Sonetos de Luís Vaz de Camões Fiou se o coração, de muito isento, de si cuidando mal, que tomaria tão ilícito amor tal ousadia, tal modo nunca visto de tormento. Mas os olhos pintaram tão a tento outros que visto tem na fantasia, que a razão, temerosa do que via, …
Leia maisFermosos olhos, que na idade nossa (1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Fermosos olhos que na idade nossa mostrais do Céu certissimos sinais, se quereis conhecer quanto possais, olhai me a mim, que sou feitura vossa. Vereis que de viver me desapossa aquele riso com que a vida dais; vereis como de Amor não quero mais, …
Leia maisFerido sem ter cura parecia (1598)
Sonetos de Luís Vaz de Camões O Ferido sem ter cura perecia o forte e duro Télefo temido, por aquele que n’água foi metido, a quem ferro nenhum cortar podia. Ao Apolíneo Oráculo pedia conselho para ser restituído; respondeu que tornasse a ser ferido por quem o já ferira, e …
Leia maisEu vivia de lágrimas isento (1668)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Eu vivia de lágrimas isento, num engano tão doce e deleitoso que em que outro amante fosse mais ditoso, não valiam mil glórias um tormento. Vendo-me possuir tal pensamento, de nenhüa riqueza era envejoso; vivia bem, de nada receoso, com doce amor e doce …
Leia maisEu cantei la, e agora vou chorando (1616)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Eu cantei já, e agora vou chorando o tempo que cantei tão confiado; parece que no canto já passado se estavam minhas lágrimas criando. Cantei; mas se me alguém pergunta: —Quando? —Não sei; que também fui nisso enganado. É tão triste este meu presente …
Leia maisEste amor que vos tenho, limpo e puro (1668)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Este amor que vos tenho, limpo e puro, de pensamento vil nunca tocado, em minha tenra idade começado, tê-lo dentro nesta alma só procuro. De haver nele mudança estou seguro, sem temer nenhum caso ou duro Fado, nem o supremo bem ou baixo estado, …
Leia maisEstâ-se a Primavera trasladando (1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Está o lascivo e doce passarinho com o biquinho as penas ordenando; o verso sem medida, alegre e brando, espedindo no rústico raminho; o cruel caçador (que do caminho se vem calado e manso desviando) na pronta vista a seta endireitando, lhe dá no …
Leia maisGoldberg Variations Fuguetta
Goldberg Variations Fuguetta – Bach
Leia maisGoldberg Variations Aria
Goldberg Variations Aria – Bach
Leia maisGoldberg Variations 5
Goldberg Variations 5 – Bach
Leia mais
Portal São Francisco Pesquisa Escolar Gratuita
Redes Sociais