Obras Literárias

fevereiro, 2017

  • 23 fevereiro

    Cinco galinhas e meia (1616)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Volta a D. António, senhor de Cascais, que prometera a Luís de Camões seis galinhas recheadas por uma cópia que Ihe fizera, e Ihe mandava, por princípio de paga, meia galinha Cinco galinhas e meia deve o Senhor de Cascais; e a meia vinha …

  • 23 fevereiro

    Caterina é mais fermosa (1595)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a este moto alheio: Caterina bem promete; eramá I como ela mente I VOLTAS Caterina é mais fermosa para mim que a luz do dia; mas mais fermosa seria se não fosse mentirosa. Hoje a vejo piadosa, amanhã tão diferente que sempre cuido …

  • 23 fevereiro

    Campos cheios de prazer (1595)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Glosa a este mato alheio: Campos bem-aventurados, tornai-vos agora tristes, que os dias em que me vistes alegre são já passados. Campos cheios de prazer, vós, que estais reverdecendo, já me alegrei com vos ver; agora venho a temer que entristeçais em me vendo. …

  • 23 fevereiro

    Baixos e honestos andais (1595)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a üa Dama que lhe virou o rosto MOTO Olhos, não vos mereci que tenhais tal condição: tão liberais para o chão, tão irosos para mi. VOLTAS Baixos e honestos andais, por vos negardes a quem não quer mais que aquele bem que …

  • 23 fevereiro

    Aquela cativa (1595)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Trovas a üa cativa com quem andava de amores na Índia, chamada Bárbora Aquela cativa, que me tem cativo, porque nela vivo já não quer que viva. Eu nunca vi rosa em suaves molhos, que para meus olhos fosse mais fermosa. Nem no campo …

  • 23 fevereiro

    Ana quisestes que fosse (1668)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões A B C em motos AAAA Ana quisestes que fosse o vosso nome da pia, para mor minha agonia. Apeles, se fora vivo e a ver-vos alcançara, por vós retratos tirara. Aquiles morreu no templo, contemplando de giolhos; eu, quando vejo esses olhos. Artemisa …

  • 23 fevereiro

    Amor que em meu pensamento (1595)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Glosa a este moto seu (acróstico): A morte, pois que sou vosso, não na quero, mas se vem, [h]a-de ser todo meu bem. Amor, que em meu pensamento com tanta fé se fundou, me tem dado um regimento que, quando vir meu tormento, me …

  • 23 fevereiro

    Amor cuja providência (1595)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Glosa a este moto alheio Sem vós e com meu cuidado olhai com quem, e sem quem Amor, cuja providência foi sempre que não errasse, porque n’alma vos levasse, respeitando o mal de ausência quis que em vós me transformasse. E vendo-me ir maltratado, …

  • 23 fevereiro

    A verdura amena (1598)

    Redondilhas de Luís Vaz de Camões Cantiga a este meto seu: Se Helena apartar do campo seus olhos, nascerão abrolhos. VOLTAS A verdura amena, gados, que pasceis, sabei que a deveis aos olhos de Helena. Os ventos serena, faz flores de abrolhos o ar de seus olhos. Faz serras floridas, …

  • 23 fevereiro

    Poemas – Luís de Camões

      Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: A UM FIDALGO QUE LHE TARDARA … Ah! Minha Dinamene! … Alma minha gentil … Amor, que o gesto … Ao desconcerto do Mundo Apartaram-se os meus Olhos Aquela triste e leda madrugad Babel e Sião Busque Amor novas artes, novo …