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Classicismo

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Classicismo – O que é

Classicismo é um movimento que pode ser definido pela sua atenção para as formas tradicionais de concentração na elegância e simetria.

O Classicismo leva a arte dos gregos e romanos como a sua ideia de perfeição.

Desenvolveu em Roma no final do século 15, o estilo clássico foi muito frequente, sobretudo entre os artistas da Renascença.

Seu objetivo era capturar a precisão da idade antiga que para eles representavam a possibilidade de alcançar a beleza absoluta em sua arte. Usando exemplos, como o “Belvedere Torso ‘e o’ Medici Venus ‘, os artistas rejeitaram o nacionalismo em favor da atenção à forma e detalhe.

Classicismo – Conceito

O Classicismo, nas artes, refere-se geralmente a um grande respeito por um período clássico, a antiguidade clássica na tradição ocidental, como estabelecimento de padrões para o gosto que os classicistas procuram imitar.

Classicismo – Movimento

Classicismo, terceiro grande movimento literário da língua portuguesa, marca o início a chamada Era Clássica da Literatura.

A Era Clássica é formada por três movimentos ou escolas literárias:

O marco inicial do Classicismo é o retorno de Sá de Miranda a Portugal, em 1527, depois de passar alguns anos na Itália em contato com a nova literatura renascentista, conhecida como “o doce estilo novo”. O fato que marca o final do Classicismo é a unificação da Península Ibérica sob o domínio espanhol em 1580, quando Portugal não consegue mais a sustentação política e econômica do país.

É importante lembrarmos que esta divisão – marco inicial e final de um movimento – é apenas uma classificação para fins didáticos. Como já vimos no Humanismo, antes mesmo do retorno de Sá de Miranda, alguns autores portugueses, como Gil Vicente, já apresentavam antecipações renascentistas.

CONTEXTO HISTÓRICO-CULTURAL

O Classicismo Português ou também Renascimento em Portugal corresponde ao período de apogeu da nação, marcado por grandes acontecimentos, dentre os quais se destaca a expansão ultramarina.

Veja um de seus símbolos:

O século XVI ficou conhecido como a época dos grandes descobrimentos.

Entre as grandes conquistas ultramarinas estão: a descoberta do caminho marítimo para as Índias, empreendida por Vasco da Gama, em 1498; o descobrimento do Brasil, em 1500 e o descobrimento de várias regiões da África nos anos seguintes. Essa expansão proporcionou uma grande prosperidade econômica e Lisboa transformou-se em um importante centro comercial da Europa.

CARACTERÍSTICAS

Entre as várias características do Classicismo, destacam-se:

Racionalismo: De acordo com essa concepção, a razão era quem governava as emoções e os sentimentos, buscando uma harmonia, um equilíbrio entre forma e conteúdo. Nessa concepção mais racional o indivíduo e seu lugar deixavam de ser particularizados, assumindo um caráter mais universal. A arte clássica estava preocupada com o Mundo e com o Homem.
Retomada da mitologia pagã:
Os autores greco-latinos eram imitados como modelos de perfeição – ideais de beleza – e seus deuses eram retomados, aparecendo em grande escala nas produções do período como figuras literárias ou como tema da pintura renascentista.
Verossimilhança:
Os clássicos acreditavam que a beleza era o racional, aquilo que era verdadeiro. O verdadeiro por sua vez, era o natural, daí resultou a valorização da natureza e sua imitação constante.
Fusionismo:
Correspondia à fusão, à união da mitologia pagã – com seus vários deuses e ninfas – com a tradição cristã. Não se esqueça da importância, até hoje, da religião católica para os portugueses.
Medida Nova:
Nós já vimos o que era no Humanismo a Medida Velha – utilização de versos redondilhos – formados por cinco ou sete sílabas poéticas. A Nova Medida Clássica correspondia ao uso dos versos decassílabos e das formas fixas.

Classicismo – Arte

Em Arte, o Classicismo refere-se, geralmente à valorização da Antiguidade Clássica como padrão por excelência do sentido estético, que os classicistas pretendem imitar.

A arte classicista procura a pureza formal, o equilíbrio, o rigor – ou, segundo a nomenclatura proposta por Friedrich Nietzsche: pretende ser mais apolínea que dionisíaca.

Alguns historiadores de arte, entre eles Giulio Carlo Argan, alegam que na História da arte concorrem duas grandes forças, constantes e antagônicas: uma delas é o espírito clássico, a outra, o romântico.

As duas grandes manifestações classicistas da Idade Moderna européia são o Renascimento e o Neoclassicismo.

Serve também o termo clássico para designar uma obra ou um autor depositários dos elementos fundadores de determinada corrente artística.

Características do Classicismo:

Universalismo
Racionalismo
Antropocentrismo
Paganismo
Neoplatonismo
Referência à cultura grega

Apuro Formal:

Soneto (2 Quadras 2 Tercetos)
Versos Com Até 10 Síladas Métricas (Estilo doce novo & Medida nova)
Rimas consoantes, por vezes até ricas

Música

Designa-se Música Clássica a música erudita, ou seja, a música ocidental composta entre os séculos XVIII e XIX.

Num sentido mais amplo, é tomada também como sinônimo de toda a música erudita ocidental.

Literatura Clássica

O Renascimento surgido na Itália, no século XV, espalhou-se por toda a Europa já no século seguinte. Isso aconteceu em virtude da rapidez da divulgação cultural, a partir da invenção da Imprensa . O trabalho de recuperação e tradução dos textos antigos , desenvolvido pelos humanistas , contribuiu para a substituição gradativa do ensino religioso pelo ensino laico nas universidades. A cultura deixou de ser exclusividade dos membros da Igreja, atingindo camadas mais amplas da burguesia emergente, que a encarava como um meio de destaque social, substituidor dos títulos de nobreza e do sangue aristocrático que ela não possuía. As descobertas científicas recentes voltavam a privilegiar o racionalismo, indicando uma tendência antropocêntrica que ressaltava ainda mais a distância em que o mundo se encontrava da era medieval.

Convencido e consciente de sua capacidade, o homem, agora, preocupava-se com a sua realidade diária, concreta, humana, terrena e menos com a idéias de morte com a salvação da alma. Evidentemente , isso não significava uma onda de ateísmo declarado, mas uma mudança de se tornar a “medida de todas as coisas”.

Em Portugal, o Quinhentismo (Classicismo) teve início em 1527, quando do retorno do poeta Sá de Miranda da Itália , onde vivera vários anos para estudos . Na bagagem, trazia novas técnicas versificatórias , o “dolce stil nuovo “. Além de introduzir no país o decassílabo (medida nova) em oposição à redondilha medieval (5 ou 7 sílabas), que passou a ser chamada de medida velha, trouxe uma nova conceituação artística . Devemos entender, portanto, que Sá de Miranda não trouxe para Portugal apenas um verso de medida diferente , mas um gosto poético mais refinado .

Juntamente com o decassílabo, passaram a ser cultivadas novas formas fixas de poesia, como o soneto (2 quartetos e tercetos , com metrificação em decassílabos e rimas em esquemas rigorosos ), a ode (poesia de exaltação), a écloga (que tematiza o amor pastoril), a elegia (revelação de sentimentos tristes), a epístola (carta em versos). É preciso lembrar que a substituição do verso redondilha ( medida velha) , característico da Idade Média, pelo decassílabo (medida nova) não se deu de forma imediata, pois ambas as medidas conviveram por grande parte do século XVI.

Os acontecimentos marcantes da história portuguesa do século XVI (a liberdade predominante durante a dinastia de Avis, as grande navegações), contribuíram para o considerável desenvolvimento cultural do país. a obra de Gil Vicente já era um exemplo disso, mas ao longo do século a tendência se acentuou ainda mais.

São marcas dessa consolidação: a estruturação de usos da língua portuguesa; o surgimento ou a reafirmação de autores de produção regular (como João de Barros, Damião de Góis, Fernão Mendes Pinto nos estudos históricos; Sá de Miranda, Antônio Ferreira e Luís de Camões no terreno da literatura); o incremento na literatura de autores estrangeiros consagrados, como Francesco Petrarca, Dante Alighieri e Giovanni Boccaccio.

Mas, nesse século, também se deram os fatos que marcaram oficialmente o fim do Classicismo. No ano de 1580, ocorreu a anexação de Portugal pela Espanha, situação que perduraria por 60 anos. No mesmo ano, a morte do maior autor clássico português, Luís de Camões, encerrava o Classicismo . A partir dessa data, Portugal passará a viver o estilo Barroco, sob a influência espanhola.

O antropocentrismo da sociedade européia, descrito acima deságua na identificação com conceitos da cultura greco-latina , que passa a ser valorizada, resgatada, estudada e facilmente assimilada e incorporada a hábitos e tradições e à visão de mundo de artistas e intelectuais europeus. A cultura greco-latina se sobrepõe ao quadro espiritual herdado da Idade Média.

Caracterização

O caráter básico do classicismo é exatamente a influência do modelo greco-romano. Daí se originou a atitude racionalista , que via a razão como bem supremo a ser atingido e cultivado.

Do racionalismo advém a busca de equilíbrio , entre forma e inspiração , e a presença da harmonia e da clareza na obra de arte , como conseqüência de uma sociedade crente em si mesma , porque otimista quanto ao presente e futuro do homem .

A herança greco-romana determinou a presença dos deuses do Olimpo ( mitologia grega ) nas obras literárias da época. O respeito e culto à natureza vieram como conseqüência da adoção da teoria aristotélica do homem natural. Belo passou a ser encarado como conceito associado ao Bem ( nobreza de sentimentos ).

Um componente fundamental foi o universalismo , trazido a partir de dois fatores básicos: uma nova mentalidade científica voltada para a reflexão em torno do lugar do Homem no mundo ( pesquisas de Leonardo da Vinci , Copérnico , Kepler , Giordano Bruno e outros ) e uma preocupação maior com o bem coletivo.

Esses traços identificadores do classicismo renascentista definiram um caráter fundamental: o antropocentrismo.

Os arroubos místicos medievais foram momentaneamente afastados.

A expressão artística buscava a linguagem clara , simples , sem excessos , como correspondente do equilíbrio na maneira de encarar o mundo . A expressão dos sentimentos permaneceu , mas estava submetida a uma tentativa de explicação racional , de explanação lógica .

Classicismo – História

A história da criação estética no Ocidente desenrolou-se, em grande parte, com a alternância de períodos “clássicos”, em que predominou a busca de harmonia e proporção, e de fases caracterizadas por tendências mais livres, como o barroco e o romantismo, em que se valorizou sobretudo a expressão da subjetividade e da fantasia do artista.

O termo classicismo, a rigor, refere-se a um movimento cultural baseado nos modelos da antiguidade clássica e que impôs em diferentes momentos históricos: Renascimento, século XVII e, em sua versão conhecida como neoclassicismo, entre o final do século XVIII e começo do XIX. Como traços peculiares a essa atitude estética devem ser apontados a importância conferida aos mestres gregos e romanos, o sentido das proporções, a harmonia entre as partes e o todo, a busca do equilíbrio e o desejo de imitar a natureza (mimese). Essa imitação, no entanto, não pretendia apenas a cópia, mas a seleção dos princípios básicos da realidade e sua representação racional. O classicismo, portanto, buscava antes de tudo refletir a ordem do mundo e seus componentes essenciais.

Sob tal perspectiva pode-se dizer, em sentido amplo, que o classicismo constitui uma determinada atitude artística que tem reaparecido continuamente nos mais diversos momentos da história. A decomposição da natureza em suas formas geométricas, postulada pelo neo-impressionista francês Cézanne e levada ao extremo pelos cubistas, ou a arquitetura racionalista do século XX, partilham muitos dos princípios classicistas.

Na realidade, os grandes mestres do classicismo nunca se limitaram a imitar modelos do passado: absorveram seu espírito, para adaptá-lo a seu próprio tempo.

Antiguidade clássica

O período clássico por excelência da arte grega foi o século V a.C., quando, principalmente em Atenas, estabeleceram-se os princípios fundamentais do classicismo. Nas artes plásticas, partia-se das proporções ideais do corpo humano para chegar à proporção total no universo. Essa concepção relacionava-se às idéias dos pitagóricos, para os quais a harmonia se fundava nos números.

Na arquitetura, a linguagem clássica difundiu-se com maior intensidade graças ao êxito das duas grandes ordens: a dórica, sóbria e rigorosa, e a jônica, de maior plasticidade. A Acrópole de Atenas, com seu estudado equilíbrio de ambas, constituiu a síntese do espírito grego. Uma mesma preocupação estética marcou os escultores Fídias, Miron e Policleto. Este último, com seu “Doríforo”, fixou as proporções ideais do corpo humano.

Embora os poemas de Homero já apresentassem concepções clássicas, foram os filósofos Platão e Aristóteles e os trágicos Sófocles, Ésquilo e Eurípides que estabeleceram as normas e princípios literários fundamentais que reapareceriam ao longo da história nas diversas versões do classicismo. Este encontrou em Platão um caminho para a idealização da realidade, enquanto que Aristóteles, em sua Poética, estabeleceu os princípios da mimese ou imitação da natureza.

O mundo romano, mais pragmático, viu-se atraído pela estética grega, e acentuou seus traços naturalistas (bustos, estátuas-retrato e relevos históricos).

Vitrúvio, em De architetura, consagrou o emprego das ordens clássicas.

No campo da literatura, o poeta Horácio, no século I a.C. reuniu em sua Ars poetica os ensinamentos de Aristóteles – coerência, ordem, harmonia –, sustentou que a literatura deveria “ensinar e deleitar” e defendeu a necessidade de combinar o talento com o empenho reflexivo: “De que serviria o trabalho sem uma grande inspiração, ou o trabalho sem empenho? Um precisa do outro, e ambos conspiram juntos, amistosamente.” A Eneida, de seu contemporâneo Virgílio, representa a expressão poética máxima dessa filosofia.

Na Europa medieval, os ideais clássicos nunca chegaram a desaparecer, graças às ordens monásticas, aos bizantinos e aos muçulmanos, que souberam compilar e difundir as grandes obras da antiguidade. Essa tradição também foi resgatada no Renascimento, por meio do humanismo.

Renascimento

O movimento renascentista, iniciado no século XV, na Itália, recuperou os ideais clássicos e conciliou-os com a tradição cristã. O homem voltou a ser o centro do mundo, ao contrário da visão teocêntrica propagada na Idade Média. Desenvolveu-se o individualismo e o espírito crítico, surgiram múltiplas iniciativas e experiências que deram grande impulso ao panorama cultural. Estudaram-se, na arte, os modelos clássicos, graças em boa parte à recuperação do tratado de Vitrúvio, que tinha espírito científico, e buscou-se uma beleza perfeita, baseada na harmonia, na razão e na perspectiva, idéias que encontraram seu primeiro grande expoente em Leonardo da Vinci. Transformou-se nos principais centros do classicismo a Florença do século XV, com os arquitetos Filippo Brunelleschi e Leone Battista Alberti e o escultor Donatello, assim como Roma no século XVI, com Michelangelo, o arquiteto Donato Bramante e o pintor Rafael.

O alto classicismo do século XVI teve seus mais rigorosos representantes em Bramante, que realizou o tempietto de São Pedro, em Roma, com a planta centralizada e a enorme cúpula de estilo sóbrio e austero, e em Rafael, que pintou composições equilibradas e harmoniosas, com personagens delicadas e de grande beleza (“Retrato de Baltazar Castiglione”). Em Veneza, Andrea Palladio construiu diversas mansões campestres e criou o “motivo palladiano”, um vão semicircular entre dois vãos adintelados.

O Renascimento literário italiano teve como seu grande precursor Petrarca, que difundiu os modelos clássicos e renovou a métrica de sua língua. Em seguida foram estudadas as teorias literárias de Horácio, resgatadas por eruditos como Gian Giorgio Trissino e Julius Caesar Scaliger, que em suas Poetice (1561; Poéticas) estabeleceu a regra das três unidades (tempo, lugar e ação), conforme o modelo aristotélico.

Partindo da Itália, essa corrente classicista estendeu-se por toda Europa, chegando até à corte francesa de Francisco I (Fontainebleau), à corte espanhola de Carlos V (I da Espanha) e Felipe II (o Escorial), e à corte portuguesa de D. João III, em que viveu Camões, um dos mais altos poetas do Renascimento. Depois dos grandes mestres, porém, seus seguidores caíram freqüentemente no academicismo e na imitação, realizando obras “à maneira” (maneirismo) dos grandes mestres.

Esse espírito anticlássico maneirista transformou-se numa corrente barroca que, na Itália, tomou dois caminhos opostos: o naturalismo de Caravaggio e o classicismo dos irmãos Carracci, artistas ecléticos que se basearam nos grandes mestres do século XVI para decorar a galeria do palácio Farnese, e conferiram grande importância à natureza e ao desenho.

Quando a estética barroca prevalecia na Europa, renasceu na França um classicismo peculiar, cujo momento de esplendor de 1654 a 1715, ocorreu no reinado de Luís XIV. O pintor Charles Le Brun e o escritor Nicolas Boileau, autor de L’art poetique (1674), obra bastante influente, impuseram oficialmente esse estilo.

No princípio do século XVII esse classicismo demonstrava tranqüilidade. Exemplo disso foram as telas de Nicolas Poussin, que trabalhou sobretudo em Roma e recriou o mundo da antiguidade em telas como “Paisagem com Diógenes”, que elevaram ao máximo a representação intelectual da natureza. No reinado de Luís XIV, o desejo de glorificar a realeza – próprio do absolutismo monárquico – deu lugar a um estilo majestoso e imponente. Seu paradigma arquitetônico foi o palácio de Versalhes, reformado e aumentado sucessivamente por arquitetos como Louis Le Vau e Jules Hardouin-Mansart.

Na literatura, imitaram-se os temas e gêneros da antiguidade, com suas regras estritas, enquanto a filosofia racionalista, com Descartes, apresentou uma visão “geométrica” do universo.

Ressurgiu a dualidade horaciana da finalidade da arte: ensinar, como nas obras de Racine, e distrair, como no teatro de Molière. La Fontaine, com suas fábulas, tentou combinar os ensinamentos morais com a diversão.

Na arquitetura inglesa, que sempre realizou uma síntese própria das tendências européias, durante os séculos XVII e XVIII se desenvolveu um classicismo peculiar, baseado no veneziano Palladio. Destacou-se também Inigo Jones, autor da “Casa da rainha”, em Greenwich. O palladianismo desembocou no classicismo de Sir Christopher Wren, cuja catedral de São Paulo, em Londres, foi construída com uma grandiosa cúpula semelhante à da basílica de São Pedro, de Roma. Foram esses artistas os precursores do neoclassicismo inglês de Robert Adam e Lord Burlington.

Neoclassicismo

Na segunda metade do século XVIII e nas primeiras décadas do XIX, voltou-se a valorizar em toda Europa o ideal clássico da clareza e harmonia como reação contra os excessos do rococó. A França mais uma vez seria a origem desse retorno aos modelos da antiguidade, que se distinguiu dos anteriores por um maior conhecimento do mundo greco-romano. Isso deveu-se sobretudo às escavações arqueológicas de Pompéia e Herculano, às pesquisas do historiador alemão Johann Winckelmann sobre a arte grega e aos desenhos de ruínas dos italianos Giovanni Paolo Panini e Giambattista Piranesi.

Na França, por volta de 1760, o arquiteto Jacques Germain Soufflot recorreu aos elementos clássicos para construir a monumental igreja de Sainte-Geneviève de Paris, mais tarde o Panteão.

Esse neoclassicismo arquitetônico, severo, de volumes simples e clássicos, estendeu-se por toda Europa: na Rússia, o “estilo Catarina II” teve como grande expoente o Palácio de Inverno de São Petersburgo; na Espanha, sobressaíram Ventura Rodríguez e Juan de Villanueva; e, na Alemanha, K. G. Langhans ergueu a monumental Porta de Brandemburgo, em Berlim.

A escultura foi uma das mais notáveis manifestações do neoclassicismo, graças ao italiano Antonio Canova e ao dinamarquês Bertel Thorwaldsen, que preferiram a brancura do mármore à policromia, pois acreditaram, erroneamente, que toda escultura clássica era branca. A serenidade e o equilíbrio desses grandes artistas foram uma fiel recriação dos modelos gregos do século V a.C.

Na pintura, o grande mestre foi o francês Jacques-Louis David, que se inspirou na antiguidade para suas representações pictóricas teatrais, de grande austeridade e harmonia, cujos ensinamentos morais eram inspirados na ética dos heróis clássicos, como “O juramento dos Horácios”. Com Napoleão Bonaparte, David converteu-se em pintor oficial dos fastos do império, para propaganda e exaltação do imperador (“Coroação de Napoleão I em Notre-Dame”). O final dessa corrente pictórica contou com outro francês, Ingres, defensor da primazia do desenho.

A literatura do século XVIII, como ocorrera no Renascimento, fez do ser humano a medida de todas as coisas. Apareceu a figura do “ilustrado”, racionalista e empírico, erudito e crítico, voltado para a natureza e para o homem, preocupado com o saber, que tinha uma grande relação com a figura do humanista da Renascença. Os ideais românticos, porém, com sua ênfase em uma maior imaginação e na noção do “gênio” em oposição ao mero intelecto, subverteram, já no final do século, as concepções neoclássicas. Dessa forma, o alemão Johann Wolfgang Goethe, admirador do mundo grego e expoente máximo do “classicismo de Weimar”, conseguiu, em suas obras, conciliar a razão com o sentimento.

Também a música conheceu um período classicista, iniciado no final do século XVIII, após a morte de Johann Sebastian Bach, e que se estendeu aproximadamente até 1830, quando foi substituído pelo romantismo. Viena tornou-se a capital musical da Europa. Buscava-se uma linguagem harmônica distante das formas polifônicas barrocas, na qual predominasse o equilíbrio, a serenidade e a alegria. Sua expressão mais freqüente foram a sonata e a sinfonia. O apogeu desse movimento viu-se marcado pela supremacia da escola alemã, com Haydn e Mozart.

Ao longo dos séculos XIX e XX, os sucessivos movimentos artísticos levaram a uma ruptura com a noção “acadêmica” de criação, que implicava a sujeição a determinados preceitos. Isso não significou, no entanto, o desaparecimento dos ideais greco-romanos, que sobreviveram até hoje em todos os artistas que dão ênfase à harmonia formal, ao equilíbrio e à captação intelectual do mundo.

Classicismo – Antiguidade Clássica

O movimento denominado Classicismo é uma tendência artística e literária que resgata formas e valores greco-romanos da Antiguidade Clássica, especialmente da cultura grega entre os séculos VI a.C. e IV a.C. Essa retomada ocorre várias vezes no decorrer da história ocidental, inclusive na Idade Média. Entretanto, mostra-se mais intensa do século XIV ao XVI na Itália. Nas artes plásticas, na literatura e no teatro, o Classicismo coincide com o Renascimento. No século XVIII, a tendência se repete com o nome de Neoclassicismo. Na música erudita adquire características próprias e manifesta-se em meados do século XVIII.

Classicismo é profundamente influenciado pelos ideais humanistas, que colocam o homem como centro do Universo. Reproduz o mundo real, mas molda-o de acordo com o que se considera ideal. As obras refletem princípios como harmonia, ordem, lógica, equilíbrio, simetria, objetividade e refinamento. A razão é mais importante que a emoção.

A adaptação aos ideais e aos problemas dos novos tempos faz com que o Classicismo não seja mera imitação da Antiguidade. Na época renascentista, por exemplo, a alta burguesia italiana em ascensão, na disputa por luxo e poder com a nobreza, identifica-se com os valores laicos da arte greco-romana.

A música do Renascimento ainda não exibe as características do Classicismo. A simplicidade, a emoção contida e a clareza da forma clássica só aparecem nas composições após o Barroco, quando as outras artes já vivem o Neoclassicismo. A transição da música barroca para a clássica é feita sobretudo por Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) e por Johann Christian Bach (1735-1782), filhos do compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750).

Os compositores passam a elaborar formas mais desenvolvidas, como a sinfonia e os concertos para instrumentos e orquestra. A sonata é a principal forma musical do período e um passo definitivo em direção à música tonal. Tem uma estrutura em três movimentos, com dois temas centrais desenvolvidos por meio de variações rítmico-melódicas e da modulação. Nela, os momentos de tensão e relaxamento se tornam a base da construção formal de obras para instrumento solo e para quarteto de corda, trio e orquestra. Os nomes que se destacam na música clássica são os austríacos Joseph Haydn (1732-1809) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).

O classicismo é um movimento cultural que valoriza e resgata elementos artísticos da cultura clássica (greco-romana). Nas artes plásticas, teatro e literatura, o classicismo ocorreu no período do Renascimento Cultural (séculos XIV ao XVI). Já na música, ele apareceu na metade do século XVIII (Neoclassicismo).

Características do Classicismo:

Valorização dos aspectos culturais e filosóficos da cultura das antigas Grécia e Roma

Influência do pensamento humanista

Antropocentrismo: o homem como o centro do Universo

Críticas as explicações e a visão de mundo pautada pela religião

Racionalismo: valorização das explicações baseadas na ciência

Busca do equilíbrio, rigor e pureza formal

Universalismo: abordagem de temas universais como, por exemplo, os sentimentos humanos.

Principais representantes do Classicismo dos séculos XIV ao XVI:

Na literatura destacou-se o escritor português Camões, autor da grandiosa obra Os Lusíadas. 
Podemos também destacar os escritores:
 Dante Alighieri, Petrarca e Boccacio.
Nas artes plásticas, podemos destacar:
 Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio, Andrea Mantegna, Claudio de Lorena entre outros.

Principais representantes do Neoclassicismo na música do século XVIII:

Wolfgang Amadeus Mozart
Joseph Haydn
Ludwig van Beethoven

Fonte: www.artmovements.co.uk/www.cursoraizes.com.br/www.geocities.com/classicismo.no.comunidades.net

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