Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  México  Voltar

México

México é a terra onde tudo é possível, onde a ficção torna-se realidade pura e, a realidade pura ficção.

E é que, o México é um país nascido de inumeráveis existências e miragens. Com um passado indígena e um presente mestiço e indígena, seu futuro e possibilidades pertecem ao mundo da imaginação. México é, em poucas palabras e como bem o expresara Carlos Fuentes, a cultura de Quetzacoatl a Pepsicoatl.

Quem viaja ao México realiza uma viagem ao mundo da ficção. México não é só praias e ruínas, México é composto de impressionantes desertos, altas montanhas, mares azuis, ilhas cativadoras, cidades coloniais, rios e selvas, onde a aventura é a nota caraterística. Todos estes elementos de realidade, o perfeito quadro para os místicos costumes de sua povoação, onde a vida e a morte presidem em cada cena diária. O resultado deste estranho encontro é uma apoteose de brilhos para deslumbrar os olhos e, comover o espírito. México é a diversidade por excelência, o ponto de encontro entre realidade e ficção.

E para demostrar um pouco: no Dia de Finados, por exemplo, vende-se nas padarias "pão de morto" e caveiras de açúcar e chocolate além, de instalar preciosos e elaborados altares em cada casa, com oferendas para os que já foram. Porque cada espírito regressa à terra, atraído pelos cheiros e sabores, os quais na vida mais gostavam. Para guiar-lhes da tumba até a casa, faz-se um caminho com "flores de morto". Os cigarros habituais, o guisado e a fruta preferida e garrafas de pulque (licor de pita), águardente de pita ou tequila, esperam iluminados pelas velas. Esta é a realidade, nada de ficção, verdade pura.

Se nesta travessia à diversidade, à cor, à imaginação, à música, o doce e o picante e ao surpreendente universo de possibilidades que significa México, você cruza a fronteira entre realidade e ficção, não se alarme e siga ao pé da letra o conselho do refrão que diz: "Para todo mal, águardente e, para todo bem, também".

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

México, com uma extensão de 1.958.201 quilômetros quadrados, tem fronteiras ao norte com os Estados Unidos, ao Sul com Guatemala e Belice, ao leste com o Oceano Atlântico e ao oeste com o Pacífico. O Trópico de Câncer corta o país quase pelo centro e, dada sua extensão de norte à sul e sua especial orografia (descrição de montanhas), apresenta uma climatologia muito variada. É, em muitos outros aspectos, uma terra de altos contrastes.

O coração geográfico do país são as terras do planalto vulcânico, conhecidas como Anáhuac, onde juntam-se as duas cadeias montanhosas, a Serra Madre Oriental e a Serra Madre Ocidental. Estas duas formações percorrem o país pelos acostados, de norte à sul. Entre as duas cadeias surgem diferentes vales e escudelas com uma média de altitude de 2.000 e 2.500 metros. É uma região dominada por grandes cones vulcânicos como o Popocatépetl com 5.452 m. ou o Ixtlacíhuatl com 5.216 metros. (o ponto mais alto do país é o Pico de Orizaba com 5.700 metros. no Estado de Veracruz). Neste vale, que representa uns 10% do território nacional concentra-se mais do 50% da população.

A Serra Madre do Sul, formada por um grupo de montanhas menores, prolongação das outras duas serras, estreitam-se no Istmo de Tehuantepec e seguem até Guatemala, enquanto que ao norte a Península de Yucatán estende-se plana e coberta de vegetação.

A maior parte do território mexicano carateriza-se pela presença de montanhas e mesetas (pequeno planalto) e, a excessão dos estados do norte, onde predominam os desertos que contrastam com a exuberante vegetação das zonas do sul. Os rios são curtos, a maior parte, e estreitos com um curso que desemboca rapidamente no mar.

Por outro lado, o México tem mais de 10.000 km de costas, rodeado por quatro grandes mares ou oceanos: o Oceano Pacífico, o Mar de Cortés, o Golfo do México e o Mar Caribe. O país está dividido políticamente em 31 Estados e um Distrito Federal.

FLORA E FAUNA

Dada sua privilegiada situação e extensão, o México conta com uma rica flora e fauna. Muito perto do Éden, a terra do iguano e das borboletas monarcas (no Estado de Michoacão) acolhe numerosas maravilhas naturais. O México é mais que uma terra de desertos ou de espinhosos cactus. A extrema diversidade dos ecosistemas vem dada por sua extensão (quatro vezes a Espanha) e, a especial geografia dando origem a espécies de grande rareza como é, o caso do coelho dos vulcões, um lagomorfo de pelagem marrom que encontra-se no umbral da extinção, ou do monstro de Gila nas inóspitas zonas de Sonora ou bem, o ajolote, um anfíbio muito peculiar chamado popularmente "monstro aquático" e, que pode ser visto nos canais de Xochimilco. Os cientistas afirmam que ao redor dos 15% das espécies botânicas e animais no México, não encontram-se em nenhúm outro lugar do planeta.

O país conta com 600 áreas protegidas entre Parques Nacionais, Reservas da Biosfera, Zonas Desérticas e Selvas Tropicais. Nestas áreas encontram-se mais de 1.500 espécies de mamíferos, répteis e anfíbios; como macacos, onças, báquiras, a anta de Baird, preguiças, algumas espécies da família dos sapos mais venenosos do planeta como os dendrobátidos, iguanos, caranguejos, raposas cinzas, macacos-aranha, a ornitofauna, com mais de 1.000 variedades, destacam os falcões, oropêndolas, aracaris, guacos, orioles, águias pescadoras (muito escassa em outros lugares, pois abundantes no México), pássaros fragata, chimangos com cristas (ave de rapina), corre caminhos, araras, rascones (ave pernalta), verdelhões, garças azuis, papamoscas reais com penas de cores; mais de 50 espécies de colibri, etc. Por exemplo, no sul do país, na pequena Reserva do Triunfo, encontra-se um dos bosques de nevoeiro mais maravilhosos do continente em que, convivem pacíficamente quetzais (ave trepadeira) e outras 300 espécies de pássaros, entre plantas de 9 m. e, árvores que superam os 30 m. de altura.

A Península da Baixa Califórnia é um caso a parte na natureza mexicana. Aloja grandes concentrações de pelicanos (em alguns casos até 100.000 em cada porção de terra) ou de patos azuis, caraterísticos das ilhas Galápagos. Também pode -se ver a foca de Guadalupe, uma curiosa espécie em perigo de extinção pela depredação dos caçadores em procura da sua pele. Porém, a protagonista desta zona é a baleia cinza que instala-se todo inverno nesta zona, perto da lagoa Olho de Liebre, procedente de Alaska (entre dezembro e março). Porém, os mares mexicanos são casas também de manatís, marsopas, huachinangos, robalos, lucias, golfinhos, peixe-espada, atuns, etc.

Quanto à flora, México possui espécies endêmicas como a dália, flor nacional, os nardos, a noite-boa e mais de 6oo variedades de orquídeas, entre as que encontram-se a baunilha.

Além disso, México conta com mais da metade de espécies de cactus que têm no mundo e, exemplo deles é o pita, a base para a elaboração de dois licores mexicanos: o pulque e o tequila. Em total contabilizaram-se mais de 30.000 espécies de plantas, entre as que destacam os abetos, enebros, moctezumas, pinheiros jacolotes, pinheiros azteca, carvalhos, encinos mexicanos, acácias, mezquites, cajados santos, nopales, pitas, henequenes, mexcales, yucas, zoyotes, nolinas, coqueiros, palmas apache, ceibas, bouganviles, jacarandas, etc. Sem esquecer, a rica variedade de frutas como o abacate, manga, limão, sapota, mamão, abacaxi, melão, goiaba, brea (tipo de pinhão), figueira da índia, tamarindo, coco, jamaica, etc.

Sem via de dúvidas, a natureza do México surpreende quem a descobre e visita pela riqueza de contrastes.

História

O Período Pré-colombiano

A história dos primeiros povoadores do México remonta-se à 21.000 anos atrás, com a chegada das primeiras migrações procedentes do Estreito de Béring.

Porém, os primeiros habitantes não começariam a utilizar rudimentários instrumentos de caça até o ano 9.000 aC. E a agricultura iria surgir ao redor de 6.000 aC.

Os Olmecas

Aproximadamente no ano 2.000 aC. fazem sua aparição os Olmecas, o primeiro grande grupo cultural do México antigo, que assentou-se nas regiões de Veracruz e Tabasco, na zona do Golfo do México. Constituiam uma sociedade muito eficiente, bem organizada e governada por uma hierarquia religiosa.

A sua influência foi muito intensa já, que grupos posteriores iriam adotar diferentes aspectos de suas tradições religiosas, arquitetônicas e artísticas. Apesar da total ausência de bancos de pedra por perto, os Olmecas desenvolveram imponentes edificações com este material, como La Venta, São Lorenzo ou Três Zapotes. Criaram um calendário muito avançado que incluia o conceito de zero. Da origem dos Olmecas sabe-se muito pouco, assim como, de seu desaparecimento em torno do ano 1.200 aC.

Até o ano 1.300 dC., momento em que faz a sua aparição, os aztecas, desenvolveram

e desapareceram numerosas culturas, como a maia, tehotihuacana, zapoteca, mixteca, tarasca ou totonaca, para citar algumas. Monte Albán, no estado de Oaxaca, é o emprazamento arqueológico mais antigo, posterior aos Olmecas.

Os Maias

As origens dos célebres maias remotam ao redor do ano 1.200 aC.

Esta cultura desenvolveu em três períodos distintos: o pré-clássico, o clássico e o pós-clássico (cada um correspondente a diferentes lugares do México e da América Central). Porém seria a partir do ano 250 dC., quando inicia um período de progresso que vai até o ano 900dC, conhecido como período clássico.

Considerada como uma das civilizações mais avançadas do México pré-colombiano, os maias, foram grandes artistas e intelectuais que dominaram um complexo sistema matemático, além de serem capazes de realizar difíceis cálculos astronômicos. A sua estrutura social era muito fechada e articuláva-se em autonômias, governadas por sacerdotes. Mantiveram estreitas relações com Teotihuacán e Monte Albán, comerciando com produtos como o sal, já que naqueles tempos Yucatán era o primeiro produtor deste mineral. Lá pelo ano 1.400 dC. a cultura Maia tinha disseminado e, quase desaparecido, deixando um incrível número de centros cerimoniais e cidades antigas.

Os Mixtecas-Zapotecas

A sua aparição remota-se ao ano 900 aC. No Vale de Oaxaca. Foram grandes artesões e construtores, edificando importantes cidades e câmaras mortuárias além, de desenhar e criar uma preciosa cerâmica e orivesaria. Os Mixtecos foram os que conquistaram aos zapotecas, assentando-se perto de Mitla e Yagul. Reconstruiram Monte Albán, porém só para ser usado como cemitério. No começo do século XV, os Mixtecos foram dominados pelos Aztecas. Estas duas culturas (Mixteca e Zapoteca) continuam existindo no Estado de Oaxaca, onde moram perto de dois milhões de indígenas descendentes daqueles grupos.

Teotihuacán e os Toltecas

No ano 300aC. Estabelece a cultura Teotihuacana no planalto central, fundando a maior cidade da Mesoamérica pré-colombiana: Teotihuacán, que significa "o lugar em que os homens fazem deuses" ou "o lugar dos deuses". Seu esplendor perdurou até que os toltecas, com capital em Tula, os dominara.

Foram estes os que introduziram o culto a Quetzalcóatl, a serpente de penas, o deus que tem seu coração no planeta Vênus e o deus que haveria de voltar pelo Leste.

Quetzalcóatl aparece sob a forma de deus Kukulkán na cultura maia.

Os Toltecas foram poderosos guerreiros que estabeleceram nas mediações do norte do Vale de México, ao redor do ano 950 até o 1.300 dC. Construíram Tula, uma das cidades mais espetaculares de México e, foram consumados artesões que influiram fortemente nas culturas Maia e Azteca. Para muitos, os Toltecas desenvolveram-se à partir da cultura Teotihuacana.

Os Aztecas

Conta a lenda que Huitzilopochtli, o deus da guerra, guiava aos nahuas (que procediam de Aztlán, daí o nome de aztecas) até o lugar em que deveriam instalar-se.

O sinal era uma águia sobre um cactu, devorando uma cobra. Foi no Lago de Texcoco (atual Cidade de México) onde encontraram-se com o sinal do deus, pelo que fundaram a cidade com o nome de Tenochtitlán.

Somente após um século, graças as estratégicas alianças com outros grupos, impuseram-se acima do resto dos grupos indígenas, inaugurando o Império Azteca, que permaneceria até a chegada dos espanhóis (1519). Os aztecas impuseram um sistema, onde as forças sociais tinham certa participação, utilizaram uma complexa estrutura impositiva e de vigilância, desenvolveram um sistema educativo exemplar e, segundo as testemunhas, não conheceram a corrupção. Foram além disso, excelentes construtores, seguindo as tendências de culturas anteriores (Olmecas, Toltecas, Maias). Porém, o que mais surpreende desta cultura é a sua particular cosmo-visão da existência, articulada em uma profunda filosofia, que tinha sua base na própria imagem do mundo que construíram.

A Conquista

Apesar da aparente solidez das estruturas sociais dos aztecas, existia um setimento de mal estar e odio, sobretudo nos povos subjugados, que se mostraram favoráveis a ajudar aos invasores espanhóis. Paradóxalmente, ajudou também a concepção religiosa dos aztecas, que afirmava que Quetzacóatl iria regressar.

Os aztecas viram nos soldados espanhóis o seu deus, o deus de tez branca e rosto barbado, razão pela qual Moctezuma recebeu-os amistosamente. Porém, depois de alguns presságios e coincidências as relações foram-se deteriorando, momento em que Hernán Cortés, depois de ter queimado seus navios, abandonava a cidade para lutar contra as tropas enviadas por Diego de Velázquez, governador de Cuba. Em sua ausência, o capitão Alvarado, depois de autorizar uma celebração religiosa dos aztecas censurada por Cortés, provoca a rebelião dos indígenas, findando na famosa "Noite Triste" (conhecida assim pelos mexicanos).

Depois da fuga, Cortés consegue chegar com os sobreviventes a Tlaxcala, onde buscava ajuda e mantimentos e, é aqui onde desenha a estretégia do ataque final. No ano de 1521 Tenochitlán é dominada e, com isto inicia-se nova etapa na história do México.

Como bem, expressou o líder azteca: "Não é a vitória e nem a derrota de um povo, mas sim o doloroso nascimento de uma nação".

Período Colonial (1521-1810)

Cortés foi nomeado capitão geral da Nova Espanha, decidindo mudar o nome de Tenochtitlán pelo de México (procedente da palavra "mexica"). No ano de 1527 se forma a primeira Audiência e, a partir deste momento, os missionários começam o intenso ltrabalho evangelizador. Durante esse tempo, no ano 1533, faz sua aparição a Virgen de Guadalupe, atual padroeira da América. A sua imagen para muitos, é um pergaminho indígena, com elementos espanhóis, razão pela qual rapidamente despertou um forte sentimento religioso, com o que indetificaram-se crioulos e indígenas.

Deste período é necessário ressaltar os constantes abusos de poder por parte da Igreja. A situação era de uma grande injustiça e alguns evangelizadores, como Frei Bartolomé das Casas denunciaram a escravatura, que eram submetidos os índios, por parte dos espanhóis. As causas desta situação eram provocadas pelo peculiar sistema de encomendas, no que cada colono recebia um lote de terra junto com um grupo de indígenas para a sua exploração. A sociedade da Colônia articulava-se rigidamente de acordo a um sistema de casta que lembrava o feudalismo europeu. Esta política foi, pela sua vez, a ferramenta que iria acelerar a mestiçagem.

A Independência

Durante três séculos México esteve regido por um vice- rei, de que dependiam os corregedores. As oportunidades políticas e econômicas de cada grupo social eram radicalmente distintas, é nos finais do século XVIII, quando os crioulos tomam consciência da sua nacionalidade. Ajudados por uma série de acontecimentos começam os primeiros movimentos independentes, com o objetivo de conquistar o poder.

A Independência do México tem lugar em 15 de setembro de 1810, quando o padre Miguel Hidalho e Costilla, a frente de um improvisado exército de voluntários, lança o grito de independência, em povo Dolores. Diferentes grupos de homens toman algumas cidades, porém, ápos cruéis batalhas são vencidos pelos exércitos realistas (não há que esquecer que a revolta iria continuar durante 11 anos, custando mais de 60.000 vidas humanas). O movimento emancipador continua a frente de outro padre, José Maria Morelos e Pavón que, convoca o Congresso de Chilpacingo no ano de 1813, onde relata a Ata Primeira da Independência. No ano 1821 Agustín de Iturbide e Vicente Guerrero proclamam o Plano de Igualdade, garantindo a religião católica, a fraternidade com os espanhóis e a independência política. Em 1821 nasce, finalmente, México com o Tratado de Córdoba assinado pelo recentemente chegado vice-rei João O´Donojú.

Reforma e Estabilidade (1860-1910)

A independência do México, em princípio, acrescentou as diferenças sociais existentes. O século XIX foi um período de problemas e contratempos para o México, sobretudo, pelo permanente enfrentamento entre liberais e conservadores, somando a guerra contra os Estados Unidos, nos anos 1846 e 1848, que deu como resultado a perca da metade do território nacional. Com a assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, o México é obrigado a entregar mais da metade de seu território pel airrisória soma de um poco mais de 6 dólares por quilômetros quadrados.

N o ano de 1858 instala-se a Guerra da Reforma, liderada por Benito Júarez, o primeiro e único presidente indígena (zapoteca) que teve o México. A guerra prolongou-se até o ano 1861, momento em que Juarez vence os conservadores, estabelecendo a unidade nacional. Porém, nesse mesmo ano o exército francês decide invadir o país, justificando a ação pelo não pagamento da dívida do México a Espanha, Grã- Bretanha e França. Napoleão III envia a Maximiliano de Hasburgo, que agindo mais como um liberal que como um conservador, provocando a retirada de respaldo que recebia da Igreja e inclusive do próprio Napoleão. Na ofensiva de Benito Juárez desde o Paso do Norte, hoje Cidade Juárez, Maximiliano é derrotado e fuzilado.

As suas últimas palavras foram: "Viva o México! Viva a Independência!".

No ano de 1876 Porfírio Diaz toma o poder depois de liderar uma revolta no ano1871, ressentido pela derrota eleitoral sofrida ante Benito Juárez. Com Díaz inaugura-se uma "ditadura democrática" que iria prolongar-se por três décadas. Nesse período Porfírio Diaz assentou as bases da industrialização do país, desenhando e construindo as principais trilhas de ferro e, fomentando a educação. Porém, favoreceu a concentração de propriedade e, a inversão européia, pelo qual a mineração os bancos e a indústria do petróleo passaram às mãos estrangeiras.

Revolução e Câmbios (1919-1945)

No ano de 1910 Porfírio Diaz, depois das únicas eleições limpas (daquela etapa), é derrotado por Francisco Madero e, muito cedo inicia-se a primeira revolução de século XX, a Revolução Mexicana.

Com o movimento armado, o povo pretendia melhorar as precárias condiçoes de vida e recuperar os recursos naturais. Pelo norte o general Francisco Villa e pelo sul o emblemático Emiliano Zapata, perseguiam terminar com o latifúndio e a exploração, ao grito de "Terra e Liberdade". A Revolução Mexicana foi uma batalha liderada por camponeses que procuravam uma reforma de leis agrárias, o sufrágio universal. Acabar com o controle econômico estrangeiro e a completa separação de Igreja e do Estado. Perderam-se centena de milhares de vidas em inúteis lutas de chefes regionais, em busca de legitimidade, reconhecimento e controle. Finalmente, no ano de 1917, Venustiano Carranza promulga um avanço da Constitução. Depois, aconteceria uma série de enfrentamentos entre a Igreja e o povo (a guerra dos cristeros), em meio a uma instabilidade política, que finda com a aparição de Lázaro Cárdenas. Com ele, o país inicia nova etapa ao nacionalizar o petróleo e, empreender uma reforma ágraria, com o que instaura-se a normalidade constitucional.

O México Contemporâneo

Depois da II Guerra Mundial, a infraestrutura do país desenvolveu os setores manufatureiros e industriais, expandiram-se igualmente a produção agrícola, fortalecendo a classe média e evoluiu econômicamente. Porém, numerosos problemas caraterizaram os últimos tempos como, o rápido crescimento demográfico, o êxodo macisso das áreas rurais para os centros urbanos, a diminuição da produçao agrícola e, uma crescente dívida externa, entre outros problemas. Nos últimos anos emprenderam-se importantes reformas econômicas e políticas que, têm permitido avançar o país, a pesar de toda classe de contratempos. Desde então, o PRI tem governado o país no meio à fortes crises econômicas sem que, até agora os logros da Revolução tenham chegado a todos os setores da população.

Gastronomia

Italo Calvino, o célebre literário italiano, escreveu em uma obra, que provavelmente, a comida mexicana, pelos elaborados sabores, tinha origem obscura. Talvez, os indígenas ocultavam o gosto da carne, proveniente dos sacrifícios humanos, adereçando-a com muitas especiarias, para oultar seu verdadeiro gosto. A verdade fica para os historiadores, mas o certo é, que a gastronomia mexicana é rica, elaborada e carregada de sabores. É também, o resultado de uma estranha mestiçagem, principalmente, com a comida espanhola, com seus ingredientes básicos no milho, adorado pelos indígenas, o chile, (pimentao picante), com mais de 100 variedades dignificando os sabores, e o feijao, ingredientes que ira encontrar sob diferentes formas em toda comida que realizar. Por outro lado, México tem aportado ao resto do mundo um comprido listado de alimentos como abóbora, tomate, chocolate, abacate, mamao, goiaba, baunilha y duzias de espeçarias, por citar alguns.

Para disfrutar de este rico paraiso gastronômico é imprescindivel se esquecer de tudo o que se pensa da comida mexicana. Quer dizer, renunciar aos preconceitos sobre o assunto, já que em muitos casos, especialmente no extrangeiro, a ideia que se tem da comida mexicana é bastante distorsionada.

Dada a grande extensao de México e a variedade de zonas climâticas, a comida mexicana está muito regionalizada, pelo que o tipo varia muito de uma regiao a outra. O que ira degostar nas costas pode nao encontrar terra adentro. É aqui onde radica a fascinaçao da comida mexicana.

O invitamos a descobrir este sorprendente universo, enriquecido durante os últimos 500 anos, e fazer-o sem reparos.

No México o desjejum é muito cêdo (entre as 7.00 e 10.00 da manhã) e completo.

Como diz o refrão: "Quebre jejum como rei, almoçe como príncipe, jante como pobre e terá saúde". Experimente o menudo nortenho, vísceras de vaca moidas e cocidas com milho largo e molho de chile roxo, os chilaquiles omeletes de milho fritas e preparadas em molho verde o vermelho, com crème, os ovos rancheiros, fritos acima de uma omelete de milho, banhados em molho picante ou ovos à mexicana, mexidos com tomate, cebola e chile. Nunca irá faltar o suco de laranja e uma taça de café, ao estilo americano, quer dizer, muito suave ou então do jeito mexicano, de panela, com um toque de canela e piloncilho.

Antes de iniciar a comida, que se serve entre as 14.00 e as 16.00 h, em muitas regiões costuma-se tomar o aperitivo. Consiste em cerveja ou outra bebida, acompanhada de botana, como as tapas espanholas e que pode ser uma porçao de caldo ou comida do dia. A comida é para muitos mexicanos o melhor momento do dia e se compoe de soupa, soupa seca, como arroz, um segundo prato que pode ser carne, peixe ou frango, sobremesa e café acompanhado de bolilnhos (pao) e omeletes de milho. Pode começar com um bom caldo tlapenho, com frango, abacate, grao de bico e chile chipotle. Ou si preferir, o caldo sudado de Sinaloa, uma sopa de camarões e moluscos ou bem um caldo tarasco, muito mais suave, com frango e pedacinhos de abacate. As saladas tambén predominam e aconselhamos perguntar pela "salada do chef". Quanto ao segundo prato, o mais forte e elaborado, o listado pode ser interminavel. Não pode, de jeito nenhum, abandonar México sem ter experimentado o verdadeiro frango com mole poblano, o prato bandeira da cuzinha mexicana. A receita foi inventada pela freira de um convento que, querendo agradar ao bispo, misturou mais de 30 ingredientes, impressionando-o com o delicioso molho. A preparaçao é muito devagar e trabalhosa por ter diversas etapas onde vao-se misturando o chile, chocolate, amanedoim, tomates, amenduas, passas, alhos, pimentao, canela, pao, banana, etc. Todo é fritado em momentos diferentes e moido até formar a pasta. Igualmente, da zona de Puebla deve experimentar os mixiotes, porções de cordeiro assado embrulhadas em folhas de maguey. Se tem coragem pode perguntar pelos vermelhinhos dessa planta; a gente come eles vivos ou assados em molho.

Na pensínsula de Yucatao nao se esqueça de experimentar a cochinita pibil, leitão em axiote embrulado em folha de bananeira ou o pocchuc, filés de porco cuzinhado com molho de cebola e laranjas amargas, ou bem o queijo recheado, próprios da região.

O veado à serrana, sobre todo no norte do México, é um prato que se prepara com pedaços de carne preparada com chile roxo, alho e cebola. Também se pode decidir pelos tacos de carne de boey, de frango, ao pastor, de porco, etc. Deguste o frango com pepián, uma pasta de gergelim parecida com o mole, os romeritos, tortas de milho com camaroes e herbas de cheiro, acompanhadas com molho de pepino e sementes de abóbora. No norte do México, experimente o bode ao churrasco e o perú defumado, pratos muito procurados naquela zona.

Quanto a peixe e marisco, sobressaem os preparados ao estilo veracruzano como o huachinango, que se serve con diversos molhos ou bem o cebiche, troços de peixe o marisco macerados no limao verde, que achará em muitos lugares do país. A lagosta, propria de toda a zona do Caribe e os camaroes são uma delícia.

Pergunte pelo peixe ou camarões ao molho de alho, é seguro que vai pedir repite. Para finalizar, feijões refritos ou mexidos com queijo. E se ficou satisfeito, ainda tem a sobremesa. Os mexicanos são chegados ao doce, de um jeito paradogico. As frutas são deliciosas, as laranjas, maçãs e goiabas, abacaxi, mamão, pêra, guanábanas, mangos, memayes, tunas, etc, tem um sabor que só poderá encontrar naquelas latitudes. Quanto as sobremesas, destacam o jamoncilho de leite, as jericalhas (qualidade de flan), os crepes tuti fruti, sorvetes e doces.

Se você é de paladar mais conservador, ou dos que preferem tiragostos, não fique preocupado, pois México oferece rica variedade. Experimente as pamonhas de carne, com milho cocido e embrulhado em folhas da mesma planta, os "burritos", preparados com omelete de milho em farinha onde embrulha-se todo tipo de guisados, as Torradas de frango com alfaçe e abacate, as flautas, com omeletes de milho fritadas e enroladas, o queijo Oaxaca, chouriços, os pasteis de carne, as memelas – tortas cobertas de diversos ingredientes ou os tacos de huitlacoche, um fungo parasita do milho. Geralmente os jantares se servem entre as 20.00 e as 22.00, com alguns dos pratos citados neste sugerente listado. Tem quem prefere uma taça de chocolate com pão doce.

Bebidas

Aconselhamos experimentar a cerveja mexicana nas comidas. É mais suave que a européia, e com a possibilidde de escolher entre uma rica variedade. As marcas mais destacadas são Coronita, Tecate, XX Lager, Modelo, Bohemia, Pacífico, Noche Buena (encontrada na época do Natal), Negra Modelo, Corona e Superior.

Quanto aos vinhos nacionais, encontrará alguns de ótima qualidade. Recomendamos as marcas L. A. Cetto, Clafia e Los Reyes. Outra possibilidade é o pulque, que só poderá experimentar-lo em uma pulqueria (onde geralmente está proibido o acesso as mulheres). Trata-se de uma antiga bebida nacional que se obtém da água-mel do maguey e, que fermenta em alforjas de couro de bode. Alguns preparam-no com frutas para inaltecer o gosto.

Como aperitivo, o tequila é o rei. É o licor nacional, que se obtém da destilação do suco fermentado do agave azul. Originário do Estado de Jalisco, começou a ser produzido no século XVII e na atualidade consiste em uma das bebidas mais internacionais. Serve-se num dedal e bebe-se de um gole, para depois chupar um pouquinho de sal e limao e alcançar o ponto do equilibrio. Também, pode ser bebido com um dedal de sangria, um suco de laranja, pimentão, limão e sal. Existem várias qualidades de tequila, como o branco, de gosto forte e o mais usado para as bebidas preparadas, embora possa ser consumido só; ou o idoso, mais escuro e suave de gosto. Entre as marcas mais reconhecidas encontra-se o Tequila Cuervo, Sauza, Orendaín e Herradura Reposado. Nos últimos tempos, devido ao importante aumento da demanda internacional e à escassez que provoca a mesma, os preços do tequila subiram notavelmente. Porém, nao se pode abandonar o país sem ter experimentado o internacional coctel margarita, preparado com tequila, gelo, limão e sal.

Em algumas regiões do México destilam-se diferentes licores espirituosos, baseados em erbas e plantas. Experimente o mezcal, originário de Oaxaca e engarrafado com um pequeno verme proveniente da mesma planta, o damiana, licor de ervas originárias dos estados de Baixa Califórnia e Sinaloa e que, segundo o pessoal, tem propriedades afrodisíacas. Outra possibilidade é o xtabentú, licor elaborado com mel originário de Yucatao, parecido com o anis.

Beba água engarrafada ou gasosas (como a célebre sidral, de suco de maçã ou a sangria –sem álcool), e evite em determinados lugares os cubos de gelo. Os sucos liquificados e águas frescas de jamaica ou tamarindo são deliciosos; deve experimentá-los.

Conselhos Práticos

Para que o seu encontro com a gastronomia converta-se em uma experiência deliciosa, é aconselhável conhecer alguns conselhos.

Quanto ao lugar

Deixe-se guiar pela intuição e utilize o seu próprio critério e senso comum. Se, o lugar estiver cheio, deve ser por uma boa razão. Pode -se aventurar além do seu hotel, lembrando que nem sempre o mais caro é o melhor.

Comer na rua

Para comer nos botecos das ruas, precisa-se ter prudência. Quase todos tem boa comida a preços de vantajosos, mas é preciso prestar atenção às medidas higiênicas.

Comida Internacional

No méxico vai encontrar numerosos restaurantes que preparam comida de outros paises, como a chinesa, japonesa, libanesa, espanhola, etc.

Os Preços

Nos últimos tempo, os preços dos alimentos tem sido incrementados. Porém, com a desvalorização do peso (ano 1994), ainda são muito econômicos.

Paciência

Para os mexicanos as comidas são tembém um momento de encontro e conversa. As comidas são relaxadas e requerem seu tempo. A conta nunca é apresentada até ser solicitada ao moço (mesero) e pode demorar. Seja paciente.

Compras

México é um paraíso para as compras. As tentações, em forma de artesanato, espreitam inesperadamente em todo canto. Aconselhamos a deixar-se ser tentado, já que os preços são vantajosos e, a qualidade aceitável. Lembre de pechinchar, especialmente nos centros de artesanato e nos postos das ruas. Nas lojas e boutiques é menos frequente mas, por tentar não perde nada.

A melhor alternativa é mergulhar nos inumeráveis mercados que existem em quase todo lugar. Labirintos de postos e lojinhas onde abundam cores, cheiros, sons e sabores, assim como, grande variedades de produtos.

Na Península de Yucatao e nas zonas da Rota Maia, principalmente em Cancún, Mérida ou são Cristobao de Las Casas encontrará excelentes redes tecidas em algodão puro, em tons suaves e pálidos, cestaria e olaria de barro, não vetrificado e vetrificado, taças, jarros, pratos, fontes, etc. Destacam-se, as belas máscaras talhadas em madeira da região de Chiapas. Em Cancún vai encontrar artigos de todas as zonas do país, porém os preços resultam bastante elevados pelo que é melhor fazer as compras em outras cidades.

Quanto aos tecidos e têxteis, o México conserva uma tradição milenar. Sobressaem os famosos e típicos "huipiles" (camisas sem mangas) da zona de Guerrero, Ometepec e Oaxaca, assim como, os bordados de Puebla e dos índios Huicholes. Vai encontrar excelentes tecidos emáguascalientes, a capital dos brancos e, em Pâtzcuaro e Mérida. Em São Luis de Potosí achará delicados "reboços" ou chales de seda, enquanto que em Veracruz pode adquirir um Quechquémtl, ou capa para as mulheres, bordada em ponto de cruz pelos índios huastecas. Outros dos lugares onde encontra-se excelentes tecidos é Jocotepec.

Os artigos de cestaria, jarapas e sacolas, tem sua capital em Tequisquiapan, no Estado de Querétaro. Em Veracruz, por toda a zona costeira, pode adquirir pequenas esteiras elaboradas com folha de palma. Em são Miguel de Allende, Guanajuato, vai encontrar variado artesanato, e não esqueça de perguntar pelas figurinhas, delicadamente, trabalhadas em papel machê. As pinturas em cortiça de árvore, chamadas hamate, encontram-se, preferencialmente, no Estado do México. Os chapéus do Panamá são tecidos em Bekal, Campeche.

Tlaquepaque e Tonalá, no Estado de Jalisco, são os melhores lugares para adquirir cerâmica e olaria. Desde os mais simples objetos, como as máscaras ricas em cores, até importantes obras artísticas. Aqui encontram-se as oficinas dos mais famosos artesãos, como o de Sergio Bustamante, que destacam-se pelos inovadores desenhos e as propostas vanguardistas.

Porém, o número de lugares é quase infinito: Puebla para as louças, azulejos e cerâmica de Talavera e os elaborados "árvores da vida", Oaxaca para as peças com formas de animais e a cerâmica tradicional ao fogo sem forno, em cores verde e preto, e Michoacão para as peças em vidro em tons verdes. Além disso, é bom levar em conta que muitos artigos de cerâmica, igualmente que na olaria, são enfeitados as vezes com pinturas baseadas em plomo, pelo que não devem ser usadas para a elaboração de alimentos.

Quanto a peças trabalhadas em madeira e laca, recomendamos as produzidas em Sonora, especialmente pelos índios Seris. Porém, Uruapao e Paracho, no Estado de Michoacao, destacam-se pelos objetos lacados ou pintados e pelas guitarras. Os móveis mexicanos, de estilo colonial e com uma lograda aparência de antigos, encontrar-os nos Estados do centro da República, como em Guanajuato. Os de caoba e cedro fabricam-se em Mérida, Yucatao, Valladolid, Tabasco e Campeche.

México é o primeiro produtor de prata do mundo, razão pela qual encontrará um amplo mosaico de artigos trabalhados neste metal. Taxco, em Guerrero, é a cidade da prata e suas ruas estão cheias de joalherias. Porém, nao é possível deslocar-se até lá, tendo como alternativas o Estado de México, Toluca, Oaxaca, Zacatecas, Guanajuato, Tlaquepaque ou Querétaro. Procure adquirir a prata em estabelecimentos reconhecidos, onde oferecem todo tipo de garantias e seguro que na peça aparece gravado "925", que significa que é de prata com um 92, 5 % de pureza. Cobre encontrará em Michoacao e Vila Escalante.

Nao pode abandonar o Norte do México sem vestir um blue-jeans. Desde a cabeça, com um excelente chapéu texano, passando pelos cinturões de couro e pele, gravados, ci e com milhares de fivelas para escolher. E por último, um par de botas caipiras.

Tem de todo tipo e de toda as peles: avestruz, touro, elefante, iguano, cobra, etc.

Os artesanatos tarahumaras, com são os mais primitivos e menos elaborados, que os dos povos do sul, tem especial encanto: talhas em madeira, vasilhas de barro e cinturões de cores tecidos à mao.

Deixe um espaço para uma garrafa de mezcal (com verme incluido) e para uma boa garrafa de tequila do povoado de Tequila, onde encontram-se os melhores agaves, no Estado de Jalisco. Nao esqueça-se, também, de degustar e adquirir os deliciosos doces de Puebla, Guanajuato, Morelia e León.

Para finalizar, na Cidade do México encontrará de tudo o que é produzido no país. Tem numerosos mercados de artesanatos e mercadinhos fim de semana, onde achará peças únicas, como é o caso do Bazar do Sábado, em São Angel, sem esquecer-se dos centros comerciais com rica variedades de artigos e com as melhores firmas internacionais. Também, as lojas de artesanato gestionadas pelo Governo, conhecidas como Fonart, oferecem artigos de qualidade, porém os preços são mais caros que em outros lugares.

A exportação de peças pré-colombianas está proibida, pelo que evite este tipo de compras.

População e Costumes

Quando pergunta-se aos turistas que estiveram no México, como são os mexicanos, as respostas costumam ser variadas, extremas e difíceis de arrumar formas e tipos. É que, os mexicanos são o resultado de estranhos encontros que sucederam-se nos últimos seis séculos.

A essa pergunta poderia-se responder com a célebre frase de um presidente mexicano: "os mexicanos não são isto nem aquilo, mas tudo ao contrário".

Porque os mexicanos são um impressionante quadro de paradóxos e contrastes.

A razão deste jeito de ser tem sua origem na mestiçagem entre indígenas e os primeiros espanhóis, entre os crioulos e os indígenas e entre os crioulos e os espanhóis. Enfim, é o resultado estranho de um labiríntico encontro. Alguns afimam, que a contradição entre as duas cosmo-visões, a do indígena com um sentido da vida mais harmônico e, pela outra, a do mestiço que, no empenho por afirmar-se, provocou este especial caráter que define muito bem esse "X" que encontra-se no centro da palabra "México". Como disse o escritor Alfonso Reyes, é impossível chegar perto do México e dos mexicanos sem entender as contradições que este "X" tem imposto na definição de identidade de um povo que, ainda hoje, nega-se aceitar a dualidade da sua origem. Pois, os mexicanos, embora mostrem uma forte coesão e um sólido sentimento nacionalista, não resolveram ainda as contradições internas derivadas do fato de ser um país pluri-étnico e pluricultural, onde enfrentam tradições e costumes pertencentes as expressões mais genuínas da modernidade e do progresso.

Nos mexicanos encontra-se com frequência sentimentos machistas e malinchistas. Malinchistas (o termo provém da Malinche, a admirável indígena que foi a intérprete de Hernão Cortés), por admirar o alheio e o estrangeiro, e machistas por, dissimular complexos de inferioridade com atitudes de prepotência. Porém, os mexicanos não são assim, que dizer, nem isto e nem aquilo, mas tudo ao contrário. Os mexicanos são gente amável, porém impulsivos e violentos, segundo o caso. Gente aberta mais reservada, generosa, porém desconfiada, com uma visão de vida, séria e pessimista, enquanto afirmam que "a vida não vale nada" e, por isto aludem, em forma de brincadeira, à figura da morte. Os mexicanos são tudo isso e tudo ao contrário.

Mas não fique alarmado, já que desfrutará profundamente do trato com os mexicanos, porque são, sem contradição nenhuma, estremamente hospitaleiros. As condutas afetuosas são muito comuns e, descubrirá como dão-se aa mãos, cumprimentando-se, no encontro e na despedida. Aconselhamos-lhe a ser gentil, já que para os mexicanos a gentileza é sinônimo da educação. Procure pedir as coisas acompanhadas de um "por favor" e não esqueça de dar sempre graças.

Aceite sempre um convite, embora não esteja afim, pois é melhor aceitar e não se apresentar, que rejeitá-lo. E, se marcou hora com alguém, pode esperar um bom tempo, pois o relógio dos mexicanos funcionam mais devagar que os outros relógios do mundo.

Também, aconselhamos não elogiar em excesso qualquer pertinência do seu interlocutor, porque poderia acabar dando-a de presente e você terá que aceitá-la.

No México o sentimento de pudor é muito forte, pelo que deverá comportar-se. Em muitos lugares, sobretudo nas zonas que não têm praia, não são bem vistos os calções curtos nos homens. Evite entrar com eles nos templos. O traje de banho é bem visto apenas nas praias, mas não fora delas.

Os mexicanos professam profundo sentimento religioso, por isto evite entrar em discusões profundas neste tema. Pelo contrário, é melhor interessar-se e, tentar decifrar as raizes desta experiência, que tem a base nos cultos anscestrais dos indígenas. Lembre-se que, no México habitam 56 etnias, entre as que encontram-se os Chinatecos, Huastecos, Huicholes, Tarahumaras, Lacandones, Chichimecas, Chinatecos, Nahuas, etc. Convidamos-o a descobrir este precioso mosaico de culturas, tradições e costumes, onde convivem numerosos universos que, inevitavelmente, acabarão por cativá-lo.

Entretenimento e Festividades

No México não existe o tempo para o aborrecimento ou o tédio e as possibilidades são infinitas. O país oferece uma rica e variada gama de possibilidades para entreter o espírito e o corpo. Atividades para quem gosta de participar e para quem desfruta só olhando. De qualquer jeito podemos garantir que o México é sinônimo de excitação, atividade e alegria.

Praias

Como não poderia deixar de ser, no México desfrutará de excelentes praias. Mais de 9.000 quilômetros de costas, abrangendo quatro grandes extensões aquáticas, fazem do México um paraíso e, um dos lugares mais importantes quanto a praias. Existem para todos os gostos (desde águas tranquilas até águas com ondas importantes), assim como, instalações turísticas para qualquer economia, desde as típicas cabanas com tetos de palapa, até as construções mais modernas.

Por outro lado, todas as praias do México estão abertas ao público sem custo algum sendo necessário levar em conta algums conselhos:

Lembre que muito poucas praias do México contam com socorristas, pelo que é aconselhável extremar as precauções na hora de nadar.

O Top-less e o nudismo estão proibidos nas praias mexicanas. Existem algumas exceções como, no caso de Porto Angel, em Oaxaca, que conta com uma praia de nudismo. Em Cancún, em determinadas zonas, tolera-se tomar sol com o torso descoberto.

Nunca nade sozinho e nem de costas para o mar, já que as ondas são imprevisíveis. No caso de ser puchado pela correnteza marítima, não fique com medo e tente nadar paralelamente à praia, pois geralmente em 20 metros as condições mudam, sendo mais facil nadar para a areia.

Nas praias é preciso o uso de protetores solares e evitar o sol entre as 12.00 e as 14.00 h.

Preste atenção as bandeiras que indicam a situação das águas (azul, em boas condições, amarelo, precaução, e vermelho, evitar o banho).

Em Cancún, sobretudo pela qualidade da areia que, dada sua composição, é chamada pelos habitantes "areia de ar condicionado", destacam as Praia Tartaruga, Praia Chac Mool ou Praia do Rei, onde poderá tomar banho sem problemas. Outras praias do México são Loreto, La Paz e Os Cabos (Baixa California), Guaymas (Sonora), Mazatlao (Sinaloa), Porto Vallarta (Jalisco), Manzanilho (Colima), Ixtapa Zihuatanejo e Acapulco (Guerrero), Porto Escondido e Huatulco (Oaxaca), Cozumel (Quintana Roo) e Veracruz.

Mergulho e atividades aquáticas

Os 9.600 quilômetros de costa do México oferecem infinitas possibilidades para os esportes aquáticos como o surfing, boogie board, esqui á jato, broncos (mini-lanchas), vela, windsurf, etc. Em muitos hotéis poderá alugar o equipamento necessário, ou então nos centros de atividades esportivas aquáticas.

Se gosta do mergulho, Os Cabos oferece restos de naufrágios, cavernas e até cachoeiras de areia submarinas. No Mar de Cortés, de Loreto a La Paz e ao redor de Os Cabos, tem uma das zonas mais plácidas e calmas para o mergulho. Na Ilha Mulheres e em Cozumel poderá desfrutar de excelentes profundidades.

Os amadores de l snorgeling ou scuba encontrarão um verdadeiro paraíso no Caribe, com uma visibilidade de até 60 metros. Para os menos experimentados aconselhamos a formosa lagoa Xel-Ha, muito perto de Tulúm. Em Cozumel com formações de coral preto, os restos de um avião e, 32 quilômetros de arrecifes, incluindo o Grande Arrecife Maya (GAMA), o segundo maior do mundo. Outros dois lugares para praticar este esporte são Porto Valharta, onde poderá submergir-se na reserva natural de Os Arcos e na Praia de Mismaloya, em Mazatlao, na Ilha do Veado, em Ponta Mita e Guaiabitos (Nayarit). Em Huatulco e encontrar mais de 30 quilômetros de tranquilas baias com muito que explorar e, em Ixtapa-Zihuatanejo descobrirá mais de 30 privilegiados enclaves, entre os que se encontram deliciosas praias de coral pouco profundas. Em Akumal, nos meses do verão, poderá observar as grandes tartarugas sairem das águas e por seus ovos na praia.

Pesca

A pesca esportiva no México pode-se praticar quase todo o ano e constitui uma das atividades mais fascinantes do país. Os melhores emprazamentos para a pesca deágua doce são, tal vez, a Lagoa de Coyuca em Acapulco, os Lagos Comedero e O Salto em Mazatlan. Se preferer o mar, Cabo são Lucas acolhe a mais de 850 especies de peixe. Sugerimos, porém, que entregue de volta suas capturas aoágua, para que outros possam disfrutar como você. Lembre que os arpões e outras armas de caça são ilegais no México e, que é necessário permissão para seu uso. Geralmente, o relacionado com licenças e permissos é tramitado pelos operadores especializados neste tipo de excursões. Normalmente, os tours de meio dia ou de dia completo incluem tudo o que é necessário.

Golfe e Tênis

Os Campos de golfe mexicanos estão situados entre incríveis paisagens naturais (com ruinas maias nos arredores) e, embora apenas uma dúzia deles tenham categoria internacional, os campos de golfe mexicanos não tem nada a invejar dos melhores do mundo. são muitas as razões que fizeram do México um dos lugares mais procurados pelos golfistas: o fato de estar situados em cenários naturais de grande beleza, por ser desenhados com qualidade, porque neles não existe multidões, pelo excelente serviço e os preços razoáveis. Nao importa se é principiante ou se tem experiência, convidamos voce a desfrutar das magníficas instalações.

Para quem prefere o tênis, a maioria dos hotéis contam com pistas para a prática deste esporte. Em Cancún encontra-se incluido canchas cobertas com ar condicionado.

Caça

A caça de aves concentra-se em três zonas do México: Sinaloa e Sonora no noroeste do México, Baixa Califórnia Sul (perto de Os Cabos) e nos estados de Yucatao e Campeche. É conveniente informar-se com relação as normas que regulam as atividades de caça, assim como, da importação de armas de fogo, as licenças necessárias e o calendário e temporada de caça. Pode obter informaçao em sua agência de viagens ou contactando com o Departamento de Flora e Fauna na Cidade de México.

Atividades Ecoturísticas

As excursões a os trekking são possibilidades muito atrativas. Visite o norte do México, especialmente Chihuahua, que é promocionado como o "Caminho da Aventura".

Conta com maravilhosos cenários naturais: zonas montanhosas, rios para praticar a pesca e a caça, cachoeiras, bosques de pinheiros, extensos planaltos e desertos. Dependendo de seus interesses pode-se desenhar tours interessantes. (Ver Apartado de Ecoturismo).

Espetáculos e Outros Eventos

No México encontrará infinitas possibilidades para assistir a todo tipo de espetáculos. Na cidade de México não deixe de conhecer o Palácio de Belas Artes, para desfrutar do Balé Folclórico e os bailes tradicionais de todos os estados da República. Tem lugar as quartas-feiras e domingos.

Quanto aos eventos esportivos não deixe de assistir ao jogo do Jai-Alai ou bola vasca que pratica-se no Frontao México todas as noites (exceto segundas e sextas-feiras). Porém, o esporte mais popular é o jogo de bola. No Estádio Azteca, o segundo maior do continente, poderá vibrar e desfrutar de um espetáculo popular, único no mundo. Se preferir, vá ao Hipódromo das Américas onde a estrada é livre e a aposta mínima. A temporada de corridas de cavalos é de 12 de outubro a 16 de setembro. As charreadas costumam ser celebradas ao redor das 10.00 h em numerosos locais charros que se encontram-se nas principais povoações do centro do México. Os mariachis colocam fundo musical à difíceis provas, como a derrubada de vacas, manejo de cordas ou as carreiras das adelitas. Outra possibilidade é assistir a uma tourada (nas principais cidades) ou na Monumental Praça de Touros do México (a maior do mundo). A temporada se extende de novembro a março-abril. De abril a novembro realizam-se novilhadas.

Ao Final do Dia

Quando chega a noite a festa direcciona-se em outros sentidos. Nas principais povoaçoes do país ira encontrar bares, clubes, centros nocturnos e cafés onde poderá passar um bom tempo, sem esquecer as discotecas, algumas delas com o que de mais avanzado há quanto à luzes e som. Outra alternativa é a famosa Praça Garibaldi, na Cidade de México, onde poderá contratar um grupo de mariachis para tocar pra você cançoes a seu gosto. Também encontrará mariachis em Tlaquepaque, em Guadalajara e em quase todas as cidades do país. Existem ademais novos centros que reunen sob o mesmo teto diferentes alternativas como boliche, mesa de bilhar, cafés, restaurantes, sala de jogos, etc. Um bom exemplo, único no norte, é Juventus Bowl em Chihuahua.

Nas noites, em Cancún pode visitar alguns dos numerosos centros noturnos, clubes e discotecas que proliferam por todo lado. Se preferir um lugar mais tranquilo, aconselhamos um jantar em algum cruceiro ou bem acudir ao espetáculo del Balé Folclórico com ceia incluida e, que apresenta-se em diversos locais segundo o dia.

Podemos assegurar que na sua estadia no México não terá tempo para o tédio e aborrecimento. México é um país em permanente festa.

Transportes

Avião

Numerosas companhias aéreas voam para o México desde Espanha. Empresas como Ibéria, Air Europa, Lufthansa, KLM, British Airways, Air France, Swissair, Alitalia, SAS ou TAP tem frequentes vôos à Cidade de México, fazendo escalas em determinadas cidades. Também pode-se chegar ao México pelas companhias aéreas norte-americanas que voam desde Espanha, realizando uma escala nos Estados Unidos. Aero-México tem 5 vôos semanais diretos desde Madrid à Cidade do México.

As principais cidades e capitais, assim como numerosas povoações do México, estão ligadas por via aérea. As companhias com mais presença são Aero-México, Mexicana de Aviação, Taesa e Aero-California. Porém, nos últimos anos tem proliferado numerosas empresas que operam com aviões pequenos e médios cobrindo diversos destinos. Precisa-se anotar que a maior parte destes vôos realizam escalas e, em muitos casos é necessário trocar de avião em Cidade do México. Por exemplo, para voar de Cancún a Acapulco, vai precisar trocar de avião no aeroporto Benito Juárez da Cidade do México. Não é necessário comprar passagem de ida e volta, já que o preço é fixo pelo trajeto que realizar. Aconselhamos que, se pensa utilizar este tipo de transporte, realize reserva com antecipação, já que em temporada alta é difícil conseguir vaga. As tarifas são ligeramente mais econômicas que as espanholas e, mais caras que as norte-americanas.

O Aeroporto Internacional Benito Juarez da Cidade do México encontra-se dentro da cidade, pelo que está perfeitamente comunicado por metro, ônibus e táxi.

O aeroporto de Cancún tem muito movimento devido a intensa frequência de vôos regulares e charters. Aero-Caribe e Aviacsa cobrem diversos destinos da rota maia. A primeira oferece um Maypass com que pode-se realizar um determinado número de vôos a preços interessantes.

Ônibus

Este é, sem dúvida, o meio mais econômico, utilizado e popular em todo México. Provavelmente não existe cidade nenhuma e nem povoado, por mais longe que esteja, que não ache comunicação, por este meio de transporte.

Existem diversas classes de serviços como o "turista", "executivo", de primeira, segunda e até de terceira categoria. Os ônibus de primeira classe ou de classe especial, que transitam pelas principais estradas, são novos, limpos, confortáveis, con televisão, serviço sanitário e com assentos largos e abatíveis. Tem serviços diretos, que somente param para comer e outros que, vão parando em algumas povoações. Recomendamos viajar em primeira (a diferença com a segunda classe é somente de 10%), já que o preço é muito econômico. Para os povoados de menos importância, os ônibus são de segunda e terceira categoria. Nao é costume vender passagem de ida e volta. Existem numerosas linhas que cobrem com muito boa regularidade diferentes zonas. Porém, nos lugares mais longe, as frequências são mais bem escassas.

A Cidade do México conta com quatro estações de ônibus: Estação do Norte, Estação do Sul, Estação Poente e Estação Oriente. De acordo com o destino e endereço, terá que procurar a uma delas. Por outro lado, a maior parte das cidades contam com sua própria rodoviária, de onde partem todos os ônibus. Geralmente, estão nas redondezas da cidade. A estação central de ônibus em Cancún encontra-se na Ave. Uxmal e, desde lá pode-se ir as principais povoações e centros de interesse da Península de Yucatao.

Trem

Este é o meio menos recomendável para deslocar-se dentro do país, sobretudo pelo demorado serviço. Se tem tempo, a experiência pode ser inesquecível, além de que permitirá conhecer muito de perto os mexicanos. Nos últimos anos tem surgido novas rotas, nas que o governo mexicano investiu importantes quantidades para melhorar o serviço, introduzindo novos camarotes-cama e vagões-restaurantes. As rotas que mais chamam a atenção são o Trem Jarocho, que opera entre Veracruz e a Cidade do México; o Trem O Tapatío, que liga Guadalajara com a capital do país; o Trem Oaxaquenho, que opera entre Oaxaca e Cidade do México; O Constitucionalista, que liga as cidades coloniais de Querétaro, São Miguel de Alhende e a capital do país; e o Trem O Purepechá, entre Cidade do México e Morelia.

Se viajar ao norte, não deixe de realizar o percurso no trem Chihuahua ao Pacífico, uma das viagens mais espetaculares pela beleza da paisagem. É além, uma das obras de engenharia ferroviária mais relevantes do mundo, sendo o único meio que percorre toda a Serra Madre. Para este percurso precisaram de 37 pontes e 86 túneis (um deles com quase 2 quilômetros de comprimento), para os 635 quilômetros que separam a cidade de Chihuahua e Os Mochis. Os vagões são cômodos e as tarifas econômicas. O trajeto Chihuahua-Os Mochis é de 10 h. aproximadamente.

Automóvel

É um dos melhores meios para conhecer o país. As empresas de aluguel de carros estão presentes nas principais cidades, além de numerosas empresas de caráter local. É necessário apresentar licença de dirigir em vigor, uma carteira de crédito e ser maior de 21 anos. Aconselhamos contratar um seguro complementário em caso de roubo ou acidente e, dirigir com precaução. Em termos gerais as estradas estão em bom estado e existem vários trechos de autovias (geralmente de pesagem) entre as principàis povoações. A velocidade máxima é de 100 km por hora nas estradas e 50 quilômetros nas zonas urbanas. Procure viajar de dia, faça pelas estradas principais e preste atenção aos "topes" (estruturas de concreto colocados nos caminhos para obrigar a diminuir a velocidade) e, ao gado que pode andar solto em determinadas zonas. Viaje com o depósito de gasolina cheio, já que em algumas zonas as bombas são mais bem escassas. Entre as qualidades de gasolina mais comuns encontra-se a Nova (bombas de cor azul), gasolina com chumbo de 81 octanos para veículos anteriores a 1991 e a Magna Sin (bombas cor verde), sem chumbo e para veículos posteriores ao ano 1991. Convem verificar a leitura da bomba antes e depois do serviço. É costume deixar uma pequena gorjeta para a pessoa que serve o combustível.

As principais estradas do México estão vigiadas pela Polícia Federal de Caminhos e pela Policia Auxiliar de Turismo, conhecida carinhosamente como os "anjos verdes" devido à cor das combis que dirigem. Trata-se de oficiais bilingües, capacitados para atender à maior parte dos concertos de emergência. O serviço é de graça, a exceção da gasolina e os repostos. Em caso de ajuda pode ligar ao 01-800-90-392.

Nos caminhos rurais e nas zonas de montanha recomenda-se, antes de iniciar a viagem, perguntar pela situação dos caminhos, se chover pode ter perigo de atolamento. Aconselhamos à estacionar em lugares vigiados e, se em alguma ocasião descobre-se que retiraram-lhe a placa, é que algum agente de polícia considerou que estava mau estacionado. Para recupera-la deve-se ir a Chefia da Polícia, depois de pagar a multa.

BARCO

Existem barcas com diferença frequência entre A Paz, Baixa Califórnia e Mazatlao, Sinaloa, com uma escala em Topolobampo, Os Mochis, porta de entrada à zona do Barranco do Cobre. A viagem tem uma duração de 16 horas em cada sentido (o avião só precisa de 20 minutos). Na Península de Yucatao existem vários ferris de pasageiros que ligam Cancún (desde Ponta Sam e Porto Juárez) e Ilha Mulheres. Com tarifas muito razoaveis, tem 8 saídas diárias nas duas direções. O outro ferri de interesse é o que navega de Praia do Carmo à Cozumel. Existem 9 saídas diárias nas duas direções. Em alguns rios podem-se realizar excursões e trajetos de canoa até determinados lugares de interesse.

Transporte Público

As principais povoações do México dispõem do serviço de ônibus urbanos. As rotas podem ser anunciadas com números ou então indicando o destino com algum nome. As unidades geralmente são velhas e em mal estado, embora que nos uútimos anos tenham sido renovadas. Na Cidade de México o mais recomendável é usar o metrô. Trata-se de um dos melhores serviços do mundo, limpo, rápido, econômico e eficiente. Tem os mini-ônibus, chamados combis ou "peseros" na capital e, em cidades como Guadalajara, Monterrei, Cidade Juárez, para citar algumas. É um transporte muito rápido, já que competem entre eles, para chegar primeiro as paradas e subir mais passageiros. Paga-se ao início do trajeto e, é aconselhável fazer na quantidade exata. Embora que em Cancún poderá ir caminhando à maior parte dos lugares, o serviço de ônibus pode ser um alívio em algum momento. Anunciam-se com o número de rotas que realizam, seguido de um nome, por exemplo "Rota I, Zona Hotéis".

Táxis

Em geral os táxis do México são econômicos, porém as tarifas variam de uma cidade a outra. Nas principais cidades estão previstas de taxímetros e, no caso contrário, o melhor é combinar e pechinchar no preço antes de iniciar o trajeto. Os preços são geralmente mais baixos nas cidades do interior que nos centros turísticos de praia. É bom se informar previamente do custo da viagem antes de abordar o táxi. Em alguns aeroportos e centrais de ônibus existem, à saida, passagens para táxi, com tarifas autorizadas. Pode utilizar este serviço. Provavelmente, a viagem de regresso ao aeroporto irá ser mais cara, pois aplica-se diferente tarifa. Não costuma-se deixar gorjeta.

Arte e Cultura

Arte Pré-colombiana

Ninguém duvida da grandiosidade dos povos pré-colombianos. Desde as origens, os indígenas mostraram uma profunda sensibilidade nas suas expressões artísticas. Povos como os olmecas, teotihuacanos, zapotecas-mixtecos, purepechas, etc, sobressaíram por sua elaborada arte.

Os maias desenvolveram uma civilização avançada, com grandes centros cerimoniais como Tikal, Palenque ou Copán, onde esculpiram delicadas estrelas, finas janelas ou elaboradas lajes. Por exemplo, na estrela de Quiriguá gravaram cálculos exatos das posições astronômicas, fazem 400 milhões de anos, calculando o tempo de um ano com maior exatidão, que o nosso atual calendário gregoriano. Não pode esquecer-se, além disso, as operações matemáticas e o fato de ter sido o primeiro povo americáno em trabalhar a escrita por meio de confusos hieroglifos.

Os maias destacaram em todas as artes, feito que constata-se na cerâmica policromada e chumbada, na decoração das fachadas, na refinada pintura, nas vasilhas de alabastro ou na incorporação de arcos em suas construções. Nestas manifestações deixa –se sentir a influência dos toltecas, quando aparecem os chac-mooles, altares decorados com crânios e tíbias cruzadas ou os edifícios curculares. Seus sólidos conhecimentos urbanísticos foram o suficentemente extensos para poder construir terraças artificiais, calçadas, aquedutos e tanques nas cidades.

Os aztecas não introduziram grande inovações e, em suas pirâmides percebe-se a influência totlteca. Porém, destacaram-se por ter sido grandes artistas de profunda sensibilidade. A arquitetura e escultura azteca é impressionante, seguramente influenciada pelos ritos de sacrifícios humanos. As expressões transmitem muita força que, pode parecer no primeiro momento brutal, mas de uma original beleza quando estudada em detalhes.

Período Pré-clássico (2.000 aC ao 200 dC)

Neste tempo formaram-se os padrões principais da civilização mexicana e sua habilidde arquitetônica para trabalhar com a pedra, as técnicas manuais para os tecidos, cerâmicas, talhados em pedra e madeira, a escritura hieroglífica e, a divisão do tempo e as estações do ano. Graças à utilização de diferentes métodos agrícolas, a população cresceu rapidamente, convertindo as pequenas vilas em povoados. Começaram a surgir centros cerimoniais, que serviram também, como centros de troca e comércio.

Bons exemplos deste período são: São Lorenzo, La Venta, Tres Zapotes (Estado de Veracruz) e Cuicuilco, na Cidade de México.

Período Clássico (200 dC ao 900 dC)

Etapa em que acontece a transição das culturas rurais aos centros urbanos com hegemonia política e econômica. Neste tempo foi a "época dourada" para as expressões artísticas. Foi um tempo em que construíram-se importantes obras arquitetônicas, logrou-se uma planificação urbana avançada e, ocrreram relevantes fatos no âmbito intelectual. O comércio realizou-se de forma organizada o que, ao lado de uma estratificação de sociedade teocrática, permitiu aos governantes a criação de grandes impérios.

Os melhores exemplos deste período o encontramos em lugares como Teotihuacán e Cholula (na Mesa Central), El Tajín (Veracruz), Monte Albán (Oaxaca), Palenque e Bonampak (Chiapas), Dizbilchantún, Labná, Kabah, Sayil, Chichen-Itzá e Uxmal (na Península de Yucatán).

Período Pós-clássico (900 dC ao 1521 dC)

Este período caracterizou-se pela evolução das estruturas sociais, passando da ordem teocrática a ordem militar. Além disso, sucederam-se câmbios nos importantes centros cerimoniais (como Cholula, Chichén Itzá, Tenochtitlán), desaparecendo alguns e, outros florescendo.

O Período Pós-clássico esteve dominado pelo Império Azteca e pelo ressurgimento da civilização maia nas proximidades de Chichén-Itzá e Uxmal. As mostras deste tempo encontramos em sítios como Xochicalco (Estado de Morelos), Tula (Hidalgo), Tenayuca e Tenochtitlán (Mesa Central), Yagul e Mitla (Oaxaca) e Chichén-Itzá, Tulúm e Cobá na Península de Yucatán.

Arquitetura

A arquitetura dos séculos XVI ao XVIII é, sem dúvida, a marca mais visível do México colonial. Durante este período construiram-se perto de 15.000 templos e uma trintas catedrais, promovidas e construídas pela Igreja católica e, graças a abundante boa mão de obra indígena, mais o menos especializada (somente nos primeiros 50 anos foram construídos pelo menos 250 conventos de franciscanos, dominicanos, agostinhos e jesuítas).

A singularidade da arquitetura tem a sua base no relativo isolamento da colônia, e no comportamento dos próprios indígenas, durante sua fase de aprendizagem das técnicas espanholas. As propostas locais manifestaram nos desenhos ornamentais que iriam evoluir mais tarde, o plateresco. Nas primeiras construções, o marco mais chamativo são as capelas abertas (chamadas também capelas dos índios), assim como, os afrescos com fins didáticos. Os elementos góticos e renascentistas das construções combinavam-se com elementos mudéjares e arcaismos medievais.

Porém, é o estilo barroco que pode ser considerado como o primeiro estilo artístico americano e, muito especialmente, mexicano. Um estilo que adquire a sua própria aparência e que tem a melhor testemunha no Sagrário da Catedral Metropolitana. Coincide com o assentamento da colônia e o puxado econômico, situação que estava refletida na construção de numerosos palácios e casas singulares. O século XVIIII é a época em que a arquitetura se mexicaniza, quer dizer, momento em que os crioulos e indígenas, com propostas mais vitalistas, desprezam os artezãos europeus. No final deste período, no século XVIII o barroco foi derivando para o churrigueresco, dando vida a uma arte excessivamente carregada. Finalmente o estilo herreriano acabou impondo-se, afastando os elementos decorativos, partes muito específicas das construções.

Durante o século XIX foi introduzido diversas correntes européias ecléticas do momento, especialmente as procedentes de Itália e França, existindo um período onde impôs o estilo Neo-clássico. Resultado disto, foram as construções como o edifício dos Correios e o Palácio de Chapultepec (Cidade de México), onde podem-se apreciar as diferentes correntes modernistas. No século XX a arquitetura mexicana renova-se com as propostas dos arquitetos como Luis Barragán o Villagrán García. Entre as obras contemporâneas, destacam-se a Cidade Universitária, o Museu Nacional de Antropología e História e o Museu Rufino Tamayo.

Pintura

Durante a época da colônia, a pintura mexicana esteve fortemente influenciada pelos temas religiosos e enfocada à técnica mural. Os grandes retábulos e os baixo-relêvos do espirito indígena constituíram as formas mais frequentes da escultura, daquele tempo. Durante o século XIX a pintura caraterizou-se pela influência acadêmica, porém no final deste mesmo século, surgiu o movimento chamado "pintores viajantes" onde as paisagens foram o tema predominante. O século XX foi prolixo em representações históricas do país e, os movimentos revolucionários assentaram as bases do movimento muralista. Os pintores utilizaram a sua arte como instrumento de oposição política e nacionalista. José Clemente Orozco propos uma visão satírica e trágica. Diego Rivera recriou em suas pinturas a Conquista, desde o ponto de vista dos índios e, finalmente, David Alfaro Siqueiros decantou-se pelos temas sociais. Com esta sólida base surgem as obras de Rufino Tamayo, Frida Kalho, José Luis Cuevas ou Vicente Rojo, para citar alguns.

Música

Os rítmos mexicanos são o resultado de uma longa mistura entre numerosas formas de raças dadas, nos últimos 500 anos. Durante a época pré-colombiana a música formou parte de todas as cerimonias rituais. Os instrumentos como o huehuetl, espécie de tambor, o teponaztli, um pau ôco, as flautas de cana e argila, os caracóis do mar eram comuns nas cerimonias religiosas e civis. Com a chegada dos espanhóis os rítmos conservam-se, porém misturados com os recém chegados e, os instrumentos espanhóis, como a guitarra, arpa, violino e órgão impuseram-se rapidamente. Entre a música popular destacam o huapango, rítmo originário de Veracruz que utiliza instrumentos de corda, sandunga, muito parecida ao fandango, a música rancheira, geralmente de temas de amor e dramáticos ou corrido, muito mais alegre.

Literatura

Os primeiros espanhóis enfocaram a literatura para a evangelização e, desta época conservaram as crônicas históricas, como as de Sahagún e Díaz do Castillo.

Destacam também, os temas que fazem referência à defesa dos índios e que tem o melhor espoente em Frey Bartolomé das Casas. Do século XVII destaca-se a extraordinária obra de Sor Joana Inés da Cruz, em cujos escritos poéticos trata do amor e a mulher.

No nosso século destacam-se Amado Nervo, ao que segue o também modernista Enrique González Martínez, caraterizado pela profundidade de seus pensamentos. Enrique Reyes trabalhou todos os gêneros. A obra de Carlos Fuentes reflete a sociedade contemporânea, enquanto que a poesia de Octavio Paz define-se como uma síntese das culturas mexicana e européia.

CAPITAL

A capital da República Mexicana é uma das mais povoadas do mundo, com 11 milhões aporximadamente, de habitantes e, uma zona de satélite que quase duplica sua população. Situada no leito seco do Lago Texcoco e rodeada de montanhas, foi chamada por Cortés como "coisa maravilhosa". A cidade cresceu de forma desordenada, embora conservando sempre a herança histórica nas construções e costumes. México é uma tentação que encanta quem a conhece. Talvez o absoluto, a sua magnitude e por ser o reinado dos contrastes, alguns elementos possibilitam tão estranha fascinação.

Achamos que o melhor, é visitar os principais lugares de interesse do centro histórico, caminhando. Também pode utilizar o metrô, um dos mais eficientes, rápidos e limpos do mundo, as combes (chamadas "peseros", pequenos ônibus), os novos bici-táxis, o pequeno trem que realiza percursos turísticos, os ônibus ou bem o táxi.

O centro histórico era construído acima das ruínas da antiga Tenochitlán. Trata-se de um conglomerado de vestígios coloniais e ocultas construções aztecas. O melhor lugar para iniciar a visita é desde o Zócalo ou Praça da Constitución, a segunda praça maior do mundo. Em torno dela encontra-se o Palácio Nacional, com esplêndidos murais de Diego Rivera, a Suprema Corte de Justiça, o Portal de Mercaderos, a zona arqueológica do Templo Mayor, o Museu e a Catedral Metropolitana. A construção deste impressionante templo iniciou-se no século XVI sobre o recinto cerimonial azteca e, não acabou até o XIX, ração pela que reúne vários estilos arquitetônicos como o renascentista espanhol, barroco, neo clássico francês e inclusive algumas das vidraçarias de Matias Goherita, além de excelentes mostras da arte contemporânea. É a maior Catedral latino americana, e no seu interior destacam vários retábulos barrocos e Neo-clássicos. Não menos surpreendente é o Sagrario Metropolitano, considerado como uma das obras churrigurescas mais importantes do país.

Da Catedral, atravessando a rua, encontra-se o Monte Nacional de Piedad, o lugar onde existira o Palácio Axayácatl e onde Cortés esteve prisioneiro a Moctezuma. Do lado contrário, o Templo Mayor, conformado por duas pirâmides gêmeas e, lugar onde os aztecas adoravam a Huitzilopochtli, deus da guerra e a Tláloc, deus da chuva. Aqui, levanta-se o Museu que mostra peças achadas no jazigo e constitui um dos mais belos e modernos lugares de exibição com que a capital conta.

Muito perto, ao norte, a Praça de São Domingo, onde levanta-se a Antiga Aduana, considerada como uma das edificações mais harmoniosas do México e sede da antiga Santa Inquisição. Aqui encontra-se o Portal dos Evangelistas, chamado assim pelos numerosos escrivãos que, com suas velhas máquinas, relatam e comprimentam o que for solicitado (inclusive cartas de amor). Voltando ao Zócalo e em direção sul descobrirá o Museu da Cidade, que exibe uma coleção de peças que mostram a história da capital. Muito perto está o Hospital de Jesus, fundado por Hernán Cortés, cujos restos estão enterrados embaixo de uma singela lápide, que não tem mais legenda no seu nome na igreja adjunta.

Voltando ao Zócalo e em direçao Oeste, pela rua Madero, pode-se visitar a Igreja-Convento de São Jerônimo, do século XVII. Entre seus muros viveu a célebre poetisa Sor Joana Inês da Cruz. A poucos passos a Igreja da Profesa, lugar onde iniciou-se a conspiração para alcançar a independência. O Palácio de Itúrbide, do século XVIII, importante casa colonial, destacada pela arquitetura e, muito perto a Casa dos Azulejos, hoje café, onde aconselhamos a desfrutar de um gostoso desejum do tipo "ovos rancheros". A frente, o Templo de São Francisco e a Torre Latino Americana, com 177 metros de altura e a segunda em altura, depois da Torre de Petróleos.

Neste ponto descobrirá o belo e delicado Palácio de Belas Artes. Construído em mármore de Carrara, no início do século, seguindo o estilo Art Nouveau e acabando em pleno auge do Art Déco, é sede de importantes exposições, concertos, óperas. Coraise apresentações do Balé Folclórico. Destaca-se, o maravilhoso pano de fundo de vidro de Tiffany, beseado em um desenho do célebre pintor, que representa os vulcões Popocatépetl e Iztaccíhuatl. Aqui aloja-se o Museu Nacional de Arquitetura. Muito perto o Palácio de Correios e "El Caballito", monumento dedicado a Carlos IV cuja figura é apagada pela perfeição com que seu autor, Tolsá, executou o corcel que monta o soberano. Ao frente, o Museu Nacional de Arte, onde pode-se desfrutar um interessante percurso pela arte dos séculos XVI ao XX e o Palácio de Minería, a mais bela mostra do estilo Neo-clássico que caraterizou o México do fim de século.

Atrás, o Palácio La Alameda, tradicional parque que data do século XVI, um dos melhores lugares para observar a vida e costumes dos habitantes da capital.

Durante os fins de semana é ocupada por numerosos postos de comida e artesãos, além dos espetáculos de música e baile. Por perto da Alameda, o Museu de Artes e Indústrias Populares, desde onde pode-se ver o Hemiciclo Benito Juárez. Muito perto, deixando atrás o parque, chegará à Igreja-Convento de São Hipólito, que merece uma visita por ser o lugar em que os espanhóis foram derrotados pelos aztecas na Noite Triste. Continuando mais para o Oeste pela Av. Juárez, chegará à Praça da República, onde levanta-se, majestoso, o Monumento a la Revolución. A frente o Frontón México, lugar de jogo de bola vasca e muito perto, o Museu de São Carlos, de estilo Neo-clássico e, que aloja a tradicional Acadêmia de Pintura do México. A muitos poucos passos, no antigo Convento de São Carlos, está o Museu José Luis Cuevas e a colosal escultura "La Giganta".

Deixando esta zona, aconselhamos ir à Praça das Três Culturas, onde coincidem os alicerces de uma pirâmide azteca, um convento colonial e a moderna torre branca da Secretaria de Relações Exteriores a a Basílica de Guadalupe, tanto a construída em tempos de conquista como a nova, pelo prfundo significado religioso. Aqui sentirá muito de perto o fervor dos crentes. 12 de dezembro, Dia da Virgem de Guadalupe, milhares de peregrinos reúnem-se para cantar serenatas.

Vá até o Paseo da Reforma admirar as construções decimônonicas e modernas que são vigiadas. Em uma bela e animada praça levanta-se o Angel da Independência, o monumento mais simbólico da cidade. Quando chegue a ele estará na conhecida Zona Rosa, um dos bairros mais elegantes e comerciais da Cidade de México. Pelo Paseo pode-se ir ao extenso Bosque de Chapultepec. Nesta zona encontra-se, no alto de uma pequena colina. O Castillo, onde viveu o imperador Maximiliano e, onde os nossos heróis morreram defendendo a sua escola Militar durante a guerra e, invasão norte-americana que custou ao país a perda dos Estados da Califórnia, Texas e Novo México. Na atualidade aloja o Museu de História. O bosque acolhe o Zoológico e os Museus de História Natural, Arte Moderna, Rufino Tamayo e o importante Museu de Antropologia e História. Este último aloja a coleção de peças pre-colombianas, a mais importante da América. Nas 25 salas exibem peças de todas as culturas e lugares do México. Aconselhamos que o percorra em várias visitas (tem restaurante).

Em outra direção e para o sul, pela Av. Insurgentes, uma das mais compridas do mundo, poderá ter acesso a Coyoacán, bairro tradicional de México. As ruas conservam o ambiente colonial e o Templo de São João Batista, junto com os Museus de Frida Kalho e das Artes Populares, são alguns dos principaís atrativos da zona. Mais ao sul localiza-se a pitoresca Vila de São Angel. As ruas empedradas e as majestosas casas coloniais o convertiram em um lugar de elite. Nos finais de semana, numerosos artistas expõem os seus trabalhos, sendo bom lugar para algumas compras.

Aqui encontra-se o Museu Estudio Diego Rivera, em uma construção de estilo funcionalista e o Convento do Carmo, com uma das belas cúpulas policromadas da Nova Espanha e com a única coleção de múmias da cidade. Em uma fazenda antiga, desfrutá de um dos restaurantes mais elegantes do país, o "São Angel Inn".

Mais para o sul, depois do bairro de Tlalpan e do Estadio Azteca, com uma impressionante escultura metálica, o "Sol Roxo" de Alexander Calder, encontra-se Xochimilco, "Lugar das Flores" e testemunha das antigas lagoas de Tenochitlán. Neste lago os indígenas cultivavam verduras, flores e frutos nas chinampas, parcelas flutuantes de terra. Aconselhamos dar um passeio pelos canais em alguma das trajineras ou lanchas enfeitadas com flores (de plástico). Não deixe de ir à praça e o mercado onde poderá degustar a comida mexicana e realizar algumas compras a preços baixos. Em Xochimilco vá ao Museu Dolores Olmedo, com a coleção privada mais importante de Diego Rivera, com obras de Frida Kalho, peças de arte pré-hispânica e de artes populares. Encontra-se uma bela fazenda acondicionada para alojar tão importante mostra.

OS ARREDORES DO DISTRITO FEDERAL

Neste percurso iniciaremos pelos lugares de interesse do estado do México, para continuar pelos estados de Morelos, Puebla, Tlaxcala e Hidalgo. Realizaremos um curto pulo ao Estado de Guerrero.

ESTADO DE MÉXICO

Aproximadamente a 40 quilômetros para o norte de Cidade de México encontra-se Teotihuacán, cujo nome significa "lugar de deuses". Trata-se de um impressionante conjunto arqueológico abandonado no ano 800 e composto pelas Pirâmides do Sol, da Lua, a Calçada dos Mortos, a Ciudadoa, o Templo de Quetzacóatl e o Palácio Quetzalpapalotl. A magnifIcência do caminho vai cativar-lo.

Muito perto é bom fazer uma parada no Convento de Acolman, o melhor lugar para compreender a mestiçágem entre as duas cosmo-visões que fizeram possível, o México de hoje: a indígena e a espanhola.

Outra das excursões que pode-se fazer desde a Cidade de México é a visita à Valle de Bravo, encantador lago rodeado de montanhas. Encontra-se a 80 quilômetros de Tpluica e constitui um dos mais importantes centros naúticos do país, onde junto com o esquí aquático, nevegação à vela, vôo sem motor, equitação e golf, poderá desfrutar de excelentes restaurantes e discotescas cheias de gente jovem.

Toluca

Toluca, a cidade mais alta do país, com 2.600 metros de altitude, é a capital do Estado de México. Nela distingue-se o Portal Madero e a Catedral, todos dois do século XIX, o novo Cosmovitral e Jardim Botânico, um encantador lugar de plantas e flores no que foi o antigo mercado, o Templo do Carmen, do século XVIII, o Templo da Santa Veracruz, século XVI, de fachada neoclássica e o Centro Cultural Mexiquense, 8 km ao oeste do centro da cidade e que acolhe o Museu de Culturas Populares, o Museu de Antropologia e História e o Museu de Arte Moderna.

Para os que gostam da natureza o Estado de México oferece, entre outros atrativos, o Nevado de Toluca (Xinantécatl), um vulcão com 4.558 metros de altura situado a 22 quilômeros da capital. E para os amantes da arqueologia, nada melhor que ir para a Calixtlahuaca, o assentamento Matlazinca mais importante do estado, onde destaca-se Teocalli (Casa de Deus), de planta circular e quatro edificações sobrepostas em distintas épocas, dedicado a Ehécatl "deus do vento".

Perto, nos bosques de oyameles, produz –se o maravilhoso fenômeno da migração anual da borboleta monarca, que pode-se contemplar dento de circuitos, severamente vigiados pelos guardas rurais, encarregados de fazerem respeitar o chamado "Santuário da Mariposa" (cfr. O apartado dedicado a Michoacao).

MORELOS

O Estado de Morelos caracteriza –se por ser um estado pequeno, por acolher bom número de mosteiros do século XVI e por alojar balneários emblemáticos como Oaxtepec.

Tepoztlán

A 80 quilômetros da Cidade do México, levanta-se Tepoztlán (Lugar do Cobre), em um verde vale rodeado de incríveis formações de montanhas. Foi aqui o lugar onde apareceu Quetzacóatl, o místico deus dos Aztecas. Provavelmente por isto, Tepoztlán converteu-se nos últimos tempos, em um lugar de encontro de intelectuais, artistas e boêmios. É aconselhável visitar o Ex-Convento Dominicano da Natividad, do ano 1506, de fachada plateresca, o Museu Arqueológico Carlos Pellicer, com interessantes peças pre-colombianas e a Pirâmide de Tepozteco, no alto de uma pequena montanha.

Cuernavaca

Para o sul da República. Em direção a Acapulco, encontra-se Cuernavaca, a cidade da eterna primavera. Trata-se de uma preciosa povoação onde o lazer e os passeios, visitando os monumentos coloniais, é a melhor atividade. Distinguem-se o Palácio de Cortés e o Museu de Cuauhnáhuac, com murais orientais e, porque nela pode –se apreciar as diversas etapas de sua construção desde a ano 1526 (Capela de São José, Templo da Asunción de María e Templo da Terceira Ordem de São Francisco), o Museu Robert Brady, com mostras de artistas contemporâneos, o Museu Herbolário, na antiga casa construída pelo Imperador Maximiliano, chamada também "La Casa do Olvido", o Palácio Municipal, do século XIX e o Salto de São Antón, uma cascata de 40 m de queda livre.

Taxco

Continuando pela estrada principal, mais para o sul, encontra-se Taxco, a capital da prata. A pequena cidade estende-se pelas ladeiras das montanhas e minas.

Aqui moran alguns dos melhores oríveres do mundo. Distinguem-se a Igreja de Santa Prisca, a peça mestra da arquitetura barroca, com impressionantes torres e uma inesquecível fachada churrigueresca, a Casa Humboldt que acolhe o Museu de Arte Virreinal, o Museu da Platería, onde podem-se ver os melhores trabalhos em prata, suas numerosas lojas de ourivesaria, as ruas empedradas e o pitoresco ambiente.

PUEBLA

Para definir o Estado de Puebla precisa-se dizer que é uma região de vulcões, vales, povoados típicos e, provavelmente, o lugar com alguns dos trabalhos mais importantes de arte colonial no México.

Puebla dos Angeles

Para o sul da Cidade de México, na direção à Veracruz, liga-se Puebla, "a cidade dos azulejos". Conta com perto de um milhão e meio de habitantes e entre os seus atrativos destaca-se a Capela do Rosário, recoberta de ouro, e lugar onde destaca-se toda a fantasia dos mestres barrocos; a Catedral, do século XVI com fachada estilo herreriano, a Biblioteca Palafoxiana no Antigo Palácio do Arzobispado, o Museu Amparo com uma extraordinária coleção de arte pré-hispãnico e colonial, a Casa das Artesãos no Ex-Convento de Santa Rosa, o Museu Bello e González com preciosa fachada, o Museu Regional do Estado na antiga Casa de Alfeíque de estilo barroco e o Teatro Principal, considerado como o mais antigo de América, para citar algumas construções emblemáticas.

Não deixe de visitar, pelar redondezas, os formosos conventos levantados ao pé do vulcão Popocatépetl, com preciosos pátios interiores de arcos decorados e fontes de pedra, formando um agradável conjunto; Huejotzingo, lugar onde elabora-se sidra e com o belo Mosteiro de São Miguel do século XVI; e Africam Safari, zoológico com animais em liberdade.

TLASXCALA

Tlaxcala é o menor estado da República Mexicana. São seus principais atrativos dois lugares, Tlaxcala e Cacaxtla.

Tlaxcala

A capital do estado é uma pacífica vila colonial. Ao redor das duas praças principais localizam-se seus atrativos, como o Palácio de Governo com belos murais do artista local Hernández, o Ex-Convento de São Francisco, um dos primeiros mosteiros do país, o Santuário da Virgem de Ocotlán, que além da fachada churrigueresca, é um dos centros de peregrinação mais importantes do México, e o Museu de Artes e Tradições Populares com o melhor dos trabalhos regionais.

Cacaxtla

A 20 quilômetros a sudeste de Tlaxcala localiza-se a Zona Arqueológica de Cacaxtla, antiga capital dos olmecas-xicalancas, atingindo seu máximo desenvolvimento entre 650 e 900 dC. Foi abandonada para o ano 1.000 da nossa era.

As ruínas de Cacaxtla escondem os mais belos afrescos de todo o país. As pinturas murais conservam seu colorido e força, só precisa chegar perto do Mural da Batalla para descobrir toda a magia das ruínas.

Este mural, realizado entre os anos 650 e 700 dC. representa a luta entre dois grupos: os vencidos levam adornos de cabeça feitos com ricas penas de aves, jóias e jade e encontram-se feridos, enquanto que os vencedores, a maior parte com couros de onça, atacam os inimigos com lanças, facas de obsidiana (pedra vulcânica) e lança-dardos. Para protegê-lo, foi construído um teto metálico que constitui uma das maiores superfícies cobertas do mundo.

HIDALGO

Ao norte da Cidade de México, pelo caminho que conduz a Tepoztlán (Morelos), vale a pena visitar as Ruinas de Tula, antigo assentamento fundado pelos Chichimecas. Destacam-se os "Atlantes", sólidas colunas de quase cinco metros que representam ferozes guerreiros (ver o apartado de Lugares Arqueológicos).

Pachuca

A "bela arejada" capital do Estado de Fidalgo é uma modesta cidade com população aproximada de 30.000 habitantes. Aqui tem o Museu Nacional de Fotografía, com um arquivo de mais de um milhão y meio de imagens, a Igreja da Assunção de século XVII e o Centro Cultural Hidalgo, no antigo Mosteiro de São Francisco (compreende dois museus, um teatro, galeria de arte e uma biblioteca).

GUERRERO

O Estado de Guerrero abrange uma agreste zona montanhosa (como querendo proteger as belas praias do Pacífico), dois destinos turísticos muito solicitados e, bom número de pequenos povoados costeiros e de montanha. A capital, Chilpancingo, acolheu no início do século XIX o célebre Congreso de Chilpancingo, onde realizou-se a Declaração da Independência.

Acapulco

Acapulco, nas costas do Pacífico, é um dos destinos mais explorados do México. A imagem da Quebrada, onde os cravadistas lançam-se ao mar desde alturas de vertigem, tem dado a volta ao mundo. Acapulco é sinõnimo de lojas,. bares, restaurantes, discotecas e praias como a do Revolcadero, estenso arenal com uma lagoa o a do Pie da Cuesta, lugar romântico, cujas palmeiras servem de marco a um dos entardeceres mais belos do país. Não é a toa que Acapulco é o destino turístico mais antigo do México.

Na zona centro e do velho Acapulco destacam o Zócalo, a Igreja de Nossa Senhora da Solidão, com duas preciosas torres cobertas de azulejos amarelos e azuis, o Forte de São Diego, reconstruído no séculpo XVIII e com fascinante museu no interior, o Mercado Municipal, o maior que pode-se ver em qualquer destino de praia, o Mágico Mundo Marino, onde realizam-se exibições marinhas sob teto e as Praias de Caleta e Caletilla. O coração da zona hoteleira é a Avenida Miguel Alemán, conhecida popularmente como "la costera", onde encontra-se o Parque Papagaio, o Centro Cultural Guerrero, provido de um moderno museu e, o Centro Internacional Acapulco, sede de importantes convenções como a do Tianguis Turístico Annual. Em La Costera concentra-se toda a vida da preciosa baia.

A sudeste de Acapulco, entre o aeroporto e a baia encontra-se Porto Marquês, tranquila bahia que acolhe o luxuoso complexo turístico Punta Diamante e Praia Revolcadero, uma larga faixa de areia branca, rodeada de palmeiras. É o melhor lugar para os surfistas e, para quem gosta do golfe. Não deixe de visitar o Complexo Vidafel, que conta com canais. piscinas e preciosos motivos decorativos de inflluência maia.

Ixtapa-Zihuatanejo

Ao norte destas costas encontra-se Ixtapa, o centro turístico mais moderno do ocidente mexicano, em claro contraste com Zihuatanejo, povoado que conserva o jeito tradicional e com perto de 60.000 habitantes.

Nos tempos pré-colombianos constituiu um santuário sagrado para a nobreza indígena do México e supõe-se que a zona foi na época uma sociedade matriarcal, já que o nome significa: "lugar de mulheres".

Distingue-se, além do ambiente pacífico, o Museu Arqueológico da Costa Grande de Zihuantanejo, que exibe peças de cerâmica e outros objetos encontrados na zona. Desde aqui pode-se viajar de lancha à Praia Las Gatas, lugar em que o "snorkeling" é a atividade mais praticada e, a Ilha Ixtapa, refúgio para a fauna selvagem onde habita tatus, mapaches, veados, iguanos e numerosas espécies de aves próprias da região. A melhor praia da ilha é Praia Coral.

Ao sul, a 20 quilômetros de Zihuatanejo, encontra-se Praia Branca, com enorme lagoa excelente para a observação das aves. As léndas de piratas e tesouros, faladas no povoado de pescadores, não desmerece as encantadoras praias de Barra de Potosí.

Fonte: www.rumbo.com.br

México

Dia de Los Muertos

No México contemporâneo, temos um sentimento especial diante do fenômeno natural que é a morte.

A morte é como um espelho que reflete como vivemos e nossos arrependimentos.

Quando a morte chega nos ilumina a vida.

Se nossa morte precisa de sentido, tão pouco sentido teve a vida, "diga como morre e te direi como é".

México

Fazendo uma comparação com os cultos pré-hispânicos e a religião cristã, se sustenta que a morte não é o fim natural da vida, se não uma fase de um ciclo infinito. Vida, morte e ressureição são os estados do processo que nos ensina a religião cristã.

O desprezo, o medo e a dor que sentimos diante da morte unem-se ao culto que profetizamos.

A morte pode ser uma vingança da vida, porque nos liberta daquelas vaidades em que vivemos e nos converte, no final , a todos por igual como somos, um monte de ossos. Então a morte vem, jocosa e irônica, a chamamos de "esqueleto", "ossuda", "dentona", "a magricela", "la parca". Ao ato de morrer damos definições como "petatearse", "esticar as canelas", "fugir", morrer.

Estas expressões só permitem brincar e criar mais brincadeiras com refrões e versos. Nossos jogos estão presentes nas caveiras de açucar, recortes de papel, esqueletos coloridos, piñatas de esqueletos, marionetes de esqueletos e quando fazemos caricaturas ou historinhas.

México

Fonte: br.geocities.com

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal