Vinícius de Moraes

Vinícius de Moraes
Na tempestuosa madrugada de 19 de outubro de 1913, nascia o garoto Vinitius.
A grafia está correta. Seu pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
um apaixonado pelo latim, dera a ele este nome. Naquela noite nascia na Gávea,
o futuro garoto de Ipanema.
Escreveu seu primeiro poema de amor aos 9 anos, inspirado em uma colega
de escola que reencontraria 56 anos depois. Seus amores eram sua inspiração.
Oficialmente, teve nove mulheres: Tati (com quem teve Susana e Pedro), Regina
Pederneiras, Lila Bôscoli (mãe de Georgina e Luciana), Maria
Lúcia Proença (seu amor maior, musa inspiradora de Para viver
um grande amor), Nelita, Cristina Gurjão (mãe de Maria), a baiana
Gesse Gessy, a argentina Marta Ibañez e, por último, Gilda Mattoso.
Mulherengo? Não, “mulherólogo”, como ele costumava
se definir.
Tati, a primeira, única com quem casou no civil, é a inspiradora
dos famosos versos “Que não seja imortal, posto que é
chama/ Mas que seja imortal enquanto dure”. Deixou-a para viver com
Regina Pederneiras. O romance durou um ano, depois do que ele voltou com Tati
para deixá-la, definitivamente, em 1956 e casar com Lila, então
com 19 anos, irmã de Ronaldo Bôscoli. Foi nessa época
que o poeta conheceu Tom Jobim e o convidou para musicar sua peça Orfeu
da Conceição. Desta parceria, surgiriam músicas símbolos
da Bossa Nova como Chega de Saudade e Garota de Ipanema, feita para Helô
Pinheiro, então uma garotinha de 15 anos que passava sempre pelo bar
onde os dois bebiam. No ano seguinte, 1957, se casaria com Lucinha Proença
depois de oito meses de amor escondido, afinal, ambos eram casados. A paixão
durou até 1963. Foi pelos jornais que Lucinha, já separada,
soube da ida de Vinícius para a Europa “com seu novo amor”,
Nelita, 30 anos mais jovem. Minha namorada, outro grande sucesso, foi inspirado
nela.
Em 1966, seria a vez de Cristina Gurjão, 26 anos mais jovem e com
três filhos. Com Vinícius teve mais uma, Maria, em 1968. Quando
estava no quinto mês de gravidez, Vinícius conheceu aquela viria
a ser sua próxima esposa, Gesse Gessy. No segundo semestre de 69 começa
sua parceria com Toquinho. No dia de seu aniversário de 57 anos, em
1970, em sua casa em Itapuã, Vinícius transformaria Gesse Gessy,
então com 31 anos, em sua sétima esposa. Gesse seria diferente
das outras e comandaria a vida de Vinícius com bem entendesse. Em 1975,
já separado dela, ele se declara apaixonado por Marta Ibañez,
uma poeta argentina. No ano seguinte se casariam. Ele tinha quase 40 anos
mais que ela.
Em 1972, a estudante de Letras Gilda Mattoso conseguiu um autógrafo
do astro Vinícius após um show para estudantes da UFF, em Niterói
(RJ). Quatro anos depois o amor se concretizaria. O poeta , já sessentão;
ela, com 23 anos.
Na noite de 8 de julho de 1980, acertando detalhes das canções
do LP Arca de Noé com Toquinho, Vinícius, já cansado,
disse que iria tomar um banho. Toquinho foi dormir. Pela manhã foi
acordado pela empregada que encontrara Vinícius na banheira com dificuldades
para respirar. Toquinho correu para o banheiro, seguido de Gilda. Não
houve tempo para socorrê-lo. Vinícius de Moares morria na manhã
de 9 de julho. No enterro, abraçada a Elis Regina, Gilda lembrava da
noite anterior, quando em uma entrevista, perguntaram ao poeta: “Você
está com medo da morte?”. E Vinícius, placidamente, respondeu:
“Não, meu filho. Eu não estou com medo da morte. Estou
é com saudades da vida”.
Fonte: www.memoriaviva.com.br
Vinícius de Moraes
Cronologia da Vida e da Obra
1913
Nasce, em meio a forte temporal, na madrugada de 19 de outubro , no antigo
nº 114 (casa já demolida) da rua Lopes Quintas, na Gávea,
ao lado da chácara de seu avô materno, Antônio Burlamaqui
dos Santos Cruz. São seus pais d. Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo
Pereira da Silva Moraes, este, sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello
Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes.
1916
A família muda-se para a rua Voluntários da Pátria, nº
192, em Botafogo, passando a residir com o aos avós paternos, d. Maria
da Conceição de Mello Moraes e Anthero Pereira da Silva Moraes.
1917
Nova mudança para a rua da Passagem, nº 100, ainda em Botafogo,
onde nasce seu irmão Helius. Vinicius e sua irmã Lygia entram
para a escola primária Afrânio Peixoto, à rua da Matriz.
1919
Transfere-se para a rua 19 de fevereiro, nº 127
1920
Mudança para a rua Real Grandeza, nº130. Primeiras namoradas na
escola Afrânio Peixoto. È batizado na maçonaria, por disposição
de seu avô materno, cerimônia que lhe causaria grande impressão.
1922
Última residência em Botafogo, na rua Voluntários da Pátria,
nº 195. Impressão de deslumbramento com a exposição
do Centenário da Independência do Brasil e de curiosidade com o
levante do Forte de Copacabana, devido a uma bomba que explodiu perto de sua
casa. Sua família transfere-se para a Ilha do Governador, na praia de
Cocotá, nº 109-A, onde o poeta passa suas férias.
1923
Faz sua primeira comunhão na Matriz da rua Voluntários da Pátria.
1924
Inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua
São Clemente. Começa a cantar no coro do colégio, durante
a missa de domingo. Liga-se de grande amizade a seus colegas Moacyr Veloso Cardoso
de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este, sobrinho
de Raul Pompéia, com os quais escreve o "épico" escolar,
em dez cantos, de inspiração camoniana: os acadêmicos. A
partir daí participa sempre das festividades escolares de encerramento
do ano letivo, seja cantando, seja atuando nas peças infantis.
1927
Conhece e torna-se amigos dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajoz, com os
quais começa a compor. Com eles, e alguns colegas do Colégio Santo
Inácio, forma um pequeno conjunto musical que atua em festinhas, em casa
de famílias conhecidas.
1928
Compõe, com os irmãos Tapajoz, "Loura ou morena" e "Canção
da noite", que têm grande sucesso popular. Por essa época,
namora invariavelmente todas as amigas de sua irmã Laetitia.
1929
Bacharela-se em Letras, no Santo Inácio. Sua família muda-se da
Ilha do Governador para a casa contígua àquela onde nasceu, na
rua Lopes Quintas, também já demolida.
1930
Entra para a faculdade de Direito da rua do Catete, sem vocação
especial. Defende tese sobre a vinda de d. João VI para o Brasil para
ingressar no "Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais"
(CAJU), onde se liga de amizade a Otávio de Faria, San Thiago Dantas,
Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana,
Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio
Doyle.
1931
Entra para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).
1933
Forma-se em Direito e termina o Curso de Oficial de Reserva. Estimulado por
Otávio de Faria, publica seu primeiro livro, O caminho para a distância,
na Schimidt Editora.
1935
Publica Forma e exegese, com o qual ganha o prêmio Felipe d’Oliveira.
1936
Publica, em separata, o poema "Ariana, a mulher". Substitui Prudente
de Morais Neto, como representante do Ministério da Educação
junto à Censura Cinematográfica. Conhece Manuel Bandeira e Carlos
Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo.
1938
Publica novos poemas e é agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico
para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford (Magdalen
College), para onde parte em agosto do mesmo ano. Funciona como assistente do
programa brasileiro da BBC. Conhece, em casa de Augusto Frederico Schimidt,
o poeta e músico Jayme Ovalle, de quem se torna um dos maiores amigos.
1939
Casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello. Regressa
da Inglaterra em fins do mesmo ano, devido à eclosão da II Grande
Guerra. Em Lisboa encontra seu amigo Oswald de Andrade com quem viaja para o
Brasil.
1940
Nasce sua primeira filha, Susana. Passa longa temporada em São Paulo,
onde se liga de amizade com Mário de Andrade.
1941
Começa a fazer jornalismo em A Manhã, como crítico cinematográfico
e a colaborar no Suplemento Literário ao lado de Rineiro Couto, Manuel
Bandeira, Cecília Meireles e Afonso Arinos de Melo Franco, sob a orientação
de Múcio Leão e Cassiano Ricardo.
1942
Inicia seu debate sobre cinema silencioso e cinema sonoro, a favor do primeiro,
com Ribeiro Couto, e em seguida com a maioria dos escritores brasileiros mais
em voga, e do qual participam Orson Welles e madame Falconetti. Nasce seu filho
Pedro. A convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, chefia uma caravana
de escritores brasileiros a Belo Horizonte, onde se liga de amizade com Otto
Lara Rezende, Fernando Sabino, Hélio Pelegrino e Paulo Mendes Campos.
Inicia, com seus amigos Rubem Braga e Moacyr Werneck de Castro, a roda literária
do Café Vermelhinho, à qual se misturam a maioria dos jovens arquitetos
e artistas plásticos da época, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão,
Afonso Reidy, Jorge Moreira, José Reis, Alfredo Ceschiatti, Santa Rosa,
Pancetti, Augusto Rodrigues, Djanira, Bruno Giorgi. Freqüenta, nessa época,
as domingueiras em casa de Aníbal Machado. Conhece e se torna amigo da
escritora Argentina Maria Rosa Oliver, através da qual conhece Gabriela
Mistral. Faz uma extensa viagem ao Nordeste do Brasil acompanhando o escritor
americano Waldo Frank, a qual muda radicalmente sua visão política,
tornando-se um antifacista convicto. Na estada em Recife, conhece o poeta João
Cabral de Melo Neto, de quem se tornaria, depois, grande amigo.
1943
Publica suas Cinco elegias, em edição mandada fazer por Manuel
Bandeira, Aníbal Machado e Otávio de Faria. Ingressa, por concurso,
na carreira diplomática.
1944
Dirige o Suplemento Literário de O Jornal, onde lança, entre outros,
Oscar Niemeyer, Pedro Nava, Marcelo Garcia, francisco de Sá Pires, Carlos
Leão e Lúcio Rangel, em colunas assinadas, e publica desenhos
de artistas plásticos até então pouco conhecidos, como
Carlos Scliar, Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Eros (Martim) Gonçalves,
Arpad Czenes e Maria Helena Vieira da Silva.
1945
Colabora em vários jornais e revistas, como articulista e crítico
de cinema. Faz amizade com o poeta Pablo Neruda. Sofre um grave desastre de
avião na viagem inaugural do hidro Leonel de Marnier, perto da cidade
de Rocha, no Uruguai. Em sua companhia estão Aníbal Machado e
Moacir Werneck de Castro. Faz crônicas diárias para o jornal Diretrizes.
1946
Parte para Los Angeles, como vice-cônsul, em seu primeiro posto diplomático.
Ali permanece por cinco anos sem voltar ao Brasil. Publica em edição
de luxo, ilustrada por Carlos Leão, seu livro, Poemas, sonetos e baladas.
1947
Em Los angeles, estuda cinema com Orson Welles e Gregg Toland. Lança,
com Alex Viany, a revista Film.
1949
João Cabral de Melo Neto tira, em sua prensa mensal, em Barcelona, uma
edição de cinqüenta exemplares de seu poema "Pátria
minha".
1950
Viagem ao México para visitar seu amigo Pablo Neruda, gravemente enfermo.
Ali conhece o pintor David Siqueiros e reencontra seu grande amigo, o pintor
Di Cavalcanti. Morre seu pai. Retorno ao brasil.
1951
Casa-se pela segunda vez com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli. Começa
a colaborar no jornal Última Hora, a convite de Samuel Wainer, como cronista
diário e posteriormente crítico de cinema.
1952
Visita, fotografa e filma, com seus primos, Humberto e José Francheschi,
as cidades mineiras que compõe o roteiro do Aleijadinho, com vistas à
realização de um filme sobre a vida do escultor que lhe for a
encomendado pelo diretor Alberto Cavalcanti. É nomeado delegado junto
ao festival de Punta Del Leste, fazendo paralelamente sua cobertura para o Última
Hora. Parte logo depois para a Europa, encarregado de estudar a organização
dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização
dos Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações
do IV Centenário da cidade. Em Paris, conhece seu tradutor francês,
Jean Georges Rueff, com quem trabalha, em Estrasburgo, na tradução
de suas Cinco elegias.
1953
Nasce sua filha Georgiana. Colabora no tablóide semanário Flan,
de Última Hora, sob direção de Joel Silveira. Aparece a
edição francesa das Cinq élégies, em edição
de Pierre Seghers. Liga-se de amizade com o poéta cubano Nicolás
Guillén. Compõe seu primeiro samba, música e letra, "Quando
tú passas por mim". Faz crônicas diárias para o jornal
A Vanguarda, a convite de Joel Silveira. Parte para Paris como segundo secretário
de Embaixada.
1954
Sai a primeira edição de sua Antologia Poética. A revista
Anhembi publica sua peça Orfeu da Conceição, premiada no
concurso de teatro do IV Centenário do Estado de São Paulo.
1955
Compões em Paris uma série de canções de câmara
com o maestro Cláudio Santoro. Começa a trabalhar para o produtor
Sasha Gordine, no roteiro do filme Orfeu Negro. No fim do ano vem com ele ao
Brasil, por uma curta estada, para conseguir financiamento para a produção
da película, o que não consegue, regressando em fins de dezembro
a Paris.
1956
Volta ao Brasil em gozo de licença-prêmio. Nasce sua terceira filha,
Luciana. Colabora no quinzenário Para Todos a convite de seu amigo Jorge
amado, em cujo primeiro número publica o poema "O operário
em construção". Paralelamente aos trabalhos da produção
do filme Orfeu Negro, tem o ensejo de encenar sua peça Orfeu da Conceição,
no Teatro Municipal, que aparece também em edição comemorativa
de luxo, ilustrada por Carlos Scliar. Convida Antônio Carlos Jobim para
fazer a música do espetáculo, iniciando com ele a parceria que,
logo depois, com a inclusão do cantor e violonista João Gilberto,
daria início ao movimento de renovação da música
popular brasileira que se convencionou chamar de bossa nova. Retorna ao poste,
em Paris, no fim do ano.
1957
É transferido da Embaixada em Paris para a Delegação do
Brasil junto à UNESCO. No fim do ano é removido para Montevidéu,
regressando, em trânsito, ao Brasil. Publica a primeira edição
de seu Livro de Sonetos, em edição de Livros de Portugal.
1958
Sofre um grave acidente de automóvel. Casa-se com Maria Lúcia
Proença. Parte para Montevidéu. Sai o LP Canção
do Amor Demais, de músicas suas com Antônio Carlos Jobim, cantadas
por Elizete Cardoso. No disco ouve-se, pela primeira vez, a batida da bossa
novas, no violão de João Gilberto, que acompanha acantora em algumas
faixas, entre as quais o samba "Chega de Saudade", considerado o marco
inicial do movimento.
1959
Sai o Lp Por Toda Minha Vida, de canções suas com Jobim, pela
cantora Lenita Bruno. O filme Orfeu negro ganha a Palme d’Or do Festival
de Cannes e o Oscar, de Hollywood, como melhor filme estrangeiro do ano. Aparece
o seu livro Novos poemas II. Casa-se sua filha Susana.
1960
Retorna à Secretria do Estado das Relações Exteriores.
Em novembro, nasce seu neto, Paulo. Sai a segunda edição de sua
Antologia Poética, pela Editora de Autor; a edição popular
da peça Orfeu da Conceição, pela livraria São José
e Recette de Femme et autres poèmes, tradução de Jean-Georges
Rueff, em edição Seghers, na coleção Autour du Monde.
1961
Começa a compor com Carlos Lira e Pixinguinha. Aparece Orfeu Negro, em
tradução italiana de P.A. Jannini, pela Nuova Academia Editrice,
de Milão.
1962
Começa a compor com Baden Powell, dando inicio à série
de afro-sambas, entre os quais, "Berimbau" e "Canto de Ossanha".
Compõe, com música de Carlos Lyra, as canções de
sua comédia-musicada Pobre menina rica. Em agosto, faz seu primeiroshow,
de larga repercussão, comAntônio Carlos Jobim e João Gilbert,na
boate AuBom Gourmet, que daria início aos chamados pocket-shows, e onde
foram lançados pela primeira vez grandes sucessos internacionais como
"Garota de Ipanema" e o "Samba da bênção"
Show com Carlos Lyra,na mesma boate, paraapresentar Pobre menina rica e onde
é lançada a cantora Nara Leão. Compõe com Ari Barroso
as últimas canções do grande compositor popular, entre
as quais "Rancho das namoradas". Aparece a primeira edição
de Para viver um grande amor, pela Editora do Autor, livro de crônicas
e poemas. Grava, como cantor, seu disco com a atriz e cantora Odete Lara.
1963
Começa a compor com Edu Lobo. Casa-se com Nelita Abreu Rocha e parte
em posto para Paris, na delegação do Brasil junto a UNESCO.
1964
Regressa de Paris e colabora com crônicas semanais para a revista Fatos
e Fotos, assinando paralelamente crônicas sobre música popular
para o Diário Carioca. Começa a compor com Francis Hime. Faz show
de grande sucesso com o compositor e cantor Dorival Caymmi, na boate Zum-Zum,
onde lança o Quarteto em Cy. Do show é feito um LP.
1965
Sai Cordélia e o peregrino, em edição do Serviço
de Documentação do Ministério da Educação
e Cultura. Ganha o primeiro e o segundo lugares do I Festival de Música
Popular de São Paulo, da TV Record, em canções de parceria
com Edu Lobo e Baden Powell. Parte para Paris e St.Maxime para escrevero roteiro
do filme Arrastão, indispondo-se, subseqüentemente, com seu diretor,
e retirando suas músicas do filme. De Paris voa para Los Angeles a fim
de encontrar-se com seu parceiro Antônio Carlos Jobim. Muda-se de Copacabana
para o Jardim Botânico, à rua Diamantina, nº20. Começa
a trabalhar com o diretor Leon Hirszman, do Cinema Novo, no roteiro do filme
Garota de Ipanema. Volta ao show com Caymmi, na boate Zum-Zum.
1966
São feitos documentários sobre o poeta pelas televisões
americana, alemã, italiana e francesa, sendo que os dois últimos
realizados pelos diretores Gianni Amico e Pierre Kast. Aparece seu livro de
crônicas Para uma menina com uma flor pela Editora do Autor. Seu "Samba
da bênção", de parceria com Baden Powell, é
incluída, em versão de compositor e ator Pierre Barouh, no filme
Un homme… une femme, vencedor do Festival de Cannes do mesmo ano. Participa
do jurí do mesmo festival.
1967
Aparecem, pela Editora Sabiá, a 6ª edição de sua Antologia
poética e a 2ª do seu Livro de sonetos (aumentada). É posto
à disposição do governo deMinas Gerais no sentido de estudar
a realização anual de um Festival de Arte em Ouro Preto, cidade
à qual faz freqüentes viagens. Faz parte do jurí do Festival
de Música Jovem, na Bahia. Estréia do filme Garota de Ipanema.
1968
Falece sua mãe no dia 25 de fevereiro. Aparece a primeira edição
de sua Obra poética, pela Companhia José Aguilar Editora. Poemas
traduzidos para o italiano por Ungaretti.
1969
É exonerado do Itamaraty. Casa-se com Cristina Gurjão.
1970
Casa-se com a atriz baiana Gesse Gessy. Nasce Maria, sua quarta filha. Início
da parceria com Toquinho.
1971
Muda-se para a Bahia. Viagem para Itália.
1972
Retorna à Itália com Toquinho onde gravam o LP Per vivere un grande
amore.
1973
Publica "A Pablo Neruda".
1974
Trabalha no roteiro, não concretizado, do filme Polichinelo.
1975
Excursiona pela Europa. Grava, com Toquinho, dois discos na Itália.
1976
Escreve as letras de "Deus lhe pague", em parceria com Edu Lobo. Casa-se
com Marta Rodrihues Santamaria.
1977
Grava um LP em Paris, com Toquinho. Show com Tom, Toquinho e Miúcha,
no Canecão.
1978
Excursiona pela Europa com Toquinho. Casa-se com Gilda de Queirós Mattoso,
que conhecera em Paris.
1979
Leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo,
a convite do líder sindical Luís Inácio da Silva. Voltando
de viagem à Europa, sofre um derrame cerebral no avião. Perdem-se,
na ocasião, os originais de Roteiro lírico e sentimental da Cidade
de São Sebastião do Rio de Janeiro.
1980
É operado a 17 de abril, para a instalação de um dreno
cerebral. Morre, na manhão de 9 de julho, de edema pulmonar, em sua
casa, na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher.
Extraviam-se os originais de seu livro O dever e o haver.
Fonte: www.viniciusdemoraes.com.br