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Grécia

 

GRÉCIA, PARAÍSO DOS DEUSES

Grécia é especial. As lendas e a mitologia nos dizem que os deuses escolheram este cantinho do mundo para instalar sua morada, e quando se percorre o país, ninguém dúvida de que fizeram a melhor escolha.

Na Grécia se unem as paisagens mais belas com os restos arqueológicos das civilizações que sentaram as bases da cultura ocidental. A arte, filosofia, literatura e o pensamento político foram desenvolvidos nesta terra baixo a atenta mirada dos deuses do Olimpo. Mas o trabalho divinho não acabou aí, pouco a pouco foram criando pequenos paraísos que somaram mais de 2.000 maravilhosas ilhas. Todas são de uma beleza inacreditável, selvagem, natural, indescritíveis. Ainda se sente a magia divina e o fluxo de sabedoria legado das magníficas civilizações que foram ocupando este país. As terras onde Homero deu vida a Ulisses, Ícaro queimou suas asas ao querer viajar ao sol, Minotauro atemorizava as donzelas cretenses depois de que se internaram no Labirinto e onde Safo compôs suas poesias e se suicidou por amor, não defraudam a ninguém.

A mirada dos gregos delata um ponto de melancolia que enriquece a fascinação pôr esta população alegre, aberta, curiosa e muito comunicativa. Não há nada melhor que conversar com eles e deixar-se cativar por seus contos, lendas, desejos e suas esperanças. São os descendentes diretos dos deuses.

Nas festas populares gregas pode-se aproveitar e aceder a dimensões divinas. A animada música grega, a deliciosa gastronomia, as danças coloridas e o ouzo, típica bebida grega, transportam o visitante a ambientes nunca antes conhecidos e explorados.

Se Platão, Aristóteles, Pericles, Demóstenes ou Sócrates ressuscitassem e passeassem pela Grécia atual, assombrariam-se com a sabedoria dos gregos contemporâneos. Demostraram suficiente capacidade para unir o mais antigo com o mais moderno, e na delicadeza para entrelaçar as tradições com os conceitos mais avançados, conciliaram a cultura com a técnica. Os antigos pensadores ficariam cativados com as cidades do século XX, com os edifícios que apresentam as mesmas características de cinco mil anos atrás.

Sem dúvida, os deuses do Olimpo de sua distante morada, seguem protegendo a Grécia para perpetuar o paraíso terrestre, repartindo-o hoje com todo o mundo.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Situada na Europa meridional, Grécia compreende o território sul da península dos Balcãs, os arquipélagos das ilhas Jônicas, do mar Egeu e a mística ilha de Creta. Em total ocupa uma superfície de 131.957 km. Tem fronteiras ao norte com Iugoslávia e Bulgária, ao noroeste com Albânia, ao noroeste com Turquia e com os mares Mediterrâneo, Jônico e Egeu.

Grécia é fundamentalmente montanhosa com um terreno rochoso e afilado, sobre tudo em suas costas e ao constituir uma península seu litoral é muito importante sendo de aproximadamente 15.000 Km. A costa banhada pelo mar Jônico forma dois golfos, o de Arta e o de Patras. A sul, no Peloponésio, também se recortam golfos, neste caso três, o de Mesenia, de Laconia e de Nauplia. As margens escarpadas que banham o Mar Egeu se destacam por suas profundas enseadas no Golfo de Egina, de Volo, de Tesalonica e na Península Calcídica.

Montanhas

As montanhas gregas ocupam um 80 por cento do terreno, as cadeias montanhosas que formam estão constituídas principalmente por rochas caliças, que o tempo e a erosão lhes converteu em crateras, enseadas fechadas, barrancos e grutas, localmente chamadas "katavothra". Uma das mais altas é a do Maciço do Pindo que se desdobra em duas, está situada no monte Smolikas e atinge uma altitude de 2.637 metros; e nos montes do Parnaso, com 2.510 metros no monte Guiona. Continuando pela direção leste, a parte meridional com os Montes do Peloponésio que estendem-se até os altiplanos de Epiro e os relevos de Etolia e Acarmania e a parte que finaliza no monte Eta. Na parte setentrional destaca o Kaimaktsalám e sobre tudo a máxima altitude do país, no Maciço do Olimpo, morada dos deuses, se eleva o Mítikom com 2.917 metros.

Rios

A rede fluvial grega varia dependendo da zona. Os rios orientais são de carater torrencial e seu máximo expoente é o rio Aliakmom que deságua no Golfo de Tesalônica, enquanto que os ocidentais são mais caudalosos e mais constantes, entre os que destacam o Arakhthos e o Aqueloos. A rede hidrográfica helênica, apresenta cursos de águas bastante breves, que desembocam no mar depois de haver criado planícies pantanosas e amplios deltas.

Desde a cadeia de Pindo descendem até verter suas águas no Mar Jônico: o rio Tiamis, o Arachthos, com um comprimento de 133 Km, que desemboca no Golfo de Arta, entre marismas e zonas pantanosas; o Aqueloos, com 242 quilômetros de comprimento, que desemboca frente à ilha de Cefalonia.

Enquanto descendem para o Egeu: o Pínios, com 227 quilômetros de comprimento; e o Aliákmon, o rio mais longo de Grécia, com 325 Km, que desemboca no Golfo de Salonica, num amplio delta onde se fundem também o Galikós e o Axiós.

Grécia
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Lagos

Entre os lagos destaca o maior de Grécia, o Lago Prespa, ao norte do Pindo, que partilha com seus países vizinhos. Junto a ele está situado o Lago Mikra Prespa. Entre as montanhas encontram-se alguns menores como o Lago Kastoría, a beira da cidade que leva seu nome, no vale alto do Aliákmon; o Lago Vegorritis, situado entre os maciços Voras e Vermion; o Lago Doiranis; o Epiro; os lagos de Langada e Volvi em Macedonia; os lagos Zistonis, ao leste do Delta de Nestos; o Lago Aqulinitsa, na desembocadura do Alfiós; e o Lago Trikhonis, junto à cidade de Agrínion, que está entre os montes situados ao norte do Golfo de Patras.

Ilhas

Uma parte essencial de Grécia são suas 427 ilhas que abarcam um total de 25.642 quilômetros quadrados do território nacional. De todas elas só aproximadamente cem estão habitadas. As de maior tamanho são Creta com 8.220 quilômetros quadrados, Eubea, 3.580 quilômetros e Lesbos com 1.750 quilômetros. As ilhas que há nas águas territoriais gregas são resultado do encontro entre o mar e a montanha, que são as partes mais altas de uma cadeia montanhosa hoje submersa.

FLORA

Grécia tem sofrido uma profunda transformação com o passo do tempo. Alguns séculos atrás existiam grandes extensões de frondosos bosques de acebos, azinheiras, castanhos, fresnos, olmos, hayas e coníferas como alerces e abetos dos que em nossos dias só encontram-se algumas mostras, especialmente nas zonas da Cadeia do Pindo ou no Olimpo. Também a típica vegetação mediterrânea tem sido substituída em boa medida pela phrygana, páramos com arbustos baixos, embora ainda podem-se encontrar oliveiras, cítricos, acebos, jaras, louro, acantos, hibiscos, enebros e algarrobos, entre outras espécies. Pode-se encontrar maquis, típico mato do Mediterrâneo, chaparral de Califórnia, fynbos de África do sul e "mallee serub" do sudoeste africano.

Em Grécia não é difícil desfrutar de diferentes espécies de orquídeas todas elas de grande beleza. Também crescem narcisos, tulipas, açucenas de Calcedonia, adelfas, campanillas e ciclámenes.

Mesmo com este cambio, Grécia segue contando com uma formosa vegetação muito variada, chegou a registrar 6.000 espécies autóctones muitas delas endêmicas.

FAUNA

A fauna também tem sofrido uma profunda restruturação e se acredita que na antigüidade viviam leões, chacais e camelos. Em nossos dias não encontraremos nenhum felino selvagem de formosa melena mas um grande número de outras espécies como ursos pardos, lobos, cervos, javalis, cobras, gato, corzos, lontras, gamos, gatos monteses, linces, raposas, porco espinho, lebres, esquilos, tartarugas marinhas e Hermann, escorpiões e grande quantidade de aves como cegonhas, águias, garças caranguejeiras, alcotanes, abejarucos, urubus africanos, cormoranes, mochuelos, pelicanos, andorinhas e corujas. Em fauna marinha destacam o pargo, mero, dentóm comum, salmonete, lula, bonito de pele listada e o sargo comum.

Nos últimos tempos o governo grego tem começado a preocupar-se seriamente pela proteção das espécies declarando dez reservas protegidas que corresponde a uns 64.000 hectares. Destacam o Lago de Prespa, Maciço do Olimpo, a Garganta de Amarão em Creta, Cabo Sunão e o Monte Parnaso.

História

Pré-história

A história de Grécia se remonta aos primeiros povoados dos jônicos, eolios e dorios que se assentaram na península no 2.000 a.C. Especial menção vale a cultura desenvolvida em Creta denominada minoica pelo mítico rei que governava esta ilha, Minos e que deixou importantes mostras como os palácios de Cnosos e Festos. A união de estes com os habitantes da zona do Egeu supôs o nascimento da civilização micénica que se expandiria pelas ilhas banhadas por esse mar e por Ásia Menor. O período de máximo esplendor desta civilização se deu entre o 1.450 e o 1150 a.C.

A Idade Escura

O seguinte período expansivo dos primeiros gregos teve lugar nos séculos VIII e VII a.C. fundando-se colônias em tudo o Mediterrâneo e do mar Negro ao Tirreno e é que os micénicos já tinham organizado socialmente e o poder estava em mãos dos aristocratas com ânsias de grandeza.

As principais colônias foram Cirenaica e Magna em Grécia, Sicília em Itália, Marselha em França e Ampurias na Espanha. Com o desenvolvimento econômico, as migrações dóricas e a aparição de novas estirpes começariam os conflitos que dividiriam aos gregos durante boa parte de sua história, deixando-lhes unicamente como elementos comuns sua cultura, seu profundo sentimento religioso e sua paixão pelas competições atléticas (somente masculinas e que acabariam desembocando nos primeiros Jugos Olímpicos que se celebraram em Olímpia no 776 a.C.).

Estas lutas sociais deram como resultado, já no século VI a.C., ordenamentos políticos democráticos em cidades como Atenas na que governavam nove arcontes eupátidas, nobres, seis tesmotetes elegidos pelo povo e um areópago, conselho de ex-arcontes. A primeira constituição democrática foi redigida por Cistenes no 508 a.C. Seu ancestral inimigo, Esparta optou, sem embargo, por uma Constituição oligarquia governando cinco éforos assistidos por um conselho de trinta anciões. Estes dois estados não duvidaram em unir-se quando o perigo da invasão persa se acentuou gravemente e assim, no século V, conseguiram derrotar-lhes enquanto as respectivas colônias também conseguiam céleres Batalhas contra os cartaginenses em Sicília e os etruscos em Campania. Surgem importantes centros comerciais como Corinto, Mégara, Argos, assim como centros industriais como Sição e Calcis e de grande poder naval como Egina.

A Grécia Clássica e Helenistica

Esta união entre os dois estados, representando cada um deles de uma liga - Esparta à cabeça da Confederação Peloponésica e Atenas na Liga Delo-ática,-, não durou muito. Atenas se havia convertido num estado com grande poder graças ao sábio governo de Péricles o que provocou o antagonismo de Esparta. A rivalidade entre as duas cidades desembocaria nas Guerras do Peloponésio, que duraram do 431 ao 404 a.C., alternando- nas vitorias e nas derrotas pois existia uma grande igualdade entre as partes em litígio. Esparta conseguiu a hegemonia dos dois estados acabando com a riqueza e influência de Atenas. Esta supremacia espartana não finalizaria até o 371 a.C. com a rebelião de Tebas. Porém o governo tebano tampouco duraria muito, desta vez uma aliança pacífica consegue reunir diferentes estados baixo o mando de Filipo de Macedonia. O sucessor de Filipo, Alexandre Magno, reafirma com mão dura a hegemonia em Macedônia destruindo Tebas e nenhuma outra cidade grega se levantou enquanto durou seu mandato. O mítico Alexandre Magno empreende uma campanha contra Persia ao mando de 40.000 homens e em só nove anos conquista um grande número de territórios conseguindo que seu império se estendera desde o Mar Jônico até o vale do Indo. Sua morte no 323 a.C. Provocaria o desmoronamento do Império formando-se diferentes reinos que se uniram a sua vez em diferentes ligas. A mais importante foi a do Peloponésio.

Período Romano, Bizantino e Turco

Roma começa a tomar posições para impedir a pirataria dos ilirios ocupando Apolonia, Epidamno e Corfú. Esta influência foi aindaentando até que finalmente Grécia passa a ser uma colônia independente baixo o domínio do Império Romano e é renomeada no 27 a.C. com o nome de Acaya passando no ano 395 d.C.

A formar parte do Império de Oriente. No 393 d.C. Se celebraram os últimos Jogos Olímpicos e no 529 d.C. Justiniano fecha todas as escolas de filosofia de Atenas. A divisão do Império Romano deixa a Grécia dentro da parte oriental passando a ser parte do Império Bizantino mas em lugar de florescer com ele, a Hélade cai num período de decadência.

Desde este período até o século XI Grécia sofre periódicas invasões de germanos, eslavos, búlgaros, árabes e normandos. No XI, durante a IV Cruzada, o território grego é dividido, nobres francos ocuparam a península enquanto as ilhas passaram a ser propriedade de Veneza. A época de influência européia se deixou notar na língua, em especial nas ilhas Jônicas, e em seu acercamento à Igreja de Roma.

No ano de 1260 se restaura a dominação bizantina concedendo a Grécia uma maior importância, mas a presença de venezianos e genoveses não acaba pois eles controlavam os portos e o comércio. Nos últimos anos deste período o governo chama a mercenários catalãos para que defendam o território dos turcos, mal pagados, acabariam tomando Atenas e Tebas nos anos 1311 e 1381.

Em 1460 Grécia foi invadida pelos turcos capitaneados pelo sultão Mohamed II que nos séculos XVI e XVII recuperariam também as ilhas. Este foi um período muito duro pois durante o dominio otomano se unificou de novo o território continental, os gregos foram oprimidos violentamente e super explorados com o estabelecimento de serviços e o pago de insuportáveis taxas fiscais.

Os bandoleiros e os piratas foram durante esta época uma fonte continua de violência cotidiana, e as pragas reduziram a população mais drasticamente que as guerras. Durante o século XVII, o Império Otomano parou sua expansão, apareceram novas tensões. Se formaram grupos de bandoleiros, chamados klephts, nas montanhas, em lugares de difícil acesso para o controle turco. A tradição campesina os converteu em símbolos da resistência grega.

A Independência

O crescimento de uma comunidade comercial em essas circunstancias é tal vez uma das causas que favoreceu o nascimento do nacionalismo grego. Os gregos bizantinos despreciavam o comércio, deixando-lhe para os estrangeiros, e igual fizeram os turcos. Os gregos, judeus e armênios se foram transformando nos mercadores do Império Otomano. Os intercâmbios com Europa puseram em contato aos gregos ricos, não só nos estilos de vida europeus, sino também com suas idéias políticas e culturais. A Revolução Francesa aportou o estímulo político revolta, mas a terra já estava abonada com idéias nacionalistas entre os cristãos do Império Otomano.

Os primeiros movimentos independentistas se organizaram baixo uma seita secreta chamada Hetairia que com o apoio russo se lançaram contra os turcos em uma luta que duraria de 1821 a 1829. Com o apoio franco-británico e russo, as forças insurrectas obtiveram a vitória e no Congresso de Londres de 1830 se reconhecia o nascimento de um novo Estado de cujo território foram excluídas Tesalia, Macedônia e Creta. Este novo estado teve como dirigente o rei Otóm I de Baviera que foi derrocado e substituído por Jorge I de Dinamarca em 1863.

Em 1881 Grécia recupera Tesalia e uma parte de Epiro, e após o conflito bélico com Turquia de 1896, que durou um ano, se reconhece a autonomia de Creta.

Dentro de Grécia, os câmbios políticos se forçavam com freqüência com levantamentos militares. Em 1909 alguns jovens oficiais do exército se levantaram contra o regime estabelecido, e convidaram a um novo político de reputação radical, Eleutherios Venizelos, procedente de Creta, a formar governo. Consumado diplomático e de grande encanto pessoal, Venizelos canalizou as energias da classe media grega através de seu Partido Liberal, que dominou a política grega os vinte e cinco anos seguintes. Com a ajuda exterior foi capaz de construir uma armada e um exército de grande eficácia militar.

Século XX

Uma nova crise balcânica em 1912-13 foi resolvida com uma sábia mistura de diplomacia e ação militar por parte de Venizelos que finalizaria com os Tratados de Londres e Bucareste. Mas não impediria os golpes para a pequena Grécia que significariam dez anos de guerra. Grécia se embarcaria também na Primeira Guerra Mundial.

O legado desta época foi a derrocada financeira e a divisão política dos gregos. Por outra parte, nestes anos Grécia recupera Creta e amplia o território com o resto de ilhas do Egeu exceto Dodecaneso, Ioánnina e Tesalônica.

O território de Grécia se viu de novo amparada graças a Constantino I pelo seu apoio à Entente, que obteve pelo Tratado de Sévres em 1920 Adianópolis e Esmirna para voltar a perde-los a mãos de Kemal Pachá em 1923, ano em que terminou a guerra entre Grécia e Turquia. Esta perdida provocou uma forte instabilidade que desemboca na caída do rei Jorge II e na adoção de um regime republicano que se manteria até o ano de 1935, data em que o general Kondylis reinstala a monarquia e no ano seguinte se instauraria a ditadura de Metaxas.

Durante a Segunda Guerra Mundial Grécia foi ocupada pelo exército nazi contra os que lutaram os partidários do EAM e do ELAS até o desembarco dos aliados em 1944. Depois do conflito mundial, pelo que recuperaria o Dodecaneso, inicia-se um conflito de carater civil em 1947 que finalizaria três anos depois com a derrota dos comunistas.

Em 1951 Grécia entra a formar parte da OTAN. Em 1967 se produz um Golpe de Estado que instaura uma ditadura ao mando de uma junta de coroneles.

Dois anos depois Grécia abandona o Conselho de Europa acusada de violar a Carta Européia dos Direitos Humanos.

Em 1974 Chipre, antiga reivindicação territorial, motiva um novo enfrentamento com Turquia. Para ganhar tempo a Junta Militar nomeia a Karamanlis chefe de governo do país. Esse mesmo ano, no mês de novembro, se convocam eleições que reafirmam a Karamanlis no poder e como primeiro passo, este governante carismático, abole a monarquia grega. O 7 de julho de 1975 se vota uma nova Carta Constitucional e é elegido como presidente da República Tsatsos. Dois anos depois celebram-se novas eleições das que saiu vencedor K. Karamanlis que em 1980 passou a ser Presidente da República.

Em 1981 Grécia entra para formar parte como estado de pleno direito da Comunidade Econômica Européia e nesse mesmo ano consegue a vitória nas urnas o Partido Socialista grego, PASOK, com Papandreu como chefe de governo. Em 1985 os socialistas voltam a ganhar as eleições o que provoca a demissão de Karamanlis que é substituído como novo Chefe de Estado por Sartzetakis. Em 1990 uma grave crises política própricia a volta à presidência de Karamanlis e a substituição de Papandreu por Mitsotakis.

Arte e Cultura

A arte grega é talvez, o que mais tem influenciado na arte de todo o mundo, principalmente em Europa. Os padrões artísticos de medida e proporções se seguem ainda hoje em dia e sua cultura tem sido tão importante que as principais bases do pensamento humano se desenvolveram neste país. Se temos em conta que seu melhor período não durou mais de 30 anos, do 460 ao 430 a.C. resulta ainda mais surpreendente que em tão pouco tempo se pudessem desenvolver tantos e tão diversos aspectos da cultura. De fato este fenômeno não há voltuo a produzir-se em toda a história.

Pré-história

Deste período destacam as estatuetas estatopigeas e as cerâmicas do neolítico, os tholos e a cerâmica minia da civilização heládica, assim como as estatuetas em forma de violino e as cerâmicas em forma de frigideira da civilização cicládica. Na idade do Bronze se estabeleceu em Creta uma civilização que se diferenciou de todas as existentes em aquela época no Mediterrâneo, a minoico-micénica.

Dórico

Durante a idade do Ferro os dorios invadem a Península grega e embora com a implantação das cidades-estado perdem o domínio político, nas artes se desenvolvem intensamente o estilo geométrico tão característico deste povoado e que pode verse, sobre tudo, na cerâmica. Um pouco mais tarde se desenvolve a escultura com Dédalo que realizava imagens em pedras, de grandes proporções muito rígidas e decoradas com motivos geométricos.

Período Arcaico

Em este período se sofre a transformação na arte, pois da importância da forma se passa à importância do símbolo. Sua principal expressão são os Kuroi, figuras masculinas desnudas de atletas e as Korai, figuras femininas com complicados tocados e simples túnicas.

Deste período, metade do século VII a.C. é o primeiro templo grego, o de Hera em Olímpia seguindo os padrões dóricos.

Da necessidade de decorar o interior dos templos surgem novas modalidades artísticas: frisos, metopas e frontones com relevos que tratam diferentes temas. A escultura começa a adquirir movimento embora de forma muito tímida. Porém, a cerâmica adquire neste período seu máximo esplendor com os vasos corintios em branco e negro. Começa a decorar a cerâmica com pintura e os motivos começam a recrear grupos de pessoas pintadas em negro.

Estilo Severo

De 480 ao 450 a.C. Aparecem novas tendências muito inovadoras como o naturalismo baseado nas teorias de Sócrates. O principal escultor é Miróm com seu famoso Discóbolo.

Período Clássico

Este período começa desde o 447 até o 323 a.C. Embora o verdadeiro esplendor dure só trinta anos. Em arquitetura destaca o Partenón da Acrópolis de Atenas de estilo dórico. Em escultura destacam Miróm que cavalga entre a etapa anterior e ésta e Policleto a quem se deve a consideração da estátua com medidas equilibradas. Também é mundialmente famoso Fidias que seria substituído já no século IV a.C. Por Escopas que imprime movimento e sentimentos a suas esculturas, Praxisteles, o primeiro escultor que realiza desnudos femininos e Lisipo, partidário do naturalismo. Desaparece a cerâmica ática, e em troca, se desenvolve a pintura de grandes dimensões.

Em arquitetura destacam especialmente os templos gregos. Em geral todos estão compostos por uma grande sala retangular, naos, na que se situava a estátua do deus correspondente, sempre mirando para o Leste. Precedendo à naos encontra-se a pronaos com duas colunas à entrada e cujo interior pode estar dividido em várias salas divididas por colunas a sua vez. Com o tempo esta estrutura foi evolucionando complicando-se cada vez mais. Os templos gregos são denominados de acordo com o número de colunas da fachada, quatro colunas, tetrástilo, seis, exástilo, oito, octástilo, etc. E também por ordem arquitetônico em que hajam sido realizados, dórico, Jônico ou corintio.

A ordem dórico se caracteriza porque as colunas não tinham base, o fuste das colunas eram acanalados e o capitel era simples e estava composto de um ábaco quadrado sobre um equino circular. O arquitrave, situado acima das colunas, era liso e o friso se dividia em triglifos e metopas.

A ordem Jônica tem como normas fundamentais colunas com base moldada em forma de discos superpostos, o fuste conta com astrágulo entre as estrias e o capitel conta com volutas e um ábaco muito reduzido e trabalhado. O arquitrave tem três faixas horizontais, um friso que pode ser liso ou com relevos.

A ordem corintio só se diverge do Jônico pela forma do capitel que compõe-se por duas capas de grandes folhas de acanto.

O templo grego era a residência do deus e o culto religioso se celebrava no exterior pelo que as decorações mais belas sempre estavam na fachada do edifício, de ahí, os maravilhosos frontões típicos de estas construções.

Período Helenístico e Romano

O grande predomínio de Grécia acaba neste período que vai desde o 310 até o 140 a.C. Os romanos favorecem o neoaticismo consistente em reproduções das obras clássicas.

Arte Paleocristiano

No século VI d.C. Aparecem as primeiras basílicas cristãs surgidas em redor do sepulcro de algum mártir. Destacam a Basílica de Agios Dimitrios em Salonica e as Basílicas A e B de Creta.

Desde o Período Bizantino até o Domínio Turco

No século VIII se construiu a primeira igreja de estilo bizantino, a Basílica de Santa Sofia em Salonica. A partir desse momento se levantam numerosos edifícios religiosos de diferentes dimensões por todo o país. Estes edifícios estavam decorados com formosos mosaicos como os de Ossios Loukas ou do mosteiro de Dafne. Também surgem os frescos com movimento e vivas cores.

Do século XIII ao XV a conquista de grande parte do território grego, por parte dos francos e venezianos, traem a Grécia os principais estilos artísticos europeus que se plasmam sobre tudo em igrejas e fortificações. Do século XV ao XIX, com a ocupação turca, as igrejas se transformam em mesquitas e aparecem banhos e mercados tipicamente otomanos.

Séculos XIX e XX

A nova Grécia independente adota estilos e formas do resto da Europa mantendo o estilo clássico. Destacam em arquitetura Kaftantzoglou, Orlandos e Tazagres, em pintura Litras, Katzis o Papaloukas e o realismo figurativo de Moralis, o expresionismo de Bouzianis e Mavroidis e o abstrato de Spiropoulos. Em escultura Aprtis, Milona e Avramidis.

Literatura

A literatura grega tem enfluenciado poderosamente no resto do mundo durante séculos até nossos dias. A épica de Homero, a tragédia com Sófocles e Eurípides, a comedia de Aristófanes e Menandro, a poesia de Píndaro e Teognis, a lírica de Safo, Anacreonte e Píndaro, a historiografia de Tucidides e Jenofonte, a oratória com Demóstenes, a filosofia de Platóm e Aristóteles, a elegia de Calímaco, a biografia com Plutarco e as fábulas de Esopo são, entre outras muitas, obras que ainda se lêem e se estudam em nossos dias pois suas temáticas e seus estilos seguem contendo as bases do pensamento atual. A tragédia tem sido um gênero muito cultivado entre os gregos. Tem suas origens no culto dionisíaco, particularmente nas festas chamadas Grandes Dionisíacas, que se celebravam em Atenas desde o século VI a.C. Na chegada da primavera acudiam a todos os pontos do Ática para, durante vários dias, assistir às procissões, participar nos cortejos e entregar-se aos excessos que autorizavam estas homenagens ao deus do vinho e da natureza. Como apogeu de estas festas, os concursos de canto e poesias permitiam a poetas e coristas medem seu talento perante um apaixonado auditório. Sua celebração daria lugar ao nascimento da tragédia.

Já na idade contemporânea destacam Papadiamandis, Kondilakis, Xenópulos, Kavafis, Kostis Palamás, os Prêmio Nobel Seferis e Elitis e os poemas levados a canções populares de Theodorakis.

A Mitologia

Os gregos tinham um sentido do mundo profundamente místico e religioso. Os antigos situaram de maneira muito precisa alguns de seus mitos. Os cidadãos de Atenas, Corinto e Tebas podem ver continuamente com seus próprios olhos as zonas de atividade de seus heróis e deuses. Desde os tempos de Homero até a desintegração do império de Alexandre, os gregos se sentiam um povo diferente de todos os demais, aos que chamavam bárbaros.

Conforme a lenda, a deusa Atenea escolheu a terra de Grécia para seu povo favorito, situada estrategicamente entre o norte gelado e o sul tórrido.

A religião grega conciliou seus deuses baixo formas antropomórficas e sobre eles criou uns mitos de uma riqueza excepcional. São tão fascinantes que todas nossas manifestações culturais, especialmente a literatura e a arte, em qualquer época histórica, se inspiraram em eles. A religião teve sua origem nos cultos e as crenças ligadas à vida cotidiana e à agricultura. Veneravam às forças sobrenaturais, que traziam a fertilidade e a fecundidade. Deusas e deuses de corpos inacreditáveis, ligados a animais ou vegetais eram adorados nos campos, templos e moradas construídas para eles. Lhes levavam oferendas, rendiam sacrifícios, em festas que davam lugar a procissões, representações, danças e jogos ginásticos.

O panteom grego estava organizado como uma sociedade familiar: Zeus, Possêidon, Hermes, Ares, Dioniso, Hera, Atenea, Artemis.

Junto a eles apareciam animais de variadas formas como as sirenas, esfinges, hidras, quimeras, grifos, gorgonas, que procediam de Creta e Oriente. Sem dúvida os mitos estão ligados a grandes aventureiros cujas lendas se formaram em torno das viagens de exploração características da época micénica (1580-1100 a.C.), e a lugares importantes da época. Os mitos tal e como os conhecemos hoje são a criação de grandes poetas, que se inspiraram nas lendas populares. Entre os escritores maiores de estes tempos encontra-se Homero, cujas obras a Ilíada e a Odisséia são conhecidas no mundo inteiro.

Música e Dança

O instrumento musical grego por excelência é o bouzoúki, uma espécie de mandolina com um mástil alargado. A música e a dança guardam influências otomanas.

O kalamantianós está considerado como a dança nacional; se baila em círculo, colocando-se o primeiro bailarino no centro com um lenço. Pode ser acompanhada com uma balada triste, que faz referencia ao sacrifício das mulheres Suli que se jogavam desde uma roca fugindo dos turcos.

De origem oriental são as danças do zeimbékiko, interpretado por um só bailarino, o chassápiko por pares masculinos, e o tsifteteli, uma espécie de dança do ventre. A mirologia é uma dança fúnebre, que tem sua origem em Epiro, à que acompanha o sonido de um clarinete. O sirtós é a dança tradicional dos euzones, soldados do Corpo de Guardas do Estado, se baila ataviado com gorro turco e saia do Epiro; desta dança se deriva o conhecido sirtáki. O haniótico e o pentozáli de Creta, e o tsámikos de Samos são danças guerreiras, assim como a soústa, que data de épocas muito antigas, atualmente é bailada por homens e mulheres colocados em filas uns de frente pra outros.

Gastronomia

A cozinha grega se caracteriza pela sua simplicidade e por seus sabores agradáveis ao paladar. É uma cozinha tipicamente mediterrânea com o azeite de oliva como base fundamental. Não em vão Grécia é um dos principais produtores deste produto junto com Espanha e Itália.

O Café da manhã

Os gregos começam o dia com um café da manhã ligeiro, nada de ovos, suco, cereais, etc. tão só um café com as roscas de pão com sementes de gergelim, conhecidas como koulouri, são mais que suficiente. Durante o transcurso da manhã é habitual tomar algum petisco e é freqüente que nas zonas de escritórios das principais cidades existam os kafetzis que servem, após receber uma chamada telefônica, qualquer refresco, café, sanduíches ou doces. Se não se conta com este serviço se costuma sair à rua e comprar nos postos na rua os magníficos folheados bem de queijo (tiropitta), bem de espinafre (spanakopitta), de carne (kreatopitta), acompanhados de um iogurte folheado com nata ou fruta conhecido como bugatsa, delicioso.

A hora do Almoço e Jantar

A comida, quando tem-se tempo, é muito mais que o simples fato de comer. É um evento de reunião familiar ou de amigos que se deve desfrutar plenamente. Se começa tomando um oúzo, aguardente de anís tipicamente grego, acompanhado de algum canapés que pode consistir em azeitona, salsichão, anchovas, caviar, camarão, salchichas de fígado, frituras, vísceras ou deliciosas saladas de ovas de peixe chamadas taramosaláta.

O primeiro prato costuma consistir na salada grega, salta khoriátiki, tipicamente mediterrânea a base de tomates, pepinos, cebola, azeitona negras e como toque grego se acompanha com queijo de ovelha chamado féta. Também pode-se comer como primeiro um prato de sopa de verduras com um ovo escalfado. No tempo de Páscoa é habitual tomar Magirítsa, sopa de bucho com ovos e suco de limão.

O segundo prato, o mais consistente, pode ser de carne ou peixe acompanhado de verduras. Si se decide pela carne encontrará estupenda vitela na zona de Tesalia e Atenas e em todo o país, principalmente, cordeiro. Si se opta pelo porco (gourounópoulo), os gregos normalmente o preparam assado. Pratos típicos de carne são a souvlákia, brocheta que mistura carne de cordeiro com carne de porco, as dólmades, carne picada com arroz envolvida em folhas de parra ou couve, soutzoukákia, almôndegas de carne e arroz com salsa de tomate, mousakás, berinjela, molho branco e carne picada em forma de pastel, giovétsi, cordeiro assado com massa, kebab, típica brocheta de carne de cordeiro de origem turco, kotópoulo, frango assado recheado de arroz, queijo e passas e o galapoúla germistí, peru recheado de castanhas, passas e azeitona. Todos estes pratos de carne estão preparados com grande esmero e seu sabor é realmente delicioso.

Grécia é uma península pelo que os peixes se tomam abundantemente em todo o país e são muito frescos.

Os restaurantes, bares e tabernas das cidades costeiras servem todo tipo de pratos: a marída são peixes fritos de pequeno tamanho regados com vinho aromatizado com resina e pode levar também camarão, polvo ou calamares. Também são muito típicos os salmonetes que se servem fritos ou a brasa. Estes são as comidas de peixe mais tradicionais mas as cartas estão repletas de peixes preparados de diferentes maneiras. Não titubeei em provar qualquer variedade, sem dúvida será uma magnífica experiência.

Tanto os peixes como as carnes se costumam acompanhar de saladas mediterrâneas e purês entre os que destaca o de berinjelas com orégano.

Como sobremesa pode-se optar pelos queijos gregos como o féta e o mizithra, ambos de ovelha de sabor suave ou pelo kaséri, de cor amarelo e sabor mais forte. O iogurte é outra sobremesa habitual que pode-se tomar folheado, açucarado, com nata ou frutas. E já como doces destacam as massas conhecidas como tirópita, os pudins de requeijão ou queijo e as baklavá, cataífi e balaktoboúreko, tortas folheadas, nozes e mel de origem turco. São estupendas também os doces acompanhadas de mel e as geleias de frutas. Não deixe de provar os sorvetes gregos, pagotá, têm merecida fama.

O jantar é algo mais leve e se comem os mesmos pratos que durante o almoço só que em menor quantidade.

Bebidas

Estás deliciosas comidas costumam estar regadas com vinho do país que deixa-se envelhecer em cubas às que se acrescenta resina de pinho conferindo-lhe um sabor curioso e uma maior conservação. Não o mescle com água ou soda, o sabor piorará notavelmente. O vinho grego costuma ser branco, áspero, embora também se toma rosado, kokkinéli, que leva menos resina. Se este sabor não lhe satisfaz prove os magníficos caldos do Peloponesio como Acaía, Mantinha e Reine, os do Ática, de Creta, Minos e os do resto das ilhas que têm um ligeiro sabor doce. Os vinhos tintos começaram a criar nos últimos tempos, destacando o de Naoussa. Também pode-se tomar cerveja, a mais popular é a Fix.

O café é imprescindível depois de uma boa comida. A influência do café turco é notável pelo que o sabor é excelente. Pode-se tomar amargo (skiétos), ligeiramente doce (métrios), doce (glikís), carregado (varís) ou cozido durante muito tempo (vrastós).

A comida finaliza com os licores. O brandy grego é excelente, os mais famosos são o Cambas e o Metaxá, este último se obtém da destilação do lentisco.

Também se toma licor de guindas, visinada.

Além dos restaurantes e tabernas gregas vale a pena visitar os kafenion, lugares de reunião de grupos de amigos onde se joga às cartas, se conversa ou se lê o jornal ou bem, os ouzeri, típicas tabernas onde se toma o licor nacional, o ouzo, cerveja, vinho e qualquer outra bebida acompanhados dos aperitivos mais variados conhecidos como meze. O ambiente de ambos locais é tipicamente grego e resulta fascinante.

Compras

Grécia é um verdadeiro paraíso para os amantes das compras. Destacam os produtos artesanais como as imitações de antigas vasilhas de cerâmica em branco e negro com figuras humanas, as talhas de madeira pintadas a mão que podem ir desde pequenas caixas a cabeceiros de cama, cadeiras mesas, escrivaninhas, vitrinas, ovos de madeira de radiante colorido, tapetes de parede de desenhos originais, vestidos típicos de vivas cores, bordados de esmerado trabalho, tapetes de flokati, objetos de coro como sapatos, cinturões, artigos de escritório, bolsas entre as que destacam as conhecidas tagaria que são bolsas de praia de algodão e lã, luvas, bonecas, as típicas máscaras da tragédia grega realizadas nos mais variados materiais e diferentes objetos de cerâmica como jarros, vasos, lâmpadas, jogos de café e chá, braceletes e brincos entre muitos outros.

Têm especial fama os tecidos confeccionados a mão, em especial os da ilha de Creta. Também são conhecidos os de Micenas, de pior acabado que os cretenses, cujo estampado a listas é ideal para jogos de mesa ou saias de senhora. São excelentes para o inverno os pulôveres tecidos a mão pelas campesinas com lã das ovelhas do país.

No relativo a cerâmica é muito apreciada a de Rodas e a de Amaruosion. Se lhe gosta o vime e os pequenos móveis de incrustado, nas ilhas Cicladas encontrará estes artigos a bom preço.

Os trabalhos de joalheria são realmente excepcionais. Desenhos originais e imitações de jóias antigas muito formosas. Destacam as jóias de filigrana de prata, de prata, ouro, colares de ametista e os preciosos esmaltes de Epiro.

Em Grécia podem-se adquirir também a bons preços casacos de pele, sobre tudo de visão e raposa, procedentes de Kastoría.

São muito típicos os komboloi, espécie de rosário de cores que se vai passando para ter as mãos ocupadas. Pode ser de vários materiais embora os mais usados são os de madeira e âmbar. Porém os artigos mais vendidos neste país são as imitações de obras de arte antigas. Estas imitações são vendidas em ocasiões como peças originais pelo que se deve que ter cuidado com o que lhe oferecem e com os certificados que estende o vendedor. É muito importante ter em conta que na alfândega serão muito severos com as peças de arte autêntica que se tentem sacar do país. Si se conforma com uma boa imitação encontrará peças excelentes, vasos, estatuetas, ícones e pequenas esculturas entre outras.

Como produtos alimentícios são maravilhosos os frutos secos, mel, amêndoas e os doces. Também o vinho com sabor a resina (vinho macerado em barricas com resina de pino), o que lhe confere um sabor doce curioso e agradável.

Recorde que em toda Grécia há exposições permanentes de artesanato do país que dependem da Organização Nacional Helénica de Artesãos, Hommeh. Aqui podem-se conseguir peças originais a bons preços, além de obter os endereços de artesãos especializados.

Existe uma grande variedade de comércios nos que adquirir estes produtos. Desde butiques de luxo de elevados preços passando pelas pequenas lojas de aspecto íntimo, onde pode-se encontrar de tudo, até os alegres mercados inundados de cores e cheiros onde o ambiente é tão atrativo como os objetos que ali podem-se encontrar. Passe por eles, vale a pena.

População e Costumes

Os habitantes de Grécia têm o típico caráter mediterrâneo embora com características próprias. São alegres, amantes da diversão, sorrientes, abertos, comunicativos e acolhedores. O estrangeiro se sentirá como em seu próprio país e receber á toda ajuda que possa necessitar.

Os gregos são faladores, num tono mais alto de o habitual, e lhes encanta conversar com gentes de distinta cultura pois são muito curiosos e gostam conhecer outras formas de vida, outras crenças e outros modos de comportamento. Não criticaram as diferenças sino que as englobaram em outras culturas como parte delas e tentaram sacar o melhor de elas.

A imaginação grega é desbordante, de fato, existem numerosas lendas e contos que passam oralmente de geração em geração. Tal vez esta criatividade procede da Mitologia, tão estendida, que relata a vida e encarnações dos deuses gregos e sua descendência assim como suas conflituosas relações com os humanos.

A vida grega tem lugar em sua maior parte na rua. Os cafés, praças, passeios e jardins estão repletos de gente. Nos povoados é típico ver às mulheres charlando nas portas das casas aproveitando o refrescar da tarde enquanto que os maridos fazem o mesmo nas tabernas. Outra atividade e tipicamente grega, que resulta chocante para os visitantes, é o passar as contas de komboli entre os dedos. Os komboli são uma espécie de rosário realizado em diferentes materiais, principalmente de madeira e âmbar.

Talvez, devido ao calor, as atividades lúdicas costumam realizar-se avançada a tarde e se alargam até bem entrada a noite. A siesta é respeitada por todos e durante as primeiras horas da tarde as ruas costumam estar desertas. O Tabil é um dos jogos preferidos para as horas de relaxação na taberna.

No relativo às ilhas, só a décima parte delas estão habitadas, e algumas por uns quantos monges e algumas cabras. Cada ilha conserva uma certa individualidade em sua arquitetura, em seus trajes típicos, e em seus dialetos. Apesar de isso é freqüente que existam contatos entre os grupos de ilhas, estabelecendo-se um rico intercâmbio cultural.

Os gregos têm uma parte melancólica em seu caráter. De vez em quando se observa certa tristeza em seus olhos e uma abstração momentânea que passa rapidamente. Também são muito orgulhosos e embora tentam dissimular é melhor não despertar esta faceta sua.

A família é o núcleo essencial e costuma existir uma estreita relação entre pais, avôs, tios, primos, sobrinhos e demais parentela. Os anciões são venerados e costumam viver com os filhos até sua morte, enquanto que as crianças são muito queridas e gozam de uma amplia liberdade. Como país mediterrâneo que é, o machismo ainda é habitual embora tem-se avançado muito neste aspecto, sobre tudo, nas novas gerações e nas zonas urbanas. Nas zonas rurais ainda se mantém os antigos comportamentos, entre os que destacam o fato de que a mulher é sempre esposa e filha de um homem. Ainda se mantém o dote que a noiva aporta ao matrimonio.

A educação é obrigatória para todos e, de fato, em Grécia existe um índice muito baixo de analfabetismo e um número muito alto de livrarias. Os gregos são gente culta e lhes gosta cultivar-se.

Outra peculiaridade grega é o profundo respeito pelo religioso assim como pelos fenômenos sobrenaturais. A mistura do culto ortodoxo com celebrações pagãs, procedentes da antigüidade, estão ao cabo do dia. As lendas, feitiços, ritos e superstições têm um fiel reflexo ainda nas zonas rurais e se plasmam nas festas populares. Os bailes folclóricos são coloridos e animados e ao ritmo do bouzoúki se interpretam o kalamantianós, um baile em círculo em cujo centro está o bailarino principal com um lenço, o tsifteteli, dança do ventre ao grego, o chassápiko, bailado por duplas masculinas e o zeimbékiko no que um dançarino se move com passos que imitam aos dos felinos. Se tem oportunidade não deixe de assistir a qualquer de estas celebrações. As danças, a música, o vinho, a comida e sobre tudo a companhia dos gregos é fantástica. Estamos seguros de que passará momentos deliciosos.

Entretenimento

Grécia oferece uma grande variedade de atividade para passar um bom momento, tanto ao ar livre praticando algum esporte, como nas cidades assistindo a algum espetáculo.

Berço dos Jogos Olímpicos permite praticar numerosas atividade esportivas: vela, esqui náutico, golf, tênis, equitação, alpinismo e esqui alpino.

Praia

Grécia tem 15.000 quilômetros de costa pelo que as possibilidades de desfrutar do mar e das praias são quase ilimitadas. Barcos de vela que navegam pelas ilhas recorrendo rincões de grande beleza, motos aquáticas, surf windsurfing, esqui náutico o, simplesmente, um prezerosos banho em uma praia de areias finas são algumas das opções. Os principais centros turísticos contam com instalações adequadas para satisfazer as mais exigentes petições, e os preços não variam muito dos que podem-se encontrar em outras zonas mediterrâneas como Espanha ou Itália. As praias mais apreciadas encontram-se em Ática, Beocia e o Peloponesio.

Encontrará dificuldades para achar lugares com sombra pelo que se deve tomar precauções à hora de tomar o sol. Recorde que para praticar a pesca submarina em Grécia há que trasladar-se às zonas em que esta permitida dita prática. Informe-se antes de realizar esta atividade.

Montanha e Excursões

Também são muito gratificantes as excursões a pé por um entorno de grande beleza como a rota do Peloponésio, um total de 250 quilômetros que podem-se percorrer em duas semanas cruzando zonas espetaculares como Egiona, Gythion, Kalavrita, Arcadia, Trípolis e Esparta. Existem numerosos refúgios para os aventureiros. Por outra parte a Sociedade Helénica de Espeleologia descobriu e exploro umas 7.500 formações em forma de grutas e precipícios, curiosidades naturais, que acondicionaram em alguns casos para permitir sua visita. Destacando a Gruta de Koutouki em Ática em Peania e a Gruta de Diros no Peloponésio na Baia do mesmo nome.

Outras Atividades

Além destas atividade pode-se praticar equitação, golfe, tênis, esqui e espeleología. As estações de esqui mais importantes estão em Beocia, Monte Parnaso; no Peloponésio, no Monte Aroania e no Monte Ménalo.

Balneários

Em Grécia podem-se encontrar também maravilhosos balneários de águas termais. Muito conhecidos são os de Kamena Vourla especializado em aliviar enfermidades do sistema nervoso, reumatismo, atrozes degenerativas, ciáticas, lumbago e problemas endócrinos, o de Thermopyles com águas de sulfurosas de hidrogênio que melhoram os problemas respiratórios e as enfermidades ginecológicas, Kalidromo cujas águas tratam as infecções cutâneas, Ypati recomendado para pessoas com problemas sangüíneos e cardíacos e Platystomo com águas sulfurosas alcalinas que tratam problemas de nutrição, de fígado e do sistema digestivo. Todos os balneários contam com instalações agradáveis com todo o necessário para fazer o tratamento e para passar uns dias muito agradáveis.

Espetáculos

Nas cidades as atividade são muito diferentes mas não são menos divertidas.

Grécia conta com uma grande oferta de teatros nos que pode-se desfrutar de qualquer tipo de espetáculos musicais. Também encontram-se na carteleira bailes folclóricos e, nos meses de verão, interpretações clásicas em espetaculares entornos como a Fortaleza velha em Corfú. Se tem oportunidade não deixe de assistir ao Festival de Atenas que celebra-se entre os meses de julho a setembro no Odeon de Herodes Ático (muito perto à Acrópoles), com representações de tragédias clássicas, ópera, concertos e ballets num marco incomparável.

Nas salas de cinema se expõem filmes, sobre tudo estrangeiras, embora também se exibem filmes nacionais.

Os quatro casinos com que conta Grécia são muito atrativos, existe um no Monte Parnaso ao que se acede em teleférico, outro em Corfú, um mais em Rodas e outro na península Calcídica no complexo hoteleiro de Porto Carrás, uma espécie de Porto Banús em grego.

Um dos espetáculos mais típicos de Grécia são os clubes noturnos onde escuta a rembetika, música popular grega que muitas vezes se compara com o blues. Aparte de desfrutar do bom ambiente pode-se tomar uma copa e empapar-se do espirito de festa, isto nunca antes das doze da noite (mesmo abrindo às 22.00 h.). Além da rembetika em outros clubes tocam os acordes do jazz, pop, rock e música tradicional como o bouzouki.

Festividades

Janeiro

As festividades em Grécia começam em 1 de janeiro com a celebração do Ano Novo. Os gregos se reúnem em família para degustar uma excelente comida e começar o ano com bom pé. O dia 6 de janeiro é o dia em que em todas as casas se escuta as risas das crianças gregas. Os Reis Magos fizeram bem o seu labor e os presentes, especialmente brinquedos, fazem as delicias dos menores.

Março

Em 25 de março se comemora o Dia da Independência, desfiles, concertos, exposições e fogos artificiais para este dia tão especial para Grécia.

A Quaresma e Pentecostes celebram-se segundo o rito ortodoxo pelo que têm lugar semanas mais tarde que as correspondentes festas católicas. A Semana Santa se segue com bastante fervor religioso. A sexta-feira Santa é festa nacional e é típico ver procissões do féretro de Jesus Cristo, coberto de panos e flores com epitáfios, seguido de pessoas com velas ascendidas. Ao meio dia o recolhimento dá passo à festa pois em esse momento as campanas ressoam com alegria e o céu grego se enche da luz dos fogos artificiais. Também são festa nacional o Dia de Páscoa e segunda-feira de Páscoa, nestas celebrações as casas, sobre tudo nos povoados, estão abertas e é tradicional comer cordeiro ao espeto. Se tem oportunidade não deixe de visitar Corfú nesta época do ano, especialmente o Sábado Santo quando realiza-se a procissão das relíquias de São Spiridóm e se rompem vasilhas de barro acompanhadas das filarmônicas da ilha. Esta procissão se repete no Domingo de Ramos, no 11 de agosto e no primeiro domingo de novembro.

Maio

Em 21 de maio em Langada celebra-se a Festa de São Constantino e neste mesmo dia, em Macedonia, tem lugar o Agia Elení, uma festividade impressionante pois se bailam danças populares sobre brasas acesas.

Abril - Novembro

De abril a outubro têm lugar vários espetáculos de luz e sonido em marcos incomparáveis como a Acrópolis ateniense e a Fortaleza Antiga de Corfú. De maio a setembro se põe em cena numerosos bailes folclóricos na colina de Filopapo em Atenas. Durante todo o verão celebram-se continuas festas nas ilhas gregas.

Têm especial fama as que têm lugar com motivo da saída e o regresso dos pescadores de esponjas.

De junho a setembro celebram-se diferentes eventos como o Festival de Teatro Antigo de Epidauro, o Festival de Teatro, Música, Dança e Artes Plásticas de Patras e o Festival de Atenas com concertos de todo tipo de música, teatro, ballets, danças folclóricas e muitos mais espetáculos de tipo cultural.

Julho

No dia 8 de julho têm lugar as festas de Lefkimi em Corfú, muito divertidas, enquanto que o 15 de agosto, como em qualquer país com produção agrícola, celebra-se a Virgem de Agosto. A Assunção é uma festa religiosa que se sente com profundo fervor em toda Grécia.

Setembro

Em setembro celebra-se o Festival de Corfú com todo tipo de manifestações culturais em meio de um grande ambiente popular. E em Dafní, perto de Atenas, tem lugar a Festa do vinho.

Outubro

O 28 de outubro, festa nacional, os gregos comemoram o não haver caído baixo a influência fascista durante a Segunda Guerra Mundial.

Dezembro

O ano finaliza com duas celebrações especiais de carater familiar, o dia 25 Natal e o Dia de São Esteban.

No Natal, em toda Grécia, se bendiz o mar para que a pesca de todo o ano seja própria. Se submerge uma cruz na água em uma cerimonia tipicamente marinha repleta de encanto. Tem especial fama a que realiza-se no Pireo.

Transportes

Grécia conta com uma excelente rede de comunicações com o resto do mundo. O turismo oferece importantes ingressos econômicos ao país e o governo grego cuida com esmero esta fonte de ingressos.

Avião

As principais cidades estão comunicadas por via aérea. Olympic Airways oferece numerosos vôos às ilhas gregas como Creta, Miconos, Rodas e Santorini.

Durante a temporada de verão é aconselhável reservar praça com suficiente antecedência.

Em Atenas existem dois aeroportos: o Aeroporto Hellinikom Este para vôos internacionais e o Aeroporto Hellinikom Oeste para os vôos nacionais. Ambos aeroportos estão bem comunicados com a cidade. Existem vários ônibus e um bom número de taxis que são bastante mais baratos que em outros países da Europa, além de oferecer um excelente serviço. Certifique de que o motorista tenha entendido corretamente o aeroporto ao que deseja ir.

Barco

Desde o Pireo saem barcos e trens que chegam aos principais portos do Mediterrâneo e a quase todas as ilhas gregas. Pode-se viajar com o carro nestes barcos mas o preço é bastante alto portanto é aconselhável alugar o veículo no lugar do destino.

Também podem-se fazer cruzeiros de um ou vários dias pelas ilhas.

Trem

No interior do país a rede de ferrovias não é muito extensa e de fato só cobre 2.479 quilômetros parte pertencem a Comboios de via estreita. As principais estações atenienses são as de Larisa na que se tomam as linhas para Tesalonica e o norte de Grécia e a Estação do Peloponésio com serviço para Patras e Kalamata. A rede de ferrovias gregas está, em sua maior parte, dirigida pelo OSE (Organismos Sidirodrómom Elládos).

Perecorrer Grécia em comboio pode converter-se em uma odisséia devido à reduzida rede de ferrovias e à escassa freqüência dos horários dos trens, tendo por vezes que esperar um ou dois dias para poder enlaçar com outros destinos, não é muito aconselhável este meio de transporte.

Ônibus

Os ônibus são o meio mais utilizado pelos gregos para viajar pelo interior do país, dado o carater precário das ferrovias. As estações de ônibus atenienses oferecem um serviço regular e pontual às principais cidades gregas e apesar de ser mais custoso que o trem, vale a pena. Da Estação de ônibus Terminal A, saem os ônibus para o Peloponésio, enquanto que da Terminal B partem os que se dirigem a Atica e Beocia.

Carro

A documentação necessária para poder aceder a Grécia em carro é a carteira de motorista, os documentos do veículo e o seguro obrigatório.

Grécia dispõe de 38.000 quilômetros de estradas que se classificam em estradas nacionais com 8.700 quilômetros e uma incipiente rede de autoestradas (autovias) que se limita em Patras-Corinto-Atenas e Atenas-Larisa-Salonica-Evzsonoi.

Para conduzir em Grécia se deve ter em conta que, embora o asfalto é bom nas principais cidades turísticas, as pequenas cidades do Peloponésio contam com estradas sem asfaltar e de trazado sinuoso pelo que é recomendável extremar as precauções. As normas de circulação são as mesmas que no resto dos países da união Européia. Os indicadores estão escritos em grego e em caracteres latinos. O limite de velocidade é de 120 km/h nas autoestradas, 80 km/h nas estradas provinciais e de 50 km/h nas zonas urbanas. É obrigatório o uso do cinto de segurança.

Em caso de defeito ou acidente a associação grega de ajuda em estrada recebe o nome de ELPA. Para fazer patente a necessidade de ajuda tem que levantar o capo do carro embora o defeito não afete ao motor. O telefone em caso de urgência é o 104. Nas estradas secundarias há que recorrer à polícia, marcando o número de telefone 100.

Nas grandes cidades o tráfico é um pouco caótico e a isto há que somar uma certa anarquia dos gregos à hora de conduzir. É importante saber que em Atenas só se permite o acesso à cidade em dias alternativos segundo a matrícula seja par ou impar, entretanto os carros estrangeiros não sofrem esta restrição. O estacionamento também é algo complicado.

Não tem nenhum problema à hora de alugar um carro. Nos aeroportos e nas principais zonas turísticas encontram-se escritórios das principais firmas de aluguel de veículos. É necessário ser maior de 21 anos de idade e pagar a fiança correspondente.

Taxi

Os taxis são mais baratos que no resto dos países europeus, oferecendo um serviço cômodo e rápido.

Os carros são de cor amarelo e é muito importante fixar-se nos cartazes de "Taxi" pois vão acompanhados de uma letra que é a que lhes permite circular pelo centro de Atenas em dias alternativos: M para os dias impares e Z para os pares. Não se assombre si você toma um taxi e durante o percurso se recolhe a mais passageiros. É muito habitual que nas avenidas tenha gente parada gritando o caminho que quer realizar para partilhar a corrida. Há suplementos por equipagem, nos dias festivos e durante a noite, entre a meia noite e as sete da manhã.

Transportes Públicos em Atenas

Atenas conta com uma extensa rede de ônibus urbanos. Também é o meio de transporte público mais usado pelos atenienses pois é rápido, prático e econômico.

O bilhete se adquire nos quiosques. Atenas conta, ademais, com um serviço de trolebus. As paradas desses são amarelas e as dos ônibus azuis.

O metrô ateniense conta com uma única linha que une O Pireo com Kifissia passando pelos lugares mais centricos da cidade. Funciona das 5:30 da manhã s 24:00 h.

O funicular do Monte Licabeto permite aceder à colina mais alta de Atenas desde a qual se divisa uma formosa paisagem.

Fonte: www.genteviajera.es

Grécia

"As lendas e a mitologia nos dizem que os deuses escolheram este cantinho do mundo para instalar sua morada, e quando se percorre o país, ninguém dúvida de que fizeram a melhor escolha."

A Grécia é um país da Europa Mediterrânea. Com suas fascinantes ruínas arqueológicas, foi palco de imporantes capítulos da história e é considerada o berço da chamada civilização ocidental. Além disso, é um dos principais destinos de veraneio na Europa. Com seu litoral recortado e uma imensa quantidade de ilhas, com águas azuis cristalinas, soma um litoral de mais de 15 mil quilômetros de extensão - o dobro do brasileiro.

Diversão

Os clubes noturnos onde escuta a rembetika, música popular grega que muitas vezes se compara com o blues se destaca. Aparte de desfrutar do bom ambiente pode-se tomar uma copa e empapar-se do espirito de festa, isto nunca antes das doze da noite. Além da rembetika em outros clubes tocam os acordes do jazz, pop, rock e música tradicional como o bouzouki.

Transporte

Atenas conta com uma extensa rede de ônibus urbanos. Também é o meio de transporte público mais usado pelos atenienses pois é rápido, prático e econômico.

O bilhete se adquire nos quiosques. Atenas conta, ademais, com um serviço de trolebus. As paradas desses são amarelas e as dos ônibus azuis.

Os taxis são mais baratos que no resto dos países europeus, oferecendo um serviço cômodo e rápido.

Dinheiro

Euro converteu-se na moeda de curso oficial na Grécia.

Existem notas de maior valor: de 500 euros, 200 euros, 100 euros e 50 euros e circulam, também, notas de menor valor: de 20 euros, 10 euros e 5 euros.

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Visite

Os Ferryboats partem várias vezes ao dia do porto de Pireu e, apesar do grande número de turistas, não é difícil achar passagens para qualquer horário.Apesar da proximidade com a capital, o conjunto de ilhas ainda preserva a cultura local. A beleza natural encanta. As praias são limpas e banhadas por águas calmas e claras, que contrastam com o verde e as rochas das montanhas. As ilhas são os lugares preferidos da classe alta ateniense para o descanso do final de semana.

A mais procurada é a ilha de Egina, que fica a 20 km de Pireu. Habitada desde o ano 2000 a.C., se tornou célebre pela atividade marítima. A ilha figura na história como o primeiro lugar da Europa a ter cunhado sua própria moeda, aceita em toda a região.

A ilha de Salamina é hoje procurada pela beleza das praias e pela diversidade de bares na orla.A ilha de Hidra pode ser visitada em um passeio de um dia.

Colonizada por albaneses no século 16, a ilha mantém o charme do estilo arquitetônico.A locomoção entre as ilhas é bastante fácil. Todas possuem um amplo serviço de transporte público e uma boa oferta de táxis.

Atenas

Atenas é a capital da Grécia e também a capital da Ática. Além de ser uma cidade moderna, Atenas também é famosa por ter sido poderosa Cidade-Estado e um centro de cultura muito importante nos tempos antigos.

Em grego antigo, Atenas era chamada (Athíne), em homenagem à deusa grega Atena. No século XIX, este nome foi retomado formalmente como nome da cidade, mas desde o abandono oficial do grego katharévussa, em 1976, a forma popular a tornou-se o nome oficial da cidade.

Clima

O clima em Grécia é tipicamente mediterrâneo, sobre tudo nas zonas costeiras e nas ilhas. É dizer, os invernos não são muito frios e os verões não muito calorosos. Porém nas zonas do interior do país os contrates se acentuam mais, baixando de zero grau centígrados em inverno e perto dos 40 em verão.

Idioma

O idioma oficial é o grego embora é habitual encontrar pessoas que falem diferentes línguas, especialmente dos países da união Européia.

Fonte: www.souturista.com.br

Grécia

Nome oficial: República Helênica (Hellenike Demokratía).

Nacionalidade - grega.

Data nacional - 25 de março (Independência).

Capital - Atenas.

Cidades principais: Atenas (748.110), Salônica (377.951), Pireu (169.622), Patras (155.180), Héraclion (117.167) (1995).

Idioma: grego (oficial).

Religião: cristianismo 98,1% (ortodoxos gregos 97,6%, católicos 0,4%, protestantes 0,1%), islamismo 1,5%, outras 0,4% (1982).

Geografia

Localização: sudeste da Europa.
Hora local:
+5h.
Área:
131.957 km2.
Clima:
mediterrâneo.
Área de floresta:
65 mil km2 (1995).

População

Total: 10,6 milhões (2000), sendo gregos 98%, outros 2% (1996).
Densidade:
80,33 hab./km2.
População urbana:
60% (1998).
População rural:
40% (1998).
Crescimento demográfico:
0,3% ao ano (1995-2000).
Fecundidade:
1,28 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F:
76/81 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil:
8 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo:
2,8% (2000).
IDH (0-1):
0,875 (1998).

Política

Forma de governo: República parlamentarista.
Divisão administrativa:
10 regiões subdivididas em divisões administrativas.
Legislativo:
unicameral - Parlamento, com 300 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor:
1975.

Economia

Moeda: Euro.
PIB:
US$ 120,7 bilhões (1998).
PIB agropecuária:
11% (1998).
PIB indústria:
18% (1998).
PIB serviços:
71% (1995).
Crescimento do PIB:
1,7% ao ano (1990-1998).
Renda per capita:
US$ 11.740 (1998).
Força de trabalho:
5 milhões (1998).
Agricultura:
frutas, legumes e verduras, cereais, beterraba, tabaco.
Pecuária:
caprinos, suínos, ovinos, aves.
Pesca:
214,2 mil t (1997).
Mineração:
bauxita, minério de ferro, linhito, pedra-pome.
Indústria:
alimentícia, metalúrgica, têxtil, vestuário, química.
Exportações:
US$ 10,3 bilhões (1998).
Importações:
US$ 25,8 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais:
Itália, Alemanha, França, Holanda (Países Baixos), Reino Unido.

Defesa

Efetivo total: 168,5 mil (1998).
Gastos:
US$ 5,7 bilhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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