uso do Labcon Protect. Este produto atua na otimização da qualidade da água a ser habitada pelos peixes, pois, além de eliminar o cloro, age sobre a amônia, que é um gás tóxico aos peixes. Labcon Protect também neutraliza substâncias poluentes como os metais pesados, e atua ainda como uma verdadeira capa de proteção para os peixes. Seus componentes protegem o corpo dos peixes de eventuais alterações na qualidade da água e de possíveis efeitos danosos quando os peixes são submetidos a algum estresse, como durante o transporte.

7) Chegou a hora de colocar as plantas aquáticas, não sem antes tomar alguns cuidados. Faça uma poda das raízes e retire as folhas velhas. Em seguida, realize um tratamento com Labcon Clean para evitar a introdução no aquário de organismos indesejáveis causadores de doenças ou de infestações, como no caso de caramujos. Após o tratamento faça o plantio, fixando as raízes no substrato de fundo.

Aquários

8) Completar o nível da água até cerca de 2 centímetros da borda, colocar a tampa de vidro, ligar os equipamentos e instalar a luminária.

Agora que o aquário já está montado surge a pergunta. Já posso colocar os peixes? Uma das regras para ser um aquariófilo de sucesso é ser paciente. Após a aplicação do Labcon Protect, realização do teste de pH e suas eventuais correções, além do ajuste da temperatura, o aquário já está pronto para receber os primeiros peixes. Porém, este não é o procedimento mais recomendado. Como o equilíbrio biológico da água do aquário só é alcançado com uma população adequada de microorganismos necessários à filtragem biológica, o ideal é que o aquário passe por um período de maturação antes de receber seus primeiros habitantes. Recomenda-se um intervalo de pelo menos uma semana entre a montagem do aquário e seu povoamento, período em que os equipamentos devem funcionar normalmente e a qualidade da água deve ser monitorada através dos testes, como veremos adiante no capítulo "Manutenção"

Escolha dos Peixes e Povoamento

A escolha dos peixes que serão colocados no aquário deve ser muito criteriosa. Três fatores deverão necessariamente ser avaliados:

Capacidade do aquário: É notório que o tamanho do aquário irá limitar a quantidade e tamanho dos peixes a serem introduzidos. Uma regra empírica diz que se deve seguir a proporção de 1 litro de água para cada centímetro de peixe.

Compatibilidade entre as espécies: Os principiantes devem procurar obter o máximo possível de informações com os praticantes mais experientes e nas lojas especializadas, quanto à compatibilidade entre as espécies. Desta forma, evita-se a mistura de peixes dóceis com agressivos ou de peixes com exigências muito diferentes em qualidade de água, principalmente pH. Deve-se também evitar a mistura de peixes de tamanho muito distintos. Neste caso os peixes pequenos podem ser devorados pelos maiores. Esta regra não é válida para todas as espécies, pois existem peixes que apesar de grandes são bastante dóceis.

Resistência: Por mais bem orientado que o novo aquariófilo esteja, ele ainda não possui a experiência recomendável para cuidar de espécies mais delicadas. Deve, portanto, procurar orientação quanto às espécies mais resistentes para a fase inicial de seu aquário.

A Compra

Mesmo encantado com a beleza da variedade de peixes ornamentais em uma loja, não deixe de observar a saúde das espécies que você está pretendendo adquirir. Evite peixes de aquários onde alguns exemplares apresentem comportamento diferente dos demais. Peixes muito parados, com as nadadeiras encolhidas ou com manchas estranhas pelo corpo podem contaminar o seu aquário com alguma doença.

O Transporte e a Soltura

Alguns cuidados simples, porém muito importantes, devem ser tomados durante o transporte e a colocação dos peixes no aquário. As lojas fornecem embalagens onde os peixes podem permanecer por muitas horas, desde que seja introduzido oxigênio dentro do saco plástico. Este procedimento é necessário para transportes a longas distâncias. Quanto menos tempo os peixes permanecerem na embalagem de transporte, melhor. Além do fator oxigênio, a qualidade do pequeno volume de água do saco plástico piora com o passar do tempo, devido às fezes e urina dos peixes.Evite, durante o transporte, mudanças bruscas de temperatura, não permitindo que a embalagem tome sol ou que permaneça em locais com temperaturas adversas como salas com ar condicionado ou veículos estacionados ao sol.

Nunca solte os peixes sem que antes eles passem por uma fase de aclimatação. Deixe o saco plástico, fechado como saiu da loja, flutuar na água do aquário por cerca de 15 minutos. Após este tempo abra a embalagem e coloque um pouco de água do aquário para dentro da embalagem de transporte e aguarde mais alguns minutos. Aproveite este tempo para realizar o tratamento preventivo dos peixes na água de transporte, com a aplicação do Labcon Clean, a fim de evitar a introdução de alguma doença no aquário. Liberte então os peixes para a água do aquário com o auxílio de um pequeno puçá próprio para movimentação de peixes. A água da embalagem não deve ser colocada no aquário.

Fonte: ramec.mec.gov.br

Aquários

Equipamento

Onde Obter o Equipamento

Todas as lojas de peixes vendem kits de aquários que contêm "tudo o que precisa" por um dado preço. No entanto o comprador esclarecido examina cuidadosamente o que o conjunto contém para se certificar que apenas inclui aquilo que precisa (e não inclui coisas desnecessárias). Os kits variam de loja para loja, alguns mais apropriados do que outros. Esteja especialmente atento a promoções em hipermercados. Incluem muitas vezes tecnologia obsoleta, bombas barulhentas, aquecedores de má qualidade, etc.

Vendas de garagem (pouco frequentes no nosso país) são uma boa forma de começar com este hobby. No entanto algumas precauções devem ser tomadas. Antes de comprar o aquário, procure atentamente por rachas ou riscos. Embora as rachas possam ser reparadas, talvez não seja o ideal começar por ter esse tipo de trabalhos. Não compre um aquário riscado. As algas crescem nos riscos dando um mau aspecto ao aquário. Cuidado com equipamento muito antigo. Pode já não funcionar em condições.

Antes de montar o aquário (especialmente se o aquário for antigo), verifique se tem fugas. Encha-o de água na rua e aguarde uma semana. Uma fuga na garagem é muito menos problemática do que na sala.

Para limpar o aquário nunca use sabões ou detergentes. Use apenas água. Se quiser esterilizar o aquário, o areão, etc. lave tudo o que for de plástico em água com um pouco de lixívia (use lixívia pura, não com aditivos). Passe tudo muito bem por água limpa e deixe um pouco de molho numa solução com um pouco de anti-cloro. O areão (não plástico) pode ser esterilizado através de uma fervura.

Equipamento: O que é e o que não é essencial

Nas lojas de animais existem toneladas de artefactos. Alguns são essenciais, outros úteis apenas para situações específicas, e outros são totalmente inúteis (embora as lojas que os vendem talvez não lhe digam isso). A lista seguinte mostra-lhe os itens que lhe serão provavelmente mais úteis.

Aquários

Os aquários têm muitas formas e tamanhos mas existem apenas dois tipos: vidro e acrílico. Provavelmente estará interessado num aquário de vidro.

As diferenças são:

Vidro
Acrílico
Mais barato por litro Mais caro por litro
Difícil de riscar Fácil de riscar (p. ex. ao raspar as algas com uma lâmina de barbear)
Riscos permanentes Riscos podem-se eliminar (embora não seja
fácil)
Alto índice de refracção Baixo índice de refracção (distorce menos
quando visto visto angularmente)
O aquário vazio é pesado (importante em aquários >100L) O aquário pesa menos (vazio)
O suporte para o aquário só precisa de apoiar os rebordos É preciso um suporte especial que apoie toda a base (e não apenas os rebordos)
É partido mais facilmente Mais díficil de partir

O tamanho e a forma do aquário ficam totalmente ao seu critério. No entanto tenha em conta o seguinte:

1. Contrariamente às primeiras impressões, os aquários maiores não dão necessariamente mais trabalho do que os pequenos. Em particular é mais fácil manter a química da água estável em aquários maiores, do que em pequenos (quanto menos água, mais facilmente uma pequena alteração química causa uma grande mudança na concentração relativa).

Muito do trabalho de manutenção normal não necessita do dobro do trabalho para o dobro do tamanho. Por exemplo, a mudança parcial de água para um grande aquário pode requerer mais um balde de água do que para um aquário mais pequeno. Isso não significa o dobro do trabalho, dado que já tem o balde e o sifão prontos, as suas mãos já estão molhadas, etc.

2. É muito comum gostar-se do aquário que se montou e querer adicionar mais peixes. Um aquário maior pode facilmente suportar mais peixes. De facto um aquário de 40 litros suporta apenas uma mão cheia de peixes de tamanho médio.

3. Note, no entanto, que o número de peixes que um aquário suporta com segurança depende não só do volume do aquário, mas também da forma. Por exemplo, alguns peixes passam toda a sua vida no fundo. Duplicar o volume de um aquário duplicando a sua altura não irá permitir aumentar o número de peixes de fundo. A área à superfície é mais importante do que o volume para determinar quantos peixes um tanque suporta.

Se possível comece com um aquário de 80l (ou maior) em vez de com um de 40l (ou menor). Um aquário de 80l (alto ou largo) é um excelente tamanho para um primeiro aquário. Evite todos os aquários menores que 40l. São simplesmente pequenos demais para manter os peixes saudáveis. Por exemplo, embora muitas lojas os vendam, os minúsculos globos de 4l para peixes dourados são totalmente inadequados mesmo para um único peixe. Fuja deles!

Aquecedores
Se quer manter peixes tropicais, vai precisar de um aquecedor. Um aquecedor assegura que o aquário não arrefece, e que a temperatura se mantém estável ao longo do dia, mesmo se a casa arrefece (p. ex. à noite). Para muitos peixes tropicais uma temperatura de 24C é ideal.

Existem dois tipos principais de aquecedores. Submersíveis, que ficam totalmente debaixo de água, e um segundo tipo mais tradicional composto por um tubo de vidro parcialmente submerso (e que contem a resistência aquecedora) mas que deixa o controle de fora de água. Os aquecedores submersíveis têm um melhor design dado que podem ser colocados horizontalmente no fundo do aquário. Isto ajuda a manter a temperatura do aquário uniforme (o calor sobe), e evita que o aquecedor fique exposto aquando das mudanças de água parciais. Os de design tradicional, necessitam de ser desligados antes de efectuar a mudança de água; se o aquecedor ficar acidentalmente ligado com a resistência acima da água, o tubo de vidro aquece e pode estalar quando tornar a encher o aquário com água.

Se a casa nunca estiver a menos de 4 a 5C abaixo da temperatura desejada para o aquário, um aquecedor com + ou - 2.5 Watts por cada 4 litros é suficiente. Se a diferença for superior, até 5 Watts (ou mais) por cada 4 litros. Lembre-se, o aquecedor precisa de manter o aquário à temperatura desejada, mesmo quando a casa está na temperatura mais baixa; a temperatura não deve flutuar.

Os aquecedores (especialmente os baratos) falham. Muitas vezes o contacto que liga e desliga o aquecedor bloqueia permanentemente, quer na posição de ligado ou de desligado. No primeiro caso o aquário pode ficar MUITO quente, especialmente se o aquecedor é superior às necessidades do seu aquário. Para minimizar potenciais problemas , evite aquecedores superiores ao tamanho óptimo para o seu aquário. Para prevenir os desastres no Inverno, use dois pequenos aquecedores em paralelo em vez de um grande. Assim se um falhar, as consequências não serão tão desastrosas.
Termómetros
Vai precisar de um termómetro para verificar que o seu aquário permanece à temperatura indicada. Encontram-se facilmente à venda de dois tipos. O tradicional termómetro de bolbo que trabalha da mesma forma do que os que se compram para usar em casa. Colocam-se pendurados no topo do aquário, ou a flutuar á superfície. O segundo tipo mais comum é um modelo chato que se cola ao vidro do lado de fora. Neste, cristais líquidos activam-se a uma dada temperatura, quer marcando a temperatura de forma numérica, quer através de uma barra ao lado de uma escala.

Os termómetros de aquário não têm muita precisão (verifique os que estão nas casas de aquários - deviam todos marcar a mesma temperatura, mas não marcam). Assim os termómetros são bons para verificar que a temperatura não está muito longe do que se pretende, mas pode falhar por alguns graus por vezes. Quando comprar um termómetro, verifique todos e escolha aquele que apresentar a média das temperaturas de todos.
Filtros
Existem três tipos de filtragem: biológica, mecânica e química. A filtragem biológica decompõe a amónia tóxica que os peixes produzem como desperdícios. Todos os aquários com peixes TÊM de ter filtragem biológica; a filtragem biológica é a mais barata, a mais eficiente e a forma mais estável de decompor a amónia tóxica. A filtragem mecânica agarra partículas tais como folhas de plantas, restos de comida, etc. (conhecidas como humus), permitindo serem removidas do tanque antes de se decomporem em amónia. A filtragem química (p.ex. carvão activado, zeólitos) pode retirar (dentro de certos limites) substâncias tais como amónia, metais pesados, matéria orgânica dissolvida, etc. quimicamente. A filtragem química é mais usada para lidar com problemas de curto prazo, tais como remover medicamentos após terem cumprido a sua função, ou purificar a água da torneira antes de ir para o aquário. Um aquário saudável não necessita de filtros químicos tais como o carvão activado.

Um ponto em particular não se pode deixar de reafirmar. TODOS OS AQUÁRIOS TÊM DE TER FILTRAGEM BIOLÓGICA. Embora a filtragem química consiga remover a amónia em certas condições NÃO É uma solução definitiva.

Os filtros típicos efectuam alguns ou todos os tipos de filtragem em série. Filtragem mecânica (se presente) ocorre normalmente primeiro (sendo chamada "pré-filtro"), apanhando partículas que poderiam entupir os estágios seguintes. A filtragem biológica vem normalmente em seguida, seguida pela secção química (se presente). Se a filtragem química é ou não útil (ou mesmo necessária) depende da pessoa com quem falar. Pode ajudar a remover medicamentos após o período de utilização ter terminado (mudanças parciais da água produzem o mesmo efeito). Também removem elementos necessários para o crescimento das plantas (com resultados óbvios). A não ser que tenha boas razões para acreditar que as suas circunstâncias requerem filtragem química, evite-a.

Os filtros requerem manutenção. Por exemplo, se permitir a acumulação de detritos no filtro mecânico, estes decompõe-se em amónia, negando o seu papel principal. Assim, a eficácia de um filtro biológico diminui à medida que fica congestionado. A filtragem biológica requer movimento de água através de uma grande superfície à qual as bactérias tenham aderido (p.ex. areão, lã de vidro). Quanto menor a superfície disponível, menor a eficácia do filtro. Filtros de fundo limpam-se aspirando regularmente o areão (e.g., enquanto se faz uma troca parcial de água). Filtros exteriores e filtros motorizados limpam-se removendo o conteúdo e torcendo ligeiramente num balde de água do aquário (a água da torneira pode conter substâncias destruidoras de bactérias).

Não existe nenhuma fórmula mágica para determinar o tamanho do filtro que se necessita. Verifique os dados fornecidos pelos fabricantes e seja conservador. Não se consegue ter filtragem a mais (embora se possa ter demasiado movimento de água) por isso mais vale exagerar. Os filtros são discutidos com mais pormenor na FAQ de Filtros.
Areão
O areão serve três objectivos principais. Primeiro, serve como decoração, tornando o seu aquário mais bonito. Segundo, se usar um filtro de fundo, o areão é obrigatório dado que É o material que compõe o filtro (a superfície à qual as bactérias aderem). Terceiro, nos aquários com plantas, serve como "substrato" (e.g. solo) para as raízes das plantas (consulte a FAQ Plantas para mais detalhes sobre a quantidade e o tipo de substrato apropriado para plantas). Por fim, a escolha da cor, o tamanho, etc. fica ao seu critério: No entanto, note que areão escuro realça melhor as cores dos peixes. Os peixes ajustam as suas cores de modo a se adaptarem ao ambiente, e o areão branco tende a desvanecer as verdadeiras cores dos peixes.

Muito do areão vendido para aquários está envolvido em plástico. Por razões óbvias não deve fervê-lo. :-) Também é muito caro (150$00/kg). O areão pode ser comprado em lojas de materias de construção, fornecedores locais de areia e areão, etc.). No entanto tende a ser maior do que o ideal e demasiado claro (e.g. pedaços de mármore). Também pode utilizar areia.

Tenha em atenção que nem todo o areão é inerte. Por exemplo, coral, conchas do mar, dolomite e calcário libertarão carbonatos no aquário aumentando a capacidade tampão do PH (veja a secção química para mais detalhes). Quando se tem Ciclídeos dos lagos africanos, isto é desejável mas na maior parte dos casos, não vai querer que o areão afecte a química da agua. Como teste rápido, deite um ácido (e.g. vinagre) no areão em questão. Se fumegar ou borbulhar, o areão irá libertar carbonatos na água. Para ter a certeza absoluta, encha um balde de areão com água e meça pH durante uma semana. Se o pH se mantiver estável, deve ser seguro usá-lo no aquário.

Quando usado pela primeira vez, o areão deve ser bem lavado. Passe-o simplesmente por várias águas até a água permanecer limpa (água da torneira é suficiente). Por exemplo ponha o areão num balde de água, encha-o, e revolva o areão. Deite fora a água e repita o procedimento até que a água permaneça limpa. Antes de usar areão de origem desconhecida (e.g. não comprada numa loja de peixes), pode como precaução fervê-lo durante 15 minutos para matar bactérias prejudiciais.
Madeira petrificada e Decorações
É seguro colocar objectos dentro do aquário desde que sejam inertes, isto é, desde que não libertem substâncias químicas na água. Muitos plásticos são inertes, assim como o vidro e cerâmica.

A madeira pode libertar substancias na água, mudando o pH de uma forma possivelmente inapropriada. A madeira petrificada liberta muitas vezes taninos e outros ácidos húmicos na água (tal como a turfa), possivelmente desmineralizando-a e baixando o pH. A água pode também adquirir um tom amarelado tipo chá. Esse tom não é prejudicial e pode ser removido filtrando a água através de carvão activado.

Se usar madeira que tenha encontrado (e.g. bosque ou lago), ferva-a primeiro para matar quaisquer patogénicos. Fervê-la (o tempo suficiente) também fará com que se afunde.
Luzes e Cobertura
Provavelmente quererá comprar luzes e uma cobertura. Uma cobertura evita que os peixes saltem para fora do aquário e reduz a taxa de evaporação da água. Uma boa cobertura praticamente sela o aquário (excepto o sitio onde estão o filtro e o aquecedor). Pretende-se que a quantidade mínima de água se evapore dado que pode aumentar a humidade da sala para níveis inaceitáveis e requer mais manutenção (i.e., terá de encher de novo o aquário até ao nível uma ou duas vezes por semana para substituir a água perdida)

Há dois tipos de coberturas. Completas, que incluem a luz e a cobertura numa única peça. Incluem espaço para apenas 1 ou 2 (em paralelo) tubos de luz fluorescente, o que chega para aquários só com peixes, mas não é normalmente suficiente para o crescimento de plantas. Coberturas de vidro cobrem o aquário com 2 faixas de vidro ligadas por uma dobradiça de plástico mas não incluem lâmpadas. Uma calha com luz à parte usa-se conjuntamente. As coberturas de vidro são um pouco melhores para aquários de plantas do que coberturas completas; pode-se melhorar ou mudar as lâmpadas sem substituir completamente a cobertura, e em situações em que grandes potências de luz são necessárias, consegue-se normalmente colocar mais lâmpadas directamente por cima do aquário.

A iluminação tem dois objectivos. Realça e mostra as cores dos seus peixes e fornece energia (crítica) para as plantas (se existirem). Infelizmente, os dois objectivos são contraditórios. Num aquário apenas com peixes, uma única lâmpada com poucos Watts é suficiente para mostrar as verdadeiras cores dos peixes (a maioria dos peixes nem gosta de iluminação muito forte). Se quer manter plantas, no entanto, é necessária maior iluminação, o espectro da lâmpada torna-se numa questão importante, e deverá consultar a secção Iluminação na FAQ Plantas antes de comprar a luz ou cobertura.

Quer queira ou não manter plantas, luz fluorescente é o caminho a seguir. Lâmpadas incandescentes libertam muito calor, fazendo com que o aquário aqueça demasiado no Verão. As lâmpadas fluorescentes funcionam a temperaturas mais baixas e consomem menos luz para a mesma quantidade de luz. Note que no Verão mesmo as lâmpadas fluorescentes podem produzir calor suficiente para causar problemas de sobreaquecimento, se a sua casa for muito quente (e.g. se viver nos trópicos e não tiver ar condicionado).

Infelizmente a luz faz crescer não só as plantas mas também algas. Se o seu aquário contem muita luz do tipo da que as plantas desejam, e não tiver plantas, as algas rapidamente irão encher o vazio. Assim, a iluminação ideal para aquários só de peixes difere significativamente da de aquários com plantas. Dois componentes da luz são de particular importância: intensidade (i.e. potência em Watts) e o espectro. As plantas requerem luz intensa e certas regiões do espectro produzem mais crescimento do que outras.

Diferentes tipos de lâmpadas produzem diferentes regiões espectrais. As chamadas lâmpadas "espectro total" tentam reproduzir o espectro total do sol. São boas quer para o crescimento das plantas quer para realçar as cores naturais dos peixes. Lâmpadas especiais para plantas (e.g. gro-lux, etc.) evidenciam uma região do espectro que estimula o crescimento das plantas. Estas lâmpadas fazem crescer bem as plantas (e as algas também), mas os peixes não aparentam cores normais, dado que a luz não tem o espectro da normal luz do sol. Os comuns tubos de luz "branca e fria" fornecem a luz concebida para humanos em escritórios sem janelas, nem fazem crescer as plantas muito bem, nem realçam as cores dos peixes. Como regra rápida, 2-4 watts/4 litros de iluminação espectro-total (ou especializadas em plantas) é suficiente para plantas; para aquários só de peixes, use menos de 1 watt/4 litros, e evite usar lâmpadas para plantas.
Cabeças motorizadas
Uma cabeça motorizada é uma bomba de água que funciona completamente submersa no aquário. Normalmente encaixam-se nas tubagens associadas aos filtros de fundo, puxando a agua através dos mesmos. A corrente de água que sai pode normalmente ser orientada em (quase) todas as direcções, e é normal orientá-la de modo a que a água circule pelo aquário agitando um pouco a superfície.

Bombas de ar

Uma bomba de ar bombeia o ar que borbulha dentro do seu aquário. Uma bomba de ar serve dois propósitos. Primeiro, assegura que o seu aquário mantém uma adequada concentração de oxigénio. Uma bomba de ar NÃO é necessária para este objectivo, desde que o aquário mantenha um movimento de água adequado juntamente com alguma agitação da superfície. Este é geralmente o caso quando se usa um filtro externo. Em segundo lugar, as bombas de ar podem ser utilizadas para forçar a água a circular através de um filtro. Se for usado um filtro de fundo, por exemplo, uma bomba de ar produz bolhas que forçam a água a subir no tubo do filtro, forçando a água a circular pelo filtro. Em grandes aquários, cabeças motorizadas efectuam a mesma função. Assim uma bomba de ar não é necessária, desde que o aquário possua uma boa circulação de água.

Suportes

Vai precisar de algum tipo de suporte para colocar o seu aquário. O suporte pode ser especialmente concebido para suportar o seu aquário, ou mobiliário já existente. A primeira coisa a considerar é se o suporte escolhido é indicado para o peso do aquário. Quando cheio de água, os aquários pesam MUITO (a água pesa 1Kg/1l). Consulte as tabelas na FAQ introdutória para especificações detalhadas sobre aquários com tamanhos comuns.

Se vive numa casa antiga ou de construção menos cuidada tome em consideração a forma como o peso se distribui entre as bases do suporte. Quanto maior a superfície da base (pés), menor a pressão instantânea (por cm2) no chão. Não quer certamente que a estrutura de suporte se afunde no soalho! Se está a planear um grande aquário (e.g. 200l ou mais), certifique-se que o chão consegue suportar o peso com segurança. Para grandes aquários, tente colocar o aquário perpendicular às vigas de suporte do soalho (de modo a que o peso se distribua por várias vigas). Colocar o aquário junto a uma parede é mais seguro do que colocá-lo no meio de uma sala.

Os suportes devem manter o nível do aquário, de modo a manter o peso distribuído correctamente. Um aquário não nivelado aplicará stress nos sítios errados da estrutura, aumentando as hipóteses de o aquário se partir (sim, isto acontece por vezes). De modo a distribuir mais correctamente o peso do aquário em cima do suporte é boa ideia colocar uma folha de esferovite com cerca de 1 cm de espessura entre o aquário e o suporte.

Plantas

Há dois tipo de plantas (dependendo da pessoa com quem falar): as verdadeiras e as de plástico. Ambos os tipos oferecem decoração e esconderijos para os peixes. As plantas de plástico são (obviamente) mais fáceis de manter. Embora seja possível manter plantas verdadeiras num aquário, nem sempre é trivial fazê-lo (e.g. as plantas têm necessidades específicas de luz). Se está de todo interessado em manter plantas verdadeiras, consulte a FAQ Plantas antes de comprar o aquário - especialmente a cobertura.

Ferramentas de limpeza várias

Usar um sifão é a forma mais fácil de retirar água do aquário. Para grandes aquários, usar uma mangueira ou outro longo tubo permite dispensar o uso de um balde e retirar a água directamente para o esgoto ou para o jardim. Quando retirar a água usando este método deve também limpar (aspirar) o areão. Muitas mangueiras para mudar a água que estão à venda em lojas de aquários incluem um acessório para limpeza do areão. A ideia por detrás deste acessório é ligar uma "boca" larga na ponta do tubo sifão. Quando o tubo é inserido no areão, o fluxo de água agita o areão, mas apenas os detritos são suficientemente leves para serem aspirados. Note que a água suja que é removida do aquário contem nitratos, o que a torna um excelente fertilizante para o seu jardim de flores ou de vegetais.

Para remover algas das paredes laterais do seu aquário, um esfregão sem qualquer tipo de detergente deve ser usado. Se tiver um aquário acrílico, tenha especial cuidado para que o esfregão não seja demasiado duro por forma a não riscar o acrílico. Muitos tipos de algas podem ser removidas usando lã de vidro (barata e não risca).

Alguns tipos de algas de crescimento lento não conseguem ser removidas com um esfregão sem muito trabalho (e agitação no aquário). Uma lâmina de barbear funciona melhor nestes casos. Vá à sua loja de peixes e compre um raspador que tenha um longo (30 cm) cabo com uma lâmina de barbear numa das pontas. Uma lâmina de barbear pode ser usada para remover seja o que for das paredes laterais do aquário. No entanto, as lâminas de barbear _PODEM_ riscar o vidro se não for cuidadoso.

Os chamados "ímans de limpeza" também podem ser úteis para remover as algas. Um bloco áspero no interior do aquário é mantido no sítio por um íman colocado no exterior do aquário. Mexendo o íman no exterior, mexe o bloco áspero no interior, removendo as algas sem ter de colocar todo o braço dentro do aquário. Os melhores ímans de limpeza são os que têm um forte campo magnético (e.g. grandes imanes), e funcionam melhor em pequenos aquários, que têm vidros mais finos.

Uma escova de dentes é uma das mais eficazes ferramentas para remover algas de dentro de tubagens plásticas.

Balde para mudança de água

Vai precisar pelo menos de um balde para adicionar ou retirar água do aquário. Use o maior balde que consiga usar confortavelmente (e.g. até 20l). Use-o apenas para o seu aquário e nunca ponha quaisquer químicos dentro.

Redes

Vai precisar de pelo menos uma rede para peixes, e ter duas é melhor, apanhar peixes é mais fácil se usar uma rede de modo a levar o peixe para dentro de outra. Redes com uma malha fina são mais difíceis de usar devido à maior resistência que oferecem passagem de água. O tamanho da rede ideal depende claro do tamanho dos seus peixes.

Nota

Apanhar peixes com rede pode ser traumatizante. Particularmente, a rede raspa algumas das escamas da camada protectora do peixe. Se possível, quando apanhar peixes, use uma rede para levar o peixe para dentro de um pequeno recipiente de plástico ou jarro de vidro.

Fonte: fins.actwin.com

Aquários

Como manter um aquário de peixes ornamentais, usando filtro biológico com bomba submersa:

Deve-se lavar bem o aquário com água em abundância, eliminar todo resíduo de produtos e sujeira dos vidros, evitar o uso de sabão ou detergente, pois prejudica peixes e plantas.

Aquário limpo e seco, colocar as placas do filtro biológico sobre o fundo do aquário, a seguir fixar as torres no filtro biológico para instalar as bombas submersas.

Sobre o filtro biológico coloca-se o cascalho, com uma camada variável de 3 a 10 cm, dependendo do tamanho do aquário e decoração. Em cima do cascalho coloca-se rochas ou troncos.

Após o cascalho e a decoração estarem colocados, podemos também fixar plantas (naturais ou artificiais), fixando suas raízes bem firmes no cascalho para que as mesmas não se soltem.

A seguir deve-se instalar as bombas submersas em cima das torres do filtro biológico, o filtro externo será instalado no alto da parede posterior do aquário (opcional), o termostato com aquecedor em posição onde o fluxo da água seja constante para que a temperatura seja distribuída por todo o aquário.

Com todos os equipamentos instalados e posicionados corretamente, é hora de encher o aquário.

Após tal procedimento devemos usar desclorificante para eliminar o cloro da água.

Os equipamentos só devem ser ligados após o aquário estar totalmente cheio, checar se estão funcionando corretamente, após regular o termostato na temperatura adequada.

Por fim, falta apenas a colocação da tampa de vidro e a calha com a iluminação.

Após tudo pronto, deve-se esperar pelo menos uma semana antes de colocar os peixes e verificar se não há vazamento no aquário.

Esse período é importante para que o ciclo biológico do aquário se forme e a temperatura se estabilize. Caso esta etapa seja abreviada, a imunidade dos peixes será prejudicada, podendo assim adoecer e morrer.

Seleção de peixes para o sucesso do seu aquário

Quando você entra em uma loja de aquarismo e encontra uma enorme variedade de peixes, sente vontade de comprar vários e de várias espécies.

Ocorre que muitos peixes não são compatíveis, devido a diferenças de necessidades químicas ou de temperatura da água, temperamento e até mesmo velocidade.

Em nossa loja forneceremos sugestões que tornarão mais fácil a seleção de peixes para o seu aquário. Você poderá escolher um aquário, mantendo uma só espécie ou um aquário comunitário.

Alimentação de seus peixes

Este é um fator muito importante para se ter peixes sadios Antes de adquirir um peixe, analise seus hábitos alimentares (carnívoros, algueiros,etc), pois a partir deste dado, você irá alimentá-los de maneira adequada.

Nunca deixe sobrar restos de alimento no áquario. Alimente em pequenas porções, esperando que o peixe coma o que lhe foi oferecido para lhe dar mais. De preferência alimente sempre com rações balanceadas e industrializadas.

Observe os peixes pequenos, por isso espalhe bem a comida no aquário. Mantenha alguns peixes de fundo, para que comam eventuais restos de comida e algas que venham a descer ao fundo do aquário.

Como manter um aquário

Para manter um aquário equilibrado, será necessário a troca parcial da água, nunca troque totalmente a água, pois isso quebra o equilíbrio do seu aquário.

Opte sempre por trocas parciais quinzenais ou mensais.

Não desmonte o aquário para limpeza total, pois o sistema biológico é um ciclo, e demora um tempo para estabilizar.

Como montar um aquário marinho

Dê preferência a lugares bem arejados, onde não sofra incidência de forte claridade externa.

Deve-se utilizar estruturas de móveis com tampa suspensa, para que o calor do mesmo não contribua para o aquecimento da água.

Há a necessidade de uma caixa de circulação, onde deverão ser colocados o Skimmer, carvão ativado e resinas removedoras.

O Skimmer deve ficar o mais distante possível da bomba de retorno, pois ela é responsável pela distribuição de água da caixa para o aquário.

A bomba que leva água da caixa para o aquário, deve ser potente e de boa qualidade, facilitando a circulação da água no aquário.

Iluminação

A iluminação é de fundamental importância para o sucesso do aquário, pois ela é responsável pela sobrevivência de diversos seres vivos.

Utilize lâmpadas fluorescentes, elas imitam o efeito da luz solar.

Quanto mais iluminado for seu aquário melhor, deve-se dar preferência à lâmpadas que possuam espetro luminoso predominantemente azul, pois elas não estimulam o crescimento de algas e também servem de fonte de energia para a realização da fotossíntese nas zooxanthellaes, presentes nos corais e em alguns invertebrados.

Para que seu aquário não fique completamente azul, deve-se utilizar um conjunto de lâmpadas brancas e azuis.

Além das lâmpadas fluorescentes, podemos utilizar também as lâmpadas VHO, pois estas são mais potentes.

Existem dois itens muito importantes para a iluminação: A profundidade do aquário, que não deverá em hipótese alguma, ser superior à 60 cm, e, o não uso de tampas de vidro, pois estas atrapalham a penetração e o aproveitamento da luz.

As lâmpadas fluorescentes devem ficar acesas de 10 à 12 horas diariamente.

Utilize lâmpadas HQI para melhor iluminação e desenvolvimento dos corais, pois este tipo de lâmpada é imprescindível para os corais duros. De preferência ligue as lâmpadas HQI a um timer, estas devem permanecer ligadas de 08 à 10 horas diárias.

Rochas Vivas

Antes de posicioná-las em seu aquário, deve-se dar um jato de água forte, para que caiam os sirís, vermes, algumas esponjas ou colônia de invertebrados.

Após montar o aquário com as rochas vivas, não use água doce para lavar ou tratar as rochas, pois isso elimina as bactérias benéficas e também as zonas anóxicas, prejudicando alguns invertebrados.

Essas zonas servem como denitrificador natural, ou seja, ela baixa os níveis de nitrato.

Existem dois tipos de rochas: Rochas de Guarapari e rochas de Recife, ambas são perfeitas, porém há uma observação quanto as rochas de Guarapari: São muito bonitas e saudáveis mas, por serem mais leves, menos consistentes, apresentam uma erosão um pouco maior, o que significa que haverá mais pó no aquário.

Nas porosidades da rocha instalam-se as famosas bactérias nitrificantes e denitrificantes, que são responsáveis pela transformação da amônia em nitrito e nitrito em nitrato, prejudicando seu aquário.

Água do aquário

Antes de encher seu aquário, o primeiro passo é calcular exatamente o volume da água.

Para saber exatamente o volume de água utilize galões graduados com medidas exatas, para não ocorrer erros.

Vá despejando a água dos galões em seu aquário já com o substrato e as rochas vivas, contando os litros. Sabendo exatamente a quantidade de água, você terá certeza de estar repondo os elementos necessários, sem causar danos ao seu aquário.

Realizando este procedimento, você não terá problemas com as trocas parciais. Ao fazer as trocas parciais mensais, utilize água natural (marinha), ou sal sintético. Se optar por sal sintético, utilize água deionizada para transformação.

Na reposição do nível de água marinha, utilize água deionizada. Esse procedimento é necessário, em virtude da evaporação da água, o sal acumula aumentando a salinidade.

Água Deionizada - A água da torneira contém metais pesados, cloro, flúor entre outros elementos que podem causar problemas ao aquário.

O deionizador é um aparelho que fornece água totalmente desmineralizada, enfim é um aparelho que torna a água pura, livre dos elementos que prejudicam o seu aquário. Nunca use água da torneira.

Temperatura

É um fator de muita importância para a sobrevivência dos corais, peixes e invertebrados.

A temperatura adequada deve variar entre 24 a 26º C, pois havendo aumento excessivo da temperatura, os corais e invertebrados expelem suas zooxanthellaes podendo morrer, a variação da temperatura, baixa a resistência dos peixes favorecendo a contração de algumas doenças, que podem eventualmente matá-los.

Para que a temperatura do seu aquário permaneça sempre adequada utilize CHILLERS.

CHILLERS, é um aparelho refrigerador usado em aquário marinho que reduz e controla o ambiente natural da água.

Utilize termômetros digitais para controlar a temperatura de seu aquário.

Skimmer

Este aparelho é fundamental e indispensável, podemos dizer que ele é o coração do seu aquário, é ele que exerce a função de retirar por fracionamento a maior parte de material orgânico e toxinas do seu aquário.

Um Skimmer pequeno ou insuficiente, causa excesso de material orgânico, desequilibrando o sistema do ciclo biológico, podendo causar causando infestações de algas marinhas.

Este tem a finalidade de retirar da água, proteínas, aminoácidos, compostos orgânicos, gorduras, toxínas, carboidratos, enzimas, vários compostos inorgânicos, íons metálicos (em especial zinco e cobre), iodo, fósforo, células microscópicas de algas, etc.

O Skimmer deve ser limpo periodicamente.

Observações Técnicas

Após a montagem do aquário, deve-se esperar cerca de 30 à 40 dias, para a formação do ciclo biológico.

Após este período, realizar os seguintes testes: Densidade, PH, reserva alcalina, amônia, nitrato, nitrito, fosfato, silicato, cálcio, etc.

Elementos que devem ser adicionados ao aquário marinho: Cálcio, estrôncio, molibdênio, ferro, iodo, elementos traços entre outros.

Dicas para manter o aquário marinho livre das algas

Controlar a quantidade de peixes;
Alimentação sem excessos;
Cuidado com trocas parciais de água; use sempre água deionizada;
Mantenha uma boa circulação de água;
Use um Skimmer eficiente;
Remova o excesso de algas;
Use produtos sem fosfato e sem nitrato;
Use somente se necessário removedores de fosfato e nitrato;
Iluminação correta;
Cuidado com a temperatura;
Estimule o crescimento de algas calcárias;
Tenha algumas espécies de macro algas;
Tenha alguns mini paguros e turbo snail;
Tenha muita paciência.

Fonte: www.terramaraquarios.com.br

Aquários

Tipos e Formas

Hoje em dia existem aquários para todos os gostos e se não encontra o que quer, pode sempre mandar fazer. Seja com móvel incorporado, de vidro, acrílico, retangulares ou redondos, o importante é escolher um aquário que se de adeque aos peixes, à sua experiência e ao seu gosto.

Aquário redondo ou retangular?

Os aquário redondos não são adequados para peixes e a venda de aquários esféricos para peixes vermelhos está mesmo proibida por lei. Os globos, como também são chamadas, são na sua maioria demasiado pequenos. Devido à forma esférica, as paredes deste aquário não facilitam a colocação do filtro, que é um aparelho indispensável num aquário, sobretudo nos de água fria, em que as espécies são mais poluidoras. Para além disso, o vidro nesta forma distorce a imagem e torna o ambiente confuso para os peixes.

Os aquários retangulares são os melhores para albergar peixes. Permitem recriar o habitat dos peixes com toda a visibilidade para o dono, sem que isso interfira na saúde do animal.

Vidro ou acrílico?

Os aquários de acrílico são mais resistentes, pois não partem com tanta facilidade, são mais leves e mais duráveis, mas riscam-se rapidamente e os riscos dificilmente conseguem ser eliminados. O acrílico é também mais caro do que o vidro. A escolha depende do tipo de uso que o dono quer fazer do aquário. Se pretende mover o aquário com frequência, o ideal é o acrílico. Se não vê inconvenientes em ter algo que se pode partir com alguma facilidade, então opte pelo vidro.

Pequeno ou grande?

Os aquários maiores são os mais indicados para os iniciantes no hobby. Os parâmetros da água são fatores fundamentais para a sobrevivência dos peixes e são mais facilmente controláveis num aquário com maior dimensões. Num aquário pequeno, os registos de amónia podem atingir valores tóxicos numa questão de horas e comprometer assim a vida de todos os peixes do aquário. Também a temperatura flutua mais em aquário pequenos, podendo mesmo oscilar 10º C num dia.

Tipo: Marinho ou Água Doce

Os aquários marinhos são os mais difíceis de manter, isto porque é necessários controlar mais um parâmetro, a salinidade, em relação aos aquários de água doce. Para além disso, as espécies que habitam zonas de água salgada são menos resistentes em cativeiro, sobretudo as de água quente, ou demasiado grandes para se ter num aquário em casa, como as de água fria.

Apesar de exigirem maiores cuidados, os aquários marinhos tropicais são talvez os mais ambicionados pelos aquariofilistas mais experientes, seja pelo desafio ou pela diversidade de habitats que podem ser reproduzidos.

Contudo, os aquários de água doce são os mais populares em todo o mundo e existe um grande leque de escolha em termos de espécies disponíveis.

Temperatura: Água fria ou quente

Os aquários de água fria são habitados por peixes de maior porte do que os aquários de água quente, ou tropical. Por isso, se quiser um aquário de poucos litros, deve optar por um aquário tropical.

O número de espécies de peixes de água fria para um aquário é muito mais reduzida do que a quantidade de espécies de água quente. Assim, se deseja ter um aquário com muita variedade de peixes, o mais indicado é optar por um aquário de água quente.

Suporte

Não se esqueça de que um litro de água equivale a um quilograma de água e quanto maior for o aquário, mais resistente tem de ser o suporte. Não se fie nas aparências ou pode acabar com um móvel estragado e um aquário partido.

Existem aquários que têm suportes incorporados, que geralmente conseguem aguentar com o peso do aquário. Contudo, os móveis resistente da casa são a solução mais económica. Lembre-se apenas de que alguma água pode cair no móvel e que a pressão do aquário pode fazer com que o móvel ceda ligeiramente. Não coloque um aquário num móvel que seja insubstituível.

Fonte: arcadenoe.sapo.pt

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Instalação do Aquário

Aquários

Se vai instalar o seu primeiro aquário este guia dar-lhe-á algumas informações úteis... Como em tudo, apenas com o tempo vai ficar a perceber como reajem as diversas espécies de peixes e plantas, mas se lhes puder dar as devidas condições, o sucesso inicial é possível.

É normal ouvimos dizer a outras pessoas deste hobby que no princípio os peixes morriam logo, as plantas não se aguentavam, etc... Mas também é erro comum acabar de montar o aquário e ir a correr para a loja comprar uma quantidade enorme de peixes... São estes e outros erros que vamos tentar evitar...

Assim, neste guia vai ficar a saber como escolher e preparar o aquário, escolher o equipamento técnico (filtragem, aquecimento, iluminação...) e preparar a água de modo a ficar própria para as espécies que nela vão viver. Vai ficar também a saber o que é o "Ciclo do Azoto" e qual a sua importância, e ainda lhe iremos dar conselhos para a escolha dos peixes, como os introduzir no aquário e também como efectuar a limpeza.

A escolha do aquário

Aquários

Quando se planeia adquirir um aquário, deve-se ter em atenção alguns factores: as espécies e a quantidade de peixes a introduzir, para além do local para o instalar (o eterno problema do peso...). Saiba que quanto maior for o aquário, mais fácil se torna a sua manutenção, a área nunca deve ser inferior a 60x30 cm, mas, o aconselhável são os 80 ou 100x40x40 cm. Abaixo disto é muito difícil manter uma variedade mínima de espécies de peixes e plantas. Quanto ao formato não é o mais importante, existem vários modelos, sendo o mais comum o rectangular.

Tenha também cuidado em arranjar o melhor local para colocar o aquário, que deve estar protegido da incidência directa da luz solar, pois esta só favorece o crescimento de algas indesejáveis. O móvel, prateleira ou qualquer outro suporte deve ser bem forte, estar nivelado e ter resistência suficiente, pois o peso total do aquário e restante equipamento depois de montado pode chegar às centenas de quilos. É aconselhável colocar uma placa de esferovite com cerca de 20 mm, sob o fundo do aquário, para evitar que o vidro ceda ou se quebre com todo o peso do interior.

Antes de trazer o tanque para casa, verifique muito bem, se existem irregularidades no silicone, se há vidros estalados ou riscados, se a tampa está intacta, ou se qualquer outro acessório está nas devidas condições.

A limpeza do tanque

Aquários

Depois da escolha e aquisição do aquário, vamos proceder à sua limpeza e preparação. É nesta altura que podemos verificar melhor se existem defeitos no tanque.

Começa-se por se lavar muito bem em água tépida corrente, sem qualquer tipo de detergentes, pode-se utilizar sal de cozinha para desinfectar, mas, tendo o cuidado de depois passar cuidadosamente por água.

Após a lavagem, seque muito bem o tanque por fora e coloque-o em cima de um cartão seco. Encha o tanque de água e se após uma hora não houver qualquer fuga, facilmente detectável no cartão, temos o aquário pronto a utilizar.

Os elementos decorativos

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Começa-se por se colocar o areão de fundo, ou as "pedrinhas" como é vulgar se chamar. Este é dos elementos principais do aquário, por isso, nem se devia chamar decorativo, mas, de facto, tem grande influência no aspecto final do aquário. Desempenha funções importantes como o suporte para as plantas e a fixação de microrganismos que vão ajudar na execução do ciclo biológico. É preciso escolher muito bem o areão de fundo, se for de sílica é óptimo, com grânulos entre 2 e 4mm, de modo a evitar que fiquem muito compactos. Este não deve ser muito claro, pois os fundos claros perturbam os peixes e, para além disso, as suas cores tornam-se mais acentuadas sobre um fundo mais escuro. Antes de ser utilizado, o areão, deve ser passado muito bem por água. Um escorredouro daqueles que se utilizam para lavar o arroz vai ajudar muito nesta tarefa.

Espalhe muito bem o areão por todo a área do aquário, com uma altura de cerca de 6 cm, para que as raízes das plantas se fixem bem. Há quem aconselhe a dar uma inclinação de trás para a frente ao areão, porque se diz que isso vai fazer com que os detritos se depositem na frente do aquário, e, consequentemente, facilitar muito as futuras limpezas, mas nós na prática achamos que isso não funciona bem assim, por isso, arranje o areão como muito bem entender. Uns altos e baixos no areão dando o sensação de montanhas submarinas, tornam o aspecto da paisagem mais natural.

Como complemento à decoração, podem-se utilizar vários elementos, tais como: Pedras ou rochas, que não devem ser calcárias ou minerais, nem nunca conter metais, por exemplo, pode-se usar entre outras, rocha de lava, xisto ou ardósia. Pedaços de raízes ou madeira, de preferência adquiridos em lojas especializadas, pois têm um tratamento próprio que evita a sua decomposição, mas mesmo assim devem fervidos em várias águas. Vasos ou outros elementos, de cerâmica também são úteis como elementos decorativos. Os plásticos e os sintéticos já tiram o aspecto de paisagem subaquática natural que todos queremos para os nossos aquários. Mas atenção é muito importante lavar e/ou ferver todos os elementos da decoração antes da sua introdução no aquário.

Quando estiver a decorar o seu aquário, dê largas à sua imaginação, tendo em conta que os peixes vão necessitar de muitos esconderijos e também de algum espaço para poderem nadar livremente.

O equipamento técnico

ATENÇÃO

Para eliminar o risco de electrocussão, DESLIGUE SEMPRE todos os aparelhos eléctricos antes de tocar ou introduzir as mãos na água. Ensine esta regra a toda a sua família e aos amigos.

Como equipamento técnico mais essencial temos o aquecimento, a filtragem e a iluminação.

O aquecedor quando equipado com um termostato permite manter uma temperatura uniforme que, para a maioria dos peixes tropicais, se deve manter nos 25ºC. Existem vários modelos com vários watts de potência, mas a regra é de 1 watt por cada litro de água.

Um termómetro permite verificar com exactidão se a temperatura se mantém constante e esta deve ser vigiada diariamente.

Existem vários tipos e vários sistemas de filtragem. A filtragem biológica, que utiliza as bactérias existentes no tanque, pode ser conseguida através de, por exemplo, um filtro de fundo, que consiste em colocar umas placas de plástico por debaixo do areão, de modo a que aí se estabeleça uma colónia de microrganismos (que fazem parte do ciclo do nitrogénio), fazendo para isso, passar a água através das placas com a ajuda de uma bomba de ar.

A filtragem mecânica elimina as partículas de sujidade em suspensão na água, e é conseguida com a ajuda de um filtro motorizado, ou também accionado por uma bomba de ar. Os filtros internos, completamente estanques, são mergulhados dentro de água, e, como normalmente têm uma limitada capacidade de filtragem, são utilizados para aquários mais pequenos. O seu funcionamento consiste em fazer passar a água por uma esponja dentro de um copo, onde ficam agarradas as partículas de sujidade, mas, devido à estrutura da própria esponja, também permite a fixação dos microrganismos da filtragem biológica.

Os filtros externos, normalmente mais potentes, já permitem uma maior capacidade de filtragem. Como o contentor do filtro é maior, permite também o uso de diversas matérias filtrantes para além da esponja ou lã filtrante, tais como o carvão activado, um poderoso agente de limpeza dos resíduos indesejados que poluem ou dão cor à água, ou a cerâmica, que vai oferecer mais espaço à fixação das bactérias do ciclo. Também se pode utilizar turfa, que permite baixar o grau de dureza e estabilizar a acidez da água.

Todos os tipos de filtros motorizados estão disponíveis em várias potências, expressas em l/h (litros por hora), e normalmente, deve ser no mínimo cerca de três vezes superior ao volume de água do aquário. Por exemplo, um aquário com 100 litros de água, deve ter um filtro que debite 300 l/h.

A iluminação também desempenha funções importantes no aquário, seja para proporcionar um crescimento saudável às plantas, como para realçar as cores dos peixes. O reflector é o suporte onde se colocam as lâmpadas, que podem ser várias. Existem diversos tipos de lâmpadas, com diferentes tonalidades para diferentes funções, há as que simulam a luz solar do dia, ou as que melhoram o crescimento das plantas, entre outras, por isso, para criar a iluminação ideal, devem-se combinar dois ou mais tipos.

As lâmpadas mais comuns são as fluorescentes, mas podem ser de outros tipos, informe-se numa loja acerca de qual as ideais para o seu aquário. A potência das lâmpadas deve ser de 0,5 watts por cada litro de água. A iluminação deve ficar ligada no início apenas 8 horas por dia. Para facilitar e automatizar o ligar/desligar, é muito útil uma tomada com temporizador, que se vende em qualquer casa de artigos eléctricos.

As bombas de ar não são indispensáveis nos aquários se não existir um filtro de fundo. A oxigenação da água pode ser conseguida se se criar movimento à sua superfície, com a ajuda do retorno (saída de água) do filtro, onde pode ser aplicado um chuveiro. Ao contrário do que muita gente pensa, é devido à agitação na superfície que se dão as trocas gasosas. O dióxido de carbono é libertado e introduz-se algum oxigénio na água. As bolhinhas que saem das pedras difusoras das bombas de ar, apenas poderão ajudar a criar esse tal movimento à superfície.

A alimentação dos peixes

Depois da escolha e da compra, a alimentação dos peixes costuma ser o "dilema" seguinte...

Mas não é assim tão complicado!

Sempre que possível, forneça aos seus peixes alimentos vivos, como o Tubifex ou a Artemia (camarões-de-salina), que é relativamente fácil de preparar. Os alimentos vivos são os mais nutritivos e devem ser também servidos aos peixes doentes ou debilitados e aos alevinos (peixes recém-nascidos), para que cresçam rapidamente e saudáveis.

Como opção aos alimentos vivos, existem os congelados, que apresentam o mesmo valor nutritivo. As Larvas-vermelhas, a Artemia e o Tubifex são os mais frequentes de encontrar nas lojas especializadas. São mais práticos pois já estão prontos a servir, embora não sejam os mais baratos... Devem ser servidos pelo menos uma vez por dia. Nós colocamos 1 ou 2 cubos de larvas-vermelhas congeladas todos os dias (pela hora do jantar) no nosso comunitário, que são apreciados por todos os peixes.

Os alimentos secos, tais como flocos, granulados ou liofilizados, se forem de uma marca com qualidade, constituem um óptimo complemento da alimentação. Opte por embalagens mais pequenas, que não durem mais de três meses depois de abertas, pois essas embalagens, apesar de lhe ficarem um pouco mais dispendiosas, acabam por manter o seu valor nutritivo e as vitaminas presentes nesses alimentos, perdem-se após prolongado contacto com o ar. Não se esqueça dos peixes de fundo, nem dos vegetarianos. Sirva-lhes pastilhas ou comprimidos feitos à base de alimentos liofilizados ou de alga spirulina.

Uma regra muito importante, e que nunca deve ser esquecida, é que servir aos peixes grandes quantidades de comida, não significa que estes fiquem melhor nutridos. Servimos sempre os flocos e todos os alimentos em pequenas quantidades. Muitas vezes, o que acontece é que a comida em excesso acaba por apodrecer no fundo do aquário e provocar uma rápida subida da amónia e nitritos, e também a alteração do pH da água. Para evitar isso, deve-se sempre servir uma quantidade de alimentos, que os peixes consigam consumir em 2 minutos. Há quem fale em 5 minutos, mas é muito tempo, e antes disso já o areão estaria cheio de comida... Em caso de um fornecimento acidental excessivo de comida, deverá ser efectuada imediatamente uma sifonagem ao fundo do aquário.

Também poderá ser você a cozinhar a comida dos seus peixes. Existem várias receitas caseiras, à base de vegetais, carne (o coração de boi é muito frequente nestas receitas) ou outros ingredientes naturais, mas que requerem alguma prática na sua preparação, não lhe sendo recomendadas para já.

Fica aqui a promessa, de qualquer dia colocarmos aqui umas receitas caseiras. Caso tenha algumas que nos queira enviar por e-mail, agradecíamos muito...

Para que todos os seus peixes se mantenham saudáveis durante mais tempo, tente variar a alimentação sempre que possível, pois algumas espécies rejeitam certos tipos de comida, e isso poderia levar à desnutrição e até mesmo à morte destes.

O que é a Artemia?

A Artemia (Artemia sp.), vulgarmente chamada de "camarões-de-salina", é um pequeno crustáceo que vive em lagos ou lagoas cuja água contenha alguma salinidade (água salobra) ou em salinas (com níveis elevados de salinidade), e encontram-se em todos os continentes do planeta. Reproduzem-se através de ovos (são ovoviviparos), designados por "cistos", que podem ser capturados nas margens dos seus locais de habitat antes das primeiras chuvas, por forma a estarem ainda desidratados. Os cistos, tal como os progenitores, podem sobreviver a condições extremas de temperatura e salinidade.

Aquários
Cistos (ovos) de Artemia

Aquários
Nauplios de Artemia

Aquários
Artemia adulta

Qual a importancia do uso da Artemia na "Aquariofilia"?

Os Nauplios de Artemia recém-eclodida (recém-nascida) são um excelente alimento para os peixes recém-nascidos, e por isso bastante utilizados por criadores de várias espécies de água "doce" e "salgada". Os pequenos Nauplios são também um excelente alimento para peixes de pequeno e médio porte, com elevado valor nutritivo, e que por serem fornecidos vivos e aguentarem cerca de 24 com vida dentro do aquário, reduzem o risco de poluição da água e estimulam o lado prepador dos peixes, que adoram perseguir e "caçar" os seus alimentos.

Como se compram e conservam os "cistos"?

Os cistos da Artemia encontram-se facilmente nas lojas especializadas em aquariofilia, já devidamente preparados, depois de terem sido sujeitos a um processo de desidratação antes de embalados. Podem ser conservados até dez anos, de preferência mantidos em vácuo e secos (importante) e num local fresco. Normalmente, e como acontece com quase todos os alimentos embalados, quanto maior for a embalagem de ovos de Artemia, menos dispendiosa se torna na relação de Preço por Kilograma.

Como se cria a Artemia?

A eclosão dos cistos...

Utiliza-se um recipiente, que pode ser de plástico, desde que bem lavado e nunca tenha contido detergentes nem qualquer outro tipo de produtos químicos, e ter um fundo preferencialmente com formato côncavo para facilitar a movimentação da água. O recipiente não necessita ser muito grande, cerca de 10 litros de capacidade chegam perfeitamente. Um pequeno aquário de vidro também pode ser ideal.

Enche-se o recipiente com água limpa e adiciona-se depois uma colher de sopa de sal para cada litro de água. O pH da água deve ser superior a 8,0, pelo que poderá ser necessário adicionar Bicabornato de Sódio. Insere-se depois um tubo plástico flexível com uma pedra-difusora, ligado a uma bomba de ar, de forma a manter a água sempre em movimento. O movimento da água é um factor muito importante para o suceso de toda esta operação, pois as pequena Artêmias necessitam de um forte arejamento, por isso, tenha todo o cuidado para que a extremidade do tubo nunca saia do fundo do recipiente. A água deve ser mantida entre os 25 e os 30ºC (a 30º a Artemia eclode mais depressa do que a 25º), e iluminada com um candeeiro de luz média/forte colocado por cima do recipiente (cuidado com a electricidade junto à água!!!). Uma iluminação intensa é importante durante todo o processo, mas ainda mais nas primeiras horas após a introdução dos cistos.

Junta-se depois uma colher de chá de cistos (ovos) de Artemia por cada 10 litros de água, e estes, caso tudo tenha corrido bem e as condições tenham sido as ideais (ler muito bem tudo o que aqui foi escrito), eclodem ao fim de 24 a 36 horas. Quanto maior for a proximidade de todas estas condições, maior será a taxa percentual de eclosão de cistos.

Há também quem opte por deixar o recipiente à luz solar directa, durante alguns dias ou semanas antes de se iniciar todo este processo da eclosão, de forma a que a água ganhe algas verdes, que irão depois servir de alimento aos pequenos Nauplios e que facilita a sua manutenção viva, durante vários dias após a eclosão.

Como se serve a Artemia aos peixes no aquário?

Após ter terminado todo este processo de eclosão e termos finalmente as nossas pequenas Artemias, (os já referidos Nauplios), está na altura de os servirmos aos nossos peixes.

Depois de se desligar a bomba de ar, os Nauplios terão tendência a descer ao fundo ou a nadarem a meia-altura da água, e as "cascas" dos ovos flutuam no cimo da água, onde serão facilmente removidos.

Retiram-se depois os Nauplios com uma rede própria (à venda nas lojas especializadas), e estão prontos a serem servidos aos peixes. Antes, porém, devem-se lavar cuidadosamente os Nauplios em água doce antes de os introduzir no aquário, de forma a evitar a introdução de sal no mesmo.

Não se esqueça de voltar a ligar a bomba de ar caso ainda sobre alguma Artemia (claro que sobra...)!!!

Resta-nos desejar-vos boa sorte em todo este processo e bom apetite para os vossos peixes (com este excelente alimento vivo de certeza que apetite não lhes vai faltar!!!).

Rações caseiras

Patê caseiro para Guppys, Platis, Molinésias e Espadas (Peixes Vivíparos)

Esta é uma receita para alimentar peixes vivíparos como guppys, platis, molinésias e espadas. Todos eles requerem um alto conteúdo vegetal, muita proteína animal e pouca gordura. Tem cores vivas que serão intensificadas pelos corantes naturais incluídos em sua alimentação. É barata de fazer e pode substituir a alimentação habitual dos lebistes durante 3 dias por semana.

Ingredientes

Procure ingredientes o mais frescos possíveis. Os pesos São dados para os produtos em bruto e aproximados, uma vez limpos pesarão menos.

1 coração de boi
1 pimentão vermelho
1 beterraba
1 cenoura
250 gramas de camarões inteiros mas sem cabeças
500 gramas de espinafres
2 gemas de ovos
4 pastilhas de complexo vitamínico Pharmaton (vitaminas e minerais)

Preparação

Retire as zonas fibrosas e gordurosas do coração.

Lave os camarões (serão usados com a casca, mas retire a cabeça) e a beterraba.

Abrimos o pimentão e retiramos o miolo e todas as sementes.

Use um processador de alimentos ou um liquidificador para reduzir todos os componentes a uma pasta com consistência semelhante a da pasta de dentes (pode adicionar um pouco de água, se necessário).

Coloque um pouco do patê sobre uma folha de alumínio, enrole (deixe com o formato de um salame fino) e congele.

Uso

Descongele a quantidade necessária para alimentar os peixes diariamente. Não recongele novamente uma vez descongelado. Congelado, dura aproximadamente 2 meses, dependendo do congelador que tivermos, no freezer, chega a 6 meses.

Temos que ser muito cuidadosos na hora de alimentar nossos peixes. Não devem ficar restos no aquário, que se decomporiam rapidamente causando problemas. Alimentar 4 vezes por dia, usando uma pequena quantidade.

Este patê é muito rico em carotenos e outros corantes naturais. Poucas semanas depois de começar a alimentar seus peixes com este patê, verá como seu colorido é intensificado sensivelmente.

Porque adoecem os peixes?

Aquários

Ocasionalmente, os peixes podem ser vítimas de doenças, sendo a maior parte destas, reconhecidas e tratadas com alguma facilidade. Nós podemos contribuir em muito para evitar estas doenças, se cumprirmos algumas regras simples. A maioria das doenças são provocadas por uma manutenção incorrecta do aquário, ou aquando da introdução dos novos peixes ou plantas: mesmo que aparentem boa saúde, estes podem trazer consigo, parasitas, bactérias ou fungos. A melhor prevenção consiste em escolher cuidadosamente os peixes que se adquirem, e submetê-los a um período de quarentena, num aquário isolado, antes da sua introdução definitiva no aquário de destino. Caso os peixes desenvolvam doenças entretanto, o aquário de quarentena pode passar imediatamente a aquário hospital. Também as plantas devem ser cuidadosamente limpas, passando-as várias vezes por água corrente. Podem ser mergulhadas durante alguns minutos numa solução de permanganato de potássio, que irá destruir todos os seres microscópicos presentes nas folhas.

Os factores externos, tais como o fumo do tabaco, qualquer tipo de sprays ambientadores, de limpeza ou insecticidas, os vapores de tinta, ou os produtos de limpeza dos móveis ou vidros, provocam graves problemas no aquário, podendo causar a morte a toda a sua população. Deve-se evitar ao máximo a utilização destes produtos. Cuidado ao limpar os vidros do aquário: em vez de usar produtos químicos, utilize um pano macio humedecido com água morna. Não coloque as mãos sujas dentro da água do aquário, nem as lave com sabões ou detergentes abrasivos. Opte por um sabão neutro de glicerina ou o azul-e-branco, mas passe as mãos sempre abundantemente por água morna corrente, para retirar qualquer vestígio desses produtos.

OBSERVE ATENTAMENTE os seus peixes, se possível, todos os dias. Aproveite a hora da alimentação para esse efeito.

Os sinais de que um peixe poderá estar doente são: a falta de apetite, perturbações na natação, alteração na cor, dificuldades em respirar, ou alteração do comportamento. Observando atentamente o corpo dos peixes, também se pode verificar se existem falta de escamas ou escamas levantadas, hemorragias externas ou ainda lesões nas barbatanas.

Sintomas de peixes doentes, causas e tratamentos

Sintomas

Diagnóstico
Causas
Tratamento
Pontos brancos nas barbatanas e no corpo; falta de apetite, oscilação, estremecimentos. Doença dos pontos brancos (Íctio). Parasita Ichthyophthirius multifiliis. Medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
O peixe engorda, parece que vai "rebentar"; escamas eriçadas. Hidropisia. Infecção por bactérias ou alterações metabólicas, causadas por alimentação incorrecta ou excessiva. Difícil. Isolar os animais atacados. Elevar o teor de oxigénio e a temperatura. Dar medicamentos (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
Tufos bolorentos que fazem lembrar algodão. Lesão da pele, como consequência de ataque de fungos. Lesão da pele, seguida por decomposição da mesma. Medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado). Elevar o teor de oxigénio.
Peixe descolorido, respiração ofegante à superfície, movimentos descontrolados. Envenenamento por produtos químicos. Água não apropriada. Envenenamento por detergentes. Mudança de água (4/5). Eliminar as causas e observar os peixes.
Ataque repentino de pontos de aspecto arenoso, bem visíveis de frente. Os pontos são mais amarelados do que brancos. Oodiniose. Parasita Oodinium pillularis. Medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
Falta de apetite, alterações de cor, fezes viscosas; buracos na zona da cabeça. Doença dos buracos. Ataque de Hexamit, introduzido por portador. Elevar o teor de oxigénio. Utilizar medicamentos (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
Respiração ofegante, áreas nuas na cabeça, movimentos bruscos da boca; parasitas incolores nas guelras. Doença das guelras. Parasita das guelras introduzido no aquário. Elevar o teor de oxigénio. Medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
Olhos salientes (exoftalmia). Infecções bacterianas. Ectoparasitas. Medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
As barbatanas apresentam-se esfarripadas e acabam por murchar, perdendo a cor. Barbatanas esfarripadas. Lesões durante o transporte, causando alterações no metabolismo. Elevar teor de oxigénio. Mudar 1/3 da água. Utilizar medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).
Descoloração de uma parte do corpo. Doença dos Néons. Agente Plistophora. Muito difícil, tratar com medicamentos. É raro haver êxito.
Camada branca bastante espessa na boca dos peixes, geralmente localizada perto de uma ferida. Putrefacção da boca. Boca com aftas provocada por bactérias. Medicamentos apropriados (informe-se numa loja da especialidade sobre as várias marcas disponíveis no mercado).

Doenças provocadas por ectoparasitas: Íctio (Ichthyophthirius)

O que é?

O íctio é uma das doenças mais frequentes nos peixes de aquários. Provoca alterações no aspecto do peixe afectado, pelas quais é também chamada de "doença dos pontos brancos". Esses pontos brancos são o resultado da infecção (não são a bactéria em si), e podem ser facilmente visíveis na região dorsal do peixe e também nas barbatanas.

Esta doença é provocada por uma bactéria unicelular, a Ichthyophthirius, que normalmente já está presente na água do aquário, e que costuma atacar quando se dão baixas bruscas na temperatura, altura em que a bactéria se multiplica e começa a atacar.

Sintomas

Pequenos pontos brancos, que normalmente começam a ser visíveis no dorso e barbatanas, estendendo-se depois a todo o corpo do peixe. Esses pontos, depois de um estado infeccioso mais avançado, agrupam-se e formam manchas esbranquiçadas.

As barbatanas ficam fechadas e a respiração acelerada. O peixe tem tendência para se coçar, esfregando-se nas zonas duras da decoração, o até mesmo no areão, tentando livrar-se dos parasitas.

Tratamento

Esta não é das doenças mais difíceis de tratar, mas é muito provável que os peixes mais enfraquecidos não lhe resistam. É bastante contagiosa e deve ser iniciado o tratamento logo que surjam os primeiros sintomas.

Existem medicamentos específicos para este tipo de bactérias, compostos à base de "azul de metileno", e o seu uso é seguro, se seguir à regra as instruções dos fabricantes. Como ajuda ao tratamento, eleve a temperatura da água até cerca de 32 graus (cerca de 3 a 4 dias), o que ajuda a combater a bactéria, que como já referimos, ataca mais nas temperaturas baixas.

Há outras alternativas mais económicas (pois os medicamentos podem ser dispendiosos), normalmente adicionando sal à água, mas como nem todos os peixes suportam o sal, é preferível não se aventurar por estes "remédios caseiros". Mas se quiser arriscar, saiba que para os peixes de água doce não deve ultrapassar a dose de 1 (uma) colher de sopa de sal grosso por cada 20 (vinte) litros de água do aquário.

O que são?

Estes três protozoários, têm em comum o facto de afectarem a pele do peixe.

Sintomas e Tratamentos

Costia (Ichthyobodo)

Inicialmente, o peixe perde o apetite. Causa forte turvação na pele (manchas esbranquiçadas), podendo mesmo nos casos mais graves, levar à destruição da pele, provocando feridas com sangramento. Podem ser também visíveis algumas ramificações vermelhas nas barbatanas.

Aconselhável o tratamento com medicamentos apropriados (seguir as indicações do fabricante).

Betta

Família: Anabantídeos
Nome comum: Betta, Combatente
Nome científico: Betta splendens

Aquários

Distribuição geográfica: Tailândia.
Comprimento em adulto: Até 6 cm.
Temperatura da água: 27º C
pH: 6.8 - 7.0

Características

O Betta é também vulgarmente conhecido por "Combatente". São peixes sociáveis com outras espécies, mas nunca se devem manter dois machos juntos no mesmo aquário, pois aí eles irão "combater" até à morte, daí a razão do seu nome vulgar. Quanto às fêmeas, são sociáveis entre si, desde que sejam mantidas juntas desde pequenas. É muito comum vê-los nas lojas, dentro de pequenas caixas, e isso é apenas pela razão de isolar os machos, para que eles não lutem, pois o Betta não gosta desse isolamento em espaços minúsculos, e é mesmo um peixe indicado para aquários comunitários espaçosos (um macho e várias fêmeas), juntamente com outros peixes pacíficos. Como todos os anabantídeos, o Betta é um labirintídeo, ou seja, possui um órgão que lhe permite a respiração em águas pouco oxigenadas (o labirinto).

Alimentação

Quanto à alimentação, podemos servir-lhes flocos ou outro tipo de alimentos secos ou liofilizados, mas se for possível, os Bettas gostam de alimentos vivos ou congelados (larvas de insectos, artémia ou tubifex).

Reprodução

A reprodução no aquário é relativamente fácil, o macho constrói um ninho de bolhas à superfície onde vão ser colocados os ovos durante o período da postura. Depois, as fêmeas devem ser retiradas e ficar apenas o macho a guardar o ninho e, depois, os recém-nascidos.

Gourami Anão

Família: Anabantídeos
Nome comum: Gourami Anão
Nome científico: Colisa lalia sp.

Aquários

Distribuição geográfica: Índia, Bangladesh e Assam.
Comprimento em adulto: 6 cm.
Temperatura da água: 24 - 26º C
pH: 6.8

Características

É um peixe pacífico e bastante calmo, ideal para qualquer iniciante no hobby. Possui uma cor intensa dominante, azul cobalto, com algumas riscas avermelhadas, que provoca um enorme destaque em qualquer aquário. A sua maneira extremamente dócil de nadar, só se altera na hora da comida, onde é dos primeiros a chegar ao cimo da água.

Alimentação

Flocos ou outro tipo de ração seca ou liofilizada, alimentos congelados, tais como larvas vermelhas ou artémia.

Reprodução

As fêmeas são mais encorpadas e menos coloridas do que os machos. Na altura da reprodução, o macho constrói um ninho de bolhas, utilizando a saliva e pedaços de plantas, vigiando e defendendo depois esse ninho e os recém-nascidos. A fêmea, após a postura dos ovos, deve ser afastada.

Gourami Beijador

Família: Anabantídeos
Nome comum: Gourami Beijador
Nome científico: Helostoma temmincki

Aquários

Distribuição geográfica: Ásia (Samatra, Bornéu e Malásia).
Comprimento em adulto: Até 30 cm.
Temperatura da água: 24 - 28º C
pH: 7.0

Características

É um peixe pacífico e bastante calmo, ideal para aquários comunitários, podendo às vezes tornar-se um pouco agressivo com outros da mesma espécie. O abrir e fechar constante da boca deste peixe é a sua principal característica e o que dá origem ao seu nome comum, mas os machos costumam utilizar esse movimento das mandíbulas (o "beijo") para medirem forças entre si. Os olhos deste peixe são pretos e o corpo é rosa claro.

Alimentação

Alimentam-se de flocos, alimentos congelados ou liofilizados, tais como larvas vermelhas ou artémia.

Reprodução

A reprodução é muito difícil em aquários, pois não costumam chegar à idade da maturidade sexual.

Peixe-Paraíso

Família: Anabantídeos
Nome comum: Peixe-Paraíso
Nome científico: Macropodus opercularis

Aquários

Distribuição geográfica: China, Formosa, Coreia e Vietname.
Comprimento em adulto: Até 15 cm.
Temperatura da água: 15 - 25º C
pH: 7.0

Características

É um peixe com um temperamento um pouco agressivo, especialmente com outras espécies de peixes mais lentos. Apesar disso, são peixes ideais para aquários por serem bastante robustos, acostumando-se a variadas temperaturas e valores químicos, dispensando grandes cuidados a nível de manutenção e de oxigenação da água. O macho tem as barbatanas mais compridas e as cores mais vivas do que as fêmeas.

Alimentação

Os adultos, como já foi referido, não são exigentes e alimentam-se de todo o tipo de alimentos para peixes tropicais, desde flocos a alimentos congelados ou liofilizados.

Reprodução

A reprodução é fácil, os machos costumam perseguir constantemente as fêmeas por todo o aquário, que por este motivo, deve ter plantas densas para elas se esconderem das constantes investidas. Os alevinos não precisam de ser alimentados na primeira semana, pois os pais fornecem-lhe o alimento, após a primeira semana forneça-lhes, se possível, infusórios, e, ao atingirem um mês de idade, pode-lhes fornecer alimentos granulados para alevinos. O ideal é colocar dois casais no mesmo aquário, para que os machos não se tornem tão agressivos.

Tetra Cardinal

Família: Caracídeos
Nome comum: Tetra Cardinal
Nome científico: Paracheirodon axelrodi

Aquários

Distribuição geográfica: Bacia do Rio Amazonas, Afluentes dos Rios Orinoco e Negro (América do Sul).
Comprimento em adulto: 5 cm.
Temperatura da água: 23 - 27º C
pH: 6.0

Características

Tal como o seu parente Néon, o Cardinal é um dos peixes mais populares nos aquários comunitários. São bastante sociáveis e fáceis de manter, desde que se cumpram as suas exigências em termos de características da água e que sejam colocados juntamente com outras espécies pacíficas. As suas riscas azul e encarnada cobrem o corpo da cabeça ao dorso e tornam estes peixes muito atraentes. As diferenças entre o Cardinal e o Néon é que o segundo é ligeiramente mais pequeno e a sua risca encarnada apenas cobre metade do corpo. O Cardinal, para que nos possa mostrar toda a sua beleza, necessitam de uma iluminação média, com um aquário bem plantado e um fundo escuro. A água deve ser pouco dura e ligeiramente ácida. Devem ser sempre mantidos em cardumes de pelo menos seis indivíduos (se forem mais, melhor).

Alimentação

Em adultos, os Cardinais alimentam-se de flocos ou outro tipo de alimentos secos ou liofilizados, mas sirva-lhes também e sempre que possível, alimentos vivos ou congelados.

Reprodução

São peixes ovíparos, isto é, dispersam os ovos na água e embora seja difícil a sua reprodução, caso deseje tentar, deve-os colocar num aquário isolado com as condições ideais para eles, com plantas de folhas densas onde eles possam depositar os ovos. Após a postura e fertilização, os pais devem ser retirados e passados alguns dias, podemos ver a olho nu os pequenos Cardinais, que devem ser alimentados com rações próprias.

Tetra Néon

Aquários

Família: Caracídeos
Nome comum: Tetra Néon
Nome científico: Paracheirodon innesi

Distribuição geográfica: Rios Afluentes do Alto Amazonas, América do Sul.

Comprimento em adulto: 4 cm.

Temperatura da água: 22 - 26º C

pH: 6.0

Características

É dos peixes mais populares nos aquários comunitários. São muito sociáveis e fáceis de manter. As suas riscas, azul e encarnada, esta última só até meio do corpo, tornam estes peixes muito atraentes. Mas, para que nos possam mostrar toda a sua beleza, necessitam de uma boa iluminação, de uma agua pouco dura e ligeiramente ácida. O stress provocado pela perseguição por peixes maiores, como alguns Ciclídeos, ou por falta de plantas, onde os Néons gostam de se abrigar, também os podem tornar menos coloridos. Devem ser mantidos em cardume.

Alimentação

Alimentos secos (flocos, granulados e liofilizados), congelados ou alimentos vivos.

Reprodução

São peixes ovíparos, isto é, soltam os ovos na agua. Para tornar possível a sua reprodução são aconselháveis plantas com folhas densas onde eles possam depositar os ovos.

Viúva (Tetra Negro)

Família: Caracídeos
Nome comum: Viúva (Tetra Negro)
Nome científico: Gymnocorymbus ternetzi
Distribuição geográfica: América do Sul (Paraguai e Brasil).
Comprimento em adulto: 6 cm.
Temperatura da água: 23 - 26º C
pH: 6.8 - 7.0

Aquários

Características

Peixes sociáveis, pouco exigentes, que devem ser mantidos em cardumes de vários indivíduos. Possuem faixas negras ao longo do seu corpo, que é mais escuro na parte posterior.

Alimentação

No aquário podemos servir-lhes todo o tipo de alimentos, desde os liofilizados (larvas, artémia, tubifex, etc.) ou flocos, pois o Tetra Negro não é muito exigente quanto à alimentação.

Reprodução

Reprodução relativamente fácil, mediante o cumprimento de algumas regras, como a retirada do casal do aquário comunitário, para outro aquário com as condições apropriadas, tais como a subida da temperatura para 29ºC.

Auratus

Aquários

Família: Ciclídeos Africanos
Nome comum: Auratus
Nome científico: Melanochromis auratus
Distribuição geográfica: Lago Malawi (África oriental).
Comprimento em adulto: 10 cm.
Temperatura da água: 27º C
pH: 8.0

Características

Tal como a maioria dos Ciclídeos Africanos, são demasiado agressivos para aquários comunitários e devem ser colocados em montagens específicas para eles: o aquário deve ter muitos esconderijos, o ideal será colocar várias pedras de modo a formarem grutas. Necessitam de água alcalina, condição idêntica ao seu habitat natural. As fêmeas mantêm a cor amarela quando crescem, enquanto que os machos escurecem (na fotografia a fêmea está baixo e o macho está em).

Alimentação

Alimentam-se de flocos, rações sólidas próprias para Ciclídeos que podemos encontrar nas lojas e alimentos vivos ou congelados (Artêmia, Larvas congeladas, etc...).

Reprodução

A reprodução é possível de se conseguir no aquário, são ovíparos (depositam ovos) e a incubação é bucal (os alevinos crescem na boca dos pais até poderem nadar livremente). Devem existir várias fêmeas para um macho.

Kribensis

Família: Ciclídeos Africanos
Nome comum: Kribensis
Nome científico: Pelvicachromis pulcher

Aquários

Distribuição geográfica: África Ocidental tropical, região meridional da Nigéria.
Comprimento em adulto: 10 cm.
Temperatura da água: 24 - 28º C
pH: 6.5

Características

Um dos Ciclídeos mais comuns de encontrar nos aquários. Uma das formas de distinguir os machos das fêmeas é que estes têm a barbatana caudal em forma de espada e com padrões escuros nos lóbulos superiores enquanto que a da fêmea é arredondada e não tem qualquer padrão. A fêmea tem ainda a região ventral cor-de-ameixa. São peixes pacíficos, que têm a característica de guardarem os ovos até que as crias nasçam.

Alimentação

Alimentam-se de flocos ou outros alimentos secos, e de congelados, como as larvas ou artémia.

Reprodução

Reproduzem-se com bastante facilidade, é muito frequente aparecerem ninhadas pelo aquário. Uma das características destes e de muitos ciclídeos é a de defenderem as suas crias, tornando-se ainda mais territoriais e agressivos, mesmo para peixes maiores.

Apistogramma Listrado

Família: Ciclídeos Americanos
Nome comum: Apistogramma Listrado
Nome científico: Melanochromis auratus

Aquários

Distribuição geográfica: América do Sul.
Comprimento em adulto: 6 cm.
Temperatura da água: 24º C
pH: 6.5

Características

Todas as espécies Apistogramma habitam na floresta da Amazónia. Habitam nas poças ácidas formadas pelas enchentes. Nessas poças a água é substancialmente ácida (PH: 5,5 - 6,5) e mole (dureza de cerca de 50 mg/litro de CaCO3), a luz é fraca e os níveis de oxigénio são baixos. (informação cedida por: João Avó)

Reprodução

A reprodução é bastante difícil. São espécies calmas e tímidas, e passam maior parte do tempo escondidas no fundo do aquário.

Discus, ou, Peixe-Disco

Aquários

Família: Ciclídeos Americanos
Nome comum: Discus, ou, Peixe-Disco
Nome científico: Symphysodon aequifasciata

Distribuição geográfica

Bacia do Rio Amazonas.

Comprimento em adulto

Em média, entre 15 a 20 cm.

Tamanho do aquário

Dependendo do número de Discus que queira manter: para um cardume de seis Discus adultos (que é o mínimo aconselhável), o aquário deve ter no mínimo 120 litros de água.

Temperatura da água: 27 - 32º C
pH: 4.5 - 6.5
GH: 2

Características

O Disco é um peixe sensível, sendo por isso mais aconselhado para aquariofilistas experientes. No entanto se seguirmos algumas regras fundamentais, como a verificação constante dos parâmetros da água e se necessário, proceder ao seu ajuste, não é muito difícil de se conseguir manter estes peixes. Note-se que os Discus são oriundos da bacia do Rio Amazonas, onde as águas são calmas e pouco profundas, sendo também quentes e de características ácidas. Para evitar situações de stress, que levam o Disco à doença e morte, deve-se manter o aquário perfeitamente limpo, e efectuar mudanças frequentes da água, este peixe é altamente sensível à amónia, e também aos nitritos e nitratos. Tenha atenção sempre ao PH (nunca deve estar acima dos 6.5).

É um peixe de cardume, deve sempre ser mantido com outros da mesma espécie. Quanto à sua sociabilidade no aquário, o Disco inicialmente pode parecer um pouco tímido, é pacífico e como tal, deve ser mantido com peixes que para além de pacíficos, tenham as mesmas necessidades em relação ao tipo de água: Ácida, relativamente quente e mole (baixa dureza). Um cardume de Tetra Neons fica sempre bem e algumas Corydoras ajudam na limpeza do fundo. Após estarem habituados ao aquário, e, obviamente desde que as condições deste sejam as correctas, os Discus perdem a sua timidez e logo os verá nadando felizes.

Na loja, tal como quaisquer outros peixes, deve observar atentamente os Discus antes de os comprar, pois para além de ser sempre uma desilusão perder um peixe, os Discus costumam ser bastante dispendiosos, chegando a custar dezenas de contos. Sendo assim, pontos que deve observar atentamente ao comprar estes peixes: Verifique se as barbatanas não estão deformadas, os olhos deformados ou uma forma assimétrica dos dois lados do corpo, evite os Discus com uma forma demasiado oval, ou, quando ainda pequenos (menos de 7 centímetros) sejam demasiado coloridos, pois isso pode ser indício da utilização de hormonas (o Peixe-Disco quando jovem não é muito colorido). Observe outros eventuais sinais de doença, como a respiração ofegante, buracos na cabeça, pontos brancos ou outros sinais de parasitas na pele.

Alimentação

Existem no mercado, alimentos preparados próprios para o Peixe-Disco, tais como flocos, granulados, congelados, patês, etc... Desde que se escolha uma boa marca, esses alimentos fornecem todos os nutrientes necessários para que os Discus vivam saudáveis. Quando jovens, os Peixes-Disco devem ser alimentados várias vezes por dia, cumprindo a famosa regra da pequena quantidade de cada vez. Ao crescerem e atingir o tamanho de adulto, a necessidade de nutrientes diminui e pode ser alimentado apenas uma ou duas vezes por dia.

Reprodução

Normalmente os Discus são fáceis de se reproduzir no aquário, desde que as suas características sejam as exigidas por este peixe (ver os tópicos acima). A distinção do sexo é difícil nestes peixes, por isso o melhor, caso queira tentar a reprodução, será juntar vários exemplares adultos e esperar que estes formem os seus pares. O ritual do acasalamento é caracterizado pela limpeza do local de desova (também chamado de "ninho"), as bocas do casal unem-se e dá-se então a postura dos ovos por parte da fêmea, numa pedra, planta, num bocado de madeira ou mesmo no vidro do aquário. Logo após a postura e o macho proceder à fertilização, surge o primeiro perigo para os ovos: o ataque por fungos. Caso isso aconteça, a vigilância e ventilação dos ovos por parte dos progenitores, de nada irá servir... Caso tudo corra bem, após cerca de dois dias e meio dá-se a eclosão. Nas primeiras semanas, os alevinos alimentam-se de uma secreção que os pais libertam pela pele e poderemos então ver uma enorme invasão de alevinos cobrindo quase totalmente os seus progenitores. Após algumas semanas do nascimento, os pequenos Discus começam a procurar alimento por outros locais, começando então a aventura da vida... aí, deve servir artémia salina recém eclodida como alimento aos jovens peixes.

Escalar

Aquários

Família: Ciclídeos Americanos
Nome comum: Escalar
Nome científico: Pterophyllum scalare

Distribuição geográfica: América do Sul (médio Amazonas e rios afluentes).
Comprimento em adulto: Até 15 cm.
Temperatura da água: 22 - 30º C
pH: 7.0
GH: 8

Características

O Escalar distingue-se facilmente dos outros peixes, inclusivamente dos outros Ciclídeos, devido às suas barbatanas dorsal bastante altas. Normalmente o Escalar é pacífico, mas não é muito recomendável a mistura com peixes mais pequenos. Nada na área media e superior da água.

Alimentação

Podemos observar, na hora da alimentação, que este peixe é dos primeiros a comer, e é nesta altura que se pode tornar mais agressivo, chegando a mordiscar os outros habitantes do aquário. Gostam de flocos, dáfnias liofilizadas, ou outros alimentos secos, e também de artémia e larvas congeladas.

Óscar

Família: Ciclídeos Americanos
Nome comum: Óscar
Nome científico: Astronotus Ocellatus

Aquários

Distribuição geográfica: Bacia do Rio Amazonas.

Comprimento em adulto: Até 25 cm (podendo ser mais).

Tamanho do aquário

O aquário deve ter, no mínimo, 150 litros para proporcionar espaço suficiente para, pelo menos, poder dar a volta. Talvez seja possível manter um exemplar em aquários mais pequenos, mas isto só vai causar stress ao peixe e, possivelmente, doenças daí derivadas.

Temperatura da água: 20 - 26º C
pH: 7.2
GH: 10

Características

É um peixe bastante resistente, que tolera uma grande amplitude de valores de ph e de dureza. O importante é a estabilidade. As grandes variações de ph podem ser perigosas, tal como para todos os peixes de aquário. Assim como para o ph, eu não dou grande importância à dureza da água de rede. A água de rede de Lisboa é ligeiramente alcalina e mediamente dura. Quanto ao ph, não me preocupo, pelas razões acima indicadas. Sei que é sempre o mesmo e raramente o testo. Claro que para a dureza da água, a regra é uma água macia. Mas tem a desvantagem de perder o chamado "poder-tampão", que, grosso modo, se traduz na capacidade de manter os valores de ph fixos. Ou seja, uma água dura tem sempre o mesmo ph (normalmente alcalino), ao passo que uma água macia torna difícil a manutenção do ph nos valores desejados. Assim, se os peixes em causa são resistentes e suportam uma certa amplitude destes valores, para quê perder tempo, paciência e dinheiro para criar um ph e dureza "artificiais"? Claro que isto não se aplica a todas as espécies, porque há algumas muito sensíveis às qualidades da água (ex. Discos, neons). Mas, no caso de um oscar que habita um aquário lisboeta, o ph e a dureza realmente não interessam. O que considero de fundamental importância para TODOS os peixes é o cuidado com os produtos resultantes da decomposição da matéria orgânica (amónia e nitritos). Não pretendo explicar esse ciclo, até porque não possuo conhecimentos suficientes para isso. O que quero dizer é que esse ciclo pode ser feito com o(s) oscar(es) dentro do aquário, porque estes são resistentes. É necessário, no entanto, proceder a mudanças de água frequentes (cerca de 20% por semana, ou mesmo 2 vezes por semana) até o ciclo estar completo - aproximadamente 1 mês. Depois, pode-se passar a um esquema de mudanças de água de 20% ou 30% por mês ou duas vezes por mês. Escusado será dizer que só é possível controlar este processo efectuando os testes de amónia, nitrito e também de nitrato, não sendo este último de vital importância na minha opinião.

O Óscar é compatível com vários peixes, mas, nesse capítulo, devo confessar a minha ignorância e deixar um "link" que acho muito útil: www.aquariacentral.com. Posso no entanto dizer que, com o espaço suficiente, são compatíveis com pl*cos (hipostumus plecostumus) e com ciclídeos presidiários (cichlasoma nigrofasciatum), que são os que eu tenho. No fundo, as compatibilidades não passam de uma questão de espaço. Na natureza estão todos no mesmo "aquário"...

Quem tem ciclídeos, sabe do que eu estou a falar... E, de entre os ciclídeos, o oscar é especial. Tenho ouvido várias pessoas que o indicam como o mais inteligente dos peixes de aquário. Dantes achava que isto era um exagero, mas já tenho oscares há tempo suficiente para não me espantar com estas afirmações. O meu Óscar conhece o dono. O meu Óscar assusta-se e ataca estranhos; deixa-me tocar-lhe; come da minha mão. O meu Óscar tem ciúmes do meu cão!

Não adianta tentar as plantas naturais, porque o oscar tem o hábito de fazer escavações na areia e destruir todas as plantas vivas. Qualquer decoração utilizada deve estar bem presa ou ter um peso que não lhe permita deslocá-la. De outra forma, o oscar vai decorar o aquário à sua maneira. Também é aconselhável ter bastante espaço aberto. Não convém ter o aquário muito cheio de decorações, pois os oscares só apreciam esconderijos onde possam caber e cedo deixam de caber nos esconderijos dos aquários mais comuns.

Não é aconselhável o uso de filtro de fundo porque, devido à grande quantidade de desperdício resultante da alimentação, rapidamente perderá a sua eficácia, fazendo mais mal do que bem. O mais indicado será um ou dois filtros motorizados, com um débito total por hora de 5 vezes ou mais a capacidade do aquário.

Alimentação

O Óscar é um peixe carnívoro e grande. Como tal, necessita de uma quantidade de alimento de acordo. Além disso é um peixe muito "guloso"! O meu Óscar, após ter comido vários "sticks", continua a "implorar" por mais e, enquanto eu lhe fôr dando, ele continua. Também não é, obviamente, um peixe de comunidade (a menos que estejamos a falar de aquários muito grandes), porque come todos os peixes que lhe couberem na boca. Já ouvi demasiadas histórias de pessoas que, inadvertidamente, compraram Óscares em jovens para os pôr no seu aquário comunitário e acabaram por ter uma surpresa muito desagradável.

No capítulo da alimentação, as opiniões divergem: Por um lado há aqueles "puristas" que defendem o regresso às origens e que acham que nada é melhor do que alimento vivo para os Óscares. Por outro, há os que acham que os alimentos vivos não são equilibrados e que não possuem os nutrientes e elementos para uma vida saudável, que abundam nos actuais alimentos processados. Eu acho que ambos têm razão. Os primeiros até arranjaram solução para as vitaminas e minerais e alimentam toda a espécie de alimentos vivos (grilos, peixes, lagostins) com esses alimentos processados, para poderem, indirectamente, dar aos seus oscares esses elementos. Apesar de achar que ambos têm razão, actualmente não utilizo alimentos vivos, porque isso impressionaria muito a minha filha de 5 anos, pelo menos no que se refere aos peixes e lagostins. Os alimentos que utilizo mais frequentemente são: "Sticks" para ciclídeos, comprimidos, larvas de mosquito vermelhas congeladas, ovas de pescada e miolo de camarão. O importante é, tal como nos humanos, a variedade.

Reprodução

Mais um assunto em que pouco ou nada posso dizer. A verdade é que isso é o que eu desejo e já tentei conseguir com os oscares, mas sem sucesso. Para pensar nisso a sério preciso, em primeiro lugar, de espaço. E é o que não tenho. O maior aquário que tive até hoje é o de 205 litros que tenho actualmente e é manifestamente insuficiente. Como tal, não posso falar da minha experiência e só do que já ouvi. A reprodução dos Óscares não é difícil. O problema é que requer certos mínimos que não são fáceis de atingir. Para começar, é virtualmente impossível determinar o sexo de um oscar jovem. Mesmo de um adulto é muito difícil e há quem diga que é completamente impossível, a não ser que se adquiram vários exemplares e, confiando nas probabilidades, se espere que cresçam e que formem pares. É fácil imaginar o tamanho do aquário necessário para tornar este método viável...

Uma vez conseguido (eu ainda ando à procura do método certo para mim) um casal, o resto virá por acréscimo. À semelhança de muitos outros ciclídeos, os oscares tratam do assunto deles sem necessitarem de grande intervenção humana. Existem, no entanto, certos "indícios" que alegadamente podem determinar o sexo de um oscar. Mas, como isso não é regra nem é de aceitação unânime nos criadores de oscares, não vou falar deles. Só para terminar, gostaria de dizer que sou capaz de apostar que o meu oscar é macho. Mas posso estar enganado...

Coridora Albino

Família: Peixes-Gato - Calictídeos
Nome comum: Coridora Albino
Nome científico: Corydoras sp.

Aquários

Distribuição geográfica: América do Sul
Comprimento em adulto: 5 cm.
Temperatura da água: 25º C
pH: 7.0

Características

Uma das várias espécies de Coridoras. Muito úteis na limpeza do aquário, não só por comerem a comida que cai no fundo do aquário, como também por rasparem as algas das pedras e dos vidros. Esta característica das Coridoras, tornam-nas muito úteis para qualquer aquário comunitário. São peixes muito pacíficos, e devem ser mantidos em pequenos grupos.

Alimentação

Devem ser alimentadas com comprimidos para peixes de fundo à base de vegetais. Quanto ao restante alimentação, elas acabam por "aspirar" os pedaços de flocos, larvas vermelhas ou artémia congelada que caem para o fundo.

Coridora Bronzeado

Família: Peixes-Gato - Calictídeos
Nome comum: Coridora Bronzeado
Nome científico: Corydoras aeneus

Aquários

Distribuição geográfica: América do Sul, Trinidade, Venezuela.
Comprimento em adulto: 7 cm.
Temperatura da água: 19 - 26º C
pH: 7.0

Características

Esta espécie de Corydoras são maiores dos que os "albino". De resto, as características são idênticas: Úteis na limpeza do aquário, comem o excesso de comida que se deposita no fundo e raspam algumas algas das pedras e dos vidros. São pacíficos, e devem ser mantidos em pequenos grupos.

Alimentação

Devem ser alimentadas com comprimidos para peixes de fundo à base de vegetais, mas também comem flocos e alimentos congelados.

Coridora Ponteado

Aquários

Família: Peixes-Gato - Calictídeos
Nome comum: Coridora Ponteado
Nome científico: Corydoras paleatus
Distribuição geográfica: América do Sul, Brasil, Bacia do Rio de Prata.
Comprimento em adulto: 7 cm.
Temperatura da água: 19 - 26º C
pH: 7.0

Características

Uma das várias espécies de Corydoras, e também a mais fácil de manter, pois os "Ponteados" são bastante robustos, pacíficos e devendo ser mantidos em grupos. O seu corpo apresenta um padrão semelhante ao mármore.

Alimentação

Alimentam-se de flocos, larvas, mas também lhes deve oferecer comida de origem vegetal para peixes de fundo. Como todos os Corydoras, são úteis na limpeza do aquário, ao andarem constantemente a "focinhar" o fundo em busca de comida ou algas.

Fonte: www.aquariofilia.online.pt

Aquários

Para você poder entrar no mundo da aquariofilia, fizemos este pequeno guia de regras básicas e mostrar que não existem mistérios para obter sucesso neste hobby. Vamos começar com os equipamentos:
O aquário:

Os aquários com maior volume de água, geralmente são os de melhor estabilidade e manutenção, escolha se possível os de 50 litros para começar , mas os ideais são aqueles acima de 200 litros. Fica claro porém que tudo depende para o que você queira usa-lo, para que espécie de peixe e tamanho.

O Substrato

Geralmente é usado como substrato, cascalho de rio, pois são os que menos alteram as condições químicas da água. (O PH. ) Você deverá usar uma camada de 5cm de cascalho no fundo para um bom enraizamento de plantas. Existem outros tipos de pedras, mas não são neutras ou seja, podem alterar o PH da água, usadas para condições específicas dependendo do peixe que irar habita-lo.

A Iluminação

A iluminação de um aquário é de extrema necessidade para realizar funções biológicas e químicas. As lâmpadas mais usadas são as fluorescentes , elas são de baixo consumo de energia, não alteram a temperatura, pois são lâmpadas frias e são de fácil acesso. A regra básica é de 0.5w a 1w por litro.

Aquecedores e Termostatos:que aqui para saber consumo on line)

Quase todos os peixes necessitam de uma temperatura que pode variar de 23 a 29 graus. Para alcançarmos esta temperatura em dias em que a temperatura ambiente não esteja nesta faixa, devemos usar um aquecedor ligado a um termostato. Existem no mercado opções variadas para este fim: Termostatos ligados a um aquecedor ou Aquecedores acoplados a um termostato. A regra geral é de 1,5W pôr Litro de água. A maioria dos Peixes tropicais tem funções corporais que acompanham a temperatura ambiente onde vivem, e automaticamente alteram seu metabolismo. Um peixe que sofre de variações de temperatura constante pode adquirir doenças indiretas causadas por stress. Uma temperatura muito baixa 21 graus como exemplo, o peixe diminui seu metabolismo, não sentira-se bem e poderá facilmente adquirir doenças como fungo e outros já que seu metabolismo desce muito e a sua alimentação será cada vez menor. Se a temperatura de um aquário é muito alta acima de 29 graus constantes, a o seu metabolismo aumenta, porém a falta de oxigênio dissolvido na água também causando um novo stress para que o peixe absorver oxigênio na água, uma vez que o peixe terá que usar mais energia para faze-lo. Já a variações de temperatura em demasia do ambiente poderá causar um novo stress aos peixes fazendo que fique suscetível a doenças como o Ictio, por exemplo.

Sistema de Filtragemique aqui para mais informações)

Este é um dos itens mais importantes para obtermos sucesso em nosso Hobby. Existem dois tipos de filtragem :veja a tabela aqui

Biológica

Devido aos excrementos dos peixes, restos de comida, folhas mortas ; a água recebe continuamente decomposição e a formação de AMONIA.. Na primeira fase a amônia, em seguida os NITRITOS, que são extremamente tóxicos, e por último os NITRATOS, estes menos tóxicos e em quantidades pequenas até benéficas para as plantas. Para transformarmos a amônia em nitratos devemos cultivar bactérias chamadas de benéficas e a filtragem biológica tem esta função. Existem vários de filtros biológicos como sistemas diferenciados, os mais usados são as de placas de fundo, as de espuma, os de areia fluidizada etc. Devemos ter uma bomba para circular a água em um sistema que deve ser no mínimo 4(quatro) vezes o volume de água do seu aquário pôr Hora. Ex. Em um aquário de 100 litros devemos ter uma bomba no mínimo de 400 litros/horas .

Mecânica

Existem filtros mecânicos internos e os externos, são responsáveis pela purificação da água e pela filtragem de partículas em suspensão deixando a água limpa e cristalina evitando o acúmulo de Amônia. Podem também realizar filtragem química. O filtro mecânico como regra básica deve realizar uma circulação de no mínimo 5 vezes pôr hora o volume total de seu aquário.

Maturação da Água do Aquário

A colocação de peixes no aquário deve ser após aproximadamente 20 dias que o mesmo esteja com seus equipamentos ligados interruptamente (filtros biológico, aquecedores) e com as luzes acesas no mínimo 8 horas dia. Neste período só é colocado Plantas e mais nenhum ser vivo!

Esse processo fará que bactérias e microrganismos se formem dentro dos filtros e assim sendo, eliminando agentes químicos da Água; AMÔNIA NITRITOS , que são chamados de compostos nitrogenados.

Quando você coloca peixes no seu aquário, a urina, os excrementos e o resto de alimento que sempre sobrará na água do seu aquário vai transformar-se em agentes tóxicos, se não tiver bactérias. Se houver bactérias, vai se transformar em Nitratos este não tóxico aos peixes. Por outro lado, se não houver bactérias vai se transformar em Nitritos que vai asfixiar seus peixes e a morte será imediata, não deixando nenhum rastro diagnosticado.

Existem bactérias vivas que podem ser inseridas dentro do filtro e da água, para acelerar o processo de espera e maturação para 3 dias, mesmo assim deve-se inserir quantidades pequenas de peixes.

Mas nunca , nunca deve-se colocar peixes sem que haja uma maturação da água do seu aquário, a espera é necessária sim, mesmo que o mais confiavel lojista ou aquarista diga que não. A pessoa sabe que seus peixes podem e vão morrer, portanto considera-se de má fé a atitude de não orientar.

Manutenção e Trocas Parciais

Limpeza de Fundo

A manutenção de um aquário é relativamente fácil, trocando em miúdos, você deve deixa-lo limpo. Como explicado anteriormente em como iniciar, para evitarmos a Amônia, devemos obter filtros que desempenhem uma circulação de água suficiente para criar nossas bactérias, filtros Mecânicos que eliminem parcialmente restos de comida , fezes, partículas em suspensão, mas isso não é o suficiente, temos que limpar o fundo de um aquário, pois mesmo que tenhamos o melhor dos filtros, as substancias irão "apodrecer" em seu substrato, os filtros não dão conta disso, afinal não podemos colocar um filtro muito forte no aquário, teríamos uma água limpa sem necessidade de limpeza de fundo talvez, mas a circulação seria tão forte que olharíamos para um "Maremoto"... Pela minha experiência acredito que; discordando de alguns autores, o filtro Mecânico deve ser no mínimo 5 vezes o volume de água do aquário e no máximo de 9 vezes, claro para sistemas de água doce, pois um filtro muito forte provoca uma circulação de água muito forte perturbando os peixes. Claro que os peixes ornamentais vivem em rios com circulação fortíssima, mas existe espaços para se refugiarem, não é um sistema fechado como um Aquário. A limpeza de fundo com sifão deve ser realizada, imaginando que o sistema possui filtros bons, de 20 dias a 1 mês, para aquários com cerca de 150 a 200 litros. Também não adianta sinfonar toda a semana, porque poderemos causar um "stress" nos peixes. Acredito que a quantidade a ser sinfonada deve estar na faixa de 20% do volume total de água do aquário.

Preparando a Nova Água

Após sinfonar a fundo do aquário devemos preparar a 'nova' água, devemos retirar o cloro e outros metais que existem na água, com Produtos citados, devemos aproximar o PH da água do aquário e adiciona-la em nosso sistema, com água doce as coisas são mais simples. Água não Cristalina

Limpeza de Filtros Mecânicos

Geralmente filtro Mecânico seja ele externo ou interno, usa refil, este deve ser trocado, não aconselho a lava-lo e reutiliza-lo, o carvão ativado que geralmente está no refil também deve ser eliminado, reciclagem deste produto pode ser uma faca de dois gumes. A caixa do filtro deve ser lavado somente com água , se possível a do aquário. Nunca use qualquer tipo de detergente e cuidado com certas esponjas importadas, são impróprias para uso em Aquarismo, pelo seu composto químico. Se o filtro tiver esponja que faz parte de uma filtragem biológica, esse deve ser lavado somente com a água do aquário, pois a água clorada matará as bactérias "Benéficas ", que nelas estão. A lavagem e a troca de refil de um filtro é de no máximo a cada 30 dias.

Manutenção de Ph

O valor do Ph deve ser verificado pelo menos uma vez pôr semana. A água que será inserida em seu aquário deve ser condicionada antes, com o mesmo valor de PH do aquário. Devemos lambrar que existem vários fatores que pode modificar os valores; o substrato, troncos, principalmente os inadequados, a falta de trocas parciais ou o seu atraso . Nestes casos não adianta fazer correções com produtos, pois a curto prazo o PH voltara a se modificar(baixar). Existem vários produtos no mercado para correções principalmente para o condicionamento da água que será inserida em seu aquário proveniente das trocas parciais. Quando porém, quiser corrigir o PH correto da água do aquário, deve-se tomar o cuidado de ajustar seu valor aos poucos , para não afetar a saúde dos peixes.

A iluminação dos aquários de água doce é uma das partes fundamentais para o bom desenvolvimento do sistema, independente do tipo de aquário que será montado (Plantas, Doce ou Marinho). Vamos falar um pouco sobre o de água doce....Como regra básica , devemos manter o aquário com as luzes ligadas em média de 10 a 12 horas pôr dia. Algumas plantas são de dia "curto"e outras de dia "longo", mas a maioria delas são de regiões em que a luz está em torno de 10 a 12 horas. Não adianta nada deixa-las mais ou menos tempo explostas a luz, elas vão realizar a fotossíntese mesmo assim , podendo não desenvolver corretamente .

A quantidade de watts pôr litro deve ser de 0,5w/L a 1.0 w/L.

A iluminação também vai depender de que plantas deseja cultivar em seu aquário, já que existem plantas com adaptação em iluminação fraca, e outras que exigem iluminação forte.

As lâmpadas fluorescentes são as mais indicadas e que consomem menos energia, são lâmpadas frias, sendo assim; não altera a temperatura do aquário, mas tem uma desvantagem, elas perdem seu poder de iluminação pôr volta de 6 meses com uma vida útil de no máximo em 10.000 horas.

Conceitos Gerais

Watts é a quantidade consumida, e não a quantidade de fonte luminosa.

Kelvin é a cor que pode emitir e as profundidades alcançadas dentro da água.

Encontraremos no mercado lâmpadas de 1000k até 30000k, as de aparência amarelada são de até 3000k, as de aparência azul violeta de até 6000K.

Lumens é a quantidade de fonte luminosa.

Faixa de Radiação é a faixa de penetração que a ondas podem atingir em determinada profundidade.

Reprodução dos Discos

Aquários

Indrodução

O disco é originário da região norte do Brasil, de águas acidas com PH de 6.0 a 6.8 , dependendo da região, com uma temperatura de 28 a 32 graus. Procure inserir um termostato de precisão em seu aquário, para evitar oscilações de temperaturas . Quando recém introduzidos ao novo aquário, poderemos elevar a temperatura para aumentar o metabolismo, assim terá mais fome e se alimentará mais rapidamente. O disco demora a se alimentar e se adaptar em uma nova morada. Este peixe é considerado de delicada criação e aconselhada a aquaristas experientes pois é extremamente sensível a águas poluídas com toxinas, Amônia e Nitritos. As trocas parciais deverão ser feitas periodicamente na proporção de no mínimo 10% a cada 10 dias. Estas exigências deverão ser cumpridas a risca pelo aquarista. A amônia sendo tóxica e o Disco sendo altamente sensível a ela, normalmente é a maior responsável pelas mortes destes peixes. Os sintomas de Discos doentes pela Amônia é a coloração escura, respiração ofegante, barbatanas constantemente fechadas e corroídas. Se o Disco parar de se alimentar, com certeza a probabilidade de morte será maior. Na constatação de amônia (> 0.5 ppm) realizada por testes específicos, o aquarista deve trocar 20% da água do aquário, para baixar o nível. Poderemos também usar produtos específicos aplicáveis ao filtro externo(mecânico), para que os níveis de amônia possam reduzir. Lembrando que quando a alimentação não for excessiva e os filtros biológicos estiverem funcionando corretamente esta toxina não estará presente no aquário

A compra de casais para a Reprodução

Acho muito difícil algum lojista oferecer um casal de discos com promessas de reprodução e a garantia que está reproduzindo, a não ser que você obtenha de amigos e que já conheça bem o casal e a causa de se desfazer dos discos, acho melhor realmente obter alguns discos juvenis e observa-los ao longo de sua maturidade que chegará após 12 meses, para ai sim, tentar o acasalamento e sua criação. Para a distinção dos sexos existem muitas maneiras, acredito sim que são mais lendas que bases científicas, pois os discos não apresentam características externas que se possa fazer a distinção dos sexos. Por mais que grandes pesquisadores e aquaristas insistam em dizer que o macho é maior que a fêmea, que as nadadeiras dorsais são diferentes nas fêmeas etc... Será muito, muito difícil chegar em uma loja e em poucos minutos da compra, afirmar baseado em ‘nada’ que aquele disco é um Macho ou uma Fêmea. Para podermos ter uma grande chance de comprar casais ou um, que seja, devemos montar nosso grupo e obter 7 espécies, depois que possível mais uns tres ou quatro, claro que podemos levar sorte e obter um casal na primeira compra... Quando notarmos que no grupo , já na fase adulta, duplas de disco nadam e ficam juntos afastando os outros perto deles, significa que são casais e estão acasalando e jamais devem ser separados. O casal se corteja , o macho persegue a fêmea empurrando-a levemente pelo ventre e fica claro que a desova vai acontecer.

Aquário para Reprodução

Aquário para a reprodução deve ter no mínimo uns 70 litros não passando de 150 litros. Nada de decoração apenas equipamentos obrigatórios como aquecedor , e o sistema de filtragem biológica, nada de filtros potentes, nada de ‘maremotos ‘ apenas uma circulação suficiente, para o tamanho do aquário. O único equipamento diferente usado é um cone de pvc, ou até um tubo para que a fêmea possa desovar.

A desova

Após o acasalamento, o casal faz os preparativos para a desova da fêmea, limpando o substrato, o cone , como todos os ciclideos, realizam a limpeza com a boca, devemos prender o cone bem firme para que na limpeza não seja arrastada, também para que na hora da desova o substrato não se mexa, já que lá é o local onde os ovos vão ficar aderidos. Trocas parciais em alguns períodos pode trazer efeitos benéficos de aceleração para a desova. A fêmea pode realizar alguns treinos, como encostar o ventre no substrato. Os discos geralmente desovam no final da tarde, de 50 a 250 ovos, o macho fica encarregado de fecundar os ovos. Neste momento não devem ser molestados e o aquarista deve observar longe do aquário para não distrai-los e para não se sentirem ameaçados, pois podem comer seus próprios ovos ou não fertilizarem. Após a desova o macho fica ainda algum tempo para fertiliza-los, se bem que, a fertilização deve ser feita em alguns instantes após a desova, caso contrário os ovos não fertilizados irão gorar. Os ovos mantém um aspecto amarelado, meio transparente e os ovos gorados, ou seja, não fertilizados, com um aspecto branco leitoso.

O desenvolvimento e Alimentação

Os ovos demoram em média 60 horas para eclodirem , em uma temperatura de 29 graus, com 30 horas podemos observar pontos pretos que significa que o desenvolvimento está normal . O casal fica o tempo todo cuidando e oxigenando com suas barbatanas, para que os ovos não corram o risco de ficarem gorados. O casal se reveza neste procedimento. Enquanto um oxigena o outro deve cuidar da área contra supostas ameaças. Devemos manter uma luz fraca durante a noite para que os pais possam observar os ovos. Na eclosão, observamos a cauda das larvas já no exterior do ovo e nesse momento os pais ajudam com a boca para que eles se soltem totalmente , arremessando-os novamente ao substrato. As larvas então ficam grudadas pelo seu saco vitelino no substrato. Após 3 dias perdem por completo o saco vitelino e nadam em grupos para todo o lado do aquário. Caso estejam em um aquário comunitário ou com outros Discos presentes, devem ser retirados imediatamente com auxilio de uma mangueirinha, sugando-os para uma aquário de 15 a 20 litros. Se isso não for feito, os outros peixes vão se alimentar das larvas. É ponto crucial a sua alimentação, náupios de ARTEMIAS recém eclodidas, que deve ser oferecida no máximo em 24 horas após a perda total do saco vitelino que até então, era seu alimento. Caso o aquário seja de reprodução citado acima, devemos deixa-los no mesmo aquário . Eles vão procurar o muco da pele dos pais para se alimentar. Durante alguns dias este procedimento é valido sem que necessite de nenhuma intervenção do aquarista, mas quando maiores, os aquaristas devem alimenta-los durante uns 20 dias com náuplios de ARTEMIAS recém eclodidas , mesmo que ainda estejam se alimentando do muco da pele dos pais. Após 1 mês podemos alimenta-los com rações especiais para alevinos.

Esperamos que tenham sorte e só a prática realmente vai fazer que o aprendizado seja intensificado.

Montagem de Aquário de Plantas

Água

Para que não haja muita variação do Ph quando injetado o Co2, aconselhamos a deixar uma Dureza Carbonatada entre 4 e 6. (caso a água da torneira de sua casa esteja com valores diferentes, compre condicionadores para ajusta-la) A água do aquário já deve estar sem cloro, repousada e com valores de Ph cerca de 6.8 a 7.0

Filtros

Neste tipo de aquário não se faz necessário um sistema de filtragem biológico poderoso, aconselhamos a usar um Filtro Externo Biológico, Químico e Mecânico) Millennium ou Whisper, com fluxo de 6 vezes de circulação do volume de água do seu aquário. A água que é despejada do filtro para o aquário deverá fluir sobre a superfície do aquário fazendo que não se forme bolhas, uma vez que estas podem ajudar a eliminação de Co2. Vale a pena salientar que o melhor filtro para este aquário é o de Canister, (Fluval), pois a filtragem acontece sem muitos movimentos dentro do aquário.

Aquário:

Um volume ideal de água para seu aquário poderá ser de 100 litros e no máximo 45 de altura , pelo fato da iluminação ter uma penetração melhor. Nunca monte seu aquário de plantas com altura acima de 60 cm, além da manutenção ser dificultada, a iluminação pode ser prejudicada.

Substrato

O substrato também dependerá das plantas a serem inseridas, mas como base devera ser usado pedras de rio, (que não alteram o Ph) Granulometria numero 2 , o substrato é uma fator importante, uma vez que o enraizamento das plantas depende dele, mas pelo fato desse substrato ser pobre em nutrientes, principalmente Fe (Ferro) devemos mistura-lo a Laterita, rica em Ferro e outras substancias necessárias a nutrição das Plantas. Existem outros tipos de substrato, natural de rios, ricos em nutrientes, porém é de difícil acesso. Jamais use areias ou pedras artificialmente coloridas, são impróprias para aquários

Iluminação

Este é um ponto complicado pelo fato de não termos acesso a lâmpadas especiais para aquários, sem ter que pagar muito por isso. As lâmpadas ideais fluorescentes são da Marca Coralife, 50/50 e as Actinicas. Uma Configuração razoável seria usar Lâmpadas da Hagen Power Glo com Aqua-Glo e Ultra Luz do Dia, outras da Coralife, o importante é usar lâmpadas que estejam na faixa de 6000 a 10.000 Kelvin com uma relação de 0.5 a 1.0 watt por litro de água e troca-las a cada seis meses, pois o fluxo luminoso é perdido com o tempo. Não use lampadas Gro-Luz, essas lampadas estão ultrapassadas e possui um pessimo fator de Iluminaçao (Lumens). O aquarista pode não perceber, mas as plantas sentem essa perda, fazendo que se desenvolvam menos. O aquário deve estar com as luzes ligadas em um periodo de 10 a 12 horas continuamente. Nunca deixe seu aquário perto de janelas para evitar a exposição da luz solar.

Fertilização

Particularmente preferimos fertilizar somente o substrato, pelo menos nas primeiras semanas. principalmente se o substrato estiver misturado laterita. Para fertilizar o substrato, além de usar a Laterita (2 gramas por litro de água ), ótima fonte de Ferro, devemos também usar o Tetra Inicial Sticks. Esse elementos devem ser utilizados apenas na montagem do aquário, misturado ao substrato.Após 2 a 3 semanas fertilizar com injeção de Co2, pois se perde facilmente na água deixando as plantas sem seu principal elemento para realizar a fotossíntese.A injeção deve ser realizada se possível diariamente e continuamente por períodos de 2 a 6 horas diárias, enquanto as luzes do aquário estiverem acesas. Devemos ter em mente que quanto mais iluminação tivermos no aquário maior devera ser a injeção de Co2, pois nada adianta ter uma iluminação perfeita se não injetarmos Co2. O aquarista que não tiver possibilidades de obter injetores eletrónicos com controladores de entrada, poderá construir um injetor de Co2 caseiro.Controle e ajuste o Dh da água para não ter quedas bruscas ao injetar o Co2. Para saber se esta injetando pouco ou muito Co2 na água com seu injetor (clique aqui) e veja a tabela. Se realmente necessitar da Injeção de Co2, não deixe de fazer.

Os Elementos da Água

Os principais nutrientes das plantas são o Ferro e o Sulfato de Potássio, O Cálcio, Zinco, Cobre, Boro, Molibdenio, Nitrato de Potássio, Magnesio e outros, mas a reposição deverá ser de Ferro e Sulfato de Potássio pouco encontrado na rede publica. Outros elementos e traços podem ser encontrados naturalmente na água da torneira com trocas parciais.. Se usar a Laterita no substrato não faltara o Ferro, mas caso queira repor, poderá usar Flora Pride ou Flora San, pois ambos farão uma reposição dos principais elementos para a água do seu aquário..

Procedimentos

Quando estiver montando seu aquário, misture a Laterita, Tetra Inicia Sticks no substrato. Plante mudas altas e com desenvolvimento rápido (metabolismo ) na parte traseira do aquário e as mudas menores no centro e as pequenas na parte da frente do aquário. Todos os equipamentos devem permanecer ligados. Após o aquarista montar seu aquário de plantas, deve esperar uma semana para fazer a primeira troca parcial 50%.

Na primeira semana não existira fotossíntese nas plantas e também as reservas de seus nutrientes naturais acabam neste período. Portanto as plantas não estarão consumindo nutrientes da água do aquário, sobrando para as algas, a troca de água será de extrema necessidade para evitar uma proliferação de algas, portanto jamais use fertilizantes liquidos neste periodo nem injete Co2 na água do aquário
Nos 15 dias em diante fazer trocas parciais de no mínimo 30% (a cada 15 dias.) As trocas parciais de água proporcionarão a renovação de nutrientes e traços de elementos para a água. Verificar níveis de Fosfato, caso estejam altos, acima de 0.15 ppm, usar resinas especiais encontradas em lojas de aquários para elimina-lo. Não se desespere com aparecimento de algas, Verdes, Filamentosas, são normais neste tipo de aquário e por um período longo, sempre faça as trocas parciais, será o único e o melhor meio de se livrar delas, mas quando puder faça testes de Nitrato

O aquário após 30 dias estará apto a receber peixes e ser fertilizado com Co2 e se houver necessidade com fertilizantes liquidos, use sempre doses pequenas neste periodo. Você poderá criar peixes cardumeiros como Neons, Rasboras, Pequenos Dânios, estes peixes são mais recomendados neste ambiente, mas nada impede de usar outras espécies..O Otocinclus ou o Algae eather, poderam ajudar no combate a algas, mas não alimente este peixe durante semanas, para que se acostume a se alimentar somente de algas. Não pare de injetar Co2, pois poderá enfraquecer as plantas e as algas poderão se tornar mais intensas. Um aquário de Plantas será estabilizado aos seis meses de vida, quando o sistema se tornar realmente eficaz. Uma dica para verificar se a fotossíntese esta ocorrendo é verificar após duas horas depois de desligar o injetor se existem micro bolhas nas folhas das plantas. Este é um sinal que a fotossíntese esta ocorrendo, caso o contrário pode estar havendo falta ou excesso de Co2 na água e injete mais Co2 na água se necessitar. Mas este teste é válido após 30 dias, quando o aquário estiver montado e estabilizado. A limpeza de fundo apesar de ser necessária deverá ser feita com muito cuidado, pois podemos ferir as raízes das plantas. Não use Água Mineral, pelo seu composto químico e pelo Ph muito alto e por altos níveis de Fosfato.

Os citados são os mais tradicionais e usados,existem uma série de outros que podem tambem satisfazer as condiçÕes de um aquário.

Litros de seu Aquário

Os citados na tabela devem ser considerados para que se possa fazer um calculo de valores para a filtragem.

Bombas para Placas

Valores servem como referencia somente para os aquarista que resolverem usar este sistema.

Filtros Mecanicos Externos

São apresentados nas embalagens com valores em galões, e para a maioria dos aquarios são de uso obrigatório.

Algas

Aquários

Dicas úteis e funcionais

As causas principais que as algas aparecem nos aquários são plantas não saudaveis, níveis de Nitratos acima de 10 ppm, excesso de iluminação, iluminação inadequada.

Novamente somos obrigados a recorrer as trocas parcias da água de nosso aquário. Os nitratos que em níveis baixos são necessários, pois nutrem as plantas, não podem estrapolar esses níveis citados(10 ppm), pois sobrará nutrientes para as algas.

Fosfato Causa a Alga Peteca

Devemos obter testes de nitratos e eliminar o excesso com trocas parciais e resinas apropriadas em lojas do ramo.

As resinas são aplicáveis em filtros de circulação, no filtro mecânico como exemplo. Evidente que algas verdes em vidros sempre vão existir, mas não em abundância, mesmo porque devem ser eliminadas com raspadores apropriados.Podemos adquirir peixes que se alimentam de algas como os Espadas, as Molinesias, os Cascudos(Ancistrus).Os tipos mais preocupantes das algas são: (na nossa opinião) , algas filamentosas e algas vermelhas, podem prosperar mesmo na água que são pobres em nutrientes quando unida a uma folha que está para morrer. Devemos eliminar folhas que já estão atingidas pelas algas, eliminar folhas que já não se desenvolvem mais.. Na realidade as algas competem com as plantas pelos nutrientes, mantendo-as saudáveis e em crescimento não restará nutrientes para as algas.

Ao montarmos um aquário devemos inserir plantas de rápido crescimento e depois quando o aquário estiver mais estabilizado com plantas em crescimento, com níves de Nitrato baixos, com iluminação adequada, inserir plantas mais exigentes e de lento crescimento. Não podemos esquecer que para mantermos niveis de nitratos baixos entre outras coisas, alimentar nossos peixes com porções pequenas. Para não desestabilizar, puluir, o aquário.

Um aquário recém montado, novo de 3 meses por exemplo, é normal aparecer varios tipos de algas, as verdes em suspensão, as marrons, as verdes dos vidros, as filamentosas, mas com o passar do tempo com a estabilização do aquário, vai fazer com que elas desapareçam, nunca por completo, pois é perfeitamente normal algas verdes grudadas em vidros, mas as outras que são prejudiciais sumirem, Claro que as trocas parciais, e o controle de nitratos é de extrema necessidade. O uso de algicidas pode ser aplicado em extremas circunstancias, mas tenha em mente que as plantas sentiram e podem ficar meio debilitadas com a presença de algicidas.

Fonte: www.aquallun.com.br

Aquários

Plantas e Decoração

Chegou a hora de definir a aparência do seu aquário. Nesta hora o importante é ter em mente mais ou menos como você deseja que ele fique, antes de sair comprando as coisas. A palavra de ordem é planejar. Existem uma infinidade de elementos decorativos e fundos pra se escolher nas lojas. Separe um tempo para visitar vários sites na Internet, observando os diferentes tipos de arranjos possíveis.

Vá anotando o que lhe agrada. Quase tudo é possível nessa hora; basta apenas criatividade. Só não podemos esquecer que certos elementos tendem a mudar a composição da água, tais como pedras do tipo calcárias. Tendem a endurecer e tornar a água alcalina, e nós não queremos isso.

Também não é recomendável a utilização de pedras com óleos, óxidos, ou com inclusões metálicas, por mais decorativas que possam ser. Quanto à utilização de madeira, troncos ou raízes, esses elementos tendem a acidificar a água com o passar do tempo. Isso é um fator positivo para a nossa montagem, mas sem exageros. Se colocarmos muitos troncos, poderemos ter problemas com pH no futuro, além do que esses elementos sempre soltam um pouco de "tinta" na água, principalmente quando novos. Se colocarmos muitos troncos, a água ficará escura.

Compre seus troncos nas lojas especializadas, pois troncos colhidos na natureza não servem para aquário. Eles irão apodrecer e flutuar. Os vendidos nas lojas já passaram por um processo de conservação natural e, em alguns casos, já foram tratados pela própria loja.

Agora vem a parte polêmica: plantas!

Muitos irão dizer que plantas naturais são indispensáveis, possuem uma beleza que não se compara com a das artificiais, são mais baratas, etc... Concordo plenamente, mas o meu objetivo neste site é ensinar a montar um aquário prático, bonito e, principalmente, de fácil manutenção. Como o nosso aquário terá uma temperatura entre 29C e 32C, dificilmente você irá encontrar plantas que suportem bem altas temperaturas.

Elas duram um tempo mas depois começam a ficar fracas e com certas partes apodrecidas. Alguns ainda irão dizer: "utilize temperatura entre 27C e 28C". Mas nós estamos querendo criar um ambiente apropriado para os Discus! Se quiser ter um aquário com plantas, monte um holandês! Para o bem estar dos peixes, teremos que manter altas temperaturas. Por experiência própria, só parei de ter problemas com doenças no meu aquário quando subi a temperatura média para 31C. Esse foi um conselho de um velho criador de São José dos Campos que cria Discus em casa há muitos anos, e funciona!

Outra vantagem das plantas artificiais é que "lavou, tá novo", basta retirar algumas do aquário e lavar em água corrente para retirar algas acumuladas. Mas atenção: não vá comprar aquelas plantas artificiais que vêm em saquinhos individuais. Procure aquele tipo que vem em grande quantidade, não me lembro da marca. Parecem bem naturais e são muito mais baratas do que as individuais.

Concluindo, são práticas, bonitas e versáteis, além de não ser preciso grandes preocupações com iluminação e injeção de CO2, o que ocasionaria grandes flutuações de pH, se não for utilizado equipamento adequado. Veja algumas fotos na sessão "Meu aquário"; observe como é possível fazer bons arranjos com elas.

Para o vidro de trás você poderá escolher aqueles papéis especiais, com figuras de plantas ou troncos. Já vi uma vez um com troncos cinzas que fica muito bonito. Ou, se quiser manter a simplicidade da decoração, utilize cartolina preta.

Produtos e Testes Químicos

Para começar e manter o seu aquário você irá necessitar de alguns produtos. Existe uma infinidade de produtos à venda, alguns muito úteis, outros nem tanto. Segue uma lista dos produtos essenciais:

Aquasafe da Tetra. Ele retira o cloro da água, além de eliminar metais pesados e reduzir o stress inicial dos peixes. Bom para tratar a água utilizada nas trocas parciais. Caso não encontre na sua cidade, serve algum anti-cloro.

Acidificante, utilizado para acidificar a água do aquário e a água das trocas parciais.

Teste de pH.

Teste de amônia.

Sifão

Mangueiras, para sifonar a água e ajudar nas trocas parciais, etc...

Esponja, para ajudar na limpeza de vidros, retirar algas e sujeiras (esponja nova, que nunca tenha sido utilizada com produtos químicos!)

Limpador magnético de vidro. Ajuda bastante na limpeza dos vidros frontal e lateral.

Galões para armazenar e tratar a água das trocas parciais.

Redinha para manusear os peixes eventualmente.

Fonte: paginas.terra.com.br

Aquários

Além de um belo enfeite para decorar a casa, todos que possuem aquários afirmam que a presença de um peixinho (ou vários) no dia-a-dia transmite paz e bem-estar fora do comum.

Aquários

Se você sempre gostou de aquários, mas tinha medo de possuir um, chegou a hora de realizar o sonho e, talvez, até começar um novo hobby.

O arquiteto Klaus Chaves Alberto informa que a primeira coisa a fazer, quando se decide comprar um aquário, é saber exatamente onde colocá-lo. "Deve-se respeitar questões técnicas, como o local de passagem numa casa. É importante colocar o aquário em um lugar onde não atrapalhe ninguém", avisa.

Segundo ele, existem clientes que gostam de exibir o aquário em uma sala, por exemplo, para poder dividir com os amigos a beleza que possui em casa. "Por outro lado, existem os introspectivos, que não gostam de chamar a atenção e preferem o aquário no quarto, como se fosse um quadro em movimento", diz.

Aquários

Algumas pessoas, mais ousadas, diríamos, possuem aquários como se fossem verdadeiros quadros, em suas paredes. Um projeto deste porte, de acordo com Klaus, é simples, dependendo somente de uma boa execução do vidro com a alvenaria. "Porém, pode ser um pouco complicado no momento de se retirar o aquário para limpar, ou mesmo se houver a necessidade de alguma manutenção na parede, como a pintura, por exemplo".

Tamanho não é documento

Aquários

"O tamanho do aquário também deve ser bem pensado, não só pelo espaço que vai ocupar, mas também pelo trabalho que pode dar", ressalta Klaus.

Mas, segundo o biólogo e proprietário da loja Aquacenter, Celso Henrique Varela Rios, a verdade é que quanto menor o aquário, mais trabalho ele dará, e não o contrário.

"Aquário pequeno dá mais trabalho, por vários motivos: a água fica suja rápido, deve-se limpar com mais frequência, e o peixe fica mais agressivo e estressado, podendo morrer com mais facilidade. Além disso, se a pessoa erra na quantidade de comida, o que é normal ocorrer até que se aprenda direitinho, em um aquário pequeno a água vai ficar turva, dar mal cheiro e pode matar o peixe. Já no aquário grande, isso passa despercebido", informa Celso.

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O biólogo, que pratica o hobby do aquarismo desde os quatro anos de idade, não aconselha aquários muito pequenos, ainda mais para os leigos. Mas, se a pessoa não tiver muito espaço para ocupar um aquário maior, ele dá a dica: "Neste caso, seria interessante o Beta, um peixe agressivo, que não se dá bem com os outros e tem que ficar sempre sozinho. Mas ele é muito bonito, colorido, e possui barbatanas grandes, que chamam a atenção", diz.

Um aquário de 20 a 25 cm é suficiente para o peixe Beta, que pode viver uma média de três a cinco anos. Se o cliente quiser uma aquário comunitário, com vários peixes, Celso aconselha os que vão de 50cm até 1,5m, caso tenha espaço suficiente. "A manutenção é mínima, se resume a 30 minutos por mês", garante.

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Celso esclarece, para os que têm medo de comprar um aquário, que é preciso desmistificar que aquarismo dá muito trabalho e que peixes morrem facilmente. "Tenho peixes, em casa, com 12 anos de idade. Acima de tudo, é preciso que o lojista saiba dar orientação ao cliente. Ele deve sempre informar, tendo em vista dúvidas como a alimentação dos peixes; qual o melhor lugar para se colocar o aquário; que tipo de aquário é o ideal para aquele tipo de cliente etc".

Segundo Celso, muitos lojistas não sabem informar ou não têm a visão de que mais vale vender um aquário e passar dez anos vendendo ração, peixe e equipamentos para este cliente, do que vender um monte de aquários sem dar as informações corretas. "Os peixes destes clientes vão acabar morrendo; eles voltam e compram novamente, uma ou duas vezes, mas logo desistem. Daí a fama de difícil e o enfraquecimento do hobby", destaca.

Passo a passo para ser uma aquarista

Em primeiro lugar, você deve saber que seus peixinhos precisam de atenção, comida, limpeza, como qualquer outro animal de estimação.

Aquários

Não abandone o hobby no primeiro obstáculo. Leia o máximo que puder sobre o aquarismo e converse muito com quem está te vendendo o aquário. Se ele não souber te informar, mude de loja.

Escolha o melhor local na sua casa. Sala e quarto podem ser legais. Evite a cozinha, por causa da gordura.

Lembre-se que a base onde o colocará deve ser firme, pois o peso do aquário engana...

Escolha o tipo de aquário que deseja: grande, pequeno, de água doce, de água salgada, os tipos de peixes que vai misturar, as plantas (naturais ou artificiais) e pedras para embelezar o habitat dos peixinhos etc...

Um aquário vai te tomar poucos minutos de atenção diária e cerca de meia hora a cada vinte dias, mais ou menos.

Cuidando do seu aquário

Geralmente, faz-se a troca de um terço da água, uma vez por mês (independente do tamanho do aquário). A água pode ser retirada com uma mangueirinha, ou até mesmo com uma vasilha limpa. Na reposição, a água deve ser da torneira (e não de mina ou da chuva), e deve-se pingar anticloro (geralmente 1 gota para cada litro de água).

Passa-se uma buchinha para limpar o vidro, por dentro, sem precisar desmontar nem tirar pedras e peixes. Deve-se tomar cuidado para sempre lavar os braços e as mãos antes desta limpeza, para retirar impurezas e estas não passarem para a água do aquário.

Coloque-o em um local onde não haja muita vibração (caixas de som, por exemplo) e onde não bata sol.

Não é bom ficar batendo no vidro do aquário, pois isso estressa o peixe, ele pode levar susto, parar de comer e acabar adoecendo...

Tenha cuidado em ambientes com muito cheiro, como incenso, aerosol, inceticida, fumaça de cigarro... Quando precisar usar estas substâncias, lembre-se de desligar a bomba de oxigênio e jogar um pano por cima, para evitar que esta puxe o ar e jogue o remédio (ou fumaça) para dentro do aquário.

Em um aquário de um a dois metros, a luz deve ficar acesa 12hs por dia.

A comida deve ser dada de duas a três vezes por dia. A quantidade depende de quantos peixes estão no aquário, mas lembre-se: passados dois minutos não pode mais haver nenhuma ração boiando na água.

Fonte: www.acessa.com

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A decoração do aquário pode ser composta dos mais variados materiais e a escolha dos mesmos depende de gosto pessoal.

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Devemos levar em consideração que quanto mais colorida e com apetrechos plásticos for a nossa decoração, mais distantes nós estaremos de copiar o habitat natural nos rios e lagos onde originalmente habitam os peixes escolhidos.

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Como substrato no fundo do aquário, podemos usar cascalho de rio que pode ser encontrado facilmente em qualquer loja de aquarismo. Além de ter uma aparência mais natural, não interfere nos parâmetros químicos da água.

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Para complementar a decoração, podemos usar rochas e troncos submersos para criarmos os mais diversos cenários, tudo depende do gosto de quem monta o aquário.

Outro item importante na decoração de um aquário são as plantas que podem ser naturais ou artificiais. As naturais embora um pouco mais trabalhosas para serem mantidas, nos recompensam com um aspecto muito mais natural ao aquário e também ajudam no ciclo biológico. As artificiais, na maioria das vezes são feitas de plástico ou tecido sintético e imitam as naturais, com a vantagem não precisarem de cuidados especiais e durarem por muito tempo.

Fonte: www.vidadecao.com.br

Aquários

Um aquário é um recipiente capaz de conter água possuindo pelo menos uma de suas paredes feita de algum material transparente, geralmente vidro ou acrílico e é dotado dos componentes mecânicos que tornam possível a recriação de ambientes subaquáticos de água doce, do mar ou salobra e a manutenção de formas vida correspondentes a estes ambientes, como peixes, invertebrados, plantas etc. Os aquários mais básicos são de planta retangular, composta por paredes de vidro coladas com silicone neutro.

O antigo conceito de aquário, como sendo uma simples bola de vidro com uma abertura circular em cima e fundo plano, na qual se mantinham peixinhos coloridos em água foi largamente superado. As condições ambientais não eram, neste caso, controladas e, para manter os animais vivos a água tinha de ser trocada em períodos regulares por água limpa e sem cloro, por não possuirem nenhum sistema técnico de depuração.

Aquários
Aquário tropical de água doce de biótopo amazônico

História e desenvolvimento

Etimologia

A palavra aquário resulta da junção do termo latino aqua, que significa água, com o sufixo -rium, que significa "lugar" ou "edifício".

Práticas antigas

A criação de peixes em lugares fechados ou artificiais é uma prática muito antiga. Os antigos sumérios eram conhecidos por manter peixes em tanques antes de prepará-los para comer. Acredita-se que na China a reprodução seletiva da carpa, que derivou nos hoje populares koi e peixinho-dourado, tenha começado há mais de 2000 anos. Foram encontradas descrições do peixe sagrado Oxyrhynchus na arte do Antigo Egito. Muitas outras culturas também têm uma história de criação de peixes, tanto com propósitos funcionais como decorativos. Os chineses desfrutavam dos peixes coloridos em recipientes de cerâmica grandes, durante a dinastia Song.

Aquários
O koi foi criado em tanques decorativos durante séculos na China e no Japão.

Recipiente de vidro

O conceito de aquário, pensado como objeto de observação de peixes, na forma de tanque fechado e transparente, guardado em interiores, surgiu apenas recentemente. No entanto, é difícil definir a data exata deste desenvolvimento. No século XVIII, o biólogo Abraham Trembley conservou uma hidra que encontrou nos canais do jardim "Sorgvliet", nos Países Baixos, em grandes recipientes cilíndricos de vidro para seu estudo, considerando-se que o conceito de manter vida aquática em compartimentos de vidro data de então.

Fabricação

Os aquários possuem pelo menos uma parede transparente, de vidro ou plástico (geralmente, acrílico).

Ainda que existam aquários cuja estrutura é de poliéster, de concreto ou outros materiais, os mais comuns são de vidro. Nas últimas décadas têm sido muito explorados materiais plásticos, como o acrílico. Estes, são mais leves e resistentes, mas ficam amarelos com o tempo, não sendo, por isso, muito recomendados. Até à década de 1970, a maioria dos aquários de vidro eram acoplados com metal, mas, hoje, são unidos simplesmente com silicone. Este silicone deve ser do tipo acético, sem aditivos do tipo antimofo ou outros, e, preferencialmente, de cor preta, para que não se note a coloração e não haja desenvolvimento de algas que, com o tempo, vão aparecendo.

Aquários
Aquário holandês.

Tipos

De maneira geral, e segundo a concentração de sais minerais na água, os aquários se dividem em:

Aquários de água doce - simula um ambiente lacustre ou fluvial. (concentração de sais < 0,5%)

Aquários de água salgada - simula um ambiente marinho ou oceânico. (concentração de sais 0,5% - 18%)

Aquários de água salobra - simula os ambientes intermediários quanto à salinidade, por exemplo lagunas e estuários. (concentração de sais < 0,5% - 5%)

Mas, mais detalhadamente, a aquariofilia distingue vários tipos de aquários segundo a finalidade:

Aquário comunitário

Onde vivem peixes e plantas de diversas espécies, independente de seu lugar de origem. Obviamente se agrupam tendo em conta que as características ambientais que precisam são as mesmas.

Aquário de espécie individual ou específico - são aquários destinados à criação de uma determinada espécie de peixe. Este aquário requer um ambiente muito específico, adequado ao peixe. Diferencia-se do aquário de criação onde não há fins de seleção por raça ou comerciais.

Aquário de biótopo

Aquários
Aquário de piranhas, exemplo de aquário de espécie individual.

Onde estão reunidos peixes e plantas que pertencem a um mesmo hábitat, com o fim de recriar um determinado ambiente.

Aquário de reprodução

Suas condições ambientais tratam de facilitar a reprodução de uma ou várias espécies de peixe.

Aquário de criação

Destinado à criação de uma só espécie de peixe por motivos de seleção de raça ou com fins comerciais.

Aquário holandês

É um tipo especial de aquário, que tem sua origem nos anos 70. Caracteriza-se pelo cultivo de plantas aquáticas segundo conceitos estéticos ocidentais, procurando simetrias e geometrias de cores, formas e texturas, cobrindo quase todo o tanque, não tendo, frequentemente, presença de peixes, já que as plantas são o principal atrativo.

Aquário nature

Trata-se também de um aquário plantado, seguindo a estética japonesa, relacionando-se com representações simbólicas de aspectos da natureza e procurando um equilíbrio orgânico entre os vários elementos. Este estilo foi fortemente impulsionado por Takashi Amano nos início dos anos 90.

Por último, atendendo à temperatura da água, podemos distinguir dois tipos de aquários:

No aquário de água fria a temperatura oscila entre 18ºC e 22ºC, aproximadamente. Durante os meses de inverno, uma resistência elétrica impede que a temperatura seja menor que 15ºC. É utilizado, sobretudo, para espécies de peixes exóticos resistentes.

Aquários
Aquário caseiro comunitário com diferentes peixes e plantas.

Num aquário tropical a concentração de sais na água é indiferente, podendo esta ser tanto doce como salgada ou salobra. A água é aquecida por um sistema de termoregulação. A temperatura deve estar entre 23ºC e 28ºC, aproximadamente, graças ao uso de resistências elétricas e de um regulador, o termostato.

Acessórios

É possível conservar peixes vivos por um certo tempo em um pouco de água sem qualquer ajuda tecnológica, mas as condições de vida dos peixes serão muito más. Por isso todo aquário deve ser equipado corretamente.

Filtração

Aquários
Sistema de filtração em um aquário típico:
(1) Entrada.
(2) Filtração mecânica.
(3) Filtração de carbono ativo.
(4) Meio de filtração biológica.
(5) Saída para o reservatório.

É vital que a água do aquário circule, para que se liberte de impurezas e esteja biologicamente depurada. Para fazer isso, é utilizada uma bomba de água, que força a movimentação da água através de elementos filtrantes.

A filtração se divide em diversas etapas:

Filtração biológica, realizada por bactérias aeróbias que convertem a amônia produzida pelos peixes em nitritos e estes em nitratos. Ver ciclo do azoto nos aquários.

Filtração mecânica, realizada por esponjas, mantas ou outros elementos filtrantes que retém partículas sólidas da água.

Filtração química, realizada por carvão ativado ou resinas específicas, têm o objetivo de remover substâncias tóxicas da água como o cloro, os metais pesados entre outros. Pode ser usada para remover também compostos nitrogenados como a amônia, os nitritos e os nitratos.

Filtração com lâmpada de ultra-violeta, tem por objetivo esterelizar a água, eliminando certos microorganismos indesejáveis como algumas algas microscópicas, fungos e protozoários.

A mistura da água tem também uma função oxigenadora e permite recriar certos meios ambientes agitados.

Iluminação

A fim de se observarem bem os peixes, de lhes dar um ritmo de vida diário e de assegurar a fotossíntese das plantas, um aquário deve ser iluminado corretamente.

O método aparentemente mais simples é a utilização da luz do dia, mas isto comporta numerosos inconvenientes: promove o desenvolvimento de algas filamentosas pela falta de controle da intensidade da luz, os peixes terão as cores mais fracas etc.

Por essas razões, deve-se iluminar o aquário por meio de lâmpadas, habitualmente reguladas por um relógio que as faz funcionar de 10 a 12 horas por dia. O melhor método é utilizar lâmpadas fluorescentes hortícolas ou outras lâmpadas especiais adaptadas às necessidades das plantas, tanto em qualidade quanto em quantidade.

Climatização

Para manter uma temperatura tropical, que convém aos peixes exóticos, é preciso utilizar sistemas de climatização compostos por uma resistência elétrica e um termostato. No caso de peixes de água fria, o procedimento é inverso, é preciso utilizar um sistema de refrigeração.

População

Solo

O solo do aquário deve ser coberto de cascalho fino. Alguns centímetros são suficientes para permitir a fixação das plantas.

Em caso de água doce (com a exceção de peixes que necessitem essas características da água, como, por exemplo, os peixes dos lagos africanos), deve-se evitar as substâncias calcárias, enquanto no aquário de água do mar deve-se adotar a areia coralina, que permite estabilizar as características da água em valores adequados para esse sistema. Convém prescindir de areias artificiais, assim como de pedras pintadas.

Água

Aquários
Um aquário marinho.

A água pode ser da torneira, desde que seja adaptada às necessidades dos organismos que a habitarão.

Os peixes de água muito doce (bacia do rio Amazonas, por exemplo) necessitam, geralmente, de água branda (com um conteúdo muito escasso de sólidos dissolvidos) e ácida. Pode-se abrandar a água através de um filtro de osmose inversa, enquanto que para acidificá-la são empregados diversos produtos químicos ou é colocada uma pequena quantidade de turfa no sistema de filtração.

Os peixes de águas duras (lago Malawi, por exemplo) requerem uma adição de sais especiais, como pedras calcárias.

Os peixes de água do mar necessitam de um suplemento de sal, de preferência combinado com água corretamente depurada, por exemplo por osmose.

No caso de uma água de torneira clorada ou que contenha metais pesados, existem no mercado produtos neutralizantes que podem melhorar sua qualidade. É igualmente possível liberar o cloro deixando repousar a água em um recipiente aberto por alguns dias antes de sua utilização.

Decoração

Todas os tipos de decoração são possíveis.

Os materiais naturais ou de aparência natural, como cortiça e raízes de turfeira, são preferíveis para este efeito. Em relação às raízes de turfeira, pode ser conveniente fervê-las antes de colocá-las na água, para que liberem o tanino que poderia turvar a água.

Certas espécies gostam de se esconder ou utilizam seu meio para pôr e proteger seus ovos. É conveniente, então, fazer pequenos esconderijos com pedras (pode-se utilizar também a metade de um coco ou um vaso de flores, de antemão bem limpos).

O vidro traseiro do aquário pode ser mascarado por uma decoração de poliéster resinado ou por um pôster que represente o ambiente do aquário, a fim de aumentar o efeito de profundidade.

Plantas

Antes de introduzir as plantas no aquário, deve-se submergir uns minutos em uma solução desinfetante, como, por exemplo, permanganato de potássio, para eliminar os hospedeiros prejudiciais, como caracóis e hidras.

Nos aquários de água doce, o excesso de plantas impede a reciclagem dos desperdícios nitrogenados. Já para os de água do mar, uma planta muito encontrada é a Caulerpa, facilmente encontrada no mercado especializado.

Animais

Além dos peixes, os aquários podem comportar alguns invertebrados. Nos de água doce são comuns os gastrópodes e outros moluscos. Nos de água do mar pode-se ver ouriços-do-mar, anêmonas, espirógrafos, corais, esponjas e muitos outros. Contudo, a superpopulação do aquário deve ser um fator sob constante observação.

Manutenção

Instalação e manutenção cotidiana

Um aquário corretamente instalado e povoado requer pouca manutenção.

Renovação da água - uma troca regular de uma parte da água, normalmente o equivalente a 1/3 do todo a cada duas semanas, o que permite eliminar os desperdícios orgânicos. O processo é feito, geralmente, por sifonagem, aspirando a água próxima ao solo, a fim de eliminar, pela mesma operação, os desperdícios orgânicos.

Limpeza das paredes - uma esponja é capaz de devolver a transparência original do vidro.

Limpeza das plantas - as plantas com algas devem ser limpas à mão.

Limpeza do solo - é possível transportando as pedras ou areia para outro recipiente, onde serão extraídas as impurezas através de água corrente.

Adubar as plantas - usa-se, basicamente, adubo orgânico.

Alimentação dos peixes - à base de alimentos frescos, congelados ou vivos.

Aquários
Aquário caseiro.

Renovação da água

Aquários
Aquário marinho de arrecifes

.É necessário efetuar trocas regulares de água em um aquário, pois as bactérias se encarregam de degradar o amoníaco e transformar os nitritos em nitratos. Estes últimos se acumulam pouco a pouco no aquário, podendo alcançar valores excessivos que poderiam ser tóxicos para os peixes. A taxa de nitratos deve ser sempre inferior a 50mg/l.

Os nitratos são consumidos por plantas aquáticas e pelas algas. Contudo, o consumo das plantas não basta para eliminar todos os nitratos. Em geral, só as trocas de água, regularmente, permitem obter taxas aceitáveis.

Por outro lado, as trocas de água permitem o fornecimento de sais minerais necessários aos peixes e às plantas. Se não é renovada a água, eles se esgotam pouco a pouco no meio fechado do aquário. O ritmo e a quantidade de trocas de água são variáveis segundo a população do aquário e as condições de manutenção. É aconselhado, geralmente, trocar 10% da água toda semana, ou 20% a cada 15 dias. Esta porcentagem deve ser aumentada se, por exemplo, as taxas de nitrato se elevarem demasiado. No entanto, jamais deve-se trocar a água toda de uma vez só.

Limpeza das paredes

Por questões estéticas, mas também para a manutenção da vida no interior do aquário, tem de ser feita a limpeza das paredes. Sendo o vidro ou o acrílico materiais sobre os quais as algas se estabelecem facilmente, convém limpá-los regularmente para evitar sua proliferação duradoura, pois as algas dificultam a entrada da luz no aquário, e as plantas não sobrevivem sem luz.

Aquários públicos

Aquários
Georgia Aquarium, nos EUA - Túnel de viagem ao oceano.

Os aquários públicos são instalações abertas ao público para ver espécies aquáticas em aquário. A maior parte dos aquários públicos apresenta uma determinada quantidade de tanques menores , assim como um ou mais depósitos maiores. Os depósitos maiores têm capacidade de comportar milhões de litros de água e espécies grandes, incluindo golfinhos, tubarões ou baleias. Os animais aquáticos e semi-aquáticos (lontras, pinguins etc.), podem ser encontrados, também, em aquários públicos.

Desde o ponto de vista operacional, um aquário público é similar em muitos aspectos a um zoológico ou museu. Um bom aquário terá exposições especiais para atrair os visitantes, além de sua coleção permanente. Alguns têm sua própria versão de "zoo para tocar", por exemplo, o Monterey Bay Aquarium, na Califórnia, tem um depósito superficial cheio de tipos comuns de raias, e o público pode "tocar" sua pele quando passam.

Como os zoológicos, os aquários normalmente têm um corpo especializado de pesquisadores que estudam os costumes e a biologia das espécies. Nos últimos anos, os grandes aquários têm tentado adquir e criar diversas espécies de peixes do oceano aberto, inclusive cnidários, como as medusas, uma tarefa difícil, posto que estas criaturas nunca antes encontraram superfícies sólidas como a parede de um aquário, e ainda não adquiriram o instinto para se afastarem das paredes e não chocarem com elas.

O primeiro aquário público abriu em Regent's Park, Londres, em 1853. Phineas Taylor Barnum o seguiu rapidamente com o primeiro aquário americano, aberto na Broadway, Nova Iorque. A maior parte dos aquário públicos se localizam perto do oceano, para ter uma colaboração constante da água do mar natural. Um aquário pioneiro, no interior, foi o Shedd Aquarium de Chicago, que recebia a água do mar transportada por um trem.

Em janeiro de 1985, Kelly Tarlton iniciou a construção do primeiro aquário a incluir um grande túnel acrílico transparente, em Auckland, na Nova Zelândia, uma tarefa que necessitou de 10 meses e custou três milhões de dólares neozelandeses. O túnel de 110 metros foi construído com folhas de plástico de fabricação alemã que moldavam ali um grande túnel. Atualmente, uma esteira rolante transporta os visitantes e os grupos escolares que, ocasionalmente, passam a noite ali, embaixo dos tubarões e raias.

Frequentemente, alguns aquário públicos se afiliam a instituições oceanográficas importantes ou conduzem seus próprios programas de investigação, e normalmente se especializam nas espécies e ecossistemas que podem encontrar nas águas locais.

Fonte: pt.wikipedia.org

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