Quando a noite cais, fica à janela, E contempla o infinito firmamento! Vê que planície fulgurante e bela! Vê que deslumbramento! Olha a primeira estrela que aparece Além, naquele ponto do horizonte … Brilha, tremula e vívida… Parece Um farol sobre o píncaro do monte. Com o crescer da treva, …
Obras Literárias
agosto, 2017
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4 agosto
O Universo – Paráfrase
Olavo Bilac A Lua: Sou um pequeno mundo; Movo-me, rolo e danço Por este céu profundo; Por sorte Deus me deu Mover-me sem descanso, Em torno de outro mundo, Que inda é maior do que eu. A Terra: Eu sou esse outro mundo; A lua me acompanha, Por este céu …
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4 agosto
Os Pobres – Olavo Bilac
Olavo Bilac Aí vêem pelos caminhos Descalços, de pés no chão, Os pobres que andam sozinhos, Implorando compaixão. Vivem sem cama e sem teto, Na fome e na solidão: Pedem um pouco de afeto, Pedem um pouco de pão. São tímidos ? São covardes ? Têm pejo? Têm confusão ? …
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4 agosto
Modéstia – Olavo Bilac
Olavo Bilac Se a todos os condiscípulos Te julgas superior, Esconde o mérito, e cala-te Sem ostentar teu valor. Valem mais que a inteligência, A constância e a aplicação: Sê modesto! estuda, aplica-te, E foge da ostentação! Mais vale o mérito próprio Sentir, guardar e ocultar: Porque o verdadeiro mérito …
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4 agosto
Meia-noite – Olavo Bilac
O filho: Ó Mamãe! quando adormecem todos, num sono profundo, Há mesmo almas do outro mundo, Que aos meninos aparecem? A mãe: Não creias nisso! É tolice! Fantasmas são invenções Para dar medo aos poltrões: Não houve ninguém que os visse. Não há gigantes nem fadas, Nem gênios perseguidores, Nem …
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4 agosto
Meio-dia – Olavo Bilac
Meio-dia. Sol a pino. Corre de manso o regato. Na igreja repica o sino; Cheiram as ervas do mato. Na árvore canta a cigarra; Há recreio nas escolas: Tira-se, numa algazarra, A merenda das sacolas. O lavrador pousa a enxada No chão, descansa um momento, E enxuga a fronte suada, …
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4 agosto
Justiça – Olavo Bilac
Chega à casa, chorando, o Oscar. Abraça Em prantos a Mamãe. “Que foi, meu filho?” -“Sucedeu-me, Mamãe, uma desgraça! Outros, no meu colégio, com mais brilho, Tiveram prêmios, livros e medalhas… Só eu não tive nada!” -“Mas porque não trabalhas? porque é que, a uma existência dedicada Ao trabalho e …
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4 agosto
Infância – Olavo Bilac
O berço em que, adormecido, Repousa um recém-nascido, Sob o cortinado e o véu, Parece que representa, Para a mamãe que o acalenta, Um pedacinho do céu. Que júbilo, quando, um dia, A criança principia, Aos tombos, a engatinhar… Quando, agarrada às cadeiras, Agita-se horas inteiras Não sabendo caminhar! Depois, …
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4 agosto
Deus – Olavo Bilac
Para experimentar Octávio, o mestre Diz: “Já que tudo sabe, venha cá! Diga em que ponto da extensão terrestre Ou da extensão celeste Deus está!” Por um momento apenas, fica mudo Octávio, e logo esta resposta dá: “Eu senhor mestre, lhe daria tudo, Se me dissesse onde é que ele …
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4 agosto
Domingo – Olavo Bilac
Domingo… Os sinos repicam Na igreja, constantemente, E todas as ruas ficam Alegres, cheias de gente. Todo um dia de ventura… Como o domingo seduz! O homem, cansado, procura Ter paz, ter ar, e ter luz. Paradas e sem trabalho, Dormem na roça as enxadas; Dormem a bigorna e o …
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