Sonetos de Luís Vaz de Camões Doce sonho, suave e soberano, se por mais longo tempo me durara! Ah! quem de sonho tal nunca acordara, pois havia de ver tal desengano! Ah! deleitoso bem! ah! doce engano! Se por mais largo espaço me enganara! Se então a vida mísera acabara, …
Obras Literárias
março, 2017
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2 março
Doce contentamento já passado (1663)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Doce contentamento já passado, em que todo meu bem já consistia, quem vos levou de minha companhia e me deixou de vós tão apartado? Quem cuidou que se visse neste estado naquelas breves horas de alegria, quando minha ventura consentia que de enganos vivesse …
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2 março
Dizei, Senhora, da beleza ideia (1668)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Dizei, Senhora, da Beleza ideia: para fazerdes esse áureo crino, onde fostes buscar esse ouro fino? de que escondida mina ou de que veia? Dos vossos olhos essa luz Febeia, esse respeito, de um império dino? Se o alcançastes com saber divino, se com …
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2 março
Diversos does reparte o Céu benino (1616)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Diversos dões reparte o Céu benino, e quer que cada üa um só possua; assi, ornou de casto peito a Lüa, ornamento do assento cristalino. De graça, a Mãe fermosa do Minino, que nessa vista tem perdido a sua; Palas, de discrição, que imite …
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2 março
Ditoso seja aquele que somente (1598)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Ditoso seja aquele que somente se queixa de amorosas esquivanças; pois por elas não perde as esperanças de poder n’algum tempo ser contente. Ditoso seja quem, estando ausente, não sente mais que a pena das lembranças; porqu’, inda que se tema de mudanças, menos …
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2 março
Diana prateada, esclarecia (1668)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Diana prateada, esclarecia com a luz que do claro Febo ardente, por ser de natureza transparente, em si, como em espelho, reluzia. Cem mil milhões de graças lhe influía, quando me apareceu o excelente raio de vosso aspecto, diferente em graça e em amor …
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2 março
Despois que viu Cibele o corpo humano (1616)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Despois que viu Cibele o corpo humano do fermoso Átis seu verde pinheiro, em piedade o vão furar primeiro convertido, chorou seu grave dano. E, fazendo a sua dor ilustre engano, a Júpiter pediu que o verdadeiro preço da nova palma e do loureiro, …
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2 março
Depois que quis Amor que eu só passasse (1598)
Sonetos de Luís Vaz de Camões Despois que quis Amor que eu só passasse quanto mal já por muitos repartiu, entregou me à Fortuna, porque viu que não tinha mais mal que em mim mostrasse. Ela, porque do Amor se avantajasse no tormento que o Céu me permitiu, o que …
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2 março
Debaixo desta pedra esta metido (1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões À sepultura de D. Fernando de Castro Debaixo desta pedra está metido, das sanguinosas armas descansado, o capitão ilustre, assinalado, Dom Fernando de Castro esclarecido. Por todo o Oriente tão temido, e da enveja da fama tão cantado, este, pois, só agora sepultado, está …
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2 março
De vos me aparto, ó vida! Em tal mudança (1595)
Sonetos de Luís Vaz de Camões De vós me aparto, ó vida! Em tal mudança, sinto vivo da morte o sentimento. Não sei para que é ter contentamento, se mais há de perder quem mais alcança. Mas dou vos esta firme segurança que, posto que me mate meu tormento, pelas …
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